segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Tem Cinema na TV Brasil


Causas reais e caudas ditas reais

                                     
Desgraçadamente, quando o Estado faz a opção pelo uso da força, os vulneráveis, pobres, negros e favelados – os mesmos que integram a grande maioria da população carcerária – são os principais alvos da repressão para atender os desejos, conscientes e inconscientes, dos endinheirados e da classe média conservadora e preconceituosa, escreve Leonardo Isaac Yarochewsky, advogado e Doutor em Ciências Penais (UFMG), em artigo publicado por Justificando, 16-02-2018.

Eis o artigo.

“Isso não resolve o nosso problema. Não é o que a comunidade e a sociedade querem. Queremos o respeito de ir e vir. O Exército na rua não vai adiantar nada. Só vai aumentar a violência. As crianças vão pensar que estão morando no Vietnã. O governo falou que ia botar o social, o emprego, a cultura e o esporte, mas só botou polícia dentro da comunidade. É só tiro, porrada e bomba”.[1] (Marquinho Balão)

O atual ocupante do Palácio do Planalto Michel Temer assinou, nesta sexta-feira (16), o decreto de intervenção federal no estado do Rio de Janeiro. A medida prevê que as Forças Armadas assumam a responsabilidade do comando das polícias Civil e Militar no estado do Rio, a princípio, até o dia 31 de dezembro de 2018 (art. 1º do Decreto). A decisão ainda terá que ser aprovada pelo Congresso Nacional.

O interventor federal será o general Walter Souza Braga Netto, comandante do Leste. Além de interventor federal, ele vai assumir o comando da Secretaria de Administração Penitenciária e do Corpo de Bombeiros.

Michel Temer que, paradoxalmente, enfrentou duas denúncias: por corrupção e organização criminosa – ambas barradas pela Câmara dos Deputados – afirmou que o momento pede uma medida “extrema“. Ele ressaltou que o governo dará as respostas “firmes” para derrotar o crime organizado.

“Tomo esta medida extrema porque as circunstâncias assim exigem. O governo dará respostas duras, firmes, e adotará todas as providências necessárias para enfrentar e derrotar o crime organizado e as quadrilhas“, disse Temer.

A decisão de decretar a intervenção na segurança pública do Rio foi tomada por Temer após reunião de emergência na noite de quinta-feira (15), no Palácio da Alvorada. O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, que passou o carnaval fora da cidade do Rio, concordou com a medida.

Segundo o decreto, ações que não tiverem relação direta ou indireta com a segurança pública, permanecerão sob a responsabilidade do governador Pezão.

Já o interventor federal ficará subordinado ao presidente da República e poderá “requisitar, se necessário, os recursos financeiros, tecnológicos, estruturais e humanos do estado do Rio de Janeiro afetos ao objeto e necessários à consecução do objetivo da intervenção“.

O objetivo da intervenção, de acordo com o decreto, “é pôr termo a grave comprometimento da ordem pública no Estado do Rio de Janeiro” (art. 1º, § 2º)

Para o sociólogo e presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, “a intervenção é uma medida que vai deslocar a atenção por completo da pauta muito ruim da área que já era tocada por este governo. Um exemplo é o Plano Nacional de Segurança Pública, criado há um ano e que não obteve nenhum efeito prático. É um jogo profissional de xadrez habilidoso para atenuar um problema que não será resolvido agora e vai cair em cheio no colo do próximo presidente”. [2]

Conforme já dito alhures, a opção do Estado pela intervenção militar colocando o Exército nas ruas do Rio de Janeiro ou em qualquer outra cidade, para “golpear o crime organizado” é, na verdade, uma demonstração inequívoca da prevalência do estado penal sobre o estado social.

Desgraçadamente, quando o Estado faz a opção pelo uso da força, os vulneráveis, pobres, negros e favelados – os mesmos que integram a grande maioria da população carcerária – são os principais alvos da repressão para atender os desejos, conscientes e inconscientes, dos endinheirados e da classe média conservadora e preconceituosa.

Diante dessa situação é imperioso que se reduza drasticamente a desigualdade social e os déficits de cidadania.

Neste diapasão, Vera Regina Pereira de Andrade, pesquisadora e professora Titular da UFSC, propõe a necessidade da reconstrução do conceito de cidadania para além do liberalismo. Segundo a professora, "faz-se necessário pensar a cidadania de indivíduos histórica e socialmente situados. E situados em categorias, classes, grupos, movimentos sociais, e não de indivíduos atomizados, com autonomia referida a si, como no liberalismo, pois é desse locus que se engendram as identidades, as diferenças e o s conflitos e se criam as condições para a emergência do(s) sentido(s) das cidadania. Em uma palavra, é fundamental a percepção do pluralismo na base da cidadania, pois suas formas de expressão são múltiplas e heterogêneas". [3]

Assim, somente quando todas e todos, independente de cor, sexo, orientação sexual, religião, condição social etc. forem considerados efetivamente cidadãos e deixarem de ser tratados com “amigos” ou “inimigos”, será dado um passo importante para redução das desigualdades e, consequentemente, para diminuição da violência.

Marcio Sotelo Fellipe, [4] ex-Procurador-Geral do Estado de São Paulo, referindo-se ao capítulo 2 do livro “A Casa da Vovó”, do jornalista Marcelo Godoy, a chamada “inversão de Clausewitz” – teórico militar prussiano que dizia que a guerra é a contaminação da política por outros meios. A doutrina que Godoy investiga, exposta no livro, consiste na inversão do conceito de Clausewitz.

No conceito de Clausewitz, explica Sotelo Fellipe, “a política dá racionalidade instrumental à guerra. Ela limita a determinados objetivos. Quando a lógica é invertida, a guerra é absoluta e a política seu apêndice, secundária e subordinada aos interesses de uma guerra ilimitada”. A inversão do conceito de Clausewitz, afirma Sotelo Fellipe, presidiu a lógica de uma nova guerra, “a guerra do Estado contra seus próprios cidadãos”. O inimigo não é mais outro Estado, mas membros da própria sociedade.

Na guerra em que o Estado resolve tratar seu povo como inimigo, todos sairão perdendo, e a democracia será a principal derrotada.

Por tudo, é preciso martelar que a melhor política-criminal é justamente aquela da substituição do Estado penal pelo Estado do Bem-estar social, pois somente através de uma política social adequada, que favoreça a erradicação da pobreza, que torne a educação realmente um direito de todos, que não permita ser a saúde um privilégio de poucos, não propiciando que crianças morram de fome. E, por fim, que o homem seja respeitado por aquilo que é, e não por aquilo que tem, somente assim, torna-se verdadeiramente possível alcançar-se o patamar do tão proclamado Estado democrático de direito.

Notas

[1] Rio: líderes comunitários dizem que Exército na rua não resolve problema da violência

[2] 'Intervenção no Rio é jogo de xadrez de Temer', afirma especialista

[3] ANDRADE, Vera Regina Pereira de. Sistema penal máximo X cidadania mínima: códigos de violência na era da globalização. Porto Alegra: Livraria do Advogado, 2016.

[4] FELIPPE, Marcio Sotelo. “O homem que amava as crianças: Estado, Política e Repressão”. InBrasil em fúria: democracia, política e direito. Giane Ambrósio Alvares et al. Belo Horizonte: Letramento: Casa do Direito, 2017.

http://www.ihu.unisinos.br/576168-a-quem-serve-a-intervencao-militar

(Com a IHU)

Intervenção Moral (Artigo de Márcio Coimbra no jornal "O Tempo" de hoje)


Márcio Coimbra


O Rio de Janeiro vive em estado de falência completa. Falência das instituições, dos quadros políticos, da sociedade em geral. É um aperitivo do processo de desconstrução pelo qual passa o Brasil. O método vai mais além. Inverte princípios, enaltece o crime e a malandragem, despreza o mérito e subverte valores basilares da constituição de uma sociedade fraterna, virtuosa e vitoriosa. O caminho trilhado há tempos somente tem um resultado: este que estamos vivendo, perplexos e aparvalhados.

O governo, ponto central do desequilíbrio, entrega benesses em troca de apoio para permanecer no poder. Grupos políticos revezam-se no comando das instituições com o intuito de saquear os cofres públicos. Mesmo com royalties do petróleo, pré-sal, investimentos internacionais, Olimpíadas e Copa do Mundo – que despejaram caminhões de recursos no Rio –, o poder púbico foi incapaz de entregar reformas educacionais, melhorias no sistema de saúde, investir em segurança, em modelos de organização urbana ou de desburocratizar a máquina governamental para os empreendedores.

Nada foi feito além de obras superfaturadas e maquiagens urbanas para ludibriar os olhos dos turistas e dos cariocas. Pão e circo.

Apenas entre 2014 e 2016, o Rio de Janeiro recebeu R$ 235 bilhões em investimentos. Não faltou dinheiro. Faltou competência e honestidade. O volume de recursos desviados pela organização criminosa chefiada pelo ex-governador Sérgio Cabral deixa evidente que o crime se infiltrou no Estado. A política fluminense está apodrecida. A Lava Jato, em seu capítulo carioca, pede o ressarcimento de R$ 2,28 bilhões aos cofres públicos. 

Até o momento, conseguiu recuperar apenas R$ 451,5 milhões. O volume assusta, mas certamente é muito maior, pois, somente na operação Fratura Exposta, são investigados desvios de mais de R$ 300 milhões na área da saúde. Enquanto isso, o governo investe R$ 75 milhões no Carnaval e R$ 74 milhões na segurança pública. Um escárnio.

O Rio de Janeiro está entre os dez Estados mais violentos no Brasil. Isto nos prova que o problema não se restringe ao seu perímetro. É um fenômeno sistêmico nacional. Se o objetivo é combater o crime organizado, as ações devem superar os limites fluminenses, mas tudo indica que o objetivo é simplesmente combater a desordem e fornecer maior sensação de segurança. Não está sendo atacado o cerne da questão.

Precisamos repensar o modelo de sociedade que desejamos para o Brasil. No desmonte dos valores, na degradação moral, na desconstrução ética. Estas são as bases que faltam atualmente. O brasileiro não é vítima, mas parte do problema. Já chegou o momento de darmos uma resposta, de nos perguntarmos que tipo de sociedade desejamos e trabalharmos para que surja desta reflexão um futuro melhor para nosso país. Do contrário, viveremos de intervenção em intervenção, enxugando gelo, reféns de uma sociedade doente e de políticos desonestos.

A verdadeira intervenção de que precisamos é de ordem moral e ética, dentro de valores que construam uma sociedade virtuosa, decente e honesta para nossas futuras gerações.

"BURLA À CONSTITUIÇÃO"

                                            
Parlamentares pedem que STF impeça
tramitação de PECs durante intervenção


 Pedro Canário

O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e o senador Paulo Paim (PT-RS) pediram que o Supremo Tribunal Federal impeça o presidente Michel Temer de usar a intervenção federal no Rio de Janeiro para forçar a reforma da Previdência. Em mandado de segurança protocolado na corte domingo (18/2), os parlamentares pedem que seja proibida a tramitação de propostas de emenda à Constituição enquanto durar a intervenção federal no Rio. E também que o STF proíba a revogação da intervenção sem que seja declarado o fim da situação que a motivou.

O mandado de segurança se baseia em declarações de Temer e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre suas intenções em relação à reforma da Previdência. O artigo 60, parágrafo 1º, da Constituição proíbe emendas ao texto constitucional enquanto algum ente estiver sob intervenção federal. Por isso, tanto Temer quanto Maia disseram que, se conseguissem votos suficientes para aprovar a PEC da reforma, suspenderiam a intervenção para depois retomá-la.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, depois explicou que não seria uma suspensão, mas a revogação da intervenção. A operação militar no Rio seria retomada por uma operação de garantia da lei e da ordem, como as que ocorrem na capital do estado desde 2016.

De todo modo, segundo os autores do mandado de segurança, a manobra seria inconstitucional. O artigo 36, parágrafo 4º, da Constituição impede a interrupção da intervenção federal enquanto durar a situação que a motivou. “As declarações oficias das autoridades coatoras exibem o torpe motivo da revogação proposital, sem que tenham cessado os motivos que ensejaram a intervenção federal, para tão somente dar andamento ao processo legislativo de emenda constitucional de medida impopular e que apenas agrava o estado de confusão social já instaurado em torno de um tema altamente controvertido”, diz o MS, ainda não distribuído.

Para os parlamentares, a PEC 287, que trata da reforma da Previdência, não tem apoio popular “e, no campo de ideias conturbadas e anormais que se instaura durante a Intervenção Federal, a burla à Constituição se afigura ainda mais nociva e perigosa, reabrindo precedentes que ficaram na história e que não podem mais voltar”.

Clique aqui para ler o mandado de seguranç

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(Com a ConJur)

12ª Feira de Agricultura Familiar de Minas Gerais


II Conferência Nacional da Jovem Advocacia


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Feliz Ano do Cachorro


A China comemorou a entrada do ano novo, o Ano do Cachorro


(Com a Xinhua)

A Terra e a Lua no espaço



A nave espacial OSIRIS-REx que conseguiu obter essa imagem única, mostra nosso planeta e seu satélite à distância inédita.

A NASA publicou uma imagem espetacular da Terra e da Lua captada pela sonda espacial que atualmente está se movendo em direção ao asteroide Benuu para obter suas fotografias.
A imagem em preto e branco foi feita em 17 de janeiro a uma distância extremamente longa de 63,6 milhões de quilômetros do nosso planeta.

No centro da fotografia, a Terra aparece como um brilhante círculo pequeno acompanhado por seu satélite natural do lado direito.

​Em 17 de janeiro, a nave espacial OSIRIS-REx equipada com a câmera NavCam1, fotografou a imagem da Terra e da Lua à distância de 63,6 milhões de quilômetros. Naquele momento, a cada segundo a sonda estava se afastando da Terra a uma velocidade de 8,5 km.

A missão espacial da OSIRIS-REx foi iniciada em 2016 com a finalidade de tirar imagens do asteroide Bennu. Espera-se que o objetivo seja alcançado no verão de 2020. As fotografias serão enviadas à Terra em 2023.

(Com Sputnik News)

Finalmente, Denis Yücel está livre

                                                           
                        Berlin Demonstranten fordern Frelassung von Deniz Yücel (Imago/Seeliger)

A libertação do jornalista turco é um ato tão político quanto foi sua prisão, há cerca de um ano. Não se trata de nenhuma vitória do Estado de Direito, mas da diplomacia, opina Jens Thurau.

Nos últimos dias, já havia indicações: notava-se uma agitação diplomática entre Ancara e Berlim; soube-se de diversas conversas diretas, por exemplo, entre o ministro do Exterior alemão, Sigmar Gabriel, e o ministro do Exterior turco, Mevlüt Cavosoglu. E, como foi noticiado agora, até mesmo diretamente com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, nos últimos dez dias.

O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, esteve uinta-feira (15/02) em Berlim, onde se encontrou com a chanceler federal alemã, Angela Merkel, e disse em entrevista à TV que desejava a libertação do jornalista alemão de origem turca Deniz Yücel.

Essa é uma afirmação para deixar alguém sem palavras: pois foi o governo turco que prendeu, arbitrariamente, o correspondente um ano atrás, mantendo-o aprisionado sem uma acusação formal desde então.

Mas, primeiramente, é claro, reina a alegria. Durante todo um ano, milhares de colegas, amigos e parentes se engajaram por Deniz Yücel, que pôde agora deixar o cárcere. Enquanto a Promotoria pedia uma pena de 18 anos de prisão, o fato de a Justiça tê-lo libertado é sinal de algo bem diferente. Tomara.

Obviamente, a razão para tal não está no fato de Erdogan ter passado a agir com mais prudência, desejando respeitar os direitos humanos no futuro. E, certamente, não se trata de nenhuma vitória do Estado de Direito: a libertação de Deniz Yücel é um ato tão político quanto foi sua prisão há cerca de um ano.

Não, o motivo está, antes, no fato de a Turquia ter reconhecido que, nos últimos meses, deu início a uma série de conflitos. Com Berlim devido às prisões de cidadãos alemães, devido às nefastas comparações nazistas por parte do presidente turco. E com muitos países europeus por problemas semelhantes, com os EUA, parceiro da Turquia na Otan, devido aos ataques contra os curdos na Síria.

A prisão de Deniz Yücel por apoiar o terrorismo era o maior ponto de discórdia na relação turco-alemã, e parece que isso agora foi afastado. Mas é preciso lembrar que ainda existem vários cidadãos alemães atrás das grades na Turquia, a maioria deles sob acusações ilegítimas.

Talvez a mensagem mais importante, além da liberdade para o inocente Deniz Yücel, seja a seguinte: o poder do imprevisível autocrata Erdogan tem realmente limites, pelo menos em relação a países estrangeiros. Por isso, seria importante que principalmente o governo alemão – o atual interino e, sobretudo, o que está por vir – não volte, simplesmente, à ordem do dia em relação a Ancara. Quase tudo mudou desde o fracassado golpe contra Erdogan em meados de 2016.

No entanto, a libertação do jornalista também é um sucesso da diplomacia do Ministério das Relações Exteriores em Berlim e de seu chefe, Sigmar Gabriel, que em sua legenda, o Partido Social-Democrata (SPD), não desfruta mais o apreço de quase ninguém e, portanto, tem pouca chance de permanecer no cargo mais alto da diplomacia alemã numa nova grande coalizão de governo.

Ao menos, até agora. Pois, com o trunfo de ter contribuído para a libertação de Yücel, as suas chances de permanecer no cargo aumentam, é claro, consideravelmente.

(Com a DW)


Primeiro Sábado Resistente do ano lança livro sobre Honestino Guimarães

                                                                      
No dia 24 de fevereiro, o Memorial da Resistência, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, promoverá mais uma edição do Sábado Resistente, projeto realizado em parceria com o Núcleo de Preservação da Memória Política. O evento será às 14h00 e lançará o livro “Paixão de Honestino”, de Betty Almeida.

 Honestino Monteiro Guimarães (1947-1973) foi líder estudantil, presidente da Federação dos Estudantes da Universidade de Brasília (FEUB) e da União Nacional dos Estudantes (UNE), em 1971. Militou também contra a ditadura civil-militar como membro da Ação Popular Marxista-Leninista (AP). Em 1973, foi sequestrado pelas forças de segurança e desapareceu.

A obra “Paixão de Honestino” narra a trajetória do combatente, que a autora conheceu quando era estudante secundarista. Para elaboração do livro, esteve em contato com familiares, amigos e companheiros de luta de Honestino. Além de uma obra biográfica, o livro também é ferramenta de inspiração e aprendizados para os jovens que compõem a luta nos dias atuais.

O livro estará a venda por R$ 50,00 no dia do evento. Serão aceitos pagamentos em dinheiro e cartão.

PROGRAMAÇÃO

14h00 – Boas-vindas – Julia Gumieri (Memorial da Resistência de São Paulo)

14h10 – Coordenação – Maurice Politi (Núcleo de Preservação da Memória Política)

14h20 – Exibição do vídeo “Honestino Guimarães”, de Paula Damasceno, produzido pelo Instituto CUCA da União Nacional dos Estudantes (UNE)

14h30 - Depoimento de Juliana Botelho Guimarães Lopes

14h40 – Mesa Redonda

Betty Almeida foi militante estudantil na UNB até 1968 e depois na UFRJ, onde terminou seus estudos. Mais tarde, já professora do Departamento de Química da Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, participou do movimento sindical dos professores universitários. Hoje atua no movimento por memória, verdade e justiça e por direitos humanos. É autora de Paixões de Honestino, pela Editora Universidade de Brasília.

16h10 – Debate


SERVIÇO

Memorial da Resistência de São Paulo
Endereço: Largo General Osório, 66 – Luz - Auditório Vitae – 5º andar
Telefone: (011) 3335-4990/ faleconosco@memorialdaresistenciasp.org.br

Deu no "Fantástico": Minas cobra imposto do ex-empresário Antônio Luciano.


Google te escuta o tempo todo! Saiba como encontrar seu dossiê

                                                           © REUTERS/ DADO RUVIC

Eis a notícia ruim: o Google te segue constantemente e até registra suas conversações. A notícia boa é a seguinte: você pode apagar todos os arquivos. Saiba como!

Todo o tempo, sem chamar atenção, o Google ouve as conversações dos usuários e conserva os registros nos seus servidores. Não se trata de conversas telefônicas, mas de pesquisas que você costuma fazer.De fato, a empresa não o mantém em segredo, mas fala disso nos seus Termos de Uso que de fato ninguém tenciona ler.

Neste sentido, qual é o objetivo do Google? Fornecer o total das informações que têm a ver com você à sua inteligência artificial, que aprende melhor a te compreender e, em teoria, propõe os produtos do Google mais compatíveis com você.

Entretanto, há também inconveniências consideráveis. Primeiro, estas informações podem ser utilizadas por criminosos caso estes consigam piratear sua conta. Segundo, os dados podem ser usados contra você em caso de conflito com as autoridades. E, finalmente, estes registros são úteis para te mostrar publicidade orientada.

Felizmente, é possível apagar todos esses dados! Aqui, você pode encontrar os arquivos de pesquisas realizadas pelo microfone do seu celular ao se conectar à sua conta do Google. Se não vir nada, significa que você nunca falou “OK, Google”.

aqui, você encontrará o dossiê completo sobre você feito pelo Google na base das suas pesquisas na Internet e sites que você visitou. Graças a Deus, você tem oportunidade de apagar tudo agora mesmo!

(Com Sputnik/Pátria Latina)


Rússia criará ‘internet independente’ para Brics

                                                              

O Ministério das Comunicações e o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia vai iniciar uma discussão entre os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) sobre a criação de um sistema de servidores raiz do DNS (do inglês Domain Name System, um sistema de gerenciamento de nomes hierárquico e distribuído para computadores conectados à internet) próprio.

De acordo com o documento, citado pelo jornal econômico russo RBC, o sistema “será independente do controle de [organizações internacionais] ICANN, IANA e VeriSign, e poderá atender às necessidade dos usuários dos países do Brics em caso de falhas ou ataques direcionados”.

O protocolo da reunião do Conselho de Segurança foi assinado em 5 de novembro pelo presidente russo Vladimir Putin.

“O aumento das capacidades dos países ocidentais na realização de operações ofensivas no espaço da informação é uma ameaça séria para a segurança da Rússia. Os Estados Unidos e os países da União Europeia continuam a dominar na gestão da internet”, lê-se no documento.

A Rússia afirma que o papel dos governos na gestão da internet deve ser claramente especificado e não pode ser meramente consultivo, segundo declaração à BBC do assessor do presidente russo, Ígor Schegolev.

Mass especialistas do setor de tecnologia e informação são céticos quanto à possibilidade de criação de um sistema próprio de servidores DNS do Brics.

O representante do Centro Técnico de Internet (TCI), que suporta a estrutura do DNS da Rússia, disse ao jornal RBC que a criação de um sistema do gênero é impossível, já que o sistema de nomes na internet é “hierárquico e só pode ter uma raiz”.

“Na internet de hoje, é impossível adquirir autonomia completa. Todas as informações nos servidores-raiz são distribuídas de um único ponto, o IANA (da sigla em inglês, Autoridade para Atribuição de Números da Internet). Assim, a criação de um sistema de servidores-raiz independentes de administradores internacionais significa a criação de uma internet alternativa, independente da rede existente”, disse.

Em 2014, o Ministério das Comunicações da Rússia testou a estabilidade da porção russa da internet contra ameaças externas, verificando a possibilidade de violações no sistema de endereçamento, segundo declaração do diretor-geral do TCI, Aleksêi Platônov, ao jornal Kommersant.

“Durante os testes, a rede de DNS não funcionou de forma adequada, porque as informações sobre o domínio russo ‘.ru’ foram deletadas do banco de dados da ICANN. O TCI, a MSK-IX e outras empresas de telecomunicações russas tiveram que garantir o funcionamento do segmento nacional da internet no nível de rede local”, disse Platônov.

Segundo ele, durante os testes, graças aos espelhos [cópias exatas de um conjunto de dados na rede] no servidor raiz do DNS da Rússia, foi possível garantir que o sistema continuasse funcionando.

“Ou seja, se a Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (ICANN, na sigla em inglês) remover as informações sobre o domínio russo dos servidores-raiz, elas serão armazenadas nos servidores locais. Se toda a internet russa estiver conectada a esse servidor, tudo funcionará normalmente”, explica.

No entanto, tratava-se de uma situação de emergência, e não um modo permanente de funcionamento do sistema.

“A principal dúvida é: qual o objetivo da criação do próprio sistema de servidores-raiz do DNS para o Brics? A Rússia já criou uma infraestrutura de espelhos, ou seja, de duplicação dos dados para servidores de alto nível”, diz o consultor do centro PIR, Oleg Demídov.

“A criação de uma infraestrutura própria que duplice o DNS global leva diretamente ou indiretamente à fragmentação da rede global, o que se contrapõe às iniciativas para construção de uma economia digital na Rússia”, diz Demídov.

Já houve diversas tentativas de criar uma alternativa aos servidores-raiz do DNS. Além disso, várias organizações gerenciam os servidores alternativos (Open Root Server Network, OpenNIC e outros).

Os sistemas alternativos de nomes de domínio copiam o estado atual dos servidores-raiz, mas, caso necessário, podem criar seu próprio espaço de endereços com outro domínio de nível superior.


https://br.rbth.com/ciencia/79455-cia-criou-virus-para-acusar-kaspersky

(Com Russia Beyond/Reuter/Pátria Latina)


Organização dos Estados Americanos

Vicman/Juventud Rebelde

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

"Obrigado, mas precisamos de um homem"

                                            
Publicitária se candidata para vaga na Espanha e recebe e-mail dizendo que, na verdade, se buscava um homem "para aguentar o ritmo". Mensagem é postada no Twitter, viraliza e escândalo respinga até na Coca-Cola.

Um e-mail enviado na quarta-feira (14/02) por uma agência de comunicação espanhola rejeitando o currículo de uma publicitária por ser mulher causou indignação nas redes sociais, viralizou no Twitter e gerou centenas de mensagens de apoio a ela.


Carla Forcada Elvira
@forcada_carla
Increíble que todavía existan empresas que no apoyan la igualdad de género en el ámbito laboral. #VERGÜENZA #IGUALDADGENERO@ONUMujeres @mujerderechoTIC @MujeresIgualdad @CCOO La empresa es: http://www.impulsacomunicacion.com 

7:34 AM - Feb 14, 2018
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"Olá, Carla, agradecemos pelo seu currículo. Justamente neste momento, estamos em processo de seleção, mas procuramos um rapaz porque as contas em que [essa pessoa] vai trabalhar são [as da] Carglass e da Coca-Cola... e, acredite em mim, precisam de um homem para aguentar o ritmo, as visitas, saber sobre a produção etc. Mas ficamos com seu histórico profissional para o caso de termos alguma necessidade futura. Obrigado e muita sorte!", diz o e-mail em que a empresa Impulsa dá uma resposta negativa à publicitária de 25 anos.

Segundo o site do jornal espanhol ABC, Carla Forcada estava procurando vagas de emprego na internet e encontrou uma oferta da empresa Impulsa, que buscava uma pessoa para ocupar o posto de executiva de contas. Seguindo as instruções da empresa, Carla mandou um e-mail com seu currículo e recebeu a resposta pouco depois.

"Incrível que ainda existam empresas que não apoiem a igualdade de gênero no ambiente de trabalho", escreveu Carla no Twitter, junto à foto do e-mail.

A publicitária, que trabalha em Barcelona, não tardou a receber mensagens de apoio de centenas de usuários no Twitter e pedidos de entrevista da imprensa.

"Sou executiva de contas e posso fazer o trabalho igual a um homem. Não tenho nenhum problema, minha equipe toda é de mulheres e conduzimos a agência [onde trabalha atualmente] perfeitamente. Me senti insultada", afirmou em entrevista ao jornal La Vanguardia.

Segundo Forcada, publicar a resposta da Impulsa foi uma forma de mostrar que a discriminação contra mulheres existe no mercado de trabalho e que é preciso denunciá-la.

Repercussão

A repercussão negativa nas redes sociais fez com que Coca-Cola e Carglass se pronunciassem via Twitter.

"A Companhia Coca-Cola não trabalha com a Impulsa Comunicación e rejeita esse tipo de respostas discriminatórias. Contamos com uma política de contratação inclusiva, diversa e igualitária. Lamentamos ver nosso nome relacionado a essa resposta discriminatória e infeliz", diz o tuíte publicado pela Coca-Cola Espanha.

Já a conta da Coca-Cola Iberia respondeu a acusações de usuários que apontaram a ligação da empresa com a Impulsa. "Estamos recolhendo informação sobre esse assunto, e com base nisso, nosso compromisso é tomar as medidas necessárias de acordo com nossa política de diversidade e inclusão".

                                               
Coca-Cola España
@CocaCola_es
La Compañía Coca-Cola no trabaja con Impulsa Comunicación y rechaza este tipo de respuestas discriminatorias. Contamos con una política de contratación inclusiva, diversa e igualitaria. Lamentamos ver nuestro nombre relacionado con esta respuesta discriminatoria y desafortunada.

2:45 PM - Feb 14, 2018
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A Carglass também lamentou o ocorrido: "Pedimos desculpas, pessoalmente a você [Carla] e a todas as pessoas que [ficaram] ofendidas com essa mensagem, nós também estamos. Já expressamos a nossa posição junto à Impulsa Comunicação. Nossa empresa promove a igualdade de gênero e atos assim não nos representam", escreveu, também no Twitter, a representação espanhola da companhia.

Segundo e-mail

Depois de mergulhar numa crise de reputação, a Impulsa Comunicación, segundo o La Vanguardia, enviou um segundo e-mail a Carla em que lhe disseram que havia a possibilidade de a publicitária ser contratada.

"Falamos internamente (além do mais, acho que há uma pessoa que te conhece aqui conosco) e acredito que você poderia se encaixar em outros projetos. Na semana que vem, te ligamos, você aparece na agência e te explicamos?", diz o texto, que a publicitária divulgou em sua conta no Instagram.

Focada afirmou ao jornal que "nem respondeu" a esse e-mail. "A empresa entrou em contato comigo e depois nem sequer se desculpou", disse, na entrevista.

O diário ABC conseguiu falar com o diretor da Impulsa, Pere Terés. "Lamentamos o mal-entendido. Falei pessoalmente com essa pessoa [autora do e-mail]. Foi resultado de uma atitude precipitada, porque fico muito incomodado em não responder às pessoas que enviam currículo. Nós a convidamos a vir aqui, somos uma empresa transparente, com paridade, mas em nenhum momento se aceita, em nenhuma circunstância, que haja nenhum tipo de discriminação", afirmou Terés.

(Com a DW)