População se levanta contra aumento da passagem

                                                                

O "Fórum de Lutas Contra o Aumento da Passagem", "Operação Pare o Aumento" e demais movimentos do Rio de Janeiro estão organizando o 2º Grande Ato Contra o Aumento da Passagem, desde "junho", para a próxima quinta-feira (16/01)

A concentração está marcada para a Igreja da Candelária, centro da cidade, a partir das 17 horas e terá objetivo final a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro – ALERJ.

Principais pautas do movimento

O 2º Grande Ato defende o transporte 100% público, gratuito e de qualidade – ou seja, a tarifa zero, a luta contra "dupla função" e o passe-livre irrestrito para estudantes e desempregados.

Além da revogação do aumento das tarifas; das melhorias na qualidade de todo sistema de transportes público, incluindo metrôs, trens, ônibus e barcas - através de sua reestatização e da implementação de plena gratuidade para os usuários; 

da luta contra a dupla função motorista-cobrador; 

da precarização das condições de trabalho no setor, o movimento é contra qual quer projeto de caráter privatizante nas áreas de esporte, saúde, segurança educação e infraestrutura, assim como defende o fim das remoções de famílias afetadas pelos megaeventos, o apoio às diversas ocupações na cidade, entre elas a Aldeia Maracanã, e melhorias no sistema de saúde e educação.

Além disso, o movimento tem ainda como pautas reivindicatórias a anistia para todos os presos das manifestações passadas, o fim da criminalização e repressão aos manifestantes, a democratização da comunicação e o fim do monopólio da informação.

O 1º Grande Ato que aconteceu ainda em 2013, no dia 20 de dezembro, depois que o prefeito da cidade, Eduardo Paes (PMDB), teria anunciado que as passagens sofreriam novo reajuste em 2014, contou com mais ou menos 2.000 mil pessoas.

Em nota sobre o 1º Grande Ato, o Movimento Passe Livre (MPL), seção Rio de Janeiro e Niterói, reafirmou a ação direta como meio para alcançar vitórias para os movimentos sociais, defendendo, por sua vez, a unidade sempre que possível. Também propôs continuar com a tática de pressão, sobre governantes e poder econômico, para que a manutenção das vitórias, alcançadas, sobretudo nas jornadas de junho, possa se concretizar no sentido da tarifa zero e do direito à cidade. (Com o Diário Liberdade)

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