sexta-feira, 30 de agosto de 2013

No esculacho em frente ao DOPS, o jornalista José Carlos Alexandre cobra a transformação do prédio em Memorial dos Direitos Humanos

                                                                           



                                                                             

O 34º aniversário da promulgação da Lei da Anistia foi lembrado ontem com um esculacho em frente ao antigo DOPS, na avenida Afonso Pena.Um membro da Associação dos Amigos do Memorial da Anistia, como faz toda sexta-feira, colocou flores no momento em honra às vítimas mineiras da ditadura cívico-militar de 1964.

Em seguida, houve representação, bastante realista, de atos de tortura, quando dois "comunistas" foram levados ao pau de arara. Ao mesmo tempo, sua mulher sofria violência ao ser algemada aos gritos de "comunista," comunista" e também "cubano".

O cenário, chamava a atenção de todo mundo que passava, de carro e de ônibus,  e também de muitas pessoas a pé que paravam e se solidarizavam com os participantes. Num dado momento, um policial apareceu armado (de verdade), enquanto acontecia a "prisão" seguida de "tortura" dos "comunistas". 

Seguiram-se depoimento dos participantes sobre o acontecimento e a palavra de dois diretores da Associação dos Amigos da Anistia, a presidente, Maria Cristina Rodrigues e o vice-presidente, Betinho Duarte.

Muito emocionado, também falou o velho militante político Chicão, representantes de órgãos ligados à defesa dos direitos humanos, familiares de vítimas mineiras da ditadura, os jornalistas Fátima de Oliveira e José Carlos Alexandre, a atriz Ana, que atuou como a "comunista" presa, etc.

Para o próximo dia 4, às 10h, está programada outro esculacho, desta vez ligado às restrições que têm sido feitas à importação de médicos cubanos.

Durante o ato, o jornalista José Carlos Alexandre lembrou a necessidade de se somar às manifestações como a que se realizava a movimentos para que se cumpra a lei do ex-governador Itamar Franco, transformando o ex-DOPS, num Memorial Estadual que conte a história da repressão no Estado ao mesmo tempo que se constrói na Rua Carangola, o Memorial Nacional.O ato  terminou com todos de mãos dadas rezando o Pai Nosso.

O MEMORIAL

É o seguinte o texto da lei 13448 2000, de 10 de janeiro de 2000, que "Cria o Memorial de Direitos Humanos"
"O Povo do Estado de Minas Gerai. por seus representantes decretou e eu, em seu nome, sanciono a seguinte Lei:

"Art. 1º - Fia criado o Memorial de Direitos Humanos de Minas Gerais, que se destina à guarda e exposição de material  que se refira ou se vincule ao esforço  de defesa e preservação dos direitos da pessoa humana.

Art. 2º - Integram o Memorial de que trata esta lei documentos , fotos, gravuras, relatos gravados e demais matérias relacionadas à defesa e preservação dos direitos humanos.

Art. 3º - Compete à Secretaria de Estado da Justiça e de Direitos Humanos:

I - promover e divulgar o Memorial de Direitos Humanos,


II- exercer a guarda permanente do acervo do Memorial,

III- manter cadastro centralizado e atualizado do acervo,

IV - garantir o acesso do público ao acervo, para consulta.



Art. 4º - É assegurado a todos os cidadãos o acesso ao acervo sob a guarda do Memorial, observada a legislação sobre a matéria, notadamente a lei federal nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991.


Art. 5º - A documentação constante nos arquivos do Departamento de Ordem Política e Social -DOPS- extinto pelo art. 15 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado, transferida para o Arquivo Mineiro pela Lei nº 10.360, de 27 de dezembro de 1990, passa a integrar o acervo do Memorial.

Art. 6º - Fica declarado  patrimônio histórico estadual o acervo o Memorial, que se instalará em Belo Horizonte, no prédio ocupado pelo extinto DOPS.

Art. 7º - Para a elaboração do Projeto do Memorial de que trata esta lei, será constituída comissão de trabalho composta por representantes dos seguintes órgãos e entidades .nomeados pelo Governador do Estado:

I- um representante da Secretaria de Estado de Governo,

II- um representante da Secretaria de Estado da Justiça e de Direitos Humanos,

III- um representante da Secretaria de Estado da Cultura,

IV - um representante do Conselho Estadual de Direitos Humanos,

V -  um representante da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais,

VI-  três representantes de entidades  civis de defesa de direitos humanos de notória atividade no campo da defesa d0s direitos civis e políticos, com representação no Estado.

Parágrafo único - A comissão mencionada no "caput" deste artigo terá o prazo de noventa dias contado da data da publicação desta lei para a elaboração do projeto do Memorial.

Art.8º- As despesas decorrentes da aplicação do disposto nesta lei correrão à custa de dotações consignadas no orçamento da Secretaria de Estado da Justiça e de Direitos Humanos.


Art. 9º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 10º - Revogam-se as disposições em contrário."


                                                                           


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Comissão da Verdade amplia parceria com a PF

                                                                          
A Comissão Nacional da Verdade ampliou sua parceria com a Polícia Federal. O atual coordenador da CNV, José Carlos Dias, e Rosa Cardoso, sua antecessora na função, estiveram reunidos com o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra, que confirmou que a PF está a disposição não só para entregar as intimações para os convocados, como também para realizar a condução coercitiva daqueles que não comparecerem para depor nos locais estipulados pela Comissão da Verdade.

"Teremos o apoio necessário da PF para as convocações dos agentes públicos que serão ouvidos. Se preciso, serão trazidos compulsoriamente para depor, até mesmo por condução coercitiva", disse Dias em sua primeira entrevista como coordenador da CNV, concedida no início da tarde de hoje, logo após o final de sua primeira reunião com a equipe de assessores da Comissão.

Segundo Dias, caso uma pessoa convocada para depor pela CNV não compareça ao local marcado, além da condução coercitiva, ela está sujeita a ser denunciada pelo Ministério Público Federal pelo crime de desobediência.

Na entrevista, Dias apresentou um breve balanço sobre os depoimentos colhidos pela CNV até agora: 348 pessoas já foram ouvidas pela Comissão, a maior parte delas em audiências públicas. Do total, 308 são vítimas ou testemunhas e 40, agentes da repressão. Desde a publicação de seu balanço, em 21 de maio, a CNV ampliou o número de depoimentos, ouvindo mais 80 pessoas nos últimos três meses, 75 delas em público.

"Os depoimentos poderão ocorrer em sessões privadas, se conveniente para alguma das linhas de investigação adotadas, mas deverão ocorrer preferencialmente em audiências públicas", afirmou Dias.

A meta é ampliar o número de pessoas a serem ouvidas pela CNV. O objetivo, afirma Dias, é ouvir de 350 a 400 pessoas até maio de 2014, mês previsto, pela lei, para o fim dos trabalhos da Comissão. O trabalho da CNV pode ser prorrogado por mais seis meses, segundo sinalizou a presidenta Dilma Roussef em reunião com o colegiado ocorrida em maio deste ano, mas a prorrogação seria dedicada à finalização do relatório e a elaboração das recomendações.

Segundo Dias, o modelo de audiências públicas que deverá ser adotado pela CNV é o de ouvir relatos de vítimas primeiro, seguido do depoimento dos agentes públicos, como ocorreu na audiência do caso Mario Alves, no Rio de Janeiro, no último dia 14 de agosto, realizada em parceria com a Comissão Estadual do Rio, na qual, pela primeira vez em 15 meses de existência da Comissão, um agente público admitiu ter praticado torturas contra presos políticos.

A próxima audiência pública com a participação da CNV acontece no próximo dia 4 de setembro, em Santa Catarina. José Carlos Dias participará da Audiência Pública para coleta de informações sobre o desaparecimento de Paulo Stuart Wright, que completa 40 anos este mês.

O evento faz parte da Semana Paulo Stuart Wright, organizada pelo Coletivo Catarinense de Memória, Verdade e Justiça, que terá uma série de audiências, palestras e uma sessão solene em memória do deputado estadual cassado e desaparecido. Participam das homenagens e da organização das audiências em Santa Catarina a Assembleia Legislativa e a Comissão Estadual da Verdade de SC.
 Perguntado sobre a possibilidade de uma revisão da Lei de Anistia, José Carlos Dias fez questão de deixar clara a sua posição. Segundo o coordenador da CNV, que foi ministro da Justiça e advogou para presos políticos, "a lei de Anistia não veio de forma ampla, geral e irrestrita como nós lutamos e ela vem sendo interpretada como se os crimes conexos mencionados no texto abrangessem os torturadores, que, ao meu ver, praticaram crime comum e não político, mas essa interpretação foi aceita pelo Supremo Tribunal Federal", disse.

Segundo Dias, não compete à CNV entrar do debate da revisão da lei de Anistia, pois a decisão (de mudar a interpretação da lei) compete ao STF. "A nós compete apurarmos as graves violações de direitos humanos, trabalhar para não termos outra lei de Anistia, para não ter mais ditadura".

Horas mais tarde, José Carlos Dias firmou acordo de cooperação técnica com a Comissão da Verdade "Eduardo Collier Filho", da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, representada pelo vice-diretor da FDUFBA, Julio Cesar de Sá da Rocha, e pela professora Marcia Misi, da Universidade Estadual de Feira de Santana.

COMISSÃO DA VERDADE

                                       

O governador Antonio Anastasia recebeu, nesta quarta-feira (28), no Palácio Tiradentes, em Belo Horizonte, a deputada estadual Liza Prado (PSB) e militantes da área de direitos humanos. Durante a reunião, eles conversaram sobre a instalação da Comissão da Verdade em Minas Gerais. A deputada é autora do projeto que resultou na lei promulgada pelo governador, no dia 17 de julho deste ano, permitindo a instalação da Comissão no Estado. (Com Betinho Duarte)

ESCULACHO À TORTURA EM FRENTE AO DOPS


APOIO AO CENTRO DE DIFUSÃO DO COMUNISMO DA UFOP. SOMO-ME AOS QUE ADERIRAM AO MANIFESTO. JOSÉ CARLOS ALEXANDRE, JORNALSTA

 
Manifestamos nosso apoio e nossa irrestrita solidariedade ao Centro de Difusão do Comunismo da Universidade Federal de Ouro Preto - CDC-UFOP. E, repudiamos a decisão da Justiça Federal do Maranhão sobre a Ação Judicial contra o Programa de Extensão da UFOP: Centro de Difusão do Comunismo (CDC-UFOP), determinando a suspensão de todas as atividades. O CDC-UFOP é um programa vinculado à Pró-reitoria de Extensão da UFOP, com quatro ações de extensão articuladas para estudar, debater e realizar a crítica à ordem do capital. Tem como objetivo lutar por uma sociedade para além do capital.
O CDC-UFOP articula suas ações em dois projetos e dois cursos de extensão e conta com a participação de 20 bolsistas e vários estudantes. 1 – Liga dos Comunistas - Núcleo de Estudos Marxistas (CNPQ) (projeto). 2 – Mineração e exploração dos trabalhadores na região da UFOP. Em parceria com o Sindicato METABASE Inconfidentes (curso). 3 – Equipe Rosa Luxemburgo. Grupo de debate e militância anticapitalista. Responsável pela coordenação do CDC (projeto). 4 – Relações sociais na ordem do capital. As categorias centrais da teoria social de Marx (curso). As atividades são gratuitas, abertas à comunidade e realizadas duas vezes ao ano no ICSA (Mariana), com editais no início de cada período. o CDC-UFOP mantém uma grupo de estudantes ligados ao Diretório de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Em 2012 o centro recebeu o Prêmio de Melhor Programa de Extensão da UFOP.
No dia 13 de agosto, o Juiz José Carlos do Vale Madeira da Justiça Federal do Maranhão acatou o pedido de suspensão das atividades do CDC-UFOP, feito no dia 05 de julho de 2013, pelo advogado Pedro Leonel Pinto de Carvalho que também solicitou o pagamento de multas pela Universidade, que foi indeferido pelo juiz.
Esta ação é claramente uma manifestação política anti-comunista e fere os princípios da Autonomia Universitária. O Art. 207 da Constituição estabelece que: "As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão".
Minas Gerais - Brasil, 27 de agosto de 2013.
Os signatários:

Partido Comunista Brasileiro – PCB.
Partido Socialismo e Liberdade - PSOL
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados - PSTU
Brigadas Populares
Coletivo de Mulheres Ana Montenegro.
Comitê de Apoio ao Jornal A Nova Democracia em BH
CSP-CONLUTAS
Fundação Dinarco Reis.
Instituto Caio Prado Junior.
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.
Liga Operária.
Movimento Marxista 05 de Maio – MM5.
Sindicato METABASE Inconfidentes.
SINDUTE-Subsede Sabará.
União da Juventude Comunista.
União da Juventude Socialista.
União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais.
Unidade Classista.
Aldrin Castellucci (UNEB)
Alexandre Arbia  (UFOP)
Alexandre Gustavo Melo Franco Bahia (UFOP)
Ana Maria Ferreira(UFOP)
Anderson Deo (UNESP)
Angélica Lovatto (UNESP)
Antonio Carlos Mazzeo (UNESP)
Antonio Julio de Menezes Neto (UFMG)
Antonio M Claret  ( UFMG)
Bruno Bechara (UFMG)
Camila Ramos da Cunha (UFOP)
Cristiano Costa de Carvalho (UNA)
Daniel do Val Cosentino (UFOP)
Dirlene Marques (UFMG)
Eduardo Eugênio Pessoa Ramos (UFOP)
Eduardo Serra (UFRJ)
Fábio Bezerra (IFSEMG)
Gustavo Giovanny dos Reis Apóstolos (UFOP)
Ivan Pinheiro (Advogado)
José Paulo Netto (UFRJ)
Luiz Bernardo Pericás (USP)
Luiz Eduardo Motta (UFRJ)
Marcelo Braz (UFRJ)
Marcos Del Roio (UNESP)
Marly Vianna (UFSCar)
Marta Maia (UFOP)
Mauro Iasi (UFRJ)
Milton Pinheiro (UNEB)
Muniz Ferreira (UFRRJ)
Pablo Lima (UFMG)
Paulo Barsotti (FGV/SP)
Paulo Ribeiro da Cunha (UNESP)
Ricardo Costa (FFSD)
Ricardo Silvestre da Silva (UFOP)
Rodrigo Castelo (UNIRIO)
Ronaldo Coutinho (UFF)
Rubesn Ragone (IF-MG)
Sofia Manzano (USJT)
Túlio Lopes (UEMG/FHA)
Vanderlei Martini  (MST/MG)
Viviane Souza Pereira (UFOP)

'Não há dengue em Cuba'

                                                                       
A médica cubana Ceramides Almora Carbonell, 42 anos, falava emocionada da recepção calorosa dos brasileiros, quando concedeu entrevista à Carta Maior nos corredores da Fiocruz, em Brasília, onde médicos brasileiros e estrangeiros que irão atuar no Programa Mais Médicos participam de um curso de formação. 

Najla Passos

Ela nasceu em Guane, um pequeno município de 35 mil habitantes na província de Pinar del Rio, famosa pela produção dos charutos cubanos. Aos 5 anos, mudou-se para a capital, onde cursou o estudo básico e médio. Com 17 anos de prática médica e experiências internacionais em Honduras e Bolívia, está divorciada há dois anos e não possui filhos. Decidi iniciar por aí nossa entrevista.

- É mais fácil deixar seu país quando não se tem marido e filhos?, questionei.

“Não tenho marido e filhos, mas tenho família: pai, mãe, irmão. Mas mesmo meus colegas que têm filhos, não temem deixá-los porque sabem que, em Cuba, eles serão muito bem assistidos, terão acesso gratuito à educação e saúde de qualidade. Além disso, os colegas médicos que permanecem na ilha criam uma espécie de rede de solidariedade para atender as famílias dos que estão fora. Nossos companheiros policlínicos visitam nossas famílias e cuidam para que sejam assistida nas suas necessidades. Eles ligam para meus pais, visitam minha casa e, assim, posso viajar tranquila”, explicou. 

- Seus pais também são médicos?

“Não. Eles são professores, já aposentados".

- E seu irmão, é médico?

“Não, eletricista. Sou a única médica da família”.

- E como você decidiu fazer medicina?

"Em Cuba, as escolas promovem ciclos de interesse que vão combinando as coisas que você gosta desde pequena. Por exemplo, vão bombeiros, professores, esportistas e vários outros profissionais, dentre eles os médicos. Isso para formar, desde pequeno, conhecimento sobre todas as áreas. Eu sempre gostei sempre da medicina. No ensino médio, participei do ciclo de interesse de cirurgia experimental e, depois, ainda participei do ciclo de medicina geral e integrada, ainda em Pinar Del Rio. Depois passei pela faculdade de medicina, seis anos de muito estudo. Era um período muito duro. Mas consegui nota máxima em todas as disciplinas. Em seguida, prestei os dois anos de serviço social obrigatório em Guane".

- Você voltou a sua cidade natal para clinicar?

"Sim, é uma cidade muito pequena, mas gosto muito de trabalhar lá".

- Não fez nenhuma especialização?

"Depois do serviço social, fiz três anos de especialização em medicina geral e integrada, como todos os médicos cubanos que vieram para o Brasil. Seria o equivalente, aqui no Brasil, a medicina familiar, que ensina ver a pessoa no seu conjunto. Fiz a especialização em dois níveis. Sou mestre em Procedimento e a Diagnósticos Primários de Atenção à Saúde".

- E como você aprendeu o português?

Meu pai morou na Guiné Bissau por um ano e se apaixonou pelo idioma. Ele me ensinava desde que eu era bem pequena. 

- Você disse que, em Cuba, os estudantes escolhem fazer medicina por vocação. No Brasil, os cursos de medicina são os mais caros, nas universidades particulares, e os mais concorridos, nas universidades públicas e, com isso, acaba que praticamente só os mais ricos, que têm como pagar uma educação de maior qualidade, conseguem acesso a eles.

"Em Cuba, a oportunidade é a mesma para todos os cubanos. Primeiro, não há classes sociais diferentes. Todos somos iguais. Não há discriminações por sexo ou raça. Sou mulher, sou mulata, mas estou aqui como todos os outros companheiros da brigada."

- Os brasileiros têm muita dificuldade em entender como vocês podem vir para cá sem receber o mesmo salário pago aos demais profissionais que integram o programa, como vocês aceitam que parte dos seus salários seja retida pelo governo. Como você vê isso?

"Eu conheço essa polêmica capitalista. É que vocês não entendem que nós não trabalhamos por dinheiro, mas por solidariedade, humanismo. O comandante Fidel Castro, nosso líder nacional e também latino-americano e mundial, tem uma frase que diz que “ser internacionalista é saldar nossa própria dívida com a humanidade”. E nós carregamos esse conceito em nosso coração. Desde pequenos, já aprendemos sobre internacionalismo, solidariedade, honradez, bondade, profissionalismo. Eu acho até que o povo cubano não poderia viver sem esses conceitos, que estão na base da sua cultura. Como diz nossa ministra da Saúde, temos um recurso muito grande, que é nosso próprio conhecimento e o amor do nosso povo por outros povos irmãos".

- Você falou que já esteve em outras missões internacionais...

"Sim, trabalhei por dois anos na Bolívia, em Potosí, o departamento mais pobre do país. Um lugar cheio de riquezas, mas onde o povo é muito pobre.
Também atuei em Três Cruzes, uma aldeia muito pequena e pobre. Lá, eu tive o prazer de trabalhar muito e conseguir inaugurar um hospital. Em Honduras, trabalhei em Nova Esperança, em municípios muito pobres.

- E, nesses locais, vocês tinham acesso a equipamentos, infraestrutura e tecnologia para atender adequadamente os pacientes? 

"Não. Nós trabalhávamos com o método clínico. Nós examinávamos os pacientes. Tocávamos as pessoas, conversávamos com os doentes. A falta de tecnologia não é problema para mim e nem para a brigada cubana, que trabalha muito com este método. E é com isso que esperamos melhorar muito a saúde do seu povo. Muitos países não têm dinheiro para pagar a tecnologia avançada. Sei usar um ultrassom, mas pratico muito o método clínico". 

- Outra crítica das entidades médicas brasileiros é que, em Cuba, por conta do longo embargo econômico, o acesso à tecnologia é muito restrito, o que provoca uma defasagem na formação dos médicos e os impossibilita de atuar adequadamente no Brasil. Você concorda com isso?

"Cuba é um país pobre e bloqueado, mas nossos indicadores de saúde são excelentes. E isso não tem a ver com muita tecnologia. Estamos entre os cinco países com menor índice de mortalidade infantil: menos de 4,5 por mil nascidos vivos. Isso é graças ao nosso esforço, porque estudamos muito, investimos em pesquisas, praticamos muito o método clínico, e isso faz a diferença. Também temos uma vigilância epidemiológica muito boa, fundamental para todos. E a saúde cubana é multissetorial: até a população participa. A dengue, por exemplo, é uma doença transmissível. Se o governo não educa sua população, todos morremos. 

- Há dengue em Cuba?

"Não, não há. Eu citei a dengue porque é uma doença comum no Brasil. Já atendi muitos pacientes com dengue, mas em Honduras. Não em Cuba, que temos uma vigilância epidemiológica forte. E nem na Bolívia, porque atuei no altiplano, onde é muito frio". (Com Carta Maior e imagem de Najla Passos/Divulgação)

CONTRA del ATAQUE al PUEBLO SIRIO BASTA DE MUERTES y MENTIRAS

                                                               

Las articulaciones internacionales, movimientos sociales y referentes de diferentes ámbitos que abajo firmamos repudiamos enérgicamente las maniobras imperialistas del GOBIERNO de los Estados Unidos y sus intereses economicos, que una vez más está haciendo los preparativos para invadir un país con la excusa de querer impartir la paz. Sin embargo sabemos, como lo ha demostrado la historia, que las invasiones por parte de Estados Unidos solo generan más muertes y miseria para los pueblos que sufren sus ataques tal como ocurrió en Vietnam, Afganistán, Kuwait, Irak y tantos otros países que debieron soportar la intervención gringa.

El artículo editorial del New York Times del día 27 de agosto, señala que “hay pocas dudas ahora de que el presidente Obama está planeando algún tipo de respuesta militar” en Siria. El diario monárquico El País de España también trabaja el tema en su portada de hoy. Las grandes medios hegemónicos preparan el escenario para legitimar esta intervención que como todos sabemos esconde fines de control geopolítico sobre una zona del mundo que es estratégica para los intereses imperialistas.

Es condenable el uso de armas quimicos y del gás Sarin, en cualquier parte del mundo. Pero nadie explica quienes los uso? Que empresa transnacional lo fabrica? Tampoco explicam como y a quien se vendieran las armas?

Los pueblos de Latinoamérica nos declaramos en estado de alerta y denunciamos, como ya lo está haciendo el pueblo cubano, el accionar de Estados Unidos, gendarme global, ahora comandado por un premio nóbel de la paz que, violando los órganos correspondientes de la ONU con la complicidad de los países de la Europa blanca e imperial (Francia, Reino Unido), impone “paz” en el mundo con la fuerza de las armas. La "paz" de los cementerios. Independientemente de las posiciones que se tengan respecto al gobierno de Siria, la defensa de la autonomía de este hermano pueblo tiene que ser la bandera principal de los movimientos sociales de todo el mundo.

Por una verdadera Paz mundial con justicia social, independencia y soberanía de los pueblos del mundo. Pedimos que denunciemos por todos los medios posibles esta gravísima situación,

Continente Americano, 27 de agosto de 2013.

FIRMAN

MOVIMIENTOS SOCIALES, ORGANIZACIONES, PARTIDOS

1) Acción Ecuménica-Venezuela

2) Alianza Nacional de Trabajadores “AntonioTirso Juárez Mendoza” - México

3) Amigos de la Tierra de América Latina y Caribe (ATALC) – Uruguay

4) Asociación Cooperativa NO FILM de Venezuela

5) Asociación Maya para el Desarrollo Integral Comunitario – ASOMADIC – Guatemala

6) Asociacion Revolucionarios De Peru Venezuela Y Nicaragua – Alerta Roja

7) Asociación Suiza-Cuba

8) Barrio Nuevo – Canadá

9) Blog “Mercosul & CPLP” - Brasil

10) Canadians for Action on Climate Change

11) Canal Z, televisora comunitaria de Maracaibo, Venezuela

12) Capítulo Concepción (Chile) de los Movimientos Sociales hacia el ALBA

13) Capítulo Ecuador de los Movimientos Sociales hacia el ALBA

14) Capítulo Uruguay de los Movimientos Sociales hacia el ALBA

15) Casa de los Pueblos Honduras

16) Casa Del Alba Bolivia

17) Cebrapaz - Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz

18) Central de Trabajadores de Cuba

19) Centro Cultural Manuel Suárez – Argentina

20) Circulo Bolivariano "Unidad Latinoamericana"- Argentina

21) Colectivo Cimarrón -Venezuela

22) Colectivo Ciudadanos en Acción, Quito – Ecuador

23) Colectivo Patria Viva Insurgente – Venezuela

24) Colectivo Radio Zamora Libre, Estado Bolivariano de Miranda, Venezuela

25) Colectivo Simón Rodríguez, El Cafetal

26) Colectivo Voces Ecológicas COVEC. Panamá

27) Colectivos Del Departamento 19 Autentico Del Fnrp/Libre

28) Coletivo Tatuzaroio/ TV Memória Latina – Brasil

29) Comisión por la Justicia y la Verdad - República Bolivariana de Venezuela

30) Comisión Por la Recuperación de la Memoria de Campo de Mayo, Argentina

31) Comité Coordinador de la Asociación de Solidaridad ALBA – Suiza

32) Comite de Solidaridad con los Pueblos – Quito – Ecuador

33) Comite de Tierras Urbanas 00004 del Municipio Caroni del estado Bolivar, Venezuela

34) Comité Promotor del Consejo Socialista de Trabajadores y Trabajadoras del Ministerio de las Comunas y Organizaciones Sociales,de la Combativa Republica Bolivariana de Venezuela

35) Comites Populares de Honduras

36) Comunidad 29 de Diciembre, Zaragoza, Chimaltenango, Guatemala

37) Comunidad de Trabajo e Investigación Cotrain (COTRAIN – Instituto Cinematográfico) - (Venezuela)

38) Conacin Coordinadora Nacional Indianista – Chile

39) Consulta Popular – Brasil

40) Convergencia Refundacional Honduras

41) Coordinación Ex dirigentes Indígenas- Ecuador

42) Earth Peoples – Canadá

43) Escuela de Comunicación Liberadora Ezequiel Zamora, Venezuela

44) FEARAB Venezuela-Federación de Entidades Venezolano Árabes

45) FEDAEPS-Ecuador

46) Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil - FITMETAL

47) Federacion de Estudiantes Universitarios de Venezuela (FEUV)

48) Frente de Defensa de los Pueblos Hugo Chavez (Canada)

49) Frente Nacional de Resistencia Popular – Honduras

50) Frente Popular Dario Santillan - Corriente Nacional Argentina

51) Frente Popular Soberania, Dignidad y Solidaridad - Guatemala

52) Frente Socialista de Medios Comunitarios y alternativos del Estado Zulia (Fresmaczul) -Venezuela

53) Frente Socialista Revolucionario Bolívar, Zamora, Chávez y Martí - Haz de Banderas – Venezuela

54) Fuerza Bolivariana de Mujeres. Venezuela

55) Grupo de Trabajo y Solidaridad con Latinoamerica, Basel-Suiza - ALBA Basel - Arbeitsgruppe Lateinamerika Basel

56) Hugo Chavez Peoples' Defense Front – Canada

57) Huiechafe domo asoc. De mujeres indígenas, Chile

58) ILPS – Canadá

59) Instituto Caio Prado Jr. (ICP) – Brasil

60) Izquierda Castellana – izca.net

61) Juventud Guevarista - Argentina

62) Marea Popular – Argentina

63) Medio Alternativo ¡Epa Parroquia! - República Bolivariana de Venezuela

64) Mesa colectiva por la Integración Latinoamericana. Buenos Aires. Argentina

65) Misión Justicia Socialista – Venezuela

66) Movimento Camponês Popular - MCP - Brasil

67) Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST - Brasil

68) Movimiento Agrario Indigena Zapatista Maiz

69) Movimiento Boliviano de Solidaridad con Cuba

70) Movimiento Clara Zetkin. Venezuela

71) Movimiento Cultural y Social EL GLEYZER

72) Movimiento de Pobladores del Estado Bolivar- Venezuela

73) Movimiento de Resistencia Popular del Sureste, de Chiapas, México.

74) Movimiento Manuela Sáenz. Momumas. Venezuela

75) Movimiento Manuelita Saenz (MOMUMAS) Venezuela

76) Movimiento Nueva República MNR Guatemala

77) Movimiento Patria Exacta, El Salvador

78) Movimiento Patriótico Manuel Rodríguez – Chile

79) Movimiento por la Unidad Latinoamericana y el cambio social – Argentina

80) Movimiento Revolucionario 9 de Enero - España

81) Multisectorial Antiimperialista de Solidaridad con la Comunidad Latinoamericana y Caribeña – M.A.S.C.L.A.C. - Argentina

82) Observatorio DDHH Universidad Distrital/Bogotá - Alfredo Correa D' Andreis, Capitulo Europa

83) Participación Activa y Social por los Derechos de la Mujer - Venezuela

84) Partido Comunista del País Valenciano - PCPV – Espanha

85) Partido de Izquierda Francés en las Américas

86) Partido Frente Amplio de Costa Rica

87) Partido Patria Grande - Argentina

88) Partido Político Unión Patriótica de Colombia

89) Partido Socialista Morazánico

90) Partido Socialista Unido de Venezuela PSUV

91) Periódico "El Independiente" - El Salvador

92) Periódico Resumen Latinoamericano

93) Plataforma Unitaria, Federación Democrática Internacional de Mujeres. FDIM - Venezuela

94) Poetas de la Tierra y Amigos de la Poesía (POETAP)

95) Red Alternativa Bolivariana del Ecuador "RedAlterBol"

96) Red de Amigos de la Revolución Ciudadana de Ecuador en Argentina

97) Red de Intelectuales en Defensa de la Humanidad

98) Red de Mujeres de Vargas – Venezuela

99) Red de Organizaciones Afrovenezolanas

100) Red Nacional de Guardianes de Semillas de Venezuela

101) Red No War – Italia

102) Redmanglar Internacional

103) Refundacion Comunista Uruguay

104) REMTE - Ecuador

105) Rompiendo Muros, columna radial del “Comité Internacional por la Libertad de los Cinco” - Argentina

106) Secretaria Continental de los Movimientos Sociales hacia el ALBA

107) Secretaría de Juventudes y niñez del Partido Movimiento Polìtico WINAQ - Guatemala

108) Tejido de Comunicación y Relaciones Externas para la Verdad y Vida - ACIN

109) Unión Bicentenaria de los Pueblos, Venezuela

110) Unión de Escritores y Artistas de Honduras

111) Unión del Barrio - San Diego - EUA

112) Union Solidaria De Comunidades (USC) Del Pueblo Diaguita Cacano – Argentina

113) Via campesina Brasil

ADHESIONES INDIVIDUALES

1) Senador Brasileiro - Lindbergh Farias PT – RJ

2) Senador Brasileiro -Vanessa Grazziotin PCdoB – AM

3) Senador Brasileiro - Paulo Paim PT – RS

4) Senador Brasileiro Randolfe Rodrigues - PSOL – AP

5) Senador Brasileiro Cristovam Buarque PDT – DF

6) Senador Brasileiro Roberto Requião - PMDB – PR

7) Senador Brasileiro Ana Rita PT - ES

8) Senador Brasileiro Anibal Diniz PT – AC

9) Senador Brasileiro Walter Pinheiro PT – BA

10) Senador Brasileiro João Capiberibe PSB – AP

11) Senador Brasileiro Wellington Dias PT – PI

12) Adamis Alonso Barrios León- Poeta

13) Aitana Alberti – Cuba

14) Albert Moliner Fernández, teólogo

15) Alberto Nievas – Equador

16) Alberto Rabilotta, periodista - Canada

17) Alcides Alejandro Murúa - Venezuela

18) Alfonso Cuevas Meza - México

19) Alfredo Luciardo - Argentina

20) Alfredo Sánchez - Venezuela

21) Alicia Irazabal España

22) Alvaro Madrigal Arroyo

23) Alvaro Vega Sanchez

24) Ana Elisa Osorio Granado Diputada la - Parlamento Latinoamericano por Venezuela

25) Ana Laura Pereira Blanco. Cineasta Venezuela/Galicia

26) Andrés Figueroa Cornejo, periodista chileno-argentino

27) Arlenis Aguilera; Artista Plástico, Educadora, Comunicadora Popular

28) Armando Francisco Higuera del Reyo – México

29) Blas Perozo Naveda, Periodista, Escritor, Profesor, Venezuela

30) Campaña Española contra la Ocupación y por la Soberanía de Iraq - CEOSI

31) Carlos A Escobar Carpio

32) Carlos A. Carraro - Argentina

33) Carlos A. Vicente - Acción por la Biodiversidad – Argentina

34) Carlos Aznárez, periodista, Argentina

35) Carlos Federico Beautell

36) Carlos Jimenez ensayista y profesor universitario. España

37) Carlos Nica González – Argentina

38) Carlos Soley

39) Carmen María Rojas González Consultora San Pedro de Montes de Oca

40) Carmen Villanueva H. México

41) Claudio Katz – Argentina 42) Cracia Demo - Venezuela

43) Cristina Adrover - Argentina

44) Cristina González, periodista y docente de Venezuela

45) Cristóbal González - Periodista y profesor universitario, Colômbia

46) David Velasco Yáñez, sj - Guadalajara, Jalisco, México

47) Dennis Herrarte Salguero - Educador Popular y Psicólogo Social-comunitario -

Guatemala

48) Deysi Cheyne

49) Dia Nader de El Andari, Venezuela

50) Diego Silva Silva. Compositor Venezolano. Premio Casa de las Américas

51) Docentes cubanos del Programa Nacional de Formación en Medicina General Integral en el estado Anzoátegui, Venezuela

52) Domingo Hernández Ixcoy - Maya Kiche, Guatemala

53) Eddy Fernandez

54) Edelma del Rosario Ramirez Reyes – Espanha

55) Edgardo Domingo Cabanillas - Argentina

56) Eduardo Melba

57) Eduardo Rech – advogado e sindicalista

58) Eladio Gonzalez - Museo Che Guevara Capital – Argentina

59) Eliecer Jimenez Julio , Periodista y relacionista internacional colombiano exiliado politico en Suiza

60) Elvira Concheiro

61) Emma Chirix, maya kaqchikel, Guatemala

62) Evelyn Martínez - Primera Actriz Nacional “Orden Independencia Cultural Rubén

Dasrío Y Medalla de la Excelencia 2008 - Nicaragua

63) Fahd EL Gatrif

64) Felipe I. Echenique March - Historiador – México

65) Felson Yajure – España

66) Fernando Bossi – Venezuela

67) Fernando Buen Abad Domínguez - Universidad de la Filosofía

68) Fondo Editorial Del Sur

69) Gerardo Roberto Martínez - Presidencia de la Plaza - Argentina 70) Gervasio Espinosa, rioplatense, corrector de textos académicos.

71) Gil Zu - Guatemala

72) Giorgio Corini - Venezolano

73) Gloria A. Monasterios, Profesora - Investigadora UCV y CUC 74) Gloria A. Monasterios, Profesora – Investigadora - UCV y CUC 75) Gonzalo Fragui. Poeta. Venezuela.

76) Graciela Blanco Martén Psicóloga Costa Rica

77) Graciela Goiriz Escudero

78) Guillermo Ramos – México

79) Gustavo Saavedra V. - Canada

80) Habib Succar Guzmán - San José, Costa Rica

81) Henry Castro-PDVSA - Venezuela

82) Hernan Menezes – PDVSA – Venezuela

83) Hugo Villa Becerra Lima-Perú

84) Idilio Méndez Grimaldi. Periodista, investigador y economista agrario.

85) Irene León, Socióloga, Ecuador

86) Irene Perpiñal . org Chau Bloqueo - Argentina

87) Irma Escalante – Venezuela

88) Ivan Rolando Sejas Carvajal – Aeropuerto “J. Wilstermann” de Cochabamba

89) Ivana Cardinale, Comunicadora Social, Caracas, Venezuela

90) Ivonne Ceballos Garcia desde Maracay, Venezuela

91) J. Daniel Hermida - Prof. UNSAM – Argentina

92) Javier Monagas

93) Joakin Arregi Goenaga

94) Jonathan Fugueroa – Guatemala

95) Jorge Luis Ubertalli, periodista, poeta y escritor, Buenos Aires, Argentina

96) Jorge Toapanta Vera - Machala - El Oro – Ecuador

97) Jose Alfredo Ureña Diputado a la Asamblea Nacional de la Repùblica Bolivariana de Venezuela

98) Jose Antinoe Fiallo Billini Profesor Universitario de Ciencias Sociales en Republica Dominicana.

99) José Bonilla

100) José Javier Franco, escritor, Venezuela

101) Jose Luis Azurdia – Guatemala

102) José Millet - Investigador Auxiliar, Profesor Asistente y escritor,República Bolivariana de Venezuela

103) José Reinaldo Jurado – Canadá

104) Jose Valadez - Movimiento Progresista (PRD) – México

105) Joseba Agudo Manzisidor - Abogado, Pais Vasco

106) Juan Carlos Monedero - Facultad de Ciencias Políticas y Sociología - España

107) Juan Felix Montero

108) Juan Gallegos Soto

109) Juan Rojas Vargas – Perú

110) Julio Escoto, Escritor - Honduras

111) Julio Quiñones Hernandez EAPSEC A.C. Chiapas – México

112) Katu Arkonada - capitulo boliviano de la Red de Intelectuales en Defensa de la Humanidad.

113) Keymer Ávila, profesor e investigador universitario. Venezuela

114) Licda Reina Najera Saravia - Guatemala

115) Lois Pérez leira. escritor y cineasta. Galicia, españa.

116) Lourdes Zuazo, periodista argentina

117) Luis Alberto Guzman Leiva – Agente de Seguros

118) Luz Alfaro Martínez - Luchadora Social, ambientalista y protectora de los derechos de los animales – Chile

119) Ma.Guadalupe Villaseñor Mercado - San Luis Potosí, S.L.P.

120) Maira Pérez López

121) Marcelo Colussi, Guatemala

122) Marcelo Orellana - Consultor en Derechos Humanos

123) Marcia Rodríguez Otegui - militante por los Derechos Humanos - Argentina

124) Marco Belalcazar Director de Unión Global Tv

125) Margarita Do Campo, Argentina

126) Maria Antonia Ortega Aznar

127) Maria Antonia Pérez Rodríguez - Prof. Universidade de A Coruña - Galicia. España

128) Maria Aparecida D. Motta - Brasil

129) María Augusta Calle, legisladora Movimiento PAÍS, Ecuador

130) María Salomé Da Silva Fernández, Araña feminista de Venezuela

131) Mariadela Villanueva, socióloga, Venezuela. PSUV

132) Marikarmen Albizu Etxabe

133) Mario Bonetti

134) Mario Hernandez. Periodista. Miembro de la Comisión Directiva de la Coordinadora de Medios de la CABA (COMECI) - Buenos Aires – Argentina.

135) Mario Sosa, antropólogo, Guatemala

136) Marisol Lander. Venezuela

137) Martha Susana Tomé, Argentina

138) Martín Hernández Bracho - Docente en Ciencias Sociales – Venezuela 139) Maximiliano Pedranzini, Corriente Política E. S. Discépolo. Argentina

140) Melvin Quicaño - Project manager , Publiwonk – Chile

141) Mónica Saiz - Venezuela

142) Montserrat Ponsa Tarrés. Periodista - Fundación Cultura de Paz-España. Red de Redes en Defensa Humanidad, capítulo Río

143) Nelbert Taylor – Nicaragua

144) Nelson Caula, periodista de Uruguay

145) Néstor Flores – Venezuela

146) Nídia Maria Lienert Lubisco - Profa. e Vice-diretora Instituto de Ciência da Informação -

Universidade Federal da Bahia - Brasil

147) Norma Amalia Michi Docente e investigadora de la Universidad Nacional de Luján.

148) Norma Chamalé Pa' ATz'an, poeta y comunicadora Maya Kaqchikel – Guatemala

149) Pablo Angel Lugo Colin

150) Pablo Richard Presbítero Católica Costa Rica

151) Paola Aviña – México 152) Paola Estrada – Brasil

153) Pastor Jesus Martinez Rojas, Ingeniero – Venezuela

154) Pavel Égüez - Muralista Ecuador

155) Pedro López López - Profesor Universidad Complutense de Madrid, España

156) Prof. Blanca Caraccia – Argentina

157) Professor Celso Waack Bueno

158) Raquel Marcano, antropóloga, Venezuela

159) Raul Fitipaldi – Periodista y Presidente de la Cooperativa de Comunicación y Cultura – CpCC - Brasil

160) Raúl Lander Larralde Venezuela

161) Rebeca Yoma Medina – México

162) Rigoberto Salas Aguilar – Costa Rica

163) Roberto E. Haddad - Argentina

164) Romain Migus, Sociologo, Investigador, Francia-Venezuela

165) Roman Loera - Guatemala

166) Rosa María Cabrera Lofte - México

167) Rubén Derlis, poeta, escritor y periodista. Argentina

168) Rubén Sacchi – Director Revista Lilith – Argentina

169) Simona Violetta Yagenova, Guatemala

170) Sonia Solís U - Profesora universitaria - Costa Rica.

171) Sonia Velásquez Q. - Puerto La Cruz - Venezuela

172) Susana Rodríguez - Militante del PSUV- Venezuela

173) Tania Jamardo Faillace - periodista y escritora de Porto Alegre, RS - Brasil - activista social

174) Teresa Ixtlan Tun - Guatemala

175) Tulio Monsalve - Profesor jubilado - Universidad Central de Venezuela

176) Urda Alice Klueger - Escritora, historiadora - Brasil

177) Víctor Regalado, periodista y cineasta, miembro del equipo de El Independiente – El Salvador

178) Vilma Garcés - Venezuela

179) Virgínia Fontes - historiadora - UFF e Fiocruz – Brasil

180) Vladimir Lazo García

181) Wendy Rockwell Brouillette- Monteverde, Costa Rica

182) Wilson Arroyo Cantautor de Costa Rica me suscribo en calidad de artistas

183) Winston Orrillo - Premio Nacional De Cultura Del Perú

184) Yasmina Rauseo Rojas - Educadora - República Bolivariana de Venezuela

185) Zapopan Muela - Director y Editor en Jefe - Critica Bibliotecologica: Revista de las

Ciencias de Informacion Documental (LIS Critique: Journal of the Sciences of Information

Recorded in Documents)

186) Zirahuen Berumen