sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Contra a remoção de moradores

Obina na China



Craque bom não fica mesmo...Obina, um dos melhores do Clube Atlético Mineiro, vai jogar na China em Shangai. O acerto entre o Galo e os chineses foi anunciado na tarde de hoje. O futebol mineiro sai perdendo e muito!

CARTA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS DE NOVA FRIBURGO À POPULAÇÃO


"Basta de irresponsabilidades e mortes. As tragédias podem ser evitadas!
A região serrana do Estado do Rio de Janeiro assistiu, na madrugada do último dia 12, a reprise de um filme de catástrofes. Ao amanhecer é que se pôde visualizar e ter as primeiras dimensões do ocorrido. O cenário era de devastação e tragédia: ruas inundadas, encostas desbarrancadas, residências desmoronadas, pessoas desesperadas e aos prantos, pela perda de parentes, amigos e vizinhos.
.Na contramão do individualismo competitivo e ganancioso praticado pela burguesia, a população prontamente dedicou-se à solidariedade no socorro imediato às vítimas. Eram voluntários cavando com as próprias mãos, rompendo isolamentos, oferecendo teto e consolando os que tudo haviam perdido, mesmo que derramando lágrimas pelos entes queridos e pelo quadro geral de desolação.
Após os momentos iniciais de incredulidade e pavor, as pessoas se perguntavam: não seria possível evitar tamanha perda material e de centenas de vidas? Já não se produziu conhecimento científico capaz de prever fenômenos naturais como este e evitar as conseqüências tão devastadoras? Não existem exemplos no mundo de tragédias similares para as quais foram encontradas soluções de forma a reduzir ao mínimo as perdas? A quem caberia tomar as iniciativas necessárias a impedir tamanha catástrofe? Por que as autoridades não tomaram as medidas preventivas?
Na verdade, os trágicos acontecimentos são o reflexo direto de diversos fatores que atuam em conjunto, tais como a devastação da cobertura vegetal do planeta e o lançamento, na atmosfera, de um enorme volume dos chamados gases do efeito estufa, como o gás carbônico (CO2), o metano (CH4) e muitos outros.
No entanto, a causa mais grave e evidente é a ocupação desordenada de encostas, margens de rios e outros espaços impróprios nas cidades, sem respeito às exigências técnicas de segurança. As áreas de risco são ocupadas por vias públicas e famílias de baixa renda que não têm para onde ir e precisam estar perto dos centros urbanos, mas também por habitações voltadas às camadas de rendas média e alta, construídas em ações de especulação imobiliária.
De igual forma, a falta de estudos e ações preventivas, aliada ao despreparo e à precariedade dos equipamentos das entidades de Defesa Civil e à total falta de concatenação dos governos e dos diversos órgãos que têm a possibilidade de atuar em situações de emergência, denuncia a visão imediatista dos políticos burgueses, praticantes da troca fisiológica de favores por votos, deixando ao léu qualquer perspectiva de administração planejada das cidades em prol do interesse popular. Fica clara a total falta de compromisso dos governos com as camadas populares e suas necessidades.
Neste momento de dor e sofrimento, a tarefa imediata é prestar solidariedade, arregaçar as mangas, ajudar as vítimas. Mas uma tragédia como essa é uma demonstração clara de que o uso do solo para os interesses do capital, a ocupação das cidades em benefício dos ricos, a falta de participação direta da maioria da população nas decisões políticas não podem continuar.
Já passou a hora de a população, que paga seus impostos e produz a riqueza através do trabalho, mudar este estado de coisas. A classe trabalhadora tem o direito de receber de volta e a fundo perdido os recursos (no lugar do saque do Fundo de Garantia) para adquirir moradia digna em local seguro, com todos os equipamentos urbanos e sociais que o Estado tem a obrigação de oferecer: pavimentação, iluminação pública, saneamento básico (coleta de lixo, água potável e esgoto tratado), energia elétrica (com tarifas equivalentes às contas de luz das indústrias), telefonia, transporte público a preços justos, educação, cultura e lazer. Se há dinheiro sobrando para socorrer grandes empresas e bancos durantes as crises do capitalismo, é inaceitável não haver recursos para salvar e manter a vida dos trabalhadores. Além disso, é preciso decretar a garantia de empregos e salários.
É urgente a união dos movimentos e organizações representativas dos trabalhadores para ações conjuntas no caminho da (re)construção das cidades sobre novas bases, visando ao atendimento dos interesses populares:
- plano emergencial para atendimento às necessidades imediatas das populações atingidas pela tragédia, com acolhimento aos desabrigados, aluguel social, alimentação e atendimento médico;
- isenção de impostos, taxas e tarifas aos atingidos pela catátrofe;
- recurso a fundo perdido para aquisição de bens móveis extraviados;
- campanha de saúde preventiva para toda a população;
- garantia de empregos e salários;
- formação de conselhos populares para acompanhamento da aplicação das verbas federais nos municípios arrasados pelas chuvas e das políticas públicas a serem adotadas;
- construção de moradias populares em áreas seguras e com dignas condições de vida (infraestrutura, saúde, educação, transporte);
- plano permanente de preservação ambiental, na contramão da lógica capitalista destruidora;
- construção do Poder Popular com vistas à democracia direta na tomada de decisões.

Sindicatos dos Trabalhadores Metalúrgicos, Têxteis, Vestuário, Saúde e Previdência, Professores e Profissionais da Educação no Estado do Rio de Janeiro (SEPE), Associação de Docentes da Faculdade Santa Dorotéia, PCB, PSTU e PSOL".


Publicado por Paulo Kautscher em 21 janeiro 2011 às 13:32

REFLEXÕES DE FIDEL



É hora de fazer alguma coisa
Fidel Castro Ruz

VOU contar um pouco de história.Quando os espanhóis "nos descobriram", há cinco séculos, o número estimado da população da Ilha não ultrapassava 200 mil habitantes, que viviam em equilíbrio com a natureza. Suas fontes principais de alimentos procediam dos rios, lagos e mares ricos em proteínas; além disso praticavam uma agricultura rudimentar que lhes fornecia calorias, vitaminas, sais minerais e fibras.
60 vezes maior
Em algumas regiões de Cuba ainda existia o hábito de produzir casabe, um tipo de pão elaborado com mandioca. Determinados frutos e pequenos animais silvestres complementavam sua dieta. Fabricavam alguma bebida com produtos fermentados e transmitiram a cultura mundial o hábito de fumar, muito daninho para a saúde.A população atual de Cuba é, possivelmente, 60 vezes maior do que a existente naquela época. Embora os espanhóis se misturassem com a população autóctone, a exterminaram praticamente com o trabalho semi-escravo no campo e com a procura de ouro nas areias dos rios.A população indígena foi substituída pela importação de africanos, capturados à força e escravizados, uma prática cruel que foi aplicada durante séculos.
CANA-DE-AÇÚCAR
De muita importância para nossa existência foram os hábitos alimentares criados. Fomos convertidos em consumidores de carne suína, bovina, ovina, leite, queijo e outros derivados; trigo aveia, cevada, arroz, grão-de-bico, feijão, ervilha e outras leguminosas procedentes de climas diferentes.Originariamente, dispúnhamos do milho, e foi introduzida a cana-de-açúcar entre as plantas mais ricas em calorias.O café foi trazido pelos conquistadores da África; o cacau possivelmente foi trazido do México. Estes dois produtos, juntamente com o açúcar, o fumo e outros produtos tropicais, viraram enormes fontes de recursos para a metrópole, depois do levante dos escravos no Haiti, ocorrido no início do século XIX.
COLÔNIA IANQUE
O sistema de produção escravista perdurou até a transferência da soberania de Cuba para os Estados Unidos pelo colonialismo espanhol que, em uma guerra cruel e extraordinária, foi derrotado pelos cubanos.Quando a Revolução triunfou, em 1959, nossa Ilha era uma verdadeira colônia ianque. Os Estados Unidos enganaram e desarmaram nosso Exército Libertador. Não se podia falar em uma agricultura desenvolvida, mas sim em imensas plantações, exploradas com o trabalho manual e animal que, em geral, não utilizavam fertilizantes nem maquinarias. As grandes usinas de açúcar eram de propriedade norte-americana. Várias delas tinham mais de cem hectares de terra; outras dezenas de milhares. No total eram mais de 150 usinas açucareiras, incluídas as dos cubanos, que trabalhavam menos de quatro meses a cada ano.
PORTOS
Os Estados Unidos receberam os fornecimentos açucareiros de Cuba nas duas grandes guerras mundiais, e tinham concedido a nosso país uma cota de venda nos seus mercados, associada a compromissos comerciais e a limitações da nossa produção agrícola, apesar de que o açúcar era, em parte, produzida por eles. Outros setores decisivos da economia, como os portos e refinarias de petróleo, eram propriedade norte-americana. Suas empresas possuíam grandes bancos, centros industriais, jazidas, cais, linhas marítimas e ferrovias, além de serviços públicos tão vitais como os elétricos e telefônicos.
LIMITES
Para aqueles que desejem entender não é necessário nada mais.Apesar de que as necessidades de produção de arroz, milho, óleo, sementes e outros alimentos eram importantes, os Estados Unidos estabeleciam determinados limites a tudo o que concorresse com sua produção nacional, incluído o açúcar subsidiado de beterraba.
SEM RECURSOS
Logicamente, quanto à produção de alimentos é um fato real que dentro dos limites geográficos dum país pequeno, tropical, chuvoso e ciclônico, desprovido de maquinaria agrícola, de sistemas de barragens, de irrigação e do equipamento adequado, Cuba não podia dispor de recursos, nem estava em condições de concorrer com as produções mecanizadas de soja, girassol, milho, leguminosas e arroz dos Estados Unidos. Algumas delas, como o trigo e a cevada, não podiam ser produzidas em nosso país.
SABOTAGEM
Certo é que a Revolução cubana não teve um minuto de paz. Apenas foi decretada a Reforma Agrária, antes de completar-se o quinto mês do triunfo revolucionário, começaram os planos e ações de sabotagem, incêndios, obstruções e emprego de meios químicos daninhos contra o país. Estes incluíram pragas contra produções vitais e, inclusive, contra a saúde humana.
DECISÃO DE LUTAR
Ao subestimar o nosso povo e sua decisão de lutar por seus direitos e sua independência, os EUA cometeram um erro.É claro que nenhum de nós tinha, nesse então, a experiência atingida durante muitos anos; atuávamos a partir de ideias justas e de uma concepção revolucionária. Talvez o principal erro de idealismo cometido foi pensar que no mundo havia uma determinada quantidade de justiça e respeito ao direito dos povos quando, certamente, não existia. Contudo, disso não dependeria a decisão de lutar.
CONTRA A TIRANIA
A primeira tarefa que ocupou nosso esforço foi a preparação para a luta que se aproximava.A experiência adquirida na batalha heroica contra a tirania batistiana, é que o inimigo, qualquer que fosse sua força, não podia vencer o povo cubano.
BAÍA DOS PORCOS
A preparação do país para a luta virou esforço principal do povo, e nos levou a episódios tão decisivos como a batalha contra a invasão mercenária, promovida pelos Estados Unidos, em abril de 1961, desembarcada na Baía dos Porcos e escoltada pela infantaria da marinha e pela aviação ianques.
INVASÃO
Incapaz de se resignar à independência e ao exercício dos direitos soberanos de Cuba, o governo desse país adotou a decisão de invadir nosso território.
URSS E CUBA
A URSS não teve absolutamente nada a ver com o triunfo da Revolução Cubana. Esta não assumiu o caráter socialista devido ao apoio da URSS, tudo o contrário: o apoio da URSS foi oferecido pelo caráter socialista da Revolução Cubana. De tal maneira que, apesar da URSS ter desaparecido, Cuba continua a ser socialista.
CRISE DOS MÍSSEIS
Por alguma via a URSS soube que Kennedy tentaria utilizar com Cuba o mesmo método que ela aplicou na Hungria. Isso levou aos erros que Kruschov cometeu, a respeito da crise dos mísseis, que fui obrigado a criticar. Mas não só foi Kruschov que errou, também Kennedy. Cuba não tinha nada a ver com a história da Hungria, nem a URSS teve nada a ver com a Revolução, que foi fruto, apenas, da luta do nosso povo.
GESTO SOLIDÁRIO
Kruschov somente teve o gesto solidário de enviar armas a Cuba, quando foi ameaçada pela invasão mercenária que os Estados Unidos organizaram, treinaram, armaram e transportaram. Sem as armas enviadas a Cuba, nosso povo teria derrotado as forças mercenárias da mesma forma com a qual derrotou o exército de Batista, ocupando-lhe todo o equipamento militar que possuía: 100 mil armas.
INVASÃO DIRETA
Se a invasão direta dos Estados Unidos contra Cuba tivesse ocorrido, nosso povo estaria lutando até hoje contra seus soldados, que com certeza, também teriam que lutar contra milhões de latino-americanos. Os Estados Unidos teriam cometido o maior erro de sua história, e a URSS talvez ainda existiria.
CARÁTER SOCIALISTA
Horas antes da invasão, depois do ataque covarde a nossas bases aéreas, por aviões dos Estados Unidos que levavam bandeiras cubanas, foi declarado o caráter socialista da Revolução. O povo cubano combateu pelo socialismo, naquela batalha que ficou registrada na história como a primeira vitória contra o imperialismo na América.
CÚMPLICES
Passaram dez presidentes dos Estados Unidos, está passando o décimo-primeiro, e a Revolução Socialista se mantém em pé. Também passaram todos os governos que foram cúmplices dos crimes dos Estados Unidos contra Cuba, e nossa Revolução se mantém em pé. A URSS desapareceu e a Revolução continuou adiante. Não se levou a cabo com permissão dos Estados Unidos, mas sim sob um bloqueio cruel e desapiedado; com ações terroristas que mataram ou feriram milhares de pessoas, cujos autores hoje desfrutam de total impunidade; enquanto lutadores antiterroristas cubanos são condenados à prisão perpetua; uma chamada Lei de Ajuste Cubano concede entrada, residência e emprego nos Estados Unidos. Cuba é o único país do mundo a cujos cidadãos é aplicado esse privilégio, negado aos do Haiti, depois do terremoto que matou mais de 300 mil pessoas, e ao resto dos cidadãos do hemisfério, aos que o império persegue e expulsa. Contudo, a Revolução cubana continua em pé.
CONTINUA DE PÉ
Cuba é o único país do planeta que não pode ser visitado pelos cidadãos estadunidenses; mas Cuba existe e continua em pé, a só 90 milhas dos Estados Unidos, travando sua luta heroica.Os revolucionários cubanos temos cometido erros e os seguiremos cometendo, porém jamais cometeremos o erro de ser traidores.Jamais elegemos a ilegalidade, a mentira, a demagogia, o engano ao povo, a simulação, a hipocrisia, o oportunismo, o suborno, a ausência total de ética, os abusos de poder, inclusive o crime e as torturas nojentas, que com óbvias, embora sem dúvida meritórias exceções, têm caracterizado a conduta dos presidentes dos Estados Unidos.
SEM PRECEDENTES
Neste momento, a humanidade enfrenta problemas sérios e sem precedentes. O pior é que em grande parte as soluções dependerão dos países mais ricos e desenvolvidos, que chegarão a uma situação que realmente não estão em condições de enfrentar, sem que se derrube o mundo que estiveram tentando moldar a favor de seus interesses egoístas, e que inevitavelmente leva ao desastre.Não estou falando de guerras, de cujos riscos e consequências já falaram pessoas sábias e brilhantes, incluídas muitas norte-americanas.
CRISE DE ALIMENTOS
Estou falando de uma crise dos alimentos, causada por fatos econômicos e mudanças climáticas que, aparentemente, já são irreversíveis, em consequência da ação do homem mas, que de todas formas, a mente humana está no dever de enfrentar com urgência. Durante anos, que em realidade foi tempo perdido, se falou do assunto. Porém, o maior emissor de gases poluentes do mundo, Estados Unidos, se negava sistematicamente a levar em conta a opinião mundial. Deixando de lado o protocolo e outras bobagens habituais nos homens de Estado das sociedades de consumo, que quando têm acesso ao poder costumam ficar atordoados devido à influência da mídia, a realidade é que não prestaram atenção ao assunto.
ALCOOLIZADO
Um homem alcoolizado, cujos problemas eram conhecidos, e não preciso dizer o nome, impôs sua linha à comunidade internacional.Os problemas ganharam força, agora, de súbito, mediante fenômenos que se estão repetindo em todos os continentes: muito calor, incêndios de florestas, perdas de colheitas na Rússia, com numerosas vítimas; mudança climática na China, chuvas excessivas ou secas; perdas progressivas das reservas de água no Himalaia, que ameaça a Índia, China, Paquistão e outros países; chuvas excessivas na Austrália, que alagaram quase um milhão de quilômetros quadrados; ondas de frio insólitas e fora de época na Europa, com afetações consideráveis à agricultura; secas no Canadá; ondas inusuais de frio nesse país e nos Estados Unidos; chuvas sem precedentes na Colômbia, que afetaram milhões de hectares de culturas; precipitações jamais vistas na Venezuela; catástrofes por excessivas chuvas nas megacidades do Brasil e secas no sul.
SETE BILHÕES
Praticamente, não existe região no mundo onde estes fatos não tenham acontecido.As produções de trigo, soja, milho, arroz e outros cereais e leguminosas, que constituem a base alimentar do mundo cuja população atinge hoje, segundo cálculos, quase 6,9 bilhões de habitantes, já se aproxima da cifra inédita de 7 bilhões, e onde mais de 1 bilhão sofre fome e desnutrição que estão sendo afetadas seriamente pelas mudanças climáticas, criando um problema grave no mundo.
RESERVAS
Quando as reservas não foram recuperadas totalmente, ou só em parte para alguns tópicos, uma grave ameaça está criando problemas e desestabilização em numerosos estados.
RELATÓRIOS
Mais de 80 países, todos eles do Terceiro Mundo, com dificuldades reais, são ameaçados pela fome.Apenas vou citar estas declarações e relatórios, de maneira sintetizada, que estão sendo publicados nos últimos dias: "A ONU adverte para risco de uma nova crise alimentar. " 11 de janeiro de 2011 (AFP)."Estamos perante uma situação muito tensa..." Coincidiu a FAO."Cerca de 80 países enfrentam um déficit de alimentos..." "O índice global dos preços dos produtos agropecuários de base (cereais, carne, açúcar, oleaginosas, lacticínios) situa-se atualmente em seu nível máximo desde que a FAO começou a elaborar esse índice, há 20 anos"."NAÇÕES UNIDAS, janeiro (IPS)." "A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), com sede em Roma, alertou, na semana passada, que os preços mundiais do arroz, do trigo, do açúcar, da cevada e da carne (...) aumentarão significativamente em 2011..." "PARIS, 10 de janeiro (Reuters).â�ö O presidente da França, Nicolas Sarkozy, apresentará esta semana, em Washington, sua campanha para enfrentar os altos preços globais dos alimentos..." "Basileia, Suíça, 10 de janeiro (EFE). O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean Claude Trichet, porta-voz dos governadores dos bancos centrais do G-10, alertou hoje sobre a o aumento do preço dos alimentos e sobre a ameaça de inflação nas economias emergentes"."Banco mundial teme uma crise no preço dos alimentos, 15 de janeiro (BBC)"."O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, informou à BBC que a crise seria mais profunda do que a de 2008. "MÉXICO DF, 7 de janeiro (Reuters)"."Em novembro, o ritmo anual da inflação dos alimentos triplicou no México, em comparação com os dois meses anteriores..." "Washington, 18 de janeiro (EFE)"."Segundo um estudo realizado, a mudança climática agravaria a falta de alimentos"."Há mais de 20 anos, os cientistas alertaram sobre o impacto da mudança climática, mas nada mudou, a não ser o aumento das emissões que provocam o aquecimento global", disse à Efe Liliana Hisas, diretora executiva da filial estadunidense desta organização." Osvaldo Canziani, Prêmio Nobel da Paz em 2007 e assessor científico do relatório, indicou que "no mundo todo serão registrados fenômenos meteorológicos e condições climáticas extremas, e o aumento da temperatura média superficial incrementará a intensidade desses fenômenos"."(Reuters), 18 de janeiro.
TRIGO
A Argélia compra trigo para evitar escassez e distúrbios"."A agência estatal de grãos da Argélia comprou por volta de 1 milhão de toneladas de trigo, nas últimas duas semanas, para evitar a escassez, caso ocorram distúrbios", disse à Reuters uma fonte do Ministério da Agricultura."(Reuters), 18 de janeiro. O preço do trigo aumenta em Chicago, após compras da Argélia"."O Economista, 18 de janeiro de 2011." "Alerta mundial devido ao preço dos alimentos"."Entre as principais causas estão as enchentes e as secas provocadas pela mudança climática, o uso de alimentos para produzir combustíveis e a especulação no preço dos commodities".Os problemas são dramaticamente sérios. Contudo, nem tudo está perdido.
SOJA
A produção atual de trigo calculada atingiu a cifra de quase 650 milhões de toneladas.A produção de milho ultrapassa essa quantidade e se aproxima dos 770 milhões de toneladas.A soja poderia aproximar-se dos 260 milhões, dos quais os Estados Unidos calculam 92 milhões e o Brasil, 77. São os dois maiores produtores.De maneira geral, os dados de gramíneas e leguminosas disponíveis em 2011 são conhecidos.
BRASIL
O primeiro assunto a resolver pela comunidade mundial seria selecionar entre alimentos e biocombustíveis. O Brasil, um país em desenvolvimento, com certeza, deveria ser compensado.Se os milhões de toneladas de soja e milho que serão investidos em biocombustíveis fossem destinados à produção de alimentos, o aumento inusitado dos preços poderia parar, e os cientistas do mundo poderiam propôr fórmulas que, de alguma maneira, possam deter e inclusive, reverter a situação.Perdeu-se muito tempo. É hora de fazer alguma coisa.
19 de janeiro de 2011
( Com a Prensa Latina)

Contra câncer de pele


Pouco a pouco a humanidade vem alcançando vitórias na luta contra os canceres doença já detectada no antigo Egito...Em múmias... Agora hospitais do Reino Unido vem testando um novo tipo de fármaco.Ele teria a função de freiar o avanço do câncer de pele e aumentar os índices de sobrevivência da doença em comparação com os tratamentos frequentes. Segundo o jornal britânico The Daily Telegraph, os resultados dos testes são encorajadores.O fármaco, conhecido como RG7204, ataca um gene defeituoso presente na metade dos casos de melanoma.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Dois filmes para o Oscar

Javer Bardem está em "Biutiful"

Os filmes "Biutiful" (México) e "También la lluvia" (Espanha) foram selecionados entre os nove finalistas para a categoria de Melhor Filme Estrangeiro na próxima edição do Oscar.
Os filmes de Alejandro González Iñárritu e Icíar Bollaín venceram a penúltima fase na corrida pela estatueta e concorrerão por uma das cinco nominações com "Fora da Lei" (Argélia), "Incendies" (Canadá), "In a Better World" (Dinamarca), "Dogtooth" (Grécia), "Confessions" (Japão), "A Vida acima de Tudo" (África do Sul) e "Simple Simon" (Suécia). (Com o site Amocinema.com)

APARTAMENTO


Caros Amigos,

Estou vendendo um apartamento de minha propriedade, no Edifício Maletta, 4o. andar, em BELO HORIZONTE-MG.Comprei-o há alguns anos, com o dinheiro que recebi do FGTS, quando me aposentei.Peço-lhes a gentileza de repassarem para os seus conhecidos, amigos, parentes, etc.Os contatos - para os interessados na compra do mesmo - poderão ser feitos na BH-R.IMÓVEIS, pelos telefones3226-7780 e 3226-7776, com o Ronaldo ou o Ronald.A imobiliária fica no próprio Maletta, na parte comercial, ou seja, Rua da Bahia, 1148, sala 1322.ESTOU RECORRENDO A ISTO PORQUE ESTOU EM SÉRIAS DIFICULDADES. NÃO TENHO MAIS TELEFONE PORQUE CANCELEI O MESMO. ESTOU SOTERRADO DE DÍVIDAS E SOFRENDO HUMILHAÇÕES - NORMAIS QUANDO O DINHEIRO SE ESVAI.Não me telefonem, PELO AM OR DE DEUS, porque não estou em condições de falar. CHEGUEI AO MEU LIMITE.Agradeço sinceramente a todos os que puderem fazer alguma coisa por mim, ou seja, REPASSAR ESSE EMAIL.O apartamento é ideal para uma pessoa que more sozinha.Um grande abraço para todos e me perdoem pelo despudor em fazer certos comentários,AdemirP.S.: Estava contando com um empréstimo bancário que, depois de idas e vindas, e muitos dias de ansiedade e angústia, FALHOU.

Recordações da guerra


Soldados norte-americanos expõem pela primeira vez, fotos que fizeram no Vietnã quando da guerra . Esta imagem mostra vietcongues capturados no delta do rio Mekong, enquanto atravessavam um campo aberto de arroz. (Foto: Louis Galanos-BBCBrasil-Divulgação)

Sobre a catástrofe da Região Serrana do Rio de Janeiro


Nota do Partido Comunista Brasileiro

Os trágicos acontecimentos dos últimos dias na região serrana do Estado do Rio de Janeiro são o reflexo direto de diversos fatores que atuam em conjunto.
Aos efeitos das mudanças climáticas em curso, no plano global, somam-se fatores como as ocupações desordenadas de encostas, margens de rios e lagos e outras áreas de risco naquela região e na maioria das cidades brasileiras, sem respeito às exigências técnicas de segurança, realizadas principalmente por populações de baixa renda, por falta de alternativas, mas também por camadas médias e altas, pela especulação imobiliária. Outros fatores são a chamada impermeabilização do solo urbano, pelo uso generalizado do asfaltamento de ruas e da concretagem de calçadas, praças e outros logradouros públicos e a falta de estudos e ações preventivas.
Este último fator, aliado ao despreparo e à precariedade dos equipamentos das entidades de Defesa Civil e à total falta de concatenação dos governos e dos diversos órgãos que têm a possibilidade de atuar em situações de emergência – como os Bombeiros, as Forças Armadas, as polícias e outros mais –, denuncia a visão imediatista dos políticos burgueses, praticantes da troca fisiológica de favores por votos, deixando ao léu qualquer perspectiva de administração planejada das cidades em prol do interesse popular.
Estes grupos de fatores têm uma causa em comum: os interesses do capital, a natureza do sistema capitalista. É patente a voracidade dos interesses das grandes empresas produtivas na espoliação dos recursos naturais, seja para o uso da madeira ou para a criação de gado. Nas cidades, as encostas e margens dos rios são ocupadas por vias públicas e famílias de baixa renda – que não têm para onde ir e precisam estar perto dos centros urbanos, onde há, em geral, mais empregos e serviços sociais básicos como energia, água, transportes, postos de saúde –, e por habitações para camadas de rendas média e alta, construídas em ações de especulação imobiliária.
Por fim, a falta de ações preventivas, como a monitoração de risco e obras de contenção de encostas (há tecnologias disponíveis para isso), a falta de capacidade operacional da Defesa Civil, a falta de coordenação entre os órgãos envolvidos (sem qualquer plano de ação emergencial, os chamados planos de contingência) para estas situações têm origem no total descompromisso dos governos com as camadas populares e suas necessidades. A falta de planejamento do uso do solo, da expansão das cidades com a distribuição justa da infraestrutura e dos serviços sociais e urbanos, para todos, também têm origem no descompromisso dos governos com a classe trabalhadora.
É claro que, num momento de dor e sofrimento, a tarefa imediata é prestar solidariedade, arregaçar as mangas, ajudar as vítimas. Mas uma tragédia como essa é uma demonstração clara de que o uso do solo para os interesses do capital, a ocupação das cidades em benefício dos ricos, a falta de participação direta da maioria da população nas decisões políticas não podem continuar.
O Partido Comunista Brasileiro propõe às forças e partidos políticos de esquerda, às organizações de trabalhadores e a todos os que se preocupam e lutam por justiça social que se unam para discutir e levar adiante a luta pelo controle popular sobre as decisões políticas envolvendo o uso do solo urbano, a oferta de serviços públicos e infraestrutura urbana, a estruturação da Defesa Civil e outros órgãos relacionados para as ações de prevenção de inundações, desabamentos e outros desastres naturais.
É urgente a união das forças representativas da classe trabalhadora visando à formulação de ações conjuntas no caminho da (re)construção das cidades sobre novas bases: plano emergencial para atendimento às necessidades imediatas das populações atingidas pelas intempéries: acolhimento aos desabrigados, aluguel social, alimentação, atendimento médico, isenção de taxas e impostos; formação de conselhos populares para acompanhamento da aplicação das verbas federais nos municípios arrasados pelas chuvas e das políticas públicas a serem adotadas; plano de médio prazo para construção de moradias populares em áreas seguras e com dignas condições de vida (infraestrutura, saúde, educação, transporte); plano permanente de preservação ambiental, na contramão da lógica capitalista destruidora; construção do Poder Popular com vistas à democracia direta na tomada de decisões.

PCB - Partido Comunista Brasileiro
Comitê Regional do Rio de Janeiro
Comissão Política Nacional

Russos atormentam-se com água gelada no dia da Epifania


19.01.2011

Na noite de 18/19 deJaneiro, os cristãos ortodoxos celebram a Epifania, um dos mais importantes feriados religiosos. Muitas pessoas tradicionalmente tomam banho de água gelada esta noite em uma esperança para lavar seus pecados. Isso é bastante preocupante, uma vez que médicos e equipes de resgate têm que permanecer em serviço perto de reservatórios de água, onde o ritual acontece.
Quase dois mil anos atrás, Jesus Cristo entrou na água do rio Jordão para ser batizado por João Batista. Desde aquela época, acredita-se geralmente que toda a água na Terra se torna santa, na noite de Epifania, a cada ano.
A Rússia adotou o cristianismo em 988. Ela se tornou uma tradição na Rússia para cortar buracos no gelo de lagos e rios, muitas vezes em forma de cruz, e para banhar-se na água gelada. Os crentes mergulham na água três vezes para o ritual.
Uma teoria diz que quando um ser humano pula na água gelada, que melhora a imunidade. Os médicos não compartilham este ponto de vista. Imunologistas dizem que tal estresse fisiológico compromete o sistema imunológico e provoca a evolução de várias infecções que antes eram subjugados.
O que acontece com o corpo quando uma pessoa pula em um buraco no gelo?
Se ele ou ela estiver absolutamente saudável e vigoroso, na noite da Epifania será algo parecido com um exame por eles para testar o seu estado de saúde. Essa pessoa vai realmente se sentir rejuvenescida e revigorada. No entanto, se um participante do ritual é fraco e despreparado para tal situação estressante, se ele ou ela tem doenças crônicas, tais pessoas se colocam em sério risco.
Andrei Shulzhenko, doutor em Ciências Médicas, um imunologista: "Como regra, após a noite da Epifania muitas pessoas estão internadas com formas graves de pneumonia e outras doenças crônicas que podem ter. A taxa de ataques cardíacos aumenta em flecha durante estes dias, muitos infartos ocorrem", disse o médico.
Quando uma pessoa despreparada pula na água gelada, seu corpo é exposto a um stress grave. Os vasos sanguíneos em todo o corpo, principalmente na cabeça, ficam restritos imediatamente. Tal ênfase pode mesmo conduzir a um desfecho letal, porque o coração não pode lidar com esse teste.
Se você decidir participar do ritual, os médicos recomendam preparar-se com antecedência:
- Tomar banho de contraste regularmente; - Despeje água fria sobre si mesmo todos os dias, duas vezes ao dia; - Faça exercícios físicos regularmente; - Passar tanto tempo quanto possível fora.
Na noite de Epifania, antes de saltar na água, aqueça-se com a ajuda de exercícios físicos, não faça uso de álcool. Quando você se sentir quente, este é o momento em que você pode se despir e pular na água.
Mergulhar-se na água três vezes e sair da água rapidamente. Não tente demonstrar sua resistência ao frio para ninguém, nunca competir com ninguém na água. Assim que você sair, esfregar-se todo com uma toalha seca, se vestir e ir para um lugar quente. Se você não tem problemas de coração, você pode ter 50 gramas de conhaque - não mais do que isso e só depois do ritual.
Tomar banho em água gelada é estritamente proibido para aqueles que têm:
- Doenças cardiovasculares;
- Hipertensão; - Doença cerebrovascular; - Epilepsia; - Espasmofilia; - Doenças renais e respiratórias; - Doenças da glândula tiróide; - Doenças infecciosas.

Alexander Rylov Medpulse

(Pravda.Rus-Divulgação)

Apoio ao povo palestino


A antiga cidade de Jericó que tem uma história de dez mil anos, tornou-se um lugar do encontro entre Dmitri Medvedev e o chefe da administração nacional palestiniana Mahmoud Abbas. Este facto atribuiu uma importância especial ao encontro dos dois líderes. “Apoiávamos e vamos apoiar o direito do povo palestiniano à criação do estado independente com território unido e com capital em Jerúsalem oriental”, - declarou Dmitri Medvedev após as negociações.
O encontro decorreu com muita confiança o que é típico das relações russo-palestinas. Foram assinados três acordos – os primeiros - sobre a cooperação dos comités olímpicos e dos ministros da agricultura e o terceiro - entre as agências nacionais de informação. O principal tema do diálogo foi a resolução do conflito no Próximo Oriente.
Discutimos as perspetivas possíveis do diálogo. O que é necessário para ele? Ser pacientes e observar os compromissos. Em primeiro lugar, isso tem a ver com o congelamento da construção de moradias na Cisjordânia e em Jerúsalem Oriental. As ações unilaterais são inaceitáveis pois perturbam a situação. Ao mesmo tempo é preciso usar as regras internacionais, as resoluções do Conselho de segurança, das decisões de organizações regionais e sair ao nível novo na resolução deste problema. Aguardamos com esperança a reunião do quarteto internacional que terá lugar em Munique. A posição da Rússia será a mesma. Fez a sua escolha há muito tempo.
As negociações entre Israel e a Palestina foram suspensas. O principal obstáculo foi a posição de Israel que continua a construção de casas no território da autonomia palestiniana e em Jerúsalem Oriental. Recentemente foi destruido o hotel “Cheppard” situado na parte árabe da cidade. No seu lugar planeja-se erguer 20 casas para os judeus abastados e religiosos.
A visita de Medvedev a Tel-Aviv fracassou devido a uma manifestação dos diplomatas israelitas. Isso afetou as negociações entre a Rússia, Palestina e Israel. "Estamos descontentes pela situação atual e pelo fato que as negociações chegaram a um impasse", declarou o presidente russo.
No ano passado foram realizadas as negociações diretas e indiretas, agora não vemos nenhum progresso, é triste. Para além disso, o bloqueio de Gaza continua. Mas temos que avançar a frente, apesar das dificuldades. Claro que o progresso requer compromisso. Todos compreendem isso.
“Há duas escolhas – negociações e a paz ou a violência e terrorismo, - sublinhou Mahmoud Abbas numa conferência de imprensa, - mas não vamos seguir o segundo caminho.”
Em Jericó Medvedev participou na cerimônia da abertura do Museu da história da Palestina antiga construido com ajuda russa no terreno que pertence à Rússia. No território do museu cresce a figueira de dois mil anos. De acordo com a Bíblia, quando Jesus Cristo ia a Jericó, o cobrador de impostos Zaqueu de Jerusalém tanto queria vê-lo pelo menos à distância, que subiu a esta árvore. Jesus Cristo reparou nele e mesmo visitou a sua casa. Zaqueu espantado prometeu pagar o mal com o bem a todos quem ele cobrava injustamente. Desde aquela altura a figueira de Zaqueu tem crescido. Peregrinos por todo o mundo vem fazer uma reverência perto desta árvore.(Com a Voz da Rússia-Ria-Novosti)

Contra o bloqueio a Cuba


A juventude se compromete a não baixar a guarda

Agradecem a Cuba, por ajudar ao movimento dos Festivais, e a Fidel, por seu incansável espírito

Leticia Martínez Hernández, enviada especial

PRETÓRIA ( África do Sul) — Foi uma impressionante marcha de jovens o fim do 17º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes que reuniu nesta capital mais de 15 mil delegados procedentes de 126 nações, convocados com a máxima de derrotar o imperialismo, sob as certeiras luzes de líderes como Nelson Mandela e Fidel Castro.
Desde a praça Church até o Prédio da União, sede do governo da África do Sul, milhares de jovens caminharam aproximadamente cinco quilômetros levando bandeiras, cartazes...... e vozeando consignas contra a guerra, o imperialismo; a favor da paz e dum mundo melhor onde parem os ataques irracionais.

Entre os reclamos que juntaram tantas vozes estiveram o fim da agressão a Palestina, da repressão ao povo saaráui, do bloqueio a Cuba e a imediata libertação dos Cinco Heróis que somam mais de 12 anos em prisões dos Estados Unidos, por combater o terrorismo.
A declaração do Festival expressa a satisfação por ter comemorado o encontro na África do Sul, terra que durante anos lutou contra o regime racista do apartheid. Ressalta "a contribuição de Cuba socialista, não só porque foi duas vezes sede do Festival, mas também porque ao realizá-lo em 1997 ajudou ao movimento dos Festivais a retomar seu curso normal".
Defende a luta pela educação como um bem público, cuja gratuidade tem que ser garantida. Condena também o bloqueio imposto contra o povo cubano por mais de 50 anos em clara violação do direito internacional, e exige a libertação imediata dos Cinco Heróis.
A declaração expressa que a ordem imperante está levando à humanidade à beira do confronto mundial com o perigo duma guerra nuclear. Por isso, a juventude se compromete a não baixar a guarda na busca dum mundo livre do imperialismo. (Granma-Divulgação)

ENVELHECER





FNRP se prepara para protestar al cumplirse

el primer año del régimen de Lobo Sosa


El Frente Nacional de Resistencia Popular FNRP, anunció hoy que se prepara para protestar el próximo 27 de enero, en el marco del primer aniversario del régimen de Porfirio Lobo Sosa, al que considera la continuación del golpe de Estado.
El FNRP, se movilizará para exigir el retorno de Manuel Zelaya Rosales (foto), Coordinador General del Frente, y por el respeto a la soberanía nacional, dijo el Sub Coordinador Juan Barahona, a la Red Morazánica de Información.
Barahona manifestó que en Tegucigalpa la convocatoria es a las ocho de la mañana, frente a las instalaciones de la Universidad Pedagógica Nacional UPN, sin especificar que dirección tomaría la movilización.
Zelaya cumplirá el 27 de enero, un año de haber salido exiliado de Honduras, hacia República Dominicana, después de retornar al país el 22 de septiembre del año 2009, mientras el régimen de Lobo Sosa cumplirá un año de haber tomado las riendas del país.
Zelaya derrocado mediante un golpe de Estado militar, el 28 de junio de 2009, y expatriado a Costa rica ese mismo día y retornó a honduras con el fin de forzar la caída del régimen de facto de Roberto Micheletti, situación que no pudo ver concretada.
Barahona informó que las protestas serán a nivel nacional, por lo que llamó a los miembros del Frente a sumarse a las protestas, contra la administración de Lobo Sosa.

Lançamentos editoriais


A Companhia das Letras terminou 2010 com muitas razões para celebrar. Além da chegada da Penguin-Companhia das Letras e da estreia dos nossos livros em formato eletrônico, tivemos uma excelente colocação nos rankings de melhor livro do ano e da década, organizados por alguns veículos. A revista Bravo, por exemplo, indicou quatro títulos entre os dez melhores livros nacionais e sete entre os estrangeiros. Na enquete feita pelo jornalista Sergio Rodrigues, no blog TodoProsa, O único final feliz para uma história de amor é um acidente, de João Paulo Cuenca, foi eleito o melhor livro brasileiro do ano, e 2666, de Roberto Bolaño, o melhor vindo de fora. A Revista Veja mencionou Verão, de J.M. Coetzee, e 2666, de Roberto Bolaño, entre os melhores livros de 2010, além dos estrangeiros Freedom, de Jonathan Franzen, e The immortal life of Henrietta Lacks, de Rebecca Skloot, que serão lançados pela Companhia das Letras no primeiro semestre deste ano. Em 2011 o número de lançamentos da editora irá crescer. Entre todos os selos - Companhia das Letras, Cia. das Letras, Companhia das Letrinhas, Companhia de Bolso, Quadrinhos na Cia. e Penguin-Companhia das Letras - foram 256 títulos em 2010, e agora serão cerca de 300. Confira alguns destaques do primeiro mês do ano:

R$ 45,00 Romance
O TERCEIRO REICH
Roberto Bolaño
Neste romance póstumo do autor de 2666 e Os detetives selvagens, um escritor fracassado e campeão de jogos de estratégia volta ao pequeno balneário em que passava as férias na infância e acaba submerso num sombrio drama psicológico. Leia +

R$ 52,00 Religião
EM DEFESA DE DEUS
Karen Armstrong
Os fundamentos históricos e filosóficos do judaísmo, do cristianismo e do islamismo, resgatados e explicados numa prosa ao mesmo tempo erudita e fluente. Mais do que uma vindicação da fé, Armstrong convida o leitor a uma contemplação da fragilidade do humano diante da eternidade. Leia +

R$ 26,00 Romance
VIAGENS DE GULLIVER
Jonathan Swift
Nesta polêmica obra-prima do século XVIII que mistura literatura de viagem, aventura e ficção científica, Jonathan Swift expõe o homem, suas instituições, seu apego irracional ao poder e ao ouro e sua insistência em prolongar a vida. Já está nos cinemas a nova adaptação cinematográfica deste clássico. Leia +

R$ 25,00 Contos
PAPÉIS AVULSOS
Machado de Assis
Com Papéis avulsos, o selo Penguin-Companhia das Letras revisita alguns dos momentos mais significativos dos contos de Machado de Assis. Prefácio de John Gledson e notas de Hélio Guimarães. Leia +

R$ 29,00 Infantil
JUCA E OS ANÕES AMARELOS
Jostein Gaarder e Jean-Claude R. Alphen
Ao voltar da escola, Juca descobre que está completamente só: não há ninguém em casa, nem na rua, em lugar nenhum. Há apenas um anão amarelo que lança sem parar um dado, repete frases estranhas e está por trás de um plano para ocupar o nosso planeta. E o menino é o único que pode salvar a humanidade do "perigo amarelo". Leia +

R$ 33,00 Policial
EM RISCO
Patricia Cornwell
Neste livro, a genial criadora de Kay Scarpetta nos apresenta a um novo detetive, Win Garano. Ele é designado para reabrir e resolver casos arquivados usando novas tecnologias de investigação, e recebe a tarefa quase impossível de resolver um assassinato que ocorreu há vinte anos. Leia +

Caminhos da Literatura


Carlos Lúcio Gontijo

A literatura caminha entre Senhor dos Anéis e Crepúsculo... É como se a humanidade esperasse por bruxarias para se livrar de seus males ou estivesse mergulhada em extremo vampirismo, onde as pessoas estivessem sugando o sangue umas das outras. Ou seja, a grande realidade é que nos metemos num caldeirão de autênticos bruxos que transformam a "lavagem" cerebral (restos de tudo de ruim que podemos imaginar) em sucesso comercial, enquanto modernos vampiros, crepuscularmente, chupam a consciência (e sensibilidade) humana da sociedade em plena luz do dia, resultando no empobrecimento intelectual, no relativismo moral (onde tudo pode e é aceito), na violência urbana e no sangue escorrendo pelas ruas afora...

E VIVA O VAMPIRISMO EXPLÍCITO NA TELA DA TEVÊ: UMA CONCESSÃO PÚBLICA COM LICENÇA PARA SUGAR (e eliminar) A CONSCIÊNCIA DAS PESSOAS.

Me rendo! Prefiro Paulo Coelho. Por que a Globo não encomenda uma novela dele? Pelo menos haveria maconha e sonhos e magias... aqui só existe perdição e depravação.. O autor botou para fora tudo o que tinha de mais pobre e pior dentro de si... Mudaram os tempos... A psicanálise já não precisa de divãs porque seus eventuais clientes são personagens ao vivo e entram em nossas casas com seus problemas pelas antenas dos telhados... Todas as fraquezas e desvios humanos estão em uma só novela.. É a coisa mais deprimente que a Globo podia soltar... A novela das 7 vai pelo mesmo caminho... Uma merda (somos todos telespectadores Genis! E vão exportar isso...Como a Rede Globo promoveu a responsabilidade social através da novela PassioneA novela Passione, que terminou ontem, cumpriu, e superou em muito a promessa da Rede Globo de ressaltar temas de importância social. Em Passione, o autor teve o cuidado de transmitir importantes valores familiares e sociais, chamando a atenção para problemas atuais do Brasil. Entre as sutís mensagens transmitidas nessa espetacular obra literária, temos que:A familia rica, não importa o quanto seus membros sejam depravados, vencerá todos os desafios. Quem se cuida na gravidez morre. A débil mental rica conquista o galã da novela e amor de sua vida. A débil mental pobre conquista o pedófilo rico. A Policia forja até enterro para obter provas. O viciado em crack pobre, irmão de Caroline Dieckman na novela, sequer aparece. O viciado em crack rico é reabilitado. Quando um rico drogado esfaqueia o vigia de prédio não dá em nada. Quando a pobre esfaqueia o milionário, ela vai presa. Os ricos tomam café da manhã. Os pobres tomam. Italianos são só românticos e não trabalham, vivem de golpes ou lucros milagrosos, chifram todo mundo e mentem pra conseguir tudo. A Justiça não funciona, e condena inocentes por homicidio. Advogados de ricos tiram qualquer um da cadeia. A Beth Gouveia podia liberar o Gianecchini da cadeia, caso ele lhe contasse alguns segredos. Ninguém precisa trabalhar, todos podem ficar dentro de casa o dia todo transando ou tramando golpes. Se possível, namore a mãe e filha, lucre em dobro. Todos os membros de uma familia devem transar com todos os outros. Duas mulheres aceitam perfeitamente o casamento com um homem só, basta que uma o tenha de segunda a quarta, e a outra de quinta a domingo. Quem mata e rouba termina vivendo em um paraiso no Caribe.Na mesma linha, já nos primeiros episódios, a Globo infiltrou um transformista sexual na casa do Big Brother, sem avisar aos outros participantes de que essa pessoa não é uma mulher, de modo a reforçar a luta contra a homofobia. Pedro Bial, sempre sorridente, feliz e extremamente simpático, curtirá bons momentos com a cara dos participantes, que não sabem a trama que os espera. No fim, vale a pena pois o prêmio de um milhão e meio de Reais certamente indenizará a dignidade dos participantes. Não perca mais esse trabalho social da Rede Globo, já na telinha da TV, todos os dias após a nova novela das 9 onde a madrinha de casamento já está cometendo adultério com o noivo da amiga como forma de promover a luta social contra o adultério pré-nupcial.Responsabilidade social, a gente vê por aqui!

http://www.carlosluciogontijo.jor.br/

Viagem ao Caribe


A partir de 24 de janeiro, cada R$ 120,00 em compras nas lojas do Boticário valem um cupom para concorrer a uma viagem ao Caribe, com acompanhante, em um cruzeiro SPA. A promoção SPA de Beleza, válida para compras efetuadas até 13 de março, sorteará 10 viagens previstas para acontecer no mês de novembro deste ano.

Mentiras por conveniência


A imprensa brasileira não está em declínio por causa da internet, mas por que perdeu o monopólio da notícia e não está conseguindo lidar com a necessidade de divulgar e analisar fatos sob o ponto de vista da verdade. Ou seja, a imprensa brasileira insiste em editar notíciais, manipulando-as segundo o interesse político de seus proprietários e "financiadores".

Carlos Lúcio Gontijo


http://www.carlosluciogontijo.jor.br/

A imprensa, para vender mais, está mentindo ao dizer que esta é a maior tragédia do país,
causada por chuvas torrenciais. "Esqueceram-se" do desastre da Serra das Araras em 1967,
quando mais de 1.700 pessoas morreram, sendo que 1.400 nunca puderam ser resgatadas.
Mas a internet está aqui para dizer a verdade!

DESLIZAMENTO


Maior tragédia do Brasil foi na Serra das Araras
Publicado em 14/1/2011, às 19h43

Última atualização em 14/1/2011, às 19h42


Aurélio Paiva


Uma cruz de 10 metros na subida da Serra das Araras (Piraí-RJ), no local conhecido por Ponte Coberta, marca o início de um enorme cemitério construído pela natureza. Lá estão cerca de 1.400 mortos (fora os mais de 300 corpos resgatados) vítimas de soterramento pelo temporal que atingiu a serra em janeiro de 1967. Foi a maior tragédia da história do país, superando o número de mortos da atual tragédia na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, hoje acima de 500.No episódio da Serra das Araras, suas encostas praticamente se dissolveram em um diâmetro de 30 quilômetros. Rios de lama desceram a serra levando abaixo ônibus, caminhões e carros. A maioria dos veículos jamais foi encontrada. Uma ponte foi carregada pela avalanche. A Via Dutra ficou interditada por mais de três meses, nos dois sentidos.A Revista Brasileira de Geografia Física publicou, em julho do ano passado, a lista das maiores catástrofes por deslizamento de terras ocorridos no país. O episódio da Serra das Araras, com seus 1700 mortos estimados, supera de longe qualquer outro acidente do gênero no país.Para se ter uma idéia do que ocorreu na Serra das Araras basta comparar os índices pluviométricos. A atual tragédia de Teresópolis ocorreu após um volume de chuvas de 140mm em 24 horas. Na Serra das Araras, em 1967, o volume de chuvas chegou a 275 mm em apenas três horas. Quase o dobro de água em um oitavo do tempo.Mas o episódio da Serra das Araras parece ter sido apagado da memória do país e, especialmente, da imprensa. O noticiário dos veículos de comunicação enfatiza que a tragédia da Região Serrana do Rio superou o desastre de Caraguatatuba em março de 1967 (ver abaixo). O caso da Serra das Araras, ocorrido em janeiro daquele mesmo ano, sequer é citado.Até a ONU embarcou na história e colocou a tragédia atual entre os dez maiores deslizamentos de terras do mundo nos últimos 111 anos.
Caraguatatuba
O ano de 1967 foi realmente atípico. Em março, dois meses após a tragédia da Serra das Araras, outro desastre atingiu Caraguatatuba, no litoral paulista. Chovia quase todos os dias desde o início do ano (541mm só em janeiro, o dobro do normal). Do dia 17 para 18 de março, um temporal produziu quase 200 mm de chuvas em um solo já encharcado. No início da tarde de 18 de março, sábado, a tragédia aconteceu sob intenso temporal que chegou a acumular 580mm de chuvas em dois dias (Teresópolis teve 366mm em 12 dias).Segundos os relatos da época, houve uma avalanche de lama, pedras, milhares de árvores inteiras e troncos que desceu das encostas da Serra do Mar, destruindo casas, ruas, estradas e até uma ponte. Cerca de 400 casas sumiram debaixo da lama. Mais de 3 mil pessoas ficaram desabrigadas (20% da população da época). O número de mortos - cerca de 400 - foi feito por estimativa, pois a maioria dos corpos foi soterrada ou arrastada para o mar.Detalhe: Caraguatatuba, em 1967, era um balneário turístico de 15 mil habitantes. Dá para imaginar quais seriam as consequências se aquela tragédia ocorresse hoje, com os atuais 100 mil habitantes.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Novo líder no Vietnã


O Bureau Político do Partido Comunista do Vietnã (PCV) elegeu hoje Nguyen Phu Trong como seu novo secretário-geral para o flamante décimo primeiro mandato. Licenciado em literatura e membro do Comitê Central do PCV desde 1994, Trong presidia a Assembleia Nacional do Vietnã desde junho de 2006 e agora substitui no cargo Nong Duc Manh.
A eleição deste doutor em ciências políticas formado na Rússia era um segredo guardado a sete chaves. O no vo líder, em suas palavras iniciais, ratificou seu compromisso com o atual processo de transição ao socialismo.
Trong nasceu no dia 14 de abril de 1944 em Hanoi, ingressou no Partido em 1968 e teve uma ativa trajetória como teórico desde a revista "O Comunista", antes de se converter em quadro profissional.
Entre 2000 e 2006 foi primeiro secretário do PCV em Hanoi, em 2002 foi eleito deputado para a IX Legislatura do Parlamento e em junho de 2006 passou a presidir a Assembleia Nacional.
Considerado uma das quatro figuras mais importantes do governo vietnamita, Trong representou o Vietnã, no ano passado, na Cúpula do G-20, celebrada no Canadá, onde sustentou reuniões com os líderes das maiores economias do mundo.
Seu antecessor, Nong Duc Manh, passou ao retiro regulamentar depois de dirigir o PCV durante dois mandatos consecutivos, pois a idade limite para ingressar ao Bureau Político é de 67 anos.
O plenário ovacionou o líder que deixou o cargo, cujas contribuições ao processo de renovação, industrialização nacional e construção do socialismo foram emotivamente ressaltadas por Trong. (Com a Prensa Latina)

Yuri adorou Aracaju


O analista de Implantação Yuri Oliveira Alexandre volta encantado com Aracaju, a capital sergipana, onde o Carnaval já começou...

Israel versus Palestina

José Carlos Alexandre

Preocupa-me bastante a expansão israelita sobre território palestino. Estou lendo notícias da Reuters no Correio do Brasil de que "o comitê municipal de planejamento autorizou a construção de 92 apartamentos em East Talpiot, ao sul de Jerusalém, e 32 em Pisgat Zeev, ao norte. Israel qualifica ambas as áreas como “bairros” judaicos, construídos em territórios anexados ao país sem consentimento internacional após a guerra de 1967".
Estranha a expressão "sem consentimento internacional"...Mas a própria ocupação do território palestino por Israel sempre mereceu a condenação da ONU e da imensa maioria dos Estados do mundo...
Infelizmente as Nações Unidas - uma ideia marvilhosa para suceder a Sociedade das Nações- não tem força capaz de fazer valer suas resoluções...
Daí o complicador Oriente Médio.
Quando estive na região, em setembro -oututro passados, lembro-me de que o guia turístico israelense aconselhou o grupo formado por brasileiros, argentinos, guatemaltecos e bolivianos, a levar passaportes em nossa visita a Belém.
Afora a troca de guias, já que israelenses não podem trabalhar na Palestina, nada do previsto aconteceu. Isto é, os passaportes não foram exigidos...
Havia, isto sim, um certo suspense na "fronteira" , em face do grande número de armamento exibido,no mais mais por parte dos palestinos...
Mas não fomos nem por um segundo incomodados e não houve qualquer outro incidente...
o forte calor nos pertubava... o que exigia muita água mineral, vendida em garrafas de um e de dois litros...
E nos entregamos à compra de doces e outras iguarias, camisas a preços muito bons, a aquisição de artesanatos e de especiarias do tempero oriental.
Mas sentíamos que o espírito de luta sempre presentes. Até mesmo num posto policial onde o retrato do presidente da Autoridade Palestina, Mohamad Abbas Krayani tendo ao lado o do líder palestino Yasser Arafat...
Em suma, todos nós, amantes da paz, temos o compromisso de exigir da comunidade internacional que pressione em favor do direito dos palestinos de ter seu Estado, de não sofrer intervenção estrangeira.

Ocupação Camilo Torres

Frei Gilvander na Ocupação Camilo Torres

PRÓXIMA REUNIÃO DO FORUM PERMANENTE DE SOLIDARIEDADE ÀS OCUPAÇÕES-BH - sábado, 22/01/2011, às 15:00 na Ocupação Camilo Torres:

Vila Santa Rita/Barreiro. Ônibus 30, até a estação Diamante, e lá pegar o 309. Descer próximo à padaria da vila Sta. Rita. (Fica bem perto da Ocupação).

A pauta será montada a partir do relatório da última reunião

Às 19:00 haverá o Sarau Coletivoz
em Solidariedade as Ocupações de BH: Negociação sim! Despejo não!

Iridologia Integrada


LAIZA MORAES


Projeto QUINTA MUSICAL
20 de Janeiro – LAIZA MORAES
Show Entre Amigos
Com BEATRIZ RODARTE E MARCOS VINILE

PizzabaR - Av. do Contorno, 1.636 - Floresta
Sempre a partir das 20 horas - Ingresso: R$10,00
Informações: 3274.3136 - 8893.7806 - 8474.2050
Reservas de mesa – 3274.3136
Mineira, de Belo Horizonte, Laiza Moraes nunca teve dúvidas quanto ao caminho a seguir: “Levar seu canto a todo canto”. Desde criança, cantava e se encantava com a arte em suas várias facetas: na música, na dança, na dramaturgia, nas artes manuais.
Seu nome se originou da artista norte-americana Liza Minelli e seus pais deram a ela uma versão abrasileirada deste nome, com a mesma pronúncia. Parecia até que eles já previam que ela desejaria o mesmo destino de Liza Minelli, a de uma típica artista da Broadway, que canta, dança e interpreta. Artistas esses que são tão raros no Brasil atualmente.
Em fase de vestibular, Laiza até desejou se formar jornalista, mas a música falou mais alto e lá foi ela atrás de sua formação musical. Estudou na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) no curso de extensão e, posteriormente, ingressou na graduação da Universidade do Estado de Minas Gerais e no Centro de Formação Artística do Palácio das Artes.
Laiza se divide entre a música erudita e a música popular, acreditando que uma complementa a outra. Na música popular canta samba, bossa-nova, música mineira, música regional, forró, dentre outros estilos, e afirma que cresceu escutando variados estilos através de seu pai, ao cantar Nelson Gonçalves e Gonzaguinha nas manhãs de domingo, ao escutar seus vinis de chorinho, de música instrumental, etc. Seu pai foi um dos grandes responsáveis por sua paixão musical e aliado a ele teve várias outras fontes, como a música de igreja em festas de reis, dentre outras, que ainda hoje tem prazer em cantar, por isso não pode se limitar a um estilo, somente. Laiza cantou em bandas de baile e já se apresentou em várias cidades mineiras e todos os Estados do Sudeste. Ela também é cantora lírica, soprano, e foi solista em concertos pela Universidade do Estado de Minas Gerais, como no Solo Benedictus da Missa Brevis de Haydn e no solo da Cantata de Natal de Bach, 61, a aria de soprano (Nun komm, der Heiden Heiland). Atualmente, Laiza estuda violoncello no Palácio das Artes, onde também se dedica à dança.
Em suas composições, as letras falam de coisas do cotidiano – romances, frustrações, alegrias – de valores cristãos e sobre a paz. Laiza tem se apresentado com o consagrado músico, cantor e compositor Marcus Vianna.
Após participar da gravação de vários cd’s de amigos como Tom de Minas, Pedrinho Oliveira, Dominus, Laiza está na fase de pré-produção de seu primeiro CD solo e nesse haverá músicas inéditas, de sua autoria, e músicas pelas quais ela foi presenteada por grandes compositores mineiros.
No show "Entre Amigos, Laiza Moraes será acompanhada e contará com as participações de Beatriz Rodarte, que já tem disco gravado, e Marcus Vinile, ganhador de um programa "Fama" da Rede Globo de Televisão.
PRÓXIMOS SHOWS
Dia 27/Janeiro - CÉSAR BRITO & MARCELO BATISTA
Dia 03/Fevereiro - HELBER VIDIGAL

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

OLHOS NOS OLHOS


José Carlos Alexandre (*)

Olhos nos olhos. A cabeça leve, bem leve.
São momentos de profunda reflexão.
A noite parece longa. Talvez a mais longas das noites.
Ao pé da minha cama, sobre o criado, uma reprodução fotográfica.
O papel estampando cores mais ou menos esmaecidas denuncia que o tempo realmente é inexorável.
Ou estou mais moço e isto nem sequer soa como um pesadelo.
Ou, tal qual Dorian Gray, cada vez que miro a fotografia, me sinto mais jovem.
Talvez por ter sido pego pela lente bem distante, na, até então, minha mesa de trabalho...
A presença, em destaque, de companheiros que já morreram chama-me à realidade
Trata-se de um foto de talvez mais de quinze anos...
Estávamos na redação do então vespertino da cidade. Naquela época já bem matutino,concorrendo com sua publicação-mãe.
Trabalhávamos ( e duramente) no Diário da Tarde, pertencente ao “maior jornal dos mineiros”, o Estado de Minas...
Um jornal leve, até nos títulos, embora por vezes trouxesse manchetes um tanto quanto pesadas.
Relatando crimes, fruto de uma sociedade que se diluía num capitalismo infecto e explorador.
Quantos éramos? Mesmo que recorramos à imagem, dificilmente poderíamos lembrar.
A explicação é simples: em jornal, tal qual nas grandes indústrias, trabalhávamos por turnos...
Se se era do turno da manhã raramente se conhecia os do turno da noite e vice-versa.
Ou quando muito deparava vez ou outra, se retardatário, com algum do turno da tarde...
Além disso, sempre havia os que estavam de férias, de licença médica...
Tínhamos uma certeza: todos nos empanávamos para dar conta do recado.
E que recado...
Eu a maldizer como sempre o capitalismo.
Os demais a discordar, ou nem sequer ouvir-me, mas, no fundo, no fundo, a prestar-me constantemente a sua solidariedade.
Que mais queria?
Se toda minha vida é uma permanente luta por um mundo solidário?
Ah! Saudade! Palavrinha que em português expressa todo nosso sentimento...
Um dia, um dia...
Bom! Melhor deixar para lá
Que a alvorada já se anuncia...

(*) Este texto é uma primeira versão. A definitiva virá sem erros e com toda a graça e a competência de um escritor do nível de Carlos Lúcio Gontijo,, que, infelizmente, não aparece nesta foto, já que, na época, era um dos mais credenciados revisores tanto do Diário da Tarde quanto do Estado de Minas.

MST toma fazenda

No Brasil, jornalista documenta a
tomada de mais uma fazenda pelo MST

17.01.2011

Antonio Carlos Lacerda (*)

PRAVDA.RU

Segundo o jornalista José Maria Tomazela, do Estadão, a ação de tomada da fazenda Guarani, no Pontal da Paranapanema, em Presidente Bernardes, extremo Oeste do Estado de São Paulo, aconteceu às 7h50 deste domingo (16/01/2011) por integrantes do Movimento dos Sem Terras (MST) em um comboio com 50 pessoas em 16 veículos (carros, motos e kombis) com bandeiras vermelhas hasteadas, que avançou pasto adentro e ocupou pontos estratégicos da propriedade.
Só na primeira quinzena deste mês de janeiro 34 propriedades rurais e três repartições públicas já foram ocupadas pelos integrantes do MST liderados por José Rainha Junior para cobrar do governo federal uma reforma agrária.
Segundo relatou o jornalista que acompanhou a tomada da fazenda, o capataz da Guarani, Carlos Eduardo dos Santos, de 30 anos, estava no curral ordenhando uma vaca girolanda quando avistou o comboio de carros, motos e kombis avançando pasto adentro.
Ao ver as tradicionais bandeiras vermelhas içadas sobre os carros, Carlos Eduardo dos Santos interrompeu rapidamente o serviço, pegou o balde de leite e gritou para a esposa: "Bem, ligue para o patrão e avise que o MST está aí de novo."
O comboio do MST com 16 veículos e 50 pessoas partiu do acampamento Zé Maria, pegou a Rodovia SP-563 e se deslocou até a porteira da fazenda Guarani, onde os sem-terra arrebentaram o cadeado para dar passagem aos veículos.
Dois quilômetros à frente, sob algumas árvores, o comboio parou e tudo o que havia dentro e sobre os carros - bambus, arames, lonas, colchões, panelas, garrafas PET e até barracas de montar - foi posto sobre a vegetação.
Um grupo de sem terras muniu-se de enxadões e cavadeiras e começou a montar os barracos, enquanto um outro improvisou um fogão para preparar a comida. O gado, assustado, correu para o outro lado do pasto.
O coordenador Cícero Bezerra de Lima começou a distribuir tarefas, e disse que a fazenda tem cerca de 500 hectares e já foi considerada devoluta pela Justiça. "Está em processo de desapropriação, mas a demora é grande. Dá para assentar umas 30 famílias aqui", disse.
O sem-terra Hélio de Souza, de 60 anos, e sua mulher Maurize, de 58, ergueram um barraco de lona preta sobre uma estrutura de bambus. Hélio disse que ele e sua mulher vivem em acampamentos desde março de 2003. "A gente não conseguia mais pagar aluguel", relatou.
As irmãs Elisângela Júlio dos Santos, de 27 anos, e Juliana, de 21, foram incumbidas de vigiar a porteira. Esse fato é uma inovação nas invasões do MST, já que a tarefa era confiada a homens de aparência truculenta. "É a vez das mulheres, não vê a Dilma presidente?", justificou Juliana, sem-terra que já fez curso de modelo.
Elisângela conta que os pais moram há 14 anos perto da fazenda Guarani, no assentamento São Jorge. Na mesma casa, além do casal, moram seis filhos adultos e oito crianças. "Quatro são meus filhos e agora estamos lutando para termos o nosso cantinho."
Uma hora depois da invasão, duas viaturas da Polícia Militar do Estado de São Paulo chegaram à fazenda Guarani. Os policiais anotaram as placas dos veículos dos sem terras, pediram que eles mostrassem seus documentos, o que não aconteceu, sob a alegação de que não os tinha no momento. Os nomes que os sem terras forneceram foram anotados.
O capataz da fazenda Guarani, Carlos Eduardo dos Santos, disse que, para o dono da propriedade, Nilson Rigas Vitalle, já tinha virado rotina registrar boletim de ocorrência e entrar na Justiça com pedido de reintegração de posse.
"Estou aqui há 11 anos e perdi a conta de quantas invasões foram, sei que mais de dez", disse Carlos Eduardo dos Santos. Mesmo assim, segundo ele, a fazenda continua produtiva. "São 800 bois em engorda."
Carlos Eduardo dos Santos disse que, em algumas ocasiões, os sem-terra foram violentos e fizeram estrago, mas não quis dar detalhes. "À noite, quem fica aqui com eles sou eu e minha família."
Enquanto isso, o líder dos sem terras, José Rainha disse ter mobilizado mais de 5.000 pessoas para a onda de invasões. Pela sua contabilidade, em oito das 31 áreas, os sem-terra acamparam do lado de fora, sem consumar a invasão, o que teria ocorrido na vicinal de acesso à usina Alcídia, do grupo ETH, em Teodoro Sampaio.
Era ali que as amigas Rosineide do Espírito Santo, de 40 anos, e Cláudia Rodrigues Oliveira, de 35, iniciavam sua vida de sem-terra. Elas trabalham como faxineiras na cidade e diaristas no campo e querem um lote para melhorar de vida.
"Depois que foi assentada, minha irmã passou a ter tanta fartura que até tem condições de hospedar um parente que chega", disse Rosineide, exibindo uma camisa com o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Eu votei na (Dilma) Rousseff", disse, sobre a nova presidente.
O líder dos sem terras, José Rainha, quer que o governo federal assente 8 mil famílias em áreas que a Justiça já considerou devolutas, e que pode chegar a 200 mil hectares.
José Rainha turbinou o "janeiro quente" com uma onda de invasões no oeste do Estado de São Paulo e reclama que a justiça só é rápida "para um lado".
Sobre qual o objetivo das ações do "janeiro quente", José Rainha disse que só a base do grupo dele, que inclui os movimentos aliados, tem 8.000 famílias cadastradas no Incra à espera de um lote, muitas delas acampadas há seis, sete anos.
Enquanto isso, segundo Rainha, tem terras devolutas que, somadas, chegam a 200 mil hectares. "São os 92 mil do 15º Perímetro que o Superior Tribunal de Justiça já julgou e as terras de outros dois perímetros que serão julgadas agora", enfatizou José Rainha.
Rainha disse não ter dúvida de que a Justiça também vai reconhecê-las como terras públicas, e recomendou que os governos estadual e federal se entendam e antecipem a obtenção dessas terras, que pode ser através de acordo com o fazendeiro. Rainha disse, também que, "No caso das usinas que estão sobre as áreas, não sou a favor de fechar uma usina que gera emprego e renda, mas os empresários podem comprar outra área e destinar para a reforma agrária".
Questionado sobre o que pode ser feito para resolver esses conflitos na região, José Rainha disse que seria arrecadar terras, mas isso "depende do governo e da Justiça".
Ele disse que o governo estadual precisa acelerar a arrecadação das terras públicas, e o federal precisa rever os índices de produtividade, pois com os atuais não se arrecada nada, e mudar a lei para pagar em dinheiro pelas benfeitorias.
"A Justiça também precisa ser mais rápida. Hoje, ela é rápida só para um lado. Veja que, mesmo no fim de semana, alguns juízes já deram liminar para despejar os sem-terra. Se a Justiça for sempre rápida assim, parabéns", concluiu José Rainha.
A União Democrática Ruralista (UDR) culpou o governo federal pelas ações de invasão de terras no Pontal do Paranapanema, no extremo Oeste do Estado de São Paulo, disse que a reforma agrária virou uma forma de ganhar dinheiro e que o MST está à procura de um mártir.
Para o presidente da UDR, Luiz Antonio Nabhan Garcia, os números divulgados pelo MST estão superfaturados. "Tem fazenda que eles disseram ter invadido, mas o dono me disse que ninguém entrou, nem está acampado." Para Rainha, há casos em que o proprietário demora a ficar sabendo da invasão. "Muitos estão na praia, de férias."
Para Nabhan Garcia, as invasões na região do Pontal do Paranapanema são "crimes anunciados". Ele culpa o governo federal por incentivar indiretamente as ações do MST e o estadual por questionar na justiça a legitimidade da posse dos produtores rurais que colonizaram a região.
Sobre a reação dos fazendeiros quanto às invasões de suas terras, Nabhan Garcia disse que eles estão orientados para agir dentro da lei, pedindo na justiça a reintegração de posse imediata e a identificação dos invasores.
"Pedimos a eles que não reajam, não façam nada, pois o MST está em busca de um mártir. Agora, essas invasões são um crime anunciado e premeditado. O líder deles avisou que faria e nenhuma autoridade se movimentou para impedir", enfatizou o presidente da UDR.
"A impunidade é que gera essa situação. O governo federal apóia esses grupos, abre os cofres. A reforma agrária virou uma maneira de ganhar dinheiro, basta ver quantas cooperativas do MST estão envolvidas em desvios", revelou Nabhan Garcia.
Sobre uma fórmula para acabar com esses conflitos, o presidente da UDR disse que o governo do Estado "teria de parar com essa história de dizer que as terras aqui são devolutas. Tira a terra do produtor que trabalha nela há 150 anos e entrega para quem não produz".
O líder ruralista disse ser inaceitável expulsar quem comprou, pagou os impostos e está produzindo e entregar para foras da lei. "Nas terras que eles dizem ser devolutas tem usinas, resultado de um investimento de R$ 3 bilhões, que geram 10 mil empregos diretos e indiretos na região. Vão tirar as usinas também?

(*)Antonio Carlos Lacerda é Correspondente Internacional do PRAVDA.RU no Brasil.
E-mail:- jornalistadobrasil@hotmail.com

BBB-11: A ética pelo ralo


Artigo de Washington Araújo, publicado no sítio Carta Maior:

No dia 11/1/2011 a TV Globo levou ao ar seu programa de maior audiência no verão brasileiro: Big Brother Brasil 11. Sucesso de público, sucesso de marketing, sucesso financeiro, sempre na casa dos milhões de reais. Fracasso ético, fracasso de cidadania, fracasso de respeito aos direitos humanos fundamentais.
O prêmio será de R$ 1,5 milhão para o vencedor. O segundo e terceiro lugares levam, respectivamente, R$ 150 mil e R$ 50 mil. As inscrições para a próxima edição do BBB já estão encerradas. Ao todo, nas dez edições, foram 140 participantes. E já foram entregues mais de R$ 8,5 milhões em prêmios.
Balanço raquítico, tanto numérico quanto financeiro para seus participantes, para um programa que se especializou em degradar a condição humana.Aos 11 anos de existência, roubando sempre 25% do ano (janeiro a março) e agora entrando na puberdade como se humano fosse, o BBB começa anunciando que passará por mudanças na edição 2011.
Se você pensou que as mudanças seriam para melhorar o que não tem como ser melhorado se enganou redondamente. O formato será sempre o mesmo, consagrado pelo público e pelos anunciantes: invasão de privacidade com a venda de corpos quase sempre sarados, bronzeados e bem torneados e com a exposição de mentes vazias a abrigar ideias que trafegam entre a futilidade e a galeria de preconceitos contra negros, pobres, analfabetos funcionais.
Após dez anos seguidos, sabemos que a receita do reality show inclui em sua base de sustentação as antivirtudes da mentira, da deslealdade, dos conluios e... da cafajestagem. Aos poucos, todos irão se despir de sua condição humana tão logo um deles diga que "isto aqui é um jogo". Outros ensaiarão frases pretensamente fincadas na moral: "Mas nem tudo vou fazer para ganhar esse jogo."
Como miquinhos amestrados, os participantes estarão ali para serem desrespeitados, não poucas vezes humilhados e muitas vezes objeto de escárnio e lições filosóficas extraídas de diferentes placas de caminhões e compartilhadas quase diariamente pelo jornalista Pedro Bial, ao que parece, senhor absoluto do reality show. Não faltarão "provas" grotescas, como colocar uma participante para botar ovo a cada trinta minutos; outra para latir ou miar a cada hora cheia; algum outro para passar 24 horas de sua vida fantasiado de bailarina ou para pular e coaxar como sapo sempre que for ativado determinado sinal acústico.
O domador, que terá como chicote sua lábia de ocasião ou nalgumas vezes sua língua afiada, continuará sendo Pedro Bial que, a meu ver, representa um claro sinal de como as engrenagens que movem a televisão guardam estreita semelhança com aqueles velhos moedores de carne.
É inegável que Bial é talentoso. É inegável que passou parte de sua vida tendo páginas de livros ao alcance das mãos e dos olhos. É inegável também que parece inconsciente dos prejuízos éticos e morais que haverá de carregar vida afora. Isto porque a cada nova edição do reality mais se plasmam os nomes BBB e Pedro Bial. E será difícil ao ouvir um não lembrar imediatamente o outro. Porque lançamos aqui nosso nome, que poderá ter vida fugaz de cigarra ou ecoará pela eternidade. Imagino, daqui a uns 25 anos, em 2035, quando um descendente deste Pedro for reconhecido como bisneto daquele homem engraçado que fazia o Big Brother no Brasil. E os milhares de vídeos armazenados virtualmente no YouTube darão conta de ilustrar as gerações do porvir.
E, no entanto, essas quase duas dezenas de jovens estarão ali para ganhar fama instantânea, como se estivessem acondicionados naqueles pacotinhos de sopa da marca Miojo. Imagino cada um deles a envergar letreiro imaginário a nos dizer com a tristeza possível que "Coloco à venda meu corpo sem alma, meu coração quebrado e minha inteligência esgotada; vendo tudo isso muito barato porque vejo que há muita oferta no mercado". E teremos aquele interminável desfile de senso comum. Afinal, serão 90 dias de vida desperdiçada, ou melhor, de vida em que a principal atividade humana será jogar conversa fora. O que dá no mesmo. E não será o senso comum exatamente aquele conjunto de preconceitos adquiridos antes de completarmos 15 anos de vida?Friederich Nietzsche (1844-1900) parecia ter o dom da premonição. É que o filósofo alemão se antecipava muito quando se tratava de projetar ideias sobre a condição humana. É dele esta percepção: "O macaco é um animal demasiado simpático para que o homem descenda dele". Isto porque Nietzsche foi poupado de atrações quase sérias e semi-circenses, como o BBB. No picadeiro, o macaco é aplaudido por sua imitação do humano: se equilibra e passeia de triciclo e de bicicleta, se veste de gente, com casaca e gravata, sabe usar vaso sanitário, descasca alimentos. No picadeiro do BBB, os seres humanos são aplaudidos por se mostrarem intolerantes uns com os outros, se vestem de papagaios, ladram, miam, coaxam, zumbem – e tudo como se animais fossem.
Chegam a botar ovo em momento predeterminado. Se vestem de esponja e se encharcam de detergente a limpar pratos descomunais noite afora.Em sua imitação de animal, o humano que se sobressai no BBB é aquele que consegue ficar engaiolado – digo, literalmente engaiolado – junto com outros bípedes não emplumados – por grande quantidade de horas. E sem poder satisfazer as necessidades humanas básicas, muitas vezes tendo que ficar em uma mesma posição, como seriemas destreinadas. E são os únicos animais que demonstram imensa felicidade em permanecer por mais tempo na gaiola. Não lhes jogam bananas nem pipocas, mas quem for o último a sair da jaula semi-humana ganha uma prenda. Pode ser um passeio de helicóptero, pode ser um carro, pode ser uma noite na Marquês de Sapucaí.Heidegger reconheceria.
O leitor atento deve ter percebido que em algum momento deste texto mencionei que o BBB 11 terá mudanças. Nem vou me dar ao trabalho de editar. Eis o que copiei do site G1:"Boninho, diretor do BBB, falou em seu Twitter nesta quarta-feira, 24/11, sobre a nova edição do programa, a 11ª, que estreará em janeiro de 2011. E ele adianta que, desta vez, as coisas vão mudar. ‘Esse ano tudo vai ser diferente... Nada é proibido no BBB, pode fazer o que quiser’, postou Boninho em seu microblog. Questionado sobre o que estaria liberado no confinamento que não estava em edições anteriores, ele respondeu: ‘Esse ano... liberado! Vai valer tudo, até porrada’. Boninho também comentou sobre as bebidas no reality show: ‘Acabou o ice no BBB... Vai ser power... chega de bebida de criança’, escreveu."Não terá chegado a hora de o portentoso império Globo de comunicação negociar com o governo italiano a cessão do Coliseu romano para parte das locações, ao menos aquelas em que murros e safanões, sob efeito de álcool ou não, certamente ocorrerão? E como nada compreendo de Heidegger, só me resta dizer que ao longo de toda sua vida madura Heidegger esteve obcecado pela possibilidade de haver um sentido básico do verbo "ser" que estaria por trás de sua variedade de usos. E são recorrentes suas concepções quanto ao que existe, o estudo do que é, do que existe: a questão do Ser (i.e. uma Ontologia) dependente dos filósofos antes de Sócrates, da filosofia de Platão e de Aristóteles e dos Gnósticos.Quem sabe tivesse assistido uma única noite do BBB – caso o formato da Endemol estivesse em cena antes de 1976 –, o filósofo, por muitos cultuado, não apenas teria uma confirmação segura de que não valia mesmo a pena publicar o segundo volume de sua obra principal, O Ser e o Tempo, como também haveria de reconhecer a inexistência de algo anterior ao ser. Mas, com certeza, se fartaria com a miríade de usos dados ao verbo "ser".

GRAMSCI, UM REVOLUCIONÁRIO*


MEMÓRIA



A vida do líder e teórico comunista italiano Antonio Gramsci (1891 – 1937) é uma bela, embora trágica, história de coerência e fidelidade aos ideais revolucionários. Nascido na explorada Sardenha, depois estudante pobre em Turim, ele se identificou desde muito jovem com aqueles ideais e a eles dedicou o talento de teórico marxista rigoroso e inovador, a força de organizador e agitador de massas.
Ainda militante do Partido Socialista, enfrentou o direitismo de suas correntes hegemônicas. Rompeu com elas, fundou o Partido Comunista Italiano *(1921) e assumiu a perspectiva leninista da revolução proletária.
.Preso em 1926 pelo terror fascista, durante os quase 11 anos de prisão, e sob terríveis condições de saúde, estabeleceu pela primeira vez, nos Cadernos do Cárcere, as bases teóricas e políticas para a revolução nos países de capitalismo avançado do século XX..
Mas não só isso: como filósofo, aprofundou e renovou a teoria do materialismo histórico dialético; defensor apaixonado da Revolução Soviética, criticou a exclusão das massas de seu processo de desenvolvimento, denunciou as primeiras violações da legalidade socialista na URSS e previu, com surpreendente antecipação, os descaminhos a que tais violações conduziriam.
Intransigente inimigo do Estado fascista, recusou todos os acordos que lhe foram propostos por Mussolini para ser libertado – apesar do inexorável agravamento da degenerescência física a que a prisão e a doença o submetiam. Morto em 1937, legou-nos uma impressionante obra teórico/política, além do exemplo de paixão, clarividência, combatividade, coerência e radicalidade, postos a serviço da libertação do Homem..
Como foi possível, então, que as idéias deste revolucionário intransigente, deste teórico radical, tenham ido parar nas mãos dos reformistas de todos os matizes, e que eles as falsifiquem, no mundo inteiro, para fundamentar uma prática política de colaboração de classes?
.Pois foram os próprios revolucionários que o permitiram, ao abandonar o legado de Gramsci. Talvez porque ele tenha passado à História como um militante e líder partidário “derrotado”, talvez porque tenha sempre parecido um teórico “complicado” e pouco ortodoxo, ou ainda porque a divulgação de seu pensamento até hoje seja deficiente e incompleta. Mas, sobretudo, porque foi deliberadamente “esquecido” (na verdade boicotado) pelas várias burocracias que se sentiam ameaçadas por sua postura crítica e anticonformista.
A tarefa de arrancar definitivamente essa bandeira da mão do reformismo é dos revolucionários. Não apenas porque ele é um símbolo de nossa história e de nossas lutas, mas porque trata-se de pensamento vivo, cada vez mais atual, e de alto poder transformador.
E porque Gramsci, sem dúvida, é um dos nossos: um verdadeiro revolucionário.
DO PARTICULAR AO UNIVERSAL.
Como todos os grandes pensadores marxistas (e isto já era verdade para o próprio Marx), Gramsci construiu sua teoria a partir de uma prática política revolucionária concreta. Em seu caso, na realidade da Itália dos anos 10, 20 e 30, do século passado.
O que marca aquele período é, por um lado, a escalada da burguesia em direção ao fascismo e, por outro, a substituição do anarquismo pelo marxismo, à esquerda, e pelo socialismo reformista, à direita, como as ideologias adotadas pela então combativa classe operária italiana.
Foi a militância na luta de classes que levou Gramsci a perceber a necessidade de uma estratégia específica para enfrentar a burguesia e fazer a revolução nos países de capitalismo avançado. Daí o desenvolvimento por ele de conceitos como Oriente/Ocidente, guerra de movimento/guerra de posição, Estado ampliado, hegemonia, bloco histórico, intelectual orgânico, transformismo, revolução passiva e tantos outros que dão ênfase à instância propriamente política (superestrutural) da luta revolucionária.
Conceitos que se provaram universais justamente por derivarem de uma particularidade concreta – ou seja, porque não nasceram das elocubrações de algum “gênio” da teoria pura, mas da prática revolucionária real, em uma sociedade historicamente determinada.
Não se deve, pois, separar o estudo da teoria gramsciana do estudo da prática política gramscista. Aqui, a teoria não pode ser entendida como um conjunto de dogmas imutáveis, mas como poderoso instrumento para a análise política e a ação revolucionária consequente, desde que utilizada rigorosamente dentro de cada contexto particular – o que, aliás, deveria valer sempre para a teoria marxista em geral.
Notas. * Publicado originalmente em O QUE FAZER – janeiro de 1995.

*Na verdade o Partido Comunista da Itália, junto com Bordiga.