quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Casa Branca rejeita plano do Pentágono para fechar Guantánamo

                                                                                                                         EFE
Protesto de 2013 em NY, contra a manutenção da penitenciária
Para fechar prisão seria necessário investir até US$ 600 milhões (mais de R$ 2,3 bi); proposta será revisada pelo Pentágono para nova aprovação de Obama
      
A Casa Branca rejeitou um plano elaborado pelo Pentágono para fechar a prisão de Guantánamo, na base naval dos EUA em Cuba. Para Washington, a construção de uma prisão alternativa em território norte-americano tal como foi proposta sairia muito cara, revelou o The Wall Street Journal na terça-feira (02/12).

Segundo o jornal norte-americano, para fechar a prisão em Cuba seria necessário um investimento de até US$ 600 milhões (mais de R$ 2,3 bilhões), dos quais US$ 350 milhões (mais de R$ 1,3 bi) seriam destinados para a construção de uma nova penitenciária nos EUA. 

A quantia foi considerada muito alta e o presidente do país, Barack Obama, acabou rejeitando a proposta durante uma reunião com o secretário de Defesa, Ash Carter, no mês passado. O plano será revisado e alterado pelo Pentágono para uma nova avaliação do chefe de Estado. 
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O custo anual para operar Guantánamo é de quase US$ 400 milhões (aproximadamente R$ 1,5 bi). Com o plano do Pentágono, a nova penitenciária que seria construída nos EUA demandaria menos de US$ 300 milhões (R$ 1,15 bi) para funcionar normalmente por ano.

O fechamento da base naval na ilha caribenha é uma das principais bandeiras da gestão de Obama. No entanto, mesmo aprovando o projeto do Pentágono, o presidente não tem autorização do Congresso para fechar e transportar os detentos para os EUA, de acordo com uma lei que ele mesmo assinou no mês passado.

Atualmente, a penitenciária possui 170 presos. Destes, 48 foram considerados elegíveis para serem transferidos para outros países, outros 59 foram considerados muito perigosos para serem transportados. Seriam estes detentos de “alto risco” que iriam para uma nova prisão nos EUA estudada pelo Pentágono, caso ela saia do papel.

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