A coragem de Cristin Kirchner faz história na América Latinaa

              


José Carlos Alexandre

          Quando estive na Argentina, Cristina Kirchner era ainda vice-presidente. Não demorou nadinha e eis que seu marido e o presidente do País morre. Nestor Kirchner que já tinha uma posição política nacionalista, é agora superado por sua mulher, Cristina, que torna-se verdadeira estadista ao nacionalizar as riquezas petrolíferas do país.


          Indenização? Que indenização reclama a espanhola Repsol, que há mais de 20 anos controle a YPF, Yacimientos Petroliferos Fiscales, explorando as riquezas que pertencem de fato ao povo argentino?

          Se fosse a Cristina ou seu ministro do Petróleo, faria como o ex-governador do Rio Grande do Sul, Leonel de Moura Brizola, que ao desapropriar truste norte-americano, depositou um dólar  título de indenização.

          Eu depositaria no Banco da Argentina a quantia de um peso, como indenização à Repsol. Não mais do que um peso. Ou então um dólar.

           Não um euro, que seria demais, mas apenas um dolar...

           Os trabalhadores de toda a América Latina deveriam sair em apoio à decisão da presidente da Argentina.

            Afinal, os problemas enfrentados pelo povo argentino são os mesmos enfrentados pelos demais latino-americanos e caribenhos.

             Eu gostaria de ver os falcões históricos do PT defender os mesmos princípios da sra. Kirchner, fazendo com que sua homóloga brasileira adote a mesma providência, nacionalizando a Petrobrás, antes que venhamos, nos próximos anos, sofrer danos até maiores que os dos argentinos com a YPF, com o problema do pré-sal, com o abastecimento deste  país de dimensões continentais.

             Cristina já tem seu lugar reservado na história de seu país.

              Espero que a ex-guerrilheira tenha igual papel.

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