Final feliz

O governo brasileiro decidiu bem: Battisti continuará no país
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou, sexta-feira, a concessão do asilo político ao ex-ativista italiano Cesare Battisti. O anúncio partiu do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. A decisão foi baseada em parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), feito com base nos termos da Constituição brasileira, nas convenções internacionais sobre direitos humanos e do tratado de extradição entre o Brasil e a Itália.
Agora, caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF) expedir alvará de soltura do ex-ativista. É um ato formal de execução da decisão do presidente da República.
Agora, caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF) expedir alvará de soltura do ex-ativista. É um ato formal de execução da decisão do presidente da República.
Desde março de 2007, Battisti está preso preventivamente no Presídio da Papuda, em Brasília.
Ex-dirigente dos Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), grupo extremista que atuou na Itália nas décadas 60 e 70, Cesare Battisti, de 52 anos, é acusado de participação em uma série de crimes. O ex-ativista foi condenado à prisão perpétua à revelia na Itália por quatro homicídios cometidos pelo PAC entre 1977 e 1979. Ele nega as acusações. Jamais cumpriu pena no país, deixando a Itália rumo à França e depois ao Brasil.
A decisão brasileira veio de encontro a apelos de órgáos da sociedade civil que pediam, em manifesto, que o político italiano permanecesse no Brasil.(Com o Correio do Brasil)
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