sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Massacre de operários


Continuamos a dar informações sobre os episódios de 1963 em Ipatinga, onde morreram trrabalhadores à entrada da Usiminas.Durante a última reunião da Comissão de Direitos Humanos na Assembleia Legislativa, o jornalista Jurandir Persichinni relatou detalhes do massacre que testemunhou à epoca. "Eu afirmo que foram 44 mortos", disse o sobrevivente do massacre. Ele também saldou o monsenhor Avelino Marques, na época pároco de Ipatinga, que intercedeu pelos manifestantes no dia do confronto. Monsenhor Marques participou da reunião na Assembleia Legislativa e também relatou suas lembranças do episódio.(Imagem:Google)

Massacre de Ipatinga


Vamos a mais detalhes sobre o massacre de trabalhadores em Ipatinga.No dia 28/10/2009, a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa se reuniu para discutir o episódio. Na noite de seis de Outubro de 1963, durante a saída do turno das 22h,depois de uma confusão na portaria, um dos metalúrgicos foi preso por um policial militar, conta o boletim Assembleia Informa.
A notícia da prisão teria causado tumulto em um dos alojamentos onde dormiam os trabalhadores, o que resultou na prisão de outras 300 pessoas durante a madrugada.
No dia seguinte, trabalhadores se aglomeraram em frente ao portão de entrada da Usiminas e se recusaram a trabalhar.
"Há relatos de que uma pedra teria sido lançada contra os policiais, que teriam começado a atirar contra os trabalhadores", relata o Assembleia Informa. De acordo com a lista oficial divulgada na época, oito pessoas morreram.
Segundo o jornalista Marcelo Freitas, autor do livro Não por acaso, "vários moradores da cidade acreditam que o número de vítimas tenha sido maior.
"O autor localizou em Belo Horizonte e Itapetinga, no interior da Bahia, parentes de pessoas que desapareceram naquele dia e de quem até hoje procura informações sobre o que teria ocorrido com elas", relata o jornal
O Popular, de Viçosa.
A investigação foi conduzida em quatro etapas. A primeira foi em 1988, quando Marcelo Freitas era repórter do Hoje em Dia. A segunda, quando era repórter do Estado de Minas.
A matéria de O Popular diz que "em 2004 e 2005, Marcelo Freitas trabalhou o tema no mestrado em Ciências Sociais da PUC Minas".
Em 2006 e 2007 concentrou sua atenção na busca de informações sobre a polêmica em torno do número de mortos.
Para isso entrevistou médicos e enfermeiros de hospital da região do Vale do Aço que estavam em atividade em 1963.
O livro traz o relato de um motorista da Usiminas que, no dia 8 de Outubro de 1963, buscou, na funerária da Santa Casa, em Belo Horizonte, 32 caiões que foram deixados no almoxarifado da empresa.
Dois vereadores do Vale do Aço, Marcos da Luz, de Coronel Fabriciano, e Agnaldo Bicalho,de Ipatinga, enviaram carta à Usiminas pedindo que os arquivos da época sejam liberados aos pesquisadores.

40 anos da morte de Carlos Marighella


Nota do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro:
"No próximo dia 4 de novembro, cumprem-se quarenta anos do
covarde assassinato de Carlos Marighella pelas forças da
repressão da ditadura militar. O PCB se associa a todas as
iniciativas para homenagear este herói e conclama sua militância e
amigos a delas participarem.
Marighella formou-se politicamente na grande escola do PCB, onde militou a maior parte de sua vida como revolucionário. Após o golpe imperialista de 1964, que assumiu a forma de golpe militar, o camarada rompeu com o PCB, liderando a criação da ALN (Ação Libertadora Nacional), em razão de divergências com a linha política do Partido, em que predominavam as ilusões de aliança com setores da chamada burguesia nacional e na democracia burguesa, equívocos que estão na raiz da derrota popular em 1964.
O PCB, que sepultou as ilusões reformistas em seu processo de reconstrução revolucionária, respeita e compreende as razões de Marighella para romper com o Partido, mesmo divergindo do método e considerando que a forma de luta adotada pela ALN, apesar de legítima, não era adequada àquela correlação de forças e ao nível de organização e mobilização da resistência popular à ditadura.
Entretanto, apesar de considerarmos correta, até 1979, a linha política do PCB na questão do enfrentamento à ditadura pela via do movimento de massas e da frente democrática,não estamos entre aqueles que negam ou subestimam o papel da insurgência armada adotada por algumas organizações no período que, ao preço de muitas vidas que nos
fazem falta, também contribuíram para a derrubada da ditadura.
Também é preciso ficar claro que a ditadura não escolhia suas vítimas apenas em função dos meios com que lutavam. Entre 1973 e 1975, foram assassinados dezenas de camaradas do PCB, cujos corpos jamais apareceram, dentre eles quase todos os membros do Comitê Central que aqui atuavam na clandestinidade.
Marighella não pertence apenas ao PCB nem à ALN. Pertence a todos os revolucionários e se inscreve na galeria de heróis que, em todo o mundo, lutaram e lutam contra a opressão e a exploração, por uma sociedade em que todos nos possamos chamar de companheiros".

Auxílio à lista

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Nobel da Paz?

(Isabella/Telesur)

Para ler com atenção


Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
A Mensageira das Violetas -Florbela Espanca
Sonetos -Luís Vaz de Camões
Eu e Outras Poesias -Augusto dos Anjos
Fausto -Johann Wolfgang von Goethe
Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
Os Maias -José Maria Eça de Queirós
A Mulher de Preto -Machado de Assis
A Desobediência Civil -Henry David Thoreau
A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
A Pianista -Machado de Assis
Poemas em Inglês -Fernando Pessoa
A Igreja do Diabo -Machado de Assis
A Herança -Machado de Assis
A chave -Machado de Assis
Eu -Augusto dos Anjos
As Primaveras -Casimiro de Abeu
A Desejada das Gentes -Machado de Assis
Quincas Borba -Machado de Assis
A Segunda Vida -Machado de Assis
Os Sertões -Euclides da Cunha
O Alienista -Machado de Assis
(A foto é do escritor e cronista João do Rio)

O mensalão na Justiça

O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) confirmou na Justiça que o presidente do PTB, Roberto Jefferson, denunciou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a suposta existência do mensalão, esquema de compra de apoio ao governo no Congresso. O petista disse que o episódio ocorreu em março de 2005, em uma reunião no Palácio do Planalto.(Com o Yahoo)

Disque direitos humanos


O Disque Direitos Humanos (0800 031 1119) recebeu mais de três mil denúncias nos primeiros nove meses deste ano. Os números mostram que a população mineira está denunciando cada vez mais, principalmente crimes contra mulher, idosos, pessoas com deficiência e crianças e adolescentes. O crescimento mais expressivo foi o de crimes contras mulheres: 1.800%, sendo 85 denúncias neste ano contra três em 2008. Em seguida aparecem as denúncias contra idosos, com desempenho 30% superior ao atingido no ano passado: 173 ante 133. (Imagem:Google)

A crise em Honduras


"Ao perdedor, as bananas
O "futebol" poderia trazer paz a Honduras?
Apesar do completo isolamento diplomático do governo, prossegue a crise política em Honduras, superando as previsões otimistas de um rápido acordo negociado com instituições internacionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e as Nações Unidas (ONU). Como o Brasil e a América do Sul já se encontram irmanados no espírito olímpico, acredito que agora foi criado um clima propício para um desfecho de confraternização em Honduras. A decisão desse imbróglio político seria no campo, através de uma disputa entre duas seleções de futebol. A primeira seleção seria escalada pelo "técnico" Manuel Zelaya. A segunda, pelo "técnico" Roberto Micheletti. O juiz dessa histórica disputa seria José Miguel Insulza, secretário geral da OEA, tendo como bandeirinhas Álvaro Uribe, da Colômbia, e Hugo Chávez, da Venezuela. Como apoio técnico, seriam escalados os "massagistas" Evo Morales (Bolívia), Cristina Kirchner (Argentina), Lula da Silva (Brasil) e Fernando Lugo (Paraguai). A "segurança" do evento ficaria com o capitão Nascimento, do filme "Tropa de Elite". E os resultados, como seriam processados? Muito simples: a seleção vencedora receberia como "troféu" (acrescido das responsabilidades de praxe) o comando político-administrativo de Honduras. A seleção derrotada teria como prêmio de consolo um cacho de bananas, símbolo histórico e emblemático da republiqueta exportadora centro-americana."




Gilberto Araújo é Jornalista (Publicado dia 30/10/2009 em O Tempo)

Caim, por Saramago


Assembleia, homenageia o Vale do Jequitinhonha

U



Dia 5, às 20h, no plenário da Assembleia Legislativa, haverá homenagem aos 30 anos do Festival da Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha – Festivale –, e à Federação das Entidades Culturais e Artísticas do Vale do Jequitinhonha – Fecaje. Serão homenageados: Tadeu Martins (foto) , Aurélio Silby, Carlos Castilim e George Abner.A iniciativa é do deputado Carlos Gomes.

Cartório Eletrônico

Quem quiser tirar uma cópia da certidão de nascimento, ou de casamento, não precisa mais ir até um cartório, pegar senha e esperar um tempão na fila. O cartório eletrônico, já está no ar! http://www.cartorio24horas.com.br/ Nele você resolve essas e outras burocracias, 24 horas por dia, on-line. Cópias de certidões de óbitos, imóveis, e protestos também podem ser solicitados pela internet. Para pagar é preciso imprimir um boleto bancário. Depois, o documento chega por Sedex.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Relações Quito-Moscou


O presidente do Equador, Rafael Correa Delgado, iniciou visita à Rússia. Segundo o analista político Guenadi Sperpski, da Voz da Rússia, o objetivo central da visita é o incremento das relações entre Moscou e Quito. Correa deverá encontrar-se com o presidente russo Dimitri Medvedev.(Com a Voz da Rússia)

ONU condena embargo



A Organização das Nações Unidas condenou mais uma vez o embargo imposto pelos Estados Unidos à ilha de Cuba.Por 187 votos contra os votos de Israel, Estados Unidos e Palau.A República de Palau é um pequeno país insular da Micronésia no Oceano Pacífico, entre os mares das Filipinas a Oeste, Indonésia e Papua-Nova Guine ao Sul e Estados Federados da Micronésia a Leste. Capital: Melequeoque.
Uma nova capital está sendo projectada para ser construída na ilha de Babeldaob, maior ilha do país e segunda maior da Micronésia, onde está situado o aeroporto. (Com a Al-Jazeera e o Google)

Tempero contra câncer


Uma pesquisa realizada na Irlanda sugere que um componente encontrado no açafrão da Índia, presente no tempero curry, pode matar células cancerosas.Que se profundem e rápido os estudos...(Com a BBCBrasil/Divulgação)

Eleições no Uruguai


(Allan McDonald/Telesur)

Diretora da OMS em Havana

O líder da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz, teve um encontro com a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), a dra. Margaret Chan, e com a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPS), dra. Mirta Roses, que cumpriram um amplo programa de intercâmbio com profissionais do setor e visitaram diferentes instituições científicas e assistenciais dessa importante área social.

Mais três no CONEDH



Mais três entidades da sociedade civil foram eleitas ontem para o
Conselho de Defesa dos Direitos Humanos. Foram 15 inscritas mas a representação do Colégio Arnaldo não compareceu e as Brigadas Populares à última hora preferiram apenas votar. A sessão de votação foi presidida pela professora e médica Emely Vieira Salazar, que representa a Diocese de BH e é a atual presidente do Conselho. Foram escolhidas para integrar o CONEDH as seguintes entidades: Movimento dos Trabalhadores sem Terra, MST, Pastoral da Terra e Movimento Nacional de Direitos Humanos. Agora é esperar pela publicação de ato do governador Aécio Neves no Minas Gerais para que possam tomar posse.



Jornalistas aposentados


Começou no Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais o treinamento de associados aposentados nos mistérios da informática. A professora é a Laíz, mocinha com uma didática bem interessantes, muito paciente, atenciosa e que consegue prender a atenção dos alunos.
(Imagem:Fátima de Oliveira)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Eleições hoje no CONEDH

Nesta quarta-feira, 28, a eleição dos novos integrantes do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos, CONEDH. De acordo com o secretário- executivo do CONEDH, Lázaro Augusto dos Reis, são as seguintes as entidades inscritas para participar do processo de votação às 11h:


"Eleitoras

Fórum Mineiro de Direitos Humanos – FMDH
- Lúcio Mendonça da Fonseca

MOVIMENTO DOS ATINGIDOS POR BARRAGENS
- Alex Sandra Maranho

IDH – INSTITUTO DH:
Promoção, Pesquisa e Intervenção em Direitos Humanos e Cidadania
- Elenir de Fátima Braga

Eleitoras/Candidatas

Entidades voltadas para a defesa do direito à liberdade de orientação sexual:

LIBERTOS COMUNICAÇÃO
- Osmar da Fonseca Rezende
- Wallison Agostinho Madeira


Entidades que desempenham um efetivo trabalho em defesa dos direitos humanos:

TRANSVIDA – MG (Associação de Apoio ao pré e pós transplantado e familiares)
- Adolpho Von Randow Neto
- Dilermando Paulino Filho

CRB – CONFERÊNCIA DOS RELIGIOSOS DO BRASIL
- Rubens José Falqueto
- Maria do Rosário de Oliveira Carneiro

CRESS – CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL/MG
- Úrsulla Almeida Rey Costa
- Shirley Kátia Moreira Pinheiro

CPT – COMISSÃO PASTORAL DA TERRA
- Ana Paula dos Santos Alves
- Gilvander Moreira

CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA/MG
- Hélvia Maria Valadares Moreira
- Juliana de Paula Medeiros

BRIGADAS POPULARES
- Luiz Fernando Vasconcelos de Freitas
- Joviano Gabriel Maia Mayer

MNDH - MOVIMENTO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS
- Bráulio de Magalhães Santos
- Dinacarla Gonzaga

MST – MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA
- Alexandre de Lima Chumbinho
- Alexandre Soares de Almeida

ASPERPB – ASSOCIAÇÃO DOS PERSEGUIDOS POLÍTICOS DO BRASIL
- Vicente Gonçalves
- Angela Maria Vieira

CENTRAL ÚNICA DAS FAVELAS – CUFA/MG
- José Almerindo da Rocha
- Maria Cristina Silva

FACULDADES ARNALDO
- Patrícia de Moura Rocha
- Soraia Mônica Fonseca Murta"

Para deliciar-se com leitura


O Banqueiro Anarquista -Fernando Pessoa
Dom Casmurro -Machado de Assis
A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
Adão e Eva -Machado de Assis
A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
A Chinela Turca -Machado de Assis
As Alegres Senhoras de Windsor -William Shakespeare
Poemas Selecionados -Florbela Espanca
As Vítimas-Algozes -Joaquim Manuel de Macedo
Iracema -José de Alencar
A Mão e a Luva -Machado de Assis
Ricardo III -William Shakespeare
O Alienista -Machado de Assis
Poemas Inconjuntos -Fernando Pessoa
A Carteira -Machado de Assis
Primeiro Fausto -Fernando Pessoa
Senhora -José de Alencar
A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães

Caim, visto por Saramago



O escritor José Saramago, Prêmio Nobel de Literatura, reconta episódios bíblicos do Velho Testamento sob o ponto de vista de Caim, que, depois de assassinar seu irmão, trava um incomum acordo com deus e parte numa jornada que o levará do jardim do Éden aos mais recônditos confins da criação.
Se, em O Evangelho segundo Jesus Cristo, Saramago nos deu sua visão do Novo Testamento, neste Caim ele se volta aos primeiros livros da Bíblia, do Éden ao dilúvio, imprimindo ao Antigo Testamento a música e o humor refinado que marcam sua obra.
Num itinerário heterodoxo, Saramago percorre cidades decadentes e estábulos, palácios de tiranos e campos de batalha, conforme o leitor acompanha uma guerra secular, e de certo modo involuntária, entre criador e criatura. Para atravessar esse caminho árido, um deus às turras com a própria administração colocará Caim, assassino do irmão Abel e primogênito de Adão e Eva, num altivo jegue, e caberá à dupla encontrar o rumo entre as armadilhas do tempo que insistem em atraí-los. A Caim, que leva a marca do senhor na testa e portanto está protegido das iniquidades do homem, resta aceitar o destino amargo e compactuar com o criador, a quem não reserva o melhor dos julgamentos. Tal como o diabo de O Evangelho, o deus que o leitor encontra aqui não é o habitual dos sermões: ao reinventar o Antigo Testamento, Saramago recria também seus principais protagonistas, dando a eles uma roupagem ao mesmo tempo complexa e irônica, cujo tom de farsa da narrativa só faz por acentuar. Munido de ferina veia humorística, Saramago narra uma estranha guerra entre o homem e o senhor. Mais que isso, investiga a fundo as possibilidades narrativas da Bíblia, demonstrando novamente que, ao recontar o mito e confrontar a tradição, o bom autor volta à superfície com uma história tão atual e relevante quanto se pode ser.
José Saramago nasceu em 1922, de uma família de camponeses da província do Ribatejo, em Portugal. Exerceu diversas profissões - como serralheiro, desenhista, funcionário público e jornalista - antes de se dedicar só à literatura. Prêmio Nobel em 1998, é autor de algumas das obras mais relevantes do romance contemporâneo, como O Evangelho segundo Jesus Cristo e Ensaio sobre a cegueira, ambos lançados pela Companhia das Letras, que publicou outros 23 títulos do escritor. Saramago atualmente vive entre Lanzarote, uma ilha nas Canárias e Lisboa.

Dandara e Camilo Torres

Cerca de 150 moradores e apoiadores das Ocupações Dandara e Camilo Torres participaram de audiencia pública na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), sobre a inscontitucionalidade do artigo 13 do projeto de Lei 728/09, enviado pelo prefeito da capital, Márcio Lacerda. O artigo, que regulamenta o Programa Minha Casa Minha Vida em BH coloca que “as famílias que invadirem áreas de propriedade pública ou privada ,a partir da data de publicação desta Lei, não serão contempladas pela mesma.” Assim, o dispositivo fere o princípio da igualdade previsto no art. 5º da Constituição da República: todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.
Representantes das Ocupações se reuniram com a presidente da CMBH, vereadora Luzia Ferreira, que se comprometeu em acionar os vereadores da comissão responsável por acompanhar as duas ocupações com objetivo de agilizar o processo de negociação pacífica.
Um parecer jurídico e político foi criado por representante das Brigadas Populares e apoiadores das ocupações, no sentido de apresentar a negação do artigo 13 e também a revisão de outros artigos.

Resistência em Honduras


O coordenador geral das manifestações contra o golpe de Estado em Honduras, Juan Barahoma, considera ilegal as restrições ao direito de manifestações determinadas pelos golpistas. A coordenação está convocando novos atos de repúdio aos assaltantes do poder e em favor do presidente constitucional Manuel Zelaya.

Vestibular em Viçosa

Lembrete do jornal O Tempo: "Terminam nesta quarta-feira (28) as inscrições para o Vestibular 2010 da Universidade Federal de Viçosa. As provas serão realizadas nos dias 28 e 29 de dezembro, em diversas cidades brasileiras. São 2.300 vagas no Campus de Viçosa; 380, no Campus de Florestal e 600, no Campus de Rio Paranaíba.
A inscrição deverá ser feita pelo site da Copeve. A taxa de inscrição é de R$105,00. O boleto desta taxa deverá ser pago até quinta-feira (29). O período para retirar o comprovante definitivo de inscrição pela internet é de 11 a 24 de dezembro."

Contra o boqueio a Cuba

A Assembleia Geral da ONU votará na quarta-feira, 28 de outubro, uma resolução sobre o bloqueio dos Estados Unidos a Cuba, depois que uma trintena de presidentes e governantes condenaram este cerco no mesmo fórum. Essas manifestações de repúdio tiveram lugar há um mês no plenário do máximo órgão da ONU, durante uma semana dedicada ao debate geral anual, dentro do 64º período ordinário de sessões.

Sem água potável

A última do histórico conflito árabe-israelense: o Estado judaico cortou água em território palestino ocupado. A denúncia é da organização Anistia Internacional. Espera-se que o bom senso prevaleça, pelo menos no que tange aos suprimentos vitais para o ser humano, como a água potável, numa região sabidamente carente de abastecimento.(Imagem:Al-Jazeera)

Questão de crença

(Telesur/Divulgação)

Dez milhões de candidatos

O maior vestibular do mundo, segundo O Estado de São Paulo, acontece na República Popular da China São mais de 10 milhões de candidatos a uma vaga nas universidades...

Símbolo Perdido

Sucesso absoluto o novo livro de Dan Brown, Símbolo Perdido, lançado nos Estados Unidos. No primeiro dia foram vendidos um milhão de exemplares. O autor de O Código Da Vinci , está com tudo...É autor também de Anjos e Demônios, Fortaleza Digital e Ponto de Impacto, dentre outros livros.

REPÚDIO

O Sistema Conselhos de Psicologia, tendo como responsável Dinacarla Gonzaga, de Minas Gerais, apresentou (e foi aprovada) moção de repúdio à premiação da 30a. edição do Prêmio jornalístico Valdimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, na categoria jornal, que concede memção honrosa à reportagem 'Sem hospícios, morrem mais doentes mentais' , do jornal O Globo, de 09 de dezembro de 2007."

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A crise


(Rebelión/Divulgação)

Frente Ampla uruguaia

A governamental Frente Ampla (FA) manteve a preferência dos uruguaios nas eleições presidenciais deste domingo ao computar 47,49 por cento dos votos emitidos, informou a Corte Eleitoral.A chapa é encabeçada por Jose Pepe Mujica. Possivelmente haverá segundo turno.

COLÔMBIA

(Tommy/Telesur)

O Tempo é inexorável



(Veja primeiro a ilustração,depois o texto.Colaboração do poeta e escritor Carlos Lúcio Gontijo)

"Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Há tempo de adoecer, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Há tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; Há tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntá-las; tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar;
Há tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de jogar fora;
Há tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Há tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.
(Eclesiastes 3:1-8

' O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

VIVENCIA ANDALUZA

UMA VIAGEM PELO MUNDO DO FLAMENCO, A ARQUITETURA MOURA E RENACENTISTA, AS SERRAS E SEUS "PUEBLOS BLANCOS" E OS VINHOS ÚNICOS NO MUNDO OS "FINOS"
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Outros Outubros virão!


"(Declaração Política do XIV Congresso do PCB)



Rio de Janeiro, outubro de 2009



Nascemos em 1922 e trazemos marcadas as cicatrizes da experiência
histórica de nossa classe, com seus erros e acertos, vitórias e derrotas, tragédias e
alegrias. É com esta legitimidade e com a responsabilidade daqueles que lutam pelo
futuro que apresentamos nossas opiniões e propostas aos trabalhadores brasileiros.
Os comunistas brasileiros, reunidos no Rio de Janeiro, nos dias 9 a 12 de
outubro, no XIV Congresso Nacional do Partido Comunista Brasileiro (PCB),
avaliamos que o sistema capitalista é o principal inimigo da humanidade e que sua
continuidade representa uma ameaça para a espécie humana. Por isso, resta-nos
apenas uma saída: superar revolucionariamente o capitalismo e construir a
sociedade socialista, como processo transitório para emancipação dos
trabalhadores, na sociedade comunista.
Uma das principais manifestações dos limites históricos do capitalismo é a
atual crise econômica mundial, que revelou de maneira profunda e didática todos
os problemas estruturais desse sistema de exploração de um ser humano por
outro: suas contradições, debilidades, capacidade destruidora de riqueza material e
social e seu caráter de classe. Enquanto os governos capitalistas injetam trilhões
de dólares para salvar os banqueiros e especuladores, os trabalhadores pagam a
conta da crise com desemprego, retirada de direitos conquistados e
aprofundamento da pobreza.
Mesmo feridos pela crise, os países imperialistas realizam uma grande
ofensiva para tentar recuperar as taxas de lucro e conter o avanço dos processos
de luta popular que vêm se realizando em várias partes do mundo. Promovem
guerras contra os povos, como no Iraque e no Afeganistão, armam Israel para
ameaçar a população da região e expulsar os palestinos de suas terras. Na América
Latina, desenvolvem uma política de isolamento e sabotagem dos governos
progressistas da região, com a reativação da IV Frota e a transformação da
Colômbia numa grande base militar dos Estados Unidos. Toda essa estratégia visa a
ameaçar Venezuela, Bolívia, Equador, Cuba e até mesmo países cujos governos não
se dispõem a promover profundas mudanças sociais, como é o caso do Brasil, tudo
para garantir o controle das extraordinárias riquezas do continente, entre elas o
Pré-Sal, a Amazônia, a imensa biodiversidade e o Aquífero Guarani.
A escalada de violência do imperialismo contra os povos, agravada pela crise
do capitalismo e por sua necessidade de saquear as riquezas naturais dos países
periféricos e emergentes acentua a necessidade de os comunistas colocarmos na
ordem do dia o exercício do internacionalismo proletário. Episódios recentes, como
a tentativa de separatismo na Bolívia, os covardes crimes contra a humanidade na
Faixa de Gaza, o golpe em Honduras, as ameaças ao Irã e à Coreia do Norte
somam-se ao permanente bloqueio desumano a Cuba Socialista, a uma década de
manobras com vistas à derrubada do governo antiimperialista na Venezuela e à
ocupação do Iraque e do Afeganistão.
O PCB continuará no Brasil com sua consequente solidariedade aos povos em
suas lutas contra o capital e o imperialismo, independentemente das formas que as
circunstâncias determinem. O papel ímpar do PCB na solidariedade aos povos em
luta se radica na sua independência política com relação ao governo brasileiro e na
sua visão de mundo internacionalista proletária.
A crise demonstra de maneira cristalina a necessidade de os povos se
contraporem à barbárie capitalista e buscarem alternativas para a construção de
uma nova sociabilidade humana. Em todo o mundo, com destaque para a América
Latina, os povos vêm resistindo e buscando construir projetos alternativos
baseados na mobilização popular, procurando seguir o exemplo de luta da heróica
Cuba, que ficará na história como um marco da resistência de um povo contra o
imperialismo.
Nós, comunistas brasileiros, temos plena consciência das nossas imensas
responsabilidades no processo de transformação que está se desenvolvendo na
América Latina, não só pelo peso econômico que o Brasil representa para a região,
mas também levando em conta que vivemos num país de dimensões continentais,
onde reside o maior contingente da classe trabalhadora latino-americana.
Consideramo-nos parte ativa desse processo de transformação e integrantes
destemidos da luta pelo socialismo na América Latina e em todo o mundo.
Nesse cenário, o Estado brasileiro tem jogado papel decisivo no equilíbrio de
forças continentais, mas na perspectiva da manutenção da ordem capitalista e não
das mudanças no caminho do socialismo. Tendo como objetivo central a inserção
do Brasil entre as potências capitalistas mundiais, o atual governo, em alguns
episódios, contraria certos interesses do imperialismo estadunidense. No entanto,
estas posturas pontualmente progressistas buscam criar um terceiro pólo de
integração latino-americana, de natureza capitalista. Ou seja, nem ALCA, nem
ALBA, mas sim a liderança de um bloco social-liberal, em aliança com países do
Cone Sul, dirigidos por forças que se comportam também como uma “esquerda
responsável”, confiável aos olhos do imperialismo e das classes dominantes locais,
contribuindo, na prática, para aprofundar o isolamento daqueles países que
escolheram o caminho da mobilização popular e do enfrentamento.
O respaldo institucional a alguns governos mais à esquerda na América Latina
tem sido funcional à expansão do capitalismo brasileiro, que se espalha por todo o
continente, onde empresas com origem brasileira se comportam como qualquer
multinacional. Como o objetivo central é a inserção do Brasil como potência
capitalista, o governo Lula não hesita em adotar atitudes imperialistas, como
comandar a ocupação do Haiti para garantir um golpe de direita, retaliar
diplomaticamente o Equador para defender uma empreiteira brasileira ou promover
exercícios militares com tiro real na fronteira com o Paraguai, para defender os
latifundiários brasileiros da soja diante do movimento camponês do país vizinho e
manter condições leoninas no Tratado de Itaipu.
O capitalismo brasileiro é parte do processo de acumulação mundial e
integrante do sistema de poder imperialista no mundo, ressaltando-se que as
classes dominantes brasileiras estão umbilicalmente ligadas ao capital
internacional. A burguesia brasileira não disputa sua hegemonia com nenhum setor
pré-capitalista. Pelo contrário: sua luta se volta fundamentalmente na disputa de
espaços dentro da ordem do capital imperialista, ainda que se mantenha
subordinada a esta, inclusive no sentido de evitar a possibilidade de um processo
revolucionário, no qual o proletariado desponte como protagonista.
Apesar de ainda faltarem condições subjetivas – sobretudo no que se refere à
organização popular e à contra-hegemonia ao capitalismo – entendemos que a
sociedade brasileira está objetivamente madura para a construção de um projeto
socialista: trata-se de um país em que o capitalismo se tornou um sistema
completo, monopolista, capaz de produzir todos os bens e serviços para a
população. Uma sociedade em que a estrutura de classes está bem definida: a
burguesia detém a hegemonia econômica e política, o controle dos meios de
comunicação e o aparato estatal, enquanto as relações assalariadas já são
majoritárias e determinantes no sistema econômico. Formou-se, assim, um
proletariado que se constitui na principal força para as transformações sociais no País.
Do ponto de vista político e institucional, o Brasil possui superestruturas
tipicamente burguesas, em pleno funcionamento: existe um ordenamento jurídico
estabelecido, reconhecido e legitimado, com instituições igualmente consolidadas
nos diferentes campos do Estado, ou seja, no Executivo, no Legislativo e no
Judiciário.



Formou-se também uma sociedade civil burguesa, enraizada e
legitimada, que consolidou a hegemonia liberal burguesa, mediante um processo
que se completa com poderosa hegemonia na informação, na organização do
ensino, da cultura, elementos que aprimoram e fortalecem a dominação ideológica
do capital no país.
Portanto, sob todos os aspectos, o ciclo burguês já está consolidado no Brasil.
Estamos diante de uma formação social capitalista desenvolvida, terreno propício
para a luta de classes aberta entre a burguesia e o proletariado. De um lado, está o
bloco conservador burguês, formado pela aliança entre a burguesia monopolista
associada ao capital estrangeiro e aliada ao imperialismo, a burguesia agrária com
o monopólio da terra, a oligarquia financeira, com o monopólio das finanças, além
de outras frações burguesas que permeiam o universo da dominação do capital.
Esta hegemonia do bloco conservador adquiriu maior legitimidade para
implantar as políticas de governabilidade e governança necessárias à consolidação
dos interesses do grande capital monopolista, com a captura de um setor político,
representante da pequena burguesia e com ascendência sobre importante parte dos
trabalhadores, uma vez que se tornava essencial neutralizar a resistência destes e
das camadas populares, através da cooptação de parte de suas instituições e
organizações.
Do outro lado, está o bloco proletário, hoje submetido à hegemonia passiva
conservadora. Ainda que resistindo, encontra-se roubado de sua autonomia e independência política, acabando por servir de base de massa que sustenta e legitima uma política que não corresponde a seus reais interesses históricos.
Constituído especialmente pela classe operária, principal instrumento da luta pelas
transformações no país, pelo conjunto do proletariado da cidade e do campo, pelos
movimentos populares e culturais anticapitalistas e antiimperialistas, por setores da
pequena burguesia, da juventude, da intelectualidade e todos que queiram formar
nas fileiras do bloco revolucionário do proletariado, em busca da construção de um
processo para derrotar a burguesia e seus aliados e construir a sociedade socialista.
O cenário da luta de classes no âmbito mundial e suas manifestações em
nosso continente latino-americano, o caráter do capitalismo monopolista brasileiro
e sua profunda articulação com o sistema imperialista mundial, as características de
nossa formação social como capitalista e monopolista, a hegemonia conservadora e
sua legitimação pela aliança de classes de centro-direita, os resultados deste
domínio sobre os trabalhadores e as massas populares no sentido da precarização
da qualidade de vida, desemprego, crescente concentração da riqueza e
flexibilização de direitos nos levam a afirmar que o caráter da luta de classes no
Brasil inscreve a necessidade de uma ESTRATÉGIA SOCIALISTA.
São essas condições objetivas que nos permitem definir o caráter da
revolução brasileira como socialista. Afirmar o CARÁTER SOCIALISTA da
revolução significa dizer que as tarefas colocadas para o conjunto dos trabalhadores
não podem ser realizadas pela burguesia brasileira, nem em aliança com ela.



Estas tarefas só poderão ser cumpridas por um governo do Poder Popular, na direção do
socialismo. O desenvolvimento das forças materiais do capitalismo no Brasil e no
mundo permite já a satisfação das necessidades da população mundial, mas está
em plena contradição com a forma das relações sociais burguesas que acumulam
privadamente a riqueza socialmente produzida, cujo prosseguimento ameaça a
produção social da vida, a natureza e a própria espécie humana.
A forma capitalista se tornou antagônica à vida humana. Para sobreviver, o
capital ameaça a vida; portanto, para manter a humanidade devemos superar o
capital. É chegada a hora, portanto, de criar as condições para a revolução
socialista.
Nas condições de acirramento da luta de classes em nosso país, as lutas
específicas se chocam com a lógica do capital. A luta pela terra não encontra mais
como adversário o latifúndio tradicional, mas o monopólio capitalista da terra,
expresso no agronegócio. A luta dos trabalhadores assalariados se choca com os
interesses da burguesia, acostumada às taxas de lucros exorbitantes e à ditadura
no interior das fábricas.



A luta ecológica se choca com a depredação do meio
ambiente, promovida pelo capital. As lutas dos jovens, das mulheres, dos negros,
das comunidades quilombolas, índios, imigrantes e migrantes se chocam com a
violência do mercado, seja na desigualdade de rendimentos, no acesso a serviços
elementares, à cultura e ao ensino, porque o capital precisa transformar todas as
necessidades materiais e simbólicas em mercadoria para manter a acumulação,
ameaçando a vida e destruindo o meio ambiente.
A definição da estratégia da revolução como socialista não significa ausência
de mediações políticas na luta concreta, nem é incompatível com as demandas
imediatas dos trabalhadores. No entanto, a estratégia socialista determina o
caráter da luta imediata e subordina a tática à estratégia e não o inverso, como
formulam equivocadamente algumas organizações políticas e sociais. Pelo
contrário, os problemas que afligem a população, como baixos salários, moradia
precária, pobreza, miséria e fome, mercantilização do ensino e do atendimento à
saúde, a violência urbana, a discriminação de gênero e etnia, são manifestações
funcionais à ordem capitalista e à sociedade baseada na exploração. A lógica da
inclusão subalterna e da cidadania rebaixada acaba por contribuir para a sobrevida
do capital e a continuidade da opressão.
O que hoje impede a satisfação das necessidades mais elementares da vida
em nosso país não é a falta de desenvolvimento do capitalismo. Pelo contrário,
nossas carências são produto direto da lógica de desenvolvimento capitalista
adotado há décadas sob o mesmo pretexto, de que nossos problemas seriam
resolvidos pelo desenvolvimento da economia capitalista. Hoje, a perpetuação e o
agravamento dos problemas que nos afligem, depois de gerações de
desenvolvimento capitalista, são a prova de que este argumento é falso.
Portanto, nossa estratégia socialista ilumina a nossa tática, torna mais claro
quem são nossos inimigos e os nossos aliados, permite identificar a cada momento
os interesses dos trabalhadores e os da burguesia e entender como as diferentes
forças políticas concretas agem no cenário imediato das lutas políticas e sociais.
Esse posicionamento também busca sepultar as ilusões reformistas, que
normalmente levam desorientação ao proletariado, e educá-lo no sentido de que só
as transformações socialistas serão capazes de resolver os seus problemas.
No Brasil, nosso partido trabalha na perspectiva de constituir o Bloco
Revolucionário do Proletariado, como instrumento de aglutinação de forças
políticas e sociais antiimperialistas e anticapitalistas para realizar as transformações
necessárias à emancipação dos trabalhadores. Nosso objetivo é derrotar o bloco de
classe burguês e seus aliados que, mesmo com disputas e diferenciações internas,
impõem a hegemonia conservadora e buscam a todo custo desenvolver a economia
de mercado, mantida a subordinação ao capital internacional, ao mesmo tempo em
que afastam os trabalhadores da disputa política, impondo um modelo econômico
concentrador de renda e ampliador da miséria, procurando permanentemente
criminalizar os movimentos populares, a pobreza e todos aqueles que ousam se
levantar contra a hegemonia do capital. Para consolidar o poder burguês e legitimálo,
colocam toda a máquina do Estado a serviço do capital.
Por isso mesmo, não há nenhuma possibilidade de a burguesia monopolista,
em todos seus setores e frações, participar de uma aliança que vá além do
horizonte burguês e capitalista. Isso significa que a nossa política de aliança deve
se materializar no campo proletário e popular. A aliança de classes capaz de
constituir o Bloco Revolucionário do Proletariado deve fundamentalmente estar
estruturada entre os trabalhadores urbanos e rurais, os setores médios
proletarizados, setores da pequena burguesia, as massas trabalhadoras
precarizadas em suas condições de vida e trabalho que compõem a superpopulação
relativa. Isso significa que a nossa tática deve ser firme e ampla.



Ao mesmo tempo
em que não há alianças estratégicas com a burguesia, todo aquele que se colocar
na luta concreta contra a ordem do capital será um aliado em nossa luta, da
mesma forma que aqueles setores que se prestarem ao papel de serviçais
subalternos da ordem, se colocarão no campo adversário e serão tratados como tal.
A principal mediação tática de nossa estratégia socialista é, portanto, a
criação das condições que coloquem os trabalhadores em luta, a partir de suas
demandas imediatas, na direção do confronto com as raízes que determinam as
diferentes manifestações da exploração, da opressão e da injustiça, ou seja, a
ordem capitalista.
Assim, estamos propondo e militando no sentido da formação de uma frente
de caráter antiimperialista e anticapitalista, que não se confunda com mera
coligação eleitoral. Uma frente que tenha como perspectiva a constituição do Bloco
Revolucionário do Proletariado como um movimento rumo ao socialismo.
A constituição do proletariado como classe que almeja o poder político e
procura ser dirigente de toda a sociedade é um projeto em construção e não
existem fórmulas prontas para torná-lo efetivo politicamente.



Como tudo em
processo de formação, a constituição desse bloco exige que o PCB e seus aliados
realizem um intenso processo de unidade de ação na luta social e política, de forma
que cada organização estabeleça laços de confiança no projeto político e entre as
próprias organizações.
Reafirmamos a necessidade da conformação da classe trabalhadora como
classe e, portanto, enquanto partido político, não pela afirmação dogmática,
arrogante e pretensiosa de conformação de vanguardas autoproclamadas, mas pela
inadiável necessidade de contrapor à ordem do capital - unitária e organizada por
seu Estado e cimentada na sociedade por sua hegemonia - uma alternativa de
poder que seja capaz de emancipar toda a sociedade sob a direção dos
trabalhadores.
Sabemos que este é um momento marcado por enorme fragmentação e
dispersão das forças revolucionárias, que corresponde objetivamente ao momento
de defensiva que se abateu sobre os trabalhadores, mas também acreditamos que,
tão logo o proletariado se coloque em movimento, rompa com a passividade própria
dos tempos de refluxo e inicie uma ação independente enquanto classe portadora
de um projeto histórico, que é o socialismo, as condições para a unidade dos
revolucionários serão novamente possíveis.
Desde o XIII Congresso, o PCB vem se mantendo na oposição independente
ao governo Lula, por entender que este governo trabalha essencialmente para
manter e fortalecer o capital, restando à população apenas algumas migalhas como
compensação social, por meio de programas que canalizam votos
institucionalizando a pobreza e subordinando a satisfação das necessidades sociais
ao crescimento da economia capitalista, verdadeira prioridade do governo.
O governo atual se tem pautado pela cooptação de partidos políticos e
movimento sociais, buscando amortecer e institucionalizar a luta de classes,
desmobilizando e enfraquecendo os trabalhadores em sua luta contra o capital. As
antigas organizações políticas e sociais, que nasceram no bojo das lutas do final
dos anos 70, se transformaram em partidos e organizações da ordem, ainda que guardem referência sobre a classe e abriguem militantes que equivocadamente,
alguns de maneira sincera, ainda procuram manter ou resgatar o que resta de
postura de esquerda.



Desta forma, estas organizações acabaram por perder a
possibilidade histórica de realizar o processo de mudanças sociais no país.
Transformaram-se em organizações chapa-branca, base de sustentação de um
governo que, vindo do campo de esquerda, disputou as eleições com uma proposta
de centro esquerda, construiu uma governabilidade de centro direita e acabou por
implementar um projeto que corresponde, na essência, aos interesses do grande
capital monopolista, aproximando-se muito mais de um social liberalismo do que de
uma social democracia.
É necessária, por isso, uma reorganização dos movimentos populares,
especialmente do movimento sindical. O PCB trabalhará pela reorganização do
sindicalismo classista e pela unidade dos trabalhadores, através do fortalecimento
de sua corrente Unidade Classista e da Intersindical (Instrumento de Luta e
Organização da Classe Trabalhadora), atuando nesta para recompor o campo
político que a originou e ampliá-lo com outras forças classistas. A função principal
da Intersindical é a de ser, a partir da organização e das lutas nos locais de
trabalho, um espaço de articulação e unidade de ação do sindicalismo que se
contrapõe ao capital, visando à construção, sem açodamento nem acordos de
cúpula, de uma ampla e poderosa organização intersindical unitária, que esteja à
altura das necessidades da luta de classes.



Nesse sentido, o PCB reitera a proposta
de convocação, no momento oportuno, do Encontro Nacional da Classe
Trabalhadora (ENCLAT), como consolidação deste processo de reorganização do
movimento sindical classista.
Também iremos trabalhar com afinco para a reorganização do movimento
juvenil, especialmente pelo resgate da União Nacional dos Estudantes como
instrumento de luta e de ação política da juventude, como foi ao longo de sua
história. Mas a reconstrução do movimento estudantil brasileiro não se dará através
da mera disputa pelos aparelhos e cargos nas organizações estudantis, tais como a
UNE, a UBES e demais. Será necessária a incisiva atuação dos comunistas nas
entidades de base, nas escolas e universidades, para que o movimento estudantil
retome sua ação protagonista nas lutas pela educação pública emancipadora e pela
formação de uma universidade popular, capaz de produzir conhecimento a serviço
da classe trabalhadora e contribuir para a consolidação da contra-hegemonia
proletária. Ou seja, o movimento estudantil brasileiro precisa ser resgatado da sua
letargia para assumir o papel de organizador da juventude que quer lutar e
construir o socialismo no Brasil.
Procuraremos desenvolver também laços com todos os movimentos
populares, na resistência cotidiana dos trabalhadores em seus bairros e locais de
trabalho, de forma a estabelecermos uma relação mais estreita com a população
pobre e os trabalhadores em geral, ajudando-os a se organizarem para a luta.
A luta pela terra no Brasil se choca diretamente com a ordem capitalista que
deve ser enfrentada, não apenas para se garantir o acesso à terra mas para a
mudança profunda do modelo de desenvolvimento agrícola contra a lógica
mercantil, monopolista e imperialista do agronegócio. A aliança de classes
necessária à construção de uma estratégia socialista para o Brasil passa pela união
8
entre os trabalhadores do campo e da cidade, dos pequenos agricultores e
assentados na luta por um Poder Popular comprometido com a desmercantilização
da vida e o fim da propriedade, empenhados na construção de uma sociedade
socialista. O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) conta com nossa
irrestrita solidariedade e nossa parceria, em sua necessária articulação com o
movimento sindical, juvenil e popular.
O PCB se empenhará também pela criação de um amplo e vigoroso
movimento que venha às ruas exigir, através de um plebiscito e outras formas de
luta, uma nova Lei do Petróleo, que contemple a extinção da ANP, o fim dos leilões
das bacias petrolíferas, a retomada do monopólio estatal do petróleo e a
REESTATIZAÇÃO DA PETROBRÁS (como empresa pública e sob controle dos
trabalhadores), de forma a preservar a soberania nacional e assegurar que os
extraordinários recursos financeiros gerados pelas nossas imensas reservas de
recursos minerais sejam usados para a solução dos graves problemas sociais
brasileiros e não para fortalecer o imperialismo e dar mais lucros ao grande capital.
Da mesma forma, daremos importância especial à frente cultural, estreitando
os laços com artistas e intelectuais. Desde sempre a arte que se identifica com o
ser humano é também a que denuncia a desumanidade do capital e da ordem
burguesa. Desenvolvendo um trabalho contra a mercantilização da arte e do
conhecimento, na resistência ao massacre imposto pela indústria cultural
capitalista, o PCB apoiará a luta em defesa da plena liberdade de produção artística,
intelectual e cultural e pela criação de amplos espaços para as manifestações
artísticas e culturais populares, como parte inseparável de nossa luta pela
emancipação humana.
Devido ao caráter fundamental da participação de intelectuais comprometidos
com a luta pela emancipação do proletariado e pela hegemonia ideológica, política e
cultural, o PCB jogará grande peso na tarefa permanente de formação,
aperfeiçoamento e atualização teórica e política de seus militantes e na relação com
intelectuais que detêm a mesma perspectiva revolucionária.
Nosso Partido vem realizando um intenso esforço no sentido de se
transformar numa organização leninista, capaz de estar à altura das tarefas da
Revolução Brasileira.



Realizamos, no ano passado, a Conferência Nacional de
Organização, na qual reformulamos o estatuto, trocamos o conceito de filiado pelo
de militante, reforçamos a direção coletiva e o centralismo democrático. Estamos
desenvolvendo um trabalho de construção partidária a partir das células, nos locais
de trabalho, moradia, ensino, cultura e lazer, com o critério fundamental do espaço
comum de atuação e luta, preferencialmente nos locais onde a população já
desenvolve sua atuação cotidiana. O XIV Congresso Nacional coloca num patamar
superior a reconstrução revolucionária do PCB.
O PCB, como um dos instrumentos revolucionários do proletariado, quer estar
à altura dos desafios para participar da história de nossa classe na construção dos
meios de sua emancipação revolucionária. Mais do que desejar ser uma alternativa
de organização para os comunistas revolucionários, para os quais as portas do PCB
estão abertas, queremos ser merecedores desta possibilidade, por buscarmos
traçar estratégias e caminhos que tornem possível a revolução brasileira.

O PCB trabalhará de todas as formas e empregará todos os meios possíveis
para contribuir com a derrota da hegemonia burguesa no Brasil, visando socializar
os meios de produção capitalistas e transferi-los para o Poder Popular, assim como
construir uma nova hegemonia política, social, econômica, cultural e moral da
sociedade, de forma a que a população brasileira possa usufruir plenamente de
uma nova sociabilidade, baseada na solidariedade, na cooperação entre os
trabalhadores livres e emancipados do jugo do capital. Por criarem toda a riqueza
os trabalhadores têm o direito de geri-la de acordo com suas necessidades, única
forma de construir um novo ser humano e chegar a uma sociedade sem classes e
sem Estado: uma sociedade comunista.
Viva o Internacionalismo Proletário!
Viva a Revolução Socialista!
Viva o Partido Comunista Brasileiro!
XIV Congresso Nacional do PCB,



Rio de Janeiro, outubro de 2009"
(Imagem: José Carlos Alexandre)

Henrique, o artilheiro







As divisões de base dos principais times de futebol de BH, Rio e São Paulo precisam ficar de olho: está surgindo em Piumhi (Minas Gerais) um cracão de bola: Henrique Ferreira Souza Mendonça. Henrique (no detalhe) , por enquanto, tem sua atuação restrita a Piumhi, onde é artilheiro absoluto de seu time. Mas o atacante já desperta ciumes...Quem sabe o garoto ainda será um integrante da seleção campeã do mundo? Aos domingos ele e seus companheiros são atração à parte no Estádio Chico Alves, ao lado da Feira em Piumhi...Veja também outras equipes da cidade. A do Henrique está à esquerda.(Imagens: Ygor Ferreira Oliveira Alexandre)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Para gostar de ler

Obras constantes do sítio Domínio Público. É só clicar e aproveitar:
A Mão e a Luva -Machado de Assis
Arte Poética -Aristóteles
Conto de Inverno -William Shakespeare
Otelo, O Mouro de Veneza -William Shakespeare
Antônio e Cleópatra -William Shakespeare
Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
A Metamorfose -Franz Kafka
A Cartomante -Machado de Assis
Rei Lear -William Shakespeare
A Causa Secreta -Machado de Assis
Poemas Traduzidos -Fernando Pessoa
Muito Barulho Por Nada -William Shakespeare
Júlio César -William Shakespeare
Cancioneiro -Fernando Pessoa

Anel Rodoviário de BH

O Anel Rodoviário deve ganhar 52 câmeras no "Cidade Segura". O projeto foi entregue ao Dnit, prevendo três áreas de escape e duas unidades dos bombeiros às margens da rodovia Os 100 mil veículos que passam diariamente pelo Anel Rodoviário poderão ser monitorados por 52 câmeras de vídeo. A instalação dos equipamentos faz parte do projeto Cidade Segura, da Prefeitura de Belo Horizonte, entregue em 19 de outubro à Superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Minas. Com custo de R$ 21,6 milhões, o projeto prevê ainda recursos para três áreas de escape para evitar engavetamento de veículos.

O dedo do capitalismo

(Ben Haine/Rebelión/Divulgação)

O XIV Congresso do PCB

Ivan Pinheiro (*)
O êxito do XIV Congresso Nacional do PCB foi a coroação de uma fase importante da reconstrução revolucionária do Partido, que cria condições para ele se apresentar aos verdadeiros comunistas brasileiros como uma alternativa concreta.
Aliás, num gesto inédito, nos debates prévios ao Congresso dialogamos com comunistas amigos do PCB, o que contribuiu para valorizar e qualificar as resoluções adotadas.Mas o PCB precisa estar à altura da possibilidade que a vida lhe está oferecendo, para colher os frutos do trabalho até agora construído, contribuindo para a unidade comunista, uma necessidade histórica.
Cabe à militância do PCB - reforçada por novos camaradas que chegam e por velhos camaradas que voltam – a responsabilidade de colocar em prática as corretas resoluções que adotamos em 2008, na Conferência de Organização, e agora, em 2009, no XIV Congresso.
Para isso, é preciso dedicar-se ao estudo teórico; aprimorar a disciplina consciente, o centralismo democrático e a direção coletiva; inserir-se no movimento de massas e praticar o internacionalismo proletário.
O Partido tem que estar preparado para enfrentar o capital, em qualquer circunstância. Quem determina a hora e a forma na luta de classes não somos nós unilateralmente, mas a correlação de forças e a conjuntura.
Não podemos nos comportar como um destacamento de plantão esperando o momento revolucionário. A revolução é um processo complexo e o capitalismo não vai cair de podre.
Podemos e devemos incidir para antecipar a emancipação da classe trabalhadora.O Partido deve funcionar como um sistema de organizações que articulem e potencializem uma férrea unidade de ação, nas pequenas e grandes lutas e tarefas.
O PCB não pode se julgar o dono da verdade e muito menos o Partido vocacionado para dirigir o processo revolucionário.
muita vida inteligente e revolucionária fora das nossas fronteiras; há uma rica e complexa teia de organizações políticas e sociais com tendência ou caráter revolucionário que precisa ser articulada numa frente contra o capital.
A revolução brasileira será obra coletiva de um amplo conjunto de forças antagônicas à ordem burguesa e, sobretudo, da ação das massas proletárias e de seus aliados.
Para se tornar um estuário e crescer com qualidade e eficiência, o PCB terá que estimular o diálogo com os comunistas brasileiros, grande parte dos quais pulverizados como consequência de uma verdadeira diáspora, provocada por um conjunto de fatores, entre os quais se destacam erros teóricos que o PCB cometeu dos anos 60 ao início dos anos 90, sobretudo a ilusão de uma revolução democrático-burguesa, fonte de várias cisões no período, a maioria delas, a bem da verdade, pela esquerda.
O PCB tem que estar de coração e braços abertos para receber todos aqueles que, confiando nas mudanças recentes que promovemos no Partido, venham a se somar ao esforço da reconstrução revolucionária.

(*) Secretário-Geral do Partido Comunista Brasileiro

Contra a gripe suina

(Falco/Juventud Rebelde)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Mano Chao em novo giro


O artista franco-espanhol Manu Chao, em um giro por França, Cuba, Argentina e outros países, se apresentará em Santiago do Chile no dia 26 de novembro, confirmaram hoje os organizadores do espetáculo.O destacado artista franco-espanhol Manu Chao, em um giro por França, Cuba, Argentina e outros países, se apresentará aqui no dia 26 de novembro, confirmaram os organizadores do espetáculo. (Com a Prensa Latina)

Para gostar de ler



Para ler basta clicar no livro desejado ler ou tirar cópia para lever depois:

1. A Divina Comédia -Dante Alighieri
2. A Comédia dos Erros -William Shakespeare
3. Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa
4. Dom Casmurro -Machado de Assis
5. Cancioneiro -Fernando Pessoa
6. Romeu e Julieta -William Shakespeare
7. A Cartomante -Machado de Assis
8. Mensagem -Fernando Pessoa
9. A Carteira -Machado de Assis
10. A Megera Domada -William Shakespeare
11. A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca -William Shakespeare
12. Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare
13. O Eu profundo e os outros Eus. -Fernando Pessoa
14. Dom Casmurro -Machado de Assis
15. Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
16. Poesias Inéditas -Fernando Pessoa
17. Tudo Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare
]18. A Carta -Pero Vaz de Caminha
19. A Igreja do Diabo -Machado de Assis
20. Macbeth -William Shakespeare
21. Este mundo da injustiça globalizada -José Saramago
22. A Tempestade -William Shakespeare
23. O pastor amoroso -Fernando Pessoa
24. A Cidade e as Serras -José Maria Eça de Queirós
25. Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
26. A Carta de Pero Vaz de Caminha -Pero Vaz de Caminha
27. O Guardador de Rebanhos -Fernando Pessoa
28. O Mercador de Veneza -William Shakespeare
29. A Esfinge sem Segredo -Oscar Wilde
30. Trabalhos de Amor Perdidos -William Shakespeare
31. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis

Uma charge de Tommy

(Tommy/Granma/Divulgação)

Coluna sobre maconha

Um jornal de Denver, no Colorado, está procurando um jornalista para escrever resenhas sobre maconha para uso medicinal.
Ao ser oferecida em um blog, a vaga do Westword recebeu em poucos dias mais de 120 candidaturas.
Segundo o jornal, o "crítico de baseados" escreverá uma coluna onde dará sua avaliação sobre os diferentes locais onde pacientes com prescrição médica podem comprar maconha e as diferentes variedades da planta disponíveis, desde as produzidas localmente até algumas, importadas, que chegam a custar US$ 100 a onça (28 g).
O uso da droga é proibido por lei federal nos EUA, mas pode ter uso medicinal para aliviar a dor em alguns Estados, entre os quais o Colorado. (Com a BBCBrasil/Divulgação)

Concurso da FHEMIG

As inscrições para o concurso da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) serão reabertas e poderão ser feitas a partir de segunda-feira. O processo seletivo estava suspenso para que fossem cumpridas algumas determinações do Tribunal de Contas do Estado, como a retificação do edital que foi publicada no Minas Gerais de 24 de setembro. Aqueles que já se inscreveram podem escolher se continuam na disputa por uma das 4.249 vagas para níveis médio e superior, distribuídas na capital e em vários municípios de Minas, ou se desistem da seleção. Neste último caso, basta solicitar a devolução da taxa que já foi paga.Para pedir o ressarcimento da taxa de inscrição, o candidato deverá assinar o formulário de requerimento, que será disponibilizado no site http://www.gestaodeconcursos.com.br/. Já os interessados em participar do processo seletivo devem se inscrever pelo site www.fundep.br/concursos, onde também está disponível o edital e sua retificação. A previsão é de que as provas da primeira etapa sejam aplicadas em 20 de dezembro.

O que fazer?Inscrições: somente pelo site www.fundep.br/concursosQuando: de 26 a 30 de outubroVagas: 4.249 (níveis médio e superior)Municípios: Bambuí, Barbacena, Belo Horizonte, Betim, Juiz de Fora, Patos de Minas, Sabará, Três Corações, Governador Valadares, Pouso Alegre, Uberlândia, Montes Claros e UbáProvas 1ª etapa: * 20 de dezembro* Previsão

Cadeia superlotada

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa visitou em princípios do mês a Delegacia Regional de Polícia de Janaúba, Norte de Minas.O Boletim Assembleia Informa conta que a Comissão aconstatou o mau estado da 22a. Delegacia. Representada por seu presidente, Durval Angelo, a visita foi em atendimento a um pedido dso Sindicato dos Servidores da Polícia Civil, Sindipol."Na prisão de Janaúba, 71 presos provisórios estao com 116 condenados", diz o Boletim da Assembleia. Durval Angelo ouviu queixas dos presos de que o chamado banho de sol e a visita de parentes só ocorrem uma vez por semana.E sua última reunião, o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos decidiu enviar conselheiros a penitenciárias e delegacias para verificar as condições carcerárias no Estado.

Aquecimento global

(Martin Honeysett/Telesur/Divulgação)

Massacre de trabalhadores

A Assembleia Legislativa de Minhas Gerais está reabrindo um lamentável episódio na área dos direitos humanos. Trata-se de um massacre de trabalhadores ocorrido em Ipatinga, no Vale do Aço, em 1963. Não se sabe ao certo o que ocorreu nem o número exato de mortos. Oficialmente seriam menos de dez trabalhadores. Extra oficialmente a cifra atingiria a 80 ou mais. Este espaço está aberto a quem tenha informações a relatar. Só adiando que o jornal Novos Rumos, à época, enviou um repórter para lá e chegou a publicar uma página a respeito. A direção do veiculo, no Rio de Janeiro, mandou dar suite e enviou ao local um jornalista hoje conhecido nacionalmente para cobrir o assunto...Fica a dica para quem quiser ajudar a desvendar o mistério e fazer justiça às famílias dos operários sacrificados...
O autor da primeira reportagem completa para o semanário citado já morreu. Quem veio a Minas como enviado especial para dar sequência ao trabalho talvez hoje não queira nais se envolver...

Vagas no CONEDH

As entidades da sociedade civil que queiram concorrer a uma das duas vagas abertas no Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos tem até esta sexta-feira para se increver. Poderão fazê-lo também as que quiserem apenas votar.

IMPORTANTE É GANHAR

(Josetxo Excurra/Rebelión)

Quarta Cultural

Um sucesso a Quarta Cultural do Conservatório da UFMG. Uma das poucas atrações -talvez a única- para o público no horário de almoço. Enquanto se faz o quimo...A proxima terá apresentação do Coral do Cefar, tendo ao pino Renata Cicarini, com regência de Vivian Assis. A última quarta teve show do Quarteto de Cordas ASSAI, com Filipi Souza (violino), Ravel Munaier (violino), Hassuero Coutinho (violino) e Glaucia Furtado (violoncelo). O público aplaudiu tanto que o grupo deu mais uma palhinha...A Coordenação é de Jane Medeiros.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Comunidades de Resistência


As Brigadas Populares convidam a todos/as militantes sociais a participarem do III Encontro de Comunidades de Resistência da Grande Belo Horizonte - ECR, que acontecerá no dia 24 de outubro (sábado) a partir das 8 horas da manhã, no ginásiodo Instituto Sagrada Família, avenida Carlos Luz (Catalão), 535, Caiçara.
O Encontro de Comunidades de Resistência é um espaço autônomo e popular, onde as comunidades e grupos populares debatem e deliberam propostas de luta conjunta. O tema deste ano é “Organização Popular: Alternativa Brigadistas”, o objetivo é impulsionar a organização de base na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
ECR é uma atividade que propõe encaminhamentos concretos para a luta popular urbana em nossa região, foi desta atividade que surgiu a proposta em 2007 da construção da Frente Antiprisional das Brigadas Populares, no ECR de 2008 organizamos as bases da Ocupação Dandara, neste ano pretendemos dar um passo a mais, estabelecendo comitês e núcleos em todas as regionais de Belo Horizonte e em 6 cidades da RMBH.
Acreditamos que as bases das lutas sociais e políticas são sustentadas pela ação militante organizada. Acreditamos que para romper com o cerco imposto pelas forças do capital é necessário superar a dispersão e as ilusões. Nada mudará se o conjunto dos militantes sociais não tomarem a decisão de convergirem em torno de luta concretas.
O trabalho de organização desde as bases é a mais contundente forma de acúmulo de força, sem ela toda política será vazia de lastro social. O III ECR será um espaço de organização desde as bases. Divulgue, mobilize, participe!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Amor e desamor

Leia o texto abaixo e depois leia de baixo para cima

"Não te amo mais.Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO! Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...
(Júnia de Souza Ramos/Ademir Silva)