A saúde por vezes me impede de maior participação Mas aprendi a não me render, a não ser em último caso. Daí não me afastar dos debates que pretendem apontar "Uma BH além do possível"

                                                          
                                               Por uma BH além do possível

                          José Carlos Alexandre

Infelizmente a saúde não permitiu que continuasse no Seminário "Por uma BH além do possível", promovido neste sábado pelo Partido Socialismo e Liberdade, PSOL, e Partido Comunista Brasileiro, PCB. A primeira parte dos trabalhos, da qual participei, embora com muitos problemas, foi das mais produtivas. 

As intervenções iniciais principalmente, com os professores Eduardo Mendonça,  Fábio Bezerra, Maria da Consolação, com o dirigente comunista Antonio Almeida, e com o ativista social Fidelis, um dos maiores conhecedores dos problemas sociais enfrentados por todos quanto moram ou são obrigados a circular pelo centro de Belo Horizonte, afora ativistas políticos que procuram as praças e ruas da cidade.

Como conselheiro do CONEDH e velho lutador pelos direitos humanos, sobrevivente da ditadura e diretor da Associação dos Perseguidos políticos, pretendia intervir na segunda parte, quando estariam em pauta os Direitos Humanos, com enfoque para os problemas enfrentados por negros, menores, trabalhadores sem teto.

Eu pretendia abordar a questão dos despejos de moradores tendo em vista as proximidades da Copa do Mundo, elogiaria sobretudo o movimento Fora Lacerda e me somaria aos que venham a criar o Fora Anastasia. As razões: os despejos violentos de trabalhadores e suas famílias, como aconteceu no Barreiro, no aglomerado Eliana Silva e como está para acontecer na Rua padre Paraíso, no Carlos Prates, objeto de uma carta ao governador, enviada por um colega do CONHEDH, Bruno Cardoso, um dos representantes da Pastoral Operária no Conselho Estadual de Defesa dos Diretos humanos.

Não pretendo me calar enquanto existirem sucursais do inferno em Minas como a Penitenciária Nelson Hungria...

 E chamaria todos os participantes para nos unirmos não apenas com vistas às eleições de outubro mas de forma permanente em defensa das populações de rua, mostrando a contradição no seio da Assembléia Legislativa entre representantes do Partido dos Trabalhadores que tem vetado até mesmo a realização de uma audiência pública para a abordagem desse importante problema de Belo Horizonte.

As escadarias da Pizaria Giovani, onde o grupo participante do Seminário escolheu para almoçar deram o veredicto final: estou impossibilitado de ir a todos os lugares que desejo. E quando tento fazê-lo, o jeito é  recolher-me, mesmo frustrado à minha casa. Mas não significa que ficarei ausente deste "Por uma BH além do possível".

Não pretendo me calar. Sou agitador por vocação. Já aos 17, 18 anos informalmente, era membro da comissão de Agitação e Propaganda do PCB, já subia e descia morros criando ou dando assistência às  Uniões de Defesa Coletiva, já me inicia em jornais de esquerda.

No PCB fui da Sucursal de "Novos Rumos", escrevendo sob o pseudônimo de Carlos Basílio. Trabalhei em colunas sindicais no "Minas e , no "Estado de Minas" ( aos domingos), no "Diário da Tarde"(diariamente), dentre outras atividades profissionais como em O Debate , nas Rádios Mineira e Guarani ( como editorialista nesta  última), criei jornais como o União Sindical e editei outros como o dos Bancários o dos Contabilistas, o dos trabalhadores rurais de Mariana etc.

Sou imbatível e não é apenas dificuldades advindas de saúde que me deterão.

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