sábado, 5 de agosto de 2017

Carta com 45 mil assinaturas pela liberdade da argentina Milagro Sala

                                                                 
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Buenos Aires (Prensa Latina) No meio das expectativas por sua possível saída de prisão, organizações sociais fizeram chegar ao presidente argentino, Mauricio Macri, uma carta com 45 mil assinaturas que pedem a imediata liberdade da líder social Milagro Sala.

Depois da decisão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que ordenou ao Estado dar pronta resposta ao pedido do Grupo de Trabalho de Nações Unidas, que qualifica a detenção preventiva de Sala como arbitrária, cresce para muitos a esperança de ver livre à também parlamentar do Parlasul, após mais de um ano e meio enclausurada em um centro de detenção em Jujuy.

Hoje precisamente Macri viajará a essa província, onde tem previsto um encontro com o governador, Gerardo Morales, que ordenou o encarceramento de Sala e a denunciou por uma das várias causas que lhe imputam.

Ontem, o Comitê pela Liberdade da líder do agrupamento social Tupac Amaru entregou a petição ao presidente, assinada por intelectuais, personalidades políticas, representantes de organismos de direitos humanos e referentes sociais e sindicais.

O documento exige ao presidente a liberdade dos 12 presos e presas políticas da Tupac Amaru de Jujuy e Mendoza e conta com a assinatura, entre outros, da ex-presidenta de Brasil Dilma Rousseff, do cineasta estadunidense Oliver Stone, e do fundador de Wikileaks, Julian Assange.

Também está assinada pelo juiz espanhol Baltazar Garzón; a titular de Avós de Praça de Maio, Estela de Carlotto, Taty Almeida, de Mães de Praça de Maio Linha Fundadora, e parlamentares europeus e deputados do Parlasur, entre outros.

Em coletiva de imprensa ontem, a advogada defensora de Sala, Elizabeth Gómez Alcorta, explicou que a cautelar que emitiu a CIDH na sexta-feira última ratifica que ‘o governo nacional se encontra obrigado a atender a decisão do Grupo de Trabalho de Detenções Arbitrárias da ONU’.

‘A Comissão disse que o fato de que tenham passado todos estes meses detida é um indício mais de que sua detenção está vinculada a sua liderança social. A sentença também diz de uma forma muito clara que devem, no prazo destes 15 dias, levar medidas alternativas à detenção’, disse.

Sala foi condenada em dezembro último a três anos de cárcere em suspenso, na primeira de muitas causas que lhe imputa, por ser instigadora de lançar ovos contra o governador Morales, então senador, durante um ato público em 2009.

Neste tempo têm-lhe aberto outras causas mais complexas como a suposta irregularidade de administração de fundos destinados a construção de moradias. Culpa-lhe ademais pela suposta autoria dos delitos de associação ilícita, fraude à administração pública e extorsão.

(Com Pátria Latina)

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