Vitória de Maduro significa a vitória de todos os latino-americanos, cansados de serem explorados pelos imperialistas


                                                                          
 Considerado sucessor político de Hugo Chávez e atual presidente interino do país, Nicolás Maduro, foi eleito presidente da Venezuela, anunciou a presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena. Maduro, candidato da situação, teve 50,66% dos votos, superando os 49,07% do oposicionista Henrique Capriles. Maduro irá suceder Hugo Chávez, que morreu em março após lutar contra um câncer.

Maduro tem 51 anos, foi motorista de ônibus e participou desde o início do movimento de esquerda fundado por Hugo Chávez. Em 2000, foi eleito deputado da Assembleia Nacional, e em 2006, assumiu o cargo de Ministro das Relações Exteriores do governo de Chávez, e se manteve na função até ser designado vice-presidente do país.

Assumiu interinamente a Presidência da Venezuela, quando Chávez teve de se afastar de suas funções de presidente para tratar o câncer. Foi escolhido, pelo próprio Chávez, para ser seu herdeiro político. Maduro continuou como presidente do país após a morte de Chávez e durante o período eleitoral. Sua estratégia de campanha buscou vinculá-lo fortemente à imagem do líder venezuelano.

A vitória de Nicolás Maduro na eleição presidencial venezuelana já repercutiu entre os demais presidentes sul-americanos, que felicitaram o candidato do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) pelo novo mandato, que deverá durar seis anos.

Evo Morales, presidente da Bolívia, afirmou que o triunfo demostra que, frente à submissão e ao saque provocado pelo imperialismo e ao capitalismo, os povos se manifestaram democraticamente para proteger nossos recursos nautrais”. "E os resultados se respeitam”, afirmou, felicitando o povo venezuelano e o “irmão Maduro".

Para ele, os países ditos "antiimperialistas" se consolidam com a vitória da Maduro e se fortalecem através de organizações como a Alba (Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América), a Unasul (União das Nações Sul-Americanas) e a Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e do Caribe), todas idealizadas por Chávez. "A festa democrática na Venezuela também é a festa democrática de toda a América Latina".

A presidente argentina Cristina Kirchner felicitou Nicolás Maduro por sua vitória na eleição presidencial venezuelana, ocorrida neste domingo (14/04) em sua conta pessoal no microblog Twitter.

Aliada geopolítica do chavismo, ela também prometeu gratidão eterna ao presidente venezuelano Hugo Chávez : "Felicitações a todo o povo da República bolivariana da Venezuela pela exemplar jornada cívica" ; "Felicitações ao seu novo presidente, Nicolás Maduro. Memória e gratidão para sempre ao amigo e companheiro Hugo Chávez" ; "Em seu nome e no do povo venezuelano, harmonia, respeito e paz".
    Pouco após o CNE (Conselho Nacional Eleitoral) anunciar a vitória de Nicolás Maduro na eleição presidencial venezuelano, o ministro da Defesa, Diego Molero, assegurou que as Forças Armadas do país irão garantir o resultado da eleição. "O chamado é para que a calma seja mantida", afirmou Molero.

Em nome do alto comando militar , Molero disse que as forças armadas "estão mais unidas do que nunca" e felicitou o povo venezuelano "por essa demonstração de civismo", dizendo que "estamos apegados à Constituição e somos afiadores de que esse resultado seja respeitado e o faremos ser respeitado."

Molero saudou "todos" os atores políticos do país, "os ganhadores e os perdedores. A quem não pode obter o triunfo chamamos à solidariedade, à irmandade, à tranquilidade e a manter a calma entre o povo venezuelano, em todas as ruas e em todos os territórios".

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