Rússia está indignada com decisão de tribunal dos EUA


                                            

Moscou está indignada com a sentença lavrada em 18 de Novembro nos EUA ao casal Cravers, culpado da morte do seu filho adotivo russo Ivan Skorobogatov, anunciou hoje o Ministério das Relações Exteriores.

O tribunal da cidade norte-americana de York, no estado de Pensilvânia, condenou ontem Nanette e Michael Cravers a uma pena de 16 meses de prisão pelo homicídio doloso do menino de 7 anos, mas libertou o casal na sala do tribunal porque este já tinha passado na prisão mais de um ano e meio.

O veredicto é marcante pela sua irresponsabilidade, sendo que não corresponde de maneira nenhuma ao crime cometido. De acordo com a acusação, Ivan foi morto por culpa dos seus pais adotivos. Eles abusavam psicologicamente do menino, levaram-no a um esgotamento e, além disso, causaram-lhe um ferimento grave na cabeça que se revelou fatal.

Flexões sobre tábuas de cravos

Mais um casal americano foi acusado de maus tratos contra as crianças adotadas na Rússia. Steve e Edelvina Lescynski haviam sido presos ainda em março, mas é só agora que os detalhes do caso foram tornados públicos – comunicou o canal de televisão “9 News”, alegando os informes policiais. Há uns anos, a família Lescynski adotou três irmãs russas com idades compreendidas entre 12 e 14 anos.

 Segundo os autos da investigação, os pais adotivos maltratavam as meninas inventando para elas as “penas” mais requintadas. Por exemplo, obrigavam a fazer flexões de braços umas centenas de vezes seguidas, colocando tábuas com cravos sob as coxas. Uma nova sessão do tribunal incumbido de julgar o caso está marcada para 7 de setembro.

 As arbitrariedades praticadas por pais adotivos estadunidenses, as quais já custaram a vida a 16 crianças da Rússia, fizeram com que em abril deste ano Moscou tivesse que interditar novas adoções por cidadãos dos Estados Unidos. A medida só será levantada quando as partes tiverem assinado um acordo respetivo.

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