sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Oportunidade para jovens cineastas: 34º Festival do Cinema Latino-Americano

                                                                 

Mireya Castañeda

 “O 34º Festival está dedicado por inteiro aos jovens, as próprias seções provam isso, há uma maré de cineastas jovens que rejuvenesceram o Novo Cinema Latino-Americano, e é nossa inspiração, abrir todas as janelas e as portas a essa explosão de jovens que há por toda a América Latina”.

A afirmação foi feita pelo fundador e presidente do Festival, Alfredo Guevara, em entrevista coletiva, prévia ao início do grande encontro (4-14 dezembro), realizada na sala Taganana, do Hotel Nacional, sua sede tradicional, e num breve contato posterior.

Guevara comentou como “passam e passam os anos e já estamos no 34º Festival, que teve a particularidade, com certeza inspirado e apoiado pela revolução cubana, de ser ininterrupto”. E apontou que agora “há dezenas de festivais por toda a América Latina, o que achamos maravilhoso, sem concorrência, é a chance de o cinema latino-americano encontrar os caminhos alternativos, de ser divulgado e chegar a nossos povos, porque ainda as salas costumam estar ocupadas por outro tipo de cinema”.

Na América Latina e em Cuba se está fazendo muito cinema, por parte de muitos jovens. Alguns filmes decididamente são bons, outros não, mas é preciso lutar por sermos justos. A América Latina está fazendo um esforço enorme pelo avanço do cinema, o que pode produzir senão é otimismo?, perguntou.

Precisou que para este Festival apresentaram-se 1.548 filmes de diversos países e formatos e foram escolhidos 566, de 46 países. Já o escritório de imprensa, que há vários anos dirige Marta Díaz, entregou uma informação detalhada de tudo o previsto.

Para o Concurso de Longas-metragens foram aceitos 21 filmes: Argentina (4), Brasil (3), Chile (3), Coreia do Sul (1), Cuba (3), Equador (1), Estados Unidos (1), México (3) e Uruguai (2).

Embora toda seleção seja injusta, destacamos as argentinas Días de pesca/ Carlos Sorín e Elefante Branco /Pablo Trapero; a brasileira Hoje /Tata Amaral; as chilenas Violeta foi para o céu /Andrés Wood e Não /Pablo Larraín; as mexicanas Post tenebras lux /Carlos Reygadas (Prêmio ao Melhor Diretor no Festival de Cannes 2012) e Depois de Lúcia /Michel Franco (a proposta mexicana aos Óscar e Goya) e a uruguaia 3 /Pablo Stoll Ward.

Outros 21 filmes estarão concorrendo, na categoria de Obras Primas: Argentina (4), Brasil (4), Chile (3), Colômbia (3), Cuba (2), México (3), Peru (1) e Venezuela (1).

Em ficção há que somar 20 médias metragens e curtas-metragens e três filmes fora de concurso, devidas a mestres do Novo Cinema Latino-Americano: os argentinos Fernando Birri (El Fausto criollo) e Eliseo Subiela (Paisajes devorados) e o mexicano Arturo Ripstein (As razões do coração).

A seguinte competição com maior número de títulos é a de Roteiros Inéditos, com 29, a de Desenhos Animados com 27, seguida pelo Documentário com 23 e Cartazes, 21.

Para esta edição, as homenagens foram dedicadas, em primeiro lugar, ao centenário do cinema de Porto Rico, mostrando assim, mais uma vez — disse Guevara — “nosso espírito profundamente martiano, pois José Martí apontou, mais de uma vez, que toda sua obra se inspira na independência de Cuba e Porto Rico”. Haverá uma grande Retrospectiva (42 filmes) e é esperada a presença do diretor Jacobo Morales (E Deus os criou…).

Homenagens, também ao centenário do italiano Michelangelo Antonioni (1912-2007), ao francês Cris Marker (1921-2012) e ao tcheco Jan Svankmajer, de 78 anos, “mestres incontestáveis nas quatro categorias que governam toda a história do cinema — a ficção, o documentário, a animação e o cinema experimental —, e ao japonês Kenji Misumi com seus Espadachins, donzelas e fantasmas.

São variadas as Seções fora de concurso deste enorme encontro cinematográfico anual, que faz com que sejam mais de 500 títulos, alguns deles: Panorama Latino-Americano (31 filmes), A hora do curta (36), Informativa documental (41), Feito em Cuba (57), Vanguardas (19), Cinema fantástico e de horror na América Latina (18) e Panorama Internacional (12).

Sempre muito esperadas são as mostras de cinema alemão (10 filmes), italiano (4), espanhol (13), canadense (10) e polonês (6) mais a recente inclusão De Hollywood a Havana, a Academia apresenta… já com o anúncio de Contra o tempo (Duncan Jones), As crianças estão bem (Lisa Cholodenko), Mães e filhas (Rodrigo García) e As crônicas de Nárnia: o leão, a feiticeira e o guarda-roupas (Andrew Adamson).

Após a coletiva, Alfredo Guevara aceitou outra rodada de perguntas, e uma delas foi acerca do conceito do Novo Cinema Latino-Americano: “Eu chamo novo cinema aos jovens, ao atual. Já daquela geração fundacional, alguns permanecem porque continuam fazendo cinema e cinema válido, existem; outros passaram à história ou não passaram”. O Novo Cinema Latino-Americano é a geração que está agora fazendo cinema, por isso ouso falar dele. Continuará sendo novo porque fomos aceitando as novas gerações, não lhes fechamos o caminho, são eles os donos do Novo Cinema Latino-Americano. Os que participamos de Viña del Mar, ideamos e impulsionamos este movimento, temos que aceitar que somos o passado, do qual sinto orgulho, mas o caminho é o presente e o futuro”.

Começa agora o árduo trabalho de selecionar, mas seguindo ao mexicano Reygadas e sua preferência pelos latinismos, não restaria mais que dizer carpe diem, (desfrutemos o presente). (Com o Granma)

Caravana da Anistia em BH julga 25 processos


                                                                 
                                 

A 65ª Caravana da Anistia está sendo realizada nesta sexta-feira, 30/11, em Belo Horizonte (MG) e promoverá o julgamento de 25 processos de perseguidos políticos durante o período de 1946 a 1985. A iniciativa da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça está sendo promovida desde às 9h da manhã na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A Comissão de Anistia também anuncia nesta sexta-feira o início das obras do Memorial da Anistia que abrigará todo o acervo da Comissão formado por mais de 70 mil processos de perseguidos políticos. A obra recebeu o investimento de R$ 1,5 milhão da Comissão para os primeiros quatro meses. O Memorial da Anistia ficará na Rua Carangola, no prédio da antiga Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich), no Bairro Santo Antônio.

Na noite desta quinta-feira, 29/11, foi promovida a pré-estreia do documentário Duas Histórias. O filme foi produzido com o apoio do projeto Marcas da Memória da Comissão de Anistia, e conta a trajetória de dois militantes socialistas na luta contra a ditadura militar brasileira. A direção é de Ângela Zoe. O filme tem 52 minutos e tem a participação da atriz Letícia Sabatella.

Resumos de alguns processos a serem julgados:

José Roberto Gonçalves de Rezende – Escrevente. Membro da VAR-Palmares, foi monitorado, indiciado, processado e preso

Ramiro Cypriano da Silva - Militante do PCB desde 1936. Foi preso pela primeira vez no ano de 1937. A partir do advento do golpe em 1964 a perseguição contra o anistiando aumentou tanto que foi monitorado, indiciado e preso .

Ari de Souza Neves – Bancário e sindicalista. Atuou ativamente no combate à Ditadura Militar; participou da diretoria do Sindicato dos Bancários, foi cassado pelo Regime Militar em 1979 por ter dirigido uma greve, quando era então Presidente.

Elson Violante – Ex-funcionário do Banco do Brasil e militante do PCB. Foi monitorado, interrogado, indiciado em inquérito policial militar, processado e preso por motivação exclusivamente política.

Ana Maria Pereira de Souza – A anistianda foi estudante da UFMG. Integrante da VAR-Palmares. Foi presa em 1971 e processado pela Justiça Militar da 4º CJM.

Onizio de Almeida Pinto – Já falecido, trabalhava na Usiminas. Foi perseguido e demitido devido sua participação em movimentos grevistas.

Renato Godinho Navarro – Estudante e Professor Universitário. Preso diversas vezes. Condenado pela Justiça Militar com base na Lei de Segurança Nacional. Teve seus direitos políticos suspensos por 10 anos.

Arnaldo Cardoso Rocha – Iniciou sua militância política no PCB. Ingressou na Corrente Revolucionária de Minas Gerais e mais tarde se integrou à ALN. Perseguido passou a viver na clandestinidade Foi monitorado, indiciado, processado, preso e condenado com base na Lei de Segurança Nacional.  Assassinado no ano de 1973.

Assentamento Milton Santos recebe ordem de despejo 7 anos após seu reconhecimento


                                            

Moradores do assentamento Milton Santos receberam quinta-feira (29) a decisão da justiça pela reintegração de posse da área para a Usina de cana Ester. Os moradores tem 15 dias para sair da área, senão serão despejados pelas Polícias Federal e Militar.
Apesar de as famílias já estarem assentadas e ser reconhecido pelo Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) há sete anos, uma brecha legal encontrada pelo família Abdala (antiga proprietária da área), em conjunto com a Usina Ester, que cerca o assentamento, entraram com uma ação na Justiça e ganharam em segunda instância.
Localizado nos municípios de Americana e Cosmópolis (SP), o assentamento Milton Santos sempre esteve produzindo alimentos para a região ao longo desses anos, além de estar em processo o reconhecimento pela Embrapa como Assentamento Modelo da Região em Produção Agroecológica.

Parte da produção é destinada para diversas entidades dos municípios vizinhos, por meio do Projeto Doação Simultânea. 

Os assentados já receberam investimento de programas governamentais de fomento, constituindo uma ilha de produção de alimentos e biodiversidade em torno de um mar de monocultora de cana.

Um decreto de Desapropriação por Interesse Social do Sítio Boa Vista foi enviado à presidente Dilma Rousseff. A Desapropriação por Interesse Social,de acordo com a  Lei Nº 4.132, de 10 de setembro de 1962, prevê que “será decretada para promover a justa distribuição da propriedade ou condicionar o seu uso ao bem estar social, na forma do art. 147 da Constituição Federal”. Caso a presidente assine, os assentados continuarão no Milton Santos. 

“Os assentados estão se reunindo para decidir quais as melhores formas de mobilização e pressão para que essa ordem de despejo não seja cumprida”, afirma Maria de Fátima da Silva, da direção estadual do MST e assentada no Milton Santos. (Com o MST)

1º Levante Tenentista


My Way, com Frank Sinatra

Clara Nunes ganha série na TV com estréia neste sábado



"Se vocês querem saber quem eu sou
Eu sou a tal mineira
Filha de Angola, de Ketu e Nagô
Não sou de brincadeira
Canto pelos sete cantos
Não temo quebrantos
Porque eu sou guerreira
Dentro do samba eu nasci,
Me criei, me converti
E ninguém vai tombar a minha bandeira"

("Guerreira", de Paulo César Pinheiro e João Nogueira, in Clara Nunes Guerreira, 1978)


Os 70 anos de Clara Nunes continuam sendo celebrados. Consagrada como a melhor cantora de samba do Brasil; e uma das maiores e mais importantes intérpretes da MPB de todos os tempos, a artista tem sua obra resgatada na série dirigida por Darcy Burguer.

 A série aborda todo o caminho da artista, retratando sua infância e adolescência na pequena cidade de Caetanópolis (MG); as primeiras apresentações; o sucesso nas rádios de todo o país; e a morte precoce, aos 39 anos de idade.

Clara ficou consagrada ao abraçar o samba como o gênero musical. É responsável por tirar compositores como Nelson Cavaquinho e Cartola do estracismo. O registro vem como reconhecimento à necessidade de documentar a trajetória dessa emblemática intérprete da música popular brasileira, afinal, a ausência de material sobre ela, é um dos aspectos mais criticados por seus fãs.

O trabalho exibe 48 entrevistas inéditas de amigos e familiares da homenageada. Dentre os depoentes, estão nomes como Chico Buarque, Maria Bethânia, João Bosco, Djavan, Paulinho da Viola, Miúcha, Edu Lobo, Milton Nascimento, Bibi Ferreira, Agnaldo Rayol, Erasmo Carlos, Monarco, Dona Ivone Lara, Paulo César Pinheiro (marido de Clara), Marisa Monte, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Leci Brandão, Beth Carvalho, Alcione, Nana Caymmi e suas irmãs Maria Gonçalves (Dindinha) e Ana Filomena, dentre outros.

Órfã de pai e mãe desde os 6 anos, Clara sempre sonhou em solidificar a carreira de intérprete. Aos 16 anos, foi morar em Belo Horizonte, onde trabalhou na fábrica de tecidos Renascença (sendo colega do ex-preso político José do Carmo Rocha) venceu o concurso A Voz de Ouro do ABC. Já em 1966, gravou seu primeiro vinil: "A Adorável Voz de Clara Nunes". A aproximação com o samba a fez alcançar o tão almejado sucesso. Foi a primeira mulher a vender mais de 100 mil cópias de um único disco no Brasil, com "Alvorecer", de 1974, além de construír uma consagrada carreira internacional, tornado- se um dos mais importantes nomes da MPB no exterior .


Clara Nunes revolucionou a indústria fonográfica, tornando-se a primeira mulher a romper as barreiras impostas pelas gravadoras e uma das maiores vendedoras de discos de todos os tempos.

Estreia: sábado, dia 1º/12, às 21h30, no Canal Brasil.

A Academia hollywoodiana divulgou a relação dos filmes que concorrerão ao Oscar, na categoria de Efeitos Visuais. "007-Operação Skyfall" é um deles

Marighella inspira canção de protesto de Caetano Veloso


          

Se a violência de "Abraçaço" é estética e amorosa, não poderia deixar de ser também política. Sua faixa mais longa, "Um Comunista", biografa em tom épico o guerrilheiro urbano Carlos Marighella na forma de rap. Ou, na definição do autor, "canção de protesto de classe média".

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"Parece canção francesa sobre política, tem muito da tradicional canção de protesto, essa longura, esse tom narrativo e explicativo, embora seja mais complexa do que isso", diz o compositor na entrevista à Folha.

A relação entre rap e canção de protesto traz para o disco a discussão sobre "o fim da canção" iniciada por Chico Buarque em entrevista à Folha, em 2006: "O Chico e o José Ramos Tinhorão coincidiram em dizer que o rap era a verdadeira canção de protesto, porque era dita por eles mesmos [as classes baixas]."

Caetano não chegou a conhecer Marighella, mas teve contato indireto com ele por meio de uma colega, Lourdinha, que militou com Marighella e foi presa.

"Ela causou uma impressão forte no [delegado do DOPS Sérgio] Fleury, que era o torturador. Ele se refere a ela como "caso mais impressionante de resistência à tortura", lembra ele.

Patricia Stavis/Folhapress

Caetano Veloso no lançamento do seu novo disco, "Abraçaço"

Lourdinha pediu a Caetano que desse "apoio logístico à guerrilha de Marighella". "Eu fiquei mais ou menos inclinado a talvez fazer isso, se me fosse possível, se soubesse como, porque eu o admirava, mas eu temia, possivelmente não chegaria a fazer."

"Fui preso pouco tempo depois. Só se sabe disso hoje, na época só sabíamos disso a Lourdinha e eu."

A letra narra o episódio em que mandou um recado do exílio para o Brasil, quando soube da morte do guerrilheiro numa emboscada armada por Fleury, em 1969.

Ele e Gilberto Gil apareceram na capa de uma revista, dizendo "nós estamos mortos, ele está mais vivo do que nós". Na mesma época, enviou ao jornal "Pasquim" um texto sobre Marighella.

Caetano diz que, na época, ninguém no Brasil entendeu que a tristeza que expressava no texto não era apenas a tristeza do exílio, mas uma referência à morte de Marighella.

Talvez porque a tristeza seja uma constante em sua vida e obra, especialmente nos últimos anos. "Estou triste", a terceira faixa, soa como a mais triste de todas as canções melancólicas da trilogia.

"É mais um negócio desse período da minha vida, mas eu conheço tristeza desde sempre", disse ele, sobre a letra que diz que "O lugar mais frio do Rio/ é o meu quarto". (Com a FolhaPress online)

Reunião da União Internacional de Telecomunicações preocupa Google

                                                                                                                                                                     Tass/Divulgação

                                                                        
Anastasia Golitsina, Maksim Glikin, Vedomosti.ru

Em uma reunião a portas fechadas, os governos de vários países devem examinar as propostas de aumento da censura na internet e podem conferir à UIT poderes para administrar a rede global, segundo informou um comunicado divulgado recentemente pelo Google. Segundo a representante do Google na Rússia, Alla Zabróvskaia, mais de 100 empresas de 50 países se dizem preocupadas com a reunião.

Em dezembro, a UIT (União Internacional de Telecomunicações), órgão da ONU (Organização das Nações Unidas) para o setor, poderá alterar o regulamento de telecomunicações internacionais durante a Conferência Internacional de Telecomunicações, que será realizada em Dubai.

Em uma reunião a portas fechadas, os governos de vários países devem  examinar as propostas de aumento da censura na internet e podem conferir à UIT poderes para administrar a rede global, segundo informou um comunicado divulgado recentemente pelo Google. De acordo com a representante do Google na Rússia, Alla Zabróvskaia, mais de 100 empresas de 50 países se dizem preocupadas com a reunião.

A proposta russa, divulgada pelo portal de internet Wcitleaks, visa conferir a todos os países participantes da UIT poderes para participar do gerenciamento da internet e regular seu segmento nacional da web.

 O comunicado não diz nada sobre eventuais alterações no regulamento porque as propostas encaminhadas a Dubai são mantidas em segredo e só podem ser acessadas mediante uma senha no site da UIT. Seja como for, os materiais divulgados pela UIT confirmam que as modificações no regulamento serão discutidas.

Além disso, cada país poderá regular empresas prestadoras de serviço de acesso à internet e o tráfego e a distribuição de nomes de domínio em seu território nacional.

A bem dizer, a nova cúpula do Ministério das Comunicações russo designada em maio de 2012 não partilha dessa posição, afirma um funcionário de uma empresa de internet russa. Mesmo assim, a posição oficial russa será elaborada com a participação de várias entidades, entre as quais o Serviço Federal de Segurança (FSB, na sigla em russo), e do governo, diz uma autoridade competente. Uma fonte do Ministério das Comunicações se recusou a comentar o assunto.

A UIT

Uma das principais funções da UIT é regular a ligação de redes de telecomunicações e estabelecer padrões de equipamentos e regras de interação entre os atores do mercado. Alguns países, entre os quais a Rússia e a China, porém, propuseram estender as competências da UIT à internet, diz um funcionário de uma grande empresa do setor.

Segundo ele, os governos desses países sugerem estender à rede os princípios da regulação das redes telefônicas: estabelecer na web regras de atribuição de endereços e números, colocá-los sob a administração das autoridades locais e estabelecer um rígido controle sobre a circulação de informação em cada país.

Na realidade, isso significa que a internet passa a ser regulada em nível nacional, diz uma fonte entrevistada pelo Vedomosti.

“É possível que tal regulamento venha a ser aprovado. À medida que cresce o número de usuários e de instalações de infraestrutura conectadas à web, aumenta também a necessidade de regular a internet em nível nacional”, diz o deputado federal pelo partido governista Rússia Unida Robert Chlegel, membro da Comissão para os Meios de Comunicação Social da Duma de Estado (câmara baixa do parlamento russo).

As propostas de mudar esse esquema deveriam ter sido examinadas em uma conferência da ICANN, empresa que gere a Internet agora, em 2009, mas nada aconteceu. A conferência de Dubai também não tomará nenhuma decisão a esse respeito, acredita o deputado. 

“É impossível aplicar à internet os princípios vigentes na telefonia. As redes da internet são configuradas de um modo diferente”, diz um alto gerente de uma empresa de internet.

A web possui vários níveis de informação: motores de busca, redes sociais etc. Por isso, a delimitação das redes entre os países pode não só resultar em censura, mas também ter consequências econômicas negativas como, por exemplo, a alteração do esquema de cálculo do tráfego, acredita o especialista.

Para ler a versão completa do artigo em russo, acesse: http://www.vedomosti.ru/tech/news/6365771/internet_pod_kontrolem ixzz2CwXTlV8x

NATIVIDAD FIESTA ESPAÑOLA



                                                     

Navidad Fiesta Española

Dias:
12 de Dezembro (quarta) (Esgotado),
13 de Dezembro (quinta)
14 de Dezembro (sexta)
15 de Dezembro (sábado) (1º andar esgotado)

- 2º andar - Show
Ingresso: R$ 20,00

- 1º andar (OPCIONAL) - Discoteca Flamenca após o show
Ingresso: R$ 60,0 Mesa para 4 pessoas com direito a uma tábua de frios e bebidas à parte

Horário: 21 horas

Local: Centro de Cultura Flamenca La Taberna
Rua Antonio de Albuquerque, 290 - Savassi

INGRESSOS A VENDA NO LOCAL ATÉ DIA 30 DE NOVEMBRO
SEGUNDA A QUINTA 18 ÁS 21 HORAS

INFORMAÇÕES: losdelrocio@yahoo.com.br

NOSSO BLOG JÁ ESTÁ NO CLIMA HEHEHE VISITE: http://losdelrocio.blogspot.com.br/



La Taberna - Centro de Cultura Flamenca
&
Estudios Artisticos Mariquila - Brasil

Rua Antonio de Albuquerque, 290 - Savassi
Tele:: 55 (31) 3567- 9279 - FAX: 55 (31) 3568-9279  Cel: 55 (31) 9293 0000/ 55 (31) 9108 1354
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García Márquez entre os escritores com mais vendas na China



                             
O colombiano Gabriel García Márquez, junto ao britânico J.K Rowling e o estadunidense Walter Isaacson foram os principais autores estrangeiros que mais ganharam na China pela venda de seus livros em 2012, segundo divulgado hoje.

A informação foi publicada junto à lista dos escritores chineses que mais obtiveram lucros este ano, lista que tem em primeiro lugar Zheng Yuankie, que por 35 anos se dedicou à literatura infantil e é conhecido como O rei dos contos de fadas na China.

Os royalties de Zheng superaram em 2012 quatro milhões 120 mil dólares.

O recentemente homenageado Prêmio Nobel de Literatura Mo Yan se coloca na segunda posição com cerca de três milhões 450 mil dólares, e entra na lista pela segunda vez. A primeira foi há 20 anos, mas em vigésimo lugar.

Segundo seus publicistas, a média de vendas dos livros de Mo era de uma centena ao mês, mas agora a cifra é de oito mil por dia.

Outro escritor de literatura infantil, Yang Hongying, também aparece nesta relação dos escritores chineses que mais ganharam no ano, uma iniciativa de Wu Huaiyao que pretende promover a ideia neste país de que ser escritor é respetável e lucrativo, um tema que os autores chineses se recusam a abordar.

Wu começou este trabalho em 2006, em um momento no qual a literatura não aparecia entre as profissões preferidas na China e os autores mal podiam se manter com seu trabalho. Só queria mudar esses estereótipos e, ao mesmo tempo, promover a leitura, declarou.

Como novidades este ano, a maioria dos 30 autores com mais lucro em 2012 publicam literatura para adolescentes e que a última posição é ocupada, pela primeira vez, por uma personalidade das colunas sociais chinesas, o jovem ator e cantor Chen Kun, por seu livro sobre viagens ao Tíbet.

Wu, um pesquisador literário em Xanghai e ex-repórter nesta capital, disse que a lista de 2012 mostra que a maioria dos leitores na China ainda são crianças e adolescentes e espera que seu trabalho contribua com os editores sobre as tendências de leitura neste país asiático.

Não foi publicado quanto ganharam García Márquez, Rowlings e Isaacson com a venda de seus livros no mercado chinês.(Com a PL)

Maria do Rosário quer que o governo do Rio transforme prédio do antigo Dops em memorial às vítimas da ditadura no estado. Oi, ministra: venha, por favor, com urgência a Belo Horizonte. Aqui, desde o ano 2000, estamos esperando que o governo do Estado faça o mesmo com o prédio do antigo DOPS, na avenida Afonso Pena. O então governador Itamar Franco assinou a lei, nomeou comissão responsável para a instalação e nada aconteceu...Está em andamento o Memorial da Anistia, por iniciativa do Ministério da Justiça e da UFMG. Mas não é a mesma coisa: é preciso que se construa, no antigo DOPS, conforme a lei, o Memorial que marque para sempre que o local foi usado para a repressão durante a ditadura cívico-militar de 1964. Venha, por favor. Um dos órgãos responsáveis pela construção ( está na lei) é o CONEDH. Mande alguém lá pegar o texto da lei e indagar porque nada foi para a frente.

                                                                       
Como já ocorreu com o prédio onde funcionava o Departamento da Ordem Política e Social (Dops), em São Paulo, que sedia atualmente o Museu da Resistência, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, quer que o governo fluminense transforme o prédio do antigo Dops, na capital fluminense, em um memorial às vítimas da ditadura militar no estado. O imóvel, atualmente administrado pela Polícia Civil, foi usado como local de tortura de presos políticos.

A ministra participou dia 27 do Seminário Latino-Americano sobre Lugares de Memória, na sede do Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro. No evento,  disse que a preservação da história e da memória das vítimas de tortura e morte no antigo Dops fazem parte de uma política nacional.
Durante o evento, Maria do Rosário também pediu que, em Porto Alegre (RS), o casarão da Rua Santo Antônio, conhecido como Dopinha, seja destinado ao mesmo fim. O local está relacionado à Operação Condor.
As negociações para instalação de um memorial no prédio do antigo Dops, no Rio, no entanto, dependem de negociações com a Polícia Civil, atual administradora do imóvel. Segundo a subsecretária estadual de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos, Andréa Sepúlveda Brito Carotti, a chefe da Polícia Civil fluminense, a delegada Martha Rocha, é simpática à proposta.
Mas, segundo o subchefe Administrativo da Polícia Civil, Sérgio Caldas, o prédio construído em 1912, deve ser reformado para para receber o Museu da Polícia. O imóvel é tombado e passou por duas ditaduras: a de Getúlio Vargas e a do regime militar que se se instalou no país entre 1964 e 1985.
No entanto, o Coletivo RJ, Memória, Verdade e Justiça, que reúne 20 instituições da sociedade civil, como a Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro, não abre mão do prédio. A entidade reivindica que no local funcione a Comissão Estadual da Verdade, assim que for nomeada.
"Temos que mudar aquilo, um prédio que serviu para repressão, tortura e execução durante décadas. Temos que entregar para a população, não para a polícia de novo", disse Ana Miranda, do Coletivo RJ. “O Dops é uma lembrança do que não queremos mais”, completou.
Vera Vital Brasil, também do Coletivo RJ, pediu pressa na nomeação da Comissão Estadual da Verdade. "A comissão vai investigar o que ocorreu no Rio, nos centros de tortura. Vai investigar os mandantes, os executores e o que aconteceu com os mais de 160 mortos e desaparecidos no estado", declarou. (Com a ABr)

A árvore de mil cores

Para se alimentar melhor



                                                                       
NÃO VALE NADA UMA OVA! ATLETICO E CRUZEIRO VALE ATÉ EM BOLA DE GUDE


Este é o principal chavão usado pela mídia preocupada em encontrar um grande apelo de motivação pro clássico Atlético x Cruzeiro. Bobagem! Desde que este bandeirante de Caratinga, ainda jovem, passou por essas bandas da Serra do  Curral, rumo ao internato do Ginásio São Francisco, em Pará de Minas, aprendeu que o clássico “não tem favorito, e caminha com as próprias pernas, movido pela rivalidade.”

No retrospecto geral, todos sabem, o Galo tem a vantagem. Contudo, a Raposa tá invicta há cinco jogos. É muito? É.

São três vitórias, inclusive uma goleada por 6 a 1, e dois empates. Na década de 2000 os rivais se enfrentaram 51 vezes e o Cruzeiro venceu 25, contra 12 do Galo. Mais que o dobro.

O duelo deste domingo no Independência traz um tempero diferente: o encontro do talento de dois craques, Ronaldinho Gaúcho, agora cheio de esperanças de voltar ao escrete nacional sob o comando de Felipão, e Walter Montillo, em clima de despedida.

A pressão por sua venda não diminui sobre o presidente Gilvan Tavares. Vinda de todos os lados, até de onde não devia. Da imprensa esportiva. Céus!



Mal assumiu o comando da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, o Felipão, fez o que mais gosta: trazer pra si os holofotes e microfones a serem dedicados aos craques.

Em sua primeira entrevista coletiva já fez comparações destemperadas que o obrigaram a se retratar depois. Falando sobre a obrigação do Brasil ser campeão em casa o falastrão gaúcho foi além da conta.

Afirmou que“ quem não quisesse pressão deveria trabalhar no Banco do Brasil”.

Lógico que a reação seria imediata. O BB rotulou a declaração de infeliz.

Já a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) foi mais além e destacou o número de funcionários que são afastados todo mês por conta de assédio moral e de pressão para o cumprimento de metas.


Felipão ligou pro presidente do BB, instituição que tem o histórico de grandes conquistas como patrocinador do esporte tupiniquim, notadamente no vôlei, pediu desculpas e lembrou que é cliente da instituição há 30 anos.

O novo treinador da Seleção deu, no entanto, uma informação consciente: pro amistoso contra a Inglaterra, dia seis de fwvereiro, em Londres, usará a base do time de Mano.

Quem não endossou a troca de comando, pelos dois anos de trabalho de Mano Meneses, sabe que o mínimo que Felipão tem de fazer, sem seus voos de pura vaidade, seria continuar na trilha do antecessor.

Se você quiser acreditar, tudo bem. A informação de que o Cruzeiro tem três propostas acima de 10milhões de euros por Walter Montillo é exclusiva e antecipada do mocinho carioca de Juiz de Fora.

Este filho do Sodico, que não almoça com presidentes e nem janta com figurões, por falta de prestígio e de dinheiro sabe apenas porque a imprensa disse que o Grêmio pulou fora do leilão.

E sabe, também, não com exclusividade porque tá em todos os sites, que a ideia de quem pretendia mudar Montillo pro outro lado da lagoa morreu no nascedouro.

O craque informou que tem especial carinho pela torcida celeste e pelo clube que estiveram ao seu lado no momento da doença de seu filho. E botou os pingos nos iis:

“Não jogo de jogar em time rival. Não jogaria no Huracan e nem no Colo Colo, como não jogaria no Atlético, por respeito à torcida cruzeirense”.

Estou em Caratinga. Triste como tem acontecido das últimas vezes que aporto na Santa Terrinha. Chove muito.

A cidade vive a expectativa da mudança de governo. O novo prefeito, dentista Marco Antônio Junqueira, teve 67% dos votos. Merece, portanto, as esperanças do povo.

Conversei longamente com a nossa escritora infantil, Marilene Godinho, cuja obra rivaliza com os maiores nomes do país. Também está esperançosa.

Eu guardo minha boca pra comer minha farinha. Vou ficar de olho. Caratinga está um amontoado de sujeira, lixos nos pés de suas árvores, barro vermelho nas ruas, trânsito infernal, drogas e violência.

Acompanhei a participação de Marco Antônio na administração de seu opositor nas últimas eleições, Ernani Campos, e não gostei nada.

Depois, traído pelo prefeito no seu propósito de substituí-lo com apoio do mesmo, Marco Antônio bandeou de lado.

Não sei se terá jogo de cintura pra trabalhar sem as pressões dos apoiadores diversos. Cara de outra administração clientelista como as de sempre. Veremos.



Flávio Anselmo
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Xi Jinping interpreta sonho chinês. Fiz questão de manter o título de autoria da emissora chinesa para salientar que a nova cúpula do país tende a enveredar pelo lado do culto à personalidade...


                                                             
O secretário-geral do Partido Comunista da China, Xi Jinping, visitou nesta quinta-feira (29) o Museu Nacional junto com outros líderes chineses. Ele relembrou o processo histórico da busca pela revitalização nacional do povo chinês.

Em discurso feito na ocasião, Xi fez uma interpretação própria sobre o sonho chinês. Na opinião dele, a concretização da revitalização da nação chinesa tem sido o grande sonho nos tempos modernos. O sonho une o desejo de várias gerações chinesas e reflete interesses gerais da nação e do povo. Xi acredita que será atingida a meta de construir uma sociedade abastecida no 100º aniversário do PCCh. Ele pediu mais ações concretas e menos discurso para que o país prospere.

O Diário do Povo publicou hoje (30) um artigo dizendo que os aborrecimentos da ascensão pacífica, as pressões da transformação do modelo econômico e social, bem como os problemas e desafios do processo de desenvolvimento exigem dos membros do PCCh luta e trabalhos árduos.

O Jornal da Juventude Chinesa enfatizou que a interpretação de Xi tocou e ascendeu o sonho chinês de cada jovem do país. A atitude do líder da nova geração mostra a atenção com as vozes do povo e uma reação às expectativas dos jovens, transmitindo a busca e os compromissos da nova liderança pela grande revitalização chinesa. (Com a Rádio Internacional da China)

A crise na TV pública britânica. O autor de" Mariguella o guerrilheiro que incendiou o mundo", Mário Guimarães, no "Observatório da Imprensa"

Nasa desmente fim do mundo dia 21


                                                               

Segundo Nasa se um planeta fosse colidir com a terra em 21 de dezembro, hoje já seria visível a olho nu.
Após receber uma enxurrada de cartas de pessoas seriamente preocupadas com teorias que preveem o fim do mundo no dia 21 de dezembro de 2012, a agência espacial americana (Nasa) resolveu "desmentir" esses rumores na intern.

Quarta-feira (dia 28), a Nasa fez uma conferência online com a participação de diversos cientistas. Além disso, também criou uma seção em seu website para desmentir que haja indícios de que um fim do mundo esteja próximo.

Segundo o astrobiologista David Morrison, do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, muitas das cartas expondo preocupações com as teorias apocalípticas são enviadas por jovens e crianças.

Alguns dizem até pensar em suicídio, de acordo com o cientista, que também mencionou um caso, reportado por um professor, de um casal que teria manifestado intenção de matar os filhos para que eles não presenciassem o apocalipse.

"Estamos fazendo isso porque muitas pessoas escrevem para a Nasa pedindo uma resposta (sobre as teorias do fim do mundo). Em particular, estou preocupado com crianças que me escrevem dizendo que estão com medo, que não conseguem dormir, não conseguem comer. Algumas dizem que estão até pensando em suicídio", afirmou Morrison.

"Há um caso de um professor que disse que pais de seus alunos estariam planejando matar seus filhos para escapar desse apocalipse. O que é uma piada para muitos e um mistério para outros está preocupando de verdade algumas pessoas e por isso é importante que a Nasa responda a essas perguntas enviadas para nós."

Calendário maia

Um desses rumores difundidos pela internet justifica a crença de que o mundo acabará no dia 21 dizendo que essa seria a última data do calendário da civilização maia.

Outro rumor tem origens em textos do escritor Zecharia Sitchi dos anos 70. Segundo tais teorias, documentos da civilização Suméria, que povoou a Mesopotâmia, preveriam que um planeta se chocaria com a Terra. Alguns chamam esse planeta de Nibiru. Outros de Planeta X.

"A data para esse suposto choque estava inicialmente prevista para maio de 2003, mas como nada aconteceu, o dia foi mudado para dezembro de 2012, para coincidir com o fim de um ciclo no antigo calendário maia", diz o site da Nasa.

Sobre o fim do calendário maia, a Nasa esclarece que, da mesma forma que o tempo não para quando os "calendários de cozinha" chegam ao fim, no dia 31 de dezembro, não há motivo para pensar que com o calendário maia seria diferente – 21 de dezembro de 2012 também seria apenas o fim de um ciclo.

A agência espacial americana enfatiza que não há evidências de que os planetas do sistema solar "estejam se alinhando", como dizem algumas teorias, e diz que, mesmo que se isso ocorresse, os efeitos sobre a Terra seriam irrelevantes. Também esclarece que não há indícios de que uma tempestade solar possa ocorrer no final de 2012 e muito menos de que haja um planeta em rota de colisão com a Terra.

"Não há base para essas afirmações", diz. "Se Nibiru ou o Planeta X fossem reais e estivessem se deslocando em direção à Terra para colidir com o planeta em 2012, astrônomos já estariam conseguindo observá-lo há pelo menos uma década e agora ele já estaria visível a olho nu", diz o site da Nasa.(Com a Nasa/BBC)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Estado Palestino a caminho

                                                                          
Dia histórico. Motivo de festas em Porto Alegre, em Ramallah, Jerusalém, Jericó e  Belém. E certamente em Gaza...
Na prática, no dia do aniversário da partilha  da Palestina, dando azo ao surgimento do Estado de Israel, eis que surge o tão esperado Estado Palestino...
Vale comemoração também por parte dos demais povos, amantes da paz, defensores de um caminho capaz de propiciar melhores dias para os palestinos.
A luta está apenas começando, é verdade.
Mas já dá para se antever uma melhoria nas relações internacionais, agora que os palestinos vão poder gritar nos  tribunais internacionais por justiça, em defesa de seu território, por acesso às fontes de água, contra as restrições à produção e consumo de alimentos indispensáveis à subsistência digna e humana. Ou, numa palavra: pelos direitos humanos que lhe têm sido surrupiados desde 1948 quando da partilha da Palestina.
Seguramente os participantes do Fórum Social Mundial Palestina Livre estão comemorando em Porto Alegre.
Nós nos somamos aos brasileiros e povos do mundo inteiro que estão reprsentados neste Fórum numa saudação aos palestinos.
Agora é esperar que todas as facções representativas do povo palestino possam se unir.
Para novas e relevantes conquistas...

China terá maior mercado de cinema do mundo até 2020

Olha o Bruce Willis numa produção rodada em Shangai

                                                                       

Expansão da renda da população faz estúdios norte-americanos tentarem parcerias com produtores locais
    

Até o ano de 2020, a China deve superar os Estados Unidos e tornar-se o maior mercado consumidor de longa metragens do mundo. É o que revela um estudo conduzido pela gigante de auditoria e contabilidade Ernst & Young.

Em um intervalo de pouco mais de dois anos, o setor de comunicação e entretenimento do país mais populoso do mundo deve passar por uma expansão de aproximadamente 17%. Ao longo dos próximos cinco anos, chineses terão acesso a cerca de 25 mil novas telas de cinema, a maioria equipada com tecnologia de resolução 4K (imagens fornecidas por quatro mil pixels).

Um dos fatores que teria favorecido esse crescimento é a recente decisão do governo chinês de flexibilizar a entrada de produções estrangeiras no país. Se antes os chineses podiam importar um número máximo de 20 longa metragens por ano, hoje os reguladores permitem até 34.

Em entrevista ao jornal britânico The Guardian o especialista da Ernst & Young John Nendick afirmou que "ainda são consideráveis as dificuldades que empresas de mídia e entretenimento sofrem para ingressar no mercado chinês”. Segundo ele, “empresários terão de entender que investir na China é uma proposta de longo prazo, mas que se comprometer com ela significa criar condições para o sucesso”.

Devido ao intenso processo de expansão e distribuição de renda  dos últimos anos, o relatório calcula que o país conta com potenciais 1,34 bilhões de consumidores de serviços cinematográficos. A China tirou recentemente o Japão da posição de maior mercado de cinemas fora de Hollywood.

Embora se adaptar ao mercado chinês exija tolerância diante do trabalho de censores do governo, estúdios têm buscado constantemente o país como forma de ampliar suas arrecadações. A Marvel, uma subsidiária da Disney, dividiu a produção do futuro longa "Homem de Ferro 3" com a companhia chinesa DMG. 

O filme "Looper – Assassinos do Futuro", ficção científica do diretor Rian Johnson estrelada por Bruce Willis, chegou a sofrer alterações em seu roteiro para aproveitar essa expansão do poder aquisitivo asiático. O filme se passa em Xangai, mas originalmente seria rodado em Paris. (Com o Opera Mundi)

O Petróleo tem de ser nosso!

Os verdadeiros responsáveis pelo atentado do Riocentro. Entrevista com Jair Krischke


                                                       


IHU - Unisinos
Instituto Humanitas Unisinos


"Fica evidente que havia dentro do Estado brasileiro, mesmo que fosse uma ditadura, um Estado paralelo, um Estado terrorista que praticava crimes hediondos e que lesava a humanidade”, constata o historiador.

O documento que comprova a prisão do deputado federal e engenheiro Rubens Paiva e o envolvimento do exército com o seu desaparecimento durante a ditadura militar demonstram que a ação do Riocentro "foi planejada e levada a efeito pelo Departamento de Operações e Informações/Centro de Operações de Defesa Interna – DOI-Codi do Rio de Janeiro, ou seja, por um setor militar que foi criado como um aparelho da repressão e tinha uma atuação duríssima, porque queriam que a ditadura permanecesse e que se prolongasse indefinidamente”, diz Jair Krischke à IHU On-Line em entrevista concedida por telefone.

Para ele, o documento encontrado nos arquivos do coronel da reserva do Exército Julio Miguel Molinas Dias permite rever a história e confirmar que os militares organizaram um atentado "para adiar a abertura democrática no momento, porque os ‘comunistas subversivos continuavam ativos’”, ironiza.

Krischke prestou seu depoimento à Comissão Nacional da Verdade na última terça-feira, 27-11-2011, denunciando a Operação Condor no Brasil e sugerindo a recuperação de arquivos que estão sobre o domínio do Comando Militar do Sul. "Saio satisfeito após dar meu depoimento, e posso dizer que, finalmente, o nosso país, a exemplo dos demais que já fizeram, está recuperando a história recente do Brasil”, conclui.

Formado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Jair Krischke (foto abaixo) é ativista dos direitos humanos no Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai. Em 1979, fundou o Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, a principal organização não governamental ligada aos direitos humanos da região sul do Brasil. Também é o fundador do Comitê de Solidariedade com o Povo Chileno.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Qual a importância e o significado de conhecermos hoje os detalhes da explosão da bomba no Riocentro em 1981?

Jair Krischke – A partir da análise dos documentos encontrados, fica clara a responsabilidade do Departamento de Operações e Informações/Centro de Operações de Defesa Interna – DOI-Codi do Rio de Janeiro no episódio, apesar de eles terem negado o caso. Foi instaurado um inquérito policial que, claro, não resultou em nada, mas prova que os autores do caso foram eles. Se a bomba não tivesse explodido no carro de dois agentes, teria acontecido um morticínio de mais de 20 mil pessoas que se encontravam no show. Imagina mais de 20 mil brasileiros mortos em uma explosão que queriam atribuir aos comunistas. Os ditadores queriam, mesmo depois da anistia, permanecer no poder, atribuindo esse atentado à esquerda. Então, por isso esses documentos são importantes, pois revelam quem foram os verdadeiros responsáveis pelo atentado e qual a dimensão que esse caso poderia ter tomado.

IHU On-Line – Em que sentido esses documentos são reveladores para que se esclareça como o episódio do Riocentro está ligado ao centro de comando do aparelho de repressão do Estado?

Jair Krischke –Toda essa ação foi planejada e levada a efeito pelo DOI-Codi do Rio de Janeiro, ou seja, por um setor militar que foi criado como um aparelho da repressão e que tinha uma atuação duríssima, pois queria que a ditadura permanecesse e que se prolongasse indefinidamente. Então, a ideia deles foi produzir esse atentado e atribuí-lo à esquerda, para adiar a abertura democrática no momento, porque os "comunistas subversivos continuavam ativos”. Então, essa revelação é muito oportuna especialmente neste momento em que há no Brasil uma Comissão Nacional da Verdade, que poderá, a partir desses documentos, aprofundar a investigação e bem mais além do que até hoje foi feita

IHU On-Line – Que informações importantes aparecem nos documentos encontrados na casa do coronel Molinas Dias sobre a prisão e morte do deputado cassado pela ditadura Rubens Paiva, desaparecido há 41 anos e cuja morte foi negada pelos militares?

Jair Krischke –Os documentos comprovam que Rubens Paiva esteve nas mãos do DOI-Codi. Isso evidência que ele foi torturado, assassinado, teve seu corpo desaparecido, e por quem? Por aqueles militares que operavam no DOI-Codi. Esses documentos desmascaram, de uma vez por todas, a autoria desse crime bárbaro. Esse é mais um documento pelo qual a Comissão Nacional da Verdade poderá buscar mais informações. Há uma assinatura neste documento. De quem é a assinatura? Identificando-a, será possível saber se a pessoa que assinou ainda está viva ou não, e se poderá depor na Comissão da Verdade.

Os militares tinham esse costume de negar os crimes que cometiam, crimes hediondos etc. Como eles mantinham esse hábito, negaram o caso envolvendo o deputado Rubens Paiva, que foi exilado e havia retornado ao país para trabalhar como engenheiro. É claro que ele mantinha relações com uma série de pessoas e que, segundo a ditadura, eram pessoas subversivas. Certamente, esta foi a razão pela qual ele foi vítima dessa barbárie.

IHU On-Line – Como compreender que documentos dessa envergadura estivessem em mãos de uma pessoa?

Jair Krischke –Esse era um hábito muito cultivado pelos repressores; eles levavam documentos importantes para casa. No caso do Rubens Paiva [1], certamente o coronel não tinha nada a ver diretamente com o assunto, mas guardou os documentos para que, caso algum ex-colega do aparelho repreensivo quisesse lhe denunciar por alguma coisa, teria outras provas. Era uma regra entre os "arapongas” não confiar nem na sua própria mãe. Então, entende-se por que ele teria documentos que não tinham nada a ver com a sua atividade. Por outro lado, aqueles documentos que foram manuscritos, estes sim eram da sua responsabilidade.

IHU On-Line – O que esses episódios evidenciam sobre as práticas do regime militar com aqueles que eram considerados "inimigos"?

Jair Krischke –Fica evidente que havia dentro do Estado brasileiro, mesmo que fosse uma ditadura, um Estado paralelo, um Estado terrorista que praticava crimes hediondos e que lesava a humanidade. Tenho esperanças de que no futuro isso irá aparecer e um dia essas pessoas serão responsabilizadas, porque esses são crimes imprescritíveis.

IHU On-Line – Qual a validade desses documentos para o trabalho da Comissão Nacional da Verdade?

Jair Krischke –São documentos absolutamente inéditos. Nós nunca antes tivemos qualquer outra manifestação ou documento que narrasse o caso do Riocentro. Esses documentos trazem informações detalhadas, de minuto a minuto; é uma confissão de responsabilidade. Através deste documento se pode buscar outros responsáveis. O coronel estava lá no DOI-Codi comandando a ação, mas havia certamente mais de 20 agentes de campo, os quais ainda não sabemos o nome. Uma investigação poderá apurar essas informações.

Quando foi instaurado um inquérito policial militar, o primeiro militar indicado para presidir o inquérito policial foi o coronel Dickson Grael [2]. Ele deu uma declaração para a imprensa dizendo que faria o inquérito "doa a quem doer”. Imediatamente ele foi afastado. Foi nomeado um segundo coronel, que adoeceu, o qual foi substituído por um terceiro, que fez um inquérito e não apurou nada. Depois, o coronel Dickson Grael se aposentou do exército e escreveu um livro sob o título À sombra da Impunidade, onde aponta o seu dedo acusador para o coronel Júlio Miguel Molinas Dias [3], que era o comandante. O mesmo ele disse para o Jornal do Brasil. Até o momento, só tínhamos esse indicativo. Agora, temos um documento de próprio punho, o que possibilitará uma investigação. Então, por isso a importância dos documentos, já que num passado recente tudo foi negado. Agora, não há dúvida.

IHU On-Line – Qual a novidade e a motivação que estes dados recentes, principalmente aquele envolvendo Rubens Paiva, traz para os debates sobre a Lei da Anistia?

Jair Krischke – É tempo de se discutir, e isto vai reforçar aquilo que já está posto, ou seja, de a Lei de Anistia não tem a menor validade no âmbito internacional. O Brasil já está condenado pela Corte Americana de Direitos Humanos a não adotar o critério daLei de Anistia, que foi uma autoanistia, na verdade. Então, todos esses episódios, e certamente aparecerão outros, irão evidenciar que os crimes foram tão hediondos que o Supremo será sensível, e não irá querer compactuar com eles. Apesar das críticas à Comissão da Verdade, essa é a que nós temos e, como brasileiros, temos o dever de lutar por ela e cobrar tudo aquilo que entendamos que deva ser cobrado.

IHU On-Line – O senhor esteve em Brasília nesta semana. Como foi seu depoimento na Comissão Nacional da Verdade?

Jair Krischke –Prestei o meu depoimento, provando documentalmente que quem criou a Operação Condor foi o Brasil. Documentalmente, provei a primeira Operação Condor em dezembro de 1970, e a segunda em junho de 1971. Fiz um pedido à Comissão, e certamente ficaram comprometidos em executar, em relação aos documentos do DOPSdo Rio Grande do Sul. O estado do Rio Grande do Sul foi o único que, publicamente, disse que queimou os documentos do DOPS, em maio de 1982. Mas isso foi uma farsa, uma redonda farsa, porque um ano depois eu resgatei documentos que, segundo o Estado, haviam sido queimados, com duas anotações posteriores à data da suposta queima. Esses documentos foram microfilmados e se encontram em poder do Comando Militar do Sul. Provei isso que estou dizendo e fiz um apelo à Comissão Nacional da Verdade, que tem poderes legais para recuperar, junto ao Comando Militar do Sul, todos esses documentos, que são patrimônio do estado do Rio Grande do Sul e que, neste momento, se encontram em mãos indevidas. Saio satisfeito após dar meu depoimento, e posso dizer que, finalmente, o nosso país, a exemplo dos demais que já fizeram, está recuperando a história recente do Brasil.

IHU On-Line – Quais são as perspectivas de que os arquivos da ditadura sejam disponibilizados a partir dos trabalhos da Comissão da Verdade?

Jair Krischke –Muitíssimo boas. Muitos arquivos já estão disponíveis, é só saber buscá-los. Invariavelmente digo que não basta ser alfabetizado, tem que saber buscá-los no Brasil e no exterior também.

NOTAS

[1] Rubens Beyrodt Paiva (Santos, 26 de dezembro de 1929 — desaparecido em 20 de janeiro de 1971): engenheiro civil e político brasileiro desaparecido durante o regime militar. Era filho de Jaime Almeida Paiva, advogado, fazendeiro do Vale do Ribeira e despachante do Porto de Santos, e de Araci Beyrodt.
[2] Coronel Dickson Grael: ex-diretor do Riocentro, afastado alguns dias antes do atentado. Coronel da reserva que foi o responsável pela reabertura das investigações sobre as bombas que explodiram no Riocentro, no dia 1° de maio de 1981, matando o sargento Guilherme Pereira do Rosário e ferindo o capitão Wilson Luís Chaves.
[3] Júlio Miguel Molinas Dias: coronel reformado, 78 anos, foi morto a tiros em frente de casa, em Porto Alegre.O coronel era comandante do destacamento de operações internas do Exército no Rio de Janeiro, na época do caso Riocentro. (Com a Adital)

Marionnette Incroyable!!!

Fórum Social Mundial Palestina Livre tem início em Porto Alegre


                          
  Agência Efe (25/11)

Manifestantes pró-Palestina protestam contra recente ataque a Gaza. Marcha ocorreu em Madri, na Espanha, um dos países participantes do Fórum

Cerca de três mil pessoas participam de evento que promove a luta pela libertação nacional dos palestinos
    

O conflito contra Israel e a luta pela libertação nacional do povo palestino serão os principais temas de discussão durante os próximos três dias no FSM (Fórum Social Mundial) Palestina Livre, ou FSMPL, que tem início nesta quinta-feira (29/11) em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Cerca de três mil pessoas estão inscritas para participar do FSMPL. Ao todo, 36 países de quatro continentes estão representados. Ativistas, organizações, movimentos e intelectuais de dezenas de países estão inscritos para participar de conferências e atividades sobre diferentes temas relacionados à questão palestina.

Enquanto a maior parte da atenção mundial está focada nos esforços diplomáticos e na atividade das principais autoridades palestinas, este evento procura dar voz aos palestinos e árabes israelenses que convivem diariamente com a ocupação de Israel, aos refugiados que ainda lutam por seu direito de retorno e a movimentos internacionais que propõem críticas e formas de reivindicação. O Fórum pretende mostrar como essas diferentes pessoas lidam com uma política a qual consideram segregacionista e o que sugerem como solução.

As dezenas de mesas de discussão contemplam esse esforço abrangente, mas também se unem em torno de três princípios fundamentais: o fim da ocupação e colonização israelense em todas as terras árabes, além da derrubada do muro; a garantia à igualdade plena dos direitos fundamentais dos cidadãos árabe-palestinos de Israel; e a implementação, proteção e promoção dos direitos dos refugiados palestinos para que esses possam regressar às suas casas e propriedades como está estipulado na resolução 194 da ONU.

As divergências também estão colocadas na mesa do FSMPL. Enquanto alguns defendem a solução de dois estados, outros são favoráveis à constituição de um único estado laico e democrático para abranger os dois povos. Enquanto alguns comemoram a iniciativa do presidente palestino, Mahmoud Abbas, de pedir o reconhecimento da Palestina nas Nações Unidas, outros apresentam críticas à sua proposta. Para os organizadores,  o contraditório também contribuirá para construir o evento. (Com o Opera Mundi)

Entrevista con Carlos Lozano Guillén, reconocido activista por la paz, dirigente del Partido Comunista y director del semanario Voz, sobre el tema de los diálogos de paz entre el régimen y las FARC-EP

Homenagem ao ex-deputado Sérgio Miranda


                                                              
Na manhã desta quinta-feira, 23 de novembro, reuniram-se na sede da CONTEC, em Brasília, os membros do FST (Fórum Sindical dos Trabalhadores). O coordenador Lourenço Ferreira do Prado abriu os trabalhos propondo fazer um minuto de silêncio ao saudoso ex-deputado federal Sérgio Miranda, falecido nesta semana. O ex-parlamentar prestava serviços de assessoria política e sindical ao Fórum.
Foi um encontro decisivo e importante, que visou o planejamento das ações sindicais a serem executadas em 2013. Também fizeram um balanço das atividades e avanços realizados nos últimos 11 meses.
Após duas horas de debate produtivo, de forma democrática, os membros presentes escolheram a nova coordenação do órgão. Todos insistiram para que o presidente da CONTEC, Lourenço Ferreira do Prado, permanecesse na coordenação geral do FST. Para trabalharem no próximo biênio foram eleitos:
COORDENAÇÃO EXECUTIVA:
Lourenço Ferreira do Prado (CONTEC)
Artur Bueno (CNTA)
Lourival Figueiredo Melo (CNTC)
João Rodrigues Filho (CNTS)
Warley Martins Gonçalles (COBAP)
Carlos Alberto Chimith (CNTL)
Osvaldo Augusto de Barros (CNTEEC)
CONSELHO FISCAL:
Moacir Roberto Tesch – (CONTRATUH)
Rumiko Tanaka – (CONTEC)
Aprigio Guimarães – (CNTI)
José Chaves (CNTEC)
Mario Jorge dos Santos Filho (CNTS)
Nelson de Miranda Osório (COBAP)
Essa foi a última reunião ordinária do Fórum realizada em 2012. O próximo encontro acontece somente no ano que vem, onde serão empossados os novos dirigentes e também apresentada a reformulação do Estatuto do FST.

Derrame de bilhões para a construção de Belo Monte tem questionamento na Justiça. Pena que não se faça CPI sobre o caso...


                                                              


Financiamento do BNDES a Belo Monte contraria as
normas do próprio banco e será questionado na Justiça


O BNDES anunciou a liberação de R$ 22,5 bilhões para a construção de Belo Monte. É o maior financiamento da história do Banco, cujos recursos advêm, em parte, do nosso dinheiro (FGTS e Fundo de Amparo ao Trabalhador, entre outros).
Somando-se os dois empréstimos-ponte já concedidos ao Consórcio Norte Energia – R$ 1,1 bilhão em meados de 2011, e R$ 1,8 bilhão em fevereiro de 2012 -, Belo Monte recebe do BNDES (por enquanto) R$ 25,4 bilhões.

Os primeiros dois empréstimos foram liberados pelo Banco sem nenhuma análise de risco, e nenhuma análise de risco foi apresentada ao público juntamente com a liberação dos R$22,5 bilhões agora. E os riscos são tantos que, se Belo Monte naufragar, quebra o BNDES.
De acordo com o BNDES – e aqui transcrevemos uma lista de salvaguardas enviadas pelo próprio Banco -, as medidas obrigatórias nas operações financeiras incluem:
1. Avaliação do beneficiário no que tange às suas políticas, práticas e gestão socioambiental, inclusive no ambiente externo, considerando articulação com políticas públicas e o desenvolvimento local e regional sustentável, tendo como referência o conceito de Responsabilidade Social e Ambiental;
2. Realização de uma avaliação do beneficiário sobre a sua regularidade junto aos órgãos de meio ambiente, pendências judiciais e efetividade da atuação ambiental;
3. Avaliação do empreendimento no que tange os aspectos relativos a ecoeficiência, adoção de processos e produtos social e ambientalmente sustentáveis, emissões de gases de efeito estufa;
4. Avaliação do atendimento a exigências ambientais legais, em especial o zoneamento ecológico-econômico e o zoneamento agroecológico, e verificação da inexistência de práticas de atos que importem em crime contra o meio ambiente;
5. Inclusão de possíveis condicionantes de natureza social e/ou ambiental estabelecidas a partir da análise realizada (do cliente e do empreendimento), em complemento às exigências previstas em lei;
6. E, na fase de Acompanhamento da operação, devem ser verificados:
- as regularidades fiscal, previdenciária e ambiental do beneficiário e do empreendimento;
- o cumprimento de eventuais medidas mitigadoras, obrigações em termos de ajuste de conduta e condicionantes presentes no contrato e nas licenças ambientais;
- o acompanhamento dos indicadores sociais e ambientais para monitoramento e avaliação do beneficiário e do empreendimento;

Belo Monte é um empreendimento sobre o qual pesam 53 ações jurídicas – uma das quais, que versa sobre a não realização das consultas indígenas, está no STF para votação em plenária e poderá anular todo o licenciamento da obra, como entende o TRF1. Nenhuma análise da “regularidade jurídica” do projeto pode ignorar o fato, e muito menos aprovar empréstimos da monta do efetuado pelo BNDES.

As condicionantes sociais, ambientais e indígenas de Belo Monte não foram cumpridas, o que tem causado consecutivos protestos por parte dos atingidos. Nenhuma análise do “cumprimento de eventuais medidas mitigadoras e condicionantes presentes no contrato e nas licenças ambientais” do projeto pode ignorar o fato, e muito menos aprovar empréstimos da monta do efetuado pelo BNDES.

Os índices de desmatamento da região de Altamira têm atingido recordes mês a mês. Os índices de violência e assassinatos, da mesma forma. O custo de vida para a população local, em termos de preços de alimentos, moradia, saúde e outros itens básicos, idem. Nenhum acompanhamento dos “indicadores sociais e ambientais” do projeto pode ignorar o fato, e muito menos aprovar empréstimos da monta do efetuado pelo BNDES.

As estruturas de saúde, educação, saneamento, segurança e outros serviços básicos nos municípios da região – em especial Altamira – colapsaram. Nenhuma análise das “políticas, práticas e gestão socioambiental, inclusive no ambiente externo, considerando articulação com políticas públicas e o desenvolvimento local e regional sustentável” do projeto pode ignorar o fato, e muito menos aprovar empréstimos da monta do efetuado pelo BNDES.

No início de 2012, a Norte Energia foi multada em R$ 7 milhões pelo Ibama, fato ignorado pelo BNDES; dezenas de ribeirinhos e agricultores perderam casas e terras sem indenização devida (tendo motivado inúmeras ações contra o empreendimento), fato ignorado pelo BNDES; a drástica diminuição de peixes e a mortandade de quelônios na Volta Grande do Xingu é um fato, e o Banco não propôs quaisquer “condicionantes de natureza social e/ou ambiental estabelecidas a partir da análise realizada (do cliente e do empreendimento), em complemento às exigências previstas em lei”.

Greves e revoltas dos trabalhadores em função de irregularidades trabalhistas se repetem ano a ano, tendo culminado, recentemente, em ação que destruiu estruturas dos canteiros e paralisou as obras.
Em nenhum momento a população brasileira, os trabalhadores brasileiros, foram consultados sobre a concordância ou não com o aporte de tal volume de recursos em uma obra com tal volume de irregularidades e violações de direitos, agora e futuramente.

A Eletrobrás foi obrigada a garantir a compra de 20% da energia a ser produzida por Belo Monte a um preço de R$ 130/MWh, cerca de 70% superior à tarifa definida no leilão da usina – sendo que o preço médio histórico da energia adquirida pelas grandes empresas que compõem o mercado livre se situa na faixa de R$ 15 a R$ 20 por MWh. Nenhuma avaliação da viabilidade econômica de Belo Monte foi apresentada ao público pelo BNDES.

Belo Monte não é um fato consumado, uma vez que apenas 15% da obra foram feitos. Mas são tantas as irregularidades que marcam o projeto que, se a Justiça cumprir seu papel e aplicar as leis, ele naufraga. E quando isso acontecer, o prejuízo ao BNDES pode ser irreversível.
Diante de tudo isso, o Movimento Xingu Vivo para Sempre apresentou nesta quarta, 28, uma representação ao Ministério Público Federal para que acione juridicamente o Banco e impeça o repasse dos R$ 22,5 bilhões anunciado.

Suíça, Austrália e Noruega são, nesta ordem, os três melhores países do mundo para se nascer hoje em dia, de acordo com um índice elaborado pela consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU).

                                             

O ranking da EIU põe o Brasil na 37ª posição entre os 80 países analisados - à frente da vizinha Argentina e dos demais países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

A Nigéria é apontada como o pior dos 80 países para se nascer pela EIU, o braço de pesquisas da revista The Economist.
O índice leva em conta 11 variáveis que indicam quais países deverão oferecer em 2030, quando os bebês de 2012 e 2013 chegarão à idade adulta, as melhores oportunidades para uma vida saudável, segura e próspera.
Pequenos em vantagem

Os melhores países para se nascer
1. Suíça
2. Austrália
3. Noruega
4. Suécia
5. Dinamarca
6.Cingapura
7. Nova Zelândia
8. Holanda
9. Canadá
10. Hong Kong
16. Alemanha
16. Alemanha
21. Itália
25. Japão
26. França
27. Grã-Bretanha
[...]
37. Brasil
39. México
40. Argentina
49. China
53. África do Sul
66. Índia
72. Rússia
76. Angola
77. Bangladesh
78. Ucrânia
79. Quênia
80. Nigéria
Fonte: Economist Intelligence Unit

A EIU aponta que a maior parte dos primeiros colocados no ranking são economias pequenas. Entre os dez primeiros, que incluem também Suécia, Dinamarca, Cingapura, Nova Zelândia, Holanda, Canadá e Hong Kong, apenas a Austrália, segundo, e o Canadá, nono, são integrantes do G20, o grupo das maiores economias do mundo.
A lista dos dez primeiros traz também apenas um país - a Holanda, oitava do ranking - membro da zona do euro, imersa na crise econômica.
Entre os 12 países latino-americanos analisados, o Brasil é o terceiro colocado, atrás de Chile (23º no ranking geral) e Costa Rica (30º) e à frente de países como México (39º), Argentina (40º), Cuba (empatado em 40º) e Venezuela (44º).
Entre os países do grupo Brics, o Brasil é o mais bem colocado, seguido de China (49º), África do Sul (53º), Índia (66º) e Rússia (72º).
Dos países do G7, grupo que reunia originalmente as sete maiores economias do mundo, o Canadá, na 9ª posição, é o país mais bem colocado no ranking. Alemanha e Estados Unidos vêm a seguir, empatados na 16ª posição, seguidos de Itália (21º), Japão (25º), França (26º) e Grã-Bretanha (27º).
Mudança em 25 anos
O levantamento atual contrasta bastante com outro ranking semelhante elaborado pela EIU em 1988, no qual os Estados Unidos apareciam como o melhor país para se nascer naquele ano.
Os oito primeiros lugares no ranking de 1988 eram todos ocupados pelos países do G7 e por Hong Kong (à época ainda sob controle britânico).
Há 25 anos, o Brasil aparecia na 30ª posição entre 48 países - atrás de Argentina (21º), União Soviética (21º) e Índia (27º), mas à frente de China (32º), Portugal (empatado em 32º) e Alemanha Oriental (36º).
O ranking deste ano foi elaborado com base em questões subjetivas de satisfação e outros fatores mais objetivos de qualidade de vida nos países. A metodologia leva em consideração fatores diversos como geografia, demografia, características sociais e culturais e outros fatores econômicos que dependem das políticas de cada país e da situação da economia mundial.
Os fatores que influenciam os indicadores de qualidade de vida em cada país incluem PIB per capita, expectativa de vida, qualidade de vida familiar, liberdade política, segurança no trabalho, clima, segurança pessoal, qualidade de vida comunitária, qualidade do governo e igualdade de gênero.