Memorial federal na Rua Carangola; e o estadual, no antigo DOPS, quando será concretizado?
Criada ontem, em clima de festa, a Associação dos Amigos do Memorial da Anistia. O ato foi realizado onde será erguido o memorial, na Rua Carangola, junto ao antigo prédio da FAFICH, onde funcionava o Teatro Universitário. O Ministério da Justipça está bancando grande parte do projeto, dispondo de verda de 40 mihões de reais para este ano. A ONU também está na jogada, através do PNUD -Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
Foi tudo muito bem ontem, com boa música, exibição de uma virtuose na flauta, a chilena Vera, executando brilhantemente o Hino Nacional brasileiro, muito sambinha , churrasquinho, cervejinha e tropeiro.
O prefeito Marcio Lacerda acabou de falar e a chuva desceu, fazendo com que quase todos se dispersassem...Todos , contudo, já haviam assinado a lista de presença e a ata de criação da Associação dos Amigos do Memorial da Anistia.
Ato realmentea multipartidário, várias legendas se destacaram, dentre elas o PPS e o PCdoB. O PCB mais uma vez foi discriminado: não foi citado entre os presentes mas houve protestos.Afinal foi um dos partidos mais visados na ditadura militar. A ponto de ser quase dizimado...Para os próximos atos o pessoal da coordenação precisa ficar mais atento...
Dentre outros, estavam no lançamento: os deputado federais Nilmário Miranda e Jô Moraes, os estaduais Luzia Ferreira e André Quintão; o vereador Adriano Ventura; os jornalistas Elian de Oliveira, Maria das Graças Borges de Oliveira, José Otaviano Lage, Carlos Pereira, José Maria Rabelo, Guy de Almeida e Ponce de Leon; o arquiteto Jose Carlos Laender de Castro; os advogados Antonio Ribeiro Romanelli (com um folder do memorial do Chile) e Edgard Amorim, o professor João Marques de Aguiar, as defensoras dos direitos humanos Emily Vieira Salazar, Maria Emília e Neide Pessoa Couto etc.
O governador Antônio Juno Anastasia está devendo a concretização do Memorial da Anistia estadual, a ser instalado na sede do antigo DOPS, na Avenida Afonso Pena, conforme lei assinada pelo ex-governador Itamar Franco, hoje no Senado. A Prefeitura, a ONU e a UFMG certamente também ajudarão. Além do ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça.
Afinal foi de Minas que surgiu o golpe de 31 de março de 1964 e muitos mineiros, inclusive a presidente Dilma Rousseff, formaram nas fileiras dos que combateram a tirania, muitos pagando caro, sendo perseguidos, torturados e mortos em combate.(Imagem: José Carlos Alexandre)

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