FLU DESCARTA RG-49, MAS QUEM DESDENHA QUER COMPRAR. NÃO É VERO?


Sem conseguir explicação lógica pro almoço em uma churrascaria do Rio entre Roberto Assis, irmão e procurador de Ronaldinho Gaúcho, e o presidente da Unimed, patrocinadora do Fluminense, Celso Barros, a cartolada tricolor dá tiros nágua.

No programa Fox Sports, o mandatário do campeão brasileiro, Peter Siemsen, foi categórico: “não trabalhamos com a vinda de Ronaldinho Gaúcho.”

Porém as especulações correm soltas, pelo rádio-peão, e os envolvidos se viram como podem e na busca de diferentes desmentidos. Segundo Assis, o almoço foi pura coincidência.

Segundo disse, ele foi comer uma carninha da melhor qualidade – e de preço astronômico, fora do bico deste filho de Dona Geralda – no Porção.

E quem estava lá, sozinho, numa mesa? Nada mais, nada menos que o presidente da Unimed.

Este de tantos amigos e afazeres almoçando sozinho no Porcão? Papo furado.

A outra parte saiu de fininho, sem muito papo: “questão de negócios”, resumiu.

Nesta altura a notícia fica pouco mais quente. Já o presidente do Flu diz que nem sabia do almoço e que, com certeza, se fosse reunião pra contratar RG-49 sua presença seria obrigatória.

Tem lá suas razões. Só que os três juntos chamariam muito mais a atenção da mídia.



Doutor Antônio Pires – o famoso Tonico de Ibirité – despeja uma série de mensagens na minha caixa, com umas perguntas interessantes e maldosas, que responderei uma a uma:



Pergunta: “Assisti o presidente Kalil todo falante numa entrevista ao Kajuru num programa de rede nacional. Só não guardei o canal, e parece que seria matéria velha, reproduzida? Porque nunca vi o Kalil no Jogada de Classe sendo tão seu amigo, do Flavio Carvalho e Orlando Augusto como vocês preconizam?”

Resposta: Só participo do programa, quem convida quem é a produção. Não sei se já chamaram o Kalil alguma vez, mas me parece que sim.Também não considero isso problema. Ele vai aonde quer. Seu pai Elias, o maior presidente que o Galo já teve, apesar de várias diferenças que tínhamos não aceitava participar de nenhum programa de debates sem a minha presença. Exigia. Éramos amigos e nos respeitávamos. Elias nunca pediu resposta, nem nas minhas críticas mais pesadas.



Pergunta: “Alguém me contou que seu estopim curto bateu com o estopim curto do Presidente Kalil. Como dois bicudos não se beijam, houve a ruptura da amizade. Verdade?”

Resposta: Como se justificam os jogadores qualquer entrevero dentro de campo: “a cabeça estava quente”. Kalil bateu com o telefone na minha cara certa vez, voltando de uma viagem. Tentei ligar de novo, pensando que a ligação caíra, em função da ruindade do serviço de nossas operadoras, ou se, realmente, zangado pelo comentário que fiz, desligou o aparelho.

No dia seguinte, escrevi uma coluna pesada, porque não admito nem do Papa, nem do Governador, nem do Presidente da República, que batam o telefone na minha cara. Ainda mais de cartola de futebol. Bravo por bravo, também sou..



E ficamos por aqui, visto que detesto polemizar assuntos superados. Depois disso, Kalil já contratou RG-49, Victor e etc. Fez do Galo um time de respeito no Brasileiro e com essa campanha maravilhosa. Queiram ou não os manifestos adversários políticos dele. A mensagem tem mais perguntas e outros assuntos. O Tonico cismou que é co-produtor da Trincheira.



Há quem aposte que Roth não escalará contra o Coritiba, domingo, no Independa, o mesmo time que derrotou o Fluminense no Rio. Martinuccio estará de volta e Anselmo Ramon suspenso. Sem Borges, operado, a chance é do amolado Wellington Paulista.

Ou então, se quiser agrada mesmo a torcida, Roth deveria escalar o menino Alisson na frente com Martinuccio e Elber, no meio, com Montillo. Pra que três volantes no momento?

Na mira de times italianos – penso que isso é informação plantada, em razão da reserva continuada – Wellington Paulista cospe marimbondos.









Quando um repórter o alertou sobre sua ausência do time há dois meses, WP-90 saltou da cadeira, enxugou o rosto e disparou: Tudo isso? Ô louco. Faz tempo demais. E logo eu que sou o artilheiro do time na temporada 2912,. Como explicar?”

A explicação mais lógica, claro, está nas mudanças táticas dos times. Quem tem Fred, Luiz Fabiano, Leandro Damião, jogadores referências e capazes, não mudaram. Celso Roth julgou seu camisa 9 incompetente pra jogar no esquema 3-4-2-1. E WP-9 já marcou 27 gols na temporada.



A possibilidade próxima de leilão, envolvendo clubes brasileiros e estrangeiros, pelos direitos de Walter Montillo não deve mais tirar o sono da China Azul. Depois do leilão mal sucedido no princípio deste ano, algumas bocas se calaram outras arrependeram por ficar contra a venda.

ZZ Senador não desistiu nunca. Botou sua tropa de choque infiltrada na mídia e anuncia o tempo todo que a solução financeira do Cruzeiro e as contratações de reforços passam pela saída de Montillo, por mais paradoxal possa parecer. Vender seu melhor jogador e contratar um monte de médios.

Quem lê a coluna de certo colunista carioca no “maior jornal de Minas” percebe a força que todos fazem pela venda de Walter Montillo.



Ueliton, volante do Vitória, estaria perto da Toca da Raposa. Está apalavrado com o Cruzeiro. Vou lembrar aos cartolas azuis que Osvaldo, também estava.

E que o melhor volante daquelas bandas é Souza, do Náutico. Bate falta, defende bem, ataca bem. Em breve estará no bem/bom da Seleção Brasileira.

Jogador assim, de contrato correndo, os cruzeirenses da Toca não querem. Não têm grana contratar.

Todavia atleta dispensado, contrato rescindido, por deficiência de conduta e técnica, mandam buscar logo. É o caso presente.



Montillo não apareceu na Toca da Raposa, entretanto todos sabiam o motivo. O craque está na Seleção Argentina. E o zagueiro Victorino, afastado do time por Celso Roth? O uruguaio não está de bem com a vida, nem com Celso Roth. Julga-se discriminado, como o volante colombiano Diego Árias.Roth tem até adaptado – por sinal com ótimo aproveitamento – o volante Leandro Guerreiro na zaga.

Victorino já pediu pra ir embora. Falou com Montillo – seu amigo – e na expectativa de o Cruzeiro contratar Jorge Sampaoli, seu treinador no La U, Victorino decidiu ficar mais uns tempos. Sumiu de novo.



O presente que Cuca recebeu – e tomara que saiba aproveitá-lo bem – é outro contrato até o final de 2013. Aqueles gozadores de plantão já botaram rede: “Galo com Cuca partirá em 2013 atrás do título mineiro, invicto, e do bi-vice do Brasileirão”. E da Libertadores, como correrá Cuca? É maldade demais contra aquele moço, tão parecido com um anjinho/filhote; porque não voa, certo?



Aplausos, aplausos, aplauso: o ex-gerente de futebol do Palmeiras, atualmente no Santo André, Sérgio do Prado, botou a boca no trombone. Disse tudo que já escrevi neste pedaço:

“O presidente do Palmeiras era o Felipão. O Tirone transferia responsabilidades, aí chegou nessa situação, afundou um dos maiores clubes do planeta. Trabalhei com três presidentes diferentes no clube, e um ano depois de minha saída o navio afundou. Os culpados pelo rebaixamento: Luiz Felipe Scolari, Galeano e Arnaldo Tirone”. Não precisava falar mais nada.



Você choraria ao se despedir da torcida e dos amigos, ou pularia numa perna só feito Saci, comemorando a transferência pro futebol europeu, na mais cara transação na historia do futebol tupiniquim?

O jovem Lucas, 20 anos, chorou bastante, emocionado, em sua despedida do São Paulo após a vitória sobre o Náutico. O último jogo com a camisa tricolor. O Paris Saint-Germain que pegou a fortuna por ele, espera contar com seu futebol esguio, escorregadio, alegre, já agora no campeonato francês. O clube parisiense pagará ao São Paulo 43 milhões de euros (R$ 114 milhões, na cotação atual), no momento em que o meia-atacante se apresentar.



Flávio Anselmo
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