Parlamento da Nicarágua promove
fórum sobre violência contra a mulher




O Parlamento nicaraguense promoverá hoje um fórum sobre violência de gênero no país, para divulgar duas recentes legislações que pretendem oferecer amparo às mulheres contra diferentes tipos de agressões e violações a seus direitos.

  A Lei Integral contra Violência para as Mulheres e de reformas ao Código Penal, aprovadas pelos deputados a fins de janeiro de 2012, servirão de base para o intercâmbio com a participação de especialistas em Direito, assuntos policiais, trabalho comunitário e direitos humanos.

No evento, promovido pela Comissão de Assuntos da Mulher, Infância, Juventude e Família da Assembleia Nacional, intervirão como palestrante a presidenta da Corte Suprema de Justiça, Alba Luz Ramos, e a diretora da delegacia da Polícia especializada nestes temas, Erlinda Castillo.

Também entre os conferencistas estará a Procuradora Especial da Mulher, Débora Grandison, confirmou o Legislativo.

Esta convocação não constitui um fato isolado; diversos fóruns nacionais e territoriais foram realizados para sensibilizar diferentes setores e oferecer informação sobre a necessidade de conjugar políticas preventivas e incrementar sanções em defesa das nicaraguenses.

A Lei Integral Contra a Violência Para as Mulheres concebe campanhas de difusão, castigos mais severos aos culpados e medidas socioeducativas que evitem sua reincidência.

Com uma visão ampla, a norma qualifica e inclui condenações para os casos de agressão física, psicológica, sexual, patrimonial, econômica e trabalhista, enquanto proíbe aos meios de comunicação usar a imagem da mulher como objeto sexual comercial e fomentar a violência para elas.

Em recentes declarações, a deputada Marta Marinha González, titular da Comissão Juventude, Infância e Família, considerou a importância do trabalho educativo, pois na Nicarágua "há toda uma cultura patriarcal, que vem de geração em geração, e esses valores negativos se vem transmitindo e reproduzindo".(Com a PL)

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