quarta-feira, 27 de junho de 2018

Açougueiros franceses pedem proteção contra ativistas veganos

                                                                    
Manifestantes protestam em Paris contra o abate de animais e o consumo de carne

Sindicato com 18 mil trabalhadores envia petição ao governo alegando ameaça à segurança, após série de vandalismos em açougues. Segundo texto, ativistas dos direitos dos animais tentam impor sua ideologia a todos.

    Açougueiros na França pediram ao governo do país proteção policial contra ativistas dos direitos dos animais, afirmando que sua segurança está ameaçada e acusando os vegetarianos e veganos de tentarem ditar seu estilo de vida livre de carne a toda a sociedade francesa.

A confederação francesa de açougueiros, que atende pela sigla CFBCT e representa cerca de 18 mil trabalhadores do ramo em todo o país, escreveu uma carta ao ministro do Interior, Gérard Collomb, mencionando, como uma das causas da insegurança, o crescente foco da imprensa no veganismo.

O texto afirma que os açougueiros estão preocupados com as consequências da "insistência midiática exagerada em torno do estilo de vida vegano" e alega que esses ativistas "querem impor seu estilo de vida, ou mesmo sua ideologia, a uma imensa maioria de pessoas".

"Contamos com seus serviços e com o apoio de todo o governo para que a violência física, verbal e moral seja interrompida o mais rápido possível", escreveu o sindicato.

Em abril, vários açougues foram vandalizados e pintados com sangue falso na região dos Altos da França, no norte do país. Uma loja de carnes e uma de peixes tiveram suas vitrines quebradas e a frase "parem o especismo" escrita em suas paredes. Segundo a CFBCT, atos semelhantes foram registrados também no sul, na região de Occitânia.

Assim como em outros países ocidentais, os hábitos alimentares estão mudando na França, um país tradicionalmente carnívoro, onde opções vegetarianas e veganas – quando além da carne não são consumidos produtos de origem animal, como leite e ovo – são difíceis de encontrar nos cardápios dos restaurantes.

Enquanto isso, o movimento pelos direitos dos animais, liderado pela atriz francesa Brigitte Bardot, tem presença cada vez mais forte na imprensa do país. A popularidade da causa levou a uma queda nas vendas de carne na França.

Confrontados com esse declínio, grupos de fazendeiros têm pressionado o governo centrista do presidente Emmanuel Macron a evitar medidas consideradas contrárias ao consumo de carne.

Uma proposta para exigir que as escolas introduzam uma refeição vegetariana ao menos uma vez por semana foi rejeitada no Parlamento. Enquanto isso, produtores travam uma disputa para proibir o uso de termos como "filé", "salsicha" e "bacon" em produtos vegetarianos.

Em março deste ano, uma fabricante de queijo vegano foi processada sob a acusação de apoiar o terrorismo após publicar uma mensagem no Facebook sobre um açougueiro que morreu num atentado na cidade de Trèbes. "Você está chocado que um assassino foi morto por um terrorista. Eu não. Tenho zero compaixão por ele, há justiça nisso", afirmara a ativista.

QUEM COME O QUÊ?
                                                         
Aqui estão incluídos aqueles que comem de tudo, seja de origem vegetal ou animal. Os números indicam que essa parcela da população está diminuindo, já que o consumo de carne vem caindo nos últimos anos. E depois do recente alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que a ingestão de carne processada pode causar câncer, muitos afirmam que vão passar a comer menos do produto.

(Com a Deutsche Welle)

Mês da Experiência Fora do Corpo

                                                                        

Nesse mês de julho teremos uma série de eventos especiais relacionados à experiência fora do corpo e fenômenos relacionados.


Os eventos podem sofrer alterações sem aviso prévio.

Entre em contato pelo site ou telefone (31) 3222-0056 para maiores informações.

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Experiência fora do corpo (aula experimental gratuita)
DATA: 03/07/2018 (Terça). 
HORÁRIO: 19:30 às 22:00

EVENTO GRATUITO.

Venha participar de uma aula experimental gratuita sobre experiência fora do corpo (projeção da consciência) que faz parte do CIP - Curso Integrado de Projeciologia…Leia mais.

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PALESTRA GRATUITA – APLICAÇÕES COTIDIANAS DO PARAPSIQUISMO
DATA: 04/07/2018 (Quarta). 
HORÁRIO: 15:00 às 17:00

EVENTO GRATUITO.

 A percepção além dos cinco sentidos físicos. O benefício do parapsiquismo na tomada de decisões. Utilizações da intuição, telepatia, clarividência, para expansão da lucidez. O uso do parapsiquismo na assistência...Leia mais.

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SEXTA DE LIVRO – Projeções da Consciência
DATA: 06/07/2018 (Sexta). 
HORÁRIO: 19:30 às 21:30

EVENTO GRATUITO.

 Um evento gratuito do IIPC BH que visa debater uma obra da Conscienciologia.   Nesta edição iremos falar sobre o Livro Projeções da Consciência escrito por Waldo Vieira.   Escrito ao modo de um diário, o livro contém dezenas de relatos de experiências fora do corpo (EFC), vivenciadas pelo autor. A EFC ou projeção consciente é a experiência na qual a pessoa…Leia mais.

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CIP – Curso Integrado de Projeciologia
PERÍODO: 16/07/2018 a 27/07/2018 (Segunda a Sexta). 
HORÁRIO: 14:00 às 19:30

O que é o Curso Integrado de Projeciologia? É uma atividade com abordagem objetiva e científica sobre as Experiências Fora do Corpo ou Projeção Consciente e demais fenômenos projeciológicos. Nas aulas são utilizadas dinâmicas expositivas, técnicas energéticas, vídeo-didático, técnicas projetivas e …Leia mais.

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CAFÉ COM CIÊNCIA: Projeções Assistenciais
DATA: 20/07/2018 (Sexta). 
HORÁRIO: 19:30 às 21:30

EVENTO GRATUITO.

Nesta edição haverá o lançamento do livro: Projeções Assistenciais - O que você pode fazer de assistências por meio da experiência fora do corpo?  com a autora Marilza de Andrade. 

O Café com Ciência é um evento gratuito que reúne autores para apresentação e divulgação de suas obras junto ao público, estimulando debates e massa crítica para as ideias da Projeciologia e Conscienciologia, tudo isso em um ambiente descontraído aproximando os autores e seus leitores...Leia mais.

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Curso Livro: Projeções Assistenciais
PERÍODO: 22/07/2018 (Domingo). 
HORÁRIO: 09:30 às 16:30

Curso ministrado pela autora do livro Projeções Assistenciais. Será realizado pela primeira vez em Belo Horizonte!

O que nos impede de nos tornar projetores assistenciais conscientes? Como realizar assistência a partir da projeção da consciência (experiência fora do corpo) , das parapercepções (percepções não físicas), das interações energéticas, e utilizar outros fenômenos parapsíquicos para ajudar as pessoas? 

(Com Gilberto Araújo Araújo)

Deslocados pela violência

Matiz/Rebelión

Mostra de Animação Russa no SESC até dia 7

                                              
O Velho e o Mar
Belo Horizonte recebe a partir desta terça-feira (26) a Mostra de Animação Russa. Ao longo de 10 dias, serão exibidos gratuitamente 40 desenhos animados de 20 diretores, realizados entre os anos de 1950 e 2016.

Entre os destaques da programação estão “O Velho e o Mar” (1999), de Alexander Petrov, que recebeu  o Oscar por este filme, e que foi indicado novamente ao prêmio norte-americano por “Meu Amor” (2006).

Outros pontos altos são “O Conto dos Contos”, obra de Yuri Norstein, visto pela Academia americana como “melhor desenho animado de todos as épocas e povos”, e “Lavatory-Lovestory”, de Konstantin Bronzit, indicado ao Oscar em 2009. 

Ainda durante o evento haverá uma oficina de animação com a diretora e animadora Svetlana Filippova, bem como o lançamento do livro “Tarakã” (Baratão), do escritor russo Kornei Tchukóvski, com tradução inédita para o português. 

“A mostra é composta por outros importantes nomes do cinema de animação soviético e russo e apresenta no Brasil uma produção única que, apesar de ter recebido importantes prêmios na Europa e nos Estados Unidos, ainda não é conhecida no país”, diz Maria Vragova, curadora da mostra, ao lado de Luiz Gustavo Carvalho.

Segundo Vragova, 80% dos filmes são da época da antiga União Soviética, e o restante apresenta a produção de animação contemporânea. “Queremos, assim, levar ao público um importante capítulo da história do cinema de animação universal.”

O evento acontecerá na capital mineira até 7 de julho e depois seguirá para São Paulo, no CineSesc. A edição paulistana terá sessões comentadas.

(Com Russia Beyond)

terça-feira, 26 de junho de 2018

Em queda a pique até ao fundo


                                                                     
Claudio Katz*   

Na Argentina começa a revelar-se em toda a sua dimensão o acordo com o FMI. Em vez das patacoadas que o governo Macri e a sua imprensa tentaram vender sobre «o novo perfil benigno do Fundo», é a brutalidade do empobrecimento, da recessão, da dependência. Mas a própria barbaridade de tal acordo cria novas dificuldades no campo governamental, e a resposta de massas tem sido notável.

A crise devorou já três estrelas da “melhor equipa dos últimos 50 anos”. Stuzzeneger foi sepultado pela corrida cambial e não é muito relevante que não tenha sabido tomar o pulso ao mercado. Simplesmente foi borda fora com o colapso do modelo. O mesmo ocorreu com as figuras emblemáticas do tarifazo (Aranguren) e da abertura comercial (Cabrera).

Estes personagens combinaram o repudio da população com inimizades de negócios no seu próprio círculo. Os bodes expiatórios multiplicam-se sem deter a acelerada deterioração de Macri. O financeiro Caputo não tem nenhuma receita para conter esse desmoronamento. A sua margem de acção estreitou-se desde que o FMI assumiu o comando directo da economia. A difusão do que vinha em letra pequena no acordo desmente todas as patetices sobre um novo perfil benigno do Fundo.

O ajuste é muito superior ao imaginado e será monitorado de forma quotidiana, sem aguardar as antigas auditorias trimestrais. O dessangramento das províncias, a demolição do salario e a redução das pensões será acompanhado por um esvaziamento do Fundo de Garantia, para precipitar a privatização do sistema de previdência. O programa em marcha tenta uma versão ordenada da mesma viragem que coroou todos os colapsos das últimas décadas.

O objectivo é reduzir o défice fiscal e esmagar os salários, mediante uma mega-desvalorização que supere a taxa de inflação. Com a elevação conseguinte do tipo de cambio espera-se reduzir o desequilíbrio comercial e gerar os dólares requeridos para pagar a dívida. A recessão em grande escala é o mecanismo escolhido para perpetrar este ajuste, num mar de falências, pobreza e desemprego. O FMI desenhou a operação em três partes. O início é uma desvalorização sem limite, até assegurar brechas significativas com os preços internos.

Para garantir essa fractura foram dispostos severos limites a todas as tentativas de contrariar a disparada do dólar com a venda de reservas. Longe de trazer os 50.000 milhões de dólares imaginados pela imprensa, o FMI entregará 5000 (ou 7000) milhões, em troca de um estrito controlo das reservas. Com essa restrição a cotação do dólar pode trepar sem pausa, através da livre flutuação que Stuzzeneger começou a implementar.

O nível actual está muito longe da desejada paridade de 2002-03 e por isso Melconían sugere chegar aos 41 pesos. Para evitar uma transferência integral dessa disparada aos preços, o FMI exige um segundo passo de brutal contracção da actividade produtiva. Essa recessão é induzida através de exorbitantes taxas de juro. 40% é o nível da operação que Caputo implementa com os bancos, para resgatar as LEBACS com maior encarecimento do crédito. A sua engenharia de títulos sobrepostos pulveriza por completo a industria.

A ruptura da cadeia de pagamentos que se verifica em vários sectores é a antecipação do brutal travão que a produção e o comercio sofrerão. O terceiro passo da cirurgia - que Dujovne submeterá à aprovação da sua chefe Lagarde – é o tecto de inflação. Espera-se forçar um percentil inferior à taxa de desvalorização mediante o brutal esmagamento do consumo. Se este plano de alta desvalorização e enorme recessão - assente no empobrecimento colectivo - não funciona, o FMI exigirá cirurgias de maior dimensão.

O próximo calvário de cataclismos incluirá seguramente recuos e grandes divisões por cima. O programa está minado pela sua própria aplicação através do conhecido círculo vicioso do ajuste. Os cortes geram mais reduções que impedem atingir o final do túnel. A recessão reduz a recolha de impostos, potencia o défice fiscal e obriga a maiores cortes com os mesmos resultados. Os tarifazos agravam a recessão e tornam-se intermináveis pela sua vinculação aos contratos dolarizados. O que o fisco poupa com despedimentos e paralisação da obra pública é desbaratado em juros da dívida. O apoio entusiasta da classe dominante a essa imolação pressupõe que as únicas vítimas sejam os trabalhadores.

Mas a crise impacta já sobre os capitalistas afectados pela próxima recessão. Além disso, o buraco das contas públicas empurrará a restaurar impostos e por isso avizinha-se um grande conflito com as retenções da soja. Também o turismo está na mira e se a crise se descontrola, nenhum ministro poderá evitar a reimplantação de regulações no âmbito da energia ou das divisas dos exportadores. O fim do gradualismo inaugura dois cenários possíveis: sismos controlados ou terremotos incontroláveis. O primeiro curso supõe um largo sangramento da economia semelhante ao padecido pela Grécia.

O segundo repetiria a ruptura de 1989-90 ou 2001-02. A desactivação ou continuidade da corrida cambiaria (e sua eventual transferência para o âmbito bancário) indicará qual será o contexto imperante. Esse quadro dirimir-se-á também na esfera política. ¿Poderá Macri aguentar o vendaval que se avizinha? Os despedimentos de três ministros antecipam a passagem de facturas e as quebras internas, que Cambiemos conseguiu evitar desde o inicio da sua gestão. A queda em desgraça de qualquer funcionário inclui agora serias consequências judiciais. O procedimento de prender os desalojados que o macrismo inaugurou poderia voltar-se contra si, se algum juiz decide emendar a sua carreira com essa aposta.

Nesse caso Stuzzeneger deverá explicar as confusões do JP Morgan durante a corrida e Aranguren comparecerá pelos privilégios outorgados à Shell. De momento o grosso do peronismo mantém uma atitude dual. Oferece pontes de sobrevivência a Macri evitando a sua própria incineração. Está disposto a negociar os acordos com o FMI (através do orçamento de 2019), obrigando o oficialismo a suportar o custo eleitoral dessa transacção. Deseja a erosão e não a queda do líder do PRO. Por isso impele-o a realizar o trabalho sujo, esperando que chegue desfeito às eleições.

O justicialismo não aspira só a recuperar o governo. Também pretende encontrar um cenário de ajuste concluído e recuperação da economia. Sonha com gerir um quadro semelhante ao manejado por Cavallo com Menen ou por Lavagna com Kirchner. Mas a crise actual é muito superior e os compromissos com o FMI afectarão directamente o próximo mandatário. A continuidade de Macri (ou de um decalque justicialista) é a condição dos empréstimos que o Fundo outorga. Todos sabem que o desenlace da luta social determinará os acontecimentos dos próximos meses. Nas últimas semanas recuperou-se o nível de mobilização conseguido em Dezembro e Fevereiro passado.

As ruas estão diariamente ocupadas por manifestações. Houve actos massivos de repudio ao FMI e um grande impulso de greves activas por parte dos sindicatos combativos. A marcha federal dos sectores empobrecidos foi multitudinária e a desconcertada classe media tende a somar-se aos protestos. O triunfo alcançado com a meia aprovação da lei do aborto acrescenta outro impulso. Foi o resultado de uma prolongada mobilização que popularizou essa reivindicação. Novamente se demonstrou que a luta serve e pode ser ganha. O agora conquistado no terreno democrático pode estender-se à órbita social. A prioridade é a resistência ao ajuste e ao terrível pacto concertado com o FMI. Joga-se nessa batalha o nosso futuro.

(*) Economista, investigador do CONICET, professor da UBA, membro do EDI. A sua página web é: www.lahaine.org/katz

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(Com o Diario.info)

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Gil e aquela ironia com “Aquele abraço”


                                                                      

Marcelo Torres marcelocronista@gmail.com

“Aquele abraço”, que é uma das canções mais tocadas de Gilberto Gil e regravada por meio mundo de intérpretes, é uma ironia que, tudo leva a crer, ninguém nunca parou para perceber.

Ao contrário, a música sempre é cantada como se fosse (e não é) uma exaltação ao Rio de Janeiro fevereiro e março, à moça (garota) de Ipanema, ao Realengo e à torcida do Flamengo.

Na quarta-feira de cinzas de 1969 Gil saía da prisão (um quartel perto de Realengo) e rabiscaria a letra da canção num guardanapo, num vôo do Rio para a Bahia, às vésperas da viagem para o exílio em Londres.

Aquele abraço, um bordão do humorista Lilico, era um jeito irônico com que os soldados saudavam Gil, que estava preso porque sua arte incomodava a ditadura dos quartéis (e ainda tem gente pedindo a volta desse regime em nosso país).

Os soldados que cortaram à força a barba de Gil e os longos cabelos de Gil e Cateano, eram os mesmos que lhes sorriam sarcasticamente -na tortura psicológica – e lhes diziam: “Aquele abraço”.

O país era governado pelos militares, que tomaram o poder com um golpe. E passaram a prender, torturar e matar cidadãos, jornalistas, escritores e artistas que eles olhassem para a cara e achassem que eram comunistas.

Gilberto Gil e Caetano Veloso, para a ditadura militar, parecia que eram comunistas. E foram presos porque pareciam ser comunistas. E depois foram exilados (expulsos) do seu país porque pareciam comunistas.

A letra foi feita naquele contexto, ele preso, depois expulso, o país vivendo os anos de chumbo, as prisões, as torturas, a censura. Uma música só era liberada se dissesse que o Rio (o Brasil) é lindo.

“Foi uma catarse para representar aquele momento”, escreveu Gil em sua página oficial. Catarse é a “purgação ou expulsão do que é estranho à essência ou natureza de um ser e que, por isso, o corrompe”.

Há uma clara ironia em “Alô, alô, Realengo/ Aquele abraço”, pois Realengo representa a prisão, o quartel e, portanto, o regime militar e a censura, elementos de opressão e repressão de que Gil era vítima.


Nos versos “Alô, torcida do Flamengo/ Aquele abraço”, Gil – um torcedor tricolor no Rio e na Bahia – usa a “saudação” para cutucar o rival, que acabara de perder um título para o seu Fluminense.

Na letra, o Rio representa o Brasil. O Rio, nos versos, é a imagem símbolo do país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. Assim, quando Gil diz que o Rio (Brasil) continua lindo, ele usa a figura de linguagem da ironia ou antífrase.

Porque, naqueles dias, naqueles tempos sombrios, só um artista alienado para só “falar de coisas boas” – “Para não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré, era outro título irônico, da mesma forma que “Aquele abraço”.

É possível que, na letra, a única homenagem de Gil tenha sido a Chacrinha. Ainda assim, percebe-se que, querendo ou não, há uma referência a circo (panis et circenses), na alusão ao “velho palhaço”, que “continua balançando a pança”.

Já no final da letra, Gil se revela mais, quando diz: “Meu caminho pelo mundo eu mesmo traço/ A Bahia já me deu, graças a Deus, régua e compasso/ Quem sabe de mim sou eu […] E pra você que me esqueceu/ Aquele abraço”.

Prestem atenção no verso – “Quem sabe de mim sou eu”. Há aqui uma dor, uma mágoa. É como se ele dissesse “Só eu sei o que passei nesta prisão, nesta cidade, neste país, neste regime; só eu sei o que sofri”.

No ano seguinte, Gil já em Londres, o Brasil iria conceder um prêmio a ele por essa música. Gil recusou. E escreveu no Pasquim: “Os que cortaram meus cabelos e minha barba pensam que, com Aquele Abraço, eu pedi perdão”.

Ainda segundo ele, “Aquele abraço não significa que eu tenha me tornado bom crioulo puxador de samba; eles querem que sejamos negros que sabem qual é o seu lugar; eu [recuso] não estou mais servindo a mesa dos senhores brancos”.

Em resumo, a exaltação ao Rio – cidade maravilhosa, cheia de encantos mil – nesta letra não passa de uma bela antífrase, uma belíssima ironia. Assim como são irônicas as referências à garota de Ipanema, ao Realengo e obivamente à torcida do Flamengo.

https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=5538067426554059193#editor/target=post;postID=1902540614414602701

(Com Pátria Latina)

A beleza da flor de Lótus na China

                                                   


A principal atração do parque Zijingshan de Zhengzhou, as flores de lótus, desabrocharam, atraindo um grande número de turistas

(Com o Diário do Povo)

Dez milhões de guris morrerão de causas evitáveis...

                                                                      

“As crianças contam conosco, mas nem sequer somos capazes de saber quantas são” e menos ainda de conhecer os reais progressos em relação aos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODGs) que a comunidade mundial se propôs alcançar até 2030. A denúncia é da Unicef, o fundo das Nações Unidas para a infância, destacando que mais de meio bilhão de crianças vivem em países onde não existem sistemas de monitoramento da luta contra a fome e a pobreza.

A reportagem é de L’Osservatore Romano, 24-06-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Mais de metade das crianças do mundo vivem em países onde não podemos rastrear o progresso dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS), e, quando isso é possível, esses dados são enganosos”, declarou Laurence Chandy, diretor da divisão de dados, pesquisas e políticas da Unicef. “O mundo deve renovar seu compromisso a se ater aos objetivos de desenvolvimento sustentável – acrescentou – começando pela sua medição.”

Há dois anos, com o lançamento dos objetivos de desenvolvimento sustentável, os líderes mundiais assinaram uma ambiciosa agenda para dar a cada criança a melhor chance de vida. Mas, através da primeira análise abrangente dos progressos feitos para alcançar esses objetivos, a Unicef detectou uma alarmante falta de dados em nada menos do que 64 países.

Na prática, há mais de meio bilhão (520 milhões, para ser preciso) de crianças das quais não se têm notícias. Crianças que vivem em países onde faltam dados completamente sobre pelo menos dois terços dos indicadores dos objetivos de desenvolvimento sustentável sobre os menores ou que não têm dados suficientes para analisar seu progresso.

Onde os dados estão disponíveis, por sua vez, os progressos para alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável são insuficientes (outros 37 países).

De acordo com as taxas atuais de progresso, entre hoje e 2030, se a rota não for revertida, outros 10 milhões de crianças morrerão de causas evitáveis antes de terem completado os cinco anos de idade; 31 milhões de crianças sofrerão de desnutrição crônica; 670 milhões de pessoas, muitas delas crianças, ainda não terão água potável; 22 milhões de crianças não receberão a educação pré-escolar; e mais de 150 milhões de meninas se casarão antes dos 18 anos de idade.

Por isso, a Unicef pede um esforço sistemático e coordenado: “Se o mundo caminha para a erradicação da pobreza, a resposta às mudanças climáticas e a construção de sociedades pacíficas e inclusivas até 2030, é preciso começar com uma fotografia clara de onde estamos e para onde devemos ir”.

(Com o IHU)

Não seria hora de realmente mudar?

                                        


A Oxfam International é uma confederação de 17 organizações e mais de 3000 parceiros, que atua em mais de 100 países na busca de soluções para o problema da pobreza e da injustiça, através de campanhas, programas de desenvolvimento e ações emergenciais.

Mostra de Animação Russa em BH


Verdadeira fábrica de Fake News

                                                                               
Marcela Ross é apresentada como uma “jornalista de personalidade” que escreve para o Lava Jato News desde fevereiro de 2018. Ela também já publicou textos no Notícias Brasil Online e no Painel Econômico. Mora em São Paulo e se formou pela Unip em 2007. No Facebook, costuma divulgar links de posts publicados nos sites em que trabalha. Só há um problema nisso tudo: Marcela Ross não existe.

Assim como não existe nenhuma pesquisa oficial que indique que 94% da população apoia a intervenção militar e o fechamento do Congresso ou uma confirmação do governo de que ele já admite declarar o estado de sítio no Brasil – o que não impediu que essas notícias se espalhassem na web.

No Brasil, os sócios Rafael Brunetti e Hugo Dantas estão por trás da falsa Marcela Ross e de parte das fake news que tem circulado na internet – entre elas, as duas acima citadas. A dupla já se conhecia antes de criar os sites Notícias Brasil Online, Lava Jato News, Painel Econômico e Escapoliu. Os dois são parceiros numa empresa de revenda de produtos para carro.

O Notícias Brasil Online, principal negócio da dupla, ficou recentemente em 3º lugar em um ranking feito pelo Monitor do Debate Político no Meio Digital, publicado pelo professor Pablo Ortellado, da USP, entre as páginas com o melhor desempenho após uma mudança no algoritmo do Facebook – superando vários sites oficiais da imprensa tradicional. Para fazer o ranking, foi levado em conta o número de vezes em que algum link do site tenha sido compartilhado na rede social. Ele só perdeu para o G1 e para a Veja.

 Rafael tem 38 anos e mora com a mulher em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Conta que se formou em administração em meados de 2006 e que, por isso, se sente preparado para administrar os sites. Aos 24 anos, Hugo estuda marketing e publicidade. É o sócio de Rafael na empreitada e também mora em Praia Grande.

Pelo menos 20 páginas no Facebook divulgam regularmente os links dos sites da dupla. As publicações nessas páginas tentam atrair cliques para os sites que administram. Entre as páginas, estão “Operação Lava Jato – Apoio o Juiz Sergio Moro” (com 600 mil curtidas) e “Brasil na Lava Jato” (com 391 mil curtidas). Parte das páginas foi retirada do ar depois do contato do G1. Algumas voltaram ao ar na semana seguinte, com menos posts.

“Estamos fazendo uma revisão das páginas, mas nada de demais, não. Logo todas elas estarão ativas de novo. A gente não tem nada para esconder. Não temos nada, não fazemos nada de errado”, diz Rafael Brunetti, em entrevista feita por telefone, antes de dizer que todos os veículos podem cometer erros.

Os nomes da Lava Jato e do juiz Sérgio Moro são usados em grupos do Facebook que concentram, no total, mais de 500 mil usuários da rede social. O mais popular é “Operação Lava Jato Apoio ao juiz Sérgio Moro”, com 305 mil usuários. Os posts que direcionam aos sites de Rafael e Hugo chegam a alcançar milhares de compartilhamentos.

A postagem de links em páginas e grupos foi uma das principais formas que Rafael e Hugo encontraram para fazer com que seus links viralizassem na internet. Esse poderio ajuda a ampliar o alcance não só do Notícias Brasil Online, mas também de Lava Jato News, Escapoliu e Painel Econômico.

Mas a colunista Marcela Ross, que aparece no site da dupla, é um exemplo de algo fabricado. A foto, na verdade, é de Georgiana Ciltaru, assistente de gerência de uma empresa de produtos eletrônicos. Georgiana nasceu na Romênia e mora atualmente nos Estados Unidos

O G1 a encontrou e conversou com ela pelo Facebook. Georgiana conta que as fotos usadas pelo perfil falso foram tiradas em 2010 por um amigo. Ele publicou as fotos da assistente de gerência no site Pixabay e liberou os arquivos para uso livre.

Questionado sobre isso, Rafael Brunetti diz que apenas seu sócio, Hugo Dantas, pode dar detalhes sobre a participação de Marcela Ross nos negócios da dupla. Mas Hugo não quer falar com o G1. A Unip, por exemplo, nega que alguma Marcela Ross tenha estudado na instituição.

“Não conheço, não sei quem é. Tenho que perguntar para o Hugo. Vou ter que falar para o Hugo tomar cuidado também, porque acredito que ele está também sendo vítima de ‘fake news’. E aí fica difícil, né?”, afirma.

(Com a Associação Brasileira de Imprensa)

Diminui a população cubana

Falcó/Juventud Rebelde

No sofá

Vasco Gargalo/Rebelión

sábado, 23 de junho de 2018

Reforma Trabalhista coloca Brasil na “lista suja” da OIT

                                
Apenas 6 meses depois dos deputados e senadores aprovarem a Reforma Trabalhista do Governo Temer (PMDB), seus efeitos devastadores já são sentidos pelos trabalhadores e trabalhadoras. As jornadas intermitentes, demissões em massa, subcontratações e outros ataques tem sido utilizados pelos empresários/patrões para aumentar sua lucratividade e precarizar ainda mais a vida do povo trabalhador.

Por conta destes e outros ataques, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) incluiu o Brasil na chamada “Lista Suja” de países que devem prestar esclarecimentos ao organismo referente aos direitos trabalhistas atacados. 

O principal questionamento refere-se à Convenção 98 da OIT sobre direito à organização e negociação coletiva, ratificada pelo Brasil em 1952. Tal direito foi alterado após a aprovação da Lei 13.467/2017, que modificou mais de 200 pontos da CLT.

Os dispositivos da reforma trabalhista que contrariam a Convenção 98 da OIT se referem a prevalência do “negociado sobre o legislado”, isto é, a negociação direta do patrão com o trabalhador sem a participação do sindicato, podendo desrespeitar a legislação para retirar e reduzir direitos.

A ‘lista suja’ do Comitê de Aplicação das Normas da OIT, com 24 países cujos governos são chamados a dar explicações, foi apresentada na terça-feira (29/5), segundo dia da 107ª Conferência da entidade, que ocorre até dia 8 de junho em Genebra. 

Antes, o Brasil estava na chamada ‘long list’, uma relação ampliada de países, elaborada pelo Comitê de Peritos em 2017, por causa do projeto da reforma. Agora, o país figura na lista reduzida, a ‘short list’, com recomendação para revisar alguns artigos da nova lei.

Para a Unidade Classista, o aumento do desemprego, a insegurança jurídica e a precarização do trabalho tem demonstrado que a Reforma Trabalhista do Temer não está preocupada em melhorar as condições de vida da população, mas sim de atender as demandas do mercado e dos empresários em sua sanha por aumentar a sua riqueza ao custo do sangue e suor da classe trabalhadora.

Com  ANDES-SN)

Vestido de papel higiênico

                                                                           

Modelo usa  vestido de noiva feito de papel higiênico, durante a 14ª competição anual de vestidos de casamento em Manhattan, Nova York, EUA, em 20 de junho de 2018

(Com  o Diário do Povo)

OPEP decide aumentar produção diária de petróleo a partir de julho


Os membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) concordaram ontem (22) na reunião dos ministros em aumentar a produção diária do petróleo a partir de julho.

A organização declarou no mesmo dia que, para manter a estabilidade do mercado petrolífero, a partir do dia 1o de julho aumentará a produção diária. A OPEP não detalhou os projetos de implementação nem a proporção da produção dos países membros, uma vez que ainda existe  divergência entre eles.

Antes da reunião, representantes de países como a Arábia Saudita discutiam a possibilidade de aumentar a produção diária em 1 milhão de barris, volume considerado um objetivo difícil para alguns membros. Mesmo assim, os participantes chegaram a um consenso. Analistas consideram que o aumento diário poderá chegar a 600 mil barris.

Segundo o acordo alcançado em 2016 pelos países membros da OPEP sobre redução de produção, a organização diminuiu a oferta em 1,2 milhões de barris diários.

Segundo informações, a decisão da OPEP de aumentar a produção foi motivada por problemas de oferta de óleo em alguns países membros, assim como pelo aumento da necessidade do mercado internacional.

(Com a Rádio Internacional da China)