A BHTrans me convence: deixei de ser autor. Sou agora personagem de um drama real

                                                                       

Céus, só agora me dou conta de que tenho sido mais personagem do que autor. E olhe que escrevo há mais de 40 anos...
Ionesco à parte, estou convicto de que sou eterno personagem de um drama josecarlosalexandriano ao longo desse período em que escrevo em jornais, revistas, blogs...
Um drama que geralmente procura demonstrar o sofrimento dos humilhados e ofendidos. Dos trabalhadores e do povo. Dos que lutam contra a exploração do homem pelo homem e da mulher pela mulher, por que não?
Veja só o que meu personagem predileto, eu próprio, enfrento junto a BHtrans. Não parece novela cubana ou mexicana de antigamente?
No dia 1º de fevereiro,utilizando o carro de meu filho Yuri Alexandre, fui levar minha mulher ao ponto do ônibus especial para Confins, em frente à Casa do Jornalista.
E voltava para casa quando, na esquina de Olegário Maciel com Antônio  Aleixo, um carro bateu violentamente no meu, a ponto de deixar-me apagado por uns dois ou três minutos, causar-me uma dor imensa no peito e elevar minha pressão arterial para 20 por 15...
Além de torturar-me os dois joelhos que já não são lá grande coisa... O resultado é que fui encaminhado para o hospital numa viatura 192 do SAMU, ficando duas semanas com os joelhos completamente inchados e doloridos...
Pois bem, 14 dias depois, em companhia de meu outro filho Ygor Alexandre procurei no local apropriado, segundo orientação recebida, cópias das gravações da câmara Assembleia, da BHtrans...
E quem disse que consegui?
Nada consegui, como sempre na referida repartição que já me havia negado um decalque de estacionamento especial, em face de minhas pernas cada vez mais frágeis e inseguras...
Disseram-me e ao meu filho Ygor que a empresa só conserva as fitas por nove dias. Isto mesmo, nove. Por que não dez, ou 20 ou 30?
Não adiante reclamar... E eu e meu filho Yuri que precisávamos provar que eu estava dirigindo corretamente na Justiça de Pequenas Causas....
Mas minha só sempre dizia que desgraça pouco é bobagem...Quando estava para lá de grogue , sendo retirado do carro acidentado uma voz que me soava longínqua me disse para desligar os faróis....Eu imediatamente obedeci. Não é que na ocorrência consta que eu dirigia com os faróis desligados? A câmara Assembléia poderia provar o contrário... Mas e as gravações?
Sou personagem mesmo. Um pobre personagem...Logo eu que passei, só nos Diários Associados, mais de 40 anos como autor...

Comentários

Fátima de Oliveira disse…
Alexandre em um país onde as pessoas são respeitadas, onde a educação geral, incluíndo a do trânsito, são um comportamento natural, não existe Juizado de Pequenas Causas. Um departamento do gênero só nasce onde os cidadãos são tratados como descaso, esteja certo. Sua única opção é recorrer judicialmente e indagar pelo Estatuto do idoso, pelos direitos consagrados a uma pessoa pelo simples fato de ser uma pessoa, enfim gritar, pois no Brasil ou se vence na mutreta ou no grito. Vou gritar junto com vc.