Dia-V convida um bilhão de pessoas a se manifestarem pelo fim da violência contra mulheres
Milhares de pessoas se unem nesta quinta-feira, 14 de fevereiro, ao redor do planeta, para celebrar mais um Dia-V. O apelo é um só: o fim da violência contra as mulheres. Para isso, são realizadas diversas atividades livres, que enfoquem o problema. Neste ano, na 15ª edição do Dia V, sob o mote "Um bilhão de pé (One Billion rising)” o movimento convida um bilhão de pessoas – principalmente mulheres - a sair, dançar e exigir o fim da violência de gênero.
Esta cifra faz frente ao número de mulheres que são vítimas da violência pelo mundo – 1 bilhão - estimada pela Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com o movimento, uma em cada três mulheres no planeta sofrerão algum tipo de violência durante sua vida.
Para combater essa realidade, é que o movimento Dia V incentiva a criação de um rising e estimula as pessoas a criarem eventos em suas comunidades, escolas ou universidades, locais de trabalho, centros comerciais ou até mesmo na rua, que abordem o fim da violência contra as mulheres. Pode ser um protesto, uma marcha, um baile, encenação teatral, ou qualquer outra ação criativa. Para criar seu evento, clique aqui.
Além dos Estados Unidos, cerca de 200 países já aderiram ao movimento, como Peru, Argentina, Índia, Filipinas, Irã, e demais países da América Latina, Oriente Médio, Ásia e África.
Dia V
O movimento global iniciado há quinze anos por Eve Ensler, aproveita a data em que é comemorado o Dia de São Valentim no hemisfério Norte, para pedir pelo fim da violência, e por isso leva o nome de "Dia-V”.
O movimento se define como uma resposta organizada contra a violência de gênero, exigindo o fim de violências contra mulheres como diversos tipos de maus-tratos, incesto, escravidão sexual, mutilação genital e defendendo um mundo onde as mulheres vivam "livres e seguras”. O movimento Dia V também coleta fundos para promover, nas mais diferentes regiões do planeta, projetos educativos e a conscientização da sociedade contra a violência de gênero.
O movimento Dia V estimula a reprodução de obras teatrais ou cinematográficas como "Os monólogos da vagina”, "Qualquer de nós: palavras desde a prisão”, "Até que a violência termine (Until the Violence Stops)” e destaca as campanhas "Já basta de violar nosso recurso mais importante: poder às mulheres e meninas da República Democrática do Congo”, lançada em 2007, V-Girls (V-Meninas) e V-Men (V-Homens) lançadas em 2010. No ano passado, o movimento registrou a criação de cerca de 5.800 eventos.(Com a Adital)

Comentários