sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Somália é o país com maior impunidade em crimes contra jornalistas, aponta CPJ

                                                                           
                                                                                            Agência Brasil
Brasil ocupa a 11ª posição na lista de impunidade de crimes contra a imprensa


O Comitê para Proteção dos Jornalistas (CPJ) divulgou na última quinta-feira (8/10) seu novo relatório de Índice Global de Impunidade 2015. A entidade começou a elaborar o documento em 2008 e visa expor o imbróglio dos casos de crimes contra jornalistas. O Brasil está na 11ª posição dos 14 países classificados.

O levantamento aponta que a Somália é o país que apresenta o pior histórico, ultrapassando o Iraque, que anos antes ocupava o posto. A mudança reflete o número crescente de mortes na região, onde um ou mais jornalistas são mortos ao ano durante a última década.

A pesquisa do CPJ levou em consideração os assassinatos não resolvidos, ocorridos durante a última década, em que se confirmou que o motivo do crime foi a atividade jornalística. Este ano, 14 países reuniram os requisitos do índice, em comparação com os 13 da edição anterior. O total de casos analisados para compor o ranking é de 270.

No caso do Iraque, houve apenas uma condenação. Apesar de avaliar o cenário do país com o controle do grupo radical Estado Islâmico, o CPJ teve acesso restrito às informações sobre os casos, o que impossibilitou obter informações precisas sobre a situação. 

A brutalidade dos jihadistas também é responsável pela ascensão da Síria no índice, que subiu da quinta a terceira posição. O país é considerado o local mais perigoso para o exercício do jornalismo, com número recorde de sequestros e ataques cometidos não apenas pelo EI, mas por outras facções e forças do regime.

A Colômbia foi o único país que deixou o índice este ano. A nação possui menos de cinco casos não resolvidos no período contemplado pela análise. Desde 2009, foram obtidas condenações em dois casos de assassinatos de jornalistas. Em ambos, os autores intelectuais dos crimes foram sentenciados. Apesar da melhora, ainda há um grande número de ameaças.

Em 2014, também foram obtidas condenações em três países: Rússia, Iraque e Brasil. Porém, somente em um caso, o homicídio da jornalista russa Anastasiya Baburova, em 2009, o autor do crime foi preso.

A inclusão do Sudão do Sul na lista, onde cinco jornalistas que viajavam em um comboio político foram emboscados e mortos este ano, foi considerada representativa dos desafios de conseguir justiça em zonas de guerra.

Na soma de todos os países, os assassinos de pelo menos 96 jornalistas permaneceram sem punição durante a última década. "Os números demonstram a ausência da vontade política necessária para processar os responsáveis por silenciar jornalistas, muitos dos quais investigavam a corrupção ou informavam de maneira crítica sobre os líderes locais", concluiu o CPJ.

Ranking: 
1. Somália
2. Iraque
3. Síria
4. Filipinas
5. Sudão do Sul
6. Sri Lanka
7. Afeganistão
8. México
9. Paquistão
10. Rússia
11. Brasil
12. Bangladesh
13. Nigéria
14. Índia

(Com o Portal Imprensa)

Nenhum comentário :