sábado, 18 de maio de 2019

A reforma da Previdência põe seu futuro em jogo


Uma "Floresta vertical" é atração na China

                                         


Construída em um condomínio residencial, a “floresta vertical”, como é conhecida na cidade onde se situa, Chengdu, na província de Sichuan, é composta por vários edifícios residenciais, cujas fachadas estão cobertas de vegetação e arbustos.

(Com o Diário do Povo)

Cortes só para o povo


Lava Jato: todo apoio


Só mais um pouco

Latuff/Frente Povo Sem Medo/Divulgação

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Amo a vida e amo as conquistas do nosso povo (Com Jurandir Persichini Cunha e Vídeos Luiz Carlos)

Jornal Minas exibe reportagens sobre DNA musical de Diamantina

                                                                                                                  Jornal Minas
Não por acaso, Diamantina disputa o título de “Cidade Criativa” da Unesco na categoria música. A tradição musical se mantém na cidade há gerações, o que a torna referência no Brasil pelas melodias entonadas em suas ruas e ladeiras. O Jornal Minas, da Rede Minas, preparou uma série especial, “Do sagrado ao profano”, que vai ao ar a partir desta segunda-feira (20/5) e será exibida durante toda a semana. 

O episódio de estreia apresenta “a musicalidade dos sinos”. A reportagem mostra o toque dos sinos e o ofício de sineiro, registrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio cultural de todos os brasileiros. 

Nos outros quatro episódios serão mostrados a vesperata, o concerto com órgão fixo mais antigo construído no Brasil; as serestas, a Orquestra Sinfônica Jovem da cidade; a influência de Diamantina nas músicas do Clube da Esquina; o samba no Mercado Municipal – mais conhecido como Mercado Velho; o coral Arte Miúda e o famoso bloco de carnaval Bartucada. 

A série exibida nos jornais faz parte da campanha “Rede Minas em apoio às cidades que concorrem a rede Cidades Criativas da Unesco” e foi uma coprodução com a TV Vale. A emissora apresenta programação especial, durante todo o mês, mostrando as riquezas e potencialidades dos municípios mineiros que concorrem ao título: Diamantina, pela música; Cataguases, pelo cinema; e Belo Horizonte, pela gastronomia. Atualmente, 180 cidades de 72 países foram agraciadas com o título – apenas oito no Brasil.

Serviço:

Série “Do Sagrado ao Profano” - de 20 a 24/5
Exibição: Jornal Minas 1ª Edição, às 12h30 / Jornal Minas 2ª Edição, às 19h15
1º episódio - “A musicalidade dos sinos”, com exibição na segunda-feira (20/5)

Como sintonizar

A Rede Minas está no ar no canal 9.1 (HD) e 9.2 (SD); One Seg (para portáteis) 9.3; Net 20 e Net HD 520; Oi 09; além do site da emissora redeminas.tv e o aplicativo.


(Com a Agência Minas Gerais)

Protestos em mais de 200 cidades

Cabelos doados a deuses podem custar 5 mil reais

Plenária Nacional Sindical e Popular


O dia em que a razão saiu às ruas

                                                                                                                Agência Pública

Marina Amaral (*)

Que o governo Bolsonaro tem o caos como método, como definiu o filósofo Marcos Nobre, não é novidade para os mais atentos. Poucas vezes, porém, ficou tão evidente o contraste entre os ensandecidos ideólogos do governo e a multidão serena que ocupou as ruas de mais de 200 cidades em todos os estados brasileiros para defender o direito à educação.

Enquanto o presidente da República, em Dallas, insultava os manifestantes - “idiotas úteis que não sabem a fórmula da água”, estudantes, professores, pais, mães e cidadãos preocupados com a balbúrdia - real - que se instalou no país, protestavam pacificamente, armados de cartazes incisivos como há muito não se via. “Sem educação, basta o presidente”, sintetizava um deles.

Na Câmara dos Deputados, o ministro da Educação protagonizava novo vexame, depois do lamentável vídeo do chocolate, ironizado nas ruas e objeto de interessante interpretação do psicanalista e professor do Instituto de Psicologia da USP, Christian Duker (recomendo a leitura). 

Difícil de engolir, na apresentação de Weintraub, é que o corte - ou contingenciamento, como prefere o governo - na Educação seja imperativo orçamentário, uma vez que o próprio ministro investiu com fúria ideológica explícita contra determinados cursos e três universidades federais específicas  - UFF, UnB e UFBA - as primeiras a serem alvos do corte de 30% dos recursos discricionários, depois estendido a todas.

Os jornais já haviam se encarregado de mostrar que essas três universidades estão entre as 20 melhores do país em desempenho acadêmico, ao contrário do que disse o ministro. Coube à deputada Tábata Amaral, na Câmara, desmentir outras teses expostas por ele, além da inútil tentativa de transformar 7,4 bilhões de reais de corte de recursos, em “pequeno contingenciamento de verbas”.

“São tantos absurdos, tantas arbitrariedades. 

A primeira delas é dizer que há uma concentração nas (ciências) humanas. Não é verdade, ministro. Apenas 1,4% da verba do CNPQ vai para as ciências sociais. Apenas 23,7% das bolsas da Capes vão para humanas e ciências aplicadas”, disse a deputada, que também desmentiu a alegação do ministro de que estaria favorecendo o ensino básico e técnico.

 "Logo se diz que o corte é para destinar para educação básica, mas vemos mais uma mentira. Até agora, já foram R$ 914 milhões (bloqueados), impactando também educação infantil e creches.” E se prioridade é ensino técnico: “Então como cortar dos IFs (institutos federais), ao invés de apoiá-los?", questionou a jovem deputada.

Talvez tenha passado batido a mais perigosa das teses expostas pelo ministro ao prometer a rever o corte para determinadas pesquisas. “Mostra as pesquisas, põe na tela. Pesquisa, pesquisa a gente libera. Cura da Dengue, por favor, siga adiante. Cura do Mal de Chagas, siga adiante. Aí vai aparecer coisas que a gente não pode mencionar porque isso é público e pode agredir algumas pessoas, então tem algumas áreas de, entre aspas, pesquisas que são feitas, entre aspas porque eu não considero científico, a gente pode postergar para um segundo momento”.

O Ministério da Verdade está ligando os motores. É hora de deter essa máquina, como sabem os milhares que foram às ruas.

(*) Marina Amaral é codiretora da Agência Pública

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Novo alento para a greve geral de 14 de junho

                                                                                                                           MST


        José Carlos Alexandre
        A força do povo nas ruas-representado por estudantes, professores, trabalhadores-está finalmente de volta às ruas com mais de um milhão protestando contra cortes na Educação e contra a pretendida reforma da Previdência.

            O que leva novo alento à campanha unitária das centrais sindicais visando a greve geral de 14 de junho.

             Há muito os analistas da política nacional sentiam a ausência de movimentos de rua, o que dava a falsa ideia de que tudo vai bem sob o controle deste governo que parece fazer questão de afirmar a todo tempo que seu compromisso está longe de ser popular.

             Muito pelo contrário. Seus porta-vozes mais autorizados se postam a todo momento ao lado das camadas da mais alta burguesia, aliada ao que há de mais conservador no que toca às nossas relações e internacionais, com raras exceções.

            Os estudantes e professores e demais setores do ensino e pesquisa agora estão cientes de que devem se aliar aos demais trabalhadores na luta para que não permaneçam as intenções de se liquidar com as conquistas de nosso povo, como a Petrobras, os Correios, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e outras.


Minas tem mais uma comunidade quilombola reconhecida

                                                

Povoado da Fazenda Itaipava fica no 
município de Açucena, no Vale do Aço

A comunidade Quilombola da Fazenda Itaipava, no município mineiro de Açucena, no Vale do Aço, foi reconhecida oficialmente pela Fundação Cultural Palmares, o que garante a esse povoado acesso às políticas públicas do Programa Brasil Quilombola (PBQ), do governo federal. 

A partir de agora, os moradores do quilombo passam a contar com ações voltadas para o acesso à terra, infraestrutura e qualidade de vida, inclusão produtiva e desenvolvimento local e direitos e cidadania. Até agora, Minas conta com 392 comunidades quilombolas reconhecidas oficialmente.

O coordenador de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), Clever Machado, fez a entrega da certificação à prefeita Darcira de Souza Pereira, que também é quilombola. A solenidade, na terça-feira (14/5), contou com as presenças de secretários municipais, vereadores e diversas autoridades locais.

O processo de autodeclaração é feito pela própria comunidade, que faz uma assembleia com os moradores e encaminha a ata para a Fundação Cultural Palmares para que ela emita a certificação. Esta entidade, ao longo dos anos, tem trabalhado para promover uma política de cultura igualitária e inclusiva, que contribua para a valorização da história e das manifestações culturais e artísticas negras brasileiras como patrimônios nacionais.

Além dos direitos assegurados pela Constituição Federal de 1988, como o acesso à propriedade de terras pelos quilombolas, em Minas Gerais a Lei 21.147/14 instituiu a política estadual para o desenvolvimento sustentável dos povos e comunidades tradicionais.

“A certificação pela Fundação Cultural Palmares garante direitos e cidadania desse povo, que passa a ser reconhecido oficialmente pelo Estado brasileiro com garantia de direitos humanos e acesso às políticas públicas a eles afetas”, diz Clever Machado, coordenador de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Sedese.

“Há anos, essas famílias tradicionais buscam esse reconhecimento, o que aconteceu no final do ano passado. Na terça-feira estivemos na Cidade Administrativa para receber a certificação. Isso nos enche de orgulho e alegria”, afirma a prefeita Darcira de Souza Pereira, oriunda da comunidade Córrego do Mato.

Atualmente, cerca de 80 famílias vivem na Fazenda Itaipava, distribuídas nas comunidades de Penha do Aramirim, Córrego do Mato, Córrego do Monjolo, Córrego da Mandioca e Córrego Alto.

(Com a Agência Minas Gerais)

A música romântica de Ani Vardanian deixa russos alucinados, especialmente com “Padaet zvezdá” (em português, “Cai uma estrela" , informa "Russia Beyond")

Biodança em Cuba

As multidões nas ruas outra vez

                                             
  


Menos de seis meses após a posse, centenas de milhares protestam contra Bolsonaro. Atos sugerem caminho para enfrentar ultra-capitalismo e ignorância, mas expõem lacuna: falta saída alternativa.O artigo é de Antonio Martins, jornalista, publicado por OutrasPalavras, 15-05-2019. 

Eis o artigo.

Saiu melhor que a encomenda. Os sinais de que a oposição aos cortes de verbas na Educação e Ciência era potente, visíveis há dias em centenas de assembleias, desaguaram caudalosos nas ruas. Mais de cem mil pessoas no Rio, Recife e em São Paulo. Dezenas de milhares em Salvador, Fortaleza, Belém, Brasília, Belo Horizonte, Florianópolis, São Luís e Porto Alegre. Centenas de cidades com protestos numerosos. 

Mais uma vez, ficou claro que a hipótese de “onda de apatia” é falsa. A tentativa de submeter o Brasil à tirania dupla do ultracapitalismo e do obscurantismo cultural e comportamental tem brechas e contradições. Elas vão se manifestar com mais frequência, daqui em diante. Quando houver sabedoria política – como nas últimas semanas – irão se traduzir em novas derrotas, e provocar divisões no bloco conservador.

No caso da Educação, a grande fissura foi cavada pelo próprio ministro. Ele chegou ao posto porque a ala lunática da coalizão governamental, responsável por dar ao presidente algum verniz antiestablishment o exigiu. Mas foi o caráter provocador de Weintraub que o levou a “politizar” os cortes de verbas; a transformar o que o neoliberalismo atribui a puro cálculo matemático em punição por “balbúrdia”; a despertar a indignação dos estudantes e encher as ruas. 



As entidades estudantis foram sagazes. UNE e UBES compreenderam que seriam tanto mais fortes quanto mais respeitassem a autonomia, iniciativa e criatividade das escolas e universidades. Nas manifestações, não houve dirigismo relevante – e, na maior parte dos casos, nem carros de som. Esta abertura é de enorme importância, porque até o momento parece faltar, por exemplo, às centrais sindicais, na luta contra o desmonte da Previdência pública.

A massividade e a popularidade dos protestos provocaram um curioso efeito na velha mídia. Até ontem, este outro ator essencial para a vitória de Bolsonaro ignorava os preparativos para a grande mobilização. Certamente, preferiria que esta não ocorresse. Mas quando se tornou incontornável, as TVs e os jornais adotaram um estratagema ambíguo – e engenhoso, do ponto de vista de seus interesses. 

A manifestação era legítima porque Weintraub – e também o presidente – foram grosseiros e arrogantes, o que não condiz com as boas maneiras da política institucional… Mas os cortes seriam necessários – afinal, a economia está em declínio e o governo não tem como produzir riquezas, segundo a lógica hegemônica. Portanto, os estudantes e professores têm razão, desde que ousem criticar apenas o personagem caricato, nunca o sistema que o ampara.

Um comportamento ambíguo foi adotado, no mundo parlamentar, pela maioria do Congresso – cuja expressão maior é o Centrão. Uma vasta maioria de parlamentares do grupo impôs uma derrota humilhante ao governo ontem, quando o ministro Weintraub foi convocado, a contragosto, a explicar-se no Congresso. Mas hoje, quando ele compareceu ao Parlamento e fingiu alguma civilidade, mesclando o fundamentalismo com a defesa da ortodoxia econômica (além de se amparar na simploriedade de uma fala francamente pueril), a valentia do “Centrão” se desfez e o governo evitou que a fissura se transformasse em abismo inconsertável.

A postura de Bolsonaro foi mais áspera. De Dallas, ele atacou, grosseiro, os manifestantes (“massa de manobra”, “idiotas úteis”, que “não sabem quanto é sete vezes oito, nem a fórmula da água”). Talvez seja sua empáfia ignorante: a crença de que, por ter vencido as eleições com postura ultrabeligerante, poderá mantê-la agora, quando se espera que governe). Talvez, seja um cálculo político esperto, visando a própria sobrevivência: que restará de Bolsonaro, se até sua imagem se reduzir à de um político tradicional, agora que sua presidência mostra-se tão desencantadora, tão incapaz de resolver os problemas do país?

Mas esta atitude beligerante terá um preço. À medida em que o governo naufraga, e em que o presidente insiste em fazer o papel de outsider, irá se converter em candidato a bode expiatório fácil de ser sacrificado – inclusive pelos neoliberais “clássicos”. É o que mostram, por exemplo, as manchetes cada vez mais críticas da Folha. Ou, muito mais importante, o espaço que todos os jornais dão às investigações do Ministério Público sobre a íntima relação entre a famiglia Bolsonaro e as milícias cariocas.

Em meio a tantos êxitos, o tsunami da Educação voltou a evidenciar uma imensa lacuna política. Não há, na esquerda institucional brasileira, crítica ao núcleo do projeto neoliberal – apenas a suas bordas. Esta ausência ficou clara nas reações, no fundo tímidas, à fala de Weintraub no Congresso. Fez-se a contestação fácil a seu fundamentalismo, a seus ataques gratuitos. Debateu-se a amplitude de seus cortes. Seriam maiores ou menores que os de Dilma, na reviravolta pós-eleitoral de 2015?

Mas não houve oposição a uma lógica: a de que o Estado deve funcionar como se fosse uma empresa, buscando o lucro; ou ao menos examinando, com olhar de contador, as planilhas de receita e despesa do Fisco.

Estar em sintonia com o tsunami de hoje exigiria outra coragem. Dizer (como fazem Alejandra Ocasio nos EUA, Jeremy Corbyn na Grã-Bretanha ou mesmo Pedro Sánchez, na Espanha) que o Estado precisa – e tem elementos para – perseguir outras éticas. Bem-estar para todos. Redução das desigualdades. Proteção do meio ambiente. Geração de ocupações. 

Ou ainda mais concretamente, nas condições brasileiras: esboço de um novo programa. Garantia de que as periferias deixarão de ser as senzalas pós-modernas. Cidades sem cercas – e livres da ditadura do automóvel e do cimento. Agricultura sem ruralismo e sem venenos. Enfrentamento da crise laboral, com Renda da Cidadania e serviços públicos de excelência. Oferta, pelo Estado, de um posto de trabalho — com direitos — a quem queira participar do novo projeto de país.

Parece muito difícil, porque a esquerda institucional foi poder, por treze anos, e não rompeu com as velhas lógicas. Mas será cada vez mais necessário se quisermos, ao invés de nos voltar para o passado, construir as condições para superar o neoliberalismo agora.

(Com Outras Palavras/IHU)