Obama afirma que agirá com rapidez para remover Cuba de 'lista terrorista'

                                             
                                                                   
 
Ilha liderada pelos irmãos Castro entrou na 'lista negra' norte-americana em 1982, quando apoiava grupos de oposição marxistas
 
   
O presidente dos EUA, Barack Obama, declarou nesta terça-feira (07/04) que agirá rapidamente assim que receber uma recomendação do Departamento de Estado norte-americano a respeito da remoção de Cuba da lista de países que patrocinam o terrorismo.
 
 "Assim que eu receber uma recomendação, vou estar em condições de agir quanto a isso", afirmou Obama em entrevista à rádio NPR, contou a Reuters.
 
 Após a reaproximação com Washington em 17 de dezembro de 2014, a ilha liderada pelos irmãos Castro reforçou que a sua saída da lista norte-americana seria uma demanda fundamental para o restabelecimento de relações diplomáticas entre as nações.
 
 Na entrevista, o chefe de Estado norte-americano acrescentou ainda que sua decisão de retirar Havana da “lista negra” – da qual Cuba ingressou em 1982, quando apoiava grupos de oposição marxistas – se baseará nas atuais atividades “em matéria de terrorismo”.

Na segunda (06/04), o ministro de Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro cubano, Rodrigo Malmierca Díaz, disse que as ações adotadas por Obama com relação à flexibilização do bloqueio econômico imposto a Cuba são “incompletas e insuficientes e não mudam a essência dessa medida unilateral mantida pelo governo norte-americano contra Cuba”.
 
Para o funcionário cubano, as medidas anunciadas após o processo iniciado com o restabelecimento das relações bilaterais entre Cuba e Estados Unidos, “significam um passo favorável, mas não assentam as bases para a criação de um terreno fértil sobre o qual avançar”.
 
Entre os aspectos que mudaram com o anúncio estão a flexibilização de viagens, o envio de remessas financeiras para Cuba, a autorização às empresas de telecomunicações de vender equipamentos e serviços a Cuba, além do aumento no valor das compras que podem ser feitas por norte-americanos na ilha. (Com Opera Mundi)

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