Human Rights Watch tem vínculos com a CIA, segundo prêmios Nobel da Paz


                                                                                  

Estados Unidos - Diário Liberdade - Os prêmios Nobel da Paz Mairead Corrigan (1976) e Adolfo Pérez Esquivel (1980), juntamente com centenas de acadêmicos estadunidenses e canadenses, solicitaram, nesta segunda-feira, que a Human Rights Watch proteja sua independência, devido à possibilidade de injerência por parte de autoridades do governo dos EUA nos assuntos da entidade.


Na carta enviada por Pérez Esquivel e Corrigan à Human Rights Watch, é mencionado que Miguel Díaz, que foi analista da CIA na década de 1990, fez parte do conselho de acessores da HRW entre 2003 e 2011 e, atualmente, como funcionário do Departamento de Estado, é o interlocutor entre a comunidade de inteligência e analistas não-governamentais.

Respaldados também por ex-funcionários da ONU, Pérez Esquivel e Corrigan explicam na carta, enviada ao atual diretor da Human Rights Watch Kenneth Roth, que as relações próximas com o governo dos Estados Unidos geram conflitos de interesses na entidade, que tem sede em Nova York.

Outros membros da instituição de direitos humanos que têm vínculos com o governo dos EUA são Tom Malinowki, Miles Frechette, Michael Shifter e Susan Manilow. Esta última está altamente envolvida em atividades do Partido Democrata.

A carta sugere que a Human Rights Watch feche suas portas a ex-funcionários públicos da diplomacia estadunidense, que, ao entrar na organização, assumem cargos de assessoria e direção.

Com informações de La Jornada. (Com o Diário Liberdade)

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