Gilad Shalit não quer mais conflitos armados entre Israel e palestinos


Espero que este acordo seja um progresso para a paz e que não tenha mais conflitos armados entre Israel e palestinos, afirmou hoje Gilad Shalit, o soldado israelense recém libertado pelo movimento islamista Hamas.
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Em entrevista exclusiva com o canal estatal egípcio Nile TV, a primeira que concedeu desde que ficou em liberdade nesta terça-feira, o jovem militar se pronunciou a favor de que os milhares de palestinos presos sob severas condições em Israel tenham sua mesma sorte.

"Gostaria que dos outros prisioneiros palestinos sejam libertos, mas que não voltem a combater contra Israel, que continuem em um processo de paz para que não tenha mais guerras", afirmou Shalit depois de destacar que as autoridades de Hamas o trataram bem.

Com pele pálida e muito magro, o soldado de 25 anos de idade ofereceu entrevista vestido com uma camisa xadrez azul e cinza, com punhos e pescoço azul escuro, e sem a gorra que levava quando foi transferido por Hamas às autoridades do Egito.

"Peço que os palestinos encarcerados (477 em virtude do acordo) não voltem à luta armada", acrescentou Shalit ante as câmeras da televisão egípcia em instalações do terminal de Rafah, na fronteira com a Faixa de Gaza.

Capturado em 25 de junho de 2006 por um comando dos Comitês de Resistência Popular durante uma operação na fronteira de Gaza e Israel, o soldado confessou que "sempre pensei que podia chegar neste dia, mas também que podia demorar bem mais".

Shalit revelou que soube há uma semana que ia ser libertado, mas há um mês pensava nisso. "Estou mais que contente de ser liberto, estava feliz, mas também temia que ao final fracassasse a operação".

Segundo Shalit, Hamas não contribuiu em cinco anos com mais provas de vida suas, além da oferecida em setembro de 2009, "por questões de segurança".

Depois de agradecer o "enorme esforço" mediador do Egito para conseguir sua libertação, o soldado afirmou: "Me alegro que tenha se realizado o intercâmbio, mas gostaria que tivesse sido mais cedo".

Durante seu cativeiro, segundo confessou, teve saudades de sua família e de sua vida normal. "Sair, falar com as pessoas e não ficar o dia todo sentado, esperando", concluiu. (Com a Prensa Latina)

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