Mudar o PL 7.376 para que a Comissão da Verdade apure os crimes da Ditadura Militar com autonomia e sem sigilo



Rede Social de Justiça e Direitos Humanos

O PL 7.376/2010, que cria a Comissão Nacional da Verdade, está prestes a ser votado no Senado em regime de urgência urgentíssima, agora sob a designação PLC 88/2011*.

A aprovação do PL 7.376/2010 sem qualquer alteração, como quer a presidenta Dilma Roussef, terá como resultado uma Comissão Nacional daVerdade enfraquecida, incapaz de revelar à sociedade os crimes da Ditadura Militar que governou o país entre 1964 e 1985.

Nós, representantes de associações de ex-presos e perseguidos políticos, grupos de familiares de vítimas da Ditadura Militar, grupos de direitos humanos e outras entidades engajadas na luta pela democratização do Brasil, pressionaremos o Parlamento e lutaremos até o fim para que sejam alterados diversos dispositivos deletérios do PL 7.376/2010.

Caso esses dispositivos sejam mantidos no texto, farão da Comissão Nacional da Verdade uma farsa e um engodo.

O texto atual do projeto estreita a margem de atuação da Comissão, dando-lhe poderes legais diminutos, fixando um pequeno número de integrantes, negando-lhe orçamento próprio; desvia o foco de sua atuação ao fixar em 42 anos o período a ser investigado (de 1946 a 1988!), extrapolando assim em duas décadas a já extensa duração da Ditadura Militar; permite que militares e integrantes de órgãos de segurança sejam designados membros daComissão, o que é inaceitável.

Além disso, o texto atual do PL 7.376/2010 impede que a Comissão investigue as responsabilidades pelas atrocidades cometidas e envie as devidas conclusões às autoridades competentes, para que estas promovam a justiça.

Reiteramos, assim, as seguintes considerações, que constam de documento com milhares de assinaturas, encaminhado em junho deste ano à presidenta Dilma Roussef:

Para que tenhamos uma Comissão que efetive a Justiça:
―o período de abrangência do projeto de lei deverá ser restrito ao período de 1964 a 1985;

―a expressão “promover a reconciliação nacional” seja substituída por “promover a consolidação da Democracia”, objetivo mais propício para impedir a repetição dos fatos ocorridos sob a ditadura civil-militar;

―no inciso V, do artigo 3º, deve ser suprimida a referência às Leis: 6.683, de 28 de agosto de 1979; 9.140, de 1995; 10.559, de 13 de novembro de 2002, tendo em vista que estas leis se reportam a períodos históricos e objetivos distintos dos que devem ser cumpridos pela Comissão Nacional da Verdade e Justiça.

―o parágrafo 4°, do artigo 4°, que determina que “as atividades da Comissão Nacional da Verdade não terão caráter jurisdicional ou persecutório”, deve ser substituído por nova redação que delegue à Comissão poderes para apurar os responsáveis pela prática de graves violações de direitos humanos no período em questão e o dever legal de enviar suas conclusões para as autoridades competentes;


Para que tenhamos uma Comissão de verdade:


―o parágrafo 2°, do artigo 4º que dispõe que “os dados, documentos e informações sigilosos fornecidos à Comissão Nacional da Verdade não poderão ser divulgados ou disponibilizados a terceiros, cabendo a seus membros resguardar seu sigilo”, deve ser totalmente suprimido pela necessidade de amplo conhecimento pela sociedade dos fatos que motivaram as graves violações dos direitos humanos;

―o artigo 5°, que determina que “as atividades desenvolvidas pela Comissão Nacional da Verdade serão públicas, exceto nos casos em que, a seu critério, a manutenção do sigilo seja relevante para o alcance de seus objetivos ou para resguardar a intimidade, vida privada, honra ou imagem de pessoas”, deve ser modificado, suprimindo-se a exceção nele referida, estabelecendo que todas as atividades sejam públicas, com ampla divulgação pelos meios de comunicação oficiais.



Para que tenhamos uma Comissão da Verdade Legítima

―os critérios de seleção e o processo de designação dos membros da Comissão, previstos no artigo 2º, deverão ser precedidos de consulta à sociedade civil, em particular aos resistentes (militantes, perseguidos, presos, torturados, exilados, suas entidades de representação e de familiares de mortos e desaparecidos);

―os membros da Comissão não deverão pertencer ao quadro das Forças Armadas e órgãos de segurança do Estado, para que não haja parcialidade e constrangimentos na apuração das violações de direitos humanos que envolvem essas instituições, tendo em vista seu comprometimento com o princípio da hierarquia a que estão submetidos;

―os membros designados e as testemunhas, em decorrência de suas atividades, deverão ter a garantia da imunidade civil e penal e a proteção do Estado.


Para que tenhamos uma Comissão com estrutura adequada:

―a Comissão deverá ter autonomia e estrutura administrativa adequada, contando com orçamento próprio, recursos financeiros, técnicos e humanos para atingir seus objetivos e responsabilidades. Consideramos necessário ampliar o número atual de sete (7) membros integrantes da Comissão, conforme previsto no Projeto Lei 7.376/2010.

Para que tenhamos uma verdadeira consolidação da Democracia:



―concluída a apuração das graves violações e crimes, suas circunstâncias e autores, com especial foco nos casos de desaparecimentos forçados ocorridos durante o regime civil-militar, a Comissão de Verdade e Justiça deve elaborar um Relatório Final que garanta à sociedade o direito à verdade sobre esses fatos. A reconstrução democrática, entendida como de Justiça de Transição, impõe enfrentar, nos termos adotados pela Escola Superior do Ministério Público da União, “o legado de violência em massa do passado, para atribuir responsabilidades, para exigir a efetividade do direito à memória e à verdade, para fortalecer as instituições com valores democráticos e garantir a não repetição das atrocidades”.

 presidenta Dilma Roussef poderá passar à história como aquela que ousou dar início a uma investigação profunda dos crimes da Ditadura Militar, como subsídio para a punição dos agentes militares e civis que praticaram torturas e assassinatos e promoveram o terrorismo de Estado, bem como sustentáculo indispensável da construção da memória, verdade e justiça em nosso país.


Esperamos que ela faça a escolha certa. Esperamos que o PL 7.376/2010 receba emendas e, desse modo, surja uma Comissão Nacional da Verdade digna desse nome.


Brasília, 19 de setembro de 2011



*O texto foi atualizado em relação à versão original, lançada antes da votação do projeto na Câmara

Assinam este Manifesto:

Advane Braga

Agildo Nogueira Junior

Albana Lúcia Brito de Azevedo

Alberto Henrique Becker

Alessandra Gasparotto

Alexandre Carvalho Leme

Alexandre Ferreira, Comissão Nacional da União da Juventude Rebelião

Alfredo Daudt

Alfredo Moles Guastavino, médico

Almo Jorge Debom Jr.

Alvaro Britto, jornalista e professor de Comunicação Social

Álvaro Fernandes Sobrinho

Aluizio Palmar

Amabel Crysthina Mesquita Mota


Américo Astuto Rocha Gomes

Ana Lucia Marchiori

Ana Paula de Castro

Ana Maria de Castro

Ana Paula Cavalcanti

Ana Paula D. L. de Oliveira, familiar de Flávio de Carvalho Molina

Ananda Simões Fernandes

Andréia Orsato


Anelino J. Resende



Angela Mendes de Almeida



Anibal Ribeiro Cavali



Antonio Carlos Fon



Antonio Carlos Molina, ex-perseguido político



Antônio Carneiro, MST/MT



Antônio Donizete Ferreira



Antônio Fernandes Neto



Antonio Salustiano Filho, advogado



Arthur Pires de Camargo



Ary Normanha



Aton Fon Filho



Augusto Antônio Viveiros Junior



Bernardo Vianna Marques Cerdeira



Betânia de Moraes Alfonsin



Bruno Lima Rocha, doutor em ciência política e professor da Unisinos



Camila Garcia Coelho



Candida Guariba



Carlos Alberto Sagranichiny



Carlos Henrique Mayr Jr, familiar de Frederico Eduardo Mayr



Carlos Lichtsztejn



Carlos Ricardo da Silva



Carlos Russo Jr.



Carlos Wagner Alcantara



Caroline Silveira Bauer



Caiuá Cardoso Al-Alam



Celso Carvalho Molina, familiar de Flávio de Carvalho Molina



Cesar Augusto Teles



Cesar Cavalcanti



Chico Buarque de Holanda



Clarckson Messias A. Nascimento



Clarice Herzog



Clarisse Figueiredo



Cláudio Carvalho Molina, familiar de Flávio de Carvalho Molina



Claudio Gutierrez



Clelia de Mello, familiar de Alceri Maria Gomes da Silva



Cléber Folgado, MPA



Cloves Alexandre de Castro



Clóvis Petit de Oliveira, familiar de Maria Augusta, Jaime e Lucio Petit



Conceição R. Menezes



Criméia Alice Schmidt de Almeida, familiar de André Grabois



Daniel Hammes, jornalista



Danilo Silva Barbosa



Dayse Marques de Souza



Débora Silva, Movimento Mães de Maio



Denise de Castro



Denise Santana Fon



Derlei Catarina De Luca



Dirceu Travesso, Presidente estadual do PSTU



Dirlei L. da Fonseca



Divo Guisoni



Dulce Maia de Souza



Edival Nunes Cajá, ex-preso político, integrante do Comitê Central do PCR



Edson Amaral



Edson Luiz de Almeida Teles



Edison Magalhães Rocha



Eduardo Almeida



Efraim Gomes de Moura



Eliane Tejera Lisbôa, familiar de Luiz Eurico Tejera Lisbôa



Eliete Ferrer



Elvio Ricardo Porto Silveira



Elzira Vilela



Eliane M. F. da Conceição



Elisabetta Santoro, professora da FFLCH-USP



Emilio Rafael Galland Mira y Lopez



Emmanuel O. da Silva



Enio Bucchioni



Enzo Luis Nico Junior



Ernesto Gradella, ex-deputado federal



Eugênia Gonzaga, Procuradora da República em São Paulo



Evanildo Souza



Expedito Solaney, CUT Nacional



Fabio Bosco



Fátima Cristina Sandalhel



Fátima Cristóvão



Fátima da Silva Fernandes



Fausto Jaime



Fausto Salvadori



Fernando A. S dos Santos



Fernando Ponte de Souza, professor da UFSC



Flamarion Maués, historiador



Flávia Kneipp Molina Velasco, familiar de Flávio de Carvalho Molina



Francisco dos Reis Ferreira



Frei Betto



Genilda Alves



Geraldo Daniel A. Bosso



Gert Schinke



Gilberto Antonio Gomes



Gilberto Carvalho Molina, familiar de Flávio de Carvalho Molina



Gilberto Pereira de Souza



Gina Couto



Gisela G. S. Castro



Givanildo Manoel, Tribunal Popular



Glauco Marques



Guilherme Fonseca



Guinter Tlaija Leipnitz



Heder Sousa, Coordenação de DH do PSOL



Heitor Fernandes Filho



Helena Maria de Souza



Helenalda Rezende de Souza Nazareth, familiar de Helenira Nazareth



Heloísa Daruiz Borsari



Heloisa Greco



Igor Martins Coelho Almeida



Ivan Pinheiro



Ivanildo de Souza



Jaqueline Nehring



Janaina de Almeida Teles



Janete Moro



Jean Pierre Leroy



Joana Rocha Schiller, filha do ex-preso político Gustavo Buarque Schiller



João C. Schmidt de A. Grabois, familiar de André e Maurício Grabois



João Felipe Silva Fleming



João Pedro Stedile, dirigente nacional do MST



João Preis, familiar de Arno Preis



João Ricardo Oliveira Soares



Joel Silveira Leite, jornalista



José Adolfo de Granville Ponce



José Cantídio de Souza Lima



José Eduardo Figueiredo Soares Braunschwiger



José Heleno Rotta, professor da UFCG



José Keniger



Jose Luiz da Silveira Ballock, familiar de Waldemar Ballock



José Maria de Almeida, Presidente do PSTU



José de Oliveira Barroncas



José Welmowicki



Julia Maria Eid



Karin Andréia Bottini



Kenarik Boujikian Felippe, juíza de direito



Laura Petit da Silva, familiar de Maria Lucia, Jaime e Lucio Petit



Leonor Costa, jornalista



Lílian Irene Queiroz



Lillian Ruggia, familiar de Enrique Ernesto Ruggia



Lidenilson Silva



Lincoln de Abreu Penna, historiador



Lorena Morone Girão Barroso, familiar de Jana Morone Barroso



Lucia Vieira Caldas, familiar de Mário Alves



Lúcia Rodrigues, jornalista



Lúcia S. da Rocha, companheira do ex-preso político Gustavo B. Schiller



Luciana Araújo, jornalista



Luciana Genro



Luciana Knijnik



Luciana Nogueira Nóbrega



Lucio Domingues, Levante Popular da Juventude/RS



Luis Vanderlei Larguesa



Luisa Kneipp Molina, familiar de Flávio de Carvalho Molina



Luiz Carlos Csekö



Luiz Carlos Prates



Luiz Edgard Cartaxo de Arruda Junior



Luiz José Bueno de Aguiar



Luiza Mafalda Peixoto



Magno de Carvalho



Marcelo Santa Cruz, irmão de Fernando Santa Cruz



Marcos Margarido



Marcelo Zelic, vice-presidente do GTNM-SP



Márcia Kneipp Molina, familiar de Flávio de Carvalho Molina



Marcia Raquel de Oliveira, jornalista



Márcia Regina Marçal, advogada



Március Alves Crispim



Marco Antonio Santos, psicólogo e educador



Marco Aurélio de Freitas Lisboa



Marcos Corrêa da Silva Loureiro, professor aposentado da UFG



Maria Amélia de Almeida Teles



Maria Beatriz Costa Abramides, presidente da Apropuc



Maria Cecília Nascimento Garcia



Maria do Céu de Lima



Maria Cezira



Maria das Dores Nascimento



Maria Edma Valquer



Maria Esmeralda da Cruz Forte



Maria das Graças Oliveira Silva, médica



Maria Helena Fontana



Maria Valéria Sarmento Coelho da Paz



Marilu Cabañas, jornalista



Mario Miranda de Albuquerque



Mario R. Pires de Camargo



Marisa dos Santos Mendes



Maria do Socorro Diógenes



Maristela Monteiro Pereira, advogada



Matheus Rodrigues Gonçalves



Mauricio Frajman, médico exilado na Costa Rica



Mauro Ailton Puerro



Miguel Carvalho, Presidente estadual do PSOL-SP



Nádia de Castro



Nair Benedicto



Narciso Pires, Presidente do Grupo Tortura Nunca Mais do Paraná



Natasha Batusich



Nauber Gavski da Silva



Nazareno de Deus Godeiro



Nei Tejera Lisbôa, músico, familiar de Luiz Eurico Tejera Lisbôa



Nei Zavaski – MST/DF



Neusa Terezinha do Nascimento



Nicolau Bruno de Almeida Leonel



Oly Jr.



Oraldo Soares Paiva



Orlando Bonfim, familiar de Orlando da Rosa Bonfim



Orlando José Luciano



Pablo Biondi



Patricia Faria Bessa



Paula Kneipp Molina, familiar de Flávio de Carvalho Molina



Paulo Afonso Salgado Aguena



Paulo Roberto Tiecher de Jesus, funcionário público



Paulo Silveira Melo Sobrinho



Patrícia Rocha de Figueiredo



Pedro César Batista



Pedro Estevam da Rocha Pomar



Plinio Alexandre Zalewski Vargas



Rosângela Botelho da Costa



Rachel Moreno, Observatório da Mulher



Rafael dos Santos da Silva



Raquel Felau Guisoni



Raquel Macruz



Raymundo Alves Dias



Raul Silva Telles do Valle



Reinaldo Morano Filho



Renato Roseno, advogado



Renato da Silva Della Vechia, professor de ciência política da UCPEL-RS



Ricardo Gebrim



Ricardo Pereira de Oliveira



Ricardo Tavares Affonso



Rita Freire, Ciranda da Comunicação



Rita Ronchetti, Articulação Mulher e Mídia



Risomar Fassanaro



Roberta Traspadini



Roberto Nery Jr.



Rodrigo de Azevedo Weimer, doutorando em História (UFF)



Rodrigo de Medeiros Silva



Rosa de Lourdes Azevedo dos Santos



Rubens Pires de Camargo



Rubenvado Silva, Presidente do Sindalesc



Salete Henrique



Sara Mendes de Siqueira



Sara Stumpf Mitchell



Sebastião Carlos Pereira Filho



Sheila Cristina Santos



Sílvia Sales



Sinara Porto Fajardo



Sonia Regina Martins



Stela Marina da Silva



Sulamita Esteliam, jornalista e escritora



Suzana Keniger Lisbôa, familiar de Luiz Eurico Tejera Lisbôa



Tania Pacheco



Tarcisio Eberhardt



Tatiana Merlino, jornalista



Terezinha de Oliveira Gonzaga



Terezinha Vicente



Thiago Douglas Moreira, Secretário de Cultura do PT-PR



Tiago de Castro



Togo Meirelles Netto, familiar de Tomaz Antonio Meirelles



Umberto Trigueiros Lima, jornalista, ex-preso político, ex-banido



Urariano Mota, escritor e jornalista



Urda Alice Klueger, historiadora e doutoranda pela UFPR



William Wollinger Brenuvida



Valério Arcary



Vanderlei Caixe



Vânia Viana



Vera Lucia Kneipp Molina, familiar de Flávio de Carvalho Molina



Vera Lucia Martins



Vera Maria de Mendonça Barros



Victor Madeira



Victoria Grabois, familiar de André e Mauricio Grabois e Gilberto O. Maria

Walber Nogueira da Silva



Waldo Mermelstein



Zenilda Francisca Vital



Associação Brasileira de Rádios Comunitárias- Regional São Paulo



Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp)



Associação Filhos de Aruanda



Associação dos Professores da PUC São Paulo (Apropuc)



Associação dos Geógrafos Brasileiros



Associação 64/68/Anistia



Central Única dos Trabalhadores-CUT Nacional



Centro Cultural Manoel Lisboa (CCML)



Centro de Direitos Humanos da Grande Florianópolis (CDHGF)



Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu



Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos



Coletivo Catarinense Memória, Verdade, Justiça



Coletivo Contra a Tortura-São Paulo



Coletivo Merlino



Comissão de Direitos Humanos do Conselho Regional de Psicologia do RS



Comitê Catarinense Pró-Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos



Conselho Comunitário da Barra da Lagoa (Florianópolis)



Consulta Popular



CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular)



Espaço Patricia Galvão - Diadema



Federação Interestadual dos T. em Radiodifusão e Televisão (FITERT)



Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB)



Grupo Tortura Nunca Mais de Foz do Iguaçu



Grupo Tortura Nunca Mais-Rio de Janeiro



Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania (Minas Gerais)



Instituto Sedes Sapientiae



Instituto Zequinha Barreto



Movimento Mães de Maio- SP



Movimento Sindicatoépralutar! - Jornalistas de São Paulo



Observatório das Violências Policiais- PUC São Paulo



Organização Não Governamental Caá-oby



Primado Organização Federativa de Umbanda e Candomblé do Brasil



Sindicato dos Advogados de São Paulo



Rede Social de Justiça e Direitos Humanos



Unidade Classista



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