terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Lançando o vício no Facebook

Olivier Ploux/Rebelión

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Quer um filme com forte estilo autoral e muito poético? Veja "Elena", de Petra Costa, no Netflix


TRABALHADORES DOS CORREIOS ANUNCIAM PARALISAÇÃO EM 3 DE MARÇO

SEGUE FORTE A GREVE DOS PETROLEIROS

                                                                     

GREVE NACIONAL PETROLEIRA: A MAIS FORTE DA CATEGORIA NOS ÚLTIMOS ANOS

Por direitos, emprego e soberania

Federação Nacional dos Petroleiros

A Petrobras, uma das maiores empresas do mundo, vem passando por um processo de desmonte que perpassa por diversos governos. No entanto, sob o governo de Bolsonaro, esse processo tem sido aprofundado a passos largos.

Sob o fogo de diversos ataques econômicos, o governo busca o fechamento de unidades, demissões, precarização das condições de trabalho através do desrespeito do Acordo Coletivo de Trabalho, sob a cumplicidade do Judiciário que mediou o conflito.

Não é à toa que a categoria ao entrar em greve no último dia 01/02 tomou como uma pauta central a reversão das demissões de mais de mil trabalhadores, consequência do fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados Araucária, no Paraná (FAFEN-PR).

ATOS E VENDA DE GÁS POR PREÇO JUSTO MARCAM UMA SEMANA DE GREVE NO LITORAL PAULISTA

Na segunda-feira (17), dando sequência aos atos unificados, como os já realizados nos terminais de Alemoa, em Santos, Pilões e RPBC, em Cubatão os petroleiros em greve estarão no edifício sede da Petrobrás, no Valongo, em Santos. Convidamos todos e todas, trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas a se juntarem a mais um grande dia de luta dessa, que já é a maior greve desde 1995!

As bases do Litoral Paulista se mobilizaram nesta sexta-feira (14), em ato unificado de greve, em solidariedade aos trabalhadores da Fafen Araucária-PR, que hoje começam a ser demitidos da fábrica, que será fechada.

Na RPBC, o ato contou com a participação do Sintrajud, Sintracomos, Sindicato dos Jornalistas, Bancários, Sindicato dos Servidores de Santos, Comissão de Desempregados, Metalúrgicos e movimentos sociais, que ajudaram a parar os trabalhadores próprios e terceirizados nas portarias 1 e 10, que participaram da mobilização.

Também na UTGCA, em Caraguatatuba, houve corte de rendição e ato com 100% do turno e parte do administrativo. No Tebar, em São Sebastião, onde a contingência do sindicato está operando a unidade, os petroleiros em greve se reuniram em frente ao terminal e gravaram um vídeo, com palavras de apoio aos companheiros que estão acampados na sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro e na sede da empresa, em Araucária.

Na manhã desta sexta-feira (14) os petroleiros da manutenção da P-66 e P-67 resolveram se juntar ao movimento nacional e não realizaram o embarque nas plataformas. Eles se uniram aos trabalhadores das plataformas P-66, P-67, P-69, Mexilhão, Sala de Controle Remoto (SCR) de Mexilhão e parte da Programação de Manutenção de Base do Edisa. Isso demonstrou que os embarcados vêm comprovando que honram o histórico de lutas da categoria petroleira do Litoral Paulista. Eles resistiram à pressão e ao assédio por parte da gerência das unidades e não titubearam em cruzar os braços. Vale ressaltar que os petroleiros dessas plataformas são responsáveis por cerca de 50% da produção nacional de pré-sal.

Campanha de gás de cozinha a preço baixo

Repetindo a campanha que na quinta beneficiou 250 famílias em Santos e São Sebastião, durante todo o ato na RPBC, que durou cerca de três horas, mais famílias puderam adquirir um dos 250 botijões de gás que foram vendidos para a população de Cubatão, que já na madrugada esperava pela oportunidade de comprar gás por R$ 32.

No porto de Miramar, em Belém, base do Sindipetro do PA/AM/MA/AP, o sindicato também disponibilizou botijões a preço de custo para a população.

A iniciativa de vender gás em conta faz parte da campanha dos petroleiros em greve, para alertar para a população que a política de preços da Petrobrás, pareada ao mercado internacional, beneficia a importação de combustíveis e GLP e causa desemprego no país.

Greve nacional

Os petroleiros de São José dos Campos realizaram protesto na Revap, que contou com adesão dos petroleiros do turno, que seguem na greve, do H.A., que realizou duas horas de atraso.

A greve nacional petroleira entra no 14º dia (o sétimo nas bases do Litoral Paulista) e a cada dia mais unidades aderem o movimento. Nesta sexta foram contabilizados 116 unidades, em 13 estados e mais de 20 mil trabalhadores de braços cruzados contra a retirada de direitos e a venda de ativos.

De acordo com o Sindipetro do Paraná, pelo menos 144 trabalhadores da fábrica já receberam telegramas de convocação para comparecer a hotéis da região de Araucária, onde seriam feitas a partir de hoje a rescisão dos contratos de emprego, o que viola o Acordo Coletivo de Trabalho.

Acampados há 23 dias em frente à Fafen, petroleiros e petroquímicos realizaram pela manhã um grande ato em Araucária, denunciando mais essa arbitrariedade da gestão da Petrobrás. Os trabalhadores queimaram os telegramas com os comunicados de demissão.

Somam-se à greve os trabalhadores da P-57, plataforma do pré-sal que opera na Bacia do Espírito Santo e na Bacia de Campos, mais duas plataformas também aderiram à greve: PNA-1 e a P-40. Já são 35 de um total de 39 plataformas da região que estão na luta para reverter as demissões na Fafen-PR.

Mesmo com o forte assédio por parte da empresa e do judiciário, que representado pelo ministro Ives Gandra tem estipulado quesitos impossíveis de serem alcançados para se manter a greve sem punições aos sindicatos e trabalhadores, a categoria está com disposição de lutar e pronta para enfrentar o que vier.

Estamos em greve e mobilizados!

Quadro nacional da greve – 14/02
56 plataformas
11 refinarias
23 terminais
7 campos terrestres
7 termelétricas
3 UTGs
1 usina de biocombustível
1 fábrica de fertilizantes
1 fábrica de lubrificantes
1 usina de processamento de xisto
2 unidades industriais3 bases administrativas
A greve em cada estado:

Amazonas
Termelétrica de Jaraqui
Termelétrica de Tambaqui
Terminal de Coari (TACoari)
Refinaria de Manaus (Reman)

Ceará
Plataformas – 09
Terminal de Mucuripe
Temelétrica TermoCeará
Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor)
Rio Grande do Norte
Plataformas – PUB-2 e PUB-3
Ativo Industrial de Guamaré (AIG)
Base 34 e Alto do Rodrigues – mobilizações parciais

Pernambuco
Refinaria Abreu e Lima (Rnest)
Terminal Aquaviário de Suape

Bahia
Terminal de Candeias
Terminal de Catu
UO-BA – 07 áreas de produção terrestre
Refinaria Landulpho Alves (Rlam)
Terminal Madre de Deus
Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)

Espírito Santo
Plataforma FPSO-58
Terminal Aquaviário de Barra do Riacho (TABR)
Terminal Aquaviário de Vitória (TEVIT)
Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC)
Sede administrativa da Base 61

Minas Gerais
Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité)
Refinaria Gabriel Passos (Regap)
Rio de Janeiro

Plataformas – PNA1, PPM1, PNA2, PCE1, PGP1, PCH1, PCH2, P07, P09, P12, P15, P18, P19, P20, P25, P26, P31, P32, P33, P35, P37, P40, P43, P47, P48, P50, P51, P52, P53, P54, P55, P56, P61, P62, P63, P74, P76, P77

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB)
Terminal de Campos Elíseos (Tecam)
Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB)
Refinaria Duque de Caxias (Reduc)
Terminal Aquaviário da Bahia da Guanabara (TABG)
Terminal da Bahia de Ilha Grande (TEBIG)
Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)

São Paulo
Terminal de São Caetano do Sul
Terminal de Guararema
Terminal de Barueri
Refinaria de Paulínia (Replan)
Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap)
Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap)
Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC)
Plataformas (04) – Mexilhão, P66, P67 e P69
Terminal de Alemoa
Terminal de São Sebastiao
Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA)
Termelétria Cubatão (UTE Euzébio Rocha)
Torre Valongo – base administrativa da Petrobras em Santos
Terminal de Pilões
Mato Grosso do Sul
Termelétrica de Três Lagoas (UTE Luiz Carlos Prestes)

Paraná
Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)
Unidade de Industrialização do Xisto (SIX)
Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa)
Terminal de Paranaguá (Tepar)

Santa Catarina
Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU)
Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ)
Terminal de Guaramirim (Temirim)
Terminal de São Francisco do Sul (Tefran)
Base administrativa de Joinville (Ediville)

Rio Grande do Sul
Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)

https://pcb.org.br/portal2/24911/segue-forte-a-greve-petroleira/

(Com a Federação Única dos Petroleiros)

GREVE EM DEFESA DA PETROBRAS PRECISA SER APOIADA. FALEI. (José Carlos Alexandre, um trabalhador sem partido político)


ESTA GREVE NÃO PODE CONTINUAR IGNORADA PELA GRANDE IMPRENSA

TODOS EM DEFESA DA PETROBRAS


TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO CONTINUAM SUA LUTA POR DIREITOS CONTRA ESTADO GOVERNADO POR ZEMA

Beijo-Feliz Dia dos Namorados

Darko Drljevic/Rebelión

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

E A SUA MEMÓRIA?

“O governo Bolsonaro vai passar e o jornalismo vai continuar”, afirma a jornalista Thaís Oyama


                                                                                                                     Reprodução


Kassia Nobre 


Após 18 anos na revista Veja, a jornalista Thaís Oyama decidiu acompanhar de perto o primeiro ano do governo Bolsonaro. Depois de um ano de entrevistas e investigações, a repórter lançou o livro “Tormenta. O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos” (Companhia das Letras). 

O Portal IMPRENSA conversou com a jornalista sobre a construção da obra e sobre os ataques que sofreu depois do lançamento do livro. 

“Isso não me tocou e não me ofendeu porque foram acusações genéricas de que o livro era baseado em leitura de pensamento ou coisa assim. Então, neste sentido, eu fiquei tranquila”.

Sobre a relação do governo com a imprensa nos próximos anos, Thaís afirmou que se sente otimista. 

“Eu acho que o primeiro ano do governo foi bem tumultuado, mas os próximos anos, dentro deste meu otimismo, eu creio que vão servir para acomodar esta relação. Mesmo porque o governo Bolsonaro vai passar e o jornalismo vai continuar. Ele vai ter que nos aturar”.   

Portal IMPRENSA - O livro é um relato detalhado do primeiro ano do governo Bolsonaro. Você poderia contar sobre o processo de investigação da obra? Quantas entrevistas foram feitas e quanto tempo durou a apuração?

Thaís Oyama - Eu não contei quantas entrevistas foram feitas, mas a apuração durou quase exatamente um ano. Ela começou exatamente no dia 01 de janeiro de 2018, que foi a posse do governo Bolsonaro. Ela terminou em meados de dezembro quando eu entreguei os originais para a editora. Neste meio tempo, eu fui praticamente semana sim e semana não para Brasília e fazia lá a apuração. 

Entrevistava pessoas, principalmente, da área do Executivo. Fui algumas vezes para o Rio de Janeiro também para levantar aspectos familiares, grupos de amigos. Daí voltava para São Paulo onde moro e escrevia. Esse processo demorou um ano. Foi uma coisa rápida, mas muito concentrada. 

A iniciativa de escrever sobre o governo Bolsonaro foi minha. Eu trabalhei por 18 anos na revista Veja. Daí eu estava querendo tirar férias da redação, mas não estava querendo ficar longe da notícia. Eu sabia que este governo Bolsonaro ia ser um governo fácil de notícia. 

Então eu não queria ficar longe. Daí eu tive a ideia de sair da Veja para fazer o livro. Eu ofereci a ideia para a Companhia das Letras e o Luiz Schwarcz topou na hora. Eu decidi sair da Veja, onde eu fiquei por muito tempo na minha vida profissional, e passei o ano inteiro só fazendo o livro. 

Portal IMPRENSA - O que chama a atenção na narrativa é a presença de vários diálogos reveladores. Você poderia contar sobre a construção deles? Eles foram recuperados por você por meio de entrevistas?

Thaís Oyama – A construção dos diálogos começou pela construção da relação com as fontes. Eu tive muita sorte porque consegui ter acesso a fontes muito confiáveis e próximas do governo e do presidente. A maioria dos diálogos foi dito por pessoas envolvidas. Outros diálogos foram revelados por gente que teve acesso a ele [Bolsonaro]. 

Portal IMPRENSA - Você deve continuar escrevendo sobre os próximos anos do governo? Há previsão de novos livros?
Thaís Oyama – Acho que não. Agora eu vou tirar férias do governo Bolsonaro. 


Portal IMPRENSA - O livro foi alvo de críticas pelos defensores do presidente e pelo próprio Bolsonaro. O presidente chamou a obra de “Fake news” e disse ironicamente que você “leu os pensamentos dele”.  

Segundo a Fenaj, Bolsonaro é o responsável por mais da metade dos ataques a jornalistas em 2019 e você foi uma das vítimas pela publicação do livro.  Na sua opinião, qual é a melhor forma de defesa da profissão em governos com este perfil?

Thaís Oyama – No meu caso específico, eu fiquei lisonjeada com a história das fake news porque ele falou de uma forma acusatória, mas ao mesmo tempo, genérica e sem apontar nenhum erro factual e nenhuma mentira e nenhuma inverdade. Então, de fato isso não me tocou e não me ofendeu porque foram acusações genéricas de que o livro era baseado em leitura de pensamento ou coisa assim. Então, neste sentido, eu fiquei tranquila.

Agora, quanto à relação do governo com a imprensa, eu acho que vai continuar sendo tumultuada.  Em relação à verdade, não há nada que possa ser feito. Ele e outros acusados podem espernear e podem não gostar, mas em relação aos fatos, eles não podem fazer nada. A partir do momento em que a gente continua fazendo jornalismo responsável, não há o que fazer. 

Portal IMPRENSA - O que o jornalismo pode esperar dos próximos anos do governo Bolsonaro?

Thaís Oyama – Eu tenho um tanto de otimismo. Eu acho que o primeiro ano do governo foi bem tumultuado, mas os próximos anos, dentro deste meu otimismo, eu creio que vão servir para acomodar esta relação. Mesmo porque o governo Bolsonaro vai passar e o jornalismo vai continuar. Ele vai ter que nos aturar.   

A CONJUR ENTREVISTA O SR. LULA

A química do amor

Hilal Ozcan/Rebelión

A visão de um “parasita”: se não agirmos ficaremos no caminho

                                                                                                      Reprodução da internet


Marcelo Castañeda  (*)

Posso falar pela minha breve ex­pe­ri­ência de menos de um ano e meio como fun­ci­o­nário pú­blico: não sou pa­ra­sita, como disse o mi­nistro Paulo Guedes, um tí­pico es­pe­cu­lador fi­nan­ceiro, que vive de pa­ra­sitar. O clã Bol­so­naro, em 28 anos, no­meou 102 pes­soas com laços fa­mi­li­ares como as­ses­sores. Mas pa­ra­sitas são os ser­vi­dores pú­blicos?

Sou pro­fessor uni­ver­si­tário apro­vado num con­curso dis­pu­tado. Se bem me lembro eram 33 dou­tores dis­pu­tando duas vagas. Na prova di­dá­tica foram 12 pes­soas dis­pu­tando. Não foi fácil e con­si­dero que tra­balho bas­tante: além da sala de aula (en­sino, que en­volve também pla­ne­ja­mento), de­sen­volvo ati­vi­dades de pes­quisa, ex­tensão e gestão na uni­ver­si­dade pú­blica, no caso a UFRJ.

Sei que Paulo Guedes, se­guindo o script do go­verno, já disse que a sua frase foi ti­rada de con­texto. Como não colou, de­sandou a pedir des­culpas. Só que a re­forma ad­mi­nis­tra­tiva será a bola da vez do go­verno Bol­so­naro e terá os ser­vi­dores pú­blicos como vi­lões no pri­meiro se­mestre de 2020. O jogo co­meçou e, no que resta de es­fera pú­blica bur­guesa, Paulo Guedes nada de bra­çada. 

No que de­pender da sen­si­bi­li­zação da so­ci­e­dade, muito pouco virá, tendo em vista que somos vistos como pri­vi­le­gi­ados e o tempo de ação é curto. Por mais que me sinta jus­ta­mente re­mu­ne­rado, num país em que quem ganha mais de R$ 5.214,00 está nos 10% mais ricos a imagem do pri­vi­légio não está de todo dis­tor­cida, ainda que en­gane muito. Restam os sin­di­catos e a opo­sição par­la­mentar para fazer o jogo virar.

A sen­sação que tenho é que estou ca­mi­nhando e o chão está se des­fa­zendo logo atrás. 

Em algum mo­mento breve, as con­di­ções tendem a pi­orar caso não fa­çamos nada. Para mim, al­guém que se acos­tumou à pre­ca­ri­e­dade do tra­balho ao longo da vida, talvez não seja nem um ajuste tão di­fícil a fazer, mas não sou apenas eu, são todos os ser­vi­dores em di­fe­rentes es­feras (mu­ni­ci­pais, es­ta­duais e fe­deral). Que os ser­vi­dores te­nhamos cons­ci­ência de que te­remos que agir neste se­mestre, mais ainda a partir de já, se qui­sermos ter al­guma chance neste ta­bu­leiro.

Ou a gente vai en­tregar isso de mão bei­jada como a Re­forma da Pre­vi­dência? O que posso fazer além de par­ti­cipar de as­sem­bleias sin­di­cais e atos de rua?

Acabou de ter­minar o Con­gresso do Andes, sin­di­cato que re­pre­senta os do­centes de uni­ver­si­dades. Saber as re­so­lu­ções é fun­da­mental. A pro­posta de re­forma ad­mi­nis­tra­tiva segue para o Con­gresso nesta se­mana. Hoje passei men­sagem para minha seção sin­dical, pre­ci­samos de ar­ti­cu­lação. O Andes pre­cisa pensar junto com ou­tras ca­te­go­rias e ar­ti­cular com par­la­men­tares. O jogo é di­fícil, mas não pode ser per­dido de início. Paulo Guedes já en­trou em campo.

Não dá pra ser cha­mado de pa­ra­sita em plena sexta-feira, se afogar na cer­veja no fim de se­mana e co­meçar a se­mana se­guinte es­pe­rando a re­forma ser apre­sen­tada. 

É hora de agir ou so­fre­remos todos as con­sequên­cias, ex­ceto os que são li­te­ral­mente pri­vi­le­gi­ados, como juízes e par­la­men­tares, que devem ficar de fora desta pa­na­ceia que vai dar vazão ao ajuste fiscal em curso, mas não vai dar jeito no país como alar­deia o es­pe­cu­lador que me chamou de pa­ra­sita.


(*) Mar­celo Castañeda é ci­en­tista so­cial, pro­fessor da UFRJ
E-mail: ce­lo­cas­ta­neda@​gmail.​com 
Twitter: @ce­lo­cas­ta­neda