domingo, 30 de setembro de 2012

ONGs denunciam à ONU perseguição da polícia a manifestantes contra Belo Monte

                                                               

Entidades apontam parcialidade e problemas no pedido de prisão preventiva contra 11 participantes de encontro contra Belo Monte. Religiosa de 73 anos, padre de 65, professora de 62, jornalista e pescador estão entre os indiciados

Publicado em 28 de junho de 2012 

REPÓRTER BRASIL – Organizações de defesa de direitos humanos denunciaram nesta quinta-feira, dia 28, à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (CIDH-OEA) e à Organização das Nações Unidas (ONU), criminalização política e perseguição policial decorrente de uma manifestação contra Belo Monte realizada no último dia 16, no Pará. Na ocasião, instalações do Consórcio Construtor responsável pelas obras da usina foram danificadas, o que gerou o indiciamento de 11 militantes e apoiadores da campanha contra a hidrelétrica. Segundo os defensores nenhum dos réus causou qualquer dano ao patrimônio da empresa e o indiciamento é uma clara tentativa de intimidação.

Segundo a polícia, a professora Antonia Melo, de 62 anos, coordenadora do Movimento Xingu Vivo para Sempre, a religiosa Irmã Ignês Wenzel, 73, o padre Alirio Bervian, 65, o pescador Elio Alves, presidente da associação de moradores da Vila Santo Antonio (desapropriada pelos empreendedores da obra), o jornalista Ruy Sposati, assessor de imprensa do Xingu Vivo, o professor Lazaro Verçosa, a professora e sindicalista Mônica Brito, e os missionários Ana Laide Barbosa, José Cleanton Curioso e Nilda Ribeiro, do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) – todos residentes em Altamira -, além do cineasta e documentarista Rafael Salazar, residente em São Paulo, são acusados de dano qualificado, roubo, formação de bando e quadrilha, desobediência e perturbação de trabalho e sossego alheios. Eles tiveram a prisão preventiva pedida à Justiça na última segunda, 25.

Diante do que consideram fortes indícios de parcialidade no inquérito contra os 11 réus do caso, a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) e as ONG Justiça Global e Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente (AINDA) enviaram novas informações sobre violações de direitos humanos à CIDH-OEA, onde já tramita um processo relativo à Belo Monte. Um informe sobre o caso também foi enviado aos relatores especiais da ONU Frank La Rue (promoção e proteção da liberdade de opinião e expressão), Maina Kiai (liberdade de assembléia e associação), Margaret Sekaggya (defensores de direitos humanos), e ao Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre prisões arbitrárias.

De acordo com as entidades, o presente inquérito e pedido de prisão preventiva “é um claro caso de criminalização política”. Entre os elementos utilizados como base das denúncias estão a negativa de acesso da defesa aos autos do inquérito, a imputação de atos a pessoas que não se encontravam no local do ocorrido, o pedido de prisão de cidadãos que têm domicilio fixo e claramente não oferecem perigo à segurança pública – em especial os dois religiosos e a coordenadora do Movimento Xingu Vivo, todos com idade acima de 60 anos e reconhecida atuação social na região –, a tentativa de tolher e criminalizar a atividade jornalística e de documentação de dois conhecidos profissionais da área, e sobretudo o histórico de perseguição dos membros do Movimento Xingu Vivo, alvos de seguidos interditos proibitórios (criminalização antecipada).

“Esperamos uma pronta resposta da CIDH e da ONU sobre esta tentativa clara de criminalizar os defensores de direitos humanos e do meio ambiente, que trabalham para proteger as comunidades afetadas por Belo Monte” afirma Joelson Cavalcante, advogado da AIDA.

O protesto

No dia 16 de junho, alguns participantes do encontro Xingu+23, organizado pelo Movimento Xingu Vivo para Sempre como protesto contra Belo Monte no marco da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio +20, entraram em uma área administrativa da empresa e depredaram instalações e equipamentos. 

Segundo a assessoria do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), além dos escritórios, foram destruídos inúmeros computadores, laptops, cadeiras, aparelhos de ar condicionado e documentos, gerando um prejuízo de cerca de R$ 500 mil. Ainda segundo a assessoria do CCBM, a empresa denunciou a participação de indígenas e não indígenas na ação, mas a polícia considerou que os primeiros foram “inocentes úteis e massa de manobra”, explica o delegado Vanildo Oliveira, da Divisão de Investigação de Operações Especiais da Polícia Civil, que indiciou apenas pessoas ligadas aos movimentos sociais locais.

Além dos delitos listados, os réus estão sendo responsabilizados também pela articulação da invasão, afirma o delegado Oliveira. Chamados a depor esta semana, os acusados, que optaram por manifestar-se apenas em juízo – o delegado impediu o acesso da defesa à totalidade dos autos do processo, segundo os advogados -, negam as acusações e afirmam que nenhuma pessoa da lista cometeu qualquer ato danoso a posses da empresa nem organizou qualquer ato de depredação. “Parte dos acusados nem sequer participou do encontro, e todas as supostas provas documentais, como fotos e imagens de vídeo com registros da ação, que a polícia afirma possuir, quando tornadas públicas apenas reforçarão o absurdo das acusações. Além do mais, a polícia está sendo parcial, não há confiança dos acusados de que não sofrerão um processo inquisitório sumário”, explica Sergio Martins, advogado da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), que assumiu a defesa dos réus. 

No início da semana, a defesa impetrou um Habeas Corpus preventivo contra o pedido de prisão dos acusados, negado posteriormente pela Justiça estadual. No documento, os advogados afirmam que “as Polícias do Estado, Civil e Militar em Altamira, estão sendo patrocinadas e financiadas pelas Empresas que estão construindo Belo Monte (…). Ora, isso retira toda a legitimidade de confiança que os pacientes poderiam ter em uma investigação imparcial. Para isso basta ver as Viaturas da Polícia Militar e Civil que circulam pela Cidade com emblemas da Norte Energia. O que parece é toda a polícia, como o Delgado aqui apontado como coator, não está livre de pressão da cúpula do sistema de segurança pública estadual e federal que celebraram os acordos de cooperação com a Norte Energia”.

Ação espontânea 

O encontro Xingu +23, que aconteceu de 13 a 16 de junho e, segundo seus organizadores, reuniu cerca de 300 atingidos por Belo Monte, movimentos sociais, indígenas da região das bacias dos rios Teles Pires e Tapajós, e ativistas de vários estados e países, teve como objetivo denunciar nacional e internacionalmente os problemas causados pela construção da hidrelétrica às populações da região e ao meio ambiente, explica Antônia Melo, dirigente do Movimento Xingu Vivo para Sempre.

“No primeiro dia fizemos uma assembléia para recolher denúncias dos atingidos, e no dia seguinte os manifestantes ocuparam uma das ensecadeiras [barragem provisória de terra] onde abriram uma vala para permitir a passagem e libertar o Xingu”, explica Antônia Melo. Também foram plantadas 500 mudas de açaí na entrada da barragem para “recompor a área de preservação permanente desmatada pela Norte Energia”, e foi criado um “banner humano” com todos os participantes do protesto formando as frase “pare Belo Monte”, registrado por fotógrafos e cinegrafista em um sobrevoo da área.
Já no dia 16, segundo os organizadores do encontro os participantes decidiram fazer uma marcha pela rodovia Transamazônica até o canteiro de obras, a cerca de 50 metros do acampamento. “O Xingu +23 foi realizado em uma comunidade que fica bem na frente do canteiro de Belo Monte, onde a maior parte dos moradores já foi despejada. Só sobraram as ruínas das casas. A ensecadeira que barrou o rio, o rio meio podre, os desmatamentos, as denúncias de vidas destruídas, isso chocou muito os participantes. Todos os dias eles também ouviam os estrondos das detonações [da dinamite usada na obra], e o pessoal resolveu que queria falar com a Norte Energia para tirar satisfação”, explica a missionária do Cimi, Ana Laide Barbosa.

Quando o grupo chegou ao pátio central do canteiro, “todo mundo fez uma roda, os indígenas fizeram várias falas e o Padre Alirio, que atua na comunidade do Assurini, uma das regiões impactadas pela usina, discursou sobre a violação de direitos humanos e os estragos ambientais de Belo Monte. Depois abençoou os participantes do encontro e os operários que estavam assistindo, e voltou para o acampamento. Foi uma manifestação totalmente pacífica, em nenhum momento os funcionários da empresa tentaram impedir a entrada de ninguém, e muitos filmaram e fotografaram o ato”, conta Ana Laide.

De acordo com relatos de participantes do evento, quando os manifestantes estavam indo almoçar no acampamento, parte do grupo se encaminhou de forma espontânea para outra instalação da empresa, onde ocorreu a ação que acabou em depredação de instalações do prédio administrativo do CCBM. “Não houve premeditação, não houve planejamento, foi um ato de revolta puro e simples, diante de tanta destruição e violência cometida contra os povos do Xingu”, explica a missionária. (Com o Movimento Xingu Vivo para Sempre)

Uma observação de um querido amigo jornalista


                                           

Chico Xavier

O maior brasileiro de todos os tempos

VAMOS VOTAR

Pronto, finalmente chegou a votação FINAL do concurso promovido pelo SBT, que elege o maior brasileiro de todos os tempos. Entre centenas de nomes que foram votados, o nosso Chico Xavier está entre os três finalistas, o que já é uma vitória para a divulgação do Espiritismo, o que já está bom demais. Se o Chico ficar em terceiro lugar, já estará ótimo, já será uma vitória para nós.

Todavia não há nada que esteja bom que não pode ser melhorado. Nós podemos participar agora, pra valer, votando para que ele seja o primeiro, e temos condições para isto. Ele disputa com Santos Dumont e com a Princeza Isabel.

Chico sendo eleito "o maior brasileiro de todos os tempos" representa uma divulgação enorme para o Espiritismo, já que este concurso aqui no Brasil faz parte de um projeto internacional. Muita gente passará a ter algum interesse e procurar saber bem o que é o Espiritismo, dada a importância do povo brasileiro eleger um nome espírita para tal título.

Alguns arautos da humildade de fachada, do nosso meio espírita, costumam alegar que o Chico não fazia questão disto e outros vão mais longe em dizer que ele não iria gostar disto.

A primeira argumentação de que ele não iria fazer questão disto é verdadeira, claro, porque ele nunca correu atrás de reconhecimento nenhum, mas isto não quer dizer que nós, que o amamos tanto, não devamos reconhecer o seu legado e somar forças para que ele seja agraciado. Estamos no mundo encarnado, gente.

Quanto a segunda, de que ele não iria gostar, com certeza é uma argumentação fantasiosa, insensata e incoerente, o que coloca o grande médium numa situação de masoquista, mau humorado e insensato. Claro que ele iria gostar, sim, como gostava dos amigos que iam à sua casa bater papo, contar anedotas, brincar, sorrir e até dizer que a peruca dele estava bonita. Chico, em que pese o seu estilo de não se enaltecer e não colocar-se como centro das atenções das mensagens que recebia, jamais foi adepto da hipocrisia.

Portanto, gente, vamos dar a ele mais este valor, que o SBT nos convida.

Divulgue em suas listas de emails e no centro espírita onde você freqüenta. Bote todo mundo na sua casa para votar, vote você até mesmo mais de uma vez, posto que o sistema permite isto (os outros vão fazer e muitos evangélicos não vão se conformar e deixar barato) e participemos pra valer.

A apuração final ocorrerá na próxima quarta-feira, dia 3 de outubro.

Entre no site do SBT e vote em cima do nome dele.


www.sbt.com.br/omaiorbrasileiro


O nosso mineirinho querido merece.

Olha aí a briga entre Marcio Lacerda e Délio Malheiros. No fundo, farinha do mesmo saco. É uma das razões para se votar em Maria, do PSOL...É o que faria no próximo domingo. O vice dela é o Almeida, dirigente comunista da melhor estirpe!

Conselho de Estado da China realiza recepção em homenagem ao 63º aniversário da fundação da República Popular da China

Praça da Paz Celestial ornamentada nas comemorações do Dia Nacional da China.comoração do 63º aniversário da criação da República Popular da China


O Conselho de Estado da China realizou neste sábado à noite, no horário local, no Grande Palácio do Povo em Beijing, uma recepção para celebrar o 63º aniversário da fundação da República Popular da China, com a presença dos líderes do país e do Partido Comunista da China.

O premiê chinês Wen Jiabao apontou, durante o seu discurso, que após a fundação da Nova China, e especialmente depois da data de reforma e abertura, sob a liderança do Partido Comunista da China, o povo chinês tem trabalhado em grande união, alcançando um desenvolvimento fundamental para o país, especialmente com a melhoria da qualidade de vida do povo e a elevação da força complexa e influência internacional do país.

Wen Jiabao assinalou que perante os resultados obtidos a liderança chinesa irá manter-se tranquila. e a China irá continuar a reformar sistematicamente os setores da economia, política, cultura e sociedade, além de persistir a sua política básica de abertura, liberalização e desenvolvimento das forças de produção, promovendo a democracia de caráter socialista e a administração jurídica, salvaguardar a justiça e igualdade social, elevar a qualidade e moral da população, assim como promover a liberdade e o desenvolvimento completo do Homem. E nenhuma dificuldade poderá impedir o avanço da China.

O premiê chinês lembrou que a China persiste na sua diplomacia de forma pacífica e independente, assim como na proteção da integridade do território e soberania. O país asiático vai se esforçar, junto com os povos de diversos países do mundo, a construir um mundo harmonioso de paz permanente e prosperidade comum.

Wen Jiabao salientou que o 18º Congresso Nacional do Partido Comunista da China será realizado em breve, e que é uma reunião de caráter importante. Para isso, irá persistir nos princípios básicos do Partido, e marchar no caminho do socialismo com características chinesas.
Tradução: Xia Ren (Com a Rádio Internacional de China)

ESTADOS UNIDOS: A MÁGICA TERROCRÁTICA

                               
                                                        
Pepe Escobar, Al-Jazeera

http://www.aljazeera.com/indepth/opinion/2012/08/201285133440424621.html

A guerra ao terror inventada pelo governo Bush é como um maná que não para de cair do céu – por vias não exatamente muito misteriosas.

Na mesma semana da Assembleia Geral da ONU – em que competiam discursadores como o presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad e o primeiro-ministro de Israel Bibi Netanyahu – o governo dos EUA tira da lista dos grupos terroristas o grupo anti-Irã, com base no Iraque, conhecido como Mujahideen-e-Khalq (MEK).

Jamal Abdi, diretor de política do Conselho Nacional Americano Iraniano [orig. National Iranian American Council (NIAC)] não precisou de muitas palavras para explicar do que se trata:

“A decisão abre o caminho para que o Congresso aprove envio de dinheiro ao MEK para promover novos ataques terroristas no Irã e tornar muito mais provável a guerra contra o Irã. Além disso, a decisão agride diretamente o movimento pacífico pró-democracia no Irã e destrói alguma boa imagem dos EUA que ainda haja entre os iranianos comuns.” [1]

Segundo o jornal iraniano pró-democracia Kaleme – dirigido pelo Movimento Verde – “não há organização, nem partido, nem culto mais infame que o MEK, na opinião pública da nação iraniana”. Indiscutível. Milhões de iranianos desprezam grupos de fanáticos armados, do tipo MEK, especialmente porque foram aliados de Saddam Hussein durante a guerra Irã-Iraque, de 1980 a 1988.

Durante a guerra, a ideia fixa e obsessiva dos MEK era destruir o Supremo Líder Aiatolá Khomeini. Nunca chegaram nem perto de ter alguma chance, porque não passavam de exército de fanáticos maltrapilhos reunido no Iraque, que lançou ofensiva patética em território do Irã, em 1988.

Depois do cessar-fogo Teerã-Bagdá, negociado pela ONU em 1988, o MEK continuou ativo no Iraque de Saddam durante os anos 1990s – já então dedicado a atacar os curdos iraquianos. Foi quando o governo Clinton incluiu o grupo na lista de “terroristas” – responsável pelo assassinato de cidadãos norte-americanos no Irã, antes da Revolução Islâmica.

Unha e carne com o pessoal do Mossad

Uma das principais razões para a recente ‘promoção’ é que o MEK parece ter concordado em deixar sua base no Iraque em Camp Ashraf[2] e está de mudança para um novo campo construído pelos EUA próximo a Bagdá.

Apesar da catarata de desmentidos e negativas, todos os botequins em todo o Oriente Médio sabem que os terroristas do MEK são treinados – e pagos – por Washington e Telavive, o que inclui treinamento em território dos EUA. 

Porque o MEK e seu autodefinido “setor político” – Conselho Nacional de Resistência do Irã [orig. National Council of Resistance of Iran (NCRI) – são fontes conhecidas (extremamente pouco fidedignas) de informação de inteligência, para os EUA, sobre o programa nuclear iraniano.

Em fevereiro, a rede de televisão NBC News admitiu que “atentados mortais contra cientistas nucleares iranianos” eram executados por membros do MEK, “financiados, treinados e armados pelo serviço secreto de Israel”. Muito previsivelmente, a rede NBC atentamente não investigou qualquer conexão com os EUA.

Também muito previsivelmente, o Congresso dos EUA – cuja popularidade está em níveis muito baixos – irrompeu em manifestações de alegria e felicidade e saudou a decisão do Departamento de Estado, com especial destaque para os suspeitos de sempre como Dana Rohrabacher (Republicano da California), Ileana Ros-Lehtinen (Republicano da Florida e presidente da Comissão de Relações Internacionais da Câmara de Deputados) e Ted Poe (Republicano do Texas). Todos esses saudaram o MEK como “organização democrática”.

Quer dizer... Como se consegue ser promovido, de terrorista, a democrata? Essa é fácil. Basta contratar a melhor equipe de lobbying que o dinheiro possa comprar e investir pesado em “Relações Públicas” eficazes.

No caso dos ex-terroristas e atuais democratas do MEK, foi serviço de três grandes firmas de lobbying de Washington: DLA Piper; Akin Gump Strauss Hauer & Feld; e DiGenova & Toensing. As três embolsaram cerca de 1,5 milhão de dólares, ano passado, para democratizar os MEK a qualquer custo.

Mais uma vez se comprova que esse é o meio certo e provado para enterrar história sangrenta de atentados à bomba e assassinatos que mataram, não só empresários norte-americanos e cientistas iranianos mas, também, milhares de civis iranianos jamais contabilizados.

Nada como o toque cool de um especialista em Relações Públicas – PR, em inglês, por favor, sempre – para reformatar um bando de doidos assassinos e reapresentá-los como leais aliados dos EUA na luta contra o regime de Teerã “do mal”. Deputados, senadores e os proverbiais exércitos de “ex-ministros” e ex-altos funcionários de ex-governos – onipresentes na mídia –, são os puxa-saco e mercenários que se prestam a esse tipo de serviço.  

Como é que a al-Qaeda nunca pensou nisso?!

 O modo ‘terrorcrático’ de governar

O dinheiro do MEK – doações da diáspora iraniana canalizado por uma rede do organizações de fachada na Florida, no Texas, no Colorado e na California – comprou um gordo portfólio bipartidário.

Lá estão todos, do ex-prefeito de New York e eterno relembrador do 11/9 Rudy Giuliani, ao jornalista Carl Bernstein; no mínimo, dois ex-diretores da CIA; o ex-governador da Pennsylvania Ed Rendell; o ex-chefe da OTAN Wesley Clark; o ex-governador do Novo México Bill Richardson; e o ex-chefe do Estado-maior das Forças Armadas dos EUA general Hugh Shelton.

Está provado, por exemplo, que Shelton, o ex-diretor do FBI Louis Freeh e o ex-procurador-geral dos EUA Michael Mukasey (que examinava casos de terrorismo), dentre outros, comprovadamente receberam dinheiro. Os jornais já publicaram o que se pode aceitar como satisfatória lista dos que se uniram ao bando.[3]

Em junho, o ex-candidato Republicano à presidência Newt Gingrich foi a Paris para participar de um evento pro-MEK ao lado da co-líder do ‘movimento’, Maryam Rajavi.

O Departamento do Tesouro iniciou investigação[4] de “contribuições para financiar palestrantes” – algumas contribuições chegam a $40 mil – recolhidas em nome do MEK. Mas nada garante que essa investigação progrida. Em casos que envolviam o Hamás e o Hezbollah, gente foi para a cadeia por oferecer apoio financeiro indireto a essas organizações. Mas, ora... Essas organizações não foram promovidas ao status de “democráticas” nos EUA.

E há o ângulo Clinton, mais estranho a cada minuto.

O MEK foi incluído na lista das organizações terroristas no governo Clinton, porque Bill Clinton tentava seduzir o ex-presidente do Irã Muhammad Khatami. Agora, como secretária de Estado, Hillary Clinton divulgou informação secreta[5] sobre o MEK ao Congresso a qual, certamente, envolve a identidade de cientistas nucleares iranianos.

Assim, de fantoches de Saddam, o MEK finalmente conseguiu ser promovido a fantoches da CIA e do Mossad. Esperem, doravante, a torrente de “funcionários do governo dos EUA que pediram para não ser identificados” de sempre, a repetir que a promoção não implica que o governo dos EUA tenha passado a apoiar oficialmente os doidos do MEK. Teremos mais um caso de “liderar pela retaguarda”.

Desnecessário dizer que a coisa também opera como golpe de “PR” de valor inestimável a favor da ditadura do mulariato em Teerã – que não poupará ninguém, na operação para provar que Washington amasiou-se com grupo de terroristas conhecidos, que até a inteligência dos EUA já admitiu que agiu como facilitador no assassinato à moda Mossad de cientistas iranianos.

Grupos terroristas do mundo, uni-vos. Nada tendes a perder além da proibição de subir no elevador de uma das empresas-ás de PR de Washington. É mais que hora de reposicionarem as respectivas marcas: todos têm idêntico direito ao título de “organizações terrorcráticas”.

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[1] http://www.niacouncil.org/site/News2?page=NewsArticle&id=8597&security=1&news_iv_ctrl=-1

[2] http://campashraf.org/

[3] http://www.huffingtonpost.com/2011/08/08/mek-lobbying_n_913233.html

[4] http://thehill.com/business-a-lobbying/216863-federal-investigation-of-iran-

dissident-group-bypasses-k-street-firms

[5] http://www.aljazeera.com/news/americas/2012/09/201292285758789844.html

Texto: / Postado em 29/09/2012 ás 09:26 (Com a Pátria Latina)


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O drama dos palestinos num Estado forte, o de Israel, que os rejeitam, embora eles sejam a maioria num Estado que deveria servir a todos os filhos de Abrahão

FNP distribui manifesto contra os leilões de petróleo

                                                         

No último dia da Rio Oil & Gas, a Federação Nacional dos Petroleiros,FNP, e a campanha do petróleo mandaram recado à presidenta Dilma, questionando a retomada dos leilões. A seguir, o conteúdo do manifesto, distribuído amplamente.

"Presidenta Dilma,

Ao invés de leiloar o petróleo, vamos leiloar a fome e a miséria dos brasileiros! Que tal oferecer aos países do hemisfério norte, os mesmos que estão interessados no nosso petróleo, bônus para quem contribuir com a erradicação da fome e da miséria no Brasil?

Mas se os “ricos” insistirem e nos ameaçarem até com guerras, como as do Iraque e Afeganistão, ao invés de petróleo podemos vender derivados de petróleo, inclusive produtos petroquímicos, insumo que entra na composição de milhares de outros produtos e que, além de emprego e renda para os brasileiros, gera muito mais lucro que os combustíveis.

Vendendo derivados de petróleo, estaremos vendendo os ovos de ouro. Já vender o óleo é o mesmo que entregar a galinha dos ovos de ouro. Presidenta Dilma, as mesmas forças que agora estão lhe pressionando para retomar os leilões, sempre agiram a favor das privatizações.

A senhora já disse, num momento de felicidade, que o pré-sal é o nosso passaporte para o futuro. Logo, não podemos abrir mão desse passaporte. Não custa lembrar a célebre frase de John Davison Rockefeller, fundador da Standard Oil Company, que um dia se tornaria o homem mais rico do planeta: “O melhor negócio do mundo é uma empresa de petróleo bem administrada e o segundo melhor negócio é uma empresa de petróleo mal administrada” – dizia ele.

A Petrobrás, que os brasileiros reconhecem como uma empresa muito bem administrada, sem petróleo não é nada. O que a Petrobrás está enfrentando é um momento de dificuldade financeira, criada pelo próprio mercado, que a médio e longo prazo será facilmente superada. É a velha política aplicada no mundo dos negócios de “criar dificuldades para vender facilidades”.

A volta dos leilões é uma solução apenas para os Estados Unidos e a Europa. É uma forma de suprir suas necessidades de abastecimento de hidrocarbonetos e de contribuir para que esses países escapem da crise financeira internacional que eles próprios criaram, repassando o ônus dessa crise para nós, brasileiros.

Devemos tratar nosso petróleo de forma estratégica e produzir na medida de nossas necessidades sociais, como prega o ilustre professor e ex-presidente do BNDES, Carlos Lessa. Até porque o Brasil já é auto-suficiente em petróleo.

Propomos, ainda, para atender aos justos reclamos dos ambientalistas, que parte do dinheiro do pré-sal seja investido em pesquisas visando à geração de energias mais limpas como a eólica, solar, hidráulica e a da biomassa e em estudos que objetivem diminuir a presença do hidrocarboneto em nossa matriz energética. Todos temos compromisso com a redução do aquecimento global!

Presidenta Dilma: diminuir as tarifas elétricas foi uma medida de cunho social enorme de seu governo; aumentar o subsídio do gás de cozinha e diminuir o preço do botijão, como cogita seu governo, vai favorecer, principalmente, os brasileiros mais pobres.

O governo Lula e o seu superaram o desafio de equiparar o salário-mínimo pelo menos a cem dólares. Mas, no momento, um dos grandes desafios que se colocam é a questão da mobilidade. Os trabalhadores atualmente gastam mais de metade do salário-mínimo apenas no trajeto emprego-casa. Uma forma de minimizar esse problema seria subsidiar o óleo diesel no transporte de massas.

A composição dos preços dos produtos liquefeitos de petróleo tem que ser revista. Por exemplo: a Petrobrás cobra pela gasolina pouco mais de um real na porta da refinaria. No entanto, essa mesma gasolina é vendida nos postos a, pelo menos, R$ 2,60. Para resolver o problema de caixa da companhia, uma das propostas que nós, petroleiros, estamos sugerindo, é rever a carga tributária dos derivados de petróleo e a margem de lucro dos postos de gasolina. Isso já seria suficiente para melhorar as contas da Petrobrás.

Presidenta Dilma: aumentar os preços dos combustíveis e fazer leilões de petróleo é, como diz o ditado, “Jogar fora o bebê junto com a água na bacia!”. Reflita e reveja a decisão sobre os leilões!"

Fonte: Campanha “O Petróleo Tem que Ser Nosso” e Federação Nacional dos Petroleiros (FNP)

HEBE CAMARGO


                                                                                                                                                   ABr
José Carlos Alexandre


A morte  da apresentadora/cantora Hebe Camargo realmente comoveu os brasileiros.Eu mesmo, no início  da carreira de jornalista profissional, tive a honra de assentar-me em seu sofá.Nos anos 60.

Fui entrevistado para contar a história de como produzi matéria publicada no então Diário da Tarde, vespertino de Belo Horizonte. Na época realmente um vespertino. Tanto que algumas páginas eram fechadas pela manhã, depois de todos os jornais já nas ruas.

A matéria? Foi sobre a mulher, então, a mais velha do Brasil. Curiosidades de um tempo em que não havia internet, redes sociais e coisas do gênero.Aprendi muito sobre produção. Tanto assim que depois produzi, na então TV Itacolomi, um programa  sobre o concurso para a escolha de Miss Indústria (promoção da então coluna sindical que publicava diariamente (novidade também em Minas Gerais) no mesmo vespertino....

O programa, com patrocínio de uma marca de cerveja mineira (Ouro Branco) apresentou o desfile final das concorrentes.

Após o programa em foco, passei dedicar-me ao sindicalismo até ser nomeado chefe de Reportagem, redator, editor de Cidade, editor de Internacional até que o jornal fechou-se, certamente devido um pouco à concorrência da internet e dos jornais de São Paulo e do Rio de Janeiro. Esta entretanto, é outra história, contada em parte pela dissertação de mestrado da jornalista Fátima de Oliveira sobre a coluna do Alô! Alô!

Hebe Camargo portanto, influenciou em minha carreira. como na talvez milhares de jornalistas, artistas, diretores e produtores de cinema e televisão brasileiros.

Milhares protestam pelas ruas de Lisboa


                                                              
Milhares de pessoas se reuniram em protesto  sábado em Lisboa contra a política de austeridade do governo de Pedro Passos Coelho, que prepara novas medidas para cumprir com o plano de ajuste da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).Os manifestantes se reuniram na Praça do Comércio, em pleno coração da capital, para protestar contra "o roubo dos salários e das pensões", atendendo à convocação da Confederação Geral de Trabalhadores de Portugal (CGTP), a principal organização sindical do país, com mais de 700 mil afiliados. A iniciativa da central, que recebeu o apoio do movimento dos Indignados e de um grupo de cidadãos que se proclamam apolíticos, apoiando-se em redes sociais, já mobilizou em 15 de setembro vários milhares de pessoas em cerca de 30 cidades do país.

Na última semana, Passos Coelho voltou atrás em seu propósito de cortar em mais de 7% os salários de todos os trabalhadores com o aumento das contribuições para a Previdência Social. No entanto, depois o primeiro-ministro informou que prepara novos aumentos de impostos para cumprir o objetivo de reduzir o deficit do Estado.

A recessão econômica e o desemprego se agravaram em Portugal nos últimos meses, e o governo tem dificuldades de sanear as contas públicas. O déficit orçamentário do país se elevou em junho a 6,6% do PIB, uma cifra ainda muito longe do objetivo de 5% para a totalidade do ano, conforme Portugal acertou com seus credores internacionais. Para corrigir a tendência de aumento do déficit, o governo estuda controlar ainda mais seus gastos e aumentar os impostos sobre o patrimônio e o capital.

O protesto de hoje foi realizado sem incidentes e, durante a concentração na Praça de Comércio, os manifestantes cantaram "Grândola, Vila Morena", a canção da Revolução do 25 de Abril de 1974 que trouxe a democracia a Portugal. (Com a Folha online/Voz da Rússia/EPA/Divulgação)


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Carinho de mãe

A orangotango Tori carrega seu filho nascido há poucos dias num zoológico na Indonésia (UOL/Divulgação)

DECLARAÇÃO CONJUNTA ELN E FARC SOBRE OS DIÁLOGOS DE PAZ NA COLÔMBIA

                                                                     
                                                 
O Exército de Libertação Nacional (ELN) e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP), inspirados nos mais profundos sentimentos de fraternidade, solidariedade e camaradagem, com otimismo e moral de combate elevada, estreitados em um forte abraço de esperança na mudança revolucionária, nos reunimos para analisar a situação política nacional e internacional, os problemas da guerra e da paz na Colômbia e avançar no processo de unidade que, desde o ano de 2009, forjamos, passo a passo, com o propósito de fazer convergir ideias e ações que nos permitam enfrentar junto ao povo a oligarquia e o imperialismo como elementos que impõem a exploração e a miséria em nossa pátria.

A nossa inflexível determinação é continuar a busca de uma paz que signifique o estabelecimento da verdadeira democracia, a soberania popular, a justiça social e a liberdade para a Colômbia e para o continente.

Realizamos esta reunião no momento em que se desenvolve a mais profunda crise do sistema capitalista mundial, caracterizada por uma desenfreada corrida de guerras de invasão, saques e superexploração dos recursos da natureza, precarização das condições de trabalho que condenam à fome e à morte milhões de seres humanos em um planeta conduzido pela voracidade do imperialismo, rumo ao caos e à destruição.

Em nossa pátria, as calamidades geradas por este sistema de desumana superexploração e exclusão dos mais pobres, aumentaram a desigualdade e aprofundaram a luta de classes em dimensões nunca antes vistas, as quais derivam diretamente da aplicação permanente e descontrolada de políticas neoliberais que favorecem os grandes grupos financeiros e grandes corporações transnacionais, em detrimento das maiorias nacionais.

Dentro do contexto internacional da crise sistêmica do capital, que mostra seus múltiplos rostos da queda financeira, econômica, ambiental, urbanística, energética, militar, política, institucional, moral e cultural, a Colômbia se configura como um país de economia reprimarizada e financeirizada.

Os detentores do poder levaram a essa condição para permitir o saque, que significa a extração descontrolada, o roubo de seus recursos naturais e a especulação financeira. Milhões de compatriotas foram lançados à miseria e à guerra, imposta pelas elites para calar a insatisfação das maiorias diante desta iniquidade.

O governo de Juan Manuel Santos foi instaurado para garantir a continuidade dos planos de desapropriação, imposto pelo imperialismo sobre o povo colombiano. Uma nova espacialidade do capital - acompanhada de ordenamentos legais e disposições militaristas de segurança e defesa presentes na velha Doutrina de Segurança Nacional e no terrorismo de Estado - é imposta em nosso país para blindar os “direitos” do capital, o bem-estar dos ricos à custa dos trabalhadores e do povo mais humilde.

Dentro dessa perspectiva, se define a nova etapa de despojo de terras que hoje se disfarça com o falso nome de restituição. Na prática, os milhões de desalojados e vítimas das sucessivas etapas de espoliação violenta promovidas pelo Estado, agora somadas às novas legiões de camponeses, indígenas e gente simples em geral, têm sua terra arrancada ou negada mediante procedimentos de enganosa legalidade, engrossando ainda mais as cifras de pobreza e de indigência, que colocam a Colômbia na posição de terceiro país mais desigual do mundo.

É este o sentido cruel do investimento de segurança e da prosperidade difundido pelo presidente Juan Manuel Santos, enquanto permanece encarcerando, assassinando e reprimindo seus opositores.

Frente a esta realidade, não pode existir outro caminho para os revolucionários senão a unidade e a luta, a ação de massas nas ruas, o levante popular no campo e nas cidades. É  preciso desafiar a criminalização do protesto e exigir reais feitos de paz por parte do governo, que solucionem os problemas sociais e políticos de que padecem as maiorias, por conta do terrorismo de Estado da casta governante, cujas tendências mais belicistas conduziram os destinos do país durante a última década.

Não é com demagogia e ameaças de repressão e mais guerra que se colocará fim ao conflito. Não é  com mais compra de material bélico nem entregando o país ao Pentágono que se alcançará a paz. Não é com planos belicistas e de terra arrasada, como o “Plano Patriota” ou o “Espada de Honra”, que se obterá a reconciliação dos colombianos. Muito menos dando ultimatos à insurgência, a partir da ideia vã de que a paz seria o produto de uma imaginada vitória militar do regime, que colocaria de joelhos a insurgência, rendida e desmobilizada, perante essa extravagância chamada marco jurídico para a paz.

Nossa vontade de paz reside no convencimento de que o destino da Colômbia não pode depender dos mesquinhos interesses da oligarquia. As mudanças políticas e sociais, com a participação e decisão plena do povo, são uma necessidade e uma reivindicação inevitável. Por isso a unidade e a mobilização do povo a favor das mudanças estruturais para, sobre a base da justiça, construir a paz, são a verdadeira chave de sua conquista.

Com passos firmes de unidade no pensamento e na ação, fraternalmente

COMANDO CENTRAL, ELN.

SECRETARIADO DO ESTADO MAIOR CENTRAL, FARC-EP.

Montañas de Colombia, setembro de 2012

Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)

Conheci Herculano Salazar nos anos 80. Militamos juntos e até fomos candidatos. Conheço Emely. Fomos colegas no Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos. Ela, pela Diocese de Belo Horizonte. Eu, pelo Sindicato dos Jornalistas. Grande militante pelos Direitos Humanos. Sua carta é bastante comovente e verdadeira. Mudaram Patrus e seu Partido. Não dá mais para votar nele. Votarei em Maria ( e por tabela) em Almeida, meu companheiro de militância atual, como Herculano nos anos 80.

                                                                       
 Carta de uma amiga do Patrus

Emely e Herculano foram presos ainda estudantes e torturados pela ditadura, casaram-se na cadeia e depois exilaram-se quando houve oportunidade. Sofreram horrores nos porões da ditadura. 
Sobre ambos sempre pairou uma tristeza imensa que exalava no olhar, na forma de caminhar, nos gestos lentos e na fala quase inaudível. Mesmo assim foram grandes resistentes. 
Vale à pena uma leitura atenta de tudo o que ela escreve e pontua. 
Está no anexo e circulando pelos emails da rede. 
É um texto comovente. 
Vejam abaixo... 
Abraços 

     

PERSEGUIÇÃO AOS BISPOS E PADRES PROGRESSISTAS EM MINAS GERAIS NA DITADURA CÍVICO-MILITAR

                                         

Em 1972, o Centro de Informações da Marinha – Cenimar, solicita ao DOPS de Minas Gerais uma ampla investigação sobre as atividades do Equipo de Docentes da América Latina – Edal.

Segundo publicações do Edal, o movimento “consiste  de equipes cristãos de educadores que trabalham preferentemente na Escola Pública, buscando contribuir os esforços na promoção de uma educação  de qualidade ao alcance de todos(as)”.

O Edal nasceu na França, ao finalizar a Segunda Guerra Mundial. Jóvens mestras, junto ao seu assessor, el Padre Michel Duclercq, sentiram a necessidade de ter um espaço para refletir seu atuar docente e cristão.

Esse posicionamento, aliado às novas posições adotadas após as Conferencias de Medellín e Puebla assustaram os militares contaminados pelo anticomunismo.

A partir de 1970 começam a surgir na Igreja Católica lideranças progressistas que entraram em choque com os militares, instalados na administração do país desde 1964, por estarem pondo em prática idéias advindas do Vaticano II, e das Conferências Latino Americanas de Medellín e Puebla.

Os documentos anexados traçam um roteiro de perseguição às atividades do Edal em Minas Gerais e fazem parte do Arquivo DOPS do Estado de Minas.

Descrição da Pasta Pasta: 1230
Rolo: 027
Data: mar. 1968 – dez. 1968
Imagens: 43 (Com o Pravda Ru)

Eleições norte-americanas no Observatório da Imprensa

Cem anos de Maurício Grabois


                                                
Maurício Grabois, presente!

Há 32 anos morria em combate no campo de batalha da luta de classes, na luta contra a ditadura militar, o dirigente comunista Maurício Grabois, provavelmente no dia 25 de dezembro de 1973. À época, aos 61 anos, era o comandante das "Forças Guerrilheiras do Araguaia", organizadas pelo Partido Comunista do Brasil.

Grabois foi um dos mais destacados dirigentes comunistas que a luta do povo brasileiro forjou no século passado. Teve uma longa trajetória de integridade, coragem e liderança política consagrada à luta revolucionária contra a miséria, a opressão, pela liberdade e pelo socialismo.

Nascido em 2 de dezembro de 1912, em Salvador (BA), Maurício Grabois ingressou no Partido Comunista do Brasil – PCB, em 1930 após mudar-se para o Rio de Janeiro. Entrou para a escola Militar de Realengo em 1931, mas não terminou o curso, pois dela foi expulso. Posteriormente, em 1933, cursou a Escola de Agronomia, porém dois anos depois deixou os estudos para dedicar-se exclusivamente à luta política revolucionária. Tornou-se responsável pelo setor de agitação e propaganda da Juventude Comunista do Brasil, em 1934. Participou ativamente da formação da frente antifascista, Aliança Nacional Libertadora (ANL), que culminou nos levantes de novembro de 1935.

Em 1940, no Estado Novo, período de repressão e perseguição aos comunistas, foi condenado à revelia, sendo preso em 1941. Conquistou a liberdade em 1942, e com outros camaradas participou da reorganização do PCB rebatendo as teses liquidacionistas do Partido, com a formação de sua Comissão Nacional de Organização Provisória (CNOP), tornando-se um dos seus dirigentes nacionais.

Em 1945, com a vitória da URSS e das forças aliadas sobre o nazi-fascismo, abriu-se no mundo uma nova conjuntura da luta popular e revolucionária. Nesse momento, os comunistas são reconhecidos por seu destacado papel na derrota do nazi-fascismo com repercussão em seu trabalho político, e na ampliação do número de militantes. No Brasil, finda o Estado Novo e o PCB passa para a legalidade. Nas eleições de 1945 para a Assembléia Constituinte, o Partido elegeu um senador (Luiz Carlos Prestes) e catorze deputados, entre eles, Maurício Grabois, que foi escolhido o líder da bancada comunista.

Mas o período de legalidade do PCB foi curto e já em início de 1948 seus integrantes tiveram seus mandatos cassados. Com novas perseguições, Grabois e vários camaradas passaram a atuar na clandestinidade. No início e meados da década de 1950, além da luta vitoriosa pelo petróleo, ocorreram várias greves nas cidades e lutas camponesas armadas, onde o Partido teve papel dirigente.

A partir de 1956, na reunião do XX Congresso, o Partido Comunista da União Soviética derivou um conjunto de resoluções que marcaram o movimento comunista internacional, na guinada à direita do PCUS, com ênfase para a defesa da via pacífica para o socialismo, o abandono do conceito marxista de ditadura do proletariado (substituído por “Estado de todo o povo”) e pelos ataques a Stalin.

Em 1962, Maurício Grabois e outros dirigentes, entre eles Pedro Pomar, João Amazonas, Diógenes Arruda, Carlos Danielli, fazem uma avaliação crítica das posições reformistas e revisionistas que o PCB, particularmente após o XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, passava a defender e decidem refundar o PC do Brasil.

Em 1º. de abril de 1964 um golpe militar derrubou o governo de João Goulart e novo período de repressão política se inicia com a ditadura. Grabois passa novamente a viver na clandestinidade. Em 27/10/1965 teve seus direitos políticos cassados pelo Ato Institucional nº. 2 e foi condenado em vários processos à prisão.

Outros dirigentes criticam as posições reformistas e pacifistas do PCB e deixam o Partido. Algumas organizações revolucionárias se formam com o objetivo de realizar um enfrentamento armado contra a ditadura militar. Nesse período, Grabois contribuiu nas formulações teóricas do PC do B e na estratégia de “guerra popular prolongada” no Brasil. O PC do B desloca dezenas de militantes para o interior do país, na tentativa de organizar a luta armada guerrilheira na região do Araguaia. Grabois é destacado pelo PC do B para dirigir a Comissão Militar e comandar as forças guerrilheiras e transferido para a região em 1967.

O movimento é detectado pelo aparelho repressivo da ditadura que realiza uma primeira campanha militar, em abril de 1972, contra os militantes do PCdoB no sul do Pará, mas não consegue derrotá-los. Intensifica-se a violência na região, com enorme aparato de bombas, helicópteros e aviões contra as "Forças Guerrilheiras do Araguaia". Todo tipo de barbárie, torturas e assassinatos são praticados contra os guerrilheiros comunistas e os camponeses. Mas somente na terceira campanha iniciada em outubro de 1973, com o deslocamento de milhares de soldados, com um trabalho de infiltração e “inteligência”, o Exército e demais forças repressivas da ditadura conseguiriam derrotar a guerrilha em meados de 1974.

Maurício Grabois caiu em combate em 25 de dezembro de 1973. Ele e todos os guerrilheiros que morreram no Araguaia integram a lista de desaparecidos políticos da ditadura militar que, com uma exceção, não tiveram seus corpos resgatados para serem enterrados por seus familiares. Morreram em combate, executados ou assassinados sob brutais torturas.

São heróis de nosso povo, de sua luta contra a miséria e a opressão do sistema capitalista. Militantes que deram o melhor de si para essa luta. Deram, inclusive, suas próprias vidas. Mantiveram uma atitude de dignidade e bravura diante de seus carrascos, honraram a condição de serem revolucionários comunistas.

Em que pesem as dificuldades encontradas e os erros cometidos, a história de luta do povo brasileiro foi generosamente enriquecida pela marca de dedicação, bravura e desprendimento daqueles homens e mulheres. Período da história brasileira com uma rica experiência de luta que merece um profundo balanço político, ainda a ser realizado.

* * *

E quem garante que a História
É carroça abandonada
Numa beira de estrada
Ou numa estação inglória?

A História é um carro alegre
Cheio de um povo contente
Que atropela indiferente
Todo aquele que a negue

É um trem riscando trilhos
Abrindo novos espaços
Acenando muitos braços
Balançando nossos filhos

Lo que brilla con luz propia
Nadie lo puede apagar
Su brillo puede alcanzar
La oscuridad de otras costas

Quem vai impedir que a chama
Saia iluminando o cenário
Saia incendiando o plenário
Saia inventando outra trama?

Quem vai evitar que os ventos
Batam portas mal fechadas
Revirem terras mal socadas
E espalhem nossos lamentos?

E enfim quem paga o pesar
Do tempo que se gastou
De las vidas que costó
De las que puede costar?

Já foi lançada uma estrela
Pra quem souber enxergar
Pra quem quiser alcançar
E andar abraçado nela

Já foi lançada uma estrela
Pra quem souber enxergar
Pra quem quiser alcançar
E andar abraçado nela

[Canción por unidad latinoamericana]
(Pablo Milanés/Chico Buarque)

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

DOCUMENTO DO EXÉRCITO REVELA NOME DE COLABORADORES DA DITADURA NO MEIO ARTÍSTICO.

                                                             
MINISTÉRIO DO EXÉRCITO

GABINETE DO MINISTRO

CIE/GB

ENCAMINHAMENTO 71/s-103.2.cie

FUNDO “DIVISÃO DE CENSURA DE DIVERSÕES PÚBLICAS”, ARQUIVO NACIONAL,

                                         


COORDENAÇÃO REGIONAL DO ARQUIVO NACIONAL NO DISTRITO FEDERAL, SÉRIE
“CORRESPONDÊNCIA OFICIAL”, SUBSÉRIE “INFORMAÇÕES SIGILOSAS”, CAIXA ÚNICA

Acervo Arquivo Nacional – COREG

www.gedm.ifcs.ufrj/upload/documentos

Durante a ditadura alguns artistas com o intuito de  estar bem com regime viraram colaboraram com o regime militar, passando informações sobre o que acontecia no meio e participando de atos realizados nos quarteis.
                                                              



No documento em anexo produzido pelo Centro de Informações do Exército, classificado como  informe interno e confidencial o CIE reclama que alguns veículos considerados pelos milicos “imprensa marrom” (tipo O Pasquim) estariam fazendo campanhas contra alguns artistas amigos e colaboradores da ditadura.
O informe difundido para outros órgãos da repressão política sugere que esses artistas “amigos da ditadura” sejam blindados, protegidos.

No documento em anexo emitido pelo Centro de Informações do Exército são revelados alguns desses “colaboradores”, considerados pelos militares como amigos, aliados do regime. Segundo o documento  certos órgãos de imprensa estariam publicando matérias denegrindo a imagem de determinados artistas que se “uniram à revolução (sic) de 1964 no combate à subversão e outros que estiveram sempre dispostos a uma efetiva COLABORAÇÃO com o governo”. São citados Wilson Simonal, Roberto Carlos,Agnaldo Thimóteo,Clara Nunes, Wanderley Cardoso e Rosimary.

Clique nos links abaixo para ler os documentos, que também podem ser visualizados em imagens na extensão JPG

http://pt.scribd.com/doc/104622606  (Com o Pravda Ru)

27° Encontro Nacional de Mulheres da Argentina


                                                         
Entre os dias 6 e 8 de outubro, cerca de 25 mil mulheres se reunirão em Posadas, na província de Misiones, para o 27° Encontro Nacional de Mulheres da Argentina. Durante esses três dias, as participantes discutirão sobre questões sociais, culturais e políticas a partir da perspectiva de gênero.

As interessadas em participar do Encontro devem acessar a página do evento e preencher a ficha de inscrição. A ideia é reunir mulheres de todo o país e de vários setores da sociedade para trocar experiências e debater sobre questões políticas, econômicas, culturais e sociais tendo como foco a luta contra a opressão e a desigualdade de gênero.

Ao todo, são 55 oficinas sobre temáticas diversas, mas relacionadas às mulheres, tais como: 26 anos de Encontros Nacionais de Mulheres; identidade; feminismo; sexualidade; lesbianismo; direito sexual e reprodutivo; estratégias para o aborto seguro, legal e gratuito; HIV/Aids; violência sexual; tráfico de pessoas; exploração sexual; desemprego; organizações sindicais; direitos humanos; meio ambiente; entre outras.

"Nas oficinas deixamos de ser ‘a mulher’ para convertermos em mulheres que padecemos a dupla opressão que se faz a nosso gênero e vivemos na realidade de nosso país uma realidade que nos afeta particularmente como mulheres, uma realidade que queremos mudar partindo das concordâncias que temos e respeitando nossas diferenças; assim temos conseguido acordar medidas coordenadas de luta por nossas reivindicações”, destaca o sítio eletrônico do Encontro.

O evento é divido em três dias: o primeiro é dedicado à abertura do Encontro, inscrições nas oficinas e início das atividades; no dia seguinte, as participantes continuam as discussões, definem as principais conclusões dos debates, e participam de atividades culturais; o terceiro e último dia é dedicado à plenária de encerramento com leitura das conclusões das oficinas e eleição da cidade que sediará o próximo Encontro.

O início


O primeiro Encontro Nacional de Mulheres da Argentina ocorreu em 1986 em Buenos Aires com a participação de cerca de 600 mulheres de várias regiões do país com o objetivo de discutir os problemas das mulheres na Argentina. Com o passar dos anos, o evento cresceu e se consolidou, reunindo milhares de mulheres de todo o país.

"Através de anos de encontros podemos realizar conjuntamente uma longa luta por nossas reivindicações e ir avançando em diferentes planos, incluindo legislações como: pátria potestade dividida, lei de quantidade e cota alimentícia, exclusão do lar a agressores, confecção de lista de pais descumpridores de pensão alimentícia, sanção ao violador sexual, lei contra a violência familiar, lei da saúde sexual e reprodutiva, leis de proteção integral da mulher durante o parto, medida de sanção da lei de infanticídio e, pela primeira vez, entra no congresso da nação o debate sobre a lei pelo aborto legal, seguro e gratuito, ainda que não se tenha tratado”, lembra a Comissão Organizadora do evento.

Para mais informações, acesse: http://27encuentronacionaldemujeresposadas.wordpress.com/ (Com a Adital)

Rebeldes sírios assassinam em Damasco jornalista da Press TV


                                           
Hombres armados sirios han matado este miércoles a un corresponsal de la cadena de noticias iraní en inglés Press TV y han herido al jefe de la oficina de esta cadena, Husein Murtada, en Damasco, la capital de Siria.

El corresponsal Maya Naser ha sido asesinado hace unas horas tras recibir un disparo de un francotirador mientras realizaba una emisión en vivo.

El jefe de la oficina de Press TV y Al-Alam en Damasco, Husein Murtada, también ha resultado herido en este ataque.

Los dos hombres de prensa cubrían la información sobre dos explosiones registradas en Damasco.

Los opositores armados en Siria, que cuentan con el apoyo del extranjero, desde el marzo de 2011, en sus ataques so pretexto de luchar por la libertad, han asesinado a cientos de civiles y militares; además, la vida de los periodistas que trasmiten lo que pasa verdaderamente en el país árabe también corre peligro.

El pasado agosto, la periodista japonesa Mika Yamamoto, de 45 años, quien trabajaba para la agencia nipona Japan Press perdió la vida cuando estaba cubriendo los enfrentamientos entre las fuerzas del Ejército de Siria y los rebeldes en la ciudad de Alepo, situada en el noroeste del país árabe.(Com a Irã News)

Encontro de Educação Matemática de Lagoa Santa


Blog Alerta Total aborda mudanças no comando da Rede Globo

O publicitário Marcos Valério seria uma das causas das mudanças
                                                                                                                                            
"Exclusivo - O executivo Octávio Florisbal será substituído da Direção-Geral da Rede Globo porque cansou de suportar as pressões diretas e indiretas do governo, sempre que o jornalismo da emissora detonava matérias negativas contra os esquemas petralhas e de seus aliados. Alegando que a maior rede de televisão do País não pode aceitar se submeter à censura, Florisbal pediu aos irmãos Roberto Irineu e João Roberto Marinho para sair do cargo que será ocupado por alguém com sangue mais frio para suportar tentativas constantes de ingerências políticas: o jornalista Carlos Henrique Schroder – atual diretor-geral de Jornalismo e Esportes.

A versão de que a família Marinho preferiu se blindar contra as armações político-econômicas dos petralhas no poder vazou entre conversas de lobistas que trabalham para importantes afiliadas da Rede Globo. Os irmãos Marinho aceitaram a troca de Florisbal por Schroder porque as pressões sobre a Globo aumentaram, de forma insuportável, depois que o julgamento do Mensalão no STF ganhou os impensáveis desfechos de condenação para os principais réus políticos.

Dirigentes globais foram “desaconselhados” por “emissários do governo” a não tentarem uma entrevista exclusiva com o publicitário Marcos Valério. Muito menos a Globo deveria cogitar de comprar e veicular o conteúdo das tais quatro bombásticas fitas que Valério teria mandado um famoso cineasta gravar e editar para comprometer o ex-presidente Lula da Silva e a cúpula do PT com os mafiosos esquemas do Mensalão. O comando das Orgnizações Globo preferiu acreditar nas ameaças e anunciou, depressa, a programada e futura substituição de Florisbal por Schroder. O ex-diretor-geral – que cansou de sofrer pressões – acabou “promovido” para um cargo no novo conselho da emissora, cujos sócios são os herdeiros do falecido Roberto Marinho.

Bronca maior

Além de neutralizar a televisão Globo, a máquina de censura petralha gostaria muito de atingir três jornalistas que operam a contra-ofensiva da família Marinho no jornal O Globo.

Merval Pereira, Ricardo Noblat e Miriam Leitão – que publicam artigos mais contundentes contra os esquemas mafiosos no governo federal – são os alvos preferenciais da petralhada.

Se a pressão sobre os controladores da Globo aumentar e se tornar insuportável, pode sobrar alguma malvadeza contra um dos três.

Tudo dominado

Reportagem do Valor Econômico desta segunda-feira antecipa a tese jurídica que será usada para condenar o famoso consultor de empresas José Dirceu de Oliveira e Silva no julgamento do Mensalão no Supremo Tribunal Federal.

Será a “Teoria do Domínio do Fato” – muito usada entre juristas da Europa para combater crimes econômicos, principalmente aqueles com ares mafiosos.

A tese do Domínio do Fato atribui responsabilidade penal a quem pertence ao comando de um grupo criminoso e que ordena aas ações sem “sujar as mãos” direta e operacionalmente com a prática da ação criminosa propriamente dita.

Se a tese pegar, é bom que o chefão acima de Dirceu comece a ficar mais preocupado ainda...

Em busca de um Golpe Perfeito

Não se trata de nenhuma articulação entre os políticos da base amestrada do governo para armar mais maracutaias.

Nem é mais a intenção estratégica de mensaleiros que se preparam para ver o sol nascer quadrado.

Em busca de um Golpe Perfeito é um reality show licenciado pela Endemol (dona do BBB), no qual um lutador de artes marciais roda o mundo a procura de desafios novos.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 24 de Setembro de 2012."

Cantor Andy Williams, de “Moon River”, morre aos 84 anos


       

O cantor norte-americano Andy Williams, conhecido pelos sucessos Moon River e Born Free, morreu aos 84 anos em sua casa em Branson, no Missouri, informou sua família  quarta-feira.
Williams, que vinha sofrendo com um câncer de bexiga há um ano. Além das canções famosas, Andy apresentou o The Andy Williams Show na emissora NBC por quase uma década. O show tornou-se, então, um especial de Natal anual.
O cantor, envolveu-se em um escândalo quando sua ex-esposa Claudine Longet foi acusada, em 1976, de atirar fatalmente em seu amante, o esquiador Spider Sabich.
O cantor anunciou no ano passado em uma aparição no Teatro Moon River, em Branson, que tinha câncer. Williams, que cresceu em Wall Lake, Iowa, fez sua estreia profissional no canto aos 8 anos, com seus três irmãos, como parte do Williams Brothers Quartet.
Destaque em estações de rádio em todo o país, os irmãos acabaram atraindo a atenção de Bing Crosby, que se juntou a eles para gravar o hit de 1944 Swinging on a Star.(Com o Correio do Brasil)

SJPMG-UNIMED-BH LANÇAM CAMPANHA ANTI-TABAGISTA E CICLO DE PALESTRAS


                                                                             

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG) em parceria com a Unimed-BH lançaram esta semana a Campanha Anti-tabagismo, voltada exclusivamente para os jornalistas, que inclui também um Ciclo de Palestras sobre os problemas de saúde que afetam a categoria.A campanha contou com uma mobilização junto aos veículos de comunicação, nos últimos dias 25 e 26, realizada pela diretora de Saúde, Mônica Santos, e a assessora de Comunicação da Unimed, Cristina Magrinelli, acompanhadas pelo mágico David, que de forma lúdica apresentou os perigos do cigarro.

A mobilização foi bem acolhida pelos jornalistas dos veículos que deram autorização para a visitação como o Hoje em Dia, Diário do Comércio, TV Alterosa,Portal UAI,  rádio Guarani, O Tempo,Rádio Inconfidência, Band News, Band TV e  Rádio Itatiaia. O material da campanha, com toda a programação (em anexo) foi também entregue no jornal Estado de Minas e nasTV´s Record, Globo e Rede Minas.

A campanha pela cessação do tabagismo visa sensibilizar os jornalistas fumantes com uma palestra motivacional que ocorrerá no dia seis de outubro e a formação de um grupo que terá acompanhamento médico e psicológico por um período de nove meses. Para tanto, os jornalistas devem fazer as inscrições até o próximo dia quatro de outubro, pelo e-mail secretaria@sjpmg.org.br. Os interessados deverão informar nome e número do CPF.

A programação da campanha inclui a Palestra Motivacional para Cessação do Tabagismo. Já o Ciclo de Saúde contará com as palestras sobre Saúde da Voz, Doenças Causadas pelas Emoções e Ergonomia.

Os encontros, palestras e a avaliação médica serão realizados na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, localizado à Av. Álvares Cabral, 400 – Centro/Belo Horizonte. Mais informações pelo fone (31) 9885.8370. 

O líder das Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia, Exército do Povo (FARC-EP), Timoleón Jiménez disse: " FARC-EP buscarão a paz por uma pátria para todos"


 
 
 Bogotá, 27 set (Prensa Latina) O líder das Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia, Exército do Povo (FARC-EP), Timoleón Jiménez, advertiu que irão à mesa de diálogo com o governo "não por medo à morte, senão por amor à vida".

  Em uma mensagem publicada na rede social Twitter, o comandante denunciou a eventual operação militar que busca matar outros três membros do secretariado da guerrilha, anunciada há poucos dias pela administração do presidente Juan Manuel Santos.

Santos e generais anunciam a pronta baixa de três membros do Secretariado. O diálogo é então para assinar a rendição? Ayayay, publicou.

Acreditam que vão repetir outra vez a execução de Alfonso Cano, sublinhou; convidam a dialogar enquanto planejam o golpe definitivo. Assim têm sido sempre.

Em uma de suas várias mensagens, Jiménez afirmou que iniciarão as conversas no próximo dia 8 de outubro em Oslo, Noruega, "por mudanças, justiça e pátria para todos"...

Para o líder guerrilheiro, Santos segue a tradição criminosa de todas as oligarquias. A história universal da infâmia, ainda não terminou de ser escrita, apontou.

Ainda que o governo colombiano tenha reiterado várias vezes sua disposição de buscar a paz, incrementou o assédio contra as forças insurgentes, que pediram um cessar fogo diante das conversas que virão.

Em sua conta no Twitter, Timoléon Jiménez lançou várias mensagens ao presidente: "A paz de Santos, boa para os ricos: bombas, metralhamentos, capturas em massa, perseguições, ameaças, fome e crimes contra os de baixo", foi um dos mais recentes.

Os diálogos de paz apenas terão sucesso com a participação e reconhecimento das grandes maiorias, a agenda delas deveria também estar sobre a Mesa, expressou.

No último dia 6 de setembro, o governo e a guerrilha anunciaram em separado o começo do diálogo, que terá Cuba e Noruega como garantidores, e o Chile e a Venezuela como acompanhantes.

As negociações se centrarão em cinco pontos, o primeiro enfocado a uma reforma que permita maior acesso às terras e distribuição mais equitativa da prosperidade.

Festival Internacional de Artes -FESTIA

                                                                                            

                                                    This Side Up Acrobatics - Foto: Michael Whiteman

Quebrar barreiras geográficas e promover o encontro de duas culturas é a proposta do Festival Internacional das Artes  - FESTIA, que será realizado naFunarte MG, de 28 a 30 de setembro, com entrada gratuita. O Festival, que a cada ano vai convidar um país diferente para trazer à Belo Horizonte mostras da sua base artística, recebe nesta primeira edição representantes da Austrália.

De acordo com o diretor artístico do FESTIA, Richard Santana, o evento busca mostrar, através da plataforma Brasil-Austrália, um pouco da essência cultural do país selecionado. “Além do estabelecimento de diálogos, buscamos o intercâmbio de ideologias, linhas e práticas afins, entre artistas de ambos os países”, complementa.

A grade de programação do Festival Internacional das Artes conta com a apresentação de três espetáculos: “Sanctus – The Ultimate Miracle”, com a participação de atores brasileiros e australianos; “Trilogia de Alice”, com atuação de artistas do Brasil – ambos com direção do australiano/brasileiro Carlos Gomes – e “Controlled Falling Project”, do grupo ThisSideUp Acrobatics, da Austrália. A companhia convidada tem apresentações marcadas na Funarte MG e fará uma apresentação especial na Escola Estadual Christiano Guimarães, em Sabará, no dia 26 de setembro, às 16h.

Participação especial desta edição, Carlos Gomes, é especialista em teatro físico – característico do país – e sempre focou em explorar o diálogo do multiculturalismo e da diversidade das formas artísticas em seus trabalhos. Gomes fez mestrado em Teatro na Universidade de New South Wales, na Austrália, onde fundou a companhia Theatre Kantanka.

Memória Viva!

Também integra a programação do Festival Internacional das Artes (FESTIA) o Programa Memória Viva!, que a cada edição irá homenagear um personagem das artes cênicas mineiras. Nesta edição, a exposição fotográfica “Cenas de uma Trajetória Artística” vai prestar homenagem ao diretor mineiro, Carlos Rocha, com imagens dos espetáculos dirigidos por ele. Carlão, como é conhecido, atua no mercado cultural brasileiro há mais de 40 anos, sendo um dos idealizadores do Festival Internacional de Teatro Palco & Rua de Belo Horizonte (FIT-BH) e é antigo diretor do Teatro Francisco Nunes.

O Festival Internacional das Artes é uma realização da 3 Fases Consultoria Artística e Educativa, com apresentação do Oi Futuro e patrocínio da Usiminas.

Sobre os espetáculos

Controlled Falling Project (Austrália)

O espetáculo Controlled Falling Project, da companhia australiana ThisSideUp Acrobatics, foi desenvolvido com a colaboração do renomado diretor australiano de circo, Robin Laurie. É um espetáculo teatral-circense, adequado para todas as idades e tipos de público. O espetáculo é uma combinação de teatro, circo, clowning, dança e percussão.

Sinopse: ambientado em um antigo laboratório, três cientistas conduzem testes em si. Um cientista misterioso mede os limites físicos dos outros três, utilizando instrumentos curiosos. Juntos, eles exploram a física e desafiam as leis da gravidade. Um equilíbrio perfeito entre a energia impulsiva e ações sistemáticas, Controlled Falling Project é uma demonstração emocionante de habilidade acrobática de alto nível realizada com vitalidade.

SANCTUS – The Ultimate Miracle (Austrália-Brasil)

A montagem do espetáculo teatral SANCTUS – The Ultimate Miracle, tem roteiro e direção de Carlos Gomes, fundador e diretor artístico do Co Theatre Kantanta, com sede em Sidney. Participam do espetáculo cinco atores, entre brasileiros e australianos. SANCTUS é um teatro visual e físico, baseado na peça “Frei Bentinho de Santo Antonio”, texto de Di Frattinsi. O espetáculo explora a natureza da fé e o milagre no mundo contemporâneo, usando humor, teatro físico, música e dança. A peça busca, através da pesquisa do barroco brasileiro, criar a estética do espetáculo. Esta nova montagem aprofundará ainda mais no rico sincretismo das religiões no Brasil, em que o sagrado e o profano andam de mãos dadas na cultura brasileira. O espetáculo vem celebrar e dar vazão aos rituais populares para criar um espetáculo teatral exuberante e contemporâneo.

Sinopse: uma carta misteriosa leva o humilde servo a uma missão. Frei Bentinho deixa o claustro do monastério para uma aventura pelo esplendor do mundo e sua fé começa a ser testada. Sua missão é restaurar uma capela abandonada e às ruínas. Ao chegar, as coisas não parecem ser como são: quatro santos estão a lhe esperar.

Trilogia de Alice (São Paulo)

A peça Trilogia de Alice possui texto do irlandês Tom Murphy, direção de Carlos Gomes.

Sinopse: Trilogia de Alice faz uma radiografia psicológica de seu personagem central, Alice, em três momentos centrais de sua vida. Alice aos 25 anos: uma dona de casa entediada. Alice aos 40 anos: uma mãe resignada. Alice próxima dos 60 anos: uma senhora com uma existência cheia de dores empilhadas. Vencedor do 12º Festival da Cultura Inglesa 2008, o espetáculo flagra três etapas diferentes na existência de uma dona de casa insatisfeita no cotidiano da Irlanda suburbana.

Serviço:

Programação – Festival Internacional das Artes – FESTIA

26 de setembro, quarta-feira

Local: Escola Estadual Christiano Guimarães – Rua José Victor Hamacek, s/n – Sagrado Coração de Jesus (Sabará/MG)

16h – Controlled Falling Project / ThisSideUp Acrobatics (Austrália)

28 de setembro, sexta-feira

Local: Funarte MG - Rua Januária, 68 – Floresta (Belo Horizonte/MG)

19h30 – Controlled Falling Project / ThisSideUp Acrobatics (Austrália)

20h – Exposição fotográfica “Cenas de uma Trajetória Artística”

29 de setembro, sábado

Local: Funarte MG - Rua Januária, 68 – Floresta (Belo Horizonte/MG)

16h – Controlled Falling Project / ThisSideUp Acrobatics (Austrália)

18h – Sanctus – The Ultimate Miracle (Austrália – Brasil)

20h – Trilogia de Alice (Austrália – Brasil)

10h às 21h30 – Exposição fotográfica “Cenas de uma Trajetória Artística”

30 de setembro, domingo

Local: Funarte MG - Rua Januária, 68 – Floresta (Belo Horizonte/MG)

11h – Controlled Falling Project / ThisSideUp Acrobatics (Austrália)

16h – Sanctus – The Ultimate Miracle (Austrália – Brasil)

18h – Trilogia de Alice (Austrália – Brasil)

9h às 20h – Exposição fotográfica “Cenas de uma Trajetória Artística”

Entrada Franca / Vaga Limitadas
Retirada de ingressos na bilheteria, 1 hora antes de cada apresentação (Com Osmar Rezende)