DIA UNIVERSAL DO TRABALHADOR

Hoje, como faço regulamente há mais de trinta anos, não vou lhes falar dos Mártires de Chicago, que deram origem ao Primeiro de Maio, estabnelecido pela II Internacional em 20 de julho de 1889. Vou lhes falar de mineiros valentes, honestos, trabalhadores. Nomes como os de August Spies, Albert Parsonsm Adolph Fisher, George Engel, Louis Lingg, Samuel Fielden e Michael Schwad, estão para sempre perenizados na história da classe operária mundial. Quero lhes contar um pouco da história de 51 trabalhadores da mina de Morro Velho, em Nova Lima (e Raposos), Uma história igualmenge comovente, Uma história feita de heroísmo, de muita luta, construída ao longo de anos e anos por parte homens como Anélio Marques Guimarães e seus companheiros, seus amigos, seus familiares. Preciso lhes contar como o Partido Comjunista Brasileiro, o PCB, pouco mais de dez anos após sua fundação, estabeleceu suas bases numa cidade operária por excelênc ia. Ou melhor, duas cidades operáqrias: Nova Lima e Raposos. Já lhes contei , em outra ocasião, como um jovem empreendedor, um comerciário, depois empresário de renome, José Costa, um dos participantes do Congresso de Niteroi, que criou o PCBm en 1922, veio para Minas com a missão de lançar aqui as bases do Partidão. Hoje falo das primeiras atividades do PCB em Nova Lima. Já no ano emblemático de 1935. O ano da Aliança Libertadora Nacional. O Partido lutou pela criação de um núcleo da ANL local. Ao lado da luta política, a luta sindical: Como consequencia, no dia Primeiro de maio de 1935, a Companhia Morro Velho concedia as primeiras férias a seus trabalhadores. É certo que, em 1925 a Morro Velho havia distribuído umas carteiras pretas para a concessão de férias. Mas somente após a criação da União dos Mineiros (em 13 de maio de 1934) as primeiras carteiras de trabalho foram distribuídas. Em 1940, a União transformou-se no Sindicato dos Mineiros, com uma história de lutas e conquistas valorizada em todo o mundo. Em represália à criação do Sinhdicato, os fundadores foram demitidos, sem qualquer indenizaqção. O nome desses heróis eu lhes conto aqui, com base numa publicação da Associação de Professores Públicos de Minas Gerais: Ovídio José da Silva, Francisco Moreira, Geraldo Barbosa, Viriato de Barros, José Pedro de Deus, Pedro Müller, Artivo Vimieiro, Vimieiro Silvestre Barbosa, José Nelson, Gilberto Branco, José de Melo, Joaquim José de Souza, Abel Saturnino de Me3lo, Antônio Vicente Rodrigues, Américo Teodoro da Rocha, Pedro Souto, João Crisócimo Gomes e Máximo Egídio. Mas quero lhes falar dos 51 de 1949, época de maior repressão nas cidades operária de Nova Lima e Raposos. Houve demissões em massa. Atingindo trabalhadores com 20, 30 e até 40 anos de casa. Acusando-os de terroristas, de sabotadores da produção,sendo todos honestos trabalhadores, como atestam as fichas funcionais da própria Morro Velho...(Imagens: Mártires de Chicago, pelo jornal Anarq1uia qae será tamen, de 30-4-2007; sede em construção do Sindicato dos Mineiros, na década de 50, projeto de Oscar Niemeyer; Comissão de Salários dos mineiros, em 1947 e recorte do Estado de Minas, falando sobre a demissão dos 51 trabalhadores).

Comentários