Palestinos querem obter mais de Israel
Palestinos de diferentes correntes políticas mantiveram os protestos nesta cidade para exigir que o Governo interrompa suas negociações com Israel na Jordânia, ao que o Hamas acrescentou hoje exigir a libertação de um líder parlamentar.
Pela segunda semana consecutiva, centenas de residentes deste território ocupado por Israel mobilizaram-se para pedir ao líder do movimento Al-Fatah e presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que paralise o diálogo com Tel Aviv.
O chefe negociador palestino Saeb Erakat mantém, há semanas, reuniões exploratórias com seu homólogo israelense Yitzhak Molcho em Amã, a fim de retomar formalmente o diálogo direto suspenso em setembro de 2010 devido aos assentamentos judeus.
Nesta época, Abbas exigiu que o premiê de Israel, Benjamín Netanyahu, estendesse a moratória à construção de casas nos territórios ocupados da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental, mas a negativa do mandatário sionista abortou as conversações, auspiciadas por Washington.
Como em outras ocasiões, os palestinos se concentraram em frente à sede governamental em Ramalah e acusaram a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), principal órgão político na ANP, de "se retratar em sua posição inicial".
A OLP e Abbas sublinharam que só voltariam a dialogar quando Netanyahu aceitasse congelar as edificações para judeus israelenses e libertasse todos os presos políticos palestinos.
No dia 3 de janeiro, delegados palestinos e israelenses reuniram-se, naquele que o chamado Quarteto Internacional para o Oriente Médio, integrado pelos Estados Unidos, pela Rússia, pela ONU e pela União Europeia, definiu como "contato exploratório".
As mobilizações seguiram porque os palestinos acham que essas "explorações" contradizem demandas iniciais e são, de fato, um reinicio das conversações de paz diretas, após 15 meses de interrupção.
"A OLP está renegando suas promessas ao povo palestino e seu regresso a negociações implica que a liderança aceita o continuado roubo de terras palestinas, legitima ataques dos colonos e, mais ainda, afeta todo o povo", indicou o grupo Palestinos pela Dignidade.
Por sua vez, o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que tenta concretizar um acordo de reconciliação com Al-Fatah, pediu à OLP que suspendesse as negociações com Israel após a detenção nesta semana do presidente do Conselho Legislativo Palestino, Aziz Dweik.
A ANP também condenou a detenção, nesta quinta-feira, de Dweik e exigiu sua libertação, mas, no que diz respeito ao diálogo com Israel, está sob intensa pressão do Quarteto, em especial dos Estados Unidos, para ampliar o prazo de 26 de janeiro fixado nas atuais negociações.(Com a PL)
Pela segunda semana consecutiva, centenas de residentes deste território ocupado por Israel mobilizaram-se para pedir ao líder do movimento Al-Fatah e presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que paralise o diálogo com Tel Aviv.
O chefe negociador palestino Saeb Erakat mantém, há semanas, reuniões exploratórias com seu homólogo israelense Yitzhak Molcho em Amã, a fim de retomar formalmente o diálogo direto suspenso em setembro de 2010 devido aos assentamentos judeus.
Nesta época, Abbas exigiu que o premiê de Israel, Benjamín Netanyahu, estendesse a moratória à construção de casas nos territórios ocupados da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental, mas a negativa do mandatário sionista abortou as conversações, auspiciadas por Washington.
Como em outras ocasiões, os palestinos se concentraram em frente à sede governamental em Ramalah e acusaram a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), principal órgão político na ANP, de "se retratar em sua posição inicial".
A OLP e Abbas sublinharam que só voltariam a dialogar quando Netanyahu aceitasse congelar as edificações para judeus israelenses e libertasse todos os presos políticos palestinos.
No dia 3 de janeiro, delegados palestinos e israelenses reuniram-se, naquele que o chamado Quarteto Internacional para o Oriente Médio, integrado pelos Estados Unidos, pela Rússia, pela ONU e pela União Europeia, definiu como "contato exploratório".
As mobilizações seguiram porque os palestinos acham que essas "explorações" contradizem demandas iniciais e são, de fato, um reinicio das conversações de paz diretas, após 15 meses de interrupção.
"A OLP está renegando suas promessas ao povo palestino e seu regresso a negociações implica que a liderança aceita o continuado roubo de terras palestinas, legitima ataques dos colonos e, mais ainda, afeta todo o povo", indicou o grupo Palestinos pela Dignidade.
Por sua vez, o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que tenta concretizar um acordo de reconciliação com Al-Fatah, pediu à OLP que suspendesse as negociações com Israel após a detenção nesta semana do presidente do Conselho Legislativo Palestino, Aziz Dweik.
A ANP também condenou a detenção, nesta quinta-feira, de Dweik e exigiu sua libertação, mas, no que diz respeito ao diálogo com Israel, está sob intensa pressão do Quarteto, em especial dos Estados Unidos, para ampliar o prazo de 26 de janeiro fixado nas atuais negociações.(Com a PL)

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