Maduro: O caminho da Venezuela tem que ser eleitoral e de paz
O Partido Comunista da Venezuela (PCV) apoiou este domingo a candidatura para a Presidência de Nicolás Maduro, que reiterou a importância de converter a dor que produz a partida física do líder da Revolução Bolivariana, Hugo Chávez, no "compromisso supremo de ser-lhe fiéis e leais”, além de manter o país dentro do caminho eleitoral e pacífico.
Estas palavras foram pronunciadas por Maduro durante o 12º Congresso Nacional do PCV, onde a proposta do comitê central do partido de apoiar sua candidatura presidencial foi aprovada por unanimidade, convertendo-se assim em um dos primeiros partidos que o apoia, tal como fizeram em 1998 com a postulação do comandante Hugo Chávez.
Maduro disse que quando alguns setores da direita têm a intenção de ofender algum ator político contrário pretendem fazê-lo chamando-o de comunista "Como disse Cristo: ‘Deus, perdoa-os, porque não sabem o que dizem e o que fazem’, porque dizer a alguém que é comunista é dizer-lhe que é honesto, humilde, transparente”, expressou, ao mesmo tempo que recordou a atuação histórica dos líderes do PCV desde sua fundação em 5 de março de 1931.
"Não se pode escrever a história do século 20 sem reconhecer o trabalho dos militantes do PCV nas fábricas, não se pode entender a greve de 1936 sem os integrantes do PCV; não se pode entender o triênio de Medina Angarita sem o desempenho do PCV; não se pode entender a constituinte de 1946, nem a resistência contra a ditadura de 498 a 58 sem o PCV, tampouco o 23 de janeiro de 1958”, disse.
O caminho eleitoral sempre
O candidato socialista para as eleições de 14 de abril recordou que em 1997, quando os integrantes do Movimento Bolivariano Revolucionário 200 (MBR 200) nascido nos quartéis nas décadas de 80 e 90- ainda pensava que a única saída para a Venezuela era uma insurreição cívico militar nacional de caráter popular, foi o comandante Chávez que afirmou que somente um processo eleitoral poderia canalizar um caminho para a transformação de um país massacrado pelos governos neoliberais.
"Em uma assembleia nacional do MBR 200, o comandante Hugo Chávez apresentou um documento sobre a tática eleitoral e a necessidade de ir com a bandeira da constituinte para que se abrisse uma janela para um caminho pacífico de transformação da Venezuela do caos capitalista neoliberal que vivíamos no final da década de 1990, a Venezuela dos saques, do atraso, da fome, da falta de educação, do abandono do povo, da repressão”, explicou Maduro. Assim, chamou para conjugar teoria, reflexão, táticas e programas na "paixão revolucionária” que caracteriza o processo desenvolvido na Venezuela e iniciado com a ascensão de Hugo Chávez ao poder.
Projeto definido
Maduro recordou que há nove meses daquele 11 de junho, quando o comandante Hugo Chávez inscreveu sua candidatura presidencial para as eleições de 7 de outubro, esta segunda-feira se ratificará seu testamento político com a entrega perante o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Programa da Pátria. "O que vamos fazer é ratificar o caminho, o rumo histórico, a independência, o socialismo, a Venezuela potência, a Venezuela líder e motor do mundo multipolar, pluricêntrico, anti-imperialista”, enfatizou Maduro, que nesta segunda inscreve sua candidatura para a presidência.
Assim mesmo, selou "um compromisso especial com o comitê político do PCV” e deu "boas-vindas à crítica e autocrítica com o método chavista e revolucionário de fazer pátria”.
Esta inclusão do PCV se concretizou com o convite que fizeram a Maduro para fazer parte da direção política e militar da Revolução Bolivariana, instalada no dia 5 de março no Palácio de Miraflores, Caracas.
Unidade é o slogan
Maduro ressaltou também a relevância que possui a unidade política para consolidar o projeto revolucionário e bolivariano.
"A única forma de que todos sejamos Chávez é que estejamos juntos, que estejamos unidos. Todos juntos somos Chávez, em separado não somos nada e podemos perder tudo".
Assim mesmo, se referiu à necessidade de internalizar o slogan "Todos somos Chávez”, com o objetivo de que transcenda o fervor para converter-se em um feito concreto.(Com a AVN/Adital)

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