quinta-feira, 31 de outubro de 2013

QUEBRA-QUEBRA


Argentinos que se sentem nervosos, frustados ou estressados no trabalho têm agora um caminho alternativo para aliviar sua tensão.Trata-se do Clube do quebra-quebra (crédito: BBC)
O 'clube do quebra-quebra' é frequentado principalmente por mulheres
Os moradores de Buenos Aires agora estão recorrendo ao Break Club, um "clube do quebra-quebra".
No local, é possível, mediante pagamento, esmagar e destruir objetos só para relaxar.
Segundo o criador do projeto, Guido Dodero, 85% dos integrantes do Break Club são mulheres.
Ele atribui o fato ao suposto machismo argentino e à pressão que as mulheres sofrem para se encaixar em padrões pré-definidos.

O bloqueio é agressivamente extraterritorial e uma violação do Direito Internacional

                                          


Intervenção do ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, no 68º período de sessões da Assembleia Geral das Nações Unidas, Nova York, 29 de outubro de 2013

Senhor presidente:

O Departamento do Comércio dos Estados Unidos pôs como condições para emitir uma licença que autorize qualquer fornecimento de equipamentos, dispositivos ou medicamentos ao Centro de Cardiologia Pediátrica William Soler, de Havana, o emprego exclusivo destes em pacientes cubanos, monitorizar seu destino final, que não sejam empregados em atos de tortura, em violações dos direitos humanos, em produções biotecnológicas, nem que sejam reexportados. No apêndice E do formulário da licença pede inúmeros dados, com o objetivo de verificar que o centro de cardiologia pediátrica não tenha vínculos com a produção de armas químicas bem biológicas, com tecnologias de mísseis nem com armas nucleares.

 Dezenas de especialistas de prestígio, ao menos cinco reconhecidos hospitais estadunidenses e muitos outros no mundo conhecem bem esta instituição especializada em cardiologia e cirurgia pediátricas, que desde o ano 2010 já operou do coração 1.101 crianças e atendeu a milhares de pacientes mirins. Contudo, este centro de cardiologia pediátrica continua sendo qualificado pelo Departamento do Comércio estadunidense como “Hospital Denegado”.
                                                                     
 Em consequência, as meninas e meninos cubanos não podem ser tratados com o dispositivo Amplatzer, para curar a comunicação interauricular ou fechar o curto-circuito vascular no conduto arterial do coração, nem com os dispositivos utilizados no cateterismo intervencionista, ou receberem medicamentos de melhor qualidade para o tratamento da insuficiência cardíaca, antiarrítmicos e antibióticos de ultima geração.

 Por essa razão, dezenas de crianças tiveram que ser submetidas a cirurgias torácicas que poderiam ter sido evitadas. Outras centenas de crianças operadas, com hipertensão pulmonar, não puderam ser tratadas com gás óxido nítrico, que é uma das melhores técnicas terapêuticas disponíveis.

  Da mesma maneira, o Instituto de Cirurgia Cardiovascular carece de peças de reposição, contrastes e software avançado, para realizar cardiografias.

O hospital ortopédico Frank País não pode substituir a câmera Gamma SOPHA necessária para o diagnóstico de afecções tumorais malignas, infecções ósseas e articulares.

O Instituto de Medicina Tropical Pero Kourí não pode ter acesso ao medicamento antiviral em solução oral infantil Kalestra, ao não ter licença do Departamento do Tesouro para sua importação. Este medicamento inibe a replicação do vírus em crianças nascidas com Aids, aumenta sua imunidade e previne o aparecimento das doenças oportunistas.
                                                                            
Os danos que produz o bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos imposto a Cuba são incalculáveis. Provoca sofrimentos e constitui uma violação em massa, flagrante e sistemática dos direitos humanos. Mais de 76% dos cubanos já viveu sob seus efeitos devastadores desde seu nascimento.

O bloqueio é qualificado como um ato de genocídio, segundo o artigo II da Convenção de Genebra de 1948 para a Prevenção e a Sanção do Delito de Genocídio; e também como um ato de guerra econômica, de acordo com a Declaração Relativa ao Direito da Guerra Marítima, adotada em 1909.

O Departamento de Estado mente e manipula dados do envio de dinheiro por parte da emigração e das pequenas doações de organizações não governamentais, que ele mesmo obstaculiza, para apresentar seu governo como um doador de ajuda humanitária para a nossa nação.

O memorando do vice-secretário assistente do Estado Lester Mallory, escrito em 6 de abril de 1960 e tornado público 30 anos depois, diz, cito:
                                                                     
“A maioria dos cubanos apoia Castro [...] Não existe uma oposição política efetiva [...] O único meio possível para fazer com que perca apoio interno [ao governo] é provocar o desencantamento e o desalento mediante a insatisfação econômica e a penúria [...] É preciso pôr em prática rapidamente todos os meios possíveis para enfraquecer a vida econômica [...] negando a Cuba dinheiro e suprimentos com o objetivo de reduzir os salários nominais e reais, com o objetivo de provocar fome, desespero e a derrubada do governo”. Fim da citação.

É bárbaro e insólito que, passados 53 anos, persista a mesma política.

Senhor presidente;

Os danos econômicos acumulados em meio século devido ao bloqueio perfazem já mais de US$ 1,57 trilhão (mais de um milhão de milhões).

Nós temos conseguido resultados incontestáveis na eliminação da pobreza e da fome, em índices de saúde e educação que são de referência mundial, na promoção da igualdade de gênero, na liberdade e no bem-estar equitativo, no consenso social, na participação democrática dos cidadãos nas decisões do governo, na reversão da deterioração ambiental e no desenvolvimento da cooperação internacional com uma centena de países do terceiro Mundo. Quanto mais teríamos podido fazer sem este colossal entrave ao nosso desenvolvimento e os enormes custos humanos e financeiros que nos tem imposto?

Durante o governo do presidente Obama o bloqueio se recrudesceu, particularmente no setor financeiro.

Historicamente, os Estados Unidos têm empregado na perseguição e vigilância de nossas transações financeiras e relações econômicas o enorme poderio tecnológico de seu sistema em massa de espionagem global, recentemente denunciado.

  Desde janeiro de 2009 até setembro de 2013 foram impostas multas a 30 entidades norte-americanas e estrangeiras, cujos montantes totalizam mais de US$ 2,446 bilhões, por manterem relações com Cuba e outros países.

Em dezembro de 2012, o banco britânico HSBC foi multado, pela mesma razão, com uma multa de US$ 375 milhões e o banco japonês Tókio-Mitsubishi UFJ com US$ 8,6 milhões.

Em março de 2013, a agência Reuters suspendeu os serviços de informação bancária e financeira.

 O cerco econômico se estreitou e seu impacto marca presença nas carências e dificuldades que sofre a família cubana em todos os aspectos de sua vida.

 Os Estados Unidos não são um parceiro comercial de Cuba, como afirmam sem nenhum tipo de vergonha seus representantes, porque não pode ser isso o Estado que para o qual não se pode exportar nem comprar produtos ou serviços, nem usar o dólar americano nas nossas transações; de cujas subsidiárias em terceiros países não nos é permitido adquirir nem mercadorias nem alimentos, devido à Lei Torricelli, a qual também proíbe entrar nos portos norte-americanos, durante 180 dias, navios do mundo todo que entrem em portos da Ilha; que impede a outras nações vender-nos tudo aquilo que tiver mais de 10% de seus componente norte-americanos ou exportar para os EUA qualquer produto que contenha matérias-primas cubanas. Não é parceiro nosso o Estado em que rege a Lei Helms-Burton, que alargou de forma inédita as dimensões extraterritoriais do bloqueio e codificou integralmente a “mudanças de regime” e a posterior intervenção em Cuba, nem o Estado que invoca a Lei de Comércio com o Inimigo, de 1917, tão só aplicável em tempo de guerra e unicamente vigente para Cuba.

Nossa pequena Ilha não é uma ameaça para a segurança nacional da grande superpotência. Então, por que os norte-americanos não podem ter acesso aos produtos cubanos de primeira qualidade, nem aos nossos medicamentos de última geração? Por que seus empresários estão perdendo chances de negócios? Por que não são abertos negócios que permitiriam criar empregos em tempos de crise? Por que as companhias norte-americanas não podem aceder à nova Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel?    

As sanções permanecem intatas e são aplicadas com todo o rigor. Não é um assunto bilateral. O bloqueio é agressivamente extraterritorial e uma violação do direito internacional que dilacera a soberania de todos os Estados. É uma transgressão das normas internacionais de comércio e da liberdade de navegação. A cruel inclusão de medicamentos e alimentos quebranta o Direito Internacional Humanitário. É um ato hostil e unilateral que deve cessar unilateralmente.

Senhor presidente;

 O bloqueio é o obstáculo principal ao mais amplo aceso a internet e às tecnologias da informação e das comunicações, ao restringir a largura da banda da Ilha, tornar mais cara a conetividade e impedir a ligação aos cabos submarinos mais próximos.

As sanções limitam gravemente os contatos entre ambos os povos e os que são permitidos, os condicionam, sob os propósitos da “mudança de regime” e para provocar a desestabilização interna.

Apesar de que Washington tem autorizado muito seletivamente alguns intercâmbios culturais, acadêmicos e científicos, estes continuam sujeitos a severas restrições e múltiplos projetos deste tipo não puderam ser realizados devido às licenças negadas, os vistos e outras autorizações burocráticas.
                                                                       
Cuba é o único destino do planeta proibido para as viagens dos cidadãos estadunidenses. É um assunto constitucional relevante que, nessa matéria, os cidadãos norte-americanos não sejam iguais perante a lei, segundo sejam ou não de origem cubana.

O time nacional de beisebol ainda não conseguiu cobrar os pagamentos que lhe devem, devido a sua participação no 2º e 3º Clássicos Mundiais desse esporte, em 2009 e 2013. Uns 300 corredores norte-americanos tiveram sua licença negada e não puderam participar da maratona Marabana, em 2012.

Mais de 300 músicos, que participaram em dezenas de projetos artísticos nesse país, ainda não puderam receber remuneração alguma.

A emigração cubana sofre medidas discriminatórias. A resposta à reforma da lei migratória cubana, de janeiro de 2013, tem sido a persistência na implementação da Lei de Ajuste Cubano e da política “pés secos-pés molhados”, que alentam a emigração ilegal e insegura e o tráfico de pessoas, as quais provocam perdas de vidas humanas.

Curiosamente, o Gabinete de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) embargou os fundos de uma organização não governamental britânica, destinados a adquirir e distribuir no Reino Unido o livro A guerra econômica contra Cuba, de um autor europeu, produzido pela editora Monthly Review Press, com sede em Nova York.

Durante três meses, foram retidos os fundos do Conselho Latino-americano de Igrejas, previstos para custear sua 6ª Assembleia Geral, em Havana.

A cooperação humanitária, principalmente médica e educativa, que oferecemos a dezenas de povos, também é alvo de repressão.

O bloqueio é um ato inculto que impede o livre desenvolvimento das pessoas, o fluxo da informação, o intercâmbio de ideias e o desenvolvimento de vínculos culturais, esportivos e científicos.

A política estadunidense contra Cuba sofre de um absoluto isolamento e descrédito mundiais e carece de sustento ético ou legal. Isso ficou demonstrado pelos mais de 180 votos nesta Assembleia Geral, os discursos de dezenas de Chefes de Estado ou governo no Debate Geral e os argumentos dos Estados Membros e das Organizações Internacionais expostos no Relatório do Secretário-Geral das Nações Unidas.

Senhor presidente;

O presidente Obama poderia utilizar suas amplas faculdades constitucionais, ainda sem passar pelo Congresso, para gerar uma dinâmica que permita mudar a situação. Afinal, os norte-americanos dizem que ele foi eleito para a mudança. Que poderiam ganhar com a inércia de uma política velha, obsoleta, própria do confronto bipolar, doentia e eticamente inaceitável, que não tem funcionado durante 50 anos? Por que não escutar a opinião crescentemente majoritária na sociedade norte-americana e na emigração cubana, inclusive na Flórida, que apoia a normalização das relações bilaterais e se opõe ao bloqueio e à proibição de viajar?

Por que não aceitar que somos uma Nação e um Estado independente, igualmente soberano? Não seria melhor abrir mão pragmaticamente da obsessão ideológica, herdada de duas gerações anteriores de políticos estadunidenses, que nunca funcionou e deixar de gastar os dólares dos contribuintes para tentar, infrutiferamente, mudar o governo cubano?

 A persistência do Departamento de Estado de qualificar Cuba, de maneira arbitrária e infundada, como Estado patrocinador do terrorismo internacional, faz perder credibilidade aos Estados Unidos, pois precisamente a partir do seu território foram organizados, financiados e executados atos terroristas contra Cuba, que provocaram 3.478 mortos e deixaram 2.099 pessoas incapacitadas. Em Miami tem um cômodo refúgio o conhecido terrorista internacional Posada Carriles, enquanto se mantêm em injusta e prolongada prisão quatro dos Cinco lutadores antiterroristas cubanos. Que impede ao governo dos Estados Unidos pô-los em liberdade, como ato humanitário ou de justiça?
                                                         
Senhor presidente;

O governo de Cuba, com o apoio amplamente majoritário e a participação ativa do povo, continua empenhado em um profundo processo de transformações econômicas, enveredadas a tornar mais eficiente nossa economia socialista, melhorar o nível de vida da população e preservar as conquistas sociais da Revolução.

Estas transformações gozam de um amplo reconhecimento internacional e contam com a crescente cooperação de muitas nações, particularmente da região da América Latina e o Caribe, com o qual se fortalecem diversas formas de integração.

Os fundamentos da política norte-americana para Cuba se mantêm inalteráveis, ancorados na Guerra Fria.

 Senhor presidente:

Os perigos que ameaçam a existência de nossa espécie são graves e iminentes. Para preservar a vida humana é preciso salvaguardar a paz e para isso se torna indispensável uma mudança profunda na maneira de tratar e de resolver os problemas do mundo e os conflitos, mediante o diálogo e a cooperação, sem o egoísmo e a filosofia do despojo que conduzem à guerra, ao emprego da força e às medidas econômicas de coerção que, silenciosamente, também ferem e matam.

É certo que entre ambos os governos existem grandes diferenças, mas o único caminho produtivo é encontrarmos uma maneira civilizada de relacionamento, reconhecendo que somos Estados vizinhos mas diferentes e que só a cada povo cabe resolver seus próprios assuntos, seu sistema político e decidir acerca de sua economia, segundo seus legítimos interesses. Portanto, será preciso fazer com que predomine o diálogo, a negociação e, inclusive, a cooperação no que seja possível e conveniente, em benefício de ambos os povos e das relações hemisféricas.  

O recente reatamento das conversações migratórias e sobre o correio postal, assim como o desenvolvimento de contatos acerca de outros temas de interesse mútuo, como as operações de resposta a vazamentos de petróleo, os procedimentos de busca e salvamento marítimo e aeronáutico e a segurança aérea e da aviação, demonstram que isso é possível e útil.

O governo de Cuba, como expressão de sua decisão de paz e convívio respeitoso, reitera sua disposição de avançar no caminho da normalização das relações bilaterais e ratifica sua disposição de entabular um diálogo sério, construtivo, em condições de igualdade e pleno respeito à nossa independência.

Senhor presidente;

Mais uma vez, em nome do abnegado, heróico e solidário povo de Cuba, solicito aos representantes dos Estados Membros votarem a favor do projeto de resolução intitulado “Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba”.

Muito obrigado.

Rainha Elizabeth 2ª ratifica lei que regula imprensa britânica


                                                                        
Uma assinatura da rainha Elizabeth 2ª selou ontem a criação de mais um órgão de regulação das atividades da imprensa britânica.

A rainha ratificou a "royal charter", carta real elaborada por membros do governo conservador de David Cameron, com apoio dos trabalhistas, hoje na oposição.

O ato de ontem é um dos principais capítulos do escândalo de 2011 que levou ao fechamento do jornal "News of the World", do empresário australiano Rupert Murdoch, acusado de grampear telefones de maneira ilegal para conseguir informações.

Ontem, jornais e revistas apelaram até o último minuto à Justiça para evitar a assinatura da carta pela rainha. Os pedidos foram rejeitados.

Entre esses veículos estão os jornais "Daily Mail", "The Telegraph", "The Mirror" e "The Times". Eles alegam que não aceitam a fiscalização de um órgão de Estado criado por governo e partidos.

O Reino Unido já tem, desde o início dos anos 90, uma Comissão para Queixas contra a Imprensa --esse órgão, composto por representantes dos veículos, foi acusado de inação diante das denúncias contra o "News of the World".

O novo órgão regulador poderá aplicar multas de até 1 milhão de libras (R$ 3,7 milhões), além de impor correções e pedidos de desculpas por parte de jornais e revistas.

Estabelece ainda um código de conduta que pede "respeito pela privacidade onde não houver suficiente justificativa de interesse público". Qualquer pessoa que alegar ter sido atingida por reportagens poderá acionar o órgão. O texto diz que não há possibilidade de censura prévia.

A regulação é consequência de um inquérito concluído em novembro de 2012, que investigou os tabloides suspeitos de grampo ilegal.

Com a "royal charter", os políticos buscaram respaldo real, que poderá dar vida "estável" ao órgão regulador seja qual for o futuro governo.

Pelas regras, os membros do novo órgão serão indicados de maneira independente --não podem ser editores de jornais nem políticos. Mas o Parlamento pode mudar o estatuto a qualquer momento com a aprovação de dois terços dos parlamentares.

Para jornais e revistas, a brecha traz risco de influência política no controle da imprensa. Na semana passada, os veículos apresentaram uma espécie de "charter paralela". A ideia não foi aceita.

Oficialmente, nenhum veículo é obrigado a aderir às novas regras. Mas, para especialistas, haverá pressão externa incentivando os jornais a aceitarem, até para não dar margem a derrotas em processos na Justiça --o Judiciário estaria aconselhando magistrados a tratar de modo diferente quem aderir ou não às diretrizes do novo órgão.(Com Leandro Colon/F.S.Paulo)

O lírio e a cidadania honorária

                                             

Carlos Lúcio Gontijo

         Em 2012, fui a Teresina, no Piauí, lançar o romance “Quando a vez é do mar” e visitar o amigo Magnus Martins Pinheiro, jornalista e professor universitário. De Teresina parti para Floriano, onde vive tia Otacília, irmã de minha saudosa mãe Betty Rodrigues Gontijo, que no ano que vem completará 100 anos.

Na quente e bela cidade de Floriano banhada pelo rio Parnaíba, estive com outro grande amigo, o querido Frei Vicente, um padre franciscano, que veio da Itália e adotou o Brasil como pátria. Há dois anos mais ou menos, já com a saúde debilitada, o velho frei viajou à sua terra natal, sob o objetivo de se despedir dos parentes e dizer-lhes que não voltaria à Itália, deixando-lhes bem claro que seu desejo final era ser sepultado na cidade de Floriano, que ao longo dos anos de sacerdócio se transformou no berço de sua alma e essência de sua vida.

          Na casa de minhas primas Maria do Carmo e Maria das Dores, ganhei de presente algumas mudas de um lírio africano, que foi trazido da distante África pelo Frei Vicente. Embalei as mudas da planta da melhor maneira que pude e as trouxe de avião até Belo Horizonte e, depois, de carro para Santo Antônio do Monte, onde as plantei no jardim de minha casa, sob nova denominação: “lírio de Frei Vicente”. Apenas uma das mudas vingou e está lá, em espontânea cidadania honorária, abraçada à terra do meu jardim, como se estivesse em solo africano ou na aridez do ensolarado município de Floriano.

          Dia 15 de novembro, numa proposição do vereador e presidente da Câmara Municipal de Santo Antônio do Monte, Luís Antônio Resende, torno-me cidadão honorário da cidade, na qual nasceram entes amados como o meu avô Antônio Lacerda, meu pai José Carlos Gontijo (89 anos) e minha esposa Nina. No solo santo-antoniense joguei bola no Flamengo, passei minha infância, cursei o ensino fundamental e o ensino médio. E, para fechar o destino de enraizado à cidade, no chão de Santo Antônio do Monte, sepultei o corpo sagrado de minha mãe – em mais uma prova inconteste de que somos e pertencemos à terra que nos acolhe, como se fosse o nosso berço.

          Cantamos Santo Antônio do Monte e sua gente durante todo o transcorrer de nossa carreira jornalística e literária. Os artigos com referência ao município santo-antoniense somam quase duzentos; vários são os poemas e muitas são as lembranças no desenrolar dos romances, nos quais destilo a visão de mundo que acumulei desde os tempos de criança vividos na afável sociedade dos montenses.

          Os que me conhecem sabem que somente sou capaz de receber aquilo a que julgo ser merecedor. Ou seja, quando me oferecem alguma honraria costumo olhar para mim mesmo, a fim de fazer a devida autocrítica. E no caso específico, sinto-me estar obtendo um documento que vem legitimar uma situação pré-existente – uma espécie de usucapião de cidadania efetivamente exercitada na mente, na alma e no coração.

          Real e metaforicamente, ao feitio do “lírio de Frei Vicente”, que fincou suas raízes na terra fértil de Santo Antônio do Monte, eu posso dizer, por fim, que sou santo-antoniense juramentado e legalmente sacramentado!

          Carlos Lúcio Gontijo é poeta, escritor e jornalista

           www.carlosluciogontijo.jor.br

EM PORTUGAL, MANIFESTAÇÕES


ETAPA ESTADUAL DO XV CONGRESSO DO PCB

                                                                 

O Congresso Estadual do Partido Comunista Brasileiro será em Belo Horizonte - Local: SINDSEP - Rua Curitiba - 689 - Décimo segundo andar.
Sábado - 02 de novembro.
Programação:
09:00 - Abertura.
10:00 - Plenária sobre as teses.
Almoço
13:30 - Plenária sobre as teses.
Jantar

Domingo - 03 de novembro.

09:00 - Balanço do Trabalho de Direção
Eleição do Comitê Estadual

A Casa da Memória Uterina

                                                                 


Acho que só eu faltei ao ato de lançamento do novo livro do meu amigo de muitos anos Flávio Anselmo.

Fui ao lançamento de um deles, em Santa Tereza, no bar do Marilton, filho do ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas, Salomão Borges, pai de um time de bons cantores nacionais, a começar pelo próprio Marilton. 

Já ao  Pátio Savassi, não deu.

Minhas pernas, que decidiram não sei porque, me pregar peças e mais peças, agora estão conspirando contra meus desejos...

Mas a primeiras oportunidade que tiver e elas me ajudando ou não, irei à livraria...Não posso perder esta série de contos e continhos do Anselmo...

Mais "Documentos Revelados" destacam ação do PCB

                                                                        
                                                              
Documentos de organização, correspondências policiais, relatórios policiais, material de propaganda, recorte de periódico e depoimento sobre o Partido Comunista. Informa sobre a atuação de comunistas mineiros, resoluções do V Congresso do Partido Comunista, organização e trajetória do movimento operário, movimento camponês e pequena burguesia, funcionalismo público e estudantes, reforma agrária, protestos dos comitês de diversos Estados e ações para fortificar o movimento comunista no Estado. 

Trata também da trajetória de investimentos no Estado, instalação de empresas estrangeiras no território mineiro, modernização da produção agrícola, pecuária e sistema financeiro. Informa sobre diretrizes da atuação do Comitê Municipal, ações, diretrizes e trajetória do movimento comunista universitário.

Contém averiguações sobre funcionamento do Partido Comunista, cópia dos estatutos, organograma estrutural do partido, organização e funcionamento interno, tática de ação, atribuições, poderes e funções dos diversos órgãos e setores. 

Contém os jornais \”Boletim de informação de a classe operária\” (1965, 1), \”Minas Livre\” (1966, 1), \”PCB – Boletim Informativo do Comitê Municipal de Belo Horizonte\” (1966, 2), Boletim de Discussão Comitê municipal de Belo Horizonte do Partido Comunista brasileiro (1966, 1) e \”Luta\” (1966, 1). Contém também o livro \”Se fores preso, camarada…\” (sem autoria, 1951).

Bancos privados cortam quase sete mil postos de trabalho até setembro

                                                                         

Os bancos privados que operam no país fecharam 6.977 postos de trabalho entre janeiro e setembro de 2013, andando na contramão da economia brasileira, que gerou 1,323 milhão de novos empregos no mesmo período. Além dos cortes, o sistema financeiro manteve a prática de rotatividade de mão de obra alta, mecanismo perverso que os bancos usam para reduzir despesas de pessoal.

Os dados constam na Pesquisa de Emprego Bancário (PEB) divulgada terça-feira (29) pela Contraf-CUT, que faz o estudo em parceria com o Dieese, com base nos números do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

"Apesar dos lucros bilionários e da mais alta rentabilidade do sistema financeiro internacional, os bancos brasileiros, principalmente os privados, seguem demitindo trabalhadores, cortando postos de trabalho e usando a rotatividade para reduzir a massa salarial", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. "Por isso vamos continuar lutando contra as demissões, por mais contratações e pelo fim da rotatividade, como forma de proteger e ampliar o emprego."

Segundo o Caged, os bancos brasileiros contrataram 30.417 bancários entre janeiro e setembro e desligaram 33.177. No total do sistema financeiro, foram fechados 2.760 postos de trabalho. O Caged não discrimina a evolução do emprego por empresa; apenas por setor. 

Considerando que a Caixa Econômica Federal apresentou um saldo positivo de 3.982 empregos nos primeiros nove meses do ano e como o Banco do Brasil e demais bancos públicos mantiveram quadros de funcionários estáveis no período, fica evidente que os cortes nos postos de trabalho se concentraram mais uma vez nos bancos privados.

Rotatividade diminui salários 

A pesquisa mostra que o salário médio dos admitidos pelos bancos entre janeiro e setembro foi de R$ 2.914,63, contra salário médio de R$ 4.594,83 dos desligados. Ou seja, os trabalhadores que entram no sistema financeiro recebem remuneração 36,6% inferior à dos que saem. Com isso, os bancos buscam reduzir suas despesas.

"Isso explica por que, embora com muita mobilização os bancários tenham conquistado 18,3% de aumento real no salário e 38,7% de ganho real no piso salarial desde 2004, a média salarial da categoria diminuiu. Esse é o mais cruel mecanismo de concentração de renda, num país que tem feito um grande esforço para se tornar menos injusto, mas permanece sendo muito desigual", ressalta Carlos Cordeiro.

Maior concentração de renda nos bancos

No Brasil, os 10% mais ricos no país, segundo estudo do Dieese com base no Censo de 2010, têm renda média mensal 39 vezes maior que a dos 10% mais pobres. Ou seja, um brasileiro que está na faixa mais pobre da população teria que reunir tudo o que ganha durante 3,3 anos para chegar à renda média mensal de um integrante do grupo mais rico.

No sistema financeiro, a concentração de renda é ainda maior. No Itaú, por exemplo, os executivos da diretoria receberam em 2012, em média, R$ 9,05 milhões por ano, o que representa 191,8 vezes o que ganha o bancário do piso. No Santander, os diretores embolsaram R$ 5,62 milhões no ano passado, o que significa 119,2 vezes o salário do caixa. E no Bradesco, que pagou R$ 5 milhões no ano aos seus diretores, a diferença é de 106 vezes.

Ou seja, para ganhar a remuneração mensal de um executivo, o caixa do Itaú tem que trabalhar 16 anos, o caixa do Santander 10 anos e o do Bradesco 9 anos.

Luta por crescimento com desenvolvimento

"As manifestações de junho e as mobilizações dos trabalhadores deixam claro a necessidade de mudanças profundas na sociedade brasileira e uma delas é a regulamentação do sistema financeiro. Não é possível que os bancos continuem com essa política nociva de reduzir custos e cobrar juros e tarifas escorchantes para lucrar ainda mais, sem olhar para o impacto nos trabalhadores, nos clientes e na economia do país", defende Carlos Cordeiro.

"Precisamos transformar o crescimento em desenvolvimento econômico e social, o que passa por melhoria de salário e mais emprego, como forma de valorizar o trabalho, distribuir renda e melhorar a qualidade de vida da população", conclui o presidente da Contraf-CUT.


Fonte: Contraf-CUT com Dieese

Para que inimigos?

Josetxo Ezcurra/Rebelião

Cirurgia de catarata a laser chega ao Brasil

                                                               
Nova tecnologia personaliza a cirurgia, melhora a segurança e reduz a necessidade de usar óculos. País tem 7 equipamentos instalados

O tratamento da catarata, turvamento do cristalino apontado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como a maior causa de cegueira, está dando um salto de qualidade no país. Isso porque, as primeiras cirurgias a laser começam a ser realizadas por um grupo restrito de especialistas que já estão capacitados para usar a nova tecnologia. Por enquanto, são 7 equipamentos instalados em todo o Brasil, sendo o primeiro do interior de São Paulo. em Campinas.

Segundo o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, afirma a catarata é a doença ocular que mais cresce no Brasil por causa do aumento da população com mais de 60 anos. A projeção do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é de que em 2020 seremos 40 milhões de brasileiros nesta faixa etária. 

Levantamento da  OMS mostra que a catarata atinge 17% das pessoas entre 55 e 65 anos, 47,% das que têm entre 65 e 75 anos e 73% das que têm mais de 75 anos. A doença responde por 350 mil casos de cegueira no Brasil e 18 milhões no mundo.

Queiroz Neto que já realizou milhares de procedimentos com corte manual é um dos pioneiros a realizar a cirurgia de catarata a laser no interior de São Paulo.

Ele afirma que de acordo com estudos internacionais a técnica personaliza o  procedimento, o torna mais seguro e reduz a necessidade de usar óculos. Entretanto, ressalta, o resultado refrativo após a operação depende do conhecimento que cada cirurgião tem sobre a fisiologia da córnea e outras condições de saúde que interferem na qualidade da visão.

Cirurgia convencional

O especialista afirma que independente da técnica, toda cirurgia de catarata segue cinco passos: incisões na córnea, capsulotomia (incisão da cápsula do cristalino), quebra e remoção do núcleo da catarata, remoção do córtex e implante de lente intraocular que vai substituir o cristalino.

Na cirurgia convencional as incisões são feitas manualmente, o que exige grande habilidade do cirurgião. Ao contrário do que muitos imaginam, Queiroz Neto afirma que a remoção do núcleo e do córtex são feitos por ultrassom, não por laser.  "O tempo prolongado de exposição ao calor do ultrassom induz ao astigmatismo e faz muitas pessoas precisarem usar óculos após a cirurgia", comenta.

Cirurgia a laser

O especialista explica que o sistema possui dois componentes integrados: um laser de femtosegundo, tecnologia utilizada na cirurgia refrativa feita inteiramente a laser, e uma OCT (tomografia de coerência ótica). Mas a aspiração do cristalino continua sendo feita pelo ultrassom.

A OCT tira medidas das duas faces da córnea, do cristalino e da câmara posterior que são projetadas em telas para o cirurgião programar os cortes da cirurgia conforme a anatomia de cada olho.

Técnica pode zerar o astigmatismo

O laser, comenta, faz cortes precisos e numa inclinação autosselante que dispensa o fechamento com pontos. Esta precisão, destaca, evita distorções visuais provocadas pela cicatrização irregular que pode ocorrer no método convencional.  "Por isso a cirurgia pode zerar o grau de astigmatismo com uma incisão relaxante na córnea, localizada no lado oposto ao desvio do eixo da visão. O resultado é a diminuição da necessidade de usar óculos" relata. 

Mais segurança no trânsito

Também personaliza a capsulohexis, corte circular contínuo na face anterior da cápsula do cristalino. Esta personalização evita o deslocamento da lente intraocular. Isso aumenta a segurança no trânsito porque melhora a correção de aberrações visuais que atrapalham a visão noturna.

O médico destaca que a cirurgia a laser é mais segura porque a fragmentação nuclear é feita pelo laser. Por isso, o olho fica menos tempo exposto ao calor do ultrassom. Isso diminui a morte de células do endotélio, camada interna da córnea. "Estas células são irrecuperáveis e fundamentais para a boa visão porque garantem a transparência da córnea" destaca.  Para ele o alto índice de aposentados que se mantêm ativos segundo o IBGE, é uma prova de que a boa visão na terceira idade se tornou essencial no país.

Contraindicações e sinais da catarata

Queiroz Neto afirma que quem pretende optar pela nova tecnologia não deve adiar a cirurgia de catarata. Isso porque, a catarata muito madura é uma das contraindicações para o procedimento a laser. Os primeiros sinais da doença são: mudança frequente do grau dos óculos, perda da visão de contraste, dificuldade de enxergar à noite ou em ambientes escuros e aumento da fotofobia (aversão à luz).

Outras contraindicações são a presença de cicatrizes na córnea e pupilas que não dilatam. (Com o Pravda.Ru)


ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DO MEMORIAL DA ANISTIA POLITICA DO BRASIL

                                                             

                                     LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE

Convidamos a todos para o ato em homenagem aos desaparecidos políticos mineiros no Dia de Finados, 2 de novembro , sábado , às 10 horas no Cemitério do Bonfim, Rua Bonfim 1120, Bonfim , Belo Horizonte.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

PCB LANÇA MAURO IASI PRÉ CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

                                                                                                     

A Comissão Política Nacional do PCB, reunida nesta data, conforme decisão do Comitê Central, submete à apreciação da militância do Partido, de seus amigos e aliados, a proposta de lançamento da pré-candidatura do camarada Mauro Iasi à Presidência da República, levando em conta as seguintes razões principais:

A necessidade de fazermos um contraponto à escancarada antecipação da campanha eleitoral de 2014, um teatro de mau gosto em que predominam falsas divergências entre políticos e partidos burgueses, negociatas, barganhas e toda sorte de cenas da mesma novela bianual da disputa por espaços na máquina estatal;

O desinteresse dos partidos com os quais compartilhamos a oposição de esquerda em construir uma frente permanente programática, para a unidade na luta para além das eleições e dos partidos com registro. Desde 2006, o PCB insiste nesta proposta, recusando-se a formar coligações efêmeras, engendradas às vésperas das eleições e apenas em função delas;

A necessidade de apresentarmos um programa político que denuncie a opressão e a violência do capitalismo e contribua com a construção do Poder Popular, dialogando com todos e todas cujas vozes se levantam nas ruas, respeitando suas formas de luta e sua recusa em participar do jogo institucional burguês;

O fato de a pré-candidatura de Mauro Iasi vir brotando da militância e de simpatizantes do PCB, inclusive angariando a simpatia de outros setores progressistas e de esquerda, desencantados com a postura eleitoreira de partidos e movimentos, parlamentares e candidatos de plantão.

Assim sendo, a CPN, ouvido o Comitê Central, resolve iniciar um processo de discussão no interior do Partido a respeito desta proposta, recomendando que os Congressos Regionais do PCB, que se realizarão no próximo mês de novembro em todo o país, nos marcos do XV Congresso Nacional do PCB, repercutam esta proposta, sem perder a centralidade dos debates no temário principal do Congresso.

O lançamento da pré-candidatura própria do PCB não é um expediente para barganhar com os partidos da oposição de esquerda, com os quais queremos construir uma frente de unidade na luta cotidiana, a partir das bases. Nos Estados em que essa unidade já se desenvolve, devemos estimular a possibilidade de alianças nas eleições regionais.

Nos dias 7 e 8 de dezembro próximo, mais uma vez o Comitê Central estará reunido e dedicará um espaço em sua agenda, voltada para o XV Congresso e outros temas, para conhecer a repercussão da proposta nas bases e, se for o caso, dar outros passos no sentido da pré-candidatura do camarada Mauro Iasi.

Comissão Política Nacional do PCB

Rio de Janeiro, 27 de outubro de 2013

O perseguidor de sonhos




O protótipo de um novo táxi espacial realizou o seu primeiro voo de teste sobre a Califórnia. A nave vai substituir os «shuttles» tradicionais que transportam os astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

 O Dream Chaser (Perseguidor de Sonhos, em tradução literal) foi içado até uma altura de 12.500 pés, e depois foi largado para que pairasse até à pista de aterragem.

O veículo, na ocasião sem tripulação a bordo, aterrou no ponto previamente estabelecido, mas um dos três trens de aterragem não foi activado e a nave acabou por só parar na areia junto à pista.

Os engenheiros ainda estão a avaliar os danos causados pelo contratempo.(Com o Diário Digital/Voz da Rússia)

Está no "Estadão" online: Uma nova lei em debate no Congresso poderá limitar o peso máximo que os estudantes podem carregar em suas mochilas escolares

                                                                    

                            O limite poderia ser de 15% do peso do aluno

A proposta da nova lei está em debate na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), que voltou a discutir o assunto em reunião realizada nesta quarta-feira, 30.

Segundo o projeto, o peso do aluno será conhecido mediante autodeclaração, no caso dos estudantes do ensino médio, e por meio de informação fornecida pelos pais, quando se tratar de estudantes da educação infantil e do ensino fundamental.

O projeto de lei da Câmara (PLC 66/2012) determina que o volume de material escolar transportado corresponda a 15% do peso corporal do aluno.

Na consideração sobre alternativas para resolver o problema, os deputados sugerem que um dos setores beneficiados poderia ser o das fábricas de móveis: "Julgamos que esse dilema pode ser solucionado por meio da disponibilidade de armários nas escolas, onde os estudantes possam guardar parte dos seus apetrechos escolares".

Ainda não há definição sobre quem ficaria responsável por fiscalizar o cumprimento da lei e o peso das mochilas e nem sobre qual seria a punição para estudantes ou familiares em caso de peso acima do permitido.

Lei de Meios Audiovisuais da Argentina é constitucional

                                               
A Corte Suprema de Justiça da Argentina deu fim terça-feira (29) à novela da Lei de Meios Audiovisuais ao declarar constitucional a legislação aprovada em 2009 pelo Congresso. Os ministros avaliaram que o Legislativo exerceu seu direito natural ao votar o projeto apresentado pelo Executivo.

A sentença esclarece que a liberdade de expressão é, entre as liberdades constitucionais, uma das mais importantes, pré-condição para a existência do Estado democrático, ferido pela distribuição atual de concessões de rádio e TV, e que entre a liberdade de expressão do Clarín e a da população, prevalece a segunda. 

"Do contrário, não existirá um verdadeiro intercâmbio de ideias, o que acarretará como consequência direta um empobrecimento do debate público", manifestam os ministros, acrescentando que isso pressupõe um acesso igualitário dos cidadãos aos meios de comunicação. 

"É evidente que através da limitação da quantidade de licenças e registros a todos os operadores de meios de comunicação se poderia evitar a concentração e isso permitiria uma maior participação e diversidade de opiniões."

A leitura é de que o Estado deve ter um papel ativo no sentido de garantir e promover essa liberdade. "Os meios de comunicação têm um papel relevante na formação do discurso público, motivo pelo qual o interesse do Estado na regulação resulta inquestionável." Com isso, é um direito estatal estabelecer limites de licenças, já que a liberdade de expressão não se dá pelo livre uso do espectro radiofônico, mas pela garantia de pluralidade e diversidade.

"Em outros termos, a Lei 26.522 não estabelece regras dirigidas a afetar um sujeito ou alguma classe de sujeitos, e não a outros. Pelo contrário, promove a liberdade de expressão em sua face coletiva, estabelecendo limites iguais a todos os titulares das licenças."

Na tentativa de mostrar o problema provocado pela lei, o Clarín contratou uma perícia para mostrar que sofreria perdas econômicas que violavam o direito de propriedade e acabariam por prejudicar a liberdade de informação.

Na visão dos ministros, ocorre justamente o contrário, e não há risco econômico para as atividades do grupo. Os magistrados indagam como empresas de comunicação de menor porte sobrevivem, então, se é tão arriscado ao Clarín se desfazer de algumas emissoras de rádio e TV.

O Clarín passa agora a desrespeitar todos os seis pontos previstos nos critérios sobre cotas de mercado. O máximo que um grupo de comunicação pode alcançar é 35% da população. Em rádios AM e FM, o conglomerado atinge 41,88% - 16.801.346 de um total de 40.117.000 argentinos. Na TV aberta, alcança 38,78% (15.557.732), e controla 58,61% das assinaturas de TV fechada - 3.847.255 de 6.564.000.

Pode-se ter um máximo de dez licenças de rádio, TV aberta e TV fechada em nível nacional, e o Clarín controla 25. Tem ainda 237 canais de TV por assinatura, frente a um máximo de 24. Há uma infração ainda quanto às chamadas "licenças excludentes": quem tem um registro para sinal de satélite de televisão por assinatura não pode ter nenhuma concessão. Hoje, o grupo tem nove destes registros.

A Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual, reguladora da aplicação da Lei de Meios, será a responsável por executar a adequação do Grupo Clarín, que tem concessões de rádio e TV acima dos limites tolerados pela legislação (confira quadro). Desde 2009 o maior conglomerado midiático argentino vem se valendo de liminares para não ter de cumprir os mecanismos anticoncentração.

"Tínhamos razão. É uma grande notícia para a democracia", disse o presidente da Afsca, Martín Sabbatella. "Não é um triunfo do governo. É da democracia, da liberdade, do pluralismo. É um triunfo dos milhares de meios e dos trabalhadores que em todo o país cobram por fazer uso de seu direito a expressar-se em liberdade sem que nenhum gigante condicione o mercado e os silencie."

A Corte Suprema já havia dito em 2012 que as medidas cautelares não poderiam ser prorrogadas indefinidamente, e determinou que o juiz de primeira instância desse fim ao caso até 7 de dezembro, o que levou o governo de Cristina Fernández de Kirchner (foto) a apelidar a data de 7D, o momento decisivo para o cumprimento da Lei de Meios. Mas, faltando poucas horas, a Câmara Civil e Comercial, equivalente à segunda instância judicial brasileira, definiu que as liminares teriam validade até que houvesse decisão em torno do tema. Naquela data, ainda assim, 20 dos 21 grupos que estavam em conflito com os novos limites apresentaram planos de adequação, que começaram a ser cumpridos ao longo de 2013.

Ainda no mês de dezembro, o juiz Horacio Alfonso declarou constitucional a Lei de Meios, mas recuou logo em seguida e dispensou o Clarín de cumprir a legislação. Depois disso, a Câmara Civil e Comercial declarou inconstitucionais dois artigos: o 45, que diz respeito aos limites para ter canais de TV a cabo - o grupo controla 58% do público alcançado pela TV fechada, 23 pontos a mais que o permitido - e o 48, que diz que não há direito adquirido sobre a posse de concessões públicas de rádio e televisão. A Câmara é composta por juízes ligados ao Clarín; um deles teve viagem a Miami paga por um braço do conglomerado.

A megaempresa questionava ainda os artigos 41, que considera intransferíveis as licenças, e o 161, que dispunha prazo de um ano para a aplicação dos limites anticoncentração.

A partir da publicação da sentença, o Clarín terá de apresentar um plano de adequação à autoridade reguladora, que deverá aprová-lo ou não. A Lei de Meios permite fatiar a sociedade para que cada um fique com menos licenças, inclusive entre familiares, e autoriza também a venda de concessões.

Caso o grupo opte por não encaminhar uma proposta, um órgão do Ministério do Planejamento será encarregado de calcular o valor de todos os bens e das licenças. Estes serão devolvidos ao Estado e repassados à sociedade a partir dos de menor monta, e até que se respeite o previsto pela legislação. (Com a Contraf)

Para não nos esquecermos de Vandré

DOCUMENTOS ( DA DITADURA) REVELADOS

                                               

 COMUNIDADE ECLESIAL DE BASE FOI INVESTIGADA DEVIDO A FESTA COM MUSICA DE VANDRÉ

Oficio Oficio do Delegado de Policia de Campina Grande – PR, ao chefe da Delegacia de Ordem Politica e Social  - DOPS, informando sobre  Comunidade Eclesial de Base,que tinha como líder Joás Ferreira Silva, que demonstrava-se ser contra o governo vigente. O responsável pelas investigações, não citado no documento, afirma no mesmo documento que foi a uma festa de bodas de prata do advogado José Alzamora Neto, e que durante a festa tocou um grupo musical que cantava músicas de caráter político contestatório, como as de Geraldo Vandré. (Com Aluízio 

Putin, presidente do maior país do mundo, a Rússia, lidera agora a lista dos "mais poderosos"

                                                                             

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, superou seu colega americano, Barack Obama, como o homem mais poderoso do mundo no ranking de 2013 da revista "Forbes".

A principal novidade na lista  é o papa Francisco, em quarto lugar, atrás de Xi Jinping, o presidente da China.

A Forbes justifica a decisão de situar Putin como o novo homem forte do mundo porque ele "continua solidificando seu controle sobre a Rússia e o cenário internacional".

"O período de Obama de 'pato manco' parece ter chegado antes do que o previsto para um presidente de dois mandatos. Último exemplo: o caos da paralisação do governo", afirma a revista.

"Qualquer um que observe a partida de xadrez este ano sobre a Síria e os vazamentos da espionagem da NSA (Agência Nacional de Segurança) tem uma ideia clara da dinâmica de mudança de poder individual", completa.

Putin teve uma atuação marcante na crise da Síria e acabou conseguindo impedir que os EUA atacassem o país, obtendo ali uma vitória diplomática sobre Obama.

A lista tem o presidente chinês Xi Jinping em terceiro lugar, seguido pelo papa Francisco e pela chanceler alemã Angela Merkel, quinta colocada.

O filantropo e fundador da Microsoft Bill Gates ocupa o sexto lugar, seguido pelo presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano) Ben Bernanke e pelo rei Abdullah da Arábia Saudita (8º).
A revista americana levou em consideração quatro fatores para a seleção: sobre quantas pessoas exercem poder; os recursos financeiros sob seu controle; se têm influência em mais de uma esfera; e como utilizam de maneira ativa seu poder para mudar o mundo.

Esta é a primeira vez que Putin lidera o ranking, criado em 2009, e a segunda oportunidade em que Obama perde a primeira posição -em 2010, ele havia sido superado pelo então presidente chinês Hu Jintao.

Dilma
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, aparece na 20ª posição. Ela é a segunda mulher mais bem colocada na lista, atrás apenas da chanceler alemã, Angela Merkel.

Leia a relação completa:

1. Vladimir Putin, presidente da Rússia
2. Barack Obama, presidente dos EUA
3. Xi Jinping, presidente da China
4. Papa Francisco
5. Angela Merkel, chanceler da Alemanha
6. Bill Gates, co-presidente da Bill & Melinda Gates Foundation
7. Ben Bernarke, presidente do banco central dos EUA
8. Abdullah bin Abdul Aziz Al Saud, rei da Arábia Saudita
9. Mario Draghi, presidente do Banco Central da Europa
10. Michael Duke, CEO do Walmart
11. David Cameron, premiê do Reino Unido
12. Carlos Slim Helu & família
13. Warren Buffett, CEO da Berkshire Hathaway
14. Li Keqiang, premiê da China
15. Jeff Bezos, CEO da Amazon.com
16. Rex Tillerson, CEO da Exxon Mobil
17. Sergey Brin, Co-fundador e diretor de projetos do Google
      Larry Page, CEO do Google
18. François Hollande, presidente da França
19. Timothy Cook, CEO da Apple
20. Dilma Rousseff, presidente do Brasil
21. Sonia Gandhi, presidente do Congresso Nacional da Índia
22. Jamie Dimon, CEO da JPMorgan Chase
23. Alo Hoseini-Khamenei, aiatolá do Irã
24. Mark Zuckerberg, co-fundador e CEO do Facebook
25. Jeffrey Immelt, CEO da General Electric
26. Benjamin Netanyahu, premiê de Israel
27. Lloyd Blankfein, CEO da Goldman Sachs Group
28. Manmohan Singh, premiê  da Índia
29. Michael Bloomberg, prefeito  de Nova York (EUA)
30. Li Ka-shing, presidente da Hutchison Whampoa
31. Charles Koch, CEO da Koch Industries
      David Koch, vice-presidente executivo da  Koch Industries
32. Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU
33. Rupert Murdoch & família, presidente e CEO da News Corp
34. Khalifa bim Zayed Al-Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos
35. Christine Lagarde, diretora do FMI
36. Xuedong Ding, presidente da Investimen Corp na China
37. Enrique Peña Nieto, presidente do México
38. Mukesh Ambani, presidente da Reliance Industries
39. Haruhiko Kuroda, governador do banco do Japão
40. Ali Al-Naime, ministro do petróleo da Arábia Saudita
41. Lee Kun-hee, presidente do grupo Samsung
42. Larry Fink, co-fundador e CEO da BlackRock
43. Bill Clinton, presidente da Iniciativa Global Clinton
44. Akio Toyoda, CEO da Toyota
45. Masayoshi Son, CEO do Softbank
46. Kin Jong-un, ditador da Coreia do Norte
47. Elon Musk, CEO da Space Exploration Technologies Corp
48. Terry Gou, CEO da Hon Hai Precision
49. Martin Winterkon, presidente do grupo Volkswagen
50. Jim Young-kim, presidente do Banco Mundial
51. Laksmi Mittal, presidente e CEO da ArcelorMittal
52. Park Geun-hye, presidente da Coreia do Sul
53. Dimitri Medvedev, premiê da Rússia
54. Bernard Arnault & família, presidente e CEO da LVMH Moet Hennessy Louis Vuitton
55. Bill Gross, co-fundador da Pacific Investment Management Company LLC
56. Virginia Rometty, CEO da IBM
57. Shinzo Abe, premiê do Japão
58. Larry Ellison, CEO da Oracle
59. Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial de Saúde
60. Igor Sechin, presidente da Rosneft
61. Robin Li, fundador e CEO da Baidu
62. John Roberts, chefe da Justiça da Suprema Corte dos EUA
63. Alisher Usmanov, fundador do Metalloinvest
64. Aliko Dangote, CEO do grupo Dangote
65. Reid Hoffman, sócio da Greylock Partners
66. John Boehner, presidente da Câmara de Representantes dos EUA
67. Joaquin Guzmán Loera, traficante de drogas do cartel de Sinaloa
68. Jill Abramson, editora executiva do grupo "New York Times"
69. Joseph Blatter, president da Fifa
70. Yngve Slyngstad, CEO da Norway
71. Mohammed Ibrahim, fundador da Mo Ibrahim Foundation
72. Janet Yellen, vice-presidente  da Reserva Natural de Washington (EUA)

De 11 de junho até hoje 102 jornalistas foram agredidos em protestos no Brasil

                                                       


Relatório da Abraji aponta aumento da violência contra jornalistas

SÃO PAULO – "A liberdade constitucional de informação pressupõe um jornalismo equilibrado e independente, com liberdade ao exercício da profissão. A agressão ao jornalista ofende a ordem constitucional do estado democrático" defendeu terça-feira (29), o presidente nacional da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, durante sua participação na reunião anual do Fórum Permanente da Indústria da Comunicação (Forcom), onde palestrou sobre “O constitucional direito à liberdade de expressão”.

Conforme matéria publicada pelo jornal O Globo de terça-feira, de 11 de junho até hoje, 102 jornalistas foram agredidos em protestos no Brasil. O levantamento é da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e foi divulgado em coletiva de imprensa na tarde de segunda-feira na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo. Do total, 77 partiram da polícia e 25, de manifestantes.

Somente no estado de São Paulo foram contabilizados 39 casos de violência contra profissionais da imprensa. No Rio de Janeiro, foram 23, oito a mais do que em Brasília (15).

- Nos últimos três anos, observamos um aumento nos casos de agressão contra jornalistas – disse Guilherme Alpendre (foto), diretor-executivo da Abraji, informando que, em média, entre 5 e 8 jornalistas são assassinados anualmente no Brasil, no exercício da profissão.

Neste ano, o crescimento da violência teve uma proporção inédita, segundo o presidente do sindicato paulista da classe, Guto Camargo.

- Desde a ditadura não aconteceram tantos atos de violência. E a pesquisa mostra que em mais de 80% dos casos a agressão parte da PM. Portanto, trata-se de um problema político. Em última instância, o Estado é responsável por essa agressão.

Uma das vítimas mais graves das recentes agressões sofridas por jornalistas é o fotógrafo freelancer Sérgio Silva. Numa manifestação na noite do dia 13 de junho, ele foi atingido no olho esquerdo por uma bala de borracha, e perdeu 100% da visão daquele olho. Para ele, há abuso de autoridade.

- Não vimos posição da Secretaria de Segurança Pública. Nós, profissionais de imprensa, temos sido vítimas e alvos. (Com a OAB/O Globo)

Comissão da Verdade do Rio quer comprovar colaboração do Brasil na Operação Condor

                                                                           
A Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro pedirá informações à Justiça argentina sobre a participação de militares brasileiros na Operação Condor. A comissão quer colaborar para esclarecer o caso do jornalista argentino Norberto Armando Habegger, que despareceu no Brasil após desembarcar no aeroporto do Galeão, em 1978.

O presidente da comissão, Wadih Damous, pedirá ajuda à Comissão Nacional da Verdade, para conseguir informações por meio do governo argentino com o Judiciário daquele país. "Levantaremos os dados sobre esse caso e com a comissão nacional veremos a melhor forma jurídica de ingressar no processo", informou.

Em março, a Justiça argentina instaurou ação para investigar a Operação Condor e o desaparecimento de 106 latino-americanos. Entre eles, está o caso do jornalista Norberto Habegger, que integrava o grupo de guerrilheiros conhecidos por Montoneros e de mais dois argentinos que desapareceram no Brasil.

Hoje, durante depoimento do filho do jornalista, o cineasta Andrés Habegger, a comissão estadual entregou à cônsul da Argentina no país, Alana Lomonaco, documento da ditadura brasileira alertando sobre a atuação dos montoneros e para o aparecimento de corpos de ativistas mortos pela repressão.

Segundo o filho do desaparecido argentino, não se sabe ao certo o destino de seu pai. A hipótese mais provável é que, depois de capturado no Rio por militares brasileiros, o jornalista teria sido levado pelos agentes da ditadura argentina para um campo de concentração naquele país, depois de torturá-lo.

"Esse é um processo doloroso, porém, saneador. É muito melhor saber o que aconteceu, saber tudo, e conviver em paz com sua própria história", disse o cineasta que viu o pai pela última vez aos 9 anos de idade. "Convivi com essa ausência, com um pai desparecido toda uma vida. São marcas que não saem".

Documentos recentes elaborados pelo governo brasileiro e dados da Anistia Internacional, que entrevistou sobreviventes de campo de concentração na Argentina, confirmam a passagem de Norberto pelo Brasil e dão nomes de três militares argentinos que o capturaram no aeroporto do Rio de Janeiro.

Com base neles, Damous reforçou que buscará identificar os brasileiros envolvidos na Operação Condor. "Não foram agentes argentinos que chegaram aqui, sequestraram e foram embora. Houve a colaboração da ditadura brasileira", acrescentou.

Diante das provas brasileiras, a família do desaparecido, que é testemunha no processo sobre a operação, espera provar a ligação entre os sistemas de repressão do Brasil e da Argentina e exigir que os envolvidos sejam punidos. Na Argentina, ao contrário do Brasil, os militares foram penalizados por seus crimes.(Com a ABr)

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Minhas carteiras

                                                       
Nos anos 70, José Carlos Alexandre, com Nilza, que morou no Japão muito tempo, e Nilson, que agora mora no céu
José Carlos Alexandre

Recebo um recado: minha carteira de jornalista está pronta...

Qual delas? A nacional ou a internacional.

Gosto de usar as duas...

Ah! Boas lembranças da primeira: era vermelhinha e tinha o nome do jornal em destaque: "Novos Rumos".

Este foi o primeiro jornal de verdade em que trabalhei. Não contam os escolares, tampouco os de comunidades, como "O Barraco", da Federação dos Trabalhadores Favelados de Belo Horizonte...

Era produzido na sede do antigo Partido Socialista Brasileiro, na Avenida Afonso Pena, 333.E nos horários de almoço do presidente da Federação, Francisco Nascimento, que trabalhava na Auto Esporte, uma loja das Casas Arthur Haas...Logo depois, por interferência do PSB,ele foi trabalhar nos Correios...

"O Barraco" logo logo passou a sair junto com "O Binômio", do José Maria Rabelo/Euro Arentes...

Aí já havia passado para o Partido Comunista Brasileiro e o jornal "Novos Rumos", Sucursal de Minas Gerais, que funcionava na Rua Carijos,121.

De lá passei a trabalhar no "Diário da Tarde", onde fiquei até 2007, quando ele se fechou...

Também trabalhei , paralelamente, como noticiarista e editorialista nas rádios Mineira e Guarani e em entidades sindicais de trabalhadores.

"Novos Rumos" circulou até 1º de abril de 1964, quando foi fechado pelo golpe cívico-militar que implantou a ditadura só terminada em 1985...

Continuei nas publicações do PCB que surgiam periodicamente, como colaborador anônimo...E, juntamente com um dirigente comunista mineiro, José do Carmo Rocha, e o jornalista João de Paulo Pires, meu amigo e e colega no "Diário da Tarde", criei o Jornal "União Sindical", que circulava no Estado, cobrindo entidades sindicais de trabalhadores.

Só de trabalhadores...

Mas eu usava, em alguns ambientes, o botão da Federação Internacional de Jornalistas,cuja sede era em Praga, na então Tchecoslovaquia. Era muito bonito e a entidade era referência mundial em termos de sindicalismo.Hoje ainda é muito atuante e sua sede em Bruxelas, na Bélgica...

E tem um vice-presidente brasileiro, Celso Schroeder, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas.

Tenho orgulho em usar a minha carteira internacional da FIJ, embora evite a todo custo dar "carteiradas"...

Afinal desde que me entendo por militante político, sou internacionalista.

Embora sempre ciente da minha pequenez...

Sempre tive a pretensão de, a medida do possível, lutar pelo bem-estar e pela promoção dos trabalhadores do mundo inteiro, contra a exploração capitalista.

Contra o imperialismo.

Pelo socialismo. Não este socialismo estilo europeu, que inspirou o antigo PSB ao qual era filiado quando ainda nem tinha direito a voto.

Mas o verdadeiro socialismo, que entendo o de Marx, Engel, Rosa Luxemburgo, Luiz Carlos Prestes, Che Guevara, Anita Leocádia Prestes, Oscar Niemeyer, Horácio Macedo, José Francisco Neres, Nestor Veras, Carlos Marighella, Fidel Castro Ruz,José Carlos Mariátegui, Antonio Gramsci, Álvaro Cunhal, Dolors Ibaruri, Anélio Marques Guimarães, Armando Ziller, Alaor Geraldo Mendes (recentemente falecido), dentre tantos outros no Brasil, na América Latina, na Europa.na Ásia.