Obama anunciará medidas para facilitar turismo em Cuba

                            
                                                                                                                                            Efe

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, irá anunciar no próximo dia 17 de março novas medidas para facilitar o turismo de norte-americanos em Cuba, relatou a agência de notícias Reuters No dia 21, Obama iniciará uma viagem oficial de dois dias à ilha, a primeira de um presidente norte-americano em exercício desde 1928.

Segundo fontes do Congresso norte-americano consultadas pela Reuters, que falaram à agência sob anonimato, as novas medidas facilitarão a visita de cidadãos norte-americanos à ilha, caso se enquadrem em uma das 12 categorias que têm permissão de viajar a Cuba, como visitas de cunho cultural ou educacional. As fontes teriam sido informadas diretamente por membros do governo.

Citando uma fonte “familiar com as discussões”, a Reuters reportou ainda que o governo norte-americano está trabalhando para modificar como Cuba pode utilizar o dólar em operações comerciais. Atualmente o uso do dólar por Cuba em transações é proibido ou restringido, apesar de ser a moeda corrente no comércio internacional.

“A Casa Branca deseja fazer um estardalhaço na esfera econômica antes de Obama chegar a Havana, e essa é uma forma de fazê-lo”, afirmou uma fonte. O presidente norte-americano, que convidou cerca de 20 parlamentares para compor a delegação que viajará à ilha, irá se encontrar com Raúl Castro, presidente de Cuba. Não está programada uma reunião com Fidel Castro.

No mês passado, EUA e Cuba assinaram um acordo que prevê o estabelecimento de voos regulares entre os dois países pela primeira vez em mais de 50 anos.

As ordens executivas do governo Obama a serem divulgadas na próxima semana marcam mais um episódio da reaproximação diplomática e econômica entre os dois países. Obama e Raúl Castro anunciaram o processo de reaproximação em dezembro de 2014, que já levou à reabertura da embaixada cubana em Washington e da norte-americana em Havana em julho do ano passado.

Por se tratar de uma lei, o bloqueio econômico imposto a Cuba pelos Estados Unidos só pode ser suspenso pelo Congresso norte-americano, cuja maioria republicana se opõe à medida.

(Com Opera Mundi)

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