terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Republico aqui artigo de 2009, abordando a questão da segurança pública em Minas Gerais. Este artigo, de minha autoria, nem o Ministério da Justiça, nem o Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, nem o Observatório da Imprensa quiseram reproduzir à época, talvez por conter verdades incômodas e, infelizmente, bastante atuais. Esperamos que os governos Dilma e Anastasia possam atentar para o problema. Esta foi uma das minhas atuações como representante do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos na 1ª Conferência Estadual de Segurança Pública. Gostaria que o CONED, a OAB, a atual gestão do Sindicato dos Jornalistas, deputados, senadores, vereadores e demais autoridades tomassem conhecimento e apoiassem eventuais providências para que o Brasil não passe vergonha internacionalmente em se tratando de Direitos Humanos. José Carlos Alexandre

1a. Conferência de Segurança Pública


Em nome da Verdade

José Carlos Alexandre
O Ministério da Justiça deu um grande passo ao convocar a 1a. Conferência Nacional de Segurança Pública.E, graças ao ministro Tarso Genro, que tem se destacado como um dos maiores defensores dos direitos humanos no atual governo, seus técnicos conseguiram resumir em sete eixos temários - que temos enfocado aqui- algumas das mais antigas aspirações da sociedade brasileira. A principal delas, talvez a segurança pública em sí.

Assim entendido o direito de os cidadãos irem e virem sem o perigo de sofrer assaltos; de serem vítimas de violência de quaisquer tipo, como roubos, estupros, achacamentos, acidentes de trânsito etc.

Bem como o direito à moradias dignas, higiênicas, em ruas com água, coleta de esgoto, coleta de lixo, pavimentação, postos médico-dentário, posto policial.

Ou ainda o direito à segurança no emprego, à salários que possam lhe assegurar o direito à alimentação, vestuário, lazer, à educação dos filhos, do pré-primário à universidade.

É indispensável que todos possam ter a segurança de que seus parentes e amigos se encontram em penitenciárias e outros centros de detenção contem com instalações condizentes para com sua condição de seres humanos.

Onde não falte nunca cursos de readaptação para sua inserção de volta à sociedade, cursos profissionalizantes, bibliotecas, centros de lazer.

Urge que se lhes garantam medidas imediatas capazes de evitar a desumana superlotação dos presídios, fator que tem sido alvo de denúncias da grande imprensa até mesmo com relação aos órganismos tipo Febem, responsáveis pela guarda de menores infratores, como de pôde ver no domingo, 21 de junho, em horário nobre, na TV Record.

É preciso, realmente, reciclar de forma permanente o policial civil e militar, realizando-se no âmbito de suas associações ou mesmo locais de trabalho, cursos de Direitos Humanos como os que a Academia da Polícia Militar de Minas Gerais promove de 22 a 24 de junho,com a participação de mais de 400 participantes.

É lamentável que se toque aqui num assunto por demais espinhoso - um dos eixos temáticos da 1a. Conferência soube colocar questão de forma bastante diplomática-qual seja a incrível prática de tortura nas delegacias de polícia, quando o Brasil é um dos signatários da Convenção da ONU sobre Tortura. É necessário que se troque em definitivo a ação de "trabalhar o preso", pela utilização de médicos científicos e práticos de investiação, com amplo direito de defesa de todos os suspeitos.

O mesmo se diga no tocante aos maus-tratos a presos em vias públicas nos centros das cidades e, mais particulamente em aglomerados.

Uma integração dos responsáveis pela segurança no poder público, somados aos organismos que agrupam os trabalhadores do setor, em seus diversos níveis, tais como associações, sindicatos etc, realmente pode resultar em benefícios incontáveis para toda a sociedade.

E, a longo prazo, talvez seja possível abolir de a nem sempre justificável repulsa do cidadão de classe média, aos setores policiais, fruto talvez, de exagero por parte de alguns veículos de comunicação em dar ares de espetáculo em coberturas policiais que poderiam se ater aos horários e locais específicos para tal, em redes de televisão e em jornais impressos e na web.

A 1a. Conferência Nacional de Segurança Pública em si e, através de suas diversas etapas,como conferências temáticas, conferência s livres, círculos de debates, promoção de monografias, cursos de preparação de eventuais delegados etc, tende a tornar o sistema integrado de Segurança Pública uma realidade.

Não posso terminar estas considerações sem fazer menção ao trabalho desenvolvido pelo Ministério da Justiça para que sejam assegurados aos parentes dos que, de uma forma ou de outra, combateram a ditadura militar, os direitos à necessária reparação e reconhecimento públicos, como já vem sendo feito, embora de forma lenta.

Igualmente, seria desejável comemorarmos os 30 anos da lei de anistia abrindo-se de vez todos os arquivos dos órgãos de segurança do período 1964/1985, aí incluídos os referentes à guerrilha do Araguaia.

Além de se buscar esclarecer de vez o caso dos desaparecidos políticos,como , aqui, em Belo Horizonte, do ex-líder camponês, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, e diretor do jornal Terra Livre, Nestor Veras.
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Acompanhemos, portanto,
 Francisco Carlos Teixeira (*)
Esta semana (28/01/2012) a Secretária de Segurança de São Paulo retirou do ar a página (que ela mesmo havia criado) com elogios ao golpe civil-militar de 1964.

Mais uma vez a Secretária de Segurança Pública de São Paulo busca escrever a sua própria versão da história do país. Depois de elogiar e justificar o golpe civil-militar de 1964 – em razão “do combate contra a política sindicalista” do Presidente João Goulart – a secretaria de Estado de Segurança insiste em falar em “revolução” feita ao lado do povo e das FFAA. Ao contrário, não há qualquer menção de que o Governo Jango foi democraticamente eleito e constituído, legitimado por um amplo plebiscito popular, e que cabia, se fosse ao caso, ao Congresso Nacional fazer oposição ao governo, indo, no limite, ao pedido de impedimento do presidente do país.

Mas, a polícia de São Paulo, ao contrário, acha que ela era mais sábia e possuía o poder (auto-outorgado) de fazer ou desfazer governos em face das tendências “sindicalistas” do presidente. Assim, com certo exagero, se parabeniza pelo golpe de 1964. É absurdo que uma instituição use recursos do Estado para justificar o descumbrimento da lei e da ordem constitucional do país. Não cabe, jamais, a qualquer instituição policial avaliar, julgar, por ou depor governos, sejam quais forem suas tendências. À ordem constitucional – o Congresso, os tribunais e seus despachos – cabe, conforme o rito constitucional, julgar governantes. A polícia cumpre ordens estabelecidas conforme as regras da constitucionalidade. O auto-elogio da página da SSP-SP é, desta forma, um claro desrespeito ao Estado democrático.
Como historiador posso entender no quadro da época – de graves tensões, de divisão da sociedade, de imaturidade política e de forte tradição de “pronunciamientos” militares - que esta fosse uma versão dos fatos – uma versão trabalhada, ferramentada e popularizada por uma mídia e por partidos e instituições de oposição. Embora seja inaceitável que se tenha erguido uma ditadura por esta razão, o argumento tinha sentido para uma parcela dos atores políticos brasileiros ao tempo da Guerra Fria e da extrema polarização social da época e pode convencer uma boa parte da opinião pública que então apoiou o golpe.
O que não faz sentido é que hoje, ainda, uma instituição do estado – não se trata de um ator social privado, mas de uma fala institucional, com dinheiro público – insista numa versão tão pobre e maniqueísta da história. Não cabe ao estado (ou “Estado”) e suas instituições, sobremaneira a Polícia, fornecer com recursos públicos uma versão da história que incentiva e justifica ações de violência contra a ordem constitucional do país.
Já era tempo do governo do estado aconselhar os policiais de São Paulo – hoje notórios pelas ações de repressão na área da Cracolândia e pela brutalidade cega e estéril em Pinheirinhos – a deixar a história para os historiadores, afinal (parodiando Clemenceau!) a história é um assunto muito sério para se escrita por policiais.

Devemos lembrar que a SSP de São Paulo possui um histórico institucional tremendamente negativo – desde a invasão da PUC em 1977, o cerco da reunião da SBPC na USP em 1978 até chacinas como do Carandiru, em 1992. A insistência em não rever e debater sua própria história, convidando instituições da sociedade civil, especialistas em história da República e das suas instituições (incluindo aí ótimos trabalhos sobre história da polícia no Brasil já existentes) e seus próprios funcionários demonstra como a polícia de São Paulo quer ser um corpo autônomo na sociedade democrática, não aceita a transparência e apega-se a um passado golpista e liberticida, mantendo-se à margem da democratização da sociedade.
Neste momento talvez seja o caso de convidar – convidar, atenção! – os policiais para assistir algumas aulas no Departamento de História da USP.

(*) Professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A pior empresa do mundo

Los Heraldos Negros, com Che Guevara

O que tem de especial essa blogueira?

                                                               


Blogosfera brasileña: Yoani Sánchez, personaje y arma de la guerra mediática contra Cuba


Norelys Morales Aguilera.- Para varios autores brasileños cuyas opiniones  están en sus blog y en Facebook, la bloguera de los Estados Unidos en Cuba, Yoani Sánchez ha tratado de utilizar la visita de la presidenta Dilma Rousseff a la Isla, conectada con la prensa derechista de ese país, para cada quien sacar su lasca.
Estadão, Folha de S. Paulo y O Globo han llevado la voz cantante con varias entrevistas a la Sánchez y la blogosfera ha respondido con diversos  análisis.
Uno de esos blog, afirma que Yoani es una pieza interesante en el tablero que alberga la lucha entre la revolución cubana y el imperialismo capitalista. Utiliza los medios de comunicación internacionales para promover y hacer el dinero - mucho dinero, por lo menos según lo indicado por los premios que recibe -, al mismo tiempo que se utiliza como fuente primaria de todo el debate sobre Cuba, siempre con la dirección de los ataques frontales el gobierno cubano.
Las entrevistas que la bloguera responde son poco cuestionadoras y muy elogiosas de “su lucha por la libertad” y en esa dinámica es construida una imagen de Cuba filtrada por los ojos sospechosos de Yoani Sánchez y por su cuenta bancaria cargada de dólares y euros.[Yoani Sánchez: personaje y arma de la guerra mediática contra Cuba]
Otros blogs destacan que Yoani no es una pobre bloguera[Solidários]
De lo que se publica en la prensa, parece que su blog es el único en Cuba. Esto no es cierto... La única diferencia es que Yoani recibe por escribir un blog. Fuentes no oficiales indican que el año pasado habría recibido 500.000 dólares por su trabajo. [Ver en Polenta News, Yoani Sánchez e a falsa moral da Globo]
Además de los citados más trabajos ver otras opiniones en:
“Não existe a tão aclamada neutralidade da imprensa”, diz diretor do Le Monde Diplomatique
http://sul21.com.br
--
Lic. Rosa Cristina Báez Valdés "La Polilla Cubana"
Moderadora Lista Cuba coraje, Coord. Red Social Hermes para Cuba y A. Latina y miembro fundador de la Red de Trincheras Amigas
@LaPolillaCubana


¡JUNTOS PODEMOS  LOGRARLO!
Libertad a los 5
¡YA!

Bancos e 500 empresas transnacionais controlam economias, diz João Pedro Stedile

30 de janeiro de 2012

 Luiz Felipe Albuquerque
Da Página do MST
A Assembleia dos Movimentos Sociais - uma das atividades mais tradicionais nas diversas edições do Fórum Social Mundial - foi responsável por encerrar o Fórum Social Temático 2012, neste sábado (28/1), ao contar com a participação de mais de 1.500 pessoas.
A partir da discussão das demandas dos movimentos sociais e com a finalidade de se construir uma bandeira de lutas unitária para o próximo período, a assembleia definiu como prioritário para o primeiro semestre a articulação em torno da Conferência da Rio+20 e uma mobilização massiva de caráter internacional para o dia 5 de julho, dia internacional do meio ambiente.
Para João Pedro Stedile, da Direção Nacional do MST, o caráter global e estrutural da atual crise do capitalismo assola o sistema, embora não signifique que seu fim já esteja anunciado, uma vez que em outros momentos históricos sobreviveu em situações semelhantes.
“Pela primeira vez há um capitalismo formado pelos bancos e por cerca de 500 empresas transnacionais que controlam a economia mundial”, disse Stedile, ao apontar os desafios e contradições que o sistema enfrenta para a superação de sua crise.
Segundo ele, há uma enorme emissão de dólares pelos Estados Unidos e o estímulo para que o mundo utilize sua moeda. Diversas guerras localizadas são provocadas para alimentar a indústria bélica, diante da impossibilidade de uma guerra mundial, já que outros países também detêm o poderio da bomba atômica. Além disso, ele observa a utilização do Estado como instrumento de acumulação de capital para salvar os bancos.
"O capitalismo só sai da crise destruindo meios de produção e força de trabalho para a sua reconstrução. Mas como farão isso dessa vez?”, perguntou Stedile. Para ele, os governos atuais não têm mais o poder político para tomarem decisões que ditem o rumo do mundo pelo poder dos capitalistas da atualidade.
“Sem mover as massas não teremos força para enfrentar o capital”, concluiu Stedile.
Desafios
Em torno de uma conjuntura política confusa e complexa, os movimentos sociais também encontram diversos desafios para a construção e a ascensão da mobilização popular que vise uma transformação estrutural.
O primeiro deles apontado na assembleia é justamente o que fazer para tirar as massas da apatia e colocá-la em luta. Além disso, há o desafio de dialogar e explicar para os povos o caminho para se buscar um mundo cujas relações sociais se baseiem em outros valores e princípios. O que implica, entre outras coisas, ao enfrentamento com os meios de comunicação de massa para se fazer o embate ideológico.
“Temos um grande desafio de construir a unidade dentro da diversidade. Os pontos comuns que nos unem é uma luta anticapitalista, antihomofóbica, antipatriarcal. É uma luta por justiça social e ambiental”, avalia Carmem Foro, da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Para ela, é necessária a construção de lutas de massa conjunta contra o sistema financeiro e os meios de comunicação
Cúpula dos Povos
Organizada por mais de 30 organizações nacionais e internacionais, a Cúpula dos Povos para a Rio+20 foi oficializada neste sábado, durante a Assembleia dos Movimentos Sociais.
A Cúpula dos Povos – que acontecerá paralelamente a Rio+20 - tem como objetivo denunciar as falsas soluções apresentadas pelo capitalismo para a superação da crise ambiental, denominada de economia verde.
“A solução apontada pelos capitalistas é sempre a saída pelo mercado. Mas acontece que o conjunto de crises – social, econômica, ambiental - demonstra que o problema é o próprio modelo capitalista”, acredita Pedro Ivo, do Comitê Facilitador do evento.
“A Rio+20 servirá para legitimar um avanço mais ofensivo sobre os bens naturais, mascarado pelo nome de economia verde”, apontou Joel Suárez, coordenador do Centro Martir Luther King, de Cuba.
O conceito “economia verde” – trabalhado pelo mercado como a solução para a crise ambiental - traz consigo o que os movimentos sociais chamam de “falsas soluções”.
Ou seja, é uma artimanha do capitalismo para se travestir de verde e continuar acumulando riquezas, tais como as políticas voltadas para o etanol, os transgênicos, a compra de créditos de carbono, entre outras medidas.
Para Pablo Solón, representante da Bolívia na ONU, a luta contra esse discurso do capital já começou, na medida em que diversas ações são realizadas mundo afora e alternativas a essa forma de produção são trabalhadas, como a agroecologia e a agricultura familiar.
“O que temos que fazer é aglutinar todas as ações que já estamos fazendo e trabalhá-las na Rio+20”, apontou o representante boliviano. Para ele, a Cúpula será um momento importante para a reorganização da luta e para o fortalecimento e acumulação de força dos movimentos sociais.
“Dizer capitalismo verde é dizer que ele será mais selvagem do que nunca”, afirmou Luiz Gonzaga da Silva, o Gege, da Comissão dos Movimentos Populares (CMP). Segundo ele, os movimentos não estão construindo a Cúpula dos Povos apenas para denunciar, mas para demonstrar a real possibilidade de transformar a sociedade. (Com o MST)

Vigilantes têm greve vitoriosa em Brasília

                                                        
Depois de uma greve histórica de quatro dias - que contou com adesão superior a 90% e o fechamento de mais de 80% dos bancos -, os vigilantes do Distrito Federal arrancaram aumento de 20%, incluindo o reajuste de 9,4%, que representa ganho real, e de 8,33% em gratificações por risco de vida, além de vale-alimentação de R$ 17 por dia.

Reunidos em assembleia no início na noite de segunda-feira (30) na 713 Norte, em frente ao Ministério Público do Trabalho (MPT), onde ocorria a negociação entre os representantes dos trabalhadores e dos patrões, a categoria aceitou, por ampla maioria, a proposta dos donos das empresas de segurança e encerrou o movimento.

Os vigilantes retornaram ao trabalho após as 22h de segunda-feira. Os dias parados serão abonados.

"Não foi uma proposta fácil de ser arrancada. Mas, com a participação em massa dos vigilantes, a categoria saiu vitoriosa e conquistou reajuste acima da inflação, gratificação por risco e aumento do tíquete alimentação", afirmou o presidente do Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal (Sindesv-DF), Jervalino Rodrigues, lembrando que não haverá nenhuma punição aos trabalhadores que participaram da greve.

'Vigilantes, unidos, jamais serão vencidos'

Concentrados em frente ao MPT, na Asa Norte, os vigilantes gritaram as palavras de ordem "vigilantes, unidos, jamais serão vencidos" e "se não tiver proposta, greve".

A força da greve e a pressão dos trabalhadores surtiram efeito. Por volta das 19h, o Sindesv-DF apresentava a proposta dos patrões aos trabalhadores.

"Mesmo com as tentativas de enfraquecer nosso movimento, conseguimos sair vitoriosos dessa greve histórica. Não posso deixar de agradecer ao presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Rodrigo Britto, aos diretores da entidade e aos trabalhadores do ramo financeiro", destacou o deputado distrital Chico Vigilante, que também congratulou a Central Única dos Trabalhadores e os seus sindicatos filiados pelo empenho e dedicação no fortalecimento do movimento dos vigilantes.

Ao final da assembleia, os vigilantes rezaram um Pai Nosso e agradeceram pela vitória. Para fechar com chave de ouro, dois arco-íris enfeitavam o céu da capital.

"A forte mobilização dos vigilantes e a unidade da categoria se reverteram em uma importante vitória para os trabalhadores", afirmou o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto.

Fonte: Seeb Brasília e Agência Brasil (Con a Contraf)

QUE VIVA PINHEIRINHO

 Carlos Latuff

Este texto é um desabafo. Não pretendo que seja uma análise aprofundada. Outros artigos estão sendo escritos com esse propósito, por gente bem mais capacitada que eu. Expresso aqui a revolta que contamina meu coração desde domingo passado, quando acordei com a notícia de que os milhares de moradores do Pinheirinho, em São José dos Campos, estavam sendo desalojados.
Estive lá na semana passada, numa visita de solidariedade àquelas pessoas que estavam na iminência de serem despejadas de um terreno que ocupavam desde 2004. A juíza Márcia Faria Mathey Loureiro, da 6ª Vara Cível de São José dos Campos, assinou a reintegração de posse (pomposo termo jurídico para despejo) em favor do senhor Naji Robert Nahas, notório especulador cujo nome aparece nas manchetes de jornal associado a crimes como lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas.
Foram muitos os esforços para tentar deter o despejo, de advogados que se voluntariaram a ajudar os moradores do Pinheirinho, até sindicalistas, militantes de partidos de esquerda, movimento dos sem-teto, dos sem-terra, parlamentares, artistas como o rapper Emicida. Formou-se uma verdadeira rede de apoio, como há muito eu não via. Fiz questão de visitar o Pinheirinho porque queria fazer mais por aqueles moradores do que simplesmente desenhar charges. Fiz questão tambem de registrar imagens da ocupação, sempre mostrada pela imprensa como um acampamento de rebeldes que armados de paus e pedras se recusavam a acatar pacificamente uma ordem judicial.
O que encontrei não foi surpresa. Estive em visita a ocupações urbanas e rurais por algumas vezes na vida. Os moradores do Pinheirinho me lembravam os camponeses que conheci em Rondônia e no Paraguai. Aqueles olhares, os sorrisos de boas vindas e os pés descalços, gente humilde, de poucos recursos mas de muita coragem, que precisa de terra pra viver, e não para a especulação imobiliária. No Pinheirinho conheci uma família que saiu do interior da Bahia, onde sobreviviam do que conseguiam achar num lixão, e que construíram uma vida nova a custa de muito trabalho. O pai catando materiais recicláveis, a mãe vendendo secos e molhados em casa e a filha fazendo fraldas descartáveis. Tenho até hoje o papelzinho com o preço das fraldas. Conheci também o seu Jaime, um paranaense que veio com a família, e que me mostrou orgulhoso a horta que cuidou com tanto carinho, incluindo os pés de café que trouxe do Paraná. Visitei a Pamela e sua filhinha de 30 dias, e vi seu quintal, todo decorado pelo seu companheiro com brinquedos coloridos.
Vi crianças jogando bola, brincando no chão de terra enlameado depois da chuva, vi a jovem mãe levando seu filho no carrinho, tentando desviar das poças de lama. Com um celular ia compartilhando estas imagens com os internautas. Queria que todos vissem de que se tratava de gente, de carne, osso e alma, e não apenas figuras sem nome no noticiário da TV. Por esse exercício de humanidade não passam os que usam suas canetas de ouro para assinar ordens de despejo, nem tão pouco os policiais que as cumprem.
É comum a gente imaginar que por trás dessas decisões judiciais estejam figuras engravatadas que tem prazer em desalojar famílias pobres, que acham graça, riem, fazem piada, como vilões de filmes ou histórias em quadrinhos. Cheguei a conclusão de que não é bem assim. O despejo dos 9000 residentes daquele terreno foi uma ação burocrática, desprovida de sentimento. Fora os policiais militares, esses sim, que tem prazer em seu ofício brutal, os burocratas sequer tem contato com as vidas que destroem.

As famílias do Pinheirinho são apenas obstáculos a serem removidos. Quando faço charges associando tais ações ao nazismo é porque identifico nelas a mesma ausência de humanidade. Penso em Adolf Eichmann e a tranquilidade com que descrevia o processo pelo qual deportou milhares para campos de concentração. Aquilo era para ele tão somente um ato administrativo. Nem a juíza Márcia Faria, nem Naji Nahas, nem o prefeito de São José dos Campos Eduardo Cury ou o governador de São Paulo Geraldo Alckmin se dispuseram a visitar a ocupação, já que seus moradores não são ninguém, não são nada além de um estorvo, um obstáculo ao império da ordem e da indústria imobiliária.

Milhares de almas jogadas na rua, sem qualquer remorso ou compaixão, em favor de alguem que, diferente dos moradores do Pinheirinho, não precisa trabalhar para viver, sustenta-se através da falcatrua, da corrupção, das amizades influentes. Os moradores ficaram sem lar, mas os que os despejaram, voltaram para o conforto de suas casas.
Quem vai se lembrar daquela gente quando, no terreno onde antes havia o Pinheirinho, for construído um mega shopping center? Quem sabe o novo empreeendimento seja batizado como “Pinheirinho Mall” ou talvez a palavra Pinheirinho nem seja mais usada pela administração municipal, na tentativa de apagar de vez a memória do que antes foi uma ocupação. Mas como diz o ditado popular, “quem bate esquece, quem apanha lembra”. (Publicado originalmente no jornal Verdade)

SALVE O DIA DO MÁGICO

                             

Olá confrades e amigos!
Parabenizo-os pelo Dia do Mágico e formulo votos para uma carreira sempre próspera.
Segue um artigo que enviei à Revista Magi  e que serve para a nossa reflexão.
Abs do Bill Morélix

Você é vítima da Auto Sabotagem?
Escolhi este tema para a nossa reflexão, por acreditar tratar-se de algo muito freqüente na vida da maioria de nós.
É muito comum assistirmos a um show, seja ao vivo ou em um DVD, ou ainda lermos um livro ou matéria sobre algum colega mágico e, no mesmo instante, pensarmos assim: eu vou me preparar, vou treinar, vou me capacitar e vou executar esta rotina, e de uma maneira ainda melhor.
Pois bem! Acho que somos todos muito parecidos, não é mesmo?! Acontece que é neste ponto que entra em cena os atributos e predicados das pessoas realmente determinadas, comprometidas e focadas em seus objetivos. É neste ponto que entra em cena a Auto Sabotagem e a procrastinação, ou seja, aquele agonizante defeito que temos de adiar os nossos sonhos, adiar os nossos projetos, adiar as nossas ações e, com isso, ficarmos parados no tempo e no lugar.
A boa notícia é que esta situação pode acontecer, e de fato acontece, com qualquer pessoa. Entretanto, a energia e a força motriz para sair da zona de conforto, realmente é uma habilidade de poucos. Não há outro caminho a não ser buscar a auto motivação e a “recalibragem”, a cada dia, do seu plano de ação.
Deveríamos focar mais nos “fins” do que nos “começos”, para evitarmos a desconcertante situação onde temos uma série de projetos iniciados e muito poucos concluídos. Conter o ímpeto, ao chegar nos congressos de mágicas, de sair comprando uma infinidade de artigos, sem o ajustado comprometimento com os necessários estudos e ensaios, que cada aparato ou efeito mágico requer. Não tenho nada contra os colecionadores de artigos mágicos e eu até os admiro. Refiro-me aqui, ao confrade que compra um determinado aparelho e se imagina executando aquele efeito, num curto espaço de tempo. Entretanto, passado algum tempo, quando retira o aparelho do seu gabinete mágico. ele mal se recorda como o efeito é realizado e por onde começar os seus estudos. Precisamos, verdadeiramente, combater a nossa Auto Sabotagem e definir uma estratégia mais honesta com nós mesmos, estabelecendo metas e um ritmo que consigamos cumprir. O resultado, quando não definimos o nosso foco e a nossa ação, é uma dramática sensação de desperdício, de tempo e de dinheiro, associada ao estresse e o que é mais prejudicial, a uma sensação de impotência e de fracasso.
É sempre muito bom assistir ao crescimento meteórico de muitos artistas e de ver exalar talento em várias pessoas. Entretanto, não pode pairar nenhuma dúvida de que estes artistas venceram e vencem, a cada dia, a Auto Sabotagem. Deste modo, são realmente dignos dos aplausos e do sucesso que alcançam. Pense nisso! Crie sonhos, estabeleça metas e, acima de tudo, materialize tudo isto nas suas ações.
Arnóbio Moreira Félix
Mágico Bill Morélix

Gorbatchov quer referendo para mudar a Constituição. A múmia está insatisfeita com os resultados das últimas eleições legislativas

                                                   
Lenta.ru
Ex-presidente da União Soviética, Mikhail Gorbatchov propôs um referendo sobre a reforma da Constituição russa e a abolição do autoritarismo. As propostas foram publicadas em um artigo assinado pelo ex-estadista no jornal Nôvaia Gazeta.
De acordo com Gorbatchov, os protestos que ocorreram em diversas cidades da Rússia depois das eleições parlamentares indicam insatisfação não só com relação à fraude eleitoral, mas também com o governo. Os acontecimentos de dezembro mostraram que a sociedade russa está pronta para defender seus direitos.
“As pessoas querem não apenas a demissão dos indivíduos responsáveis pelas fraudes, mas a mudança de todo o sistema político do país”, completou o primeiro presidente da URSS.
Gorbatchov caraterizou os acontecimentos de dezembro como uma crise política e constitucional, provocada pela relação autoritária do governo sobre o povo.
“Em um Estado democrático, o poder não deve ser privatizado por apenas um partido, ou por um grupo de cúmplices. As autoridades não devem estar acima da sociedade, da lei”, escreveu Gorbatchov.
O autoritarismo foi consagrado no país pela Constituição de 1993, elaborada durante a disputa entre Executivo e Legislativo. As regras básicas do conjunto de leis reconhecem a diversidade política e ideológica e proclamam que o poder deve provir do povo. Ao mesmo tempo, porém, dão ao presidente "poderes praticamente absotulos, ilimitados", de acordo com Gorbatchov.
Para ele, os sistemas político e econômico do país só poderão ser modernizados depois que a Constituição for reformada. O ex-presidente propõe organizar um referendo de uma única pergunta: "Você apoia a execução de reformas políticas e constitucionais que eliminem o autoritarismo e garantam a democracia?" (Com a Gazeta Russa)

China é líder na produção de ouro

                                                           
A produção de ouro na China em 2011 atingiu um novo recorde de 360,96 toneladas, superando em 5,89% o indicador de 2010, comunica a Associação de Ouro da China.
Como se diz na declaração da Associação, nos últimos cinco anos, a China continua a manter a liderança mundial na produção deste metal precioso.

A China ocupou a primeira posição por este indicador no mundo em 2007, ultrapassando a República da África do Sul. (Com o Diário da Rússia)

A Beija-Flor e o Carnaval de 2012

EUA e Israel criam nova doutrina dos 'assassinatos seletivos preventivos'


Reginaldo Mattar Nasser (*)

Está circulando pelos blogs e redes sociais trecho de um programa de TV paga em que um dos comentaristas, Sr Caio Blinder (assista aqui e aqui)  , apoia o “assassinato” de cientistas que participam do “programa de enriquecimento de urânio do Estado Terrorista iraniano”. Argumenta que é “preciso matar gente agora” para evitar mais mortes do futuro, além do que, acrescenta, “você intimida outros cientistas”.

O tema já foi intensamente debatido nos EUA, em 2007, quando o professor de direito Glenn Reynolds criticou o presidente Bush por não fazer o suficiente para parar o programa nuclear iraniano (vejam só Bush acusado de ser soft demais!) e, em seguida, defendeu que os EUA deveriam assassinar líderes religiosos e cientistas nucleares iranianos com o objetivo de intimidar o governo do Irã. Portanto, se nos EUA a justificativa para esse tipo de crime não é algo incomum, no Brasil - salvo engano meu - é a primeira vez que aparece publicamente nos meios de comunicação e por isso julgo necessário tecer algumas considerações.

Casos

"90% das mortes de norte-americanos no mundo ocorrem devido à utilização de armas e munições produzidas no próprio EUA. Portanto, somos tentados a concluir que os responsáveis pela indústria bélica (armas leves) nos EUA deveriam ser assassinados, pois evitaria a morte de milhares de norte-americanos"

No dia 11 de Janeiro de 2012, Ahmadi Roshan, engenheiro químico da usina de enriquecimento de urânio de Natanz, foi assassinado nas ruas de Teerã após explosão de uma bomba em seu carro. É mais um de uma série de acontecimentos similares. Em dezembro de 2011, sete pessoas morreram em uma explosão em Yazd. Em 28 de novembro, uma bomba explodiu nas instalações nucleares em Isfahan. Em 12 de novembro, 17 pessoas foram mortas por uma explosão perto de Teerã.. Em 29 de novembro de 2010, o cientista Shahriari foi morto da mesma forma como Roshan, com uma bomba plantada em seu carro. Em todos os casos as autoridades dos EUA e de Israel negaram veementemente qualquer envolvimento.

Mas qual é o problema? De forma declarada ou encoberta tanto EUA, como Israel, sempre adotaram a tática do assassinato seletivo. Desde 11 de setembro, o governo dos EUA tem realizado operações similares (“assassinatos seletivos”) mesmo fora dos campos de batalha do Afeganistão e do Iraque, como no Iêmen, Paquistão, Somália, Síria e possivelmente em outros lugares, causando a morte de mais de 2 mil supostos terroristas e de incontáveis vítimas civis. A justificativa está fundamentada numa autorização legal, aprovada na Câmara e no Senado, atribuindo ao presidente o poder para adotar as medidas que julgue necessárias para impedir ou prevenir atos de terrorismo internacional contra os Estados Unidos.

Nova doutrina

É importante notar que até pouco tempo atrás a justificativa para assassinar civis pressupunha a participação direta desses nas hostilidades. Quando se diz que um assassinato seletivo é "necessário" entende-se que matar era a única maneira de evitar um ataque iminente. Mas no caso dos cientistas é praticamente impossível afirmar que matá-los era necessário para impedir o Irã de lançar um ataque nuclear iminente contra Israel ou qualquer outro país. A não ser que haja uma nova doutrina em formação: “assassinato seletivo preventivo”

Voltando ao porta-voz brasileiro dos fundamentalistas norte-americanos, o sr. Blinder, que é uma pessoa bem informada, sabe que além da quantidade e qualidade de urânio ou plutônio, a produção de armas nucleares também requer os meios para levá-las ao seu destino (mísseis e ogivas). Portanto, é um projeto que envolve grande quantidade de cientistas, engenheiros e operadores.

Levando à extremidade lógica o argumento dos fundamentalistas, será preciso assassinar mais algumas centenas ou mesmo milhares de pessoas. Claro, com o nobre objetivo de evitar mais mortes! Aliás, 90% das mortes de norte-americanos no mundo ocorrem devido à utilização de armas e munições produzidas no próprio EUA. Portanto, somos tentados a concluir que os responsáveis pela indústria bélica (armas leves) nos EUA deveriam ser assassinados, pois evitaria a morte de milhares de norte-americanos?

A ser levada a sério essa proposta (assassinato de cientistas), não é improvável que os congressos científicos internacionais acabem se convertendo em um verdadeiro festival de tiroteios e bombas. Aliás, o suposto efeito da intimidação, pressuposto dessas ações, está gerando um efeito oposto. Cerca de 1.300 estudantes universitários iranianos pediram para mudar as suas áreas de estudo para o campo das ciências nucleares após o assassinato. Veja só Sr Blinder! Será preciso eliminar esses estudantes também porque um dia eles serão cúmplices do projeto nuclear iraniano!

Obama

Dentro da mesma linha de raciocínio o proprietário do Atlanta Jewish Times, Andrew Adler, pediu desculpas na semana passada depois de sugerir que o assassinato do presidente Obama era uma opção que deveria ser considerada pelo governo israelense, conforme relatado pelo Huffington Post (veja aqui). De acordo com Adler, Israel tem apenas três opções disponíveis para se manter seguro: 1. atacar Hezbollah e o Hamas, 2. destruir as instalações nucleares do Irã; 3. assassinar Obama!

Estranhamente o “assassinato seletivo” ocorreu três dias após a afirmação do secretario de Defesa dos EUA de que era improvável que os iranianos estivessem tentando desenvolver uma arma nuclear e no momento em que governo iraniano reiniciava as negociações com o grupo (P5 +1) para autorizar a realização de uma visita de delegados da Agência Internacional de Energia Atômica em seu pais.

Fica claro que o objetivo do assassinato dos cientistas é provocar uma forte reação da linha dura iraniana justificando, dessa forma, os famosos ataques preventivos. De acordo com reportagem na Foreign Policy (leia aqui), que teve acesso a memorandos elaborados pelo governo Bush, a Mossad usa as credenciais da CIA para recrutar membros da organização Jundallah (considerada terrorista pelo governo dos EUA) para lançar ataques contra o Irã. Como notou o analista internacional, Pierre Sprey, vivemos um daqueles raros e perigosos momentos da história, quando o “Big Oil” e os israelenses estão pressionando a Casa Branca na mesma direção. A última vez que isso aconteceu resultou na invasão do Iraque.

(*) Reginaldo Mattar Nasser é professor de Relações Internacionais da PUC (SP) e Programa de Pós-Graduação San Tiago Dantas (Unesp, Unicamp e Puc-SP)

Fonte; Caros Amigos

Ato de solidariedade aos despejados de Piiheirinho.MST levará caminhões com alimentos

Manifestação em Campinas (SP) contra a ação da PM na
desocupação da comunidade do Pinheirinho - Foto: João Zinclar
Na próxima quinta feira, 02 de fevereiro, um ato público será realizado no terreno desocupado no Bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP).
O ato foi pensado no Fórum Social Temárico no último sábado (28) em Porto Alegre, por diversas organizações que representam os movimentos sociais urbano e rural.
O objetivo é denunciar e protestar contra despejos violentos e ilegais ocorridos com frequencia no estado de São Paulo, além de cobrar dos governos municipal e estadual a resolução dos problemas das famílias retiradas do local.
No domingo (22), 1.600 famílias que moravam há 8 anos no local foram despejadas violentamente por mais de 2 mil policiais, ao cumprirem ordens da Justiça Estadual e da Prefeitura de São José dos Campos.
Solidariedade
Após o despejo, as famílias que habitavam no Pinheirinho passam por uma série de dificuldades de alojamento adequado e alimentação, além de perderem muitos pertences na desocupação do terreno. Ficou decidido entre os movimentos sociais que organizaram o ato diversas formas de ajuda. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra-MST doará três caminhões de alimentos à comunidade: um de arroz orgânico vindo dos assentamentos do Rio Grande do Sul e outros dois dos assentamentos do estado de São Paulo, com arroz, feijão, frutas e legumes. Os mais de 10 ônibus do MST que irão para o ato também levarão alimentos da Reforma Agrária em seus bagageiros.

Ato Público
Local: Bairro do Pinheirinho, na Praça Afonso Pena, às 9h, em São José dos Campos
Data: 02/02
Horário: 9h

Fotógrafo faz imagens de moradores de rua

                                                                
Uma experiência no centro de Londres fez o fotógrafo amador britânico Lee Jeffries decidir concentrar suas imagens em um tema: moradores de rua.
Em 2008, ele andava pela cidade tirando fotos, quando viu uma menina em um saco de dormir, em Leicester Square, e resolveu, de longe, registrar sua imagem.
"Ela me viu e começou a gritar. Eu fiquei envergonhado e tive de decidir se ia embora ou se pedia desculpas", conta Jeffries.
O fotógrafo decidiu se aproximar e conversar com a menina de 18 anos. Ele descobriu que ela foi viver nas ruas após a morte dos pais.
O episódio fez com que Jeffries decidisse fazer retratos de moradores de rua em várias cidades da Europa, como Londres, Paris e Roma, e dos Estados Unidos, como Los Angeles e Nova York.
Para que os retratos tenham um tom íntimo, Jeffries tenta criar uma conexão com cada um de seus "modelos" antes de usar a máquina fotográfica.
Ele mantém uma conversa informal, sem tomar nota ou gravar, e prefere fazer as imagens enquanto conversa com as pessoas para capturar "suas verdadeiras emoções".
Jeffries diz que às vezes oferece aos moradores de rua comida, dinheiro ou um abraço.
As imagens são depois processadas e o fotógrafo usa sombra e luz para realçar os olhos das pessoas e dar um tom quase religioso ao trabalho.
Jeffries usa sua fotografia para arrecadar dinheiro para ONGS de moradores de rua e tenta reduzir a "invisibilidade" das pessoas que não têm onde morar.
Para conhecer melhor o trabalho de Jeffries, visite a página dele no Clique Flickr ou siga o fotógrafo no Twitter @Lee_Jeffries. (Com a BBCBrasil)

Dilma Rousseff iniciou visita a Cuba

Laura Bcquer Paseiro

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, iniciou na tarde da segunda-feira, dia 30, uma visita oficial a Cuba, na qual se consolidará  os nexos bilaterais existentes em diversas areas, especialmente na econmica e na comercial.

Foto: Jorge Luis GonzálezRousseff foi recebida no aeroporto internacional José Martí pelo ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodriguez Parrilla.

Cuba e o Brasil estabeleceram relações em nível consular em 1906, e diplomático em 1943. Foram interrompidas em 13 de maio de 1964 e restabeleceram-se em 26 de junho de 1986.

Atualmente, nossos vnculos como quinto maior país do mundo so excelentes. Vale salientar que durante o governo de Luiz Incio Lula da Silva, o Brasil se converteu no segundo parceiro de Cuba na América Latina.

Dilma Rousseff assumiu a presidência em 1o de janeiro de 2011, convertendo-se na primeira mulher que ocupa esse cargo na história do Brasil. (Com o Granma)

Apocalypse Now, sem Francis Ford Coppola...

Josetxo Ezcurra/Rebelión/Divulgação

Greve geral dia 15 em Costa Rica contra a política salarial

                               


Os sindicatos do setor público costarricense convocaram  à "Greve de um dia", no dia 15 de fevereiro, contra a política salarial do governo e o aumento de apenas 10 dólares para esse setor.

  Durante sua falação perante a Assembleia da Coordenadora Nacional de Luta, a presidente da Associação de Professores do Segundo Ensino, Beatriz Ferreto, chamou à participação no movimento na próxima quarta-feira.

Ferrero conclamou a toda a população a somar-se ao protesto porque, na sua opinião, "o governo quer que a crise econômica seja paga pelos trabalhadores e não pelos grandes empresários, banqueiros e as multinacionais, que são os que a criaram".

Os sindicalistas objetivam invalidar a lei de emprego público, o salário único, e garantir o financiamento das instituições estatais de saúde e educação.

Também buscam a reabertura da negociação do aumento salarial do setor público com um ponto de partida de 1,9 por cento, para chegar a mais de quatro por cento e reverter este de 0,5 por cento, com o qual o governo violou o acordo que tinha assinado.

A forte oposição à formação da reitoria da Autoridade Orçamental, que deixa nas mãos das autoridades a política salarial e de emprego, é outro dos pontos incluídos na agenda dos sindicalizados.

Os dirigentes dos sindicatos representados na Comissão Negociadora de Salários sustentarão uma reunião no dia 2 de fevereiro para acertar detalhes da "Greve de um dia", informou o jornal El Pais.

Dilma homenageia o heróis nacional cubano José Martí



                               
En el segundo día de su visita oficial a Cuba, la presidenta de la República Federativa de Brasil, Dilma Rousseff, rindió tributo a la memoria del Héroe Nacional José Martí, al colocar una ofrenda floral al pie del monumento que se levanta en la Plaza de la Revolución.
La jefa de Estado del inmenso país sudamericano recorrió además el Memorial que rinde permanente homenaje al Apóstol de la Independencia de Cuba, y donde recibió información acerca de su vida y consagración a la obra revolucionaria.
Dilma Rousseff asumió la presidencia el año pasado y su visita a La Habana es expresión de las excelentes relaciones entre los dos países, con fuertes vínculos de colaboración en diversas esferas.
Brasil es el segundo socio comercial de Cuba en Latinoamérica y el Caribe, y ha alcanzado un importante peso político y económico en la arena internacional.
(Con información de Radio Reloj) (Com Cubadebates)

A viagem de Dilma a Havana

Dilma chega a Havana para incrementar negócios



                                                 
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, será recebida hoje pelas autoridades cubanas em uma cerimônia oficial, com motivo de sua visita de Estado para fortalecer as relações bilaterais entre seu país e Cuba.
A mandatária também renderá homenagem ao Herói Nacional cubano, José Martí, além de reunir com o presidente dos conselhos de Estado e de Ministro, Raúl Castro.

Rousseff chegou a Havana nesta segunda-feira para iniciar uma visita oficial à nação caribenha até a próxima quarta-feira, quando seguirá viagem para o Haiti.

Sua estada é mostra do fortalecimento das relações com Cuba, país com o qual mantém um alto nível de cooperação em setores como a educação e a agricultura.

Após Venezuela, Brasil é o segundo aliado comercial latino-americano do Estado cubano, e na atualidade participa na modernização do porto do Mariel, no ocidente da ilha.

Igualmente desenvolve tecnologias e oferece assessoramento para a produção aqui de soja e de milho.

Na atualidade quase 700 brasileiros realizam estudos em Cuba, país onde mais de 600 jovens do gigante sul-americano se formaram desde 1961.

Ambos os países mantêm relações diplomáticas desde 1943, laços fortalecidos com a chegada à presidência de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e da própria Rousseff, em 1 de janeiro de 2011.

Segundo a chancelaria brasileira, esta visita resulta "uma oportunidade para aprofundar o crescente diálogo e as cooperações bilaterais, que experimentaram um crescimento importante e grande diversificação nos últimos anos".

Havana e Brasília fazem parte do bloco integracionista da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac). (Com a Prensa Latna)

O LIVRO FOI PROIBIDO
O Best Seller da Corrupção, leia e guarde no arquivo.
Está aí o livro para quem quiser ler.
O CHEFE
O Livro Proibido de Ivo Patarra
O jornalista Ivo Patarra levou "O Chefe" a duas editoras, que recusaram a publicação do livro.
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

AFINAL QUEM SERIA ESSA BLOGUEIRA CUBANA TÃO BADALADA NA IMPRENSA BURGUESA ?


                 
Altamiro Borges

Nas vésperas da visita da presidenta Dilma Rousseff a Cuba, a mídia colonizada tem feito grande alarde em torno do nome da blogueira cubana Yoani Sánchez. Ela é apresentada como uma “jornalista independente”, que mantém um blog com milhões de acessos e que enfrenta, com muitas dificuldades materiais, a “tirania comunista”, que a persegue e censura.
Na busca pelo holofote midiático, líderes demotucanos e, lamentavelmente, o senador petista Eduardo Suplicy têm posado de defensores da blogueira. Eles se juntaram para pressionar o governo a conceder visto para que Yoani venha ao Brasil assistir a pré-estréia do filme “Conexões Cuba-Honduras”, do documentarista Dado Galvão – que, por mera coincidência, é membro-convidado e articulista do Instituto Millenium, o antro da direita que reúne os barões da mídia nativa.
A falsa “jornalista independente”
Mas, afinal, quem é Yoani Sánchez? Em primeiro lugar, ela não tem nada de “jornalista independente”. Seus vínculos com o governo dos EUA, que mantém um “escritório de interesses” em Havana (Sina), são amplamente conhecidos. O Wikileaks já vazou 11 documentos da diplomacia ianque que registram as reuniões da “dissidente” com os “agentes” da Sina desde 2008.
Num deles, datado de 9 de abril de 2009, o chefe da Sina, Jonathan Farrar, escreveu ao Departamento de Estado: “Pensamos que a jovem geração de dissidentes não tradicionais, como Yoani Sánchez, pode desempenhar papel a longo prazo em Cuba pós-Castro”. Ele ainda aconselha o governo dos EUA a aumentar os subsídios financeiros à blogueira “independente”.
Subsídios e “prêmios” internacionais
Anualmente, o Departamento de Estado destina cerca de 20 milhões de dólares para incentivar a subversão contra o governo cubano. Nos últimos anos, boa parte deste “subsídio” é usada para apoiar “líderes” nas redes sociais. A própria blogueira já confessou que recebe ajuda. “Os Estados Unidos desejam uma mudança em Cuba, é o que eu desejo também”, tentou justificar numa entrevista ao jornalista francês Salim Lamrani.
Neste sentido, não dá para afirmar que Yoani Sánchez padece de enormes dificuldades na ilha – outra mentira difundida pela mídia colonizada. Pelo contrário, ela é uma privilegiada num país com tantas dificuldades econômicas. Além do subsídio do império, a blogueira também recebe fortunas de prêmios internacionais que lhe são concedidos por entidades internacionais declaradamente anticubanas. Nos últimos três anos, ela foi agraciada com US$ 200 mil dólares de instituições do exterior.
O falso prestígio da blogueira
Na maioria, os prêmios são concedidos com a justificativa de que Yoani é uma das blogueiras mais famosas do planeta, com milhões de acesso, e uma “intelectual” de prestígio. Outra bravata divulgada pela mídia colonizada. Uma rápida pesquisa no Alexa, que ranqueia a internet no mundo, confirma que seu blog não é tão influente assim, apesar da sua farta publicidade na mídia e dos enormes recursos técnicos de que dispõe – inclusive com a estranha tradução “voluntária” para 21 idiomas.
Quanto ao título de “intelectual” e principal dissidente de Cuba, a própria Sina realizou pesquisa que desmonta a tese usada para projetar a blogueira. Ela constatou que o opositor mais conhecido na ilha é o sanguinário terrorista Pousada Carriles. Yoani só é citada por 2% dos entrevistados – ela é uma desconhecida, uma falsa líder, abanada com propósitos sinistros.
O “ciberbestiário” de Yoani Sánchez
A “ilustre” blogueira, inclusive, é motivo de chacota pelas besteiras que publica e declara em entrevistas à mídia estrangeira. Vale citar algumas que já compõem o “ciberbestiário” de Yoani Sánchez:
- [Sobre a Lei de Ajuste Cubano, imposta pelos EUA para desestabilizar a economia cubana, ela afirmou que não prejudica o povo] porque nossas relações são fortes. Se joga o beisebol em Cuba como nos Estados Unidos;
- Privatizar, não gosto do termo porque tem uma conotação pejorativa, mas colocar em mãos privadas, sim.
- Não diria que [os chefões da máfia anticubana de Miami, sic] são inimigos da pátria;
- Estas pessoas que são favoráveis às sanções econômicas [dos EUA contra Cuba] não são anticubanas. Penso que defendem Cuba segundo seus próprios critérios;
- [A luta pela libertação dos cinco presos nos Estados Unidos] não é um tema que interessa à população. É propaganda política;
- [A ação terrorista de Posada Carriles contra Cuba] é um tema político que as pessoas não estão interessadas. É uma cortina de fumaça;
- [Mas os EUA já invadiram Cuba, pergunta o jornalista] Quando?;
- O regime [de Fulgencio Batista, que assassinou 20 mil cubanos] era uma ditadura, mas havia liberdade de imprensa plural e aberta;
- Cuba é uma ilha sui generis. Podemos criar um capitalismo sui generis.
Mentiras sobre censura e perseguição
Por último, vale rechaçar a mentira midiática de que Yoani Sánchez é censurada e perseguida em Cuba. Participei no final de novembro de um seminário internacional sobre “mídias alternativas e as redes sociais” em Havana e acessei facilmente o seu blog. Segundo o governo cubano, nunca houve qualquer tipo de bloqueio à página da “jornalista independente”.
Quanto às perseguições sofridas, Yoani Sánchez tem se mostrado uma mentirosa compulsiva e cínica. Em 6 de novembro de 2009, ela afirmou à imprensa internacional que havia sido presa e espancada pela polícia em Havana, “numa tarde de golpes, gritos e insultos”. Em 8 de novembro, ela recebeu jornalistas em sua casa para mostrar as marcas das agressões. “Mas ela não tinha hematomas, marcas ou cicatrizes”, afirmou, surpreso, o correspondente da BBC em Havana, Fernando Ravsberg.
O diário La República, da Espanha, publicou um vídeo com testemunhos dos médicos que atenderam Yoani um dia após a suposta agressão. Os três especialistas disseram que ela não tinha nenhuma marca de violência. Diante dos questionamentos, ela prometeu apresentar fotos e vídeos sobre os ataques. Mas até hoje não apresentou qualquer prova. (Com o Diário Liberdade)

Estudantes apoiam greve dos portuários chilenos

Gabriel Boric é porta-voz da Confech
                                             

A Confederação de Estudantes do Chile (Confech) expressou hoje seu total apoio à greve nacional dos trabalhadores do porto iniciada nesta segunda-feira.

  Os portuários, assim como as maiorias trabalhadoras de nosso país, foram duramente golpeados durante muito tempo e agora são de novo ao lhes ser usurpado seu dinheiro pelo mesmo Estado que usurpa nossa educação, assinalaram as federações universitárias aglutinadas na Confech.

Ofereçamos, manifestaram, um apoio fraterno aos trabalhadores que sustentam milhares de famílias, muitas das quais se encontram endividadas pelo custo da educação para seus filhos.

Como organização líder do movimento estudantil, a Confech indicou que o respaldo à greve retribui também a solidariedade manifestada pelos trabalhadores do porto durante as massivas mobilizações do ano passado pelo estabelecimento de um sistema de educação público e gratuito.

A União Portuária do Chile, recordou a confederação, fez público seu apoio a nosso movimento e comprometeu-se a respaldar a reivindicação da educação gratuita financiada mediante a renacionalização e recuperação soberana do cobre e dos recursos naturais.

Por isso, reiterou a Confech em declaração pública, "os estudantes do Chile não podiam deixar passar a histórica circunstância de uma greve nacional para dar, irrestritamente, o apoio aos trabalhadores portuários".

O movimento estudantil chileno projeta em 2012 articular-se com os diversos setores sociais para avançar na conquista de mudanças estruturais profundas no sistema sociopolítico do país.

Demo-nos conta de que a luta estudantil não pode nem deve seguir adiante desapegada da luta do povo; e mais, o movimento estudantil deve ser uma contribuição a um movimento social bem mais claro e forte, que seja capaz de configurar propostas e alternativas em torno da saúde, moradia e trabalho, acrescentou o comunicado público da Confech.(Com o Diário Liberdade)

A verdade, sempre a verdade é importante

Uma atriz e uma personagem, ou ambas Rooney Mara está demais!

Rooney Mara, com Daniel Craig
                                                              
Quando Lisbeth Salander (Rooney Mara, indicada ao Oscar de melhor atriz) está em cena em Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres, é impossível desviar os olhos da tela. E, quando ela não está, é impossível não torcer para que ela volte logo.
A personagem, ou a atriz (a essa altura já nem é mais possível separar uma da outra), se tornou um ícone cultural e sexual pós-ciberpunk de nossa era, e, ao menos tempo, uma garota frágil. Seu visual, às vezes, andrógino, que abusa dos piercings e roupas de couro preto, é um convite à curiosidade – mas, ao cair esse verniz externo, encontra-se uma garota fragilizada, desesperada em busca de proteção e, uma vez que não encontra isso, precisa se defender sozinha.
O sucesso da personagem, que é a melhor coisa da trilogia de livros do sueco Stieg Larsson, é bastante justificado – não apenas porque ela mostra-se capaz de penetrar nos computadores mais remotos e protegidos, enquanto boa parte da humanidade encontra dificuldade em lidar com a senha do e-mail, mas porque ela representa a fragilidade e força que existem dentro de cada pessoa.
Na adaptação feita por David Fincher, Rooney Mara (A Rede Social), assim como a atriz sueca Noomi Rapace (que fez a personagem na trilogia original), encontra a dimensão humana exata dessa figura enigmática. É curioso como as duas intérpretes trilham caminhos um tanto diferentes para a mesma figura.
Isso se deve muito à direção de cada um dos filmes. A versão de 2009, dirigida pelo dinamarquês Niels Arden Oplev, embora repleta de energia, parece um piloto de série de televisão perto do filme de Fincher, que expõe a alta voltagem sexual que, às vezes, ficava no subtexto dos romances.
O roteiro de Steven Zaillian (Gangues de Nova York), porém, nem sempre consegue driblar os problemas narrativos do original, seguindo procedimentos tão comuns quanto banais no gênero – como a grande explicação que o vilão dará na cena climática. Ou a ingenuidade de Larsson em se tratando do mundo da mídia, embora ele tenha trabalhado como jornalista até sua morte, aos 50 anos em 2004.
Por outro lado, apesar de poder desagradar aos mais puristas, Fincher e Zaillian conseguiram transformar a conclusão da história em algo mais cinematográfico, mudando algumas personagens do livro.
Ainda assim, a trama estabelece um diálogo entre passado (nazismo) e presente (ciberespaço). O elo é um jornalista abelhudo que acaba de ser condenado por calúnia – mas esse veredicto, como ele tentará provar, é injusto.
Mikael Blomkvist é interpretado pelo atual James Bond, Daniel Craig. Por mais esforçado que seja, perto de Lisbeth/Rooney ele é uma figura pálida – mais por culpa do personagem do que do ator. No ostracismo depois de afastar-se da revista Millennium, Mikael aceita um trabalho de detetive, contratado por um ricaço (Christopher Plummer) que procura uma sobrinha desaparecida há quatro décadas.
A trama envolvendo o mundo jornalístico e o processo de Mikael se cruza com a investigação, quando o contratante oferece como pagamento provas contra o sujeito a quem o jornalista acusou e foi condenado por calúnia. Este segmento, porém, nunca é bem resolvido.
A história de Lisbeth, órfã que depende de um tutor (Yorick van Wageningen) pouco escrupuloso, que libera o dinheiro da garota em troca de favores sexuais, encontra Mikael no meio de investigação e ela se torna uma figura fundamental.
A sobrinha desaparecida faz parte da família Vanger, que tem em seu armário mais esqueletos do que muitos cemitérios da Suécia. Nesse clã de pessoas estranhas, ricas e esnobes, Mikael trava contato apenas com Martin (Stellan Skarsgård, de “Melancolia”), empresário que assumiu o lugar do tio ricaço e irmão da desaparecida. Os demais são seres que beiram o fantasmagórico – quase sempre se materializando do nada e trazendo um conselho para o jornalista abandonar a investigação.
Neva sempre e muito em Os Homens que Não Amavam as Mulheres. A tela, muitas vezes, está coberta do branco gélido que parece também se impregnar nos personagens. Nesse sentido, Lisbeth é um palito de fósforo aceso (comparação que fará mais sentido nos próximos filmes), derretendo a carapaça dessas pessoas.
Fincher, que é dado a uma direção estilosa e elegante, não decepciona, mas, às vezes, se contamina pelo frio, distanciando-se de emoções que, a certa altura, irão incendiar a hacker e o jornalista.
Como toda boa adaptação de um romance, Os Homens que Não Amavam as Mulheres toma como base a obra original, mas deixa-a de lado ao longo do processo, recriando em forma de cinema a trama literária.
Por mais talentoso e técnico que Fincher seja, há algumas limitações da narrativa de que ele não consegue se livrar, como os exageros dos livros de Larsson.
Porém, o diretor de Clube da Luta faz um filme honesto com base no material original. Sabe que, no fundo, está lidando com uma trama policialesca e rocambolesca. Ao centro está o horror – nas mais diversas formas – especialmente quando se materializam os homens citados no título. Com o Correio do Brasil)

Olha aí a Coluna do Flávio Anselmo

                                                          

COELHO VENCE EM GEVÊ E ARRANCA COMO LÍDER DO MINEIRÃO/12
  
A primeira rodada do Mineiro/2012, sem a estréia do Cruzeiro contra o Nacional de Nova Serrana, adiado porque o estádio da cidade não ficou pronto, teve três grandes vencedores Villa Nova, América-TO e Coelho porque iniciaram a competição ganhando no campo do adversário. O Leão derrotou o Guarani ( 2 a 1) em Divinópolis; o América-TO viajou mais de mil km pra derrotar o Uberaba ( l a 0) no Triângulo Mineiro. O Coelho fechou a rodada vencendo a Pantera, em Governador Valadares, por 3 a 1. Por causa desses três gols arranca como líder da competição.
Os times que começam com vitória fora de casa, dão imenso passo rumo à classificação do quadrangular final. Esta fase tem apenas 11 rodadas e os quatro primeiros disputam a segunda fase.
A rodada começou às quatro da tarde com a Caldense tendo enormes dificuldades pra dobrar o Tupi, em Poços de Caldas. Fez l a 0, gol de Max e foi só. A turma de Juiz de Fora não teve pontaria boa suficiente pra empatar a partida. Com dois gols de Alex, o Leão do Bonfim urrou alto em Divinópolis. Grande resultado de 2 a 1 sobre o Guarani, cujo gol de honra foi feito pelo veterano Eli Thadeu.
Bonito, também, fez o Dragão do Mucuri. O time de Teófilo Otoni derrotou o Zebu com um gol de Sandro Costa, no Triângulo e mandou aviso aos demais concorrentes. A disposição de chegar ao G-4 é a mesma do ano passado,com novos goleadores.3)

NOVO GALO USA APENAS UM TEMPO PRA VENCER SEM PROBLEMAS O BOA ESPORTE. PORÉM A TORCIDA VAIOU NO FINAL.

Na Arena do Jacaré, que apesar de Sete Lagoas sofrer uma tempestade terrível de manhã e na hora do jogo, mostrou um gramado sem poças dágua, pronto para o jogo, o novo Atlético de Cuca só jogou tão-somente 45m.Fez 2 a 0, mandou bola na trave, teve alguns destaques individuais e na fase final contribuiu decisivamente pra ruindade do confronto.
O Boa Esporte não saiu da defesa e nem exigiu nada de Renan Ribeiro. Nem no segundo tempo, quando o Galo afrouxou e as mudanças de Cuca não fizeram efeito. Enquanto esteve bem, os alvinegros construiriam o placar.Poderiam até fazer mais, com os lances desperdiçados. Guilherme livre na frente do goleiro chutou na trave,.
O primeiro gol foi uma bela jogada pessoal de Carlos César.Driblou dois e cruzou na medida pra André, de peixinho, fazer l a 0.
Foi só o que André fez o tempo inteiro. Carlos César ainda teve lampejos até sair na fase final pra entra de Marcos Rocha; também não acrescentou nada. Rever e Daniel Marques fingiram que corriam atrás de alguém.Mentirinha. Tinha ninguém não. Richarlyson vaiado pela pouca torcida esforçou-se o máximo, sem fazer nada de útil. Pierre foi, como sempre, lutador e um dos melhores da equipe, junto com o garoto Bernard que pegou no segundo tempo.
Escudeiro mostrou qualidades no passe. Serviu com classe a Bernard que fez o seu primeiro gol como profissional do Galo, após 29 partidas,e, também, a Guilherme que mandou na trave. Outro que pregou. Porém, não vinada, nem velocidade em Leandro Donizete que justificasse a saída de Felipe Soutto.  Além de Marcos Rocha, entraram,ainda, Wesley, no lugar de Escudeiro; e Neto Berola no de Guilherme. Nada acrescentaram.
Taí, gostei do juiz Renato Cardoso Conceição. Foi a primeira arbitragem que vi dele com acerto. Quem sabe, em 2012 as coisas aconteçamdiferentes do previsto no setor dos apitadores.
COMO FIZ NO CASO DO CRUZEIRO, PELO AMISTOSO DE SÁBADO, VOU DAR NOTAS DE UM A CINCO NAS ATUAÇÕES DOS ATLETICANOS. Não acostumem, no entanto:Renan Ribeiro ( 3); Carlos César (3)(Marcos Rocha(2)), Réver  (3), Rafael Marques (3) e Richarlyson (3);Leandro Donizete( 2), Pierre (5) Escudero (3) (Wesley (1)) e Bernard( 4);Guilherme( 1) (Neto Berola (1) e André (3)..

QUEM LEU AS REPORTAGENS DO JOGO EM VALADARES NÃO IMAGINA QUE O AMERICA TENHO FEITO 3 A 1 NA PANTERA.

Não ouvi rádio porque um filme na televisão me chamou mais a atenção. Na hora de escrever esta destemida Trincheira, fiz o que sei fazer. Busquei o site Superesportes pra informar-me dos detalhes do jogo. Tomei conhecimento do resultado – 3 a 1 – dos gols de Everton uiz, na cobrança de um escanteio e deFábio Jr na cobrança de pênalti. Então li mais embaixo: quando o América construiu este placar o Democrata era melhor. Tinha maior volume de jogo mas não acertava os contra-ataques. Ora, ora...então melhor  nesse período foi o América que acertou tudo,inclusive os gols. Ah, o Democrata levou os gols de bola parada. Isso não futebol não vale, havia me esquecido!
O texto diz o seguinte: “os donos da casa foram melhores em boa parte do jogo, mas pecaram nas finalizações e viram o América abrir 2 a 0 em jogadas de bola parada ainda na primeiro tempo. Na volta do intervalo, o Democrata conseguiu diminuir, mas voltou a repetir os erros da etapa inicial e não teve forças para reagir. O terceiro gol do Coelho apenas enterrou qualquer possibilidade de empate. Outra vez de bola parada, numa cobrança de escanteio e o zagueiro Gabriel subiu e decretou a vitória final por 3 a l.
Então vai um aviso ao treinador Givanildo: não treine seu pessoal pra fazer gol de escanteios, faltas e pênaltis.
 
GAZETA ESPORTIVA ANUNCIA QUE TIMÃO NÃODESCARTOU MONTILLO E NEM MONTILLO DESCARTOU TIMÃO.

Busquei o texto abaixo o Superesportes e tem a assinatura da agência Gazeta Esportiva. Aí como a coisa não para de ser noticiada,principalmente envolvendo o empresário argentino de Montillo e o Cruzeiro não arruma grana pra pagar os salários atrasados, o assunto continua fazendo medonos celestes.  Leiam
 
Colocamos um fim na negociação faz dez ou 15 dias. Agora quem está falando é o empresário do Montillo. Da nossa parte, tudo permanece como estava", informou o mandatário alvinegro, pouco antes do confronto contra o Linense, no Pacaembu."A proposta foi retirada. Se formos procurados pelo Cruzeiro, seria uma nova negociação. Não digo que seria por mais ou por menos (dinheiro)".
Sergio Irigoitia acredita que o negócio pode ser concretizado se o Timão aumentar sua proposta inicial de € 8 milhões (R$ 18,7 milhões) para € 10 milhões (R$ 24 milhões) e mais um jogador - Vitor Júnior é o preferido da Raposa. Ele já teria informado ao gerente de futebol corintiano, Edu Gaspar,que a diretoria do Cruzeiro não vai conseguir pagar o salário que Montillo pede como "valorização". Todas as partes negam a conversa.
"Vamos aguardar. Não podemos dizer que vamos fazer ou que não vamos fazer.O negócio só não aconteceu porque o Cruzeiro não quis. Se o Cruzeiro tiver interesse, a gente pode sentar e bater um papo", acrescentou Roberto deAndrade, lembrando que já havia acertado salários e luvas com o argentino e seu agente.
A desistência oficial corintiana foi anunciada há 11 dias, com a justificativa de que o presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, estava até desligando seu telefone para evitar novas conversas com os dirigentes paulistas. A Raposa,que estipulou o preço do argentino em € 15 milhões (R$ 35,2 milhões), nega que as tratativas tenham sido retomadas.
Desta vez, o Corinthians sequer precisaria buscar mais recursos para contratar seu maior sonho de consumo, já que Montillo e Irigoitia estariam se comprometendo a abrir mão de parte das luvas que receberiam para possibilitar o aumento da proposta.


Flavio Anselmo
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