DIA DO POETA
DIA 20 DE OUTUBO
É DIA DO POETA.
www.carlosluciogontijo.jor.br
Faça uma visita ao Site FLANELINHA DA PALAVRA. Nele, você encontra, com livre e total acesso, toda obra do poeta, escritor e jornalista Carlos Lúcio Gontijo, que editou seu primeiro livro em 1977.
O amor é extrato da paixão que fica!
"Assim como as borboletas, somos paisagem em movimento:
não estamos no mundo
para marcar tempo de vida, mas horas de voo..."
Carlos Lúcio Gontijo
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TERRORISMO
Carlos Lúcio Gontijo
Voltei pra casa com uma bomba nas mãos
Com a mente chamuscada de pólvora e pecados
Com o coração marcado pelo terrorismo dos mercados
Voltei pra casa sem o leite e o óleo
Mas olhe na vitrina dos meus olhos
Que ainda se untam em mina de ilusões contentes
Voltei pra casa porque sobraram-me
As asas de um sonho renitente
Abraça-me meu amor, afague-me
Faça-me enjanelado, empregado e quente
Apesar de tudo, precisamos continuar gente!
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ORAÇÃO DOS CASAIS
Carlos Lúcio Gontijo
Meu bem, sei que Deus protege os casais
Semeia trigais de ternura na pele
Para que o amor sele as marcas da procura
Então, na hora em que a gente for dormir
Façamos jus aos cuidados do Senhor Por favor, acenda-me quando apagar a luz!
FRUTOS E GENTE
Carlos Lúcio Gontijo
Frutos e gente são iguais
Ambos acabam amadurecendo
Quem o colha deseja o fruto
Quem o acolha almeja o homem
Frutos e gente têm sabor
Somente renascem se provados
O fruto através da semente
O homem pelo milagre do amor
REZA
Carlos Lúcio Gontijo
Abre-me os espaços, Senhor
No compasso das estrelas
Ilumina-me passos e janelas
Com velas e facho de sol
Mergulha-me em riacho limpo
Traze-me do 'olimpo' caravelas cheias
Espanta-me as sentinelas da fome
Que consome o olhar da minha gente!
DEUS
Carlos Lúcio Gontijo
Deus é entidade do perdão
Pelo estender de mão é Pai
Não libera seu esbravejo à toa
Nem se magoa por qualquer bordejo
Nas praias de sua divina memória
Registra o dia-a-dia de nossa história
Grava na rocha nossos raros feitos
E para que a maré cheia os leve
Nossos defeitos na areia escreve
PEÃO DE LETRAS
Carlos Lúcio Gontijo
Palavras são novilhos
Novelos de rios e lã
Cavalos bravios, puro-sangue
Na escuridão esperando manhã
Mangue de fala nascente
Veneno de língua poente
Pauta sonhando som
Feno bom para a mente animal
Que não sabe ser silente
Nesta campina sou cavaleiro
Poeta visionário social
Guerreiro, desbravo o dicionário
Matagal de mel em favos
Onde enlaço palavras com laço de céu
Feito abraço, prisão que afaga
Esta é minha saga, minha sina
Que se algum dia termina
Quero o meu corpo ao lado da mãe
E o conforto da inscrição final:
"Meu irmão, aqui jaz um peão de letras"
(Poema publicado em 1993, no livro AROMA DE MÃE)
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Os desencontros são percalços necessários
à caminhada para que cheguemos na hora certa ao encontro preparado pelo Criador. (CLG)********************************************************************************************************* NO AR desde 5 de junho 2005,o site literário FLANELINHA DA PALAVRArecebe apoio do SICOOB/CREDIMONTE– O Banco de Santo Antônio do Monte/MG.www.carlosluciogontijo.jor.br

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