domingo, 29 de setembro de 2013

Pesquisa revela que maioria não vê as mulheres da vida real nas propagandas na TV

                                                                   

Levantamento inédito mostra o conflito entre o que os espectadores veem e o que gostariam de ver nas publicidades exibidas na televisão 

Realizada pelo Data Popular e Instituto Patrícia Galvão, a pesquisa Representações das mulheres nas propagandas na TV revela que 56% dos entrevistados, homens e mulheres, consideram que as propagandas na TV não mostram as brasileiras reais.

Para 65% o padrão de beleza nas propagandas está muito distante da realidade das brasileiras e 60% consideram que as mulheres ficam frustradas quando não se veem neste padrão. Na percepção da sociedade, as mulheres nas propagandas são majoritariamente jovens, brancas, magras e loiras, têm cabelos lisos e são de classe alta.

Por outro lado, a maior parte dos entrevistados deseja que a diversidade da população feminina brasileira esteja mais representada: 51% gostariam de ver mais mulheres negras e 64% gostariam de mais mulheres de classe popular nas propagandas.

80% consideram que as propagandas na TV mostram mais mulheres brancas; e 51% gostariam de ver mais mulheres negras 

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83% veem as mulheres reais como sendo em sua maioria de classe popular, mas 73% consideram que as propagandas na TV mostram mais mulheres de classe alta

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73% veem mais loiras do que morenas nas propagandas na TV, mas 67% gostariam de ver mais morenas

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83% veem mais mulheres com cabelos lisos nas propagandas na TV, mas maioria gostaria de ver mais mulheres com cabelos crespos/cacheados

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87% veem mais mulheres magras nas propagandas na TV; 43% gostariam de ver mais mulheres gordas

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78% veem mais mulheres jovens nas propagandas na TV, mas maioria gostaria de ver mais mulheres maduras


A pesquisa Data Popular/Instituto Patrícia Galvão revela ainda que 84% concordam que o corpo da mulher é usado para promover a venda de produtos nas propagandas na TV; e 58% avaliam que as propagandas mostram a mulher como objeto sexual.

Além disso, 70% defendem punição aos responsáveis por propagandas que mostram as mulheres de modo ofensivo.

Especialistas veem demanda por propagandas mais atualizadas

Segundo avaliação da diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, Jacira Melo, a pesquisa revela que a percepção dos entrevistados, mulheres e homens, é clara: a propaganda veicula modelos ultrapassados. “A irrealidade da representação da mulher é percebida pela absoluta maioria e há uma clara expectativa de mudança. Aqui se revela um paradoxo: se pensarmos a partir da lógica de mercado, pode-se dizer que anunciantes e publicitários, em razão de uma visão arcaica do lugar da mulher na sociedade e de um padrão antigo de beleza, não estão falando com potenciais consumidoras”, afirma.

“Nós, mulheres negras, somos invisíveis para a mídia, que não enxerga que tomamos banho, usamos xampu, comemos margarina, fazemos serviços domésticos, e, em particular, somos pessoas com poder aquisitivo”, exemplifica Mara Vidal, vice-diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão. Para ela, existe aí “um racismo manifesto com relação à nossa capacidade, às nossas qualidades e ao nosso poder de compra”, diz.

Para o diretor do Instituto Data Popular, Renato Meirelles, o principal mérito da pesquisa é mostrar como as empresas perdem dinheiro com a representação distante da realidade, uma vez que as mulheres movimentam hoje, no Brasil, um mercado consumidor de R$ 1,1 trilhão por ano e determinam 85% do consumo das famílias, segundo dados do próprio instituto. “Não estamos falando de um nicho consumidor, mas do principal mercado consumidor brasileiro. Então, há uma miopia do ponto de vista de oportunidades de negócios”, considera.

Sobre a pesquisa

Para a pesquisa Representações das mulheres nas propagandas na TV, encomendada ao Data Popular pelo Instituto Patrícia Galvão, foram realizadas 1.501 entrevistas com homens e mulheres maiores de 18 anos, em 100 municípios de todas as regiões do país, entre os dias 10 e 18 de maio deste ano.

Acesse a pesquisa na íntegra: Representações das mulheres nas propagandas na TV (Com o Instituto Patrícia Galvão)


FENAJ denunciará prisão de jornalista brasileira nos EUA a organismos internacionais

                                                     


Claudia Trevisan é correspondente do jornal em Washington desde o final de agosto e nos últimos cinco anos trabalhou na China
Foto: Reprodução

A Federação Nacional dos Jornalistas solidariza-se com a jornalista Cláudia Trevisan, presa em New Haven (EUA), no dia 26 de setembro, quando cobria a visita do ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, que participaria de um seminário na Universidade Yale. Além da prisão arbitrária, a FENAJ repudia a autuação da profissional por "transgressão criminosa".

Correspondente do jornal O Estado de São Paulo em Washington, Cláudia Trevisan , foi detida quanto tentava localizar o presidente do STF, que participaria do Seminário Constitucionalismo Global 2013. Informada pela assessoria da Escola de Direito da universidade que o evento era fechado à imprensa, pretendia esperar o ministro na saída do prédio onde ocorria o seminário. 

Segundo o Estadão, Claudia ingressou no prédio para confirmar se o evento se daria ali e dirigiu-se ao policial DeJesus, em guarda naquele momento. O policial pediu para Claudia acompanhá-lo. Após prestar todas as informações de identificação, a jornalista foi algemada e mantida incomunicável por quase cinco horas, inicialmente dentro de um carro policial e depois em uma cela do distrito policial de New Haven. Só foi liberada após sua autuação por "transgressão criminosa" e terá que se apresentar diante de um juiz no dia 4 de outubro.

O Itamaraty, a embaixada brasileira em Washington e o consulado em Hartford, Connecticut, acompanharam o caso e disponibilizaram apoio jurídico à jornalista. O Estadão manifestou sua indignação à Escola de Direito da Universidade Yale, solicitou respostas a uma série de perguntas e acesso às imagens de câmeras de segurança do prédio.

Para a FENAJ tal ocorrência é um flagrante desrespeito à liberdade de imprensa e aos direitos humanos em um país que se auto-proclama guardião das liberdades e da democracia. O caso será denunciado à Federação Internacional dos Jornalistas e a organismos internacionais.

Brasília, 27 de setembro de 2013.
Diretoria da FENAJ

'Não forcei a entrada', diz jornalista brasileira presa nos EUA

Detida, algemada e mantida incomunicável dentro de uma viatura e uma cela do Departamento de Polícia da Universidade de Yale, em Washington (EUA), a jornalista brasileira Cláudia Trevisan, do jornal O Estado de S. Paulo, disse neste sábado, conforme informações do periódico, que não entrou escondido e não forçou a entrada. Ela aguardava a saída do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, de uma conferência na universidade, quando foi presa. A liberação ocorreu somente após ela ser autuada por "transgressão criminosa".

"Eu não entrei escondido nem forcei a entrada. Andei pelos corredores, olhei pelos vidros dentro das salas, subi dois andares, comprei uma água na cafeteria, sentei no pátio interno e concluí que o seminário não estava ocorrendo naquele edifício. Sai de lá e fui ao Wooley Hall, uma sala de concertos da Faculdade de Direito onde seriam realizados os eventos do seminário. As portas do lugar ficam abertas e a entrada é livre. Muitas pessoas usam o hall como atalho entre uma praça e a rua que fica do outro lado. Não havia ninguém para pedir informações na entrada", declarou ela ao Estado.

O Itamaraty acompanhou o caso em Brasília e colocou à disposição da jornalista seu apoio jurídico. Claudia Trevisan é correspondente do jornal em Washington desde o final de agosto e nos últimos cinco anos trabalhou na China. Segundo a jornalista, ela foi destacada para cobrir a visita de Barbosa à Universidade de Yale, onde participaria do Seminário Constitucionalismo Global 2013, e trocou e-mails com a assessora de imprensa da Escola de Direito da universidade, Janet Conroy.

"A grande questão é por que fui presa se obedeci ao policial, não ofereci resistência e pretendia sair do prédio. Ao que eu saiba, ser jornalista não é crime tipificado pela legislação americana"questionou ela. (Com a FENAJ/Terra)

EU SEI QUE VOU TE AMAR

Manifestação em Santiago de Compostela pelo direito ao aborto

Desafios das pequenas redes de cafeterias na Rússia


                                                        
                        

                                                                           Lori / Legion Media


                                                                                               
Várias cafeterias abriram as portas em Moscou nos últimos 12 meses servindo apenas o café. Será que um projeto de negócios baseado em um único produto é economicamente viável na Rússia?

As primeiras cafeterias russas copiaram a experiência ocidental, servindo apenas o café, mas acabaram fechando as portas por ser economicamente inviáveis Foto: Lori / Legion Media

A ex-diretora da rede de cafeterias Cofeína Anna Tsfasman e a barista e chefe de bar da mesma rede Olga Melik-Korakozova pediram demissão no ano passado para abrir seu próprio negócio, uma rede de cafeterias cujo principal e único produto fosse o café. Hoje, 15 variedades de café e bebidas, como o aeropress e o chemex, são preparadas de cinco maneiras diferentes em seus estabelecimentos.

A primeira pequena cafeteria DuploB abriu as portas no centro de televisão Ostankino em dezembro de 2012. Para minimizar os riscos, Tsfasman e Melik-Karakozova compram grãos de café por atacado da empresa norueguesa Nordic Aprouch, controlam sua qualidade e torram o café por conta própria. 

Anna tem a seu cargo todas as questões da gestão enquanto Olga se especializa na torração e viaja pelo mundo afora em busca de grãos de qualidade. Além do café expresso e do cappuccino por 150 a 200 rublos (cerca de R$ 10 a R$ 13) por xícara, seus estabelecimentos servem bebidas mais sofisticadas por até 250 rublos (cerca de R$ 17).

Por exemplo, para fazer um café latte, preparam um caramelo com sálvia fresca e leite batido, adicionam o café expresso e despejam em cima o pó  feito de uva do monte. Para fazer um café Ruf, fabricam por conta própria o açúcar de lavanda.

As duas garotas têm planos ambiciosos. Deram o nome de Dabl B (DuploB) à sua rede de cafeterias por considerarem que soa bem em outros idiomas. Nos últimos 12 meses, abriram quatro cafeterias, das quais uma sob contrato de franquia. O plano inicial era abrir 30 cafés sob contrato de franquia, o que não chegou a ser concretizado por falta de instalações adequadas.

Tsfasman investiu US$ 200 mil no projeto com dinheiro do próprio bolso. Outros US$ 800 mil foram investidos pela empresa SDS-Foods, distribuidora do chá Ahmad Tea na Rússia.

"Já estamos lucrando, embora ainda não tenhamos nossos investimentos amortizados. Acho que os investimentos começarão a retornar em novembro próximo. Neste momento, reinvestimos o que ganhamos", disse Tsfasman.

Os fundadores da cooperativa Therni (Preto) optaram por um conceito ainda mais refinado, abrindo, no verão de 2012, uma pequena cafeteria no Museu Politécnico (na livraria Tsiolkóvski). Aqui só é servido o café preto feito de maneiras originais sem usar leite ou açúcar. Inicialmente, a ideia era abrir uma cafeteria “take away”. No entanto, com o tempo, o estabelecimento passou a oferecer duas cadeiras de bar àqueles que gostam de tomar café conversando, cobrando de 104 a 150 rublos (de cerca de R$ 7 a R$ 10) por um xícara de café.

Nenhuma refeição é servida

O conceito de restaurante de "apenas café e nada de comida" é bastante popular no mundo. As pequenas cafeterias são muito comuns nos EUA, países escandinavos, Londres e na Austrália. Dentre os projetos mais bem sucedidos estão o de Tim Wendelboe, em Oslo, Intelligentsia, nos EUA e o do Coffee Collective, em Copenhague.

"Deem-nos tempo para termos nossos restaurantes nesses países", promete Tsfasman. “O exemplo das cafeterias no Ocidente mostra que esse projeto também tem futuro na Rússia”, acredita ela.

As pequenas cafeterias podem ser menos onerosas do que os cafés comuns caso sejam devidamente organizadas, acredita Tsfasman.
"Servir refeições, como bolos ou sanduíches, é sempre sofrer perdas. Se não fizermos a comida localmente, temos de comprá-la fora, o que é caro. Você só consegue vender 10 dos 13 pãezinhos. Por isso, permitimos que nossos  clientes tragam sua própria comida. Por vezes, lhes servimos bolachas, nozes ou frutas secas de graça", conta Tsfasman.

O povo russo não está acostumado a tomar café em jejum nem a ir a uma cafeteria para tomar uma xícara de café, afirma Gleb Neveikin, diretor do departamento barista da rede de cafeterias Coffeemania. Até mesmo os clientes do café Tcherni, no Museu Politécnico, pediram à diretoria que fossem servidos pelo menos pãezinhos.

"Até recentemente, a situação com cafeterias não era fácil. Muitas delas começaram por servir somente café, mas tiveram de alargar seus cardápios para servir refeições e acabaram se transformando em restaurantes mal sucedidos", observa Dmítri Levítski, dono de restaurante e diretor-geral da empresa de consultoria Hurma Management Group.

As primeiras cafeterias russas copiaram a experiência ocidental, servindo apenas o café, mas acabaram fechando as portas por ser economicamente inviáveis, disse Andrei Petrakov, diretor executivo da empresa de consultoria Restcon. Para ele, apostar somente no café é uma ideia bastante arriscada.

No entanto, os tempos estão mudando. O café vem se tornando uma bebida  cada vez mais independente enquanto o volume de vendas “take away” está crescendo, disse Petrakov. Por isso, se uma cafeteria for aberta em um lugar certo, bastante movimentado, esse projeto pode ser rentável, acrescenta. Os projetos de cafeterias servem mais para empresas familiares e têm todas as chances de se transformar em um espaço de tendência, mas não têm futuro como grande rede de estabelecimentos, concluiu o especialista. (Com a Gazeta Russa)

sábado, 28 de setembro de 2013

Quilombo das Guerreiras luta contra desocupação de imóvel para construção de torres

                                                                     
                                                                                                                                                           Reprodução da internet
O empresário estadunidense Donald Trump Jr. terá que esperar pelo menos 120 dias para pensar em iniciar o projeto das Trump Towers Rio de Janeiro. É que as cerca de 100 famílias, entre elas as do movimento batizado de "Quilombo das Guerreiras”, que, há sete anos, ocupa um prédio da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio (CDURP), do governo federal, onde ficará parte do empreendimento milionário, no Centro da cidade, conseguiram na Justiça o indeferimento da ordem de reintegração de posse. 

Em sua decisão, a juíza Maria Lúcia Obino Niederauer, diante dos documentos apresentados pela defesa, teria ficado impressionada com o nível de organização do movimento, e considerou que não seria possível decidir pela reintegração de posse sem antes avaliar outras possibilidades para garantir moradia às famílias.

De acordo com comunicado difundido pelo blog Pela Moradia (pelamoradia.wordpress.com), a ocupação se mantém através do sistema de autogestão. Nela não existem líderes, todas as famílias são responsáveis por definir através de reuniões periódicas seus próprios rumos políticos. São elas também que realizam todas as tarefas de limpeza, manutenção e segurança do prédio – "algo que a companhia "dona” do imóvel foi incapaz de fazer nas últimas décadas”, afirma o o movimento em comunicado.

Além disso, realizam atividades como reforço escolar para crianças e adolescentes, estudo para concursos, educação de jovens e adultos/alfabetização, recreação infantil, capoeira, oficinas de DST-Aids, horta urbana agroecológica, que foi destruída pelas obras do projeto "Porto Maravilha”, passeios, exibição de filmes, colônias de férias, oficinas de produção audiovisual, dentre outras. Tudo isso acontece no espaço mantido pelas famílias, que inclui biblioteca, sala de reuniões, sala de festas, cozinha coletiva e espaço destinado a atividades de produção e geração de renda. A ocupação é dividida em duas partes: o prédio da frente, de cinco andares, e um galpão nos fundos, dividido em pequenas casas.

Entrevistada pela Agência Brasil, a dona de casa Joana Cardoso Batista, de 35 anos, mora com o marido há dois meses no galpão. Ela morava no Caju e foi para o Quilombo das Guerreiras por falta de opção. "Eu estava pagando aluguel, R$ 300, mas meu marido ficou desempregado, aí minha cunhada falou que tinha esse galpão, que o pessoal estava vindo, então a gente veio. Aqui está dando mosquito da dengue, tem esse lixo, de noite tem muito rato. A gente está aqui porque precisa”.

As famílias contam com o apoio de uma equipe de advogadas, composta pelo Centro de Assessoria Popular Mariana Criola e pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro. Juntamente com toda a documentação, elas também argumentaram à Justiça o "desprezo” da Companhia Docas do Rio de Janeiro com o imóvel, que teria ficado abandonado por cerca de 20 anos antes das famílias ocuparem. "Está claro, portanto, que o atual interesse de Docas no imóvel é movido exclusivamente pelo interesse financeiro, mantido na base da especulação com terrenos públicos”, observa o comunicado.

O movimento convoca os moradores e moradoras e demais apoiadores e apoiadoras a ficarem atentos aos passos que serão dados nos próximos meses, "pois nada garante que uma alternativa viável, digna e coletiva às famílias seja conquistadaantesde uma eventual reintegração de posse”.

No último dia 10 deste mês, a presidenta Dilma Rousseff autorizou que a Prefeitura do Rio desapropriasse 14 imóveis da União na Zona Portuária. Segundo o decreto presidencial, as desapropriações servirão para a "implantação do projeto de revitalização e urbanização da zona portuária" e têm um prazo para serem feitas: dois anos e meio, prorrogáveis por mais dois anos e meio. (Com a Adital)

Stedile: Dilma, não entregue nosso pré-sal para empresas estrangeiras

                                             

João Pedro Stedile

Do Terra Magazine


No dia 21 de outubro, a Agência Nacional de Petróleo vai leiloar o maior campo de reservas de petróleo brasileiro, encontrado a 180 km do litoral, com sete mil metros de profundidade.

Lá estão depositados comprovadamente de 12 a 14 bilhões de barris de petróleo. E equivalem a todas as reservas do México. Corresponde a tudo que a Petrobras já explorou nos seus 60 anos de existência.

A importância estratégica para o país é tão grande que durante o debate do segundo turno, da campanha de 2010, a candidata Dilma Rousseff disse que o candidato José Serra queria privatizar e fazer um leilão do petróleo, e que isso era inadmissível, pois o pré-sal deveria ser uma riqueza a ser utilizada apenas em favor do povo brasileiro.

Três anos depois, em mensagem pública em rede de televisão, a presidenta muda o discurso e assume o que Serra queria fazer, leiloar as reservas do pré-sal para iniciativa privada.

Como será leiloada tamanha riqueza?

A ANP abriu as inscrições e nada menos do que 11 grandes empresa petrolíferas do mundo se habilitaram. Sete são empresas estatais da China, Índia, Portugal, Espanha e Noruega. Três são empresas privadas transnacionais e mais a Petrobras.

A empresa que fizer a melhor oferta de partilha em percentual do petróleo explorado ganhará o leilão ou poderão acontecer parcerias.

Quem ganhar vai pagar ao governo brasileiro R$ 15 bilhões, no minimo. Esse dinheiro vai para o Tesouro Nacional, que provavelmente vai botar na caixa comum, aquela mesma que paga os juros da divida interna para não mais de 5 mil acionistas de bancos.

Depois do leilão, a empresa ganhadora deve seguir a nova regra de partilha, que passou a vigorar no governo Lula. A empresa extrai o petróleo e paga 15% de royalties, que por sua vez são redivididos entre União, Estados e Municípios.

Dos 5% que irão para a União, 75% serão destinados para a educação e os outros 25% para saúde. Os estados e municípios podem fazer o que quiserem com os royalties e investir em qualquer coisa

Portanto, não é certa a propaganda de que a renda do petróleo vai para a educação. Apenas ao redor de 15% do total, que são os royalties, podem ter alguma finalidade social.

Além dos royalties, as empresas descontam o custo real de produção da extração. Com isso, vem a partilha. A empresa é obrigada a entregar 50% do saldo, em petróleo, para a União, que certamente vai repassar a Petrobras. Os outros 50% seguramente serão exportados como petróleo cru para os países de origem das petroleiras.

Portanto, independente de qualquer argumento, na prática, estamos entregando 50% de todo o petróleo do pré-sal para as empresas estrangeiras, que despacham o óleo negro para seus países, sem pagar mais nada. Nem impostos nem royalties.

Entrega de 50% da produção em troca de sua exploração

Pela Lei de Partilha, aprovada durante o governo Lula, há um artigo que diz que a União poderá entregar toda a reserva do pré-sal para exploração exclusiva por parte da Petrobras, sem necessidade de leilão. Por que não fazemos isso?

O governo e os colunistas nos jornais têm defendido que a Petrobras está endividada e não tem caixa para investir. O BNDES tem uma política de crédito para tantas empresas privadas, inclusive transnacionais e picaretas em geral, como o Eike Batista. Por que não poderia emprestar para Petrobras?

Por que o Tesouro Nacional – em vez de pagar juros a meia dúzia de especuladores de títulos da divida interna, que levam R$ 200 bilhões por ano – não aplica recursos em investimentos do pré-sal?

Aliás, foi assim que o presidente Lula fez na crise de 2008, quando orientou o desconto do superavit primário e destinou R$ 100 bilhões para o BNDES investir no setor industrial. Medidas desse tipo que fizeram a economia brasileira caminhar e impediram o povo brasileiro de sentir os maiores efeitos da crise internacional.

A Petrobras é uma das maiores empresas do mundo e, certamente, tem crédito para conseguir empréstimos também no exterior. Ou alguém acha que as empresas concorrentes tem dinheiro em caixa? As grandes petroleiras vão ao mercado tomar dinheiro emprestado.

As estatais chinesas podem ser as ganhadoras do leilão. Para isso, o Tesouro chinês liberará bilhões de dólares das reservas para as empresas explorarem e levarem o o petróleo cru para a China. Ou seja, vão fazer o que o Tesouro brasileiro não tem coragem.

O governo e os setores neoliberais defendem que esses investimentos estrangeiros são necessários para a economia voltar a crescer. Ora, alguém notou alguma diferença no PIB brasileiro depois de realizados 11 leilões de petróleo e entregues para as empresas transnacionais?

Essas empresas estrangeiras que ganharem os leilões usam tecnologias de suas matrizes e já trazem os equipamentos. Dos 67 navios petroleiros construídos no Brasil no governo Lula, 63 foram comprados pela Petrobras e quatro pela venezuelana PDVSA.

Nenhuma empresa transnacional que ganhou outros leilões construiu plataformas no Brasil. Nem contrataram engenheiros o operários qualificados para suas instalações.

Um colunista de plantão afirmou recentemente que o governo Dilma tem de fazer o leilão logo, pois se os tucanos voltarem ao governo farão do seu jeito. Ora, que argumento mais insólito, fazer logo uma política equivocada porque os nossos adversários fariam mais rápido. Santa paciência.

Petróleo é riqueza do povo

O povo brasileiro precisa dessa riqueza para investir em educação, saúde e tecnologia, como prometeu a candidata Dilma em campanha

As nossas riquezas não podem ser exportadas como petróleo cru para resolver os problemas da China, Espanha e Portugal. Nós temos pressa é de reformas estruturais que possam acelerar as soluções dos problemas do povo.

Precisamos de investimentos em transporte público, tecnologia, indústria nacional, que gerem empregos de qualidade para o povo brasileiro. Nada disso virá de leilões de petróleo. Se leilões resolvessem os problemas sociais, não haveria tanta insatisfação nas ruas depois de onze leilões.

A alternativa é dar exclusividade para a Petrobras, que com empréstimos do BNDES, do Tesouro ou mesmo no mercado internacional poderia extrair o petróleo, com sua tecnologia e trabalhadores brasileiros. Depois, industrializar esse óleo para gerar ainda mais riquezas e impostos no Brasil.

O que está em jogo é a nossa soberania nacional sobre uma riqueza estimada em um US$ 1 trilhão a ser retirada em 30 anos. O povo brasileiro vai dividir essa riqueza com as empresas estrangeiras? Quem não gostaria de ter garantido o acesso a US$ 500 bilhões ao longo de 30 anos ?

Diante disso, especialistas da universidade, técnicos da Petrobras, dirigentes que atuaram no próprio governo Lula-Dilma, sindicatos dos petroleiros, centrais sindicais e movimentos sociais nos reunimos recentemente em uma plenária e decidimos fazer uma campanha nacional pelo cancelamento do leilão.

O Brasil descobriu uma imensa reserva depois de décadas de pesquisa financiada pelo povo. Temos a garantia constitucional de que o petróleo pertence a todo o povo. Temos tecnologia necessária para explorá-lo.

Esperamos que a presidenta Dilma não entre na história do país no mesmo capítulo que o FHC, referente à entrega das nossas riquezas. FHC entregou os nossos minérios, privatizando a Vale do Rio Doce, a Embraer, as ferrovias e as empresas de telecomunicações.

Não admitimos dividir a nossa riqueza com capitalistas estrangeiros. Lutaremos por nossas ideias e pelos interesses do povo brasileiro. Um governo passa rápido, mas a história de um povo é eterna. (Com o MST)

ONDE ESTÃO REALMENTE OS RESTOS MORTAIS DE NESTOR VERAS? Republico este texto, na esperança de que o tema seja também objeto de trabalho da Comissão da Verdade de Minas Gerais, embora reconheça as inúmeras tarefas que tem pela frente... Mas Nestor Veras, que. conheci como Wilson, era tão suave no trato, tão empolgado nas causas em que trabalhava, a principal delas, em favor do homem do campo e todos trabalhadores em geral, que Betinho Duarte, Jurandir , Emely e mesmo o dr. Romanelli vão entender que o delegado-pastor precisa depor, assim como também o próprio Neres e Alípio Gomes Filho, os últimos a estar com Veras no dia de seu "desaparecimento". Importante também o depoimento do comerciante Oneme Vera Martins, sobrinho do membro do Comitê Central do PCB, Nestor Veras.

                                             

O dirigente comunista José Francisco Neres, sindicalista antigo, liderança incontestável da classe operária, foi o último de uma série imensa de companheiros e amigos de Nestor Veras, um dos fundadores do sindicalismo rural e dos primeiros dirigentes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, jornalista do Terra Livre e membro do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro, a vê-lo vivo. Esteve com Veras no dia em que ele foi sequestrado, na avenida Olegário Maciel, esquina com a Rua Tupinambás, em Belo Horizonte.

Nos últimos dias, num intenso movimento nacional pela descoberta do que aconteceu com Nestor Veras, José Francisco Neres foi um dos que depuseram sobre o desaparecimento do membro da direção nacional do PCB na Procuradoria da República, em Belo Horizonte. Prestou depoimento na sede da Procuradoria, onde se achava presente a procuradora regional dos Direitos do Cidadão, Silmara Cristina Goulart, acompanhada do analista processual Vitório Paulino de Paiva Silvestre.

Posteriormente foi lançado o livro "Memórias de uma guerra Suja", dos jornalistas Rogério Medeiros e Marcelo Netto, no qual o ex-delegado do DOPS, Cláudio Guerra, informa ter visto Nestor Veras ser imensamente torturado, tanto que, com ele já agonizante, deu-lhe "tiros de misericórdia". Em entrevistas, Cláudio Guerra que se diz pastor evangélico, relatou que seu corpo foi sepultado num terreno baldio, situado na estrada de Belo Horizonte a Itabira, conforme também declarações do sobrinho de Veras, Omene Vera Martins.

José Francisco Neres é incansável na luta pelo esclarecimento de todos os crimes da ditadura e pela punição dos culpados, além como pela reparação das perdas dos que lutaram contra o movimento empresarial-militar que atormentou o Brasil de 1964 a 1985.

É secretário político do Comitê Municipal do PCB  em Belo Horizonte, cargo equivalente ao de presidente do Partido e dirigente da Associação dos Perseguidos Políticos e também dirigente da Associação dos Amigos do Memorial da Anistia que está em construção na Rua Carangola, bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte.


III Encontro Nacional de Comunicação do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN


Documentário sobre o desaparecimento de Amarildo

Não só na Espanha!

Robert Garcia/Rebelião

GREVE NACIONAL DOS BANCÁRIOS

                                           


A greve nacional dos bancários se manteve forte sexta-feira (27) em seu nono dia, paralisando 10.633 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados nos 26 estados e no Distrito Federal, segundo levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, demonstrando a disposição da categoria de enfrentar o silêncio da Fenaban, que se recusa a apresentar proposta com aumento real de salário, valorização do piso, melhoria da PLR, mais contratações, fim da rotatividade e das terceirizações, melhores condições de trabalho com fim das metas abusivas, mais segurança e igualdade de oportunidades.

Em carta enviada nesta sexta-feira ao presidente da Fenaban, Murilo Portugal, o Comando Nacional dos Bancários "reafirmou a rejeição do reajuste de 6,1%, apresentado no dia 5 de setembro, e a disposição para negociar uma proposta que atenda às reivindicações econômicas e sociais dos bancários". 

A remessa do documento foi definida pelo Comando Nacional, reunido na quinta-feira 26, após avaliação da primeira semana da greve da categoria. Foi decidido ampliar e fortalecer a greve nacional e reafirmado que a greve é de responsabilidade dos presidentes da Fenaban (Murilo Portugal), do Itaú (Roberto Setúbal), do Bradesco (Luiz Carlos Trabuco), do Banco do Brasil (Aldemir Bendine), da Caixa Econômica Federal (Jorge Hereda), do Santander (Jesús Zabalza) e do HSBC (André Brandão) por fecharem o processo de negociação ao ignorarem a pauta de reivindicações dos trabalhadores. 

"As últimas declarações da Fenaban de que os bancários não precisam de aumento real e precisam apenas manter os seus direitos (que já tem) em um momento em que os bancos estão tendo recorde de lucros provocou ainda mais a indignação dos bancários e nos coloca diante de uma única alternativa: ampliar ainda mais a greve, intensificando as paralisações inclusive em áreas estratégicas dos bancos", afirma Carlos Cordeiro,  coordenador do Comando Nacional dos Bancários. 

Milhões para executivos e sem aumento real para os bancários

Recursos não faltam aos bancos para conceder aumento real aos bancários. No Itaú, por exemplo, os executivos da diretoria receberam em 2012, em média, R$ 9,05 milhões por ano, o que representa 191,8 vezes o que ganha o bancário do piso. No Santander, os diretores embolsaram R$ 5,62 milhões no ano passado, o que significa 119,2 vezes o salário do caixa. E no Bradesco, que pagou R$ 5 milhões no ano a seus executivos, a diferença é de 106 vezes.

Ou seja, para ganhar a remuneração mensal de um executivo, o caixa do Itaú tem que trabalhar 16 anos, o do Santander 10 anos e o do Bradesco 9 anos.

As principais reivindicações dos bancários

> Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação)

> PLR: três salários mais R$ 5.553,15.

> Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).

> Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

> Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.

> Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.

> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.

> Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

> Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

LIVRO SOBRE CUBA SERÁ LANÇADO NESTA SEGUNDA 18H. NA OAB/PB

                                                                     
                                                                                Herman Moll/1736

O Livro  " CRITICA DA FORMAÇÃO HISTÓRICA DE CUBA ( DA COLONIA A REPUBLICA)";   do Profº aposentado da  UFPB:-  WALDOMIRO CAVALCANTI DA SILVA, será  lançado nesta segunda dia 30/09/13  às 18h.  no auditório João Santa Cruz da OAB/PB.

O  escritor  é  historiador;    pernambucano de nascimento e paraibano de coração; e  nesta data  completará 80 anos, e brindará a Paraíba como sendo o primeiro Estado onde o Livro será lançado. Em seguida o livro será lançado em Campina Grande e nos Estados do Rio Grande do Norte e  Pernambuco.

O Homenageado tem uma legião de admiradores, que são unanimes em tê-lo como um intelectual orgânico comprometido com a luta intransigente  pela, amizade entre os povos, a  solidariedade internacional, e  em defesa dos povos oprimidos e marginalizados de todo o mundo e pelo socialismo.        

O Evento está sendo organizado pela Associação Cultural José Martí de Amizade Brasil-Cuba da Paraíba e pelo Centro de Estudos Políticos Luiz Carlos PRESTES - CEMPRE;  e é apoiado pela Comissão de Diretos Humanos da OAB/PB  .

O Profº Waldomiro,  é destacada personalidade do mundo acadêmico  e  político conhecido nacionalmente   tendo atuado em  pernambuco,  e na paraiba em Campina Grande onde foi professos da UFPB.  Ele foi criador do Centro de Estudos Políticos  "Olga Benário Prestes" , onde foi  Presidente do Conselho Editorial  da Revista "Trilha Socialista" .  Um dos mais respeitados e fiéis seguidores do pensamento do Líder Revolucionário Luiz Carlos Prestes. Criou após a sua morte o "Centro Luiz Carlos Prestes - CEMPRE,  que se tornou um Memorial e Centro de Estudos  do  Comunismo Cientifico, possuindo uma vasta Biblioteca, e que funciona na Rua Profª  Leocádia Prestes Felizardo Prestes, 20,    no Bairro dos Ipês em nossa Capital.

É  um dos destacados líderes do Movimento Prestista  que tem a  "Juventude Avançando"  com atuação no movimento estudantil.    

No livro, o Profº   Waldomiro coloca que  " A situação internacional continua correndo frouxa.Continuo com a convicção  que o nosso terreiro é a América Latina e o Brasil, em particular; o resto é subsídio valioso. Os debates e estudos de nossa gente, no Olga, deve colocar a America Latina  como epicentro de toda a problemática que estamos vivendo. E, no contexto da America Latina, Cuba é um fato político e histórico que merece uma atenção muito especial".  

Na oportunidade, após o lançamento haverá um coquetel oferecido pelos amigos ao Profº Waldomiro,  alusivo às comemorações do seu octogenário.  

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Charge de Quinho no Jornal da ABI conquista o Prêmio Líbero Badaró

                                                              

O cartunista Quinho, do Estado de Minas, foi o vencedor da 10ª edição do Prêmio Líbero Badaró, na categoria Ilustração, com a charge “Millôr e Deus”, publicada no Jornal da ABI em homenagem ao desenhista, jornalista, dramaturgo e escritor Millôr Fernandes. Com bom humor e perspicácia, Quinho ilustra o encontro de Deus com Millôr Fernandes, morto em março de 2012, no Rio de Janeiro, em decorrência de falência múltipla de órgãos.

A cerimônia de entrega do Prêmio Líbero Badaró de Jornalismo, organizado pela revista Imprensa, aconteceu na noite do dia último dia 25, no Itaú Cultural, na capital paulista, quando foram anunciados os vencedores das categorias Jornalismo Impresso, Telejornalismo, Radiojornalismo, Webjornalismo, Fotojornalismo, Reportagem Cinematográfica, Ilustração, Primeira Página, Jornalismo Universitário, Cobertura Internacional, Grande Prêmio Líbero Badaró de Jornalismo.

Nesta 10ª edição da premiação, sob o patrocínio da Souza Cruz, e apoio institucional da ABI, Instituto Internacional de Ciências Sociais-IICS, Instituto Palavra Aberta e ONG Artigo 19, foram homenageados o empresário e jornalista Roberto Civita, in memorian, como “Destaque do Ano”. Filho de Victor Civita, fundador do Grupo Abril, Roberto Civita acumulava os cargos de presidente do Conselho de Administração, diretor editorial do Grupo Abril, e presidente do Conselho da Abril Educação. Ele participou da fundação das revistas Realidade, Veja, Nova, Quatro Rodas, Exame e Playboy, entre outras. Morreu no dia 26 de maio último, aos 76 anos, com quadro de falência múltipla dos órgãos.

A ABI, como entidade apoiadora, foi representada pela jornalista Rosani Abou Adal, que destacou a parceria com a revista Imprensa e a relevância da premiação:

— A importância do Prêmio Líbero Badaró de Jornalismo é em razão das mudanças promovidas por Líbero Badaró na imprensa brasileira.

Jurados

Os cinco trabalhos finalistas na categoria Ilustração foram, além de “Millôr e Deus” (Jornal da ABI – RJ), de Quinho, “A peça esquecida de Renato Russo” (Correio Braziliense – DF), de Kleber Soares de Sales; “O trovador sem fim” (Correio Braziliense – DF) , de Kleber Soares de Sales; “Cartum” (Diário da Região – SP), de Lezio Custodio Junior, e “Mata-Mata” (A Tarde – BA), de Cau Gomez.

O júri desta edição foi formado por Ana Brambilla (Editora Globo), Alaor Filho (Fotógrafo), Alcy Linares (Ilustrador e cartunista), Ana Carolina Fernandes (Fotógrafa), Claudius Ceccon (Cartunista), Filomena Salemme (Jornalista), Flávia C. Martelli (Unaerp), Guto Nejaim (SporTV), Jairo Marques (Folha de S.Paulo), João Theodoro (Jornalista), Jorge Araújo (Folha de S.Paulo), Jorge Tarquini (ESPM), José Armando Vannucci (Crítico de TV), Marcio Baraldi (Cartunista), Milton Jung (CBN), Mônica Miranda (Rádio Itatiaia), Orivaldo Perin (O Globo), Pedro Ortiz (USP), Ricardo Anderáos (Editora Abril), e Sérgio Lüdtke (IICS).

Os nomes dos vencedores em todas as categorias:

Grande Prêmio Líbero Badaró de Jornalismo

“Coletânea da guerra no Afeganistão” (O Estado de S. Paulo – SP)

Autora: Adriana Carranca

Jornalismo impresso

“Suruís e a Guerrilha do Araguaia” (Diário do Pará - PA)

Autores: Ismael Machado e Thiago Araújo

Telejornalismo

“Juízes Ameaçados” (Globo News – RJ)

Autores: Rodrigo Carvalho, Ana Terra Athayde, Felipe Martins, Inês Valladão e Egledio Vianna

Radiojornalismo

“Cidade viciada” (Rádio Bandnews FM – SP)

Autora: MichelleTrombelli

Webjornalismo

“Cisternas da Discórdia” (Portal NE10 – PE);

Autores: Mariana Dantas Costa Videira e Wladmir Fernando Martins Paulino

Fotojornalismo

“Santa Maria” – 27/01/2013 (Zero Hora - RS)

Fotógrafo: Lauro Alves

Reportagem Cinematográfica

“Gramacho” (Profissão Repórter / TV Globo -SP)

Cinegrafistas: Felipe Bentivegna e Emílio Mansur

Ilustração

“Millôr e Deus” (Jornal da ABI - RJ)

Autor: Quinho

Primeira Página

“Tragédia da boate Kiss – manifestações um mês depois” (Diário de Santa Maria - RS)

Autores: Ananda Delevati, Carolina Carvalho, Deni Zolin, Diogo Brondani, Eduardo Covalesky Dias, Fabiana Sparremberger, Igor Müller, Izaur Monteiro, Juliana Gelatti, Leandro Belles, Lizie Antonello, Lúcio Charão, Maiquel Silva, Manuela Vasconcellos, Marcelo Martins, Marilice Daronco, Mauricio Dias, Michelle Teixeira, Nícholas Fonseca, Paulo Chagas, Paulo Ricardo Silva, Rafael Sanches, Rodrigo Ricordi, Rogério Giaretta Jr, Rômulo D`Avila, Silvana Silva, Tatiana Dutra, Thaise Moreira e Ticiana Fontana

Fotógrafos: Camila Santos, Claudio Vaz, Eduardo Ramos, Fernanda Ramos, Fernando Ramos, Germano Rorato Jean Pimentel e Ronald Mendes

Jornalismo Universitário

“Peixe Roncador” (TV UNIFOR e TV Diário – Universidade de Fortaleza/CE)

Autores: Waleska Santiago, Fabiane de Paula e Rafa Gomes

Cobertura internacional

“Uma histórica sucessão no Vaticano” (Correio Braziliense - DF)

Autor: Diego Amorim

(Com Imprensa/ABI)

Deu no "The New York Times": Fique longe do telefone!

                                                          
                                                        Eric Baiano/The New York Times/Reprodução
Sempre que Michael Carl, diretor de moda da Vanity Fair, sai para jantar com os amigos, apela para a brincadeira da "pilha de telefones", na qual todo mundo põe o celular no meio da mesa; quem espiar o aparelho antes da chegada da conta arca sozinho com a despesa.

Brandon Holley, ex-editora da revista Lucky, não conseguia deixar o iPhone de lado nem depois do trabalho; assim, começou a colocá-lo em uma lata antiga de leite assim que põe o pé em casa ‒ e lá ele permanece até depois do jantar.

Marc Jacobs, o estilista, não queria dormir ao lado de nenhum dispositivo que apitasse; por isso, proibiu a entrada de qualquer aparelho eletrônico em seu quarto, regra que compartilhou com o público durante a exibição recente de "Disconnect", filme que mostra como a tecnologia afasta as pessoas umas das outras.

Uma vez que os smartphones continuam a ganhar espaço na nossa vida ‒ e engenhocas móveis como o Google Glass ameaça invadir nosso espaço pessoal ainda mais ‒ alguns estão tentando se libertar da tecnologia com truques e métodos criativos.

Sejam barreiras físicas (nada de iPad à mesa do jantar) ou conceituais (desligar os aparelhos às 23h00), os usuários garantem que as técnicas já melhoraram seus relacionamentos e lhes recuperaram a sanidade.

"Desconectar-se é um luxo do qual todos nós necessitamos", afirma Lesley M.M. Blume, escritora nova-iorquina que mantém o celular longe da mesa durante o jantar. "A expectativa de que temos que estar sempre disponíveis para empregadores, colegas e familiares impede que a pessoas tenha um tempo só para si ‒ que, por sinal, está se tornando mais importante do que nunca."

TV Minas adia concurso

                                                               
                
Foi adiada, mais uma vez, as inscrições ao concurso para TV Minas. O presidente da Fundação TV Minas Cultural e Educativa, Júlio Miranda informa que em razão de estudos para ajustes de alguns pontos do edital o período de inscrição e a data da prova foram alterados para as seguintes datas.

 O período para solicitação de isenção do valor da inscrição passa a ser de 15 a 18 de outubro, o de inscrições, de 15 de outubro a 14 de novembro. A data provável para realização da prova objetiva é 15 de dezembro.


Miranda disse à presidente do Sindicato dos jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG), Eneida da Costa, que está negociando com a Secretaria de Estado do Planejamento (Seplag) modificações no edital do concurso sugeridas pelas entidades representativas dos jornalistas e dos radialistas.

O SJPMG contestou o edital em dois pontos que considera fundamental para a garantia dos direitos e conquistas dos jornalistas: a jornada de cinco horas diárias e a inclusão de vagas para os repórteres cinematográficos. O edital chama 24 vagas para radialistas operadores de câmera e nenhuma para a atividade jornalística.

Neste domingo, VOTE CDU

                                                                         

PENALIZAR AS DUAS TROIKAS 

Portugal está submetido a duas troikas:  a estrangeira, constituída pelo FMI, BCE e UE, e a nacional constituída pelos partidos que assinaram o memorando de entendimento (Pacto de Agressão): PSD, PS e CDS. 

Nas eleições autárquicas de domingo, 29, o povo português tem uma boa oportunidade de mostrar o seu repúdio à troika nacional. 

O que se passa nos municípios e freguesias também tem a ver com o que se passa no plano nacional.   Só os bovinos não percebem isso.

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS, 29/SETEMBRO 

Ser rebelde é ser revolucionário


                                                             
A Juventude está inquieta. Muitos estão nas ruas. O debate político voltou a ser algo mais comum no cotidiano da atual geração de jovens brasileiros. Este é o principal legado dos protestos que ocorrem pelas cidades brasileiras. A juventude, até então educada no apogeu da contra revolução, através do projeto político e cultural do neoliberalismo – de culto ao individualismo, ao consumismo e à crença de que o capitalismo e o “deus” mercado eram a única alternativa para as sociedades, não vislumbrava perspectivas ou alternativas de transformação social.

Contudo, o que acompanhamos hoje no mundo e no Brasil é a persistência de históricos problemas sociais, econômicos e culturais que assolam toda a população, em especial o povo trabalhador e a juventude popular. Antes mesmo do início dos protestos de rua, a União da Juventude Comunista coerentemente já havia apontado esta contradição:

“Hoje, no Brasil (a 6ª maior economia capitalista do mundo), o capitalismo se materializa pelos contrastes, pelos problemas estruturais que se aprofundam. A concentração fundiária no campo, o alto custo de vida nas cidades em função da especulação imobiliária, a segurança pública que criminaliza a pobreza e os movimentos populares, a falta de priorização de investimentos na educação e saúde pública são marcas, dentre outras, do completo estágio de desenvolvimento do capitalismo em nosso pais. Esta forma de produção e organização da vida, pautada pela acumulação de capital, não soluciona problemas básicos e humanitários da maioria da população.”(Lugar de jovem revolucionário no Brasil é construindo a UJC. Março de 2013.)

Mencionávamos que, apesar destas contradições, os problemas sociais, econômicos e culturais do povo trabalhador eram apaziguados por uma aparente sensação de bem estar, garantida pelo crescimento do consumo e, no plano político, pelo pacto formado entre os representantes da burguesia monopolista e antigas organizações e movimentos populares, cujo principal representante é o PT.

Mas como se pode viver sem se rebelar com a política de segurança pública voltada para exterminar jovens, negros e moradores das periferias? Como se pode viver sem se rebelar com a falta de prioridade dos governos em saúde, educação e moradia para a população em contraste os investimentos exorbitantes nos estádios para a Copa do Mundo? 

Como se pode viver sem se rebelar com o sistema político pouco participativo e com os partidos políticos desta ordem? Como se pode viver sem se rebelar com o encarecimento do custo de vida nas cidades e o discurso oficial do governo sobre o surgimento de uma “nova classe média”? 

Como se pode viver sem se rebelar com o socorro dos governos ao empresariado através das privatizações, pagamento de dívidas públicas, parcerias público- privadas? E as remoções de famílias de trabalhadores de suas casas e aumento da exploração do nosso povo?! Como se pode viver sem se rebelar com a política agrária de um governo “democrático popular”, dito sensível aos movimentos sociais, mas que prioriza a expansão do agronegócio e do latifúndio?

A juventude e os trabalhadores têm muitas razões para se rebelarem. E estas manifestações são o início de um novo ciclo das lutas sociais no Brasil. Um momento em que múltiplos projetos de grupos e diferentes classes sociais disputam os rumos do país.

A rebeldia da juventude e do povo trabalhador está em disputa. A descrença com as organizações políticas, o poder dos monopólios midiáticos, o alto grau de institucionalização e cooptação dos movimentos populares são legados negativos da última época do apaziguamento e conciliação da luta de classes. No entanto, está cada vez mais nítido que os problemas estruturais do cotidiano da maioria da população brasileira se chocam com os interesses da expansão do capitalismo.

Por isso, a UJC não reforça qualquer ilusão conciliatória e institucionalizada para responder aos gritos populares das ruas. A saída não está em um pacto, mas sim, na construção do poder popular: o poder político exercido em seu cotidiano pela juventude popular e os trabalhadores. Neste sentido, reforçamos o compromisso da nossa organização com esta estratégia: é hora de darmos vida e massificarmos a estratégia socialista para a revolução brasileira!

Aos jovens trabalhadores, lembramos que a maior taxa de desemprego é na juventude, além de ser aqui onde estão as relações de trabalho mais precarizadas. Boa parte da juventude, hoje, cresce sem a perspectiva de adquirir direitos básicos, como carteira assinada, além de se encontrar, cada vez mais, submetida a degradantes condições de trabalho. 

A luta por melhores trabalhos e mais direitos deve casar-se com formas organizativas, como campanha de sindicalização na juventude e criação de assembleias de trabalhadores em seus locais de trabalho. Neste sentido, estaremos, no mês de dezembro em São Paulo, organizando o Encontro Nacional de Jovens Trabalhadores da UJC.

A luta no campo da cultura sempre foi um terreno ocupado pelos comunistas. Além de ser hoje uma importante ferramenta de diálogo com a juventude popular, a luta por acesso cultural se choca frontalmente com os interesses do capital. Basta uma rápida olhada no mapa das cidades para vermos onde estão concentrados cinemas, teatros, museus, casas de show (grande parte delas a um custo proibitivo). Não só o acesso, mas também a produção cultural deve ser socializada, estimulando que a juventude da periferia possa desenvolver livremente suas expressões culturais. E é com esta bandeira que a UJC estará organizando os Festivais Regionais de Cultura no mês de Outubro.

A luta dos estudantes, definitivamente, precisa ecoar as demandas das classes populares no campo da educação e da produção de conhecimento. Infelizmente, o movimento estudantil brasileiro, além contar com entidades altamente verticalizadas e institucionalizadas como a UNE, UEES e UBES, está em um momento bastante reativo no que tange à disputa e formulação de projetos que se contraponham a lógica empresarial que impera na educação brasileira, promovida por todas as esferas de governos.

A reconstrução do Movimento Estudantil pela base, fortalecendo as entidades e as iniciativas próprias dos estudantes, mais do que uma bandeira, deve se traduzir em um esforço prático dos comunistas em seu cotidiano. Com independência aos governos, autonomia às organizações políticas e amplitude social, a luta por uma educação e universidade popular necessita ser massificada. Apenas um projeto de educação vinculado aos interesses dos trabalhadores poderá fazer frente ao avanço da mercantilização da educação brasileira.

Neste sentido, junto a estudantes independentes, técnicos, professores, movimentos populares, organizações políticas, entidades da classe trabalhadora, propomos a organização do II Seminário de Universidade (e educação) Popular, para o próximo ano. A luta por umaUniversidade Popular necessita ser uma expressão da luta cotidiana de dentro e fora dos espaços acadêmicos para ser um projeto de poder popular e anticapitalista para a educação. Por isso, o seminário precisa ser mais encaminhativo, ganhar dinâmica de movimento nacional, plural e democrático e que esteja mais antenado com as lutas diárias do povo trabalhador.

O crescimento da UJC tem demonstrado um caráter cada vez mais plural, o que nos impõe não apenas o debate, mas também a ação política organizada em relação às questões de opressão, na luta contra o racismo, a homofobia e o machismo. Devemos nos inserir nos movimentos e lutas sobre estas temáticas, não esquecendo do papel dos comunistas de dar o recorte de classe nesse debate, fortalecendo o coletivo de mulheres Ana Montenegro e Minervino de Oliveira, para o movimento negro.

A luta de classes não é um fenômeno nacional. Por isso, a luta internacionalista é de suma importância. Assim, organizaremos em nossos locais de atuação atividades, seminários e espaços preparatórios para o XVIII Festival da Juventude e dos Estudantes, que ocorrerá em dezembro no Equador.É fundamental divulgarmos e ampliarmos a principal bandeira do Festival: “Juventude contra o imperialismo, por um mundo de paz, solidariedade e transformações sociais”. 

Hoje, o imperialismo ataca a vida de milhões de pessoas no oriente médio, tendo como cenário agora a ameaça de ataque norte-americano à Síria e, no Brasil, o respaldo da burguesia brasileira e do governo para o controle as nossas reservas de petróleo por empresas. Este imperialismo é a expressão política e social, beligerante ou não, de como a Burguesia é capaz de explorar e exterminar milhares de vidas em nome dos seus lucros.

Por isso, é dessa maneira, cada vez mais inserida nas lutas da juventude trabalhadora, dos movimentos populares, internacionalistas, dos estudantes, na perspectiva de construção do poder popular, que a Juventude Comunista se potencializa enquanto uma alternativa revolucionária para a juventude brasileira. Precisamos converter a inquietude e rebeldia da juventude em uma forma política revolucionária para mudarmos radicalmente a sociedade. Só assim libertaremos o nosso povo dos entraves desumanos do capitalismo. Esta é a nossa tarefa histórica, ousaremos lutar e ousaremos vencer!

Coordenação Nacional da União da Juventude Comunista – UJC

http://ujc.org.br/ujc/?p=941

A greve dos bancários continua


"Revista Samuel" debate rumos do Brasil após protestos de junho

                                                                         

Saiba porque a vinda de médicos cubanos ao Brasil causa medo entre profissionais de saúde brasileiros
    
A edição número 11 da Revista Samuel, que começa a circular nesta semana, apresenta em seu dossiê especial uma série de reportagens sobre as consequências políticas e econômicas dos protestos de junho no Brasil e os desafios que passaram a ditar a pauta dos governantes.

Reprodução

No dossiê “E agora, Brasil?” foram selecionados temas sobre como o governo e o PT precisam lidar com as contradições que alimentaram ao longo dos últimos dez anos no poder; a desmilitarização da Polícia Militar; a necessidade da reforma tributária que preveja mais impostos para os mais ricos (em entrevista com o economista Ladislau Dowbor); e as novas plataformas e coletivos de jornalistas que compõem a mídia independente; entre outros.

Ainda no especial, duas matérias sob o contexto internacional: um balanço na África do Sul questiona o legado deixado pela Copa do Mundo de 2010, que ainda faz com que a população arque com os prejuízos das exigências faraônicas da FIFA; e a polêmica em torno da vinda de profissionais dr saúde cubanos ao país – por que eles geraram tanto medo em seus colegas brasileiros? – em artigo do médico colombiano Ricardo Palacios.

Entre outras reportagens de cunho internacional fora o dossiê, estão o ativismo político do ator George Clooney em defesa dos direitos humanos no Sudão, as conquistas das mulheres, especialmente na área da educação após a Revolução Islâmica de 1979; a trajetória da senadora texana Wendy Davis e sua luta pelo direito ao aborto; e a nova fase da ex-líder estudantil chilena Camila Vallejo, hoje grávida e candidata a deputada.

No Oriente Médio, a especulação imobiliária parece ignorar a história do Islã e ameaça o patrimônio arqueológico de cidades consideradas sagradas como Meca e Medina. Em Israel, conheça sobre como alguns casais, em especial os filhos de imigrantes russos, enfrentam dificuldades para casar, sendo obrigados a provarem suas raízes judaicas.

A seção Vale a Pena Ler de Novo conta a história que culminou com o fim da seção “Coluna do Meio”, do Jornal Última Hora, assinada por Celso Curi, dedicada ao público homossexual, em reportagem do jornalista João Silvério Trevisan.

O que é Samuel

A revista Samuel é uma seleção das melhores reportagens, artigos e imagens da imprensa independente nacional e internacional.

Em BH poderá ser encontrada nos seguintes endereços:

Av. do Contorno, 8000 - Sto Agostinho
Av. Alvares Cabral, 334 - Sto Agostinho
Rua Dias Adorno, 160 - Sto Agostinho
Rua Rodrigues Caldas, 198 - Sto Agostinho
Rua Espíritos Santos s/n - Vista Alegre
Av. Augusto de Lima, 1380 - Centro
Av. Augusto de Lima, 1646 – Centro
Av. Afonso Pena, 726 - Centro
Av. Afonso Pena, 1500 – Centro
Av. Augusto de Lima, s/n - Barro Preto
Rua Pernambuco, 1150 - Funcionários
Rua da Bahia, 1900 - Lourdes

Trincheira do Flávio Anselmo

                                                                           

MINAS REFORÇA SELEÇÃO DE FELIPÃO ATÉ COM O INQUESTIONÁVEL TITA

QUE VICTOR que nada. Que Dedé que nada! A convocação mais comemorada feita por Luiz Felipe Scolari pra Seleção Brasileira foi a de Edmar Antônio da Silva, o boa-praça Tita, massagista do Cruzeiro há vários anos.

Não há ninguém que frequente a Toca da Raposa - ou fora dela - que não seja admirador deste moço que voltou a estudar aos 42 anos, já no clube azul e formou-se em fisioterapia pela Faculdade Estácio de Sá.
                                                              
Na própria Toca, o inquestionável Tita concluiu o ensino fundamental e médio, na escola dos jogadores das categorias de base. O que ele agradece:

"O Cruzeiro foi a porta grandona que se abriu pra mim. Pude voltar a estudar, posso dar escola e informática ao meu filho e pra minha esposa.



PRIMEIRO APTO.



Depois de ultrapassar obstáculos como morar sozinho desde os 12 anos, trabalhar durante 30 anos como camelô e residir boa parte dos seus anos em condições precárias numa favela na periferia, Tita pode, hoje, dar uma boa condição de vida à sua família.

Ele conta a história de como saiu de lá:

"Um dia o Felipão, então treinador do Cruzeiro, se ofereceu pra me levar em casa. Eu disse, ô professor moro numa favela, o senhor não vai gostar. E não gostou mesmo quando chegou lá. Ele me disse: "você não pode morar aqui".

"E de imediato, enfiou a mão no bolso e me deu R$ 18 mil. Os jogadores completaram o resto e assim comprei meu apartamento fora da favela".
A estatura de espírito de Tita, antes até dele chegar à Toca, já tinha diversos admiradores. Este filho de dona Geralda e o seu filho Flavinho eram dois desses.

Sei lá aonde Tita andou por esse mundo de futebol, antes de aportar na Toca. Mas havia sempre um cantinho pra ele, conseguido na base da simpatia, da humildade e da vontade de servir. Daí a minha alegria por sua convocação: ele merece!



GAROTÃO CHORA



Dedé é outro meninão. Recebeu a nova convocação pra seleção de Felipão com lágrimas nos olhos diante das câmeras. Nada de fingimento, choro baixinho, de pura emoção, realmente. Ele passou por difíceis momentos na Toca da Raposa.

A desconfiança sobre aquela história de "Mito", que ele nunca incentivou, os problemas de adaptação, os erros fatais, como aquele contra o Flamengo, no Mineirão, causaram-lhe estragos na reputação.

Valente e ciente de suas condições técnicas, como um dos melhores zagueiros do País, Dedé deu a volta por cima. No Brasileiro já é um destaque ao lado de Bruno Rodrigo. As minhas críticas quanto a Dedé sempre foram leves: estava afoito demais, correndo demais atrás do adversário e deixando a posição abandonada.



LANCE QUE ESTIMULA



"Aquele lance contra o Flamengo, pelo contrário, serviu pra me estimular em busca de minha recuperação. Eu o analisei muito e vi que precisava sair do buraco. Tomei mesmo um choque quando não fui convocado pra Copa das Confederações. Contava com ela".

"Porém, o que mais me abalou foi a doença de minha irmã. Ela teve encefalite e ficou sete dias na UTI de um hospital no Rio de Janeiro. Sofri demais e minha cabeça não saía de lá, Não me focava em nada. Graças a Deus, ela se recuperou e eu também".

Dedé e Tita estão no  grupo que enfrentará Coreia do Sul e Zâmbia, nos dias 12 e 15 de outubro, respectivamente. 

  

 GALO PERDE DOIS



Convocados pelo técnico Luiz Felipe Scolari para defender a Seleção Victor e Jô serão desfalques certos do Atlético em três partidas do Campeonato Brasileiro. Como, também, Dedé no Cruzeiro.
A apresentação tá marcada pra 6 de outubro, à noite, após a rodada daquele domingo. Os atleticanos nãojogam na 27ª, 28ª e 29ª rodada, contra Ponte Preta (dia 9), Cruzeiro (13) e Atlético Paranaense (16). O Atlético é o único time brasileiro que cedeu dois jogadores.



JUSTIÇA NO GOL



Só espero que não se cometa com Victor a injustiça feita com Fábio, goleiro do Cruzeiro. Sempre foi um dos melhores do futebol brasileiro. Mas nas convocações era sempre preterido ou chamado pros amistosos chulés como os de agora. Depois, esquecido de novo.

Victor vive a mesma situação. "São Victor" da Libertadores retornou em várias partidas desta Brasileiro, exceto naquela falha no chute de longe do volante Dakson, no Vasco. Não houve prejuízo maior, porque o Galo venceu por 2 a 1, porém a bola passou-lhe por entre as pernas.

Jô, no entanto, é feijão sem bicho e tem praticamente o passaporte carimbado pra Copa do Mundo/2014. Tem mesmo? E quando Fred se recuperar da lesão, sobrará o Jô ou Pato?Aqui a briga não é pelo talento individual, mas pela força política.



VICTOR NA SELEÇÃO



A relação do goleiro Victor com a Seleção Brasileira vem de longa data. A primeira convocação aconteceu há quatro anos, quando ele ainda defendia o Grêmio. Ele disputou as eliminatórias da Copa de 2010 e uma Copa das Confederações. Em 2010, estreou contra os Estados Unidos.

Depois, atuou também contra Irã, Ucrânia e Argentina. Em 2011, Victor estava no grupo que jogou a Copa América, na Argentina. Retorna agora, um ano depois quando foi chamado pros amistosos com o Japão e Iraque, pelo treinador Mano Meneses.

Segundo Victor, será a primeira vez que trabalha com Luiz Felipe Scolari; "Todavia, tive boas referências de que já foi treinado por ele e do seu jeito "paizão" de tratar os atletas. Os treinamentos e os amistosos serão fundamentais pra que eu mostre o meu valor".

Cuidado, Victor! Jefferson e Cavalieri estão na fila e Júlio César recupera-se da contusão nas mãos. 

CRUZEIRO NO SUL

Assisti à partida entre Internacional 1 x 1 Atlético Paranaense, em Novo Hamburgo, pelas oitavas de final da Copa do Brasil e constatei que o time colorado titular, velho e decadente, com média de idade superior a 30 anos, é mais perigoso ao lançar mão dos criados em casa.

O Inter tem excelente trabalho de base.

E sem D'Alessandro, suspenso, será o adversário do Cruzeiro, neste domingo, em Novo Hamburgo, onde tem jogado mal.

No primeiro tempo em Novo Hamburgo, o Inter tomou verdadeiro chocolate do Furacão, que conseguiu marcar apenas 1 a 0. Teve chance pra mais, desperdiçadas por um ataque que briga com o Cruzeiro pra ser o mais positivo do Brasileiro.

Neste período do jogo, apenas D'Alessandro esteve em campo pelo Inter. Os demais figurões levaram o passeio da meninada paranaense.

Na outra fase, Dunga tirou logo de cara dois velhos e colocou o menino Caio e o excelente Scocco. Sai de baixo!

O jogo mudou de água pra vinho e D'Alessandro, ainda com fôlego, comandou a tentativa de virada do placar.

O melhor homem em campo, depois do argentino, era o zagueiro Manoel do Furacão.

Justo ele que rebateu mal, de cabeça, a bola levantada pra área e presenteou Otávio, outro menino bom de bola, pra empatar.

Quem fez o gol do Furacão? Claro que foi ele, o interminável Paulo Baier.



E GALO EM CASA



Todo cuidado é pouco. O Santos, adversário do Atlético neste domingo, no Horto, vem de empate com o Náutico na Vila Belmiro. Por causa disso, está em sexto lugar com 33 pontos.



Sua campanha, como a do Atlético, é bem irregular. Ambos têm oito vitórias e o Peixe soma apenas um ponto a mais que o Galo, oitavo colocado, com 32 pontos.

O planejamento de Cuca, bem utópico, é de entrar no G-4 não pra garantir vaga na Libertadores porque essa ele já tem, como último campeão. Quer o caneco do Brasileiro!

O Santos almeja o G-4 e a vaga na Libertadores. Tem os pés no chão e sabe que pra chegar ao título terá de vencer muito e os da frente perder demais. 



Flávio Anselmo
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