MST lembra matança de Eldorado dos Carajás
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Brasil recordam hoje a matança de 21 agricultores em Eldorado dos Carajás, no estado do Pará em 1996, crime que 16 anos depois permanece impune.
A principal homenagem do MST aos produtores rurais assassinados pela Polícia Militar brasileira em um dia como hoje de 1996, será a interrupção por 21 minutos do trânsito nas estradas de todo o país.
Esse fato também deu origem um ano depois ao que a entidade social denomina Abril Vermelho, uma jornada nacional de luta pela reforma agrária que os trabalhadores sem terra realizam todos os anos na semana que coincide com a data do Massacre de Eldorado dos Carajás.
Em 1997, uns 100 mil membros do MST realizaram uma marcha desde diversas regiões do país e se encontraram nesta capital para exigir justiça, emprego e reforma agrária, mesmas reivindicações que apresentam hoje.
As ações deste ano começaram nesta segunda-feira com a ocupação da sede do Ministério de Desenvolvimento Agrário em Brasília, e o edifício do Governo estadual do Ceará, em Fortaleza, assim como de outros locais do Instituto regiões do país.
Como parte desse processo, ocuparam 38 fazendas e realizaram dezenas de interrupções do trânsito em estradas de todo o país e acampamentos em 17 estados. Uma das coordenadoras nacionais do MST, Rosana Fernandes, explicou que o objetivo é chegar a 100 ocupações de terra em todas as regiões do país.
Denunciou que o governo federal se comprometeu em agosto de 2011 a assentar 180 mil famílias acampadas, mas que até agora não chega a 10% o número de núcleos aos quais foram entregues terras. O pior, sustentou Fernandes, é que se produziu um recorte oficial do orçamento do INCRA.
Precisamente, assinalou Fernandes, outros propósitos da mobilização deste ano são repudiar a paralisação da reforma agrária e a diminuição dos investimentos para expropriar terras destinadas aos membros do MST.
Acrescentou que as demandas são as mesmas apresentadas e consolidadas em 2005 e que o movimento as chama já de amarelas, pela cor que ficou o papel em que foram apresentadas, já que não foram ainda resolvidas.
Assentar 186 mil famílias acampadas atualmente; um programa de desenvolvimento para os assentamentos, como crédito agrícola específico para eles; revisão das dívidas dos agricultores assentados e que não conseguem acesso a empréstimos; e melhoria da infraestrutura dos assentamentos são algumas dessas demandas.(Com a Prensa Latina)
A principal homenagem do MST aos produtores rurais assassinados pela Polícia Militar brasileira em um dia como hoje de 1996, será a interrupção por 21 minutos do trânsito nas estradas de todo o país.
Esse fato também deu origem um ano depois ao que a entidade social denomina Abril Vermelho, uma jornada nacional de luta pela reforma agrária que os trabalhadores sem terra realizam todos os anos na semana que coincide com a data do Massacre de Eldorado dos Carajás.
Em 1997, uns 100 mil membros do MST realizaram uma marcha desde diversas regiões do país e se encontraram nesta capital para exigir justiça, emprego e reforma agrária, mesmas reivindicações que apresentam hoje.
As ações deste ano começaram nesta segunda-feira com a ocupação da sede do Ministério de Desenvolvimento Agrário em Brasília, e o edifício do Governo estadual do Ceará, em Fortaleza, assim como de outros locais do Instituto regiões do país.
Como parte desse processo, ocuparam 38 fazendas e realizaram dezenas de interrupções do trânsito em estradas de todo o país e acampamentos em 17 estados. Uma das coordenadoras nacionais do MST, Rosana Fernandes, explicou que o objetivo é chegar a 100 ocupações de terra em todas as regiões do país.
Denunciou que o governo federal se comprometeu em agosto de 2011 a assentar 180 mil famílias acampadas, mas que até agora não chega a 10% o número de núcleos aos quais foram entregues terras. O pior, sustentou Fernandes, é que se produziu um recorte oficial do orçamento do INCRA.
Precisamente, assinalou Fernandes, outros propósitos da mobilização deste ano são repudiar a paralisação da reforma agrária e a diminuição dos investimentos para expropriar terras destinadas aos membros do MST.
Acrescentou que as demandas são as mesmas apresentadas e consolidadas em 2005 e que o movimento as chama já de amarelas, pela cor que ficou o papel em que foram apresentadas, já que não foram ainda resolvidas.
Assentar 186 mil famílias acampadas atualmente; um programa de desenvolvimento para os assentamentos, como crédito agrícola específico para eles; revisão das dívidas dos agricultores assentados e que não conseguem acesso a empréstimos; e melhoria da infraestrutura dos assentamentos são algumas dessas demandas.(Com a Prensa Latina)

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