segunda-feira, 31 de maio de 2010

Possível nudez de Maradona?

(Boneco representando Maradona, em Buenos Aires)

Quem chega ao bairro mais boêmio de Buenos Aires, O La Boca, logo de cara dá com um sósia do técnico argentino Maradona. Ele fica bem em frente ao El Caminito, o local mais famoso do lugar. Com um largo sorriso, um certo ar de vitorioso, costeletas enormes, com um olhar sempre interrogativo. E com a tradicional camisa da seleção argentina...Andando-se em pouco mais, bem rente à entrada do Caminito, um enorme cartaz com uma série de fotos do falso Maradona. Só, acompanhado por turistas, de todo o jeito. E se prestar um pouco mais de atenção, ver-se-a o próprio sosia...Como que a se mostrar interessado em posar para novos flashes...A velha fotógrafa agradece...
Não faltam também bonecos imensos , representando Maradona, por todos os lados, fora páginas da imprensa internacional à venda na Rua Florida, a principal do centro de Buenos Aires, na imensa feira de artesanato que começa junto à Praça de Mayo e segue quarteirões e mais quarteirões, onde se pode andar duas, três ou mais horas...
Mas o verdadeiro Maradona é também uma figuraça...A última dele tem tido repercussão internacional:
"O técnico da Argentina, Diego Maradona, declarou ao vivo durante uma entrevista no programa de rádio FM Metro que se Argentina vencer a Copa FIFA 2010, então vai correr nu em Buenos Aires.
Na entrevista na quarta-feirta, Diego Maradona declarou “Se vencermos a Taça, eu vou correr nu à volta do El Obelisco no centro de Buenos Aires”.
Não seria a primeira vez que Maradona aparece nu, pois já entrou nas páginas da revista El Gráfico sem roupas. Argentina já está na África do Sul e tem como adversários no Grupo B a República da Coreia (Sul), Grécia e Nigéria.
Entre as agências de apostas, os favoritos são: Espanha (4-1), Brasil (7-2); Inglaterra (6-1) e Argentina (7-1).
Aleksei FEDEROV"

Esta notícia saiu publicada no Pravda Rus (jornal fundado por Lenin, que significa Verdade)...
(Imagem: José Carlos Alexandre abril-2010)

Israel ataca Frota da Liberdade


(Latuff/Divulgação)

Churrasco com pagode





Brasil critica Israel

A cineasta Iara Leee estava num dos navios atacados (Imagem Google)

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o Brasil espera uma posição forte da Organização das Nações Unidas (ONU) em relação a Israel devido ao ataque a navios que levavam suprimentos para a população da Faixa de Gaza, ocorrido nessa madrugada.
“Vai ficar uma marca muito forte. É algo que necessita de um tipo de ação da ONU e esperamos que o presidente do Conselho de Segurança [da ONU] dê uma declaração forte.

O Itamaraty chamou o embaixador de Israel para manifestar nossa indignação em relação ao ato. Espero que Israel atenda ao que foi solicitado”, disse Amorim ao deixar a reunião da Comissão Econômica para Países da América Latina, que ocorre em Brasília.
“Nossa atuação é no sentido de buscar a paz e o entendimento. Somos amigos de Israel, mas não é com esse tipo de ação intempestiva que Israel conseguirá a paz. Mas é vivendo em paz com seus vizinhos, com a Palestina, com os demais países árabes que os cidadãos israelense terão paz em seu território, que também precisa ser assegurada”.
Para Amorim, é necessário ter em mente que se o bloqueio a Gaza não estivesse em vigor, não haveria a necessidade de envio de suprimentos à região. “Às vezes é difícil colocar as palavras em uma nota, porque as palavras são acabam ficando gastas. Nós não poderíamos ter ficado mais chocados com um evento desse tipo. Eram pessoas pacíficas, que não significavam nenhuma ameaça e realizavam uma ação humanitária que não seria necessária se terminasse o bloqueio a Gaza”.
Amorim destacou que o próprio perfil da brasileira, Iara Lee, que estava em um dos navios atacados indica que não se tratavam de terroristas. “É uma cineasta, que fazia filmes com a questão ambiental. Não se trata de nenhuma terrorista”.

O ministro disse ainda que não tem informações sobre o estado de saúde da brasileira, mas que o Itamaraty está tentando encontrá-la. “Ainda não podemos saber qual embarcação, se foi o navio mais atingido. Há uma dificuldade de se chegar lá, mas estamos mandando gente para lá”.

Cinco Vinhos e cinco pratos

Clique duas vezes para melhor visualização)

Contra ação de tropas brasileiras


Tropas brasileiras da MINUSTAH - Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti ou MINUSTAH (sigla derivada do francês: Mission des Nations Unies pour la stabilisation en Haïti) - invadiram na noite da ultima segunda-feira, 24 de Maio de 2010, a Universidade Estatal do Haiti (UEH) em Porto Príncipe e prenderam um estudante da Faculdade de Etnologia.
Sob o pretexto de que uma pedra havia sido lançada contra um dos veículos da MINUSTAH, os soldados brasileiros invadiram as instalações da UEH utilizando cassetetes e gás lacrimogêneo. Sequestraram livros, cadernos e laptops de vários estudantes, além de prender o universitário Mathieu Frantz Junior.
Esta conturbada ação da MINUSTAH ocorre justamente quando os estudantes da UEH e diversas organizações populares haitianas vêm realizando manifestações em repúdio à presença das tropas de ocupação da ONU no paí­s entre outras pautas.
Nós, cerca de 500 lutadores e lutadoras do povo reunidos em Brasília na “II Assembléia Popular: na construção do Brasil que queremos” voltamos a afirmar, uma vez que desde a I Assembléia em 2005 estamos denunciando isto, que a presença das tropas brasileiras no Haiti é inaceitável. Além de nos envergonhar como povo, fere duramente a soberania do heróico povo haitiano, que sofre todas as mazelas de anos de exploração. Nosso apoio deve ser material, de intercâmbio educacional e cultural, jamais militar.
A ocupação militar da nação haitiana significa por si mesma, a negação de todos os princípios básicos de direito internacional público. Entre eles o direito à soberania nacional dentro do quadro transnacional de reciprocidade e solidariedade. O que as Nações Unidas estão gastando (cerca de 600 milhões de dólares por ano) para manter as tropas no Haiti deveria ser utilizado para resolver os problemas fundamentais de seu povo: a falta de energia, alimentos, moradia, educação, emprego e principalmente na reconstrução da capital Porto Príncipe assolada pelo terremoto do último dia 12 de janeiro de 2010, a partir de um processo decidido pelo seu povo e não atendendo aos interesses das empresas transnacionais.
EXIGIMOS explicações do governo brasileiro com relação a esses atos.
EXIGIMOS a retirada das tropas militares do Haiti.
EXIGIMOS que o estudante Mathieu Franz Junior seja solto imediatamente!
HAITI LIVRE E SOBERANO!
Brasília, 27 de maio de 2010

Contra a Frota da Liberdade


Conhecido escritor sueco Henning Mankell, autor de romances policiais, estava a bordo de um dos navios da Frota da liberdade que transportava ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.Os seis navios da Frota foram atacados por forças do Exército israelense de Gaza. A bordo estavam 600 cidadãos , principalmente turcos, ativistas de direitos humanos e 10.000 toneladas de carga humanitária.
De acordo com relatórios da imprensa árabe, o ataque causou pelo menos 15 mortes e 30 feridos, entre eles o líder do movimento islâmico de Israel, Sheikh Salah Raed e o chefe da missão humanitária libanês, Hani Suleiman.Os militares israelenses confirmaram a morte de 10 membros da tripulação da frota internacional.
Além de cidadãos turcos , viajavam também representantes de Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Grécia, Canadá, Malásia, Sérvia, Bélgica, Irlanda, Noruega, Suécia, Alemanha e de outros países.
O Ministério de Relações Exteriores da Rússia chamou a atenção da comunidade internacional para o fato de o incidente agravar as tensões na região e no mundo.(Com a Ria-Nóvosti, a Voz da Rússia e a Prensa Latina)

Seja produtor da BBC Brasil

A BBC Brasil abriu um processo de seleção para o posto de produtor (repórter/redator), baseado na sua redação em São Paulo.
Os interessados devem se inscrever Clique clicando aqui para acessar a ficha de inscrição em inglês do site BBC Jobs. O prazo para a inscrição foi prorrogado até o dia 02 de junho.

Reflexões de Fidel


O império e a droga


Fidel Castro Ruz


QUANDO fui preso no México pela Polícia Federal de Segurança, que por azar considerou suspeitos alguns movimentos nossos, apesar de terem sido feitos com muito cuidado, para evitar o golpe da mão assassina de Batista — mesmo como fez Machado no México, quando em 10 de janeiro de 1929 seus agentes assassinaram Julio Antonio Mella na capital desse país —, ela imaginou que se tratava de uma das organizações de contrabandistas que atuavam ilegalmente na fronteira desse país pobre em suas trocas comerciais com a poderosa potência vizinha, industrializada e rica.
No México, praticamente nem existia o problema da droga, que se desatou mais tarde, de forma esmagadora, com sua enorme carga de danos não só para esse país, mas também para o resto do continente.
Os países da América Central e do Sul investem muita energia na luta contra a invasão da cultura da folha da coca, dedicada à produção de cocaína, substância obtida através de componentes químicos muito agressivos e que resulta muito daninha, tanto para a saúde quanto para a mente humana.
Os governos revolucionários, especialmente os da República Bolivariana da Venezuela e da Bolívia põem todo seu empenho em travar seu avanço, como Cuba fez oportunamente.
Evo Morales já tinha proclamado o direito de seu povo a consumir chá de coca, um excelente cozimento tradicional da cultura milenar aimara-quíchua. Proibir-lhes isso é como dizer aos ingleses para não consumirem chá, costume sadio importado pelo Reino Unido da Ásia, conquistada e colonizada por ele durante centenas de anos.
“Coca não é cocaína”, foi o lema de Evo.
Chama a atenção que o ópio, substância extraída da papoula tal como a morfina, fruto da conquista e do colonialismo estrangeiro em países como o Afeganistão, e que faz imenso dano se for consumido de maneira direta, tenha sido utilizado pelos colonialistas ingleses como moeda que outro país de cultura milenar, como a China, devia aceitar obrigatoriamente em forma de pagamento pelos sofisticados produtos que a Europa recebia da China e que até essa altura pagava com moedas de prata. Costuma colocar-se como exemplo daquela injustiça nas primeiras décadas do século XIX que “um operário chinês que virava dependente, gastava dois terços de seu salário em ópio e deixava a família na miséria”.
Em 1839, o ópio já estava ao alcance dos operários e camponeses chineses. A Rainha Vitória I, do Reino Unido, impôs nesse mesmo ano a Primeira Guerra do Ópio.
Comerciantes ingleses e norte-americanos, apoiados fortemente pela Coroa inglesa, viram a possibilidade de importantes intercâmbios e a obtenção de lucros. Nessa altura, muitas das grandes fortunas dos Estados Unidos da América foram adquiridas graças ao fruto daquele narcotráfico.
Torna-se necessário pedir à grande potência, que conta com o apoio de mil bases militares e sete frotas acompanhadas de porta-aviões nucleares e milhares de aviões de combate, com as quais oprime o mundo, que nos explique como conseguirá resolver o problema da droga.

Israel em fúria



O Centro de Estudos Jesuistas de Caracas fez uma análise da política do governo Obama para a América Latina e Caribe. Alguns pontos do estudo:




"Os primeiros movimentos da política exterior norte-americana com a América Latina e o Caribe (ALC) se caracterizaram por uma série de atos ambíguos e atitudes contrapostas. Dos coquetismos iniciais do presidente Obama com países como Cuba e Venezuela, a declarações agressivas da parte de funcionários de diversos níveis contra vários países considerados adversos aos EE.UU. As ações e discursos iniciais que mostravam alguma flexibilidade produziram mais de uma inquietude negativa na opinião pública estadunidense e o ataque dos setores mais conservadores não tardou muito em se manifestar e boa conta dele deram editoriais de imprensa e vários representantes do partido opositor.
O subsecretário de Estado para Assuntos Hemisféricos, Arturo Valenzuela, disse em roda de imprensa, uma semana antes da tomada de posse do recém eleito Presidente do Uruguai: “Esta viagem é uma continuação de nossos esforços para envolver-nos com os países do hemisfério numa multiplicidade de assuntos”.
Na visita que realizara o vice-presidente Biden ao México, enviara um sinal bem claro de que a administração Obama daria prioridade às relações com a ALC.
Em declarações dadas nas Bahamas pelo atual secretario de defesa Robert Gates, a propósito da conferência de segurança regional dos países da órbita do Caribe, em princípios de abril de 2010, ele dissera que se estava enviando um forte sinal de que “os Estados Unidos estão se reenvolvendo com esta região”.
A ofensiva diplomática
A composição dos governos da América Latina é diversa. A atual administração dos Estados Unidos possui fortes adversários e firmes aliados. Cuba, Bolívia, Brasil, Equador, Nicarágua, Uruguai, Paraguai e Venezuela estão sendo regidos por governantes progressistas ou de centro-esquerda (ou verbalmente identificados com essas posturas políticas). Ao que conviria acrescentar que vários destes países adiantaram iniciativas de cooperação regional, com as quais de algum modo se pretende romper ou neutralizar a ação ou influência estadunidense na região. Dentro dessas iniciativas estariam ALBA-TCP, Unasul, Banco do Sul e, mais recentemente, a criação da União de Nações latino-americanas e do Caribe. Isso em meio a um contexto mais amplo de diversificação das relações econômicas, diplomáticas e militares. Entre os aliados encontram-se: Chile, Peru, Honduras, Panamá, Colômbia e México.
Um claro exemplo da ofensiva política e diplomática dos EE.UU na região foi o recente episódio do golpe em Honduras. Como parte das contradições inter-burguesas na condução deste país, o derrotado presidente Mel Zelaya realizara alguns movimentos de alianças com os países que formam a ALBA. Entre outras coisas, também realizara declarações em torno de suas intenções de converter a Base Soto Cano num aeroporto destinado totalmente para atividades civis, coisa que não agradou ao Pentágono. Estes elementos fizeram supor às facções mais conservadoras de Honduras e aos analistas estadunidenses que se estava produzindo na região um avanço do comunismo na América Central. Uma vez produzido o golpe, a atitude estadunidense foi ambígua, contraditória e branda com o princípio de apoio à democracia liberal. Os funcionários que manifestaram a política exterior dos Estados Unidos nesse tema se mostraram mais eficazes em reconhecer eleições que legitimavam o golpe do que em colaborar com o restabelecimento da democracia nesse país."



Em outro trecho o informe diz: "A ação estadunidense tratou de moderar a postura do Brasil em relação ao tema iraniano. O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, havia declarado na Cúpula da América Latina e do Caribe, realizada no México, que a comunidade internacional não devia isolar nenhum país em nome da paz mundial, referindo-se ao Irã e à perspectiva de novas sanções. A posição do Brasil com respeito ao tema iraniano preocupa os Estados Unidos por duas razões fundamentais: a primeira é porque eles avaliam que o colosso do sul tem grande influência na região e pode ajudar a bloquear ou a moderar as posturas da Venezuela e Bolívia nas relações com o Irã: e a segunda, porque na atualidade o Brasil ocupa um dos postos rotativos no Conselho de Segurança da ONU e ante a discussão de eventuais sanções contra o Irã seu voto pode ser decisivo.Ante uma situação em que a política exterior norte-americana havia perdido força e ante um quadro de conjunto de governos que manifestaram dissidência pública com os Estados Unidos, operou-se uma recomposição da política exterior desse país que não duvidamos em qualificar de ofensiva diplomática ativa, porém com um pouco mais de tato em comparação com aquela adiantada pela administração Bush".






E finaliza:" A nova política exterior norte-americana com respeito à ALC se expressa no momento atual numa ofensiva político-diplomática, por um lado, e militar, pelo outro. Trata-se de estreitar relações com governos da região catalogados como aliados, enquanto se hostiliza e se implementam táticas para o desgaste interno e externo de governos catalogados por eles como hostis. Paralelamente, desenvolve-se o componente militar sob a responsabilidade do Comando Sul, que inclui a obtenção de acordos para instalação de bases com diferentes finalidades, como monitoramento por radar e satélite, postos de controle e supervisão de áreas geográficas, treinamento de tropas dos países anfitriões, exercícios militares conjuntos, etc. Esta nova ofensiva norte-americana ocorre num contexto em que o continente latino-americano experimenta governos discursivamente de esquerda ou progressistas".



domingo, 30 de maio de 2010

Rio Jequitinhonha


Acróstico, com versos em redondilho maior, para:Rio Jequitinhonha.Palestra reralizada na cidade de Jequitinhonha em 26/05/2010

Rio de rara beleza,
Irriga a nossa emoção.
O seu leito, com certeza,
Jorra vida à região.
Entre Minas e Bahia,
Quanta história transportou.
Um braço de mar, uma via,
Inúmeros filhos criou.
Traz riqueza no seu leito,
Inspirando a produção.
Nutre a indústria, nutre o eito,
Homens na lida, em ação.
Onde passa deixa o fruto,
Nas suas margens, cidades.
Herança, honra e tributo,
Ao Brasil e à humanidade.
Arnóbio Moreira Félix

Contra o trabalho escravo


A greve dos professores



Quanto vale a luta?

Fábio Bezerra (*)

O que se conquistou?
O que se aprendeu?
O que não se conquistou?
Quanto vale...?
Não adianta fugir a regra, pois quando se termina ou suspende um movimento grevista ou qualquer outro movimento de reivindicações de classe, essa é a questão que sempre norteia nossas avaliações e opiniões.
Há aqueles que irão se prender ao imediato, ou seja, reivindicamos X, lutamos Y e ganhamos Z.
Há aqueles que irão relevar os pontos positivos frente a situação que se tinha antes e aqueles que irão repetir as mesmas “receitas de bolo” dos bolcheviques de plantão, de que a estratégia foi errada, de que há crise na direção ou de que essa luta é limitada e não adianta mais.
Eu diria que todas as questões podem estar certas ou erradas dependendo do ponto de partida da análise que se pretende fazer.
É incontestável que essa foi a maior greve do movimento sindical em Minas dos últimos 15 anos e inegável a disposição que a categoria dos trabalhadores (as) em educação manifestaram ao longo de 47 dias de luta e diga-se de passagem só quem não esteve na greve ou não é trabalhador é que ignora o que isso significa em um contexto onde o que reinava era a mais profunda apatia e desilusão com o sindicalismo e a luta política.
Para aqueles que só enxergam o momento presente e não compreendem que a vida é um processo dinâmico, dialético e às vezes flexível, que passa por etapas muitas das vezes imperceptíveis aos olhos dos mais desatentos ou precipitados, a não realização da nossa pauta de reivindicações é o coroamento do fracasso do movimento ou da falência da luta direta das massas.
Não se trata agora de fazer um balanço apenas do resultado financeiro restrito e isolado, mas do rico e fértil processo que esse movimento instaurou em nossa categoria.
Há cerca de oito anos, na greve de 2002, uma triste história teve seu ápice na traição que a direção do Sind- UTE operou contra a categoria que estava em Greve contra o então governo Itamar Franco, aliado de LULA nas eleições daquele ano.
Em uma assembléia histórica e com cerca de 10 mil pessoas, a Direção do sindicato ofuscada pelo processo eleitoral capitulou as pressões externas do PT e golpeou a todos com a decretação do fim de nossa greve.
Foi uma revolta total e oito longos anos de ressaca de um processo que deixou marcas e desconfianças em nossa categoria.
Passado todo esse período as coisas não ficaram imóveis.Nossas condições de trabalho ficaram cada vez mais precarizadas, por sua vez novos profissionais chegaram enquanto outros saíram e até o mais improvável aconteceu, uma ruptura interna no seio da Articulação Sindical forçando o grupo vitorioso a mudar o status quo reinante para se requalificar frente a sua base, com o resgate de discursos e ações abandonadas com o tempo.
Soma-se a isso uma pitada de humor político- eleitoral e temos todas as condições de se iniciar uma nova etapa no movimento.
Mas auto lá, vamos devagar... Principalmente aqueles que são mais afoitos. Uma nova etapa não significa que mudou tudo de vez ou que haverá um progresso contínuo, retilíneo e uniforme.
Estou falando que após todo esse rico processo que vivenciamos e que nos tirou do ostracismo político e que educou as massas que se lançaram ao campo de batalha, um novo e profícuo espaço se abriu entre nós e cabe agora àqueles que não se iludem com o economicismo sindical e que tem um compromisso com a luta para além do capital, explorar as oportunidades de reconstrução do movimento sindical na área da educação em nosso Estado.
A categoria dos trabalhadores (as) em educação, talvez sem ter a consciência disso, deu o maior exemplo de resistência e luta para o conjunto dos trabalhadores desse país e mesmo ressaltando essa convicção com uma pontinha de orgulho por ter participado desse movimento, faço-o com a mais absoluta serenidade após passar o furor das emoções e o contagio do calor impetuoso das massas.
Que categoria em tempos de abandono da luta classista e independente, no gozo mais requintado do modo de vida pós-moderno, individualista e sem utopias, cercada de aparelhos ideológicos e alienantes por todos os lados, poderia surpreender e suportar todo o arsenal do aparato do Estado burguês, que implacavelmente desferiu toda a artilharia que possuía contra os grevistas e a cada ataque a resposta era a adesão, a persistência e a luta?
E não estou falando aqui do trivial que lançam contra qualquer categoria que perturba a ordem burguesa, ou seja, a imprensa pusilânime, safada, mentirosa e imoral, a repressão policial ou a Justiça tendenciosa que nos colocou na condição de bandidos e fora da lei.
Estou falando de cortes de salário sobre pais e mães de família que mesmo na miséria não recuaram um milímetro sequer, estou falando de pessoas que não tem a educação como bico e que mesmo com a ameaça de desemprego evidente e as angústias e incertezas que isso trazia, mantiveram-se firmes e decididas a irem até o final.
Estou falando de uma massa de trabalhadores em assembléia ( cerca de 15 mil) que quando a Direção do sindicato, temerária e vacilante frente as ameaças do Governo, quis por fim a Greve em 18 de Maio, não vacilou e nem tremeu na base, atropelando o medo e a indecisão da Articulação com um sonoro coro de vozes e punhos cerrados em toda a Praça: GREVE, GREVE, GREVE, GREVE!!!!
A cada porrada do Governo , um saia do movimento, mas dois ou mais aderiam, a cada ataque desesperado a resposta era a indiferença dos grevistas a mesma que o Governo Aécio nos tratou durante todo esse tempo.
Já não tínhamos mais nada a perder, a não ser os grilhões que nos acorrentavam ao medo, a apatia, a mediocridade, a falta de amor próprio, ao ostracismo político e a cegueira de classe.
Se agora me perguntarem quanto valeu essa greve, eu direi sem dúvidas que valeu o aprendizado que tivemos e o resgate do sentido de nossa luta. Que, diga-se de passagem, não tem preço!
Se me perguntarem o que conquistamos de fato, direi que conquistamos o direito de sonhar de novo, de se rebelar de novo, de viver de novo, pois rompemos a barreira do lugar comum que tanto o sindicalismo acomodado e bem comportado, quanto a ideologia da conciliação de classes nos diz para seguir sem questionamentos.
A aula de resistência e luta que nossa categoria deu nas ruas e praças de Minas Gerais a fora, ecoaram por todo o país e hoje tem motivado a outras categorias do nosso Estado a se mobilizarem e saírem do mundo das sombras na qual elas se encontram.
É muito simplório e idealista talvez, querer dizer que saímos derrotados... -Ledo engano!
Em todos esses 20 anos como militante eu nunca assisti uma categoria, mesmo dividida ao meio quando da votação da continuidade da greve, continuar em sua grande maioria junta e unida, esperando o desfecho final da assinatura do acordo que suspendeu nosso movimento.
O nosso retorno para as salas de aula não foi de cabeças baixas com o rabo por entre as pernas como vivenciei muitas vezes em minha vida.
De cabeças baixas e com os rabos por entre as pernas estavam meus tristes e ignóbeis fura greves que não conseguiam esconder o constrangimento de tanta covardia e mediocridade.
E olha que muitos nem agradeceram a conquista do concurso público que agora vão poder fazer graças ao nosso movimento e quem sabe saírem da triste condição de designados/ resignados!
E confesso que só desfiz meu sorriso e alegria ao voltar de cabeça erguida para a escola, quando fui recebido com aplausos por um grupo de alunos do EJA, por serem trabalhadores e sentirem na pele o que é ser explorado dia a dia como escravo.
A essa manifestação de solidariedade inesperada não respondi com sorrisos...-Chorei copiosamente, abraçado a eles (as).Se não conquistamos tudo o que merecíamos e tendo o gostinho de que poderíamos ter ido mais longe, se não fossem as vacilações da Direção do sindicato, o sentimento de resgate da identidade de classe, da autonomia sobre sua profissão, da coragem e da ousadia realimentou de vida e esperança uma categoria que era julgada como moribunda ou morta, sem respeito e que não protagonizaria mais nada no cenário político desse Estado.
Para aqueles que viveram a Greve intensamente, para aqueles que sentiram os impactos de nossas manifestações nas ruas de Minas e foram forjando em seu ser social uma nova consciência, para aqueles que mudaram o eixo da triste sina ao qual estávamos errantes, não é preciso dizer que valeu muito a nossa luta e que frente à etapa na qual nos encontrávamos anteriormente a luta da classe trabalhadora em geral saiu vitoriosa dessa greve.
Sem receio do que vou dizer, construímos na história de nosso movimento, uma nova etapa política, que se iniciou quando a indignação e a esperança venceram o medo e o imobilismo.
E esta etapa está aberta e cheia de possibilidades àqueles que desejam reconstruir o sindicalismo classista, independente e combativo em nossa categoria.
Dezenas de novos militantes surgiram nessa Greve, centenas de trabalhadores voltaram seus olhos para o papel de nossa categoria no cenário sindical e político desse Estado ou retornaram ao movimento depois de tantas desilusões e traições de classe e milhares de profissionais, mesmo que decepcionados com a condução da Greve em sua reta final perceberam a força de mobilização que ainda possuímos.
Não podemos enquanto marxistas, avaliar um movimento de massas apenas pelo seu aspecto reivindicatório e economicista, ou subjugar a pujança desse movimento e todas as suas variantes, por este não ter conseguido maiores vitórias ou não ter chegado aos céus e tomado o poder das mãos da burguesia!A cada etapa, um processo diferente, a cada processo uma análise à luz do que havia antes e das mudanças que se manifestaram e transformaram a realidade objetiva e subjetiva e a cada mudança o entendimento do que estava em contradição e do que surgiu dessa contradição e se instaurou como o novo ou como a possibilidade do novo.
Sem isso companheiros(as) fica difícil querer fazer uma análise bem feita de nossa Greve, ou de qualquer movimento de massas que se coloque em oposição ao sistema capitalista, mesmo que lutando contra aspectos isolados desse sistema, como é o caso da luta econômica.
No nosso caso, quando a Justiça do Trabalho julgou nossa Greve ilegal e nos colocou na ilegalidade, rasgando a Constituição, passando por cima do Direito de Greve e penalizando a categoria com multa e ameaça de demissões, a Greve da educação assumiu naquele momento um simbolismo nunca antes evidenciado em nosso Estado. Pois já não se tratava mais de uma Greve salarial e contrária ao Governo do PSDB, mas uma Greve de dimensões maiores, pois nossa desobediência à ilegalidade da Justiça e a Magistratura subserviente representava todo o sentimento de resistência do conjunto do funcionalismo do Estado e mesmo do Brasil.
Não podemos nos esquecer que o ex-grevista e sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, apoiava naquele mesmo momento a decisão do STJ de decretar a ilegalidade da Greve dos Funcionários do IBAMA que se viram constrangidos a recuarem e terminarem o movimento.
Sem dúvidas há muito ainda o que se superar, tanto em nossa estrutura sindical, quanto em nossas táticas de luta e organização, tanto em nossas concepções, quanto em nossas debilidades e vícios...
Mas é inegável que após a Greve de 2010 dos educadores de Minas Gerais, uma “nova” lição todos nós reaprendemos na escola da luta de classes: Só com a luta se muda a vida e só vive de fato aquele que ousa lutar.
Fábio Bezerra (*) Trabalhador em educação, membro do comando de Greve e da INTERSINDICAL- MG).

Chapa do PCB


Reunido nos dias 22 e 23 de maio de 2010, em Belo
Horizonte, o Comitê Estadual do PCB - Minas Gerais
aprofundou o debate sobre questões conjunturais e
estruturais e aprovou por unanimidade a proposta da
Comissão Política Estadual de formar uma CHAPA
PRÓPRIA para a disputa política eleitoral em Minas Gerais,
fortalecendo a campanha nacional do PCB no estado.
Segue abaixo a resolução política aprovada:
“O Comitê Estadual do PCB - Minas Gerais decide
conformar uma chapa própria para as eleições gerais 2010.
Apresentaremos as pré-candidaturas: do camarada Fábio
Bezerra ( foto) ao governo do estado de Minas Gerais, o camarada
Alex Lombello (ou o camarada Jô) como candidato a vice-governador,
o camarada Rafael Pimenta ao Senado Federal,
o camarada Almeida a deputado federal e a formação de
uma chapa para o legislativo estadual. Esta pré-definição
será apresentada ao Comitê Central do PCB que se reunirá
nos dias 04 e 05 de junho de 2010 no Rio de Janeiro. Tomada
a definição do Comitê Central sobre as candidaturas a
Comissão Política Estadual convocará um Ativo Eleitoral
(data prevista 19 de junho de 2010) para tratarmos do
planejamento da campanha-movimento PCB 2010”.
- Resolução Política - Comitê Estadual do PCB – Minas Gerais -
Imagem: José Carlos Alexandre (outubro 2009)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Instituto Helena Greco


Às 13h deste sábado mais um encontro de organizações da Sociedade Civil e membros do Fórum Permanente em Defesa do Programa Nacional de Direitos Humanos, em sua primeira versão.
Uma tarde de exibição de filmes, vídeos, palestras, confraternização.
E rola até mesmo umas latinhas geladas, com um caldo de fazer inveja...
A Heloisa Bizoca Greco, como sempre, recepcionando todo mundo com muita cortezia...
Quem quiser tem à disposição livros, bottons etc. , cuja venda ajuda o caixa do Instituto Helena Greco, que faz questão de não receber verba de quaisquer órgãos, para continuar com muita independência em suas lutas.
No último sábado, os convidados especiais para exposição foram Vicente Gonçalves (foto),do Comitê Brasileiro de Anistia, e Tereza Ângelo, ex-guerrilheira da Aliança Nacional Libertadora à época da ditadura militar.
No programa de hoje os convicados são a Associação de Moradores das Torres Gêmeas de Santa Tereza e Élcio Pacheco, da Rede Nacional de Advogados Populares. Serão exibidos os filmes Cidadão Oculto, de Anselmo Sanguiné e Dandara, das Brigadas Populares.

A crise na Grécia

(Pedreira/Rebelión/Divulgação)

Investimento contra Cuba


USAID investe mais de 2,3 milhões de dólares em propaganda contra Cuba na net
28 Maio 2010 Classificado em Internacional - Revolução Cubana
Crédito: http://www.odiario.info/

Eva Golinger*
O sistema capitalista tem uma enorme capacidade de regeneração que lhe prolongou a vida até a fase senil que nos atormenta. Neste texto, Eva Golinger denuncia que muito da campanha contra Cuba, hoje mais persistentemente e continuadamente violenta que nunca se alimenta da formatação das consciências que a campanha mediática do imperialismo possibilita. Para isso ela serviu-se de documentos secretos recentemente desclassificados. Dir-se-á que os documentos foram desclassificados. Mas a questão da formatação das consciências mantém-se: quem viu qualquer referência aos documentos nos meios de comunicação de massas, em todo o mundo dominados pelo grande capital?
Documentos recentemente desclassificados ao abrigo da Lei de Acesso à Informação (FOIA na sua sigla inglesa), evidenciam que a USAID investiu, desde 1999, mais de 2,3 milhões de dólares para disseminar a propaganda suja contra Cuba e financiamento de jornalistas dentro da ilha.
Os documentos, que incluem os contratos originais entre a USAID e a organização CubaNet demonstram um padrão de financiamento que aumenta e intensifica anualmente o seu esforço de promoção de informação distorcida sobre Cuba, tudo com a intenção de provocar uma «transição para a democracia», ou uma «mudança de regime» na ilha caribenha.
Desde há cinquenta anos que Washington está a fazer uma guerra suja contra Cuba. Um componente dessa agressão foi a utilização dos meios de comunicação para manipular e distorcer a realidade cubana perante a opinião pública internacional e, ao mesmo tempo, infiltrar e disseminar informação falsa dentro de Cuba.
Depois dos fracassos da Rádio e TV Martí, que ainda existem e recebem apoios financeiros de Washington apesar da sua inutilidade, um novo campo de agressão contra Cuba foi criada utilizando a internet. Em 1994, CubaNet estabeleceu-se como uma das primeiras páginas Web feitas para fazer propaganda contra a Revolução Cubana na internet. Sediada em Miami, CubaNet utiliza o dinheiro da USAUID e da National Endowment for Democracy (NED), de quem recebe multimilionárias contribuições para financiamento de «jornalistas» dentro de Cuba, e promover a campanha mediática internacional contra o governo cubano.
Apesar de não serem secretos o financiamento e as directrizes que CubaNet recebe das agências de Washington, os documentos recentemente desclassificados da USAID demonstram a estreita relação de controlo que as agências estadunidenses mantêm sobre a organização da propaganda.
Quando se fez o contrato entre a USAID e a CubaNet em 1999, o montante inicial de Washington previsto para o esforço de propaganda via internet era de 98.000 dólares. Esse dinheiro estava destinado a «apoiar um programa para a expansão de um Web sítio para jornalistas independentes dentro de Cuba». O contrato era de um ano, com a possibilidade de prolongamento pelo tempo necessário para a execução do programa. O encarregado do programa da USAID era David Mutchler, assessor principal da USAID para Cuba.
O contrato previa um relatório sobre o progresso da execução do programa trimestral a entregar à USAID, e um relatório anual, que detalhava todo o trabalho realizado no período anterior.
Quem manda é a USAID
Na cláusula 1.6 do contrato entre a USAID e a CubaNet, intitulado «Entendimentos principais da participação», sobressai o controlo mantido pela agência estadunidense sobre a organização de Miami. «Entende-se e acorda-se que a USAID manterá uma participação determinante durante a execução deste acordo de cooperação da seguinte forma: Pessoal Chave: o assessor principal da USAID para Cuba aprovará antecipadamente a selecção de qualquer pessoas chave e os seus subalternos. Planos de monitorização e Avaliação: o assessor principal da USAID para Cuba aprovará os planos para avaliar e monitorizar o progresso dos objectivos do programa durante o decurso do acordo de cooperação».
Basicamente, o funcionário da USAID é quem decide quem trabalhará no projecto CubaNet, qual o seu plano de trabalho e como se avaliará o seu progresso; por outras palavras, é quem manda na CubaNet.
Violação das leis dos EUA
Nos documentos que alteram o contrato original, que são 11 entre 2000 e 2007, fica demonstrado o aumento do financiamento anual do projecto CubaNet e revelam-se outros dados sobre a natureza do programa. Num documento de 19 de Abril de 2005 autorizou-se o envio de «fundos privados» para Cuba que não provinham da USAID ou de qualquer outra agência estadunidense, para «avançar com os objectivos do Acordo». Devido às restrições que o Departamento de Estado mantém sobre o envio de dólares estadunidenses para Cuba, os «fundos privados», segundo o documento da USAID, seriam escondidos dentro da autorização que já tinha a agência norte-americana para financiar o programa CubaNet.
O mesmo documento também revela que a CubaNet não só faz o seu trabalho dentro de Cuba, como também «continua a publicar reportagens… e a promover a sua distribuição nos meios massivos dos EUA e na imprensa internacional». Nos EUA é legalmente proibido distribuir propaganda financiada pelo governo estadunidense e utilizá-la como «informação» nos meios de comunicação. Não obstante, os documentos desclassificados evidenciam que a USAID está a violar totalmente essa lei.
Cada vez mais dólares
Os documentos mostram ainda que, anualmente, a USAID aumentava o seu financiamento a CubaNet para continuar os seus esforços de distribuir propaganda contra Cuba. Eis os montantes:
Ano de 1999: 98.000 dólares
Ano de 2000: 245.000 dólares
Ano de 2001: 260.000 dólares
Ano de 2002: 230.000 dólares
Ano de 2003: 500.000 dólares
Ano de 2005: 330.000 dólares
Ano de 2006: 300.000 dólares
Ano de 2007: 360.000 dólares
Total: 2, 323 milhões de dólares.
A campanha de agressão contra Cuba é hoje mais intensa que nunca, e este ano de 2010 a USAID dispõe de um orçamento de mais de 20 milhões de dólares para financiamento de grupos dentro de Cuba que promovem a agenda dos Washington. CubaNet continua a ser um dos principais actores na guerra suja contra Cuba.
Eis agora alguns dos documentos desclassificados disponíveis em PDF:
- Contrato original USAID-CubaNet:
http://centrodealerta.org/documentos_desclasificados/usaid_contract-_cubanet_199.pdf
- Alteração do Contrato USAID-CubaNet, año 2005:
http://centrodealerta.org/documentos_desclasificados/usaid-cubanet_modification_.pdf
- Alteração do Contrato USAID-CubaNet, año 2007:
http://centrodealerta.org/documentos_desclasificados/usaid-cubanet_2007_addendum.pdf
* Eva Golinger é advogada e escritora norte-americana de origem venezuelana
Este texto foi publicado em:
www.telesurtv.net/noticias/contexto/1955/usaid-invierte-mas-de-$23-millones-en-propaganda-contra-cuba-por-internet/
Tradução de José Paulo Gascão

Projeto QUINTAS DA VIOLA
03 de junho – Quinta-feira – RENATO CAETANO

Jequitibar - Av. Assis Chateaubriand, 577 - Floresta
Sempre às 20 horas - Ingresso: R$10,00

Informações: 3271.6522 - 8893.7806 - 8474-2050

RENATO CAETANO
A mistura de estilos é o que pretende o violeiro Renato Caetano. Em contato com a música desde 9 anos de idade quando aprendeu a tocar violão com seu tio, e descendente de família com tradições caipiras, durante seu aprendizado musical, conheceu vários estilos, dentre eles regional, popular, rock, jazz, blues, vindo a se tornar um guitarrista de rock e blues, apesar de sempre acompanhar a tradição caipira familiar, perpetuada por seu pai.
Em 1998 conheceu a viola caipira, instrumento que viria a marcar de forma definitiva sua carreira musical, fazendo pulsar a tradição familiar. Sua carreira de violeiro se iniciou em 1999, com o Trio Verso e Viola, onde teve a honra de tocar com Pena Branca e Xavantinho. Participou, como ator e violeiro, do Grupo de contação de histórias Conta e Encanta, de 2000 a 2002. Foi regente da Orquestra Mineira de Violas, de 2002 a 2005, com várias apresentações, dentre elas 2 no Grande Teatro do Palácio das Artes: no aniversário da Rádio Inconfidência e como convidados de Sérgio Reis quando do seu show de aniversário realizado naquela casa. Em 2005 foi diretor musical e arranjador do primeiro CD da orquestra, chamado Concerto Caipira. Participou do Grupo Viola Urbana, com quem se apresentou no Grande Teatro do Palácio das Artes em julho de 2007 e gravou 2 faixas do CD Violando Fronteiras no mesmo ano.
Renato Caetano fez algumas apresentações em Portugal, terra-mãe da viola caipira, na cidade de Lisboa, e em uma delas foi aplaudido pelo Embaixador do Brasil em Portugal.
Renato é membro do Grupo Novos Violeiros e participante do projeto Causos e Violas das Gerais, do SESC-MG, que percorre Minas Gerais há sete anos. O seu CD solo, QUE VIOLA É ESSA?, retrata as influências do blues, rock, rock rural e de grandes violeiros do Brasil. IMPERDÍVEL!

Próximo Show do projeto:
Dia 10 de junho – YASSIR CHEDIAK
O Juvenal Violeiro da novela Paraíso, da Rede Globo

Em defesa do Código Florestal


Próxima terça-feira dia 1 de junho nossas florestas irão sofrer um ataque perigoso – deputados da “bancada ruralista” irão introduzir uma proposta para destruir o nosso Código Florestal, tentando reduzir dramaticamente as áreas protegidas, incentivando o desmatamento e crimes ambientais.
O que é mais revoltante, é que os responsáveis por revisar essa importante lei são justamente os ruralistas, representantes do grande agronegócio. É como deixar a raposa cuidando do galinheiro!
Há um verdadeiro risco da Câmara aprovar a proposta ruralista – mas existem também alguns deputados que defendem o Código e outros estão indecisos. Nos próximos dias, uma mobilização massiva contra tentativas de alterar o Código, pode ganhar o apoio dos indecisos.
Vamos deixar claro para os nossos deputados que nós brasileiros estamos comprometidos com a proteção dos nossos recursos naturais – clique abaixo para assinar a petição em defesa do Código Florestal e depois encaminhe esta mensagem par os seus amigos:
http://www.avaaz.org/po/salve_codigo_florestal/?vl
Enquanto o mundo todo está discutindo como preservar nossas florestas para futuras gerações, um grupo de deputados está fazendo exatamente o contrário: estão tentando entregar as nossas florestas para os responsáveis pela devastação e desmatamento do Centro-Oeste e da Amazônia.
As alterações servem apenas para os latifúndios se expandirem mais, se houvesse uma revisão no Código, deveria ser para fortalecer proteções ao meio ambiente e apoiar pequenos produtores, e não para enriquecer o agronegócio.
As propostas absurdas incluem:Reduzir a Reserva Legal na Amazônia de 80% para 50%Reduzir as Áreas de Preservação Permanente como margens de rios e lagoas, encostas e topos de morro:Anistia aos crimes ambientais, sem tornar o reflorestamento da área uma obrigaçãoTransferir a legislação ambiental para o nível estatal, removendo o controle federalEssa não é uma escolha entre ambientalismo e desenvolvimento, um estudo recente mostra que o Brasil ainda tem 100 milhões de hectares de terra disponíveis para a agricultura, sem ter que desmatar um único hectare da Amazônia.
A proteção das floretas e comunidades rurais depende do Código Florestal, assim como a prevenção das mudanças climáticas e a luta contra a desigualdade do campo. Assine a petição para salvar o Código Florestal e depois divulgue!
http://www.avaaz.org/po/salve_codigo_florestal/?vl

quinta-feira, 27 de maio de 2010

QUINHO


(O vice-presidente José Alencar, visto por Quinho)

Coreia do Sul ameaça a Coreia do Norte


O porta-voz do Ministério da Unificação sul-coreano, Chun Hae-sung, confirmou hoje que a Coréia do Sul vai avançar as medidas punitivas contra a RPDC, apesar das ameaças feitas nas últimas horas por Pyongyang.
Segundo Chun, Seul anunciou na segunda-feira uma série de medidas contra Pyongyang por causa do naufrágio do navio "Cheonan" e solicitou sanções aos responsáveis norte-coreanos.

A RPDC não aceitou as exigências e decidiu congelar as relações na zona desmilitarizada de Panmunjom e suspender o comércio marítimo entre os dois países.
Segundo Chun, as autoridades norte-coreanas haviam permitido hoje o acesso dos empregados de Keasong, na Coréia do Sul, aos locais de trabalho.

RUPTURA

A República Popular Democrática da Coréia anunciou a ruptura de todas as relações com a Coréia do Sul. “Toda as questões com a Coréia do Sul serão resolvidas em conformidade com as leis da época de guerra”, - declarou terça-feira o Comitê Norte-Coreano de Unificação Pacíica da Pátria. Na véspera o presidente da Coréia do Sul Li Men Bak assinou decreto sobre a cessação do comércio com a República Popular Democrática da Coréia. Além disso os navios deste país estão proibidos de entrar nos portos da Coréia do Sul. As relações entre os dois Estados coreanos agravaram-se quando Seul acusou a República Popular Democrática da Coréia de estar implicada no afundamento da corveta “Tchonan”, no mar Amarelo. A Rússia exortou Seul e Pyongyang a adotar uma atitude comedida.
( Com a Rádio China Internacional, Voz da Rússia e Prensa Latina)

Dificuldades no Residencial França

O problema maior dos moradores do Residencial França é que são colocadas pessoas sem a mínima condição de honrar dignamente como moradores de apartamento. Há pessoas que ainda pensam que estão na favela, que não precisam respeitar ninguém e que ainda cedem chaves dos portões do condomínio para bandidos, além de abrigá-los em suas residências...

Existem até conversas de que tem crianças morando sozinhas.É triste ficarmos esquecidos, sem apoio, sem garantia de condições de segurança e estamos nos virando sozinhos, com constantes confrontos, ameaças...

Gostaríamos muito que os órgãos honrassem o que nos prometeram no pré-morar, no qual fizeram alertas que mais pareciam ameaças de ficar sem direitos se não aceitassem o apartamento, como se estivessem obrigando as pessoas a irem para apartamentos para que as favelas fossem demolidas e aparecer nas propagandas políticas da prefeitura e do governo, que está tudo bonitinho, lindo, ruas pavimentadas, perfeitinho... mas quem está morando nos apartamentos... só decepção.

Exitem pessoas que só dormem sob efeito de medicamentos, anti-depressivos, calmantes e estão arrependidas de terem ido para lá.

O uso de drogas nos corredores, quadras, canteiros escuros, são constantes.Uma total desorganização.

Já não estamos aguentando mais e não sabemos a quem recorrer. Daqui a pouco, as pessoas vão vender seus apartamentos e sumirem de lá, sem documentação mesmo.

Sem contar o estacionamento, aberto, desprotegido, sem segurança. Meu veículo foi todo arranhado e não podemos fechar as vagas já que são coletivas.

Se colocaram moradores, deveriam ter uma vaga para cada apartamento e não como foi feito.

Já estou reunindo alguns proprietários de veículos para tomarmos uma atitude e fecharmos as vagas de quem possui os carros e todos estão sendo lesados em seus veículos que são arranhados, retrovisores são quebrados, madeiras são enfiandas nas frestas das portas, rodas...

BOMBA

(La Coste/Telesur/Divulgação)

O mais novo candidato a governador


Será do Partido Comunista Brasileiro o mais novo candidato a governador de Minas Gerais. Seu nome será levado à convenção do PCB juntamente com candidatos a deputados estadual e federal. A chapa do Partidão contemplou os mais jovens, que militam na União da Juventude Comunista, e também a Velha Guarda do PCB que tem tido reuniões semanais e participado de inúmeros atos como a ida a Brasília, na caravana dos aposentados, para arrancar o reajuste de 7,7% e o fim do Fator Previdenciário; participado do Fórum Mineiro em Defesa do Programa Nacional de Direitos Humanos, PNDH-3, além de outros eventos, junto com demais forças da Sociedade Civil.Na chapa também estão contemplados representantes da Zona da Mata (candidato ao Senado) e o Vale do Aço

Crise entre as Coreias


A China chamou hoje novamente todas as partes implicadas a tratar de forma adequada as questões relacionadas com o afundamento de um navio sul-coreano, ao reiterar que isso pode contribuir para a paz e estabilidade na península.
Sempre afirmamos que o diálogo é melhor que a confrontação, e a distensão, melhor que a tensão, disse à imprensa o porta-voz da chancelaria Ma Zhaoxu.
Ma Zhaoxu acrescentou que este país sempre demonstrou seu compromisso com a paz e estabilidade no nordeste da Ásia e da Península Coreana, bem como com a promoção das conversas a seis partes e da desnuclearização desse último território.
A China espera que todas as partes relevantes envolvidas na disputa sobre o caso do Cheonan mantenham a calma e se contenham para evitar um aumento das tensões, afirmou o porta-voz.
A situação na península ficou tensa depois que Seul responsabilizou Pyongyang pelo afundamento do barco no dia 26 de março, acusação recusada pela outra parte, que pediu para enviar inspetores para verificar a suposta prova material de seu envolvimento no incidente. (Com a Prensa Latina)

Sonho e realidade na América do Sul

Antonio José Ferreira Simões


UMA DÉCADA se passou desde que o Brasil tomou a iniciativa de convocar, em Brasília, a 1ª Reunião de Presidentes da América do Sul, realizada no ano 2000. Quase oito anos depois, em maio de 2008, o presidente Lula recebeu os chefes de Estado da região para a assinatura do tratado que fundou a União Sul-Americana de Nações (Unasul).
Para quem hoje observa a intensidade da agenda regional, é difícil imaginar que, até há pouco, os líderes do continente jamais tivessem se reunido. Dez anos atrás, a articulação da América do Sul não passava de um sonho. Hoje, é uma realidade concreta.
As estatísticas comprovam o sucesso da integração sul-americana. Desde o ano 2000, o comércio total do Brasil com a região passou de US$ 22 bilhões para US$ 63 bilhões. Em 2002, nossas exportações para os vizinhos somaram US$ 7,5 bilhões.
Em 2008, alcançaram 38,4 bilhões: um aumento de 412%. Em 2009, o índice de bens industrializados nas exportações brasileiras para a região alcançou cerca de 90% -vendemos, na nossa vizinhança, bens de alto valor agregado. Essas mercadorias geram renda e empregos com carteira assinada para milhões de brasileiros.
A presença das empresas brasileiras na América do Sul é crescente e tem transformado a infraestrutura de países vizinhos, com a construção de estradas, aeroportos, hidrelétricas, petroquímicas. Para apoiar esse esforço, o Brasil financia parte dos projetos, sobretudo por meio do BNDES.
O total de financiamentos em 2009 chegou a US$ 8 bilhões para a América do Sul. Cerca de US$ 3,1 bilhões referem-se a projetos em execução ou já concluídos, e outros US$ 4,9 bilhões, a projetos já aprovados.
São obras que ajudam a economia brasileira e contribuem para o desenvolvimento dos países da região. Os investimentos diretos das empresas brasileiras também têm crescido.
Na Argentina, por exemplo, o estoque total é estimado em US$ 8 bilhões. A América do Sul é o espaço primordial para a transnacionalização das empresas brasileiras.
Nem ingenuidade nem ideologia explicam a vertente sul-americana da política externa brasileira. Por ser o Brasil a maior e mais diversificada economia da região, é inevitável que o país exerça o papel de propulsor da integração. Solidariedade não é sinônimo de ingenuidade.
Porque queremos abrir mercados na América do Sul, interessa-nos que nossos vizinhos também sejam cada dia mais prósperos.
O Brasil deseja que a prosperidade e a justiça social se espalhem pela América do Sul. A política solidária não é incompatível com a busca de nossos legítimos interesses.
Um Brasil que contribui para a prosperidade continental reforça suas credenciais como fator de estabilidade e progresso no mundo. Junto com isso, avançam a democracia e um sistema econômico aberto.
Será preciso, porém, reforçar a consciência de nossos interesses comuns de longo prazo. Se franceses e alemães tivessem optado, no final da 2ª Guerra Mundial, pelos ganhos de curto prazo, perdendo-se na mesquinhez da contabilidade das reparações e no exercício das recriminações, teria sido possível construir o edifício que é hoje a União Europeia?
A política externa brasileira para a América do Sul não se pauta apenas por uma visão pragmática de viabilização de negócios e investimentos mas também está imbuída de uma visão política, estratégica, social e cultural de longo prazo.
Aqui, idealismo e realismo se combinam: o primeiro nos inspira a buscar um futuro melhor; o segundo nos estimula a colocar as mãos à obra.
(*) Antonio José Ferreira Simões é subsecretário-geral da América do Sul, Central e do Caribe do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Foi embaixador do Brasil em Caracas (2008-2010), diretor do Departamento de Energia (2006-2008) e secretário de Planejamento Diplomático (2005-2006) do MRE.
(Ilustração: Google)

Contra a agressão a Cuba


A Associação Cultural José Martí - MG convida para o ENCONTRO DOS AMIGOS DE CUBA CONTRA AGRESSÃO MIDIÁTICA a realizar-se no dia
28 de maio- sexta-feira, às 19:30 horas na Casa do Jornalista ,à Av.Álvares Cabral,400.
EXPOSIÇÃO E DEBATE
Imprensa Internacional X Revolução CubanaAnálise da recente ofensiva midiática contra CubaExpositores:Jornalista Beto Almeida - TELESUR

Jornalista Luis Carlos Bernardes - TV Bandeirantes

• 50 anos de Luta, Solidariedade e Integração com os Povos:

História do Instituto Cubano de Amizade com os Povos - ICAPExpositor:Juan Carlos Machado Barrios - ICAP

• Direitos Humanos - Os cinco heróis cubanos presos injustamente nos EUAApresentação de vídeoExpositor:José Vieira - ACJM-MG

• Informações sobre a XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba em Porto Alegre-RS nos dias 4, 5 e 6 de junho ( Corpus Christi )Expositora:Miriam Gontijo - ACJM-MG
http://associaojosemartimg.blogspot.com/2010/04/encontro-dos-amigos-de-cuba-contra.html?zx=f9400677c7aba7c2

CAMPEÃO DE BUROCRACIA

Carlos Lúcio Gontijo

O Brasil tem consciência da burocracia excessiva em que se encontra alicerçada a sua prestação de serviços públicos, marcada pela cultura cartorial. Economistas e empresários apontam a burocracia como uma das razões de o governo não conseguir atrair, para a legalidade, os empreendedores informais, que têm verdadeiro pavor da papelada e da carga tributária conservada nas alturas para a sustentação da máquina administrativa pública que, por sua vez, se mantém cara e perdulária.
Toda a população brasileira reclama tanto da carga tributária de primeiro mundo quanto da prestação de serviços de país subdesenvolvido, gerando uma contradição que coloca em discussão e em xeque o trabalho dos congressistas brasileiros, que continua sem produzir os insumos necessários para o Brasil beneficiar a coletividade como um todo, sanando problemas sociais e econômicos responsáveis pela pobreza de parte significativa de sua gente.
Relatório Internacional de Empresas (IBR) divulgado pela Grant Thornton International alça o Brasil à triste condição de ser a nação detentora da maior carga de burocracia do mundo. Dessa forma, o mar de burocracia em que se encontram mergulhadas praticamente todas as atividades socioeconômicas brasileiras não é uma percepção apenas dos que aqui nasceram e vivem, mas de toda a comunidade internacional, que ampliou os negócios com o Brasil depois da globalização econômica, tornando os países muito mais interdependentes.
O Brasil obteve 60% dos votos, aparecendo como líder incontestável no ranking relativo ao excesso de burocracia e regulamentos, que são apontados como a maior fonte de frustração e resultados insuficientes pelas empresas pesquisadas mundo afora. Em seguida, vêm Rússia (59%), Polônia (55%) e Grécia (52%), que sofrem da mesma síndrome da burocracia excessiva.
Compete aos governantes brasileiros, em todas as esferas, debruçar sobre o problema da burocracia e tentar impedir que a carga burocrática, combinada com a carga tributária, iniba o desempenho da economia nacional que começa a ver, neste momento, muitas luzes promissoras no fim do túnel das seguidas décadas perdidas, período em que o país pouco ou nada cresceu, provocando forte onda de desemprego e os salários baixos que ainda dificultam a constituição de mercado consumidor capaz de tornar os meios de produção nacionais ainda mais independentes da exportação de mercadorias e assim dar à economia brasileira maior capacidade de enfrentar crises provenientes de fatores exteriores, como se verificou no caso das insolvências do mercado imobiliário e dos bancos norte-americanos.
Se mais consistente e pujante fosse o poder de consumo da classe trabalhadora brasileira, indicam-nos dados e levantamentos de institutos econômicos bem conceituados que nem os efeitos colaterais da “marolinha” – no linguajar do presidente Lula – nos teriam atingido no ano de 2009.
Carlos Lúcio Gontijo
Poeta, escritor e jornalista
Membro da ALB-MARIANA, AVSPE e ACADSAL
http://www.carlosluciogontijo.jor.br/
(IIustração: Quinho/Divulgação)

terça-feira, 25 de maio de 2010

Imperdível: Bill Morélix


Olá amigo(a), tudo bem?

Queremos lhe convidar para assistir a uma PALESTRA MOTIVACIONAL, COM MÁGICAS, apresentando os temas: ATITUDES TRANSFORMADORAS e FIDELIZAÇÃO MÁGICA DE CLIENTES.

A Palestra será realizada no dia 07/06/2010 (segunda feira) às 19h30, no Teatro da Maçonaria, em Santa Efigênia, BH.

A duração prevista é de 90 min.
O endereço do Teatro é:Av Brasil, 478, Sta Efigênia - BH

Igreja cede às pressões





Jorge Américo, Radioagência NP
Conhecido na região do Planalto, em Belo Horizonte (MG), pelo apoio aos movimentos que lutam por reforma agrária, o Frei Gilvander Luis Moreira assumirá a Reitoria de um seminário carmelita e deixará de ser Pároco da Igreja do Carmo. A transferência deverá ser oficializada na próxima semana.
Segundo o Frei, seu afastamento está relacionado às criticas feitas por ele contra a mineradora MDR, comandada pela Vale.
O frei também revela que seu afastamento é resultado do enfrentamento às multinacionais.
Segundo informa, essa postura teve início em 1984, quando ele iniciou uma campanha para a construção de cisternas na região do semi-árido brasileiro.
As ações se intensificaram em 2008, quando assumiu a direção paroquial.“Assumimos a proposta concreta de lutar pela preservação dos mananciais de Capão Xavier e da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Aí, tivemos que entrar duro numa luta contra a mineradora MDR, que atualmente pertence a Vale.
A partir daí, surgiram perseguições e ameaças de morte. Incomodamos muita gente entre os poderosos.”Segundo Frei Gilvander, a Paróquia enfrentou problemas financeiros porque muitos deixaram de contribuir com o dízimo, devido à sua aproximação com os movimentos sociais.
“Começamos a perceber que pessoas de classe média alta e empresários que participam da Paróquia foram gradativamente demonstrando um descontentamento em relação a nossa postura em defesa dos pobres como sujeitos e protagonistas de suas lutas. Foi então que recebemos a notícia de que o Arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira, havia enviado uma carta ao Vaticano, exigindo mudanças na Paróquia.”De acordo com Frei Gilvander, caso seja confirmada a decisão do Conselho Provincial, a transferência se dará no dia 31 de maio. (Brasil De Fato)

Torneio internacional de pesca


HAVANA. — O 60º Torneio Internacional da Pesca da Agulha, Ernest Hemingway foi inaugurado na noite de 24 de maio na capital, dedicado ao 50º aniversário do primeiro encontro de Fidel Castro e do célebre escritor estadunidense.
Com sede na Marina Hemingway, o programa do evento inclui a inauguração de uma tarja comemorativa pela ocasião em que coincidiram na competição o líder da Revolução cubana e o famoso Prêmio Nobel de Literatura.
Também haverá um encontro de jornalismo esportivo, projeções de imagens da vida em Cuba do autor de O velho e o mar e a emissão de um selo postal pelos 60 anos do certame, que aconteceu pela primeira vez em 26 de maio de 1950 e é um dos mais antigos do mundo.
A presente edição reúne mais de 130 pescadores de umas 20 nações como os Estados Unidos, Canadá, Rússia, Holanda, México e França, país que no encontro anterior obteve a Copa Hemingway, outorgada à equipe do Marlin X, por ser tricampeã da competição.
Até o sábado serão desenvolvidas as jornadas de pesca sob a modalidade de tag e release (captura e devolução da peça) para proteger as espécies, onde os participantes aspirarão à maior pontuação por captura de exemplares de bico como os Blue Marlin, White Marlin, Sailfish e Spearfish. (AIN)

Redução da jornada de trabalho


Renato Nucci Junior (*)

A luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais é uma bandeira histórica dos trabalhadores brasileiros. Em 30 de junho de 2009 ela ganhou novo capítulo ao ser aprovada em uma comissão especial da Câmara dos Deputados, por unanimidade, a PEC 231-A de 1995, que propunha a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. A aprovação foi muito comemorada pelo movimento sindical governista, que prometia fazer o diabo para que a emenda fosse encaminhada com urgência para votação.
Faz-se necessário esclarecer, todavia, que a comissão presidida pelo deputado Vicentinho (PT/SP), ex-presidente da CUT, em cuja gestão se fortaleceu no interior da central a concepção de sindicalismo propositivo e cidadão, analisou três PEC’s que versavam sobre o tema da redução da jornada de trabalho. A PEC aprovada pela comissão foi a 231-A, em tese menos agressiva aos interesses dos patrões, rejeitando-se outras duas de conteúdo mais avançado para os trabalhadores.
Uma delas era a PEC 271 de 1995, de autoria do deputado Eduardo Jorge, à época do PT/SP, que propunha a redução da jornada diária de 8 horas para 6 horas e da jornada semanal de 44 horas para 30 horas semanais, à razão de 1 hora semanal a menos a cada ano.
A PEC 271 frisava que essa redução não implicaria em redução salarial. A outra PEC rejeitada foi a 393 de 2001, de autoria do então deputado Inácio Arruda (PC do B/CE), que além de reduzir a jornada para 40 horas a partir de 1º de janeiro de 2002 e para 35 horas a partir de 1º de janeiro de 2004, estabelecia novos percentuais para o adicional de hora-extra, sendo de 100% nos dias de semana e de 200% nos domingos e feriados.
A lógica que orientou a comissão a encaminhar para o plenário da Câmara a PEC 231-A, foi a de que aprovando uma proposta em tese menos agressiva aos interesses patronais, descartando outras duas mais favoráveis aos trabalhadores, a resistência da burguesia seria menor, facilitando sua aprovação pelo Congresso.
Porém, se passou exatamente o contrário. Mesmo com a comissão especial aprovando a PEC 231-A, as organizações patronais reagiram, demonstrando sua intolerância com a aprovação de qualquer direito em favor dos trabalhadores que possa significar uma redução em seus lucros.
Brandiram ameaças de que a redução da jornada para 40 horas aumentaria o desemprego, ao elevar os custos das empresas. Diante da pressão patronal o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP), sem pretender ofender os interesses da classe que representa, mas também premido pelos dirigentes sindicais e de olho nas eleições, apresentou uma saída intermediária.
A jornada não mais seria reduzida para 40 horas semanais, mas sofreria uma redução paulatina, para 43 em 2011 e 42 em 2012. A proposta de Temer não acaba com as horas-extras, tampouco eleva o adicional para a mesma.
As grandes centrais sindicais, especialmente CUT e Força Sindical, diante do impasse e da reação patronal, recuaram e desistiram da aprovação integral da PEC 231-A, sinalizando que aceitam negociar a jornada para 42 horas semanais proposta por Temer.
As causas mais profundas desse recuo estão no sindicalismo praticado por essas centrais. Este sindicalismo, crismado de propositivo, troca a luta e a organização dos trabalhadores a partir dos locais de trabalho, por um sindicalismo cuja marca é a institucionalização de suas ações.
A pressão organizada dos trabalhadores a partir da base é desviada para o âmbito dos espaços institucionais, para a negociação de migalhas na Câmara dos Deputados, arena de luta onde a classe dominante leva larga vantagem numérica e política, pois se trata de um aparelho de Estado aberto à representação de todas as classes sociais, em especial das diferentes frações da burguesia.
O sindicalismo propositivo, ao se institucionalizar, reproduz entre os trabalhadores uma cultura de passividade política, na qual deixam de serem os protagonistas da sua história para se transformarem em meros espectadores de uma trama cujo desenlace cabe aos profissionais da política.
A institucionalização da luta pela redução da jornada para 40 horas seguiu o mesmo roteiro e acabou por cair nessa esparrela. As grandes centrais e seus porta-vozes na Câmara dos Deputados, especialmente Vicentinho (PT/SP) e Paulinho (PDT/SP), que exibiam disposição em lutar até o fim pela aprovação da redução para 40 horas, recuaram e decidiram apoiar a proposta intermediária feita por Temer.
As causas para esse recuo podem ser explicadas pela ilusão que as grandes centrais e seus porta-vozes nutriram e semearam, em achar que ao aprovar a PEC 231-A na comissão especial, a votação no Congresso seria barbada. No mínimo subestimaram a resistência dos patrões.
O exemplo dessa resistência e da pressão patronal contra a aprovação da redução da jornada para 40 horas, resultou na proposta dita intermediária apresentada por Temer.
As grandes centrais e os seus porta-vozes também foram deixados de mãos abanando pelo governo Lula, cuja governabilidade, ao ser garantida por um arco de aliança com partidos claramente burgueses, especialmente o PMDB, tem como regra não infringir certas condições tacitamente estabelecidas. A principal delas é a de não apoiar projetos favoráveis aos interesses dos trabalhadores.
Até mesmo Dilma Roussef, a candidata petista à presidência apoiada pelas grandes centrais, ao ser perguntada se apoiava a redução da jornada para 40 horas, declarou que, “Eu não posso apoiar nem não apoiar porque não acho que seja uma matéria governamental”.
Diante desse quadro, e sem condições políticas para deslocar o eixo da luta pela redução da jornada para 40 horas para a mobilização de massa, os dirigentes das grandes centrais foram tangidos a topar a proposta de Michel Temer de redução gradual da jornada até o limite de 42 horas e negociá-la no Congresso.
Contudo, é importante lembrar que a proposta de Michel Temer não passa de uma... proposta. Seu objetivo seria o de criar as condições para uma negociação capaz de produzir uma proposta de consenso a ser levada à votação na Câmara. Porém, isso não significa que ela será aceita pelos patrões.
Declarações de dirigentes de entidades patronais indicam que os capitalistas não aceitam qualquer redução da jornada de trabalho, demonstrando que a atual lógica do capitalismo, pautada pela precarização e conseqüente acentuação dos níveis de exploração dos trabalhadores, não admite a ampliação de direitos.
No limite, os porta-vozes da classe patronal deixaram claro que só aceitam a redução da jornada, se esta vier acompanhada de uma redução concomitante nos salários ou se receberem em contrapartida uma redução na alíquota de contribuição ao INSS. Como a proposta de Temer servirá de base para uma negociação, ela pode ser ainda mais piorada.
Uma das principais bandeiras de luta dos trabalhadores brasileiros, a redução da jornada para 40 horas semanais sem redução dos salários, ao seguir o caminho da institucionalização, chocou-se com uma oposição organizada da classe patronal. Isso obrigou as grandes centrais e o sindicalismo governista a aceitar uma negociação que pode desfigurar e rebaixar a proposta original da PEC 231-A.
Esse fato demonstra que a luta dos trabalhadores para avançar em suas conquistas, mesmo em um regime democrático-burguês, não será alcançada nos sinistros corredores do Congresso. Ela não pode estar à mercê de uma institucionalização que torna as conquistas dependentes de uma correlação de forças e de um jogo parlamentar que os trabalhadores não dominam. Tampouco as mobilizações podem ficar presas a uma lógica na qual elas não são o fator principal, mas servem de mero arrimo ao jogo institucional. As conquistas dos trabalhadores serão sempre fruto de sua luta e organização.

Campinas, maio de 2010.
(*) Renato Nucci Junior é membro do Comitê Central do PCB.

segunda-feira, 24 de maio de 2010



QUEM "CONTROLA" A MÍDIA?
Venício Lima (*)
Você já ouviu falar em Alexander Lebedev, Alexander Pugachev, Rupert Murdoch, Carlos Slim ou Nuno Rocha dos Santos Vasconcelos? Talvez não, mas eles já “controlam” boa parte da informação e do entretenimento que circulam no planeta e, muito provavelmente, chegam diariamente até você, leitor(a).
Enquanto na América Latina, inclusive no Brasil, a grande mídia continua a “fazer de conta” que as ameaças à liberdade de expressão partem exclusivamente do Estado, em nível global, confirma-se a tendência de concentração da propriedade e controle da mídia por uns poucos megaempresários.
Na verdade, uma das consequências da crise internacional que atinge, sobretudo, a mídia impressa, tem sido a compra de títulos tradicionais por investidores – russos, árabes, australianos, latino-americanos, portugueses – cujo compromisso maior é exclusivamente o sucesso de seus negócios. Aparentemente, não há espaço para o interesse público.
Na Europa e nos Estados Unidos
Já aconteceu com os britânicos The Independent e The Evening Standard e com o France-Soir na França. Na Itália, rola uma briga de gigantes no mercado de televisão envolvendo o primeiro ministro e proprietário de mídia Silvio Berlusconi (Mediaset) e o australiano naturalizado americano Ropert Murdoch (Sky Itália).
O mesmo acontece no leste europeu. Na Polônia, tanto o Fakt (o diário de maior tiragem), quanto o Polska (300 mil xemplares/dia) são controlados por grupos alemães.Nos Estados Unidos, a News Corporation de Murdoch avança a passos largos: depois do New York Post, o principal tablóide do país, veio a Fox News, canal de notícias 24h na TV a cabo; o tradicionalíssimo The Wall Street Journal; o estúdio Fox Films e a editora Harper Collins. E o mexicano Carlos Slim é um dos novos acionistas do The New York Times.
E no Brasil?Você já ouviu falar em Alexander Lebedev, AlexanderPugachev, Rupert Murdoch, Carlos Slim ou Nuno Rocha dos Santos Vasconcelos? Talvez não, mas eles já “controlam” boa parte da informação e do entretenimento que circulam no planeta e, muito provavelmente, chegam diariamente até você, leitor(a).Entre nós, anunciou-se recentemente que o Ongoing Media Group – apesar do nome, um grupo português – que edita o Brasil Econômico desde outubro, comprou o grupo O Dia, incluindo o Meia Hora e o jornal esportivo Campeão. O Ongoing detém 20% do grupo Impressa (português), é acionista da Portugal Telecom e controla o maior operador de TV a cabo de Portugal, o Zon Multimídia.
Aqui sempre tivemos concentração no controle da mídia, até porque , ao contrário do que acontece no resto do mundo, nunca houve preocupação do nosso legislador com a propriedade cruzada dos meios.
Historicamente são poucos os grupos que controlam os principais veículos de comunicação, sejam eles impressos ou concessões do serviço público de radio etelevisão.
Além disso, ainda padecemos do mal histórico do coronelismo eletrônico que vincula a mídia às oligarquias políticas regionais e locais desde pelo menos a metade do século passado.
Desde que a Emenda Constitucional n. 36, de 2002, permitiu aparticipação de capital estrangeiro nas empresas brasileiras de mídia, investidores globais no campo do informação e do entretenimento, atuam aqui.
Considerada a convergência tecnológica, pode-se afirmar que eles, na verdade, chegaram antes, isto é, desde a privatização das telecomunicações.Apesar da dificuldade de se obter informações confiáveis nesse setor, são conhecidas as ligações do Grupo Abril com a sul-africana Naspers; da NET/Globo com a Telmex (do grupo controlado por Carlos Slim) e da Globo com a News Corporation/Sky.
Tudo indica, portanto, que, aos nossos problemas históricos, se acrescenta mais um, este contemporâneo.Quem ameaça a liberdade de expressão?
Diante dessa tendência, aparentemente mundial, de onde partiria a verdadeira ameaça à liberdade de expressão?Em matéria sobre o assunto publicada na revista Carta Capital n. 591 o conhecido professor da New York University, Crispin Miller, afirma em relação ao que vem ocorrendo nos Estados Unidos:“O grande perigo para a democracia norte-americana não é a virtual morte dos jornais diários. É a concentração de donos da mídia no país.
Ironicamente, há 15 anos, se dizia que era prematuro falar em uma crise cívica, com os conglomerados exercendo poder de censura sobre a imensidão de notícias disponíveis no mundo pós-internet (...)”.
Todas estas questões deveriam servir de contrapeso para equilibrar a pauta imposta pela grande mídia brasileira em torno das “ameaças” a liberdade de expressão. Afinal, diante das tendências mundiais, quem, de fato, “controla” a mídia e representa perigo para as liberdadesdemocráticas?
Seja com finalidade de lazer, participação em eventos políticos, acadêmicos ou de negócios visitem a Venezuela bolivariana e Cuba socialista. São dois países de vanguarda na América Latina, onde a natureza os dotou de belezas naturais sem similitude no mundo e cujo povo educado e solícito os espera para que tenham uma alegre e feliz estadia.
Para outras informações consultem a VENEBRASIL TURISMO, seu facilitador de turismo para Venezuela e Cuba: http://venebrasil.com/index.php/home - ou ligue para
00 58 0416 930-0970 ; ou 00 58 424 283-0050 ; ou 00 58 416 720-0468
(*) Pesquisador sênior do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da Universidade de Brasília - UnB

Solidariedade a Cuba


Os participantes do XIX Seminário Comunista Internacional sobre as conseqüências da crise, e a intervenção dos Partidos Comunistas, realizada em Bruxelas, Bélgica, entre 14 e 16 de maio de 2010,expressamos a nossa solidariedade e apoio a Cuba em sua luta contra o bloqueio genocida imposto pelo governo dos Estados Unidos que tenta matar pela fome e pela doença o povo cubano em sua tentativa de destruir a Revolução.
O bloqueio é um polvo com tentáculos extraterritoriais (lei Helms-Burton), o que viola o direito internacional, particularmente a Convenção de Genebra, que o qualifica como genocida.
A mais recente condenação do bloqueio pela Assembléia Geral da ONU chegou a um nível sem precedentes: 187 países votaram pela sua retirada imediata e incondicional, no entanto, não só se manteve, mas se intensificou com a administração atual dos EUA, que ignorou as exigências da comunidade internacional e dos crescentes setores em seu país que cada vez mais defendem uma mudança na política dos Estados Unidos para Cuba, baseada no respeito pela soberania e independência da ilha caribenha.
Também expressamos nossa solidariedade com o povo e o governo de Cuba, que em meio da batalha econômica em prol da preservação do seu sistema social socialista, enfrenta uma intensa campanha midiática de descrédito organizada, dirigida e financiada a partir dos centros de poder do imperialismo dos Estados Unidos e da Europa, os quais, sem qualquer moral nesta matéria, arvoram hipocritamente a bandeira dos direitos humanos contra Cuba, um país que demonstrou que a principal moeda é a vida humana, tanto dentro como em muitos países ao redor do mundo, que constantemente oferece sua cooperação e solidariedade internacionalista.
Desta tribuna, mais uma vez reiteramos o nosso apelo para a libertação imediata dos Cinco lutadores antiterroristas cubanos, presos injustamente nos cárceres do império estadunidense desde setembro de 1998.
Exigimos do atual presidente Obama, que tem o poder e o dever de libertá-los em nome dos homens e mulheres de boa vontade ao redor do mundo. Tanto os cinco heróis, como suas famílias, foram vítimas de violações sistemáticas de seus direitos humanos fundamentais, como é o caso de várias recusas de vistos para duas de suas esposas visitá-los na prisão, entre outros.
O Seminário Comunista Internacional de Bruxelas, na sua edição de 2010, exige com firmeza LIBERDADE PARA OS CINCO!