José Carlos Alexandre News

Jornalista profissional fui durante muito tempo editor de Internacional do então Diário da Tarde, de Belo Horizonte, onde iniciei como redator e colunista sindical, passando depois para a Editoria de Cidades. Antes, trabalhei como repórter e colunista do jornal Novos Rumos, sucursal de Minas Gerais, até que o golpe militar que instaurou a ditadura, em 31 de março de 1964, fechou o jornal. Participei como colaborador de outras publicaçoes do PCB durante a ditadura . Nos anos 70 fundei e fui diretor geral do Jornal União Sindical, que era distribuído aos trabalhadores do Estado, através de sindicatos e federações de trabalhadores do campo e da cidade. Também trabalhei como assessor de imprensa em várias entidades sindicais do Estado, além de ter ajudado a fundar sindicatos de trabalhadores rurais e, em Belo Horizonte, Uniões de Defesas Coletivas. Sou responsável por este blog há mais de quatro anos. Com muita honra sou cidadão honorário de Belo Horizonte. Também sou conselheiro de Direitos Humanos, membro do CONEDH (Conselho Estadual de Defesa dos
Direitos Humanos)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

                                 

Depois de recusa do Banco Central, MPF insiste em fiscalização no BNDES para Belo Monte

MPF pediu a fiscalização por causa da envergadura da operação de empréstimo, que pode ser um dos maiores da história do Banco
Publicado em 28 de fevereiro de 2012 
Por Xingu Vivo
O Banco Central do Brasil negou um pedido do Ministério Público Federal de fazer fiscalização no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para verificar a regularidade do empréstimo pedido pela usina hidrelétrica de Belo Monte. A recusa do Bacen foi recebida pelo MPF em janeiro. Já em fevereiro, os procuradores da República que atuam no caso pediram reconsideração e insistem na necessidade de fiscalização da operação, que pode ser a maior da história do BNDES.
A resposta da diretoria de fiscalização alega que o trabalho sobre Belo Monte não está “enquadrado entre as prioridades incluídas na programação do Banco Central do Brasil, além de exigir deslocamento de recursos que estão direcionados às atividades em curso e outras já planejadas, o que resultaria em embaraços consideráveis à rotina administrativa desta Autarquia e, possivelmente, poderia acarretar risco à regularidade e eficiência da atividade de fiscalização como um todo”
Em ofício enviado no último dia 14 de fevereiro, os procuradores Cláudio Terre do Amaral e Bruno Alexandre Gutschöw pediram reconsideração da negativa do pedido de fiscalização, argumentando “não se tratar de uma singela operação bancária, mas sim de uma das maiores operações do BNDES, com uma concentração de risco considerável e com um longo período de duração”.
Para o MPF, a operação envolve “empreendimento questionado em diversas ações judiciais, em área de atividade em que as alterações de custo são frequentes e, portanto, possuem potencialidade considerável de afetar a própria análise de risco”, o que justifica a fiscalização do Bacen. O empréstimo solicitado pela Norte Energia para Belo Monte é de R$ 24,5 bilhões e existem 11 processos questionando o empreendimento que ainda não foram julgados.
Fundos de pensão
O MPF também questionou em ofício outra instância de fiscalização do mercado financeiro, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). A Superintendência tem prazo de 10 dias para informar sobre fiscalização na política de investimento dos fundos de pensão que integram o capital da Norte Energia.
Os procuradores perguntam “se os investimentos feitos pelos fundos de pensão possuem taxa interna de retorno suficiente de forma a garantir a higidez do respectivo fundo de pensão” e se “todo esse acompanhamento está sendo realizado considerando um cenário de custo total do empreendimento de aproximadamente R$ 30 bilhões” (previsão mais recente de custos para Belo Monte).
Além da participação indireta da Previ, ligada aos funcionários do Banco do Brasil, pelo menos dois fundos de pensão, a Petros, dos funcionários da Petrobrás, e a Funcef, da Caixa Econômica, entraram diretamente no consórcio que vai explorar a usina, calculando o investimento e o respectivo retorno sobre um custo de R$19,2 bilhões, já oficialmente alterado para, ao menos, R$27 bilhões, em um acréscimo de, ao menos, 40% no valor.
A inforrmação é do MPF

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