Tema Estado Palestino domina na sede da ONU


Um dia antes de começar as reuniões anuais de alto nível nas Nações Unidas, a crise no Oriente Médio escalou hoje ao primeiro plano da atenção com uma reunião do chamado Quarteto para essa região.
O encontro é impulsionado pela União Europeia (UE) e os Estados Unidos em uma nova ação contra a anunciada decisão da Autoridade Nacional Palestina (ANP) de pedir o reconhecimento de um Estado palestino pela Assembleia Geral da ONU.
Essa iniciativa enfrenta uma declarada ameaça de veto por parte dos estadunidenses no Conselho de Segurança.
A Assembleia, o máximo corpo da ONU, está formada pelos 193 Estados membros da organização, enquanto o Conselho está integrado por apenas 15 países, cinco deles com categoria de permanentes e o privilégio de veto.
Estes últimos são os Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China.
Divulgou-se ontem na Alemanha que a Autoridade Palestina abriria mão de apresentar o pedido de reconhecinenbt do Estado Palestino em troca de apoio explícito da União Europeia à causa palestina.
Washington e a UE integram o Quarteto para o Oriente Médio junto com Rússia e Nações Unidas.
Em fevereiro passado, a delegação estadunidense vetou um projeto de resolução que condenava Israel por continuar a construção de assentamentos de colonos judeus nos territórios palestinos ocupados por Tel Aviv desde 1967.
Há dois dias, o presidente da ANP, Mahmud Abas, ratificou que apresentará seu pedido na Assembléia da ONU porque "somos os únicos representantes legítimos do povo palestino e tentamos continuar até que nos assegurem a total independência".
Os Estados Unidos trata de impedir esse ato com o pretexto de que só a retomada de negociações entre Israel e os palestinos pode conduzir a uma solução do conflito, postura sustentada também pelo governo israelense.
Essas conversas foram interrompidas há um ano devido à decisão de Tel Aviv de prosseguir com a construção de assentamentos em terras palestinas. (Com a Prensa Latina)

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