As eleições na Ucrânia


Seja qual for o resultado das eleições de 7 de fevereiro na Ucrânia, a Rússia terá que conviver de qualquer maneira com um vizinho novo. A Ucrânia vai mudar radicalmente. Não pretendemos absolutamente “puxar o rabo de um leão morto”, mas o apoio insignificante ao presidente Iusehnko é um sintoma claro de que o atual modelo político e econômico da Ucrânia foi refutado pela sua população.
A maioria exige firmemente mudanças. E a razão disso é clara: superficialidade leviana e ausência de qualquer lógica no desenvolvimento econômico, social, cultural e político levaram o país praticamente à catástrofe, em primeiro lugar, no plano econômico. Isso, — e o marxismo não tem nada a ver com o caso, — pode acarretar também uma tragédia social.
Neste domingo na Ucrânia será eleito um novo presidente. Não podemos prognosticar com certeza quem é que será eleito, embora a maioria dos observadores é da opinião que quem vai assumir o poder é Viktor Ianukovich. No entanto, independentemente do resultado da corrida eleitoral, o novo líder terá que lidar com um país “polarizado” no plano político e social.
Especialmente importante é que o limite entre os pólos pode ser visto quase a olho desarmado: ele tem uma expressão geográfica. Este é um dos principais desafios políticos que o novo presidente vai enfrentar, seja quem for eleito para este posto.
Ao mesmo tempo não achamos que seja preciso sobreestimar a importância deste desafio. É de se crer que são insuficientes os argumentos dos que afirmam que independentemente do desfecho das eleições, o potencial “de dois países nos limites da Ucrânia” está esgotado e é possível que sucedam acontecimentos que levem ao desmoronamento da Ucrânia de acordo com o roteiro checoslovaco ou jugoslavo.
Um outro fato é a cisão interna da Ucrânia que embaraça, como um fadário, todas as tentativas de desenvolver a economia ou consolidar a população: é que o processo de formação da nação ucraniana moderna não foi concluído. (Voz da Rússia)

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