sábado, 23 de junho de 2018

Reforma Trabalhista coloca Brasil na “lista suja” da OIT

                                
Apenas 6 meses depois dos deputados e senadores aprovarem a Reforma Trabalhista do Governo Temer (PMDB), seus efeitos devastadores já são sentidos pelos trabalhadores e trabalhadoras. As jornadas intermitentes, demissões em massa, subcontratações e outros ataques tem sido utilizados pelos empresários/patrões para aumentar sua lucratividade e precarizar ainda mais a vida do povo trabalhador.

Por conta destes e outros ataques, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) incluiu o Brasil na chamada “Lista Suja” de países que devem prestar esclarecimentos ao organismo referente aos direitos trabalhistas atacados. 

O principal questionamento refere-se à Convenção 98 da OIT sobre direito à organização e negociação coletiva, ratificada pelo Brasil em 1952. Tal direito foi alterado após a aprovação da Lei 13.467/2017, que modificou mais de 200 pontos da CLT.

Os dispositivos da reforma trabalhista que contrariam a Convenção 98 da OIT se referem a prevalência do “negociado sobre o legislado”, isto é, a negociação direta do patrão com o trabalhador sem a participação do sindicato, podendo desrespeitar a legislação para retirar e reduzir direitos.

A ‘lista suja’ do Comitê de Aplicação das Normas da OIT, com 24 países cujos governos são chamados a dar explicações, foi apresentada na terça-feira (29/5), segundo dia da 107ª Conferência da entidade, que ocorre até dia 8 de junho em Genebra. 

Antes, o Brasil estava na chamada ‘long list’, uma relação ampliada de países, elaborada pelo Comitê de Peritos em 2017, por causa do projeto da reforma. Agora, o país figura na lista reduzida, a ‘short list’, com recomendação para revisar alguns artigos da nova lei.

Para a Unidade Classista, o aumento do desemprego, a insegurança jurídica e a precarização do trabalho tem demonstrado que a Reforma Trabalhista do Temer não está preocupada em melhorar as condições de vida da população, mas sim de atender as demandas do mercado e dos empresários em sua sanha por aumentar a sua riqueza ao custo do sangue e suor da classe trabalhadora.

Com  ANDES-SN)

Vestido de papel higiênico

                                                                           

Modelo usa  vestido de noiva feito de papel higiênico, durante a 14ª competição anual de vestidos de casamento em Manhattan, Nova York, EUA, em 20 de junho de 2018

(Com  o Diário do Povo)

OPEP decide aumentar produção diária de petróleo a partir de julho


Os membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) concordaram ontem (22) na reunião dos ministros em aumentar a produção diária do petróleo a partir de julho.

A organização declarou no mesmo dia que, para manter a estabilidade do mercado petrolífero, a partir do dia 1o de julho aumentará a produção diária. A OPEP não detalhou os projetos de implementação nem a proporção da produção dos países membros, uma vez que ainda existe  divergência entre eles.

Antes da reunião, representantes de países como a Arábia Saudita discutiam a possibilidade de aumentar a produção diária em 1 milhão de barris, volume considerado um objetivo difícil para alguns membros. Mesmo assim, os participantes chegaram a um consenso. Analistas consideram que o aumento diário poderá chegar a 600 mil barris.

Segundo o acordo alcançado em 2016 pelos países membros da OPEP sobre redução de produção, a organização diminuiu a oferta em 1,2 milhões de barris diários.

Segundo informações, a decisão da OPEP de aumentar a produção foi motivada por problemas de oferta de óleo em alguns países membros, assim como pelo aumento da necessidade do mercado internacional.

(Com a Rádio Internacional da China)

Exilados durante a ditadura militar

                                                                                                                   Alliance
                                                         
                                         Caetano Veloso

Após ter uma série de suas composições censuradas pelo regime militar, em dezembro de 1968 Caetano foi preso com o parceiro Gilberto Gil. Ambos foram acusados de terem desrespeitado o hino nacional e a bandeira do Brasil. Os dois músicos foram soltos apenas em fevereiro do ano seguinte. Depois de liberados da prisão, Caetano e Gil fizeram um show de despedida, em julho de 1969...Estiveram no exílio em Londres.

(Com a DW)

sexta-feira, 22 de junho de 2018

"A fúria histórica e insana dos tiranos"

                                                                       

"O mais grave é que quando um império tomba sob a própria prepotência, sepulta consigo uma série de satélites que lhes são submetidos. As ruínas de um império varrem todo o território subordinado", escreve Pe. Alfredo J. Gonçalves, padre carlista, assessor das Pastorais Sociais.

Eis o artigo.

“Ouvem-se gemidos e pranto em Ramá: é Raquel que chora seus filhos,
e não quer ser consolada porque não existem mais” (Jr 31, 15).
“Furioso, o rei Herodes mandou matar todos os meninos de Belém
e de todo o território ao redor, de dois anos para baixo” (Mt 2,16).

Repete-se a fúria histórica e insana dos tiranos. Repete-se a indignação impotente dos súditos. Desta vez, porém, não se trata de tempos de guerra generalizada, e sim de paz. Como se o próprio progresso, desenvolvido pela tecnologia de ponta, tornasse mais empedernido o coração dos poderosos. 

De um lado, os pais com o coração sangrando, privados de seus filhos menores e obrigados a retornarem ao país de origem; de outro, o choro e o lamento das crianças, deixadas sós, enjauladas, e abandonadas a estranhos. Reduz-se a escombros uma esperança costurada duramente, lentamente e longamente – por toda a família.

Estamos na fronteira entre México e Estados Unidos, marcada pelo entrecruzar-se de sonhos e pesadelos. Prevalece a política da tolerância zero do governo Donald Trump contra os imigrantes sem a documentação em regra. 

No processo de triagem e de expatriação dos migrantes, famílias são separadas com implacável frieza e prepotência pelas autoridades da maior economia do mundo. Priva-se a criança da própria família: o melhor antídoto contra a enfermidade mental e emocional, bem como contra os descaminhos da vida.

As imagens parecem surreais, inverdadeiras, elaboradas para um exótico filme de ficção. Ficamos nos perguntando: serão resíduos macabros provindos das cinzas dos campos de concentração nazistas? 

Como se os menores emergissem e se levantassem do sono da morte para acusar toda e qualquer tipo de tirania em nome da raça, do povo, da nação, da religião ou da ideologia! Tudo isso no berço mesmo onde surgiram os ideais da democracia, promovido pelos porta vozes do regime com pretensões de modernidade.

Não bastassem as guerras-frias com suas sombras e ameaças! No plural, porque à guerra-fria político-ideológica dos anos 1945-70, segue-se a guerra-fria comercial de nossos dias. De passagem, qual das duas será mais letal em termos de vítimas humanas?!

Combinados, o conflito comercial e o endurecimento da legislação migratória falam alto e grosso em nome de um nacionalismo que parecia morto e sepultado em plena era da economia mundial. Mas o fantasma do medo não da trégua: levanta-se com a força dos fracos, que é a vingança e a violência. 

Da mesma maneira que o rei Herodes, vê-se ameaçado e assustado por qualquer concorrente que cruze seu caminho de poder a arrogância. É urgente extirpá-lo pela raiz!

Os tiranos, porém, costumam ter telhado de vidro e pés de barro. A história se encarrega de reduzí-los a pedaços e a cinzas. O mais grave é que quando um império tomba sob a própria prepotência, sepulta consigo uma série de satélites que lhes são submetidos. As ruínas de um império varrem todo o território subordinado.

(Com o IHU)

Povos coreanos vão ter encontros

                                                                 
Seul e Pyongyang se preparam para reunir cerca de 100 famílias separadas pela Guerra das Coreias (1950-1953). Os governos das duas Coreias agendaram uma rodada de negociações para discutir o tema entre os dias 20 e 26 de agosto, na zona turística do Monte Kumgang, um enclave norte-coreano.

De acordo com a agência Yonhap, as negociações envolverão 100 famílias e foram possíveis graças a um acordo entre a Cruz Vermelha dos dois países.

Em abril, o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, e Kim se reuniram na zona desmilitarizada de Panmunjom, no primeiro encontro entre os líderes dos dois países em mais de uma década. 

Os dois países estão, ainda, tecnicamente em guerra, já que somente um armistício havia sido assinado em 1953. Eles se comprometeram a assinar um acordo de paz definitivo.

“Durante este ano que marca o 65º aniversário do armistício, Coreias do Sul e do Norte concordaram em buscar ativamente reuniões trilaterais envolvendo as duas Coreias e os Estados Unidos, ou encontros quadrilaterais envolvendo as duas Coreias, os Estados Unidos e a China, com o objetivo de declarar o fim da guerra, transformando o armistício em um tratado de paz e estabelecendo um regime de paz sólido e permanente”, diz o documento assinado pelos dois.

"Estamos há muito tempo esperando e, agora, percebemos que somos uma nação, que somos próximos", afirmou Kim, ao comentar a assinatura da declaração conjunta. "Estamos ligados pelo sangue e nossos compatriotas não podem viver separados", acrescentou, na época.

(Com Opera Mundo)

Sobre as Crianças latinoamericanas enjauladas nos Estados Unidos da América

                                                                             

Prof. Antônio Carlos Mazzeo (*)

A história dos Estados Unidos da América é a dos massacres dos povos indígenas, da escravização dos povos negros, do apartheid, da superexploração do trabalho, do massacre das minorias étnicas, do imperialismo, das invasões a países latinoamericanos, do apoio às ditaduras sanguinárias do Chile, da Argentina, do Brasil e do Uruguai, dentre tantas…. dos massacres no Vietnã e na Coréia, das bombas atômicas em Horoshima e Nagasaki, das bombas napalms sobre populações civis vietnamitas, do massacre de Mylai, do apoio à barbárie sionista contra os palestinos …. do assassinato de Martin Luther King e de Malcolm X, das execuções de Sacco e Vanzetti e do casal Rosemberg …. dos campos de prisioneiros para cidadãos estadunidenses de origem japonesa, durante a Segunda Guerra …. dos linchamentos de negros, da Ku Klux Klan …dos atiradores enlouquecidos, dos serial killers…. etc.

Daí eu estranhar o espanto de alguns com as posturas de Trump. O presidente Trump é a cara escarrada dos EUA, é a expressão de seu senso comum e de seu núcleo ideopolítico hegemônico … é, por assim dizer, a materialização do estadunidense médio …. é um fascista explícito e sem véus … e representa um país fascista – como bem definiu Leandro Konder aquele país …

Portanto, nada de espanto quando esse fascista, presidente de um país altamente agressivo e rapinador, manda crianças latinoamericanas para Campos de Concentração infantis …

E isso é só o começo.

(*)Membro do comitê central do PCB

https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=5538067426554059193#editor/target=post;postID=7165735001796467048

(Com o site do Partido Comunista Brasileiro)

Sonho não realizado: 'Leningrado'

                                                                            

Nos anos 1980, o diretor italiano Sergio Leone, habituado a épicos (a foto o mostra no set de filmagens de 'Era uma vez no Oeste' em 68), queria filmar uma obra sobre o cerco dos nazistas a Leningrado durante a Segunda Guerra Mundial. O filme nunca foi realizado, uma vez que o diretor morreu em 1989, aos 60 anos, devido a problemas cardíacos.

(Com  DW)

Cuba reformará Constituição para consolidar seu socialismo

                                                                         
Uma comissão da Assembleia Nacional do Poder Popular de Cuba (Parlamento) trabalha de maneira priorizada na redação de um anteprojeto para reformar a Constituição do país, mudança dirigida a acompanhar a atualização do modelo socialista da ilha.

O grupo de trabalho integrado por 33 deputados realizou várias reuniões desde sua criação em 2 de junho, durante a primeira sessão extraordinária da IX legislatura da Assembleia Nacional.

A comissão temporária encabeça-a o primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba (PCC), Raúl Castro, e é formada presidente da ilha, Miguel Díaz-Canel, o segundo secretário do Comitê Central do PCC, José Ramón Machado Ventura, entre outros.

Nos encontros iniciais, os 33 parlamentares tomaram conhecimento sobre os estudos relacionados com a reforma, os quais se consideram a base de um anteprojeto que Díaz-Canel adiantou será submetido a uma ampla consulta popular, antes de apresentar em um referendo.

Assim, essas reuniões permitiram avançar na redação dos preceitos que conformarão o texto destinado a reformar a Carta Magna aprovada em 1976 e modificada de maneira parcial em 1992 e 2002.

Na Assembleia Nacional, o presidente Díaz-Canel declarou a importância do trabalho que realiza a comissão, considerando que a Constituição vigente responde a circunstâncias históricas que mudou com o tempo.

O presidente destacou que os enunciados da Carta Maga terão em conta os princípios humanistas e de justiça social imperantes na maior das Antilhas, bem como a irrevogabilidade do sistema socialista adotado pelo povo em 2002, na última reforma.

DEPUTADOS E CIDADÃOS OPINAM

De acordo com a vice-presidenta do Conselho de Estado Inés María Chapman, as mudanças na Constituição refrendarão o apoio popular à Revolução cubana.

Sem dúvida a reforma se fará conforme com os alinhamentos aprovados nos VI e VII Congressos do Partido Comunista de Cuba. Trata-se de elementos que já estamos vendo em temas de políticas e leis aprovadas nos últimos anos, acrescentou.

Por sua vez, a ministra da Justiça, María Esther Reus, considerou que este processo fortalecerá a institucionalidade na ilha e modernizará sua legislação.

A reforma é necessária porque o país encontra-se em um processo de transformações, a partir da atualização de seu modelo socioeconômico. O que torna necessário que nossa legislação respalde as mudanças e modificações que se realizam, esclareceu.

Também fixaram postura parlamentares que integram a comissão temporária da Assembleia Nacional e representam a organizações de impacto social, como a Federação Estudantil Universitária (FEU) e a Federação de Mulheres Cubanas (FMC).

O presidente da FEU, Raúl Alejandro Palmero, assegurou que a reforma terá como base os mesmos fundamentos econômicos, políticos e sociais do projeto socialista liderado por Fidel Castro (1926-2016).

Teremos com segurança análises muito profundas no seio do grupo, disse.

A respeito, a secretária geral da FMC, Teresa Amarelle, declarou que todo o povo da ilha será protagonista no processo de reforma constitucional aprovado pelo Parlamento.

Precisamos de uma Carta Magna 'em sintonia com o desenvolvimento atingido pelo país, suas condições atuais e o contexto internacional', pelo que fazer parte desse grupo de trabalho é um alto compromisso, destacou.

Para Adalberto Rodríguez, um aposentado residente no município de Boyeros, o país viveu importantes mudanças na última década, os quais devem ter respaldo na Constituição.

Vimos e vemos a consolidação do trabalho por conta própria (setor privado), ao qual estão vinculados mais de meio milhão de pessoas, as cooperativas não agropecuárias e a entrega de terras ociosas em usufruto, entre outros, destacou.

O CONTEÚDO DA REFORMA

Até o momento não existem muitos detalhes do conteúdo da reforma constitucional, e os parlamentares se referem com cautela ao tema, considerando que a comissão temporária celebra por estes dias suas primeiras sessões, no que se perfila será um processo longo.

Uma primeira proposta de modificação da Constituição já foi apresentada em junho pelo deputado José Luis Toledo, que propôs separar em pessoas diferentes os cargos de presidente das assembleias locais do Poder Popular e a direção de seus órgãos de administração.

A iniciativa exposta pelo presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais e Jurídicos do Parlamento, é fruto dos resultados do experimento realizado nas ocidentais províncias de Artemisa e Mayabeque com o fim de elevar a eficiência no gerenciamento dos governos territoriais.

O artigo 117 da Carta Magna estabelece que os 'Presidentes das Assembleias Provinciais e Municipais do Poder Popular são ao mesmo tempo presidentes dos respectivos órgãos de Administração e representam o Estado em suas demarcações territoriais'.

Espera-se que entre as mudanças se inclua o chamado do líder Raúl Castro de limitar na nova Carta Magna a um máximo de dois períodos consecutivos de cinco anos o desempenho dos principais cargos do Estado e do Governo e a estabelecer idades máximas para ocupar essas responsabilidades.

(Com o Diário Liberdade)

O veneno que escorre do Congresso

                                                                           


Marina Amaral (*)

A garrafa com líquido vermelho escuro foi exibida como prova ao repórter Ciro Barros durante a série de reportagens sobre o Matopiba, publicada nas últimas semanas. “Foi assim que ficou o rio no inverno passado”, explicou ao jornalista o agricultor Juarez Celestino de Souza, morador da comunidade de Melancias, em Gilbués, no Piauí - o “pi” do Matopiba, considerado a última fronteira agrícola do país.

Juarez não tem dúvida sobre o que tingiu o riozinho que passa atrás do seu quintal, e garante a vida nos baixões do Piauí. “Em época de chuva, o veneno todo que eles jogam lá em cima desce aqui”, explica. Lá em cima – nas chapadas – ficam as plantações de soja de gigantes como a Insolo (do fundo de investimento de Harvard), SLC e Pinesso que deixam escorrer os agrotóxicos pelas encostas atingindo as fontes de água do cerrado, protegidas por famílias como a de Juarez.

Não satisfeito, o agronegócio associado às gigantes da indústria química faz lobby no Congresso pela maior liberação de “pesticidas” – incluindo os produtos que utilizam substâncias já proibidas em outros países por seu potencial teratogênico (que gera deformações em fetos) e cancerígeno. A aprovação do substitutivo do projeto de lei criado pelo rei da soja e ministro da Agricultura, Blairo Maggi, quando parlamentar, é dada como certa pelos ruralistas – que presidem a Comissão Especial da Câmara e fazem a relatoria do projeto. 

A votação só foi interrompida na quarta-feira passada para aprovar com urgência o pacote de benefícios e isenções fiscais à transportadoras rodoviárias. Pode-se esperar a mesma união dos deputados em relação à lei dos agrotóxicos, prestes a ser chancelada pela Comissão Especial. 

O que não se sabe ainda é o tamanho do impacto da nova lei sobre a saúde de todos nós, em especial entre os agricultores familiares, já combalidos pela alta da extrema pobreza, que predomina entre a população rural no Norte e no Nordeste – também a mais impactada pelos cortes do ajuste fiscal em programas sociais.

O lucro das votações no Congresso se multiplica entre multinacionais agroquímicas, especuladores do mercado e fazendeiros da soja, patronos da bancada ruralista. Quanto ao veneno, a garrafa de seu Juarez mostra bem aonde vai parar.


(*) Marina Amaral  é codiretora da Agência Pública


Digitalizado

Alex Falcó/Divulgação

Brasileiros assediam jornalista russa



A jornalista russa Barbara Gerneza, correspondente do Portal iG na Copa do Mundo, foi mais uma vítima de assédio durante a cobertura do mundial. Ela tentava gravar entrevistas com brasileiros para o IG Esportes, quando viu um grupo de 14 torcedores brasileiros e resolveu aborda-los.

Assim que falou com eles, os homens começaram a cantar uma música de baixo calão se referindo ao órgão sexual feminino. Um deles também tentou beija-la no final da gravação. O caso foi noticiado pelo IG, Catraca Livre e outros sites nacionais.


De acordo com o IG, Barbara entende e fala bem português, mas não é fluente. Antes da Copa do Mundo, ela passou cinco meses em São Paulo, onde se aperfeiçoou na língua portuguesa. Mesmo assim, não entendeu muito bem o que estava acontecendo na hora. 


A jornalista só percebeu que tinha sido vítima de assédio, quando chegou em casa e foi assistir a gravação. Ela, então, resolveu fazer um vídeo falando sobre o episódio:


“Na hora eu não percebi, estava bem ansiosa porque tentava fazer a entrevista em português e eles estavam cantando para mim. Não prestei atenção nas palavras, só percebi depois que vi o vídeo de novo. O sentimento não foi nada bom, foi triste. Eles pareciam ser divertidos, mas na verdade não foi nada legal. Você não espera algo assim, você espera coisa boa, e então acontece isso."


Não é o primeiro caso de assédio cometido por brasileiros durante a Copa do Mundo. O incidente que ganhou maior repercussão foi realizado por um grupo de brasileiros que assediou uma mulher russa e postou o vídeo nas redes sociais. 

No vídeo os homens incentivam a mulher a falar sobre suas partes íntimas. Eles falam sobre a genitália da mulher, usando um palavrão, e dizendo que ela é “rosa, rosinha, bem rosinha”. 


Em outro caso, a jornalista colombiana Julieth González Therán foi assediada durante uma transmissão ao vivo, na Praça do Manege, em Moscou, às vésperas do mundial, um homem a beijou e colocou a mão em um de seus seios.

(Com o Portal Imprensa)

Contra o Euro e a União Europeia

                                                                             

Fosco Giannini [*]

O novo governo italiano, presidido pelo professor Giuseppe Conte e apoiado pela Liga e pelo Movimento 5 Estrelas (M5S), parece colocar a União Europeia no centro da sua contestação política. Este posicionamento alarmou (mas o alarme parece já refluir) Bruxelas, as grandes potências, a burguesia italiana e o grande capital. 

Na realidade, para o PCI, o novo governo, pela natureza política e cultural das duas forças que o sustentam (não anti-capitalistas e não anti-imperialistas), não encontrará a força política e ideológica para se empenhar numa verdadeira luta coerente contra a política ultraliberal, anti-social e anti-democrática desenvolvida a nível supranacional pela UE. 

Entretanto, o PCI considera que, com este governo e os dois partidos que o apoiam, a questão da UE tem pelo menos o mérito de ser colocada aos olhos das massas. Hoje os trabalhadores e os cidadãos vão poder confrontar-se mais facilmente com esta questão da UE. Está aberta uma contradição que vai poder mais facilmente ser trabalhada para ampliá-la no futuro. 

Naturalmente, um ponto é decisivo: do mesmo modo como a Liga e o M5S tiveram condições para criar um consenso nas massas sobre uma crítica à UE (porque a crítica à UE foi abandonada pelas forças da "esquerda" italiana, moderada e submissa), é agora tarefa dos comunistas e da esquerda de classe relançar esta crítica subtraindo-a às forças populista. Fazendo isto, trata-se de reconstruir o consenso político e as ligações com as massas. 

Não se trata de uma tarefa fácil, mas ela é absolutamente necessária e prioritária. É preciso empenhamento neste trabalho. E isso começa pela conferência que o PCI organiza em Roma na sexta-feira 22 de Junho de 2018, com título significativo: "O novo governo italiano e os interesses do movimento operário. Por uma verdadeira luta anti-capitalista contra o Euro e a União Europeia". 

Com esta iniciativa o PCI começa a responder, a partir de posições de classe, às críticas, fracas no fundo e evanescente que desenvolvem "contra" a UE o M5S e a Liga (duas forças integradas no funcionamento do sistema capitalista, já submetidas, como indicou o Presidente do Conselho Conte, nas suas intervenções no Senado e na Câmara, às políticas atlantistas e à NATO. 

Dada a importância de todas estas questões, pedimos a todos os camaradas que se mobilizem para o êxito da Convenção do PCI, em Roma, dia 22 de Junho. Por todas estas razões, convidamos para esta iniciativa os trabalhadores, as forças comunistas e as demais forças políticas, sindicais e sociais de classe.

[*] Responsável pelo departamento de assuntos estrangeiros do PCI (Partido Comunista Italiano, denominação retomada pelo antigo Partido dos Comunistas Italianos). 

O original encontra-se em solidarite-internationale-pcf.fr/... 

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

quinta-feira, 21 de junho de 2018

As lendas sobre as Matrioskas

Sem chance

Caferli/Rebelión

A capa do ano

                                                                                                                 Reprodução
       

A revista "Time" com data de 2 de julho dedica sua matéria de capa a criticar a política migratória do governo do republicano Donald Trump, que vinha separando crianças filhas de imigrantes ilegais de seus pais e responsáveis.

A capa usa a foto de uma menina de dois anos que se transformou em símbolo da situação, feita pelo fotógrafo John Moore, frente-a-frente, graças a uma montagem, com a foto de Trump. O título "Bem vindo à América" é uma denúncia internacional à política norte-americana no que toca aos imigrantes.

A matéria de capa tem o título: "Uma autocrítica após a política de separação de fronteira de Trump: que tipo de país somos?", que tece críticas às políticas recentes do republicano.

Trump cedeu às pressões e assinou uma ordem para evitar a separação das famílias que cruzarem a fronteira com o México, mas mantendo a "tolerância zero" em sua política de imigração. 

Contudo, ainda restam dúvidas sobre o destino de crianças que já foram separadas de suas famílias.

(Com o Google)