Confederação Sindical de Comissões Operárias e União Geral de Trabalhadores promovem greve de mineiros do carvão espanhois
Contra cortes de emprego pelo
governo de Mariano Rajoy
Os trabalhadores das minas de carvão na Espanha iniciaram hoje o segundo de quatro dias de greve, em rejeição aos cortes aplicados no setor pelo governo conservador de Mariano Rajoy.
Iniciada ontem, a medida de força, que se repetirá nos dias 30 e 31 deste mês, foi convocada pela Confederação Sindical de Comissões Operárias (CC.OO.) e pela União Geral de Trabalhadores (UGT), os dois maiores sindicatos deste país europeu.
Segundo ambas as centrais, a redução de 64 por cento das verbas para a mineração, incluída no projeto de Orçamentos Gerais do Estado de 2012, representa uma proposta irracional do Executivo, que levará ao fechamento de todas as explorações mineiras.
A resposta será suficientemente contundente para que o Governo entenda que não vamos permitir o fechamento do setor, advertiu em Oviedo (Astúrias) o responsável pela mineração das CC.OO., Juan Carlos Álvarez.
Por um lado, a administração de Rajoy afirma que defende o carvão e se opõe ao fim das ajudasque a União Europeia pretende para 2018 , mas pela via orçamental conduz ao fechamento de toda a atividade mineira, denunciou Álvarez.
Seu homólogo da UGT, Víctor Fernández, detalhou que as verbas destinadas à produção mineral caíram 64 por cento com relação ao ano anterior, ao passar de 703 a 253 milhões de euros.
Além das quatro jornadas de paralisação, as duas associações convocaram para hoje concentrações nas comunidades autônomas espanholas com atividade mineira (Castilla e León, Castilla-La Mancha, Aragão, Andaluzia e Astúrias).
Na próxima quinta-feira realizarão uma manifestação conjunta nesta capital.
Para denunciar a situação pela que o setor enfrenta, oito mineiros se fecharam na última segunda-feira em um poço da cidade leonesa de Santa Cruz do Sil.
O ministro de Indústria, Energia e Turismo, José Manuel Soria, assegurou ontem que o Governo do de direitista Partido Popular segue apostando pelo carvão autctone, mas que nenhum setor pode escapar do ajuste.
As CC.OO. e a UGT qualificaram como um sucesso massivo a adesão no primeiro dia de greve em todas as comarcas mineiras, onde, também, foram registrados numerosos bloqueios de estradas em sinal de protesto.(Com a PL)

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