Tributo aos mortos e desaparecidos políticos e tributo à D. Helena Greco.
A Casa de D. Helena Grego, Espaço de Resistência, ficou lotada no último sábado, já a partir das 14h quando Ana Lana ( ao piano) e Gilson Queiroz se apresentaram tocando música erudita e canções revolucionárias, dentre elas, A Internacional. Depois todos desceram onde,depois do macarrão da D. Henela e molho artesanal, todos puderam se deliciar com cervejas e refrigerantes, antes do primeiro debate: Pelo Direito à História, À Memória, à Verdade e à Justiça. A apresentação foi da sempre movimentadíssima
Heloísa Greco, que foi a anfitriã, sempre observada por seus três irmãos.
Primeiramente falou a que veio de mais longe, Suzana Lisboa, do Rio Grande do Sul, relatando as primeiras conquistas dos familiares de desaparecidos políticos, um deles, seu marido, seguiram-se deepoimento de Criméia de Almeida, uma dos poucos sobreviventes da Guerrilha do Araguaia, e Amelinha Teles, de São Paulo.
Até o momento em que estive lá ( ontem minha jornada começou muito cedo, com reunião no PCB) o Betinho Duarte não havia aparecido. Frei Gilvânder Moreira, chegou, assentou-se ao meu lado, chamando-me de mestre por certamente não lembrar-se de meu nome. E não deixou de saborear o macarrão D. Helena que realmente, estava divino.
Também estavam lá desde cedo participantes do segundo debate, Ocupações e Lutas Urbanas, o pessoal da Comunidade Zilah Spósito-Helena Greco, representantes das Comunidades Camilo Torrres e Irmã Dorothy enquanto Frei Gilvânder representava a Comunidade Dandara. E era aguardado o advogado e líder comunitário Vicente Gonçalves, o Vicentão, lenda viva do movimento de favelas e vilas de Belo Horizonte, outros líderes , inclusive do comando da greve dos professores.
Os professores Hallisson e Daniel de Oliveira, do Coletivo Cultural Rosa do Povo, Pedro
Rennó , José Vieira e outro militantes pelas causas populares também no imenso espaço democrático ou aparelho democrático na antiga residência de D. Helena Greco.
Haveria ainda apresentações de música latino-americana e MPB de protesto, Punk rock, Hardcore/Punk e Grindcore, tudo ao vivo e a performance de Marcelo Gabriel e telão com música Protopounk,Punk 70s, Post-punk, No wave e Gothic rock.
E seria exibido também um documentário de 10 minutos sobre D. Helena Greco.


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