quinta-feira, 31 de agosto de 2017

O mundo novamente sob ameaça

Falcó/Divulgação

Na reunião de ontem da Comissão da Verdade dos Trabalhadores, na ALMG, houve homenagens póstumas à ex-líder classista Magda Campbell


Presidente brasileiro publica artigo sobre visita à China e participação da Cúpula do BRICS

                                                         
                     China: uma visita em três tempos

Michel Temer

Estou a caminho da China, a convite do Presidente Xi Jinping. Uma vez mais, colocarei a diplomacia presidencial a serviço de uma política externa universalista, voltada para o desenvolvimento do Brasil e das reais prioridades de nosso povo.

Será uma visita em três tempos - consagrados às relações bilaterais, à atração de comércio e investimentos, e à reunião de Cúpula do BRICS.

No primeiro deles, em Pequim, realizarei visita de Estado dedicada a estreitar os laços entre o Brasil e a China. Por alguns anos, ainda vice-presidente, tive o privilégio de copresidir a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação, a Cosban. Essa experiência deixou-me esta profunda convicção: a parceria entre o Brasil e a China é verdadeiramente estratégica - e não apenas para os dois países, mas também para o mundo.

É estratégica para os dois países porque Brasil e China têm muitos interesses complementares e muitas posições comuns. A nossa é relação de benefícios mútuos, de uma virtuosa reciprocidade. O Brasil é fornecedor confiável e seguro de alimentos e insumos de grande relevância para o desenvolvimento chinês. É, também, opção confiável e segura para tantas empresas chinesas que buscam destino para seus investimentos.

Nos encontros com as autoridades chinesas, entre as quais o Presidente Xi Jinping e o Primeiro-Ministro Li Keqiang, aprofundaremos ainda mais esse relacionamento econômico-comercial e exploraremos novos meios para aproximar nossas sociedades. Afinal, é preciso que mais brasileiros conheçam a China, que mais chineses conheçam o Brasil. Procuraremos formas de facilitar vistos, de aprofundar a cooperação cultural, de incentivar o turismo.

E a parceria sino-brasileira é estratégica, também, para o mundo. Em cenário internacional marcado por incertezas, o Brasil e a China têm atuado em defesa do livre comércio, têm sido vozes firmes contra medidas protecionistas. Recordo as palavras do Presidente Xi, que, no Fórum Mundial de Davos, afirmou que "perseguir o protecionismo é como trancar-se em uma sala escura: o vento e a chuva podem até ficar do lado de fora, mas também bloqueiam-se a luz e o ar".

Do mesmo modo, defendemos, ambos os países, em diferentes temas de alcance global, a via do multilateralismo. É firme nosso compromisso com o Acordo de Paris sobre a mudança do clima, com o respeito às regras da Organização Mundial do Comércio. Essas coincidências demonstram que somos mais do que dois grandes países unidos por interesses compartilhados: são várias as frentes em que atuamos como forças em favor da estabilidade do sistema multilateral. Forças que são ainda mais significativas em contexto de tendências isolacionistas e fragmentadoras.

Um segundo tempo da viagem à China será a interação com lideranças empresariais, que fazem ou querem fazer negócios com o Brasil. Terei duas grandes oportunidades para isso: em Pequim, em seminário organizado pelo Governo brasileiro; e em Xiamen, no Fórum Empresarial do BRICS.

Em Pequim, estaremos com empresários chineses. A China é, desde 2009, nosso maior parceiro comercial. Entre 2006 e 2016, a corrente de comércio nada menos que triplicou - de 16 bilhões de dólares para mais de 58 bilhões de dólares. No primeiro semestre de 2017, a China foi o principal destino de nossas exportações - correspondeu a quase um quarto do valor exportado pelo Brasil. Além disso, empresas chinesas têm feito investimentos expressivos em nosso País, em setores como infraestrutura, energia, mineração, eletrônicos, telecomunicações, automóveis, máquinas de construção.

Ainda maior que a dimensão atual de nosso relacionamento econômico é seu potencial. No seminário em Pequim, apresentaremos o novo Brasil que se descortina com as reformas que temos levado adiante, com a recuperação de nossa economia. Dotadas de marcos regulatórios racionais e previsíveis, as parcerias para investimentos lançadas por nosso Governo oferecem múltiplas oportunidades - portos, aeroportos, rodovias, linhas de transmissão, entre outros setores. São projetos fundamentais para nossa competitividade, que geram empregos e renda, que garantem melhores serviços à população. Queremos que empresas chinesas, com sua reconhecida excelência nessas áreas, sejam partícipes do momento modernizador que vive o Brasil.

Em Xiamen, manterei contatos com investidores não apenas chineses, mas também de outras grandes economias, que têm demonstrado renovado interesse pelo Brasil. Será mais um momento para expor as possibilidades que se abrem com a retomada de nosso crescimento.

Finalmente, o terceiro tempo. Participarei, ainda em Xiamen, da IX Cúpula do BRICS, quando me reunirei com os líderes de Rússia, Índia, China e África do Sul. Estenderemos nosso diálogo, ainda, a mandatários de países convidados - Egito, Guiné, México, Tadjiquistão e Tailândia.

Na Cúpula, assinaremos acordo para aproximar nossos setores produtivos ao Novo Banco de Desenvolvimento - instituição criada pelos BRICS que já aprovou 11 projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em diferentes países, inclusive no Brasil. Avançaremos, ainda, em iniciativas concretas propostas pelo Brasil, em áreas como saúde pública, aviação regional e cooperação em inteligência.

Em setembro de 2016, era a China o destino de minha primeira viagem como Presidente. Naquela ocasião, falamos a nossos interlocutores dos planos que tínhamos para superar a crise que herdáramos. Passado um ano, os resultados estão aí: a inflação está novamente sob controle, os juros estão em queda consistente, a economia recuperou sua credibilidade, as oportunidades de negócios se multiplicam, os empregos começam a voltar. O Brasil que vai agora à China é um País mais confiante. Um País que já avançou muito e que tem rumo certo para seguir avançando ainda mais.

(Com a Xinhua)

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Congresso transforma as FARC em partido político: Forças Alternativas Revolucionárias da Colômbia

                                                                             
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP) começaram no último domingo, dia 27/08, seu Congresso Constitutivo, onde se transformarão em partido político após concluir há semanas seu desarmamento como força guerrilheira.

Mil delegados participam do evento, no Centro de Convenções “Gonzalo Jiménez de Quesada” de Bogotá (capital), assistido também por 200 convidados e 400 jornalistas credenciados.

No encontro, que durará até 1° de setembro próximo, as FARC-EP definirão o nome do partido, o programa e em linhas gerais seu roteiro, a menos de um ano para as eleições presidenciais, nas quais não apresentarão candidato.

No entanto, Luciano Marín, conhecido como “Iván Márquez”, adiantou que o nome do partido será Forças Alternativas Revolucionárias da Colômbia, mantendo sua sigla.

imagem“Não queremos romper os vínculos com nosso passado. Fomos e continuaremos sendo uma organização revolucionária”, manifestou há duas semanas Iván Márquez.

Estima-se que o Congresso Constitutivo seja presidido pelo líder máximo das FARC-EP, Rodrigo Londoño, codinome “Timochenko”, que chegou à Colômbia há uma semana vindo de Cuba, onde se submeteu a tratamento médico.

No dia 1° de setembro próximo, quando culminar o Congresso fundacional, está convocado um massivo ato político-cultural na praça de Bolívar, no Centro Histórico de Bogotá.

Dos candidatos só confirmou a participação no Centro de Convenções Gonzalo Jiménez de Quesada, Clara López, que aspira inscrever-se por assinaturas. Outros candidatos, como Sergio Fajardo, Jorge Robledo e Antonio Navarro, declinaram do convite. 

Piedad Córdoba se desculpou, justificando estar com um problema familiar e precisou viajar com urgência para Cuba. Humberto De la Calle, o negociador do governo que aspira liderar a coalisão pela paz, se desculpou dizendo ter um compromisso prévio, a mesma desculpa que deu Germán Vargas Lleras. Gustavo Petro ainda não se pronunciou a respeito.

Fonte: http://www.resumenlatinoamericano.org/2017/08/27/colombia-las-farc-inician-su-congreso-en-que-se-tranforman-en-un-portido-politico-denominado-fuerzas-alternativas-revolucionarias-de-colombia/

Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)

Conselho de Direitos Humanos aprova resolução em repúdio ao “Escola sem Partido”

                                                                          
O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), órgão colegiado composto por representantes do Estado e de organizações da sociedade civil, editou resolução em que manifesta “repúdio” a iniciativas de restrição da discussão sobre a vida política, nacional ou internacional, e também relativa a gênero e sexualidade nas escolas do país. O posicionamento foi aprovado por consenso pelos integrantes do Conselho, em reunião presencial realizada na última semana.

Com a medida, o CNDH estabelece um contraponto ao chamado movimento Escola sem Partido, que tem fomentado a aprovação de legislações em estados e municípios. Um dos exemplos dessa proposta é o Projeto de Lei (PL) 867, que tramita Câmara dos Deputados desde 2015. O texto propõe que sejam vedadas, em “sala de aula, a prática de doutrinação política e ideológica bem como a veiculação de conteúdos ou a realização de atividades que possam estar em conflito com as convicções religiosas ou morais dos pais ou responsáveis pelos estudantes”.

O movimento Escola sem Partido foi fundado em 2004 pelo procurador de Justiça de São Paulo Miguel Nagib. Em 2014, ganhou força quando se transformou no Projeto de Lei 2974/2014, apresentado na Assembleia Legislativa Estadual do Rio de Janeiro (Alerj). O movimento é contrário ao que chama de “doutrinação ideológica” nas escolas e disponibilizou modelos de projetos de lei, estadual e municipal, a fim de que a iniciativa fosse replicada em outros locais do país. 

Nos últimos anos, essa perspectiva ganhou espaço no debate público, e gerou polêmica entre a comunidade escolar.

A posição do CNDH acompanha a da Organização das Nações Unidas (ONU), que em abril deste ano recomendou que o governo brasileiro tome atitudes necessárias para conduzir uma revisão dos projetos de lei (PLs) que expressam as diretrizes do Escola sem Partido”. Baseado na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e em outras regras, o CNDH aponta que o direito à educação deve ser assegurado e que o Estado deve buscar garantir o direito à igualdade e à não-discriminação.               

Tendo em vista que é no período escolar escolar que muitas crianças e adolescentes começam a manifestar suas diversas formas de sexualidade, podendo sofrer preconceitos por isso, o silenciamento da escola sobre temas de gênero e sexualidade poderá gerar permanência da violência, em vez do combate à discriminação, avalia o órgão. 

Diante disso, “a censura a assuntos relacionados à orientação sexual e à identidade de gênero constitui grave obstáculo ao direito fundamental de acesso e permanência de crianças e adolescentes na escola, pois contribui para um ambiente hostil no qual as diferenças não são respeitadas, dificultando o aprendizado e o processo de socialização”.

A resolução também demonstra a preocupação do conselho com a disponibilização, em sites na internet, de modelos de notificação extrajudicial que ameaçam processar diretores e professores que abordem conteúdos sobre gênero e sexualidade nas escolas. O órgão destaca que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) fixa que o ensino será ministrado com base em princípios como a “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber”, o “pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas” e o “respeito à liberdade e apreço à tolerância”.

Entendimento do STF

A resolução do CNDH sugere ainda que o Conselho Nacional da Educação (CNE) “efetivamente esclareça a todos os gestores e instituições pertencentes ao sistema" sobre a inconstitucionalidade de duas iniciativas que objeto de ações que trataram de leis aprovadas no estado de Alagoas e no município de Paranaguá (PR).

No primeiro caso, a lei criava o programa “Escola Livre”, que vedava “a prática de doutrinação política e ideológica, bem como quaisquer outras condutas por parte do corpo docente ou da administração escolar que imponham ou induzam aos alunos opiniões político-partidárias, religiosa ou filosófica”. 

No segundo, proibia o ensino sobre gênero e orientação sexual nas escolas de Paranaguá. Ambas as iniciativas foram analisadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que as considerou inconstitucionais. No caso da legislação alagoana, o STF destacou que a supressão de temas das salas de aula desfavorece o pleno desenvolvimento da pessoa, além de ir de encontro à proteção ao pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas.

(Com a Agência Brasil)

Xi Jinging presidirá Cúpula do BRICS

                                                                    
Beijing - O Ministério das Relações Exteriores da China anunciou nesta quarta-feira que o presidente chinês, Xi Jinping, presidirá a Cúpula do BRICS que será realizada de 3 a 5 de setembro em Xiamen, uma cidade costeira na Província de Fujian, sudeste da China.

O porta-voz da chancelaria chinesa Lu Kang disse que Xi também presidirá o Diálogo dos Mercados Emergentes e Países em Desenvolvimento sobre a cooperação de benefício mútuo para o desenvolvimento comum.

Xi também participará de alguns outros eventos, como a cerimônia de abertura do fórum de negócios do BRICS.

A convite do presidente Xi, seu homólogo brasileiro, Michel Temer, fará uma visita de Estado à China de 31 de agosto a 5 de setembro, de acordo com Lu.

Durante a estada na China, Temer participará da Cúpula do BRICS e Diálogo dos Mercados Emergentes e Países em Desenvolvimento.

Também a convite de Xi, o presidente do Tadjiquistão, Emomali Rahmon, realizará visita de Estado à China de 30 de agosto a 5 de setembro. Ele participará do Diálogo dos Mercados Emergentes e Países em Desenvolvimento em Xiamen.

O BRICS é formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul e é reconhecido como uma importante força na governança mundial. A China ocupa a presidência do bloco este ano. 

(Com a Xinhua)

Tadeu Martins diz que tem Josy Spinola nesta sexta

                                                                           

1º de setembro – Sexta-feira – 20:30 horas
Teatro de Câmara - Cine Theatro Brasil Vallourec
Ingressos – R$ 28,00 (inteira) R$ 14,00 (meia)

Ingressos à venda pelo telefone 2626.1251
no site www.compreingressos.com e nas bilheterias do Cine Brasil

Josy Spínola, cantora e compositora mineira, natural de Belo Horizonte, foi uma das ganhadoras do Festival Circuito de Bar de 2016. Ela reconheceu sua aptidão e interesse pela música desde a infância, tendo grandes referências familiares, um berço musical que incentivou sua escolha profissional.

Aos 16 anos iniciou os estudos de teclado, teoria musical e técnica vocal, (este último, realizado durante 10 anos). De 2010 a 2013 foi membro do Octeto Vocal Otto Voci, atuando como soprano, se apresentando em muitas cerimônias.

 Ao longo dos anos realizou trabalhos solo em bares e eventos culturais na cidade, sempre acompanhada de músicos amigos, que fizeram parte de sua trajetória musical.

Neste show no Cine Brasil, Josy Spínola vai apresentar releituras de clássicos da música nacional e internacional, como Ney Matogrosso , Roberto Carlos, Roberta Flack e Elton John.


Charlottesville: momento chave na luta unitária contra o fascismo


                                                                   
 Mundo Obrero (*)


O texto que hoje publicamos é uma declaração do Partido Worker’s Worlde – Mundo Obrero sobre os acontecimentos de Charlottesville e a necessidade de derrotar os nazis e os membros do Ku Klux Klan, que se manifestaram em Charllottesville, onde foi assassinada por atropelamento deliberado a jovem Heather Heyer.

O aparecimento à luz do dia de um movimento claramente fascista nos Estados Unidos, como aconteceu em 11 e 12 de agosto em Charlottesville, Estado de Virgínia nos EUA, confirma três coisas sobre a situação deste país.

Em primeiro lugar, a manipulação dos meios de comunicação e as manobras financeiras por parte de uma importante secção da extrema-direita da classe multimilionária para colocar um dos seus na Casa Branca alentou a escória mais racista, anti-imigrante, antimuçulmana, antissemita, misógina, supremacista e assassina desta decadente sociedade capitalista.

Em segundo lugar, que o movimento progressista cresceu na defesa dos direitos dos trabalhadores, das comunidades oprimidas negra, latina e originária, das mulheres das pessoas LGBTQ e dos imigrantes, e não se deixa intimidar por estes capangas fortemente armados. Aqueles que protestavam contra os nazis e os KKK fizeram-no com grande coragem em Charlottesville.

Terceiro, a polícia e outras forças repressivas desta “democracia” capitalista não protegem contra a ultradireita. De facto, permitiram que os fanáticos armados fizessem um desfile com tochas estilo Nazi e Klan através da cidade, o que era impensável apenas há poucos anos atrás. O movimento progressista necessita de continuar a ser autossuficiente, combativo e unido.

Os fascistas eram quase exclusivamente homens brancos. Os contramanifestantes representavam um grupo unitário na ação de um amplo espetro de pessoas, predominantemente jovens, de todos os grupos demográficos deste país. Foi um assomo inspirador do tipo de unidade e solidariedade que é necessária para vencer os intolerantes e os plutocratas, para pôr fim à violência diária contra os oprimidos, e para promover uma alteração social revolucionária.

Aqueles da classe governante que veem a sua reputação abalada, estão horrorizados com o que se passou, mas não pelas razões corretas. Querem continuar a explorar e a dominar a maior parte do mundo, mas atrás de uma cortina de “democracia” e “direitos humanos”.

Incomodaram-se pela primeira vez quando Trump comentou publicamente o ataque assassino de um dos fascistas que lançou o seu automóvel contra uma densa multidão de manifestantes, matando a ativista Heather Heyer e ferindo mais umas dezenas de pessoas. 

O governante racista não conseguiu sequer mencionar os grupos responsáveis, dizendo que condenava «muitos lados, muitos lados». Três dias depois da atrocidade, finalmente, obrigaram-no a ir uma segunda vez até às câmaras e ler um guião em que os racistas e os nazis foram referidos.

Os acontecimentos de Charlottesville serão recordados por muito tempo como um momento-chave do movimento em desenvolvimento para derrubar as muralhas da supremacia branca e todas as formas de intolerância e unir as forças populares que lutam por um mundo melhor. As pessoas estão a mostrar com as suas ações que tomando a luta pela justiça nas suas próprias mãos, sem qualquer confiança nos órgãos do poder estatal podem ter progressão.

Em 14 de agosto, jovens de Durham, Carolina do Norte, derrubaram uma estártua confederada com as suas próprias mãos, expressando a sua fúria pelo assassínio de Charlottesville.

Viva a luta independente deste novo movimento progressista contra o fascismo, a polícia e o capitalismo!

(*) Jornal do Worker’s Party, edição em castelhano

Este texto foi publicado em: http://www.workers.org/2017/08/22/charlottesville-momento-clave-en-la-lucha-unida-contra-el-fascismo/

(Com Odiario.info)

Centenário da Revolução Russa

                                                                                          Reprodução da internet

                                  No ajuste de contas…
Lima Barreto

11.5.1918, A.B.C.

A nossa burguesa finança governamental só conhece dois remédios para equilibrar os orçamentos: aumentar os impostos e cortar lugares de amanuenses e serventes. Fora desses dois paliativos, ela não tem mais beberagem de feiticeiro para curar a crônica moléstia do déficit.

Quanto ao cortar lugares, é engraçado o que se passa na nossa administração. Cada ministro, e quase anualmente, arranja uma autorização para reformar o seu ministério. De posse dela, um, por exemplo, o da Guerra, realiza a sua portentosa obra e vem cá para fora blasonar que fez uma economia de sessenta e nove contos, enquanto o do Exterior, por exemplo, com a sua aumentou as despesas de sua pasta em mais de cem contos.

Cada secretário do presidente concebe que governo é só e unicamente o seu respectivo ministério e cada qual puxa a brasa para a sua sardinha.

Cabia ao presidente coordenar estes movimentos desconexos, ajustá-los, conjugá-los; mas ele nada faz, não intervém nas reformas e deixa correr o marfim, para não perder o precioso tempo que tem de empregar em satisfazer os hipócritas manejos dos caixeiros da fradalhada obsoleta ou em pensar nas coisas de sua politiquinha de aldeola.

Enquanto as reformas com as hipotéticas economias são em geral obra dos ministros, o aumento de imposto parte, em geral, dos nossos financeiros parlamentares. Eles torram os miolos para encontrar meios e modos de inventar novos; e, como bons burgueses que são, ou seus prepostos, sabem, melhor que o imperador Vespasiano, que o dinheiro não tem cheiro. Partem desse postulado que lhes remove muito obstáculo e muitas dificuldades e chegam até às latrinas, como aconteceu o ano passado.

Essa pesada massa de impostos, geralmente sobre gêneros de primeira necessidade, devendo ser democraticamente igual para todos, vem verdadeiramente recair sobre os pobres, isto é, sobre a quase totalidade da população brasileira, que é de necessitados e pobríssimos, de forma que as taxas dos Colberts da nossa representação parlamentar conseguem esta coisa maravilhosa, com as suas medidas financeiras: arranham superficialmente os ricos e apunhalam mortalmente os pobres. Pais da pátria!

Desde que o governo da República ficou entregue à voracidade insaciável dos políticos de São Paulo, observo que o seu desenvolvimento econômico é guiado pela seguinte lei: tornar mais ricos os ricos; e fazer mais pobres os pobres.

São Paulo tem muita razão e procede coerentemente com as suas pretensões; mas devia ficar com os seus propósitos por lá e deixar-nos em paz. Eu me explico. Os políticos, os jornalistas e mais engrossadores das vaidades paulistas não cessam de berrar que a capital de São Paulo é uma cidade europeia; e é bem de ver que uma cidade europeia que se preza não pode deixar de oferecer aos forasteiros o espetáculo de miséria mais profunda em uma parte de sua população.

São Paulo trabalha para isso, a fim de acabar a sua flagrante semelhança com Londres e com Paris; e podem os seus eupátridas estar certos que ficaremos muito contentes quando for completa, mas não se incomodem conosco, mesmo porque, além de tudo, nós sabemos com Lord Macaulay que, em toda a parte, onde existiu oligarquia, ela abafou o desenvolvimento do gênio.

Entretanto, não atribuirei a todos os financeiros parlamentares que têm proposto novos impostos e aumento dos existentes; não atribuirei a todos eles, dizia, tenções malévolas ou desonestas. Longe de mim tal coisa. Sei bem que muitos deles são levados a empregar semelhante panaceia, por mero vício de educação, por fatalidade mental que não lhes permite encontrar os remédios radicais e infalíveis para o mal de que sofre a economia da nação.

Quando se tratou aqui da abolição da escravatura negra, deu-se fenômeno semelhante. Houve homens que por sua generosidade pessoal, pelo seu procedimento liberal, pelo conjunto de suas virtudes privadas e públicas e alguns mesmo pelo seu sangue, deviam ser abolicionistas; entretanto, eram escravocratas ou queriam a abolição com indenização, sendo eles mais respeitáveis e temíveis inimigos da emancipação, por não se poder suspeitar da sua sinceridade e do seu desinteresse.

É que eles se haviam convencido desde meninos, tinham como artigo de fé que a propriedade é inviolável e sagrada; e, desde que o escravo era uma propriedade, logo…

Ora, os fundamentos da propriedade têm sido revistos modernamente por toda a espécie de pensadores e nenhum lhe dá esse caráter no indivíduo que a detém. Nenhum deles admite que ela assim seja nas mãos do indivíduo, a ponto de lesar a comunhão social, permitindo até que meia dúzia de sujeitos espertos e sem escrúpulos, em geral fervorosos católicos, monopolizem as terras de uma província inteira, títulos de dívida de um país, enquanto o Estado esmaga os que nada têm com os mais atrozes impostos.

A propriedade é social e o indivíduo só pode e deve conservar, para ele, de terras e outros bens, tão-somente aquilo que precisar para manter a sua vida e de sua família, devendo todos trabalhar da forma que lhes for mais agradável e o menos possível, em benefício comum.

Não é possível compreender que um tipo bronco, egoísta e mau, residente no Flamengo ou em São Clemente, num casarão monstruoso e que não sabe plantar um pé de couve, tenha a propriedade de quarenta ou sessenta fazendas nos estados próximos, muitas das quais ele nem conhece nem as visitou, enquanto, nos lugares em que estão tais latifúndios, há centenas de pessoas que não têm um palmo de terra para fincar quatro paus e erguer um rancho de sapê, cultivando nos fundos uma quadra de aipim e batata-doce.

As fazendas, naturalmente, estarão abandonadas; por muito favor, ele ou seus caixeiros permitirão que os desgraçados locais lá se aboletem, mas estes pobres roceiros que nelas vegetam, não se animam a desenvolver plantações, a limpá-las do mato, do sapê, da vassourinha, do carrapicho, porque, logo que o fizerem, o dono vendê-las-á a bom preço e com bom lucro sobre a hipoteca com que a obteve, sendo certo que o novo proprietário expulsá-los-á das terras por eles beneficiadas.

Na Idade Média e, mesmo no começo da Idade Moderna, os camponeses de França tinham contra semelhantes proprietários perversos que deixavam as suas terras en friche, o recurso do haro, e mesmo se apossavam delas para cultivá-las; mas a nossa doce e resignada gente da roça não possui essa energia, não tem mesmo um acendrado amor à terra e aos trabalhos agrícolas e procedem como se tivessem lido o artigo XVII da Declaração dos Direitos do Homem.

O que se diz com relação à propriedade imóvel, pode-se dizer para a móvel. Creio que é assim que os financistas denominam as apólices, moedas, títulos, etc.

O povo, em geral, não conhece esta engrenagem de finanças e ladroeiras correlativas de bancos, companhias, hipotecas, cauções, etc.; e quando, como atualmente, se sente esmagado pelo preço dos gêneros de primeira necessidade, atribui todo o mal ao taverneiro da esquina.

Ele, o povo, não se pode capacitar de que a atual alta estrondosa do açúcar é obra pura e simples do Zé Bezerra e desse Pereira Lima que parece ter sido discípulo dos jesuítas, com a agravante de que o primeiro foi e o segundo é ainda ministro de Estado, cargo cuja natureza exige de quem o exerce o dever de velar, na sua esfera de ação, pelo bem público e para a felicidade da comunhão.

Não estará tal coisa nas leis ou nos regulamentos; mas, evidentemente, se contém na essência de tal função administrativa.

Bastiat, nas suas Mélanges d’Économie Politique, tem um interessante capítulo, intitulado – “O que se vê e o que não se vê”. Pouco ou nada se relaciona com o nosso assunto; mas citei-o, porque foi a sua leitura que me fez considerar e analisar melhor certos fatos e não ficar como o grosso do povo preso “ao que se vê”, sem procurar a verdadeira explicação no “que não se vê”.

É difícil imaginar, para quem se atém unicamente “ao que se vê”, como esse negócio de apólices é o cancro do orçamento e a fonte de todos os nossos males, provocados pelo critério supersticioso que têm os nossos financistas sobre a propriedade privada.

Poderia encher isto aqui de algarismos, obtidos nos relatórios pantafaçudos ou nas tabelas do orçamento, para provar o que digo; mas deixo essa difícil exibição sabichona para o Senhor Oto Prazeres, a fim de que ele possa fazer mais um livro e ir ainda uma vez levá-lo em pessoa ao Senhor Venceslau Brás.

O caso das apólices é muito semelhante ao da escravatura na geração anterior à nossa. É um ônus que, em geral, herdamos das gerações passadas. Não garanto; mas, parece-me que ainda pagamos juros de apólices emitidas em 1867; e mesmo que isto não seja inteiramente verdade, deve ser aproximadamente, porquanto, de onde em onde, o governo, por isso ou aquilo, as substitui por outras, continuando, as novas, a serem virtualmente as velhas que aquelas substituíram.

Mirabeau, respondendo às objeções feitas a reformas radicais que rompiam totalmente com o passado, teve na Assembleia Constituinte de 89, uma comparação eloquentíssima. Se todos os nossos antepassados, dizia ele, ocupassem com os seus túmulos a superfície total da Terra, nós, os atuais habitantes, teríamos todo o direito de desenterrar os seus ossos, para cultivar os campos, criar gado, tirar da terra, enfim, a nossa subsistência.

Cito de memória; mas, julgo não ter deturpado o pensamento do grande conde de Mirabeau, o qual vem esclarecer o meu, quando não quero aceitar uma carga injusta dos nossos pais e lembro que essa obrigação herdada por nós de pagar prêmios de apólices de empréstimos de que as gerações passadas abusaram, deve cessar inteiramente, pois é tal verba orçamentária que nos esmaga de impostos e faz a nossa atual vida dificílima, mais ainda do que os estancos de Limas Pereiras, Bezerras e caterva.

No próprio ponto de vista dos usurários e truculentos capitalistas, a apólice é um mal, é um capital imobilizado que não concorre para o desenvolvimento do país; pois quem tem poucas, guarda-as, para receber juros como achego; e quem tem muitas, guarda-as também, para não fazer nada e viver do rendimento.

Contaram-me que há uma senhora que é possuidora de duas mil apólices de conto de réis; tem ela, portanto, a cinco por cento, o rendimento anual de cem contos de réis. Vive na Europa e não vem ao Brasil, há perto de trinta anos. Não gasta aqui um tostão, não dá aqui uma esmola, não paga um criado aqui e recebe quase tanto quanto o presidente da República, sem contar com a verba “representação”, aliás, sempre aumentada.

Se o povo “visse”, se o povo soubesse, como no caso da senhora, que nós já pagamos em juros o valor dessas apólices, pediria fossem elas canceladas e não continuassem a vencer prêmios e a vultosa quantia empregada no pagamento deles, cerca de sessenta mil contos, sendo suprimida do orçamento, serviria para aligeirar os impostos que oneram a carne-seca e outras utilidades indispensáveis à vida de quase a totalidade dos habitantes do país.

Outra medida que se impõe, é o confisco dos bens de certas ordens religiosas, bens que representam dádivas e ofertas da piedade, ou quer que seja, de várias gerações de brasileiros e agora estão em mãos de estranhos, porque os nacionais não querem ser mais frades. Voltem à comunhão os bens.

Pode-se admitir que os conventos sejam asilos de crentes de ambos os sexos que se desgostaram com o mundo. Admito, na minha tolerância que quisera bem ser renaniana; mas os estatutos dessas ordens não deixam perceber isso. Para os conventos de freiras, para as próprias irmãs de São Vicente de Paula (sei que não são freiras), não se entra sem um dote em dinheiro, sem um caríssimo enxoval, e, afora exigências de raça, de sangue e família.

Só se desgosta com o mundo, só tem ânsia de ser esposa de Jesus ou praticar a profunda caridade vicentina, as damas ricas e brancas, como a Nossa Senhora da Aparecida, de São Paulo. É mesmo católica essa religião?

Nos mosteiros de frades, é a mesma coisa e, sabido como todos eles são ricos, não se apreende para que exigem tanta despesa dos noviços, criando dificuldades para iniciação monástica, quando o interesse da religião estava em facilitá-la. Há quem suspeite que esse dinheiro todo, os santos monges pretendem empregá-lo para a nossa desunião… O tempo nos dirá o que for verdade…

Um governo enérgico e oriundo do povo que surgir tem o dever de confiscar esses bens, de retalhar as suas imensas fazendas, de aproveitar os seus grandes edifícios para estabelecimentos públicos e vender, assim como as terras divididas, os prédios de aluguel que essas ordens possuem, em hasta pública.

A confiscação desses bens obriga, para ser a medida completa, o governo a suprimir inteiramente todos os colégios de religiosos de ambos os sexos, sobretudo os destinados a moças ricas, por intermédio dos quais o clero acaba dominando os seus futuros maridos ou amantes; e, sabendo-se que estes são, em geral, pessoas poderosas e em altos cargos, a gente de sotaina pretende, desse modo, influir decisivamente nos atos dos poderes políticos do país e obter a nossa completa regressão aos áureos tempos das fogueiras e do beatício hipócrita. Há mais.

Uma das mais urgentes medidas do nosso tempo é fazer cessar essa fome de enriquecer característica da burguesia que, além de todas as infâmias que, para tal, emprega, corrompe, pelo exemplo, a totalidade da nação. Para amontoar milhões, a burguesia não vê óbices morais, sentimentais nem mesmo legais. 

Toca para adiante, passa por cima de cadáveres, tropeça em moribundos, derruba aleijados, engana mentecaptos; e desculpa-se de todas essas baixezas, com a segurança da vida futura dos filhos. 

Não encontraria mais motivo para proceder dessa maneira, mais infame do que o dos antigos salteadores dos grandes caminhos, se riscássemos do Código Civil o direito de testar, e as fortunas, por morte dos seus detentores, voltassem para o Estado; e nisto, imitaríamos os seus maiores, os burgueses da Revolução Francesa, que golpearam profundamente a nobreza, estabelecendo a igualdade de herança entre os filhos. 

O feudo, o castelo desapareceram, pois a fortuna deixou de passar intacta ou quase intacta, do marquês para o seu filho mais velho.

Todas estas medidas têm caráter financeiro, sem deixar de ter social; mas, a que me parece, mais urgente, é uma reforma radical do casamento, medida puramente social.

Eu sou por todas as formas de casamento; não me repugna admitir a poligamia ou a poliandria; mas transigiria se fosse governo. Continuaria a monogamia a ser a forma legal do matrimônio, mas suprimiria toda essa palhaçada de pretoria ou juizado de paz. O Estado só interviria para processar e condenar o bígamo; tudo o mais correria por conta das famílias dos nubentes. 

Os pais é que se encarregariam do processo, hoje chamado – “papéis de casamento” –, e das cerimônias que fossem do seu gosto realizar; e o Estado só saberia do “caso”, como atualmente, com o nascimento, por comunicação escrita das partes, para o competente registro. Não haveria nunca comunhão de bens; a mulher poderia soberanamente dispor dos seus.

O divórcio seria completo e podia ser requerido por um dos cônjuges e sempre decretado, mesmo que o motivo alegado fosse o amor de um deles por terceiro ou terceira.

A muitos leitores parecerão absurdas essas ideias; não pretendo convencer desde já todos, espero que o tempo e o raciocínio irão despertar neles simpatia por elas e a convicção da sua utilidade social.

Apelo para todos aqueles que não têm a superstição da lei, dos códigos, dos praxistas, dos acórdãos, dos arestos, do Pegas, do Lobão, das Ordenações e outros alfarrábios caducos; e quanto aos doutores do Direito que estão envenenados, intoxicados até à medula, com tudo o que decorre do sinistro e cruel direito romano, codificado, em grande parte, por um tirano das margens do Propôntida e pela prostituta sua mulher, como diz Condorcet, nas suas Réflexions sur l’Esclavage des Nègres; quanto a tais chacais e hienas a serviço dos burgueses, eu tomo a liberdade de dizer-lhes que, tarde ou cedo, sem eles ou com eles, há de se fazer uma reforma social contra “o Direito” de que são sacerdotes, pois o seu deus já está morto no coração da massa humana e só falta enterrá-lo, com o seu cortejo de apostilas e sebentas, de consolidações e manuais, não levando tal enterro senão as grinaldas dos arqueólogos, antiquários, geólogos e paleontólogos. Requiescat in pace!

Muitas outras medidas radicais me ocorrem, como sejam: uma revisão draconiana nas pensões graciosas, uma reforma cataclismática no ensino público, suprimindo o “doutor” ou tirando deste a feição de brâmane do código de Manu, cheio de privilégios e isenções; a confiscação de certas fortunas, etc., etc.

Iremos, porém, devagar e por partes; e, logo acabada esta guerra que é o maior crime da humanidade, quando os filhos e os outros parentes dos pobres-diabos que lá estão morrendo às centenas de milhares, ou se estropiando, tiverem de ajustar contas com esta burguesia cruel, sem caridade, piedade e cavalheirismo, que enriqueceu e está se enriquecendo de apodrecer, com esse horroroso crime, nós, os brasileiros, devemos iniciar a nossa Revolução Social, com essas quatro medidas que expus. Será a primeira parte; as outras, depois.

Terminando este artigo que já vai ficando longo, confesso que foi a Revolução Russa que me inspirou tudo isso.

Se Kant, conforme a legenda, no mesmo dia em que a Bastilha, em Paris, foi tomada; se Kant, nesse dia, com estuporado assombro de toda a cidade de Koenigsberg, mudou o itinerário da excursão que, há muitos anos, fazia todas as manhãs, sempre e religiosamente pelo mesmo caminho – a comoção social maximalista tê-lo-ia hoje provocado a fazer o mesmo desvio imprevisto e surpreendente; e também a Goethe dizer, como quando, em Valmy, viu os soldados da Revolução, mal-ajambrados e armados, de tamancos muitos, descalços alguns, destroçarem os brilhantes regimentos prussianos – dizer, diante disto, como disse: “A face do mundo mudou.”. Ave Rússia!

(Com o Blog da Boitempo/Prestes a Ressurgir)

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Magda Campbell passa à história

                                                               

     José Carlos Alexandre

             Magda Lopes Campbell nos deixou. 

A notícia foi-me passada ontem à tarde por um de seus companheiros de militância política e social.A líder classista foi-me, antes de tudo, vizinha de infância e de juventude.

                   Ela, desde muito cedo, aprendeu a lutar contra as adversidades da vida.

Seu pai, Alcides Campbell ,um dos 51 trabalhadores demitidos da Companhia Morro Velho, em Nova Lima, acusados de sabotadores (terroristas) por lutar por melhores dias para seus companheiro de trabalho.
                
                   A história destes heróis da classe operária nacional eu já contei neste espaço.

                  E,coincidentemente, da última vez em que me encontrei com Magda foi justamente no dia em que ela, seu irmão Alcebíades Filho e eu lembramos este tempo de terrível perseguição.  

                Foi durante nosso depoimento à Comissão da Verdade. Durante o qual propus a criação de um Monumento dos Trabalhadores brasileiros, tendo como destaque o horrendo episódio dos 51 de Nova Lima.
                  
                  Já solicitei ao Jurandir Persichini uma cópia do depoimento da Magda na COVEMG, para 
resumir aqui.
                   
                Magda Campbell presidiu com muito sucesso a Associação dos Professores , militou no Partido Comunista Brasileiro, no PPS e nas lutas do povo brasileiro pela Anistia. 

              Sempre serena mas irredutível quando se tratava da defesa   dos interesses dos trabalhadores e do povo.
                 
                 Sua falta já e faz sentir neste período de incertezas em que os brasileiros vivem.
                           
                                   
                  

Lançamento do “VAMOS!”: É preciso diálogo na construção de um processo Democrático

                                                                        

Brigada de Comunicação

Na tarde de sábado, dia 26 de agosto, na cidade de São Paulo, foi realizada a abertura do ciclo de debates “VAMOS!”, promovido pela Frente Povo Sem Medo e que se estenderá para outras capitais brasileiras como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Fortaleza, Belém e Recife. Os debates estão divididos em eixos de Democratização: da Economia; de Territórios e do Meio Ambiente; de Poder e da Política; da Comunicação e da Cultura; de um programa Negro, Feminista e LGBT; e da Educação e da Saúde

O evento contou com a presença dos mediadores Leonardo Sakamoto e Dríade Aguiar e, para o debate, Guilherme Boulos, líder do MTST, Eduardo Suplicy (PT/SP), Luiza Erundina (PSOL/SP), Marcelo Freixo (PSOL/RJ) e a liderança indígena, Sônia Guajajara.

Com as palavras iniciais, Leonardo Sakamoto afirmou que “A desilusão não pode destruir a esperança”. Ressaltou o quanto é preciso a transformação do país e que o ciclo de debates do “VAMOS!” quer discutir o Brasil que queremos. Os debates serão abertos em cidades de todo país e também via plataforma digital.

Guilherme Boulos, MTST, agradeceu a presença de todos e todas e destacou que vivemos um momento de desesperança e retrocessos, e o quanto é importante lutar contra a descrença e a antipolítica.

Ainda abordou a necessidade de se pensar verdadeiramente num projeto para o país e mudar nossos rumos. Ganhar eleições não basta, visto o golpe que o país sofreu e, portanto, a Democracia não pode ter as mesmas oligarquias de sempre. O povo precisa ter participação ativa e debatedora.

Erundina mostrou preocupação com a juventude e seu interesse pela política. Ressaltou que política é importante e, desse modo, é preciso se reencantar e lutar por uma dimensão social, educadora e coletiva. É preciso transformar o país com todos e todas.

Suplicy,  do PT/SP, destacou a luta e a importância da presença de outros nomes políticos para o diálogo e a busca de um projeto democrático para o Brasil. Faz-se necessário um projeto do povo e para o povo.

Ressaltou a iniciativa de debate promovida pelo ciclo do “VAMOS!” e tanto na plataforma digital quanto nas praças e ruas. Terminou afirmando a necessidade da busca dos valores coletivos e de Democratização. É de grande importância ir além dos muros das nossas casas e, assim, elevar o grau de justiça e da participação popular.

Freixo, do PSOL/RJ, falou que a esquerda precisa se olhar com mais fraternidade e dialogar num projeto democrático. Destacou que o “VAMOS!” provoca incômodo, inclusive na própria esquerda, e, por isso, é positivo para promover uma reflexão. Reforçou que precisamos dialogar com nossas similaridades, mas também, com nossas divergências para que se espalhe esse debate amplo e próximo de todas as pessoas nesse país.

Sônia Guajajara, líder indígena, cumprimentou todos e todas e destacou a presença das mulheres e da luta dos presentes. É preciso acreditar num país melhor. Falou da violência sofrida frente a revogação de terras e que não será o marco temporal de um governo ilegítimo que delimitará a luta de todos os povos indígenas. Reafirmou a importância da presença, do debate coletivo e da reflexão para que se construa um novo projeto de país apesar da desesperança que vivemos. É preciso lutar ainda mais e se reorganizar enquanto resistência.

Após as falas dos presentes, foram sorteadas pessoas da plateia para exporem suas opiniões sobre a proposta do “VAMOS!” e, consequentemente, darem o “pontapé inicial” nas discussões que abraçarão o país nos próximos meses, de setembro a dezembro.

(Com o MTST)

Você sabe o que é bitcoin?

                                       

                     O bitcoin e as tulipas digitais

Alejandro Nadal [*]

A ideia de uma moeda gerada directa e descentralizadamente pelos utilizadores, sem a intervenção do sistema bancário, soa interessante. Para começar, não estaria sujeita ao processo de endividamento que caracteriza a moeda emitida pelos bancos comerciais privados quando concedem um crédito. 

Além disso, não dependeria de um respaldo por parte de um banco central, único emissor de moeda de alto poder. Essas são as principais virtudes de uma moeda cujo papel de meio de troca facilitaria as transacções e as desembaraçaria do jugo que o sistema financeiro mantém sobre a criação monetária. 

Actualmente existem várias moedas que pretendem ter essas qualidades e cuja distribuição é efectuada por meio da rede. Trata-se de moedas digitais e denominam-se cripto-moeda porque o controle dos pagamentos e transacções efectua-se mediante um sistema encriptado que impede a violação e, por assim dizer, a falsificação da moeda. 

A mais importante é o bitcoin, que foi introduzida em 2009 e já ganhou aceitação institucional em escala internacional. O governo do Japão, por exemplo, recentemente eliminou o imposto sobre as transacções que utilizam esta moeda digital, o que provocou um incremento da utilização do bitcoin e um auge no mercado de cripto-moedas. 

Por outro lado, as transacções com esta moeda digital não precisam de intermediários e portanto não é preciso pagar as avultadas comissões normalmente cobradas pelos bancos e pelos grandes operadores de cartões de crédito. 

Esta moeda digital foi considerada por muito como o instrumento de troca do futuro. Na actualidade é utilizada para todo tipo de transacções, desde uma pizza ao domicílio até um pacote de matérias-primas no mercado de futuros. O bitcoin pretende alcançar uma aceitação e utilização internacionais, quase a par do dólar estado-unidense ou do euro.

Contudo, apesar do auge que experimentou o emprego desta cripto-moeda, há indicadores de que o sistema bitcoin está a funcionar próximo da sua capacidade de operação que é determinada pelo número de transacções que tolera. Isso provocou maior volatilidade no valor do bitcoin e até um aumento do custo de cada transacção, assim como demoras em confirmar que o pagamento foi efectuado de maneira correcta. 

Mas tudo o que foi dito nada é em comparação com o aumento explosivo no valor do bitcoin. Hoje um bitcoin cota-se no mercado de cripto-moedas em mais de 4 mil dólares. Ou seja, desde Maio até à data o bitcoin duplicou o seu valor. Convém recordar que o valor original do bitcoin quando teve início o seu emprego em transacções comerciais, em 2010, era de uns humildes centavos de dólar. 

A evolução das cotações do bitcoin indica com toda clareza que esta cripto-moeda converteu-se num activo como qualquer outro e é objecto de uma feroz actividade especulativa. Ou seja, estamos frente a uma bolha especulativa que poderia rebentar a qualquer momento. 

A explicação deste fenómeno repousa no duplo papel desta moeda. Por um lado é um simples meio de troca que pode ser usado para comprar qualquer artigo no mercado. Mas também é uma reserva de valor para enfrentar compromissos futuros. E por esta característica, um bitcoin converteu-se num activo no qual qualquer operador pode decidir colocar uma certa quantidade de riqueza. 


E aqui é onde tudo começa a comportar-se de uma maneira singular: ao aumentar o preço do bitcoin, a procura não só não se reduz como também aumenta. A expectativa de comprar algo hoje a um certo preço e vendê-lo amanhã a um preço mais alto é o motor de um comportamento especulativo que levou o bitcoin a níveis que não têm nada a ver com o seu emprego em transacções comerciais. 

Os utilizadores de bitcoin estão a adquirir esta moeda digital não porque seja útil como meio de troca. Estão a comprá-la porque o seu preço está a aumentar. É o mesmo fenómeno que se apresentou com todo tipo de activos nos mercados financeiros e recorda a febre das tulipas que invadiu os Países Baixos no século XVII. 

O estudo clássico de Peter Garber sobre a mania das tulipas (publicado em 1989 no Journal of Political Economy) revela que no momento de máximo auge desse mercado ninguém estava a comprar tulipas pelas suas qualidades ornamentais. Por isso o preço de um exemplar da variedade Semper Augustus passou de uns mil florins a mais de 5,5 mil florins entre 1623 e 1637. A loucura durou anos até que rebentou a bolha, deixando muitos na ruína. 

As virtudes que teria uma moeda não emitida pelo sistema de bancos comerciais privados são consideráveis. Mas enquanto não se puder controlar o seu papel de reserva de valor, as cripto-moedas não poderão separar-se do mundo da especulação. O bitcoin converteu-se numa colecção de tulipas digitais e o protagonista de uma bolha que logo terá de rebentar. 

23/Agosto/2017
Acerca da crise das tulipas ver também: 
Tendências, disparadores e tulipas
Da bolha das tulipas à bolha financeiro-imobiliária
Crises, os desenlaces possíveis 

O original encontra-se em www.jornada.unam.mx/2017/08/23/opinion/023a1eco 

[*] Economista, mexicano. 

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
29/Ago/17

Todo mundo lá,minha gente!


Debate e lançamento do último livro de Anita Leocadia Prestes em Florianópolis no dia 19 de setembro


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

DIREITO AO SOSSEGO

                                           

TJ-RJ manda igreja indenizar morador
incomodado por barulho de cultos

Estabelecimento que promove eventos com som excessivamente alto comete ato ilícito e deve indenizar os vizinhos que forem perturbados. Com base nesse entendimento, a 19ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou que a Igreja Universal do Reino de Deus no Méier, zona norte da capital fluminense, pague indenização por danos morais de R$ 5 mil a um homem pelo barulho feito durante os cultos.

Na ação, o autor relata que o templo, instalado num galpão vizinho aos fundos da sua casa, é local de cultos diários — das 6h às 21h — e que, por diversas vezes, reclamou com a polícia do ruído excessivo das cerimônias.

Incomodado, o morador acabou se mudando do local. A administração da igreja revestiu o galpão e o tornou à prova de som depois que a ação já transcorria na Justiça.

Em função da proteção acústica feita no templo, o juízo da 6ª Vara Cível Regional do Méier julgou extinto o processo. Mas o homem recorreu, e a 19ª Câmara Cível reconheceu o direito à indenização.

Para a relatora do caso, desembargadora Valeria Dacheux, a igreja agiu de forma ilegal ao desrespeitar seus vizinhos. Assim, para evitar que a instituição volte a agir dessa forma, ela votou por estabelecer indenização de R$ 5 mil. A relatora foi seguida por seus colegas de turma. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-RJ.

Processo 0015386-14.2009.8.19.0208

(Com  a ConJur)

Venezuela sediará Cúpula Mundial de Solidariedade

                                                                                       

Evento foi confirmado durante reunião com representantes de movimentos sociais de 17 países diferentes
      
Durante os dias 16 e 17 de setembro será realizada em Caracas, capital da Venezuela, a Cúpula Mundial de Solidariedade. 

Evento foi convocado pelo presidente Venezuelano Nicolás Maduro em resposta as ameaças que o governo vem sofrendo por parte dos Estados Unidos após a instalação da Assembleia Nacional Constituinte.

A informação foi dada pelo deputado da Assembleia Nacional Elias Jaua Milano durante reunião com ativistas e representantes de movimentos sociais de 17 nações diferentes.

Na ocasião Jaua afirmou que a Venezuela vive “uma de suas mais importantes batalhas para preservar a sua independência, liberdade e autodeterminação, para construir uma sociedade de iguais onde todos possam viver com justiça e dignidade”.

(Com Opera Mundi)

"1968 – Quando a Terra tremeu"

                                                                    
Conselheiro da ABI, com passagem por alguns dos principais veículos de comunicação do país (O Globo, TV Globo e SporTV), o jornalista Roberto Sander acabou de fechar com a Autêntica Editora, com o agenciamento de Luciana Villas Boas, da VB&M, a edição do seu mais novo livro, o 12º da sua carreira de autor.  Chama-se 1968 – Quando a Terra tremeu que aborda os principais acontecimentos daquele ano tão emblemático, prestes a completar 50 anos. Com lançamento previsto para março de 2018, o livro é uma viagem a um período da história que, como sugere o título, fez a “Terra tremer”.

ABI – O ano de 1968 ficou conhecido como aquele não terminou e que, tempos depois, ainda fazia Jean Paul Sartre se perguntar, com certa perplexidade, sobre “o que exatamente aqueles jovens queriam”. Já é possível responder a essa questão?

RS – Creio que o mistério e o encanto de 1968 sejam permanentes. O que procurei no meu livro foi fazer releitura deste ano, lançando uma nova luz sobre acontecimentos que tiveram tanta influência sobre os destinos na humanidade. Acho que o leitor terá muitos elementos para tirar suas próprias conclusões sobre o que realmente aconteceu. Este foi meu principal objetivo. Para isso, não me limitei aos fatos políticos mais conhecidos, como, por exemplo, o AI-5, que anunciou os Anos de Chumbo; a Passeata dos Cem Mil; o Maio francês; e a Primavera de Praga.

ABI – Quais foram os outros aspectos abordados?

RS – São os mais variados possíveis. Nesse livro fiz um trabalho de garimpagem de notícias antigas. Assim descobri histórias marcantes de 1968 que vão além das questões políticas mais tradicionais. Assim alterno episódios mais “pesados” como a guerra do Vietnã e os atentados a bomba à editora Civilização Brasileira e ao jornal Correio da Manhã, que anunciavam o endurecimento do regime militar, com outros mais leves, como a primeira viagem ao Rio de Janeiro de Mick Jagger e a visita ao Brasil da Rainha da Inglaterra Elizabeth II.

ABI – Esse período foi marcado por grandes avanços tecnológicos. Isso também está presente no livro?

RS – Com certeza. Temas científicos, culturais, econômicos e comportamentais estão presentes o tempo todo. Narro com detalhes, por exemplo, todas as viagens espaciais que prepararam a chegada do homem à Lua, em 1969.  

Já na medicina, vivíamos a era dos transplantes. Foi quando o médico sul-africano Christiaan Barnard conseguiu com sucesso fazer o coração de um negro bater no peito de um homem branco no país mais racista do mundo, no momento em que Nelson Mandela já se encontrava preso. Muita gente – por puro preconceito – dizia que não daria certo, mas Barnard provou o contrário e ainda afirmou que os negros eram excelentes doadores, pois dificilmente tinham problemas cardíacos.


ABI – Quais são os personagens mais interessantes focalizados no livro?

RS – A lista é muito grande, mas creio que consegui retratar os mais importantes. No plano internacional, temos, por exemplo, Nixon chegando à presidência dos Estados Unidos; Fidel fazendo um expurgo no Partido Comunista Cubano; Brejnev ameaçando intelectuais soviéticos por apoiarem o movimento de libertação na Tchecoslováquia; a liderança de Cohn-Bendit nas passeatas do maio francês; e as mortes trágicas de Luther King, de Bob Kennedy e do cosmonauta soviético Yuri Gagarin. 

Já no Brasil, retrato o presidente Costa e Silva aprofundando medidas cada vez mais autoritárias; a morte do estudante Edson Luís em confronto com a polícia militar; a tentativa de formação da Frente Ampla de resistência ao regime por Lacerda, JK e Jango; as passeatas de protesto comandadas por Vladimir Palmeira; e as prisões de Caetano e Gil depois do AI-5.

ABI – Existe afinal uma explicação para que tanta coisa acontecesse ao mesmo tempo em 1968?
                                                                                                                         
A Passeata dos Cem Mil
RS – O que aconteceu, a meu ver, foi uma reação da juventude que se sentia encurralada pelas pressões de mais de duas décadas de Guerra Fria. Resistia-se aos processos de manipulação das grandes mídias que funcionavam como difusores da ideologia capitalista. Ao mesmo tempo, havia também rejeição ao socialismo opressivo imposto pela União Soviética aos países do leste Europeu. Os rebeldes parisienses diziam que “a humanidade só seria feliz quando o último capitalista fosse enforcado nas tripas do último burocrata stalinista”. Isso resumia o espírito contestatório da época.

ABI – Por tudo que pesquisou como acha que 1968 influenciou nas transformações no mundo?

RS – A influência foi imensa. Foi a partir dos acontecimentos de 68 que sugiram os movimentos ecológicos, feministas, as organizações não governamentais (ONGs), os defensores dos direitos humanos, dos animais e das minorias. Mas as decepções também foram grandes. Ao ver os sonhos frustrados, “da utopia alcançar o poder”, parte significativa dos jovens militantes do período se entregou ao consumo das drogas ou optou pela luta armada. Tudo isso teve enorme repercussão tanto no Brasil como no exterior. Não por acaso, meio século depois, 1968 ainda desperta tanto fascínio e curiosidade.

 (Com a ABI)

DEBATES AGITAM ELEIÇÕES NA ADUFRJ (Sindicato dos Docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro). A professora Anita Leocadia Prestes está apoiando a Chapa 2

                                                                  
A temporada de debates entre as duas chapas que disputam a direção da Adufrj será aberta às 10h de terça-feira, 29
de agosto, no Salão Nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), no Largo de São Francisco.

As eleições acontecem nos dias 11 e 12 de setembro para um mandato até outubro de 2019. Podem votar docentes
sindicalizados até 13 de julho deste ano.

Disputam a presidência da Adufrj Maria Lúcia Teixeira Werneck Vianna, do Instituto de Economia, pela chapa 1, e
Mariana Trotta Dallalana Quintans, da Faculdade Nacional de Direito, à frente da chapa 2.

A votação irá também renovar o Conselho de Representantes. As inscrições de candidatos ao colegiado podem ser
feitas até sexta-feira, dia 1º de setembro.

O confronto entre lideranças da chapa 1, Universidade para a Democracia, e chapa 2, Adufrj-SSind de Luta e pela
Base, será mediado pelo presidente da Comissão Eleitoral, Flávio Martins, da FND.

Depois do debate do IFCS, o segundo encontro entre as chapas foi marcado para 14h da quinta-feira, 31, na sala
E-212 do Centro de Tecnologia, no Fundão.

O último confronto de propostas acontece às 18h de terça-feira, 5 de setembro, no auditório da Escola de Serviço
Social, na Praia Vermelha.

Regras

A Comissão Eleitoral definiu regras para os debates. Além de Flávio Martins, que fará a mediação, a mesa será
composta por dois representantes de cada chapa.

Cada uma delas terá 15 minutos para exposição de seu programa.  A ordem de apresentação será definida antes do
início de cada debate por sorteio. Estão previstos três blocos de perguntas.
                          
  Professora Anita Prestes declara seu apoio à Chapa 2!
                                                               
"Na condição de docente da UFRJ há mais de vinte anos, declaro o apoio à chapa 2 (Adufrj-SSind de Luta pela Base) nas próximas eleições da direção da Adufrj, tendo em vista principalmente a necessidade de todo o movimento docente nacional estar unido em torno da sua entidade máxima - o ANDES, 
com o objetivo de lutar contra as graves ameaças que pairam sobre o sistema educacional brasileiro no momento atual.
Todo apoio à luta unitária por uma universidade pública, gratuita e autônoma!"
ANITA LEOCADIA PRESTES - professora do Programa de Pós-graduação em História Comparada da UFRJ

"Habitando o Tempo" tem lançamento à noite


Novo estudo climático desmente a teorização aquecimentista – Mas o "nosso novo documento técnico... provavelmente será ignorado"

                                                              
Tyler Durden

Não é de surpreender que tantas pessoas acreditem na ideia de que o aquecimento global está a ser causado quase inteiramente pela actividade humana, dado o facto de grande parte dos cientistas parecer acreditar nisso. Mas cientistas deveriam perguntar-se porque ainda há uma grande legião de "negadores", como eles gostam de chamá-los, os quais são categóricos ao afirmarem que a alteração climática antropogénica é uma vigarice. 

A razão para isso é que a comunidade científica foi apanhada muitas vezes a manipular dados climáticos e a fazer afirmações aberrantes . As celebridades e políticos que promovem esta causa em muitas ocasiões também foram apanhados a viverem em mansões palacianas, a voarem por todo o mundo em jactos privados e geralmente a viverem vidas de excesso que produzem muito mais carbono do que a pessoa média. Dados estes factos, como é que alguém poderia tomar com seriedade os argumentos do aquecimento global? 

O que tão pouco ajuda a sua causa é cientistas respeitáveis questionarem o dogma da alteração climática. Recentemente, dois cientistas australianos publicaram um documento que explica porque as mudanças na temperatura global que vemos hoje provavelmente são totalmente naturais .

Jennifer Marohasy, uma cientista com uma longa lista de credenciais impressionantes , as quais incluem a fundação do The Climate Modeling Laboratory, abre o seu espantoso relatório climático com uma dose de realidade: 

"Nosso documento técnico ... provavelmente será ignorado", escreve ela em The Spectator Australia

Ela prossegue para explicar o porque: "Porque depois de aplicar a técnica mais recente para grandes conjuntos de dados (big data) a seis séries de temperaturas proxy com 2000 anos de duração não podemos confirmar que o aquecimento recente tenha qualquer outra origem senão a natural – que poderia ter ocorrido de qualquer maneira, mesmo se não houvesse revolução industrial".

No cerne do seu argumento está o facto de as temperaturas globais terem sido realmente mais quentes durante a Idade Média , o que durante anos costumava ser considerado de conhecimento geral e hoje é muitas vezes negado por muitos proponentes das alterações climáticas. Estes investigadores confirmaram que o mundo na verdade era mais quente antes da revolução industrial. O que naturalmente sugere que a actividade humana quase não tem impacto sobre o clima como afirmam muitos ambientalistas. 

Típico de grande parte de tais séries de temperatura, elas ziguezagueiam para cima e para baixo enquanto mostram duas tendências ascendentes: a primeira tem o pico cerca do ano 1200 DC e corresponde à época conhecida como Período de Aquecimento Medieval (PAM), ao passo que a segunda atinge o pico em 1980 e a partir de então mostra declínio... 

Entretanto, há múltiplas linhas de evidência a indicarem que a Europa estava cerca de um grau mais quente durante o PAM – o que corresponde à ascensão de 1200 DC no nosso Hemisfério Norte combinado. De facto, há montes de documentos técnicos publicados com base em registos proxy que apresentam um perfil de temperatura relativamente quente neste período. 

O ponto principal é não deixar ninguém dizer-lhe que o debate da alteração climática está acabado e que a ciência sobre a matéria está estabelecida. Não deixe ninguém enganá-lo com a ideia de que há um consenso estrito entre cientistas quanto ao aquecimento global (e mesmo se houvesse um consenso de 100%, só porque muitas pessoas acreditam em algo isso não significa que seja verdadeiro). 

As pessoas que andam a promover a teoria do aquecimento global provocado pelo homem foram apanhadas a mentir-nos demasiadas vezes para que possamos segui-las cegamente. 

O original encontra-se em www.zerohedge.com/... 

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .