segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Sem dúvida. Sem dúvida...

Direitos Humanos e Cidadania


Lobistas em aviões da FAB. Pode?

                                  

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD), deu carona em voo oficial da Força Área Brasileira (FAB) para o lobista da TV Globo Paulo Tonet. Além de Kassab, outros ministros de Michel Temer (PMDB) compartilharam viagens com lobistas e parentes.
As informações foram obtidas por meio de lei de acesso à informação pela Folha de S. Paulo

A legislação permite o uso de voos oficiais apenas para o transporte de vice-presidente, ministros de Estado, chefes dos três Poderes e das Forças Armadas — ou em algum outro caso que exista autorização especial do ministro da Defesa. Não há menção no decreto 4.244/2002, que regula a questão, ao transporte de indivíduos sem cargo ou função pública.

Kassab voou com Paulo Tonet, vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo e presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert) por três vezes. Ele também viajou com Marcelo Rehder, diretor da empresa Ella Link, envolvido no projeto do futuro cabo submarino Brasil-Europa.

Já os ministros do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), e do Planejamento, Dyogo Oliveira (Planejamento), requisitaram um jatinho da FAB para ir ao evento do Lide em um resort de Foz do Iguaçu. 

Participaram da caravana, todos eles acompanhados de suas esposas, os seguintes políticos: o então ministro de Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor de Temer preso com uma mala de R$ 500 mil da JBS, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o relator da reforma da previdência, Arthur Maia (PPS-BA). Já o presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Ives Gandra, viajou com uma assessora.

O grupo Lide é uma organização ligada à família do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB).

(Com Sputnik News)

Ato em solidariedade ao povo palestino

                                                                     
O Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino RJ convoca todos os internacionalistas, as organizações políticas e sociais e os apoiadores da Causa Palestina e árabe a se unirem numa demonstração de total apoio a resistência desse povo guerreiro: somos todos palestinos

VOCÊ É IMPORTANTE NESSA LUTA!

Manifestação de solidariedade à luta do povo palestino, no RJ:

Consulado dos EUA

Dia 12/ dezembro – terça-feira

às 17 horas

Aquds (Jerusalém) é Palestina!

Há cem anos, em novembro de 1917, a Declaração Balfour, emitida pelo império britânico, prometia aos judeus a posse da Palestina, dando suporte “legal” ao terrorismo dos grupos sionistas que logo iniciaram as atrocidades e assassinatos contra o povo palestino, roubando suas terras e promovendo a limpeza étnica.

Em 1948, há 69 anos, a ONU aprova a criação do estado judeu, Israel, nas terras da Palestina, sem consultar o povo que lá vivia. Desde aí, a ocupação sionista em larga escala impulsionou ainda mais sua campanha de terror, assassinatos, prisões, confisco de residências e roubo de terras contra o povo palestino, com total apoio das grandes potências do mundo ocidental, em particular do império anglo-sionista, os EUA.

De lá para cá, os palestinos vivem um verdadeiro inferno lidando com as atrocidades diárias cometidas pelo exército de Israel. Praticando uma política de expansão da colonização judaica através do confisco ou destruição de aldeias e bairros inteiros, concomitante ao sequestro, prisões e torturas de jovens e crianças. Nas últimas décadas, o sionismo trabalhou intensamente pela judaização de Al Quds (Jerusalém) de formas mais desumanas possíveis.

Agora, neste final do ano de 2017, a declaração do presidente dos EUA, que dá curso à decisão do Congresso dos EUA votada em 1995, que “Jerusalém deve ser reconhecida capital de Israel” expõe toda a política de ocupação total da Palestina Histórica que vem sendo construída passo a passo por Israel e os EUA, jogando por terra as ilusões em um Estado Palestino soberano (a proposta de dois Estados) e, ao mesmo tempo, nos processos de paz e negociações mediadas pelos EUA.

Enquanto isso, os aviões de Israel lançam bombas e matam a população de Gaza, extremamente sacrificada pelo embargo econômico, pela fome, miséria, doenças e frio, apesar (e por causa!) da recente descoberta de petróleo e gás em seu litoral. As crianças e os jovens de Gaza são obrigados a conviver constantemente com os bombardeios sionistas que destroem suas casas, suas vidas e matam as pessoas.

Este cenário dramático e diabólico está no contexto da estratégia geopolítica para o Oriente Médio do Império Anglo-sionista que, após a destruição total da Líbia e das derrotas militares no Afeganistão, no Iraque e na Síria, apesar da aliança com os mercenários do ISIS, os curdos e os Estados Árabes do Golfo, necessita desestabilizar ao máximo a região e destruir o eixo de resistência regional que saiu fortalecido. Além disso, buscam uma nova guerra para satisfazer sua indústria armamentista de olho nos ricos poços de petróleo e gás do povo iraniano.

A causa palestina chega a seu momento de extrema tensão. O fortalecimento da resistência árabe favorece em todos os sentidos a luta deste povo guerreiro. Mas é necessário ainda a unidade de todas as organizações palestinas e muita disposição para enfrentar o inimigo de todos os povos do mundo, o imperialismo sionista, e destruir sua base militar chamada de Israel. Neste contexto, mais do que nunca os povos do mundo devem cercar a luta do povo palestino contra a ocupação sionista de muita solidariedade internacionalista.

VIVA A LUTA DO POVO PALESTINO! VIVA A INTIFADA!

FORA SIONISMO DA PALESTINA!

JERUSALÉM É PALESTINA!

Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino RJ

Bitcoin consome tanta energia quanto um país inteiro . Veja neste texto quem é o pai da moeda

                                   

Poucas pessoas usam bitcoin para comprar qualquer coisa, mas todos pagam por seu impacto ambiental. Será verdade que a mineração criptográfica consome mais eletricidade que a Irlanda?


Milhares de computadores em prateleiras

Mina de bitcoin numa antiga fábrica de carros da era soviética em Moscou

Para os garimpeiros da Corrida do Ouro na Califórnia de 1860, os lucros eram mais importantes que a preservação do planeta. Mineradores com fome de dinheiro devastaram campos e vias navegáveis com tecnologia de mineração hidráulica ao cobrirem terras férteis com lodo e sedimentos. Florestas foram cortadas e rios condenados à seca através de barragens – tudo em nome de preciosas pepitas de ouro.

Avancemos 150 anos no tempo e veremos que alguns sucessores do Vale do Silício estão trilhando caminhos semelhantes. O bitcoin, a pretensiosa moeda virtual que disparou a um preço recorde de US $ 15 mil na quinta-feira (07/12), é acusado de causar contas de luz exorbitantes.

Os críticos dizem que a moeda é suja por um simples motivo: cada bitcoin – uma pepita virtual enterrada em algoritmos quase impenetráveis – exige uma energia computacional enorme para ser "garimpado".

Após o valor do bitcoin disparar dez vezes em 2017, o site de analistas Digiconomist estimou que a moeda tenha uma demanda anual de eletricidade de cerca de 32 terawatt-hora (TWh), ou seja, o consumo de nações inteiras, numa posição entre a Sérvia e a Dinamarca.

A análise do Digiconomist não é a primeira a comparar o consumo de eletricidade do bitcoin a um país (em 2014, matemáticos da Universidade de Maynooth o classificaram como tão alto quanto o da Irlanda).
                                                       
As minas bitcoin consistem em centenas ou milhares de computadores empilhados em prateleiras

As estimativas, no entanto, variam muito. No mês passado, a empresa de softwares SetOcean calculou o consumo de eletricidade do bitcoin em cerca de metade da avaliada pelo Digiconomist. Já em julho, o empresário Marc Bevand o havia estimado em cerca de um quarto, enquanto em janeiro, Harald Vranken, da Open University, colocou o valor ainda mais baixo.

Mas afinal, quanta eletricidade necessita o bitcoin de fato?

Descentralizado e anônimo

Traçar estimativas de energia é algo complicado porque o bitcoin não possui uma autoridade central.
Mineradores individuais – e não governos ou bancos – usam ferramentas especializadas para lavrar algoritmos registrando transações pela rede.

Quando os "garimpeiros" encontram ouro, e acrescentam o novo achado num "blockchain" (protocolo de confiança) das transações, eles são recompensados com fragmentos de um bitcoin recém-cunhado.

Para cada minerador, a energia necessária para isso depende de duas coisas: da complexidade do algoritmo e da eficiência de suas máquinas.

O analista do Digiconomist Alex de Vries, cujo modelo do Índice de Consumo de Energia Bitcoin enfrentou críticas devido a algumas de suas premissas, disse que uma estimativa mais "otimista" pode ser calculada de forma simples: dividindo a potência computacional total pela das máquinas de mineração mais eficientes e vendo quantas cabem na rede.

Com tal abordagem, a análise da DW produziu uma estimativa mínima de mais de um gigawatt de potência em toda a rede bitcoin para todos esses cálculos.

"Este método ignora completamente fatores significativos como o resfriamento em operações de grande escala e as gerações mais antigas [de máquinas]", disse De Vries, "mas ainda nos deixa com cerca de 100 [quilowatts-hora, ou kWh] por transação, ao invés dos 250 kWh que eu estimo."

Posto em perspectiva, a cada dia ocorrem cerca de 300 mil transações de bitcoins. Ao longo de um ano, uma conta de eletricidade de 100 kWh para cada uma equivale à metade de toda a eletricidade consumida pela Nigéria no ano passado.

Sem acompanhar o ritmo

Vranken disse que suas estimativas de janeiro, de menos de metade de um gigawatt, "não são definitivamente tanto quanto um país consome – mas, desde então, as coisas mudaram".]

Parte da confusão vem do salto meteórico do preço do bitcoin, que tornou muitas estimativas de energia ultrapassadas.

À medida que o preço do bitcoin aumenta, também cresce o incentivo econômico para ganhar dinheiro nessa onda. O delírio resultante – já descrito ao mesmo tempo como uma corrida do ouro e como uma bolha prestes a explodir – leva a mais cálculos de computador, ou hashes por segundo.

"A taxa de hashes em 2014 foi de cerca de 300 mil, e no início de 2017 eram mais de 2 milhões", disse David Malone, da Universidade de Maynooth.

Nesse período, máquinas de ponta se tornaram cerca de cinco vezes mais eficientes na computação de hashes, disse Malone, superando assim uma fração significativa do aumento nos custos de energia.
Agora a taxa de hash saltou para quase 12 milhões – mas "não parece ter havido grande avanço em eficiência em termos de hardware este ano".

Limpo ou sujo?

Também é motivo de preocupação o fato de a demanda de eletricidade do bitcoin ser suprida por combustíveis fósseis.

Segundo um estudo do Cambridge Center for Alternative Finance (patrocinado pela Visa), mais da metade dos "tanques de garimpo" do bitcoin têm base na China, que depende do carvão.

Mineiro na China                 
O carvão ainda representa cerca de dois terços do consumo de energia da China

Uma análise do Digiconomist de uma mina de bitcoin no interior da Mongólia – cuja eletricidade era proveniente de usinas movidas a carvão – estimou que uma transação de bitcoin poderia emitir a mesma quantidade de carbono que um passageiro voando em um Boeing 747 durante uma hora.

Alguns analistas, no entanto, observam que o incentivo econômico para energia de baixo custo leva muitos a optarem por fontes renováveis. "Uma concentração significativa [dos tanques de garimpo chineses] pode ser observada na província de Sichuan, onde mineradores fecharam acordos com as usinas hidrelétricas locais para terem acesso à eletricidade barata", escreveu Garrick Hileman, da Universidade de Cambridge.

Escala de impacto problemática

Independentemente da dificuldade em rastrear números exatos, muitos acreditam que a dimensão do problema é perturbadora. Embora o bitcoin tenha apenas oito anos de idade, ele já representa entre 0,05 e 0,15% da demanda global de eletricidade.

Para um serviço usado por apenas 3 milhões de pessoas, o bitcoin é muito menos eficiente que o atual sistema bancário global.

"De qualquer maneira, é um número ridículo", disse de Vries. "O Bitcoin não é sustentável, não importa de que maneira o medimos. Estaríamos apenas discutindo se ele é 10 ou 20 mil vezes pior que o Visa".

                                                                                
                           dentidade de criador da Bitcoin é revelada

Após anos de especulações, programador australiano revela ter inventado moeda digital, utilizada sem regulamentação em negócios online em todo o mundo. Estima-se cerca de 15,5 milhões de Bitcoins estejam em circulação.

O cientista da computação australiano Craig Steven Wright se identificou nesta segunda-feira (02/05) como criador da moeda digital conhecida como Bitcoin.

A revelação pôs fim a anos de especulações sobre a verdadeira identidade do inventor da cibermoeda, lançada em 2008 por um programador que utilizava o pseudônimo de Satoshi Nakamoto. A Bitcoin é utilizada sem regulamentação em negócios online em todo o mundo.

Wright forneceu à emissora britânica BBC e às revistas The Economist e GQ provas criptográficas que comprovariam a autoria do programa por trás da Bitcoin, antes de disponibilizá-las em um blog. "Não busco publicidade, quero apenas esclarecer essas questões", afirmou o australiano, citado pela The Economist.

Num vídeo enviado à BBC, Wright admite ser Satoshi Nakamoto, apesar de ter negado anteriormente as suspeitas de que estaria por trás da Bitcoin. "Eu era a maior parte disso, mas outras pessoas me ajudaram", disse.

"Preferia não ter de fazê-lo. Quero trabalhar. Quero continuar fazendo o que quero fazer. Não quero dinheiro. Não quero fama. Não quero adoração. Quero apenas que me deixem em paz", afirmou o cientista da computação.

Estima-se cerca de 15,5 milhões de Bitcoins estejam em circulação. Cada unidade corresponde a 449 dólares. A cibermoeda opera sem uma autoridade central ou suporte governamental, e atraiu o interesse de bancos, especuladores e criminosos.

Em dezembro passado, após Wright ser identificado pela revista Wired e pelo portal de internet Gizmodo como o verdadeiro Nakamoto, as autoridades tributárias australianas realizaram buscas em sua casa, apreendendo documentos e computadores. Ele diz que está cooperando com as autoridades e que seus advogados negociam o valor das multas que ele deverá pagar.

(Com a Deutsche Welle)

Tio Sam e a hegemonia


Morre mais um dos monstros sagrados do "Pasquim"

                                                                                
O jornalista, diretor teatral e roteirista Luiz Carlos Maciel morreu na manhã de sábado (9), aos 79 anos, no hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro. Ele estava internado desde novembro com um quadro de infecção. Segundo a filha do escritor, Lúcia, o boletim médico apontou falência múltipla dos órgãos. A informação é da Folha de S. Paulo.

A obra do gaúcho Maciel conectou a contracultura brasileira com escritores internacionais e contribuiu para torná-la mais consciente de si própria, ao informar sobre ideias insurgentes e movimentos de vanguarda dos anos 60 e 70. Seus textos no “Pasquim”, “Flor do Mal”, “Última Hora” e “Fairplay” influenciavam esquerdistas menos ortodoxos e jovens aflitos para “cair fora” e encontrar um novo estilo de vida.

O jornalista se aproximou da obra de Sartre e do teatro do absurdo. Morou na Bahia, onde trabalhou com teatro. Mais tarde, mudou-se para Pittsburgh, nos Estados Unidos. A vivência no país enriqueceu o repertório de autores e tendências comportamentais da futura e legendária coluna “Underground” no “Pasquim”, do qual tornou-se um dos fundadores a convite do jornalista Tarso de Castro. Entre 1969 e 1972, Maciel foi recordista de cartas da redação e passou a ser chamado de “guru da contracultura”.

Diferentemente de outros membros do “Pasquim”, ele simpatizava com os gays, as feministas, os hippies e os tropicalistas. No final de 1970, o Exército prendeu a equipe do humorístico e Maciel teve os cabelos cortados na Vila Militar.

Maciel deixou o “Pasquim” em 1972, pressionado por Millôr Fernandes, substituto de Tarso na chefia. Antes da despedida criou e editou o “Flor do Mal”, ao lado de Rogério Duarte, Torquato Mendonça e Tite de Lemos.

No jornalismo, comandou a edição brasileira da revista “Rolling Stone” e colaborou com veículos como “Correio da Manhã”, “Jornal do Brasil”, “O Jornal”, “Fatos e Fotos” e “Veja”. Na Folha, a pedido de Tarso, escreveu para o caderno “Folhetim”. Na “Ilustríssima”, em 2015 e 2016, publicou seus últimos textos na imprensa.

Ele deixa a viúva, Maria Cláudia, atriz, com quem era casado desde 1976, os filhos Lúcia Maria e Roberto, quatro netos, 13 livros e oito gatos batizados com nomes de filósofos pré-socráticos.

(Com a ABI)

Por mais anos de lutas. Até a vitória final.


“O sistema prisional não pode ser um depósito de pessoas” , diz presidente da OAB

                                                                 
Em entrevista a imprensa, o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, afirmou que “são alarmantes as informações divulgadas pelo Ministério da Justiça de que o número de presos no Brasil dobrou nos últimos 11 anos”. Segundo ele, é ainda mais preocupante a informação de que 40% dos detentos ainda não foram julgados. As informações foram reveladas na nova edição do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), divulgada nesta sexta-feira (8) pelo Ministério da Justiça.

“Acumulados ao longo dos anos e muitas vezes ignorados, os problemas do sistema carcerário constituem um desafio a ser enfrentado imediatamente pelas autoridades. Do contrário, o caos só aumentará, resultando em aumento da violência no país”, disse o presidente nacional da OAB. 

Lamachia chamou a atenção ainda para a carência da capacidade instalada do poder judiciário. “É urgente adequar o sistema carcerário à lei e reforçar a estrutura do Poder Judiciário, especialmente na primeira instância, para enfrentar também a morosidade processual. O sistema prisional não pode ser um depósito de pessoas. Sua administração deve ser feita de maneira eficiente, com recursos condizentes com a demanda. É preciso também estabelecer políticas públicas de ressocialização eficientes e permanentes”, declarou ele.

Confira  a íntegra da manifestação do presidente nacional da OAB:

“São alarmantes as informações divulgadas pelo Ministério da Justiça de que o número de presos no Brasil dobrou nos últimos 11 anos. Ainda mais preocupante é a informação de que 40% dos detentos ainda não foram julgadas. Acumulados ao longo dos anos e muitas vezes ignorados, os problemas do sistema carcerário constituem um desafio a ser enfrentado imediatamente pelas autoridades. Do contrário, o caos só aumentará, resultando em aumento da violência no país.

É urgente adequar o sistema carcerário à lei e reforçar a estrutura do Poder Judiciário, especialmente na primeira instância, para enfrentar também a morosidade processual. O sistema prisional não pode ser um depósito de pessoas. Sua administração deve ser feita de maneira eficiente, com recursos condizentes com a demanda. É preciso também estabelecer políticas públicas de ressocialização eficientes e permanentes.

O quadro tenebroso de violência urbana coloca o Brasil entre as nações mais violentas do mundo. Uma das principais causas dessa situação é a incapacidade do sistema penitenciário em realizar suas funções primordiais, punir e ressocializar.

Cabe a cada um de nós olhar o tema com mais atenção e compreender que a criminalidade não avança à toa. O poder público vem ao longo dos tempos permitindo que presos de menor potencial sejam mantidos em verdadeiras ‘escolas do crime’, transformando-os em pós-graduados no que há de pior na nossa sociedade. No fim das contas, a sociedade vive com sua liberdade tão limitada quanto os presos, sem qualquer sensação de segurança”.

CLAUDIO LAMACHIA, presidente nacional da OAB

domingo, 10 de dezembro de 2017

Duelo inevitável:EUAxRússia

Prensa Latina/Revista Bohemia

Honduras

Laz/Juventud Rebelde

Iluminando o Natal



Um trio atento a tudo no niver do Perché

Durante as comemorações dos 70 anos de Adilson Perché o casal Rubens e Nilza Yamamoto e o Jornalista José Carlos Alexandre 


Brasil deixou recessão para trás, diz Temer na Argentina




O presidente Michel Temer declarou neste domingo (10) que a economia do Brasil deixou a recessão para trás com a recuperação dos empregos e do crescimento industrial. Temer discursou hoje na cerimônia de abertura da 11ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Buenos Aires, Argentina.

“O Brasil de hoje deixou para trás a recessão, nossa economia se recupera, cria postos de trabalho e a produção industrial tem crescido. As taxas de juros recuaram a seu menor patamar histórico, a inflação é a mais baixa de muitos anos seguidos”, disse Temer diante dos líderes integrantes da OMC.

Em sua mensagem, o presidente disse ainda que o país está levando adiante uma “ambiciosa agenda de reformas para modernização do Brasil, o que envolve necessariamente maior e melhor inserção na economia global”.

Mercosul

O presidente destacou no discurso que o Mercosul tem resgatado sua vocação original para o livre comércio e reforçou o compromisso de manter o diálogo entre os países e fortalecer o comércio multilateral. Temer ressaltou o multilateralismo como um sistema fundamental para ampliar o comércio, os investimentos, gerar empregos e prosperidade, além de ser capaz de “conter tendências protecionistas” e trazer segurança jurídica em momentos de disputas comerciais.

“O isolamento não é solução, é ilusório pensar que o protecionismo seja o caminho sustentável para o desenvolvimento ou para o bem estar dos povos. Quando nos fechamos a nós mesmos, nos fechamos para novas tecnologias, a novas ideias e novas possibilidades. O que de fato traz desenvolvimento, o que de fato traz bem-estar é mais e mais integração”

Temer defendeu a OMC e sua atuação na discussão de temas considerados novos como a economia digital, facilitação de investimentos, pequenas e médias empresas e também na resolução de temas antigos como comércio agrícola, que classificou como “um passivo urgente a resgatar”.

A reunião ministerial da OMC ocorre a cada dois anos para definir mandatos, avaliar o funcionamento da organização, tomar decisões e eventualmente lançar rodadas de negociação entre os países. As últimas edições foram sediadas em Bali e Nairobi.

Durante o evento, que ocorre até a próxima quarta-feira (13), os representantes de cada países discutirão propostas sobre subsídios agrícolas e pesca, além de medidas para as áreas de comércio eletrônico, facilitação de investimentos, pequenas e médias empresas e reforço de acordos em medidas fitossanitárias.

O presidente Temer e os líderes do Uruguai, Paraguai, Peru, Suriname, Colômbia e México assinaram a Declaração de Buenos Aires, em que reforçam o compromisso de fortalecer o comércio multilateral.

Há ainda a expectativa para que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia seja concluído na conferência.  No entanto, os pontos mais sensíveis das negociações entre os blocos, a carne e o etanol, devem ficar de fora do acordo.

(Com a Agência Brasil)

Macron condena assentamentos judeus na Palestina

                            

O presidente francês, Emmanuel Macron, disse neste domingo (10) ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que o congelamento da construção de assentamentos israelenses na Palestina e medidas de confiança em relação à autoridade palestina são atos importantes "para começar" o diálogo.

Os líderes almoçaram juntos e participaram de entrevista coletiva no Palácio do Eliseu. Netanyahu está em Paris um dia antes dos chanceleres da União Europeia reunirem-se para uma resposta conjunta à decisão de Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. 

Macron condenou atos de terrorismo contra Israel, mas também disse ser contrário ao passo de Trump, que classificou de uma "ameaça perigosa para a paz".

"Parece-me que o congelamento da construção de assentamentos e medidas de confiança em relação à autoridade palestina são atos importantes para começar, o que discutimos com o primeiro-ministro Netanyahu", afirmou o líder francês. 

Macron afirmou acreditar em uma solução de dois Estados para alcançar a paz na região.
Os países da Europa, assim como a maior parte do mundo, fizeram duras críticas à decisão de Trump — que reverteu uma posição de décadas dos Estados Unidos. Israel considera que toda Jerusalém é sua capital, enquanto os palestinos querem que a parte oriental da cidade seja a capital de um futuro estado independente.

A maioria dos países manteve a posição de que as decisões sobre o status de Jerusalém devem ser deixadas para futuras negociações de paz. A administração Trump argumenta que qualquer acordo de paz futuro provavelmente colocará a capital de Israel em Jerusalém e velhas políticas precisam ser abandonadas para reviver o processo de paz moribundo.

Netanyahu respondeu a Macron dizendo que os palestinos precisam reconhecer a "realidade" de que Jerusalém é a capital de Israel e que isso ajudará o processo de paz.

"O mais importante para a paz é antes de tudo reconhecer que o outro lado tem o direito de existir", disse ele. "Uma das manifestações dessa recusa é a mera negativa de sentar-se com Israel", disse o premiê israelense. 

"Aqui está o gesto que ofereço… ao Sr. Abbas: sentar-se e negociar a paz. Isso é um gesto para a paz. Nada pode ser mais simples", disse ele, referindo-se ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

Macron disse que não esperava nenhum avanço no curto prazo, mas afirmou ser importante esperar uma proposta de conciliação vinda dos Estados Unidos no início do próximo ano antes de descartar Washington como mediador do conflito. 

Turquia e Irã

Quando perguntado sobre o descontentamento em toda a região com a decisão de Trump, incluindo críticas severas do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, Netanyahu disse que não receberia aulas de moral do líder turco. Ele disse que muitas nações árabes estavam cada vez mais alinhadas com Israel para enfrentar a ameaça regional do Irã.

"Muitos países árabes reconhecem que Israel não é seu inimigo, mas seu indispensável aliado", falou Netanyahu.

Netanyahu disse que procura laços mais estreitos com os países árabes para isolar extremistas e o Irã.

"O que o Irã está tentando fazer é se afundar militarmente com as forças terrestres, aéreas e navais na Síria com o propósito expresso de lutar e destruir Israel. Não vamos tolerar isso e nós apoiamos nossas palavras com ações", disse ele.

(Com Sputnik News)

Prêmio para iniciativas que promovem cultura alemã no exterior

                                                                                
                             Dois homens e duas mulheres vestidos com trajes tradicionais alemães dançam na Oktoberfest de Blumenau

Com mulheres como foco, concurso de organização alemã destaca propagadoras da cultura germânica mundo afora. Brasileira de Santa Catarina está entre as quatro finalistas.

Candidata brasileira é natural de Santa Catarina, estado onde fica Blumenau (foto), símbolo da cultura teuto-brasileira

A organização alemã Internationale Medienhilfe (Apoio internacional às mídias ou IMH, na sigla em alemão) promove pela primeira vez um concurso para reconhecer representantes e propagadoras da cultura alemã no exterior, intitulado Auslandsdeutsche des Jahres (Alemã estrangeira do ano). A competição é disputada por quatro finalistas, entre elas uma brasileira.

Através de mídias parceiras em todo o mundo, a IMH recebe constantemente informações sobre o engajamento de descendentes de alemães, especialmente de mulheres. Justamente com a intenção de valorizar e reconhecer internacionalmente o trabalho e a iniciativa delas na divulgação da cultura e língua alemãs em seus países é que o concurso foi concebido. 

Segundo o diretor da IMH, Björn Akstinat, a escolha das quatro finalistas foi feita pelo júri da organização, situada em Berlim, que recebeu candidaturas de 20 países. Uma das finalistas é a teuto-brasileira Isabel Pitz, de 30 anos, do município catarinense de São José.

                                                                                                               Pivati

Isabel Pitz: "O Brasil é rico de culturas, culturas dos povos que constituíram esse país. E a cultura teuto-brasileira faz parte dessa constituição."

Há quase dois anos ela criou Deutschbrasischland, página do Facebook que já conta com mais de 50 mil seguidores. Na página, Pitz aborda tradições, costumes, histórias e vivências da cultura teuto-brasileira em solo nacional.

"O que quero transmitir ao público é a cultura dos nossos antepassados germânicos (luxemburgueses, alemães, austríacos, belgas e suíços), que ainda é vivida nas casas de famílias teuto-brasileiras e que está longe de morrer", disse a catarinense em entrevista à DW Brasil.

Com a página na rede social, ela pretende mostrar a "terra teuto-brasileira", que ela chama de Deutsch-brasisch-land. Isabel é a única em sua família que busca preservar, aprender e falar o Hunsrückisch – dialeto da região de Hunsrück, no estado alemão da Renânia-Palatinado. Seus antepassados maternos vieram de lá, e chegaram ao Brasil no final do século 19.

"Vieram fugidos de uma Alemanha miserável, faminta e sem emprego. Vieram para o Brasil em busca de melhores condições de vida", conta. A valorização da cultura teuto-brasileira, que surgiu do encontro dessas duas culturas, é o enfoque do trabalho de Pitz.

"Muitos dizem que nós, tradicionalistas, paramos no tempo; que a Alemanha evoluiu. Mas a Alemanha evoluiu e deixou para trás uma identidade cultural que nós, aqui no Brasil e em outras comunidades de descendentes de imigrantes germânicos ao redor do mundo, vivemos até hoje. Não somos atrasados. Não paramos no século 19. Vivemos a cultura, os costumes e tradições que nos ensinaram em casa. Essa é a nossa identidade", defende a catarinense.

"Não se trata de saudosismo"

A iniciativa de Pitz promover a cultura teuto-brasileira deu tão certo que, constantemente, ela recebe mensagens de apoio e cumprimentos de fãs da Alemanha, da Polônia, de teuto-descendentes na Argentina e até de pesquisadores.

"Os seguidores da DB [Deutschbrasischland] não querem ser alemães ou fazer do Brasil uma Alemanha ou algum dia morar na Alemanha. Nós queremos ser teuto-brasileiros e temos orgulho da cultura que germânica que nasceu aqui no Brasil", defende Pitz.

"Parece saudosismo, mas cada povo tem sua história, sua trajetória e sua identidade. Nipônicos do bairro da Liberdade em São Paulo; sertanejos de uma festa de peão de boiadeiro quando cantam suas modas de viola; afrodescendentes quando dançam no candomblé ou preparam o acarajé", acrescenta. "O Brasil é rico de culturas, culturas dos povos que constituíram esse país. E a cultura teuto-brasileira faz parte dessa constituição e é tão rica quanto estas e outras."

Levar conhecimento à Alemanha

Juntamente com Pitz, estão no páreo do concurso Auslandsdeutsche des Jahres outras três candidatas: uma da Austrália, outra da Hungria e a última do Paraguai. Para Akstinat, é muito importante tornar conhecidos e presentes na Alemanha a cultura e o idioma transmitidos por essas quatro jovens mulheres.

"Um dos objetivos do concurso é tornar mais conhecidas na Alemanha as grandes iniciativas culturais e tradições dos alemães estrangeiros. Muitos cidadãos da Alemanha não sabem praticamente nada sobre as comunidades e minorias alemãs em todo o mundo. E justamente porque isso é raramente tematizado nas escolas e universidades", afirma.

A intenção da IMH é de dar continuidade ao concurso no próximo ano e talvez incluir a candidatura de homens. Neste ano, a candidata com mais votos receberá como prêmio a divulgação de seu trabalho entre os colaboradores e parceiros da IMH em todo o mundo.

Até o dia 10 de dezembro é possível votar, mandando um e-mail para info@imh-service.de com o nome do país onde vive e de sua candidata favorita.