terça-feira, 31 de julho de 2012

Alberto Dines entrevista Mário Sérgio Conti hoje às 22h


                                                                 

Observatório da Imprensa, Alberto Dines conversa com o jornalista Mario Sergio Conti, autor do livro Notícias do Planalto.

Em sua segunda edição, o livro mostra as relações da imprensa com Fernando Collor, no período que vai de sua ascensão em Alagoas até o afastamento da Presidência.

Tendo como personagens os jornalistas e os proprietários dos veículos de comunicação, além do ex-presidente, Notícias do Planalto foi feito a partir de 141 entrevistas e pesquisas em jornais e revistas da época. Com 719 páginas, o livro faz um levantamento sobre o destino destes principais jornalistas que ajudaram a derrubar o Collor. O resultado é que a grande maioria deixou as redações e trabalha com assessoria de imprensa, muitos tendo políticos como seus principais clientes.

No bate-papo entre Dines e Conti, a imprensa brasileira atual é passada a limpo.

Bagdá, reunião as principais bibliotecas e academias da civilização islâmica


                             
No dia 30 de julho de 752 d.C., é fundada Bagdá centro de comércio e erudição, cujas raízes remontavam à antiga Babilônia.

Em 634 d.C.  o recém criado império muçulmano se expandia na região do Iraque, que à época fazia parte do Império Persa. Exércitos muçulmanos, sob o comando de Khalid ibn Waleed, deslocaram-se para a região e derrotaram os persas.  Ofereceram aos residentes, na maioria cristãos, duas escolhas: adotar o Islã ou pagar uma taxa denominada “jizyah” para receberem a proteção do novo governo e serem excluídos do serviço militar.

O califa Omar ibn Al-Khattab ordenou a fundação de duas cidades para proteger o novo território: Kufah, a nova capital da região, e Basrah, a nova cidade portuária. A origem do nome Bagdá é controversa. Alguns dizem que provém de uma expressão do idioma aramaico significando "redil de ovelhas”. Outros defendem que decorre do antigo idioma persa: “bag”, que significa Deus, e “dad”, que significa presente – isto é, “Presente de Deus”.

Por volta de 762, a dinastia Abbasid assume o poder do vasto mundo muçulmano e muda a capital para a recém-fundada cidade de Bagdá.  Ao longo dos cinco séculos seguintes, a cidade se tornaria centro mundial de educação, cultura e arte. Este período de glória passou a ser conhecido como “A Era de Ouro” da civilização islâmica, quando estudiosos do mundo muçulmano deram importantes contribuições às ciências e às humanidades. Sob o governo de Abbasid, Bagdá se transformou numa cidade de museus, hospitais, bibliotecas e mesquitas.

A maioria dos mais famosos sábios muçulmanos do século IX até o século XIII tiveram suas raízes intelectuais em Bagdá. Um dos mais célebres centros de estudo foi Bayt al-Hikmah (a Casa da Sabedoria), que atraiu estudiosos do mundo inteiro, de muitas culturas e religiões. Lá, professores e estudantes trabalhavam juntos para traduzir manuscritos gregos, preservando-os para todo o tempo. Estudavam os trabalhos de Aristóteles, Platão, Hipócrates, Euclides e Pitágoras. A Casa da Sabedoria foi a sede acadêmica do mais consagrado matemático de seu tempo: Al-Khawarizmi, o “pai” da álgebra.

Enquanto a Europa estava mergulhada na Idade das trevas, a Idade Média, Bagdá era o coração de uma vibrante e diversificada civilização. Era conhecida como a mais rica e a mais intelectual metrópole de seu tempo e segunda em dimensão, só atrás de Constantinopla.

Após 500 anos de reinado, porém, a dinastia Abbasid perdia paulatinamente sua vitalidade e relevância sobre o imenso universo muçulmano. As razões eram naturais – vastas inundações e incêndios – e, em parte, políticas – rivalidade entre muçulmanos xiitas e sunitas ocasionando problemas internos de segurança.

A cidade de Bagdá foi finalmente destroçada pelos mongois em 1258, pondo fim concretamente aos Abbasids.  Os rios Tigre e Eufrates, segundo consta, tingiram-se de vermelho com o sangue de milhares de pessoas. Calcula-se que 100 mil de um milhão de habitantes de Bagdá foram massacrados. Muitas das bibliotecas, canais de irrigação e grandes tesouros históricos foram saqueados e arruinados para sempre.

Teve início então um longo período de declínio, foi palco de numerosas guerras e batalhas que prosseguiram até os nossos dias.(Com o Opera Mundi)

Romney irrita palestinos ao pregar superioridade de Israel


Romney no Muro das Lamentações, em Israel

                                                                 O giro internacional de Mitt Romney, candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos voltou a provocar polêmica. Após dizer no último domingo (29/07) que Jerusalém é a capital de Israel, o ex-governador de Massachusetts voltou a irritar os palestinos na manhã de segunda-feira (30) ao afirmar que a prosperidade econômica de Israel, em comparação à crise econômica vivida nos territórios reivindicados pelos palestinos, se deve a aspectos culturais. Líderes palestinos disseram-se ofendidos e classificaram as frases do candidato como “racistas. As informações são do jornal britânico The Guardian e da agência Reuters.

Romney fez as declarações no início do dia, durante um café da manhã que angariou 1 milhão de dólares para sua campanha (cada convidado pagou 25 mil dólares de entrada) no hotel King David, em Jerusalém. 

Aos seus doadores, o candidato afirmou que “leu muitos livros” e contava com sua “experiência empresarial” para entender porque a diferença econômica entre os dois povos era tão grande. “Quando chego aqui e vejo essa cidade e os feitos desse povo e dessa nação, eu reconheço o poder ao menos da cultura e de algumas outras coisas”, afirmou.

O republicano também citou como razões do sucesso o clima de inovação, a cultura judaica para superar adversidades e a “mão da providência”, afirmou.

Assimetrias

“Vejam o PIB per capita de Israel, por exemplo, que gira em torno de 21 mil dólares e compare-o com as áreas administradas pela ANP (Autoridade Nacional Palestina), que é pouco mais de dez mil dólares per capita. Vocês perceberão uma diferença dramática e gritante de vitalidade econômica”. No entanto, o republicano errou feio nos números, mesmo que a diferença seja ainda mais dramática: segundo o Banco Mundial, o PIB per capita em 2011 de Israel foi pouco mais de 31 mil dólares, enquanto Gaza e Cisjordânia (sem contar Jerusalém Oriental) é de cerca 1,5 mil.

Romney realizou seu discurso em uma mesa em forma de “U” sentado ao lado de Sheldon Adelson, magnata de dupla nacionalidade norte-americana-israelense, dono de uma rede de cassinos e do Israel Hayom, jornal de maior circulação no país – que apóia incondicionalmente as ações do governo do premiê Benjamin Netanyahu.

“Estou incrivelmente impressionado com a mão da providência, sempre que ela decide agir. E também com a grandeza do espírito humano, e como indivíduos que alcançam a grandeza e tm um propósito para eles mesmos são capazes de construir e realizar coisas que só poderiam ser feitas por uma espécie criada à imagem de Deus”, completou o candidato.

Resposta

Pouco após as declarações do republicano, Saeb Erekat, membro do Conselho Parlamentar Palestino, criticou duramente o norte-americano. “É um comentário racista. Esse homem é incapaz de perceber que a economia palestina está impossibilitada de atingir seu potencial em razão da ocupação israelense”, afirmou.

“Me parece que faltam informação, conhecimento, visão e entendimento a esse homem. Falta-lhe conhecimento até mesmo sobre os israelenses. Nunca ouvi qualquer governante de Israel falar em superioridade cultural”, afirmou.(Com o Opera Mundi)

Latuff e a sustentabilidade


Rafael Correa acaba com a publicidade oficial nos meios privados de comunicação


                                                                               
Presidente Correa: Por que com dinheiro do povo equatoriano vamos beneficiar seus negócios?

 O governo não colocará mais publicidade nos meios mercantis com fins lucrativos do país. Esse foi o anúncio que o presidente Rafael Correa comunicou durante o Enlace Ciudadano 282. O presidente recordou que faz seis semanas instou os meios de comunicação que fazem oposição ao governo a rejeitar voluntariamente  a publicidade que este divulga em seus espaços e páginas.

Nessa ocasião, pediu aos canais de televisão, rádios e jornais que constantemente questionam, sem fundamento, coisas como a suposta falta de liberdade de expressão no país, enviem uma comunicação manifestando sua vontade de não receber publicidade oficial.

A pesar do tempo transcorrido, essa comunicação não chegou e representantes dos meios como El Comercio ou Ecuadoradio (Radio Quito), afirmaram que não conheciam oficialmente o assunto.

Inclusive o presidente da Associação Equatoriana de Editores de Periódicos, Diego Cornejo, numa entrevista radiofônica, disse que não enviarão nenhuma carta renunciando à publicidade oficial porque “vai contra a lógica do negocio" e acrescentou que em todo caso o governo pode fazer uso da opção de retirar seus anúncios. O presidente se mostrou satisfeito de que Cornejo tenha reconhecido publicamente que os meios de comunicação são um negócio e sua lógica é fazer dinheiro e aceitou a opção do governo de retirar a publicidade oficial dos meios mercantilistas para ver se o fazem por convicção ou pelo negócio da comunicação.

"Para quê vamos seguir enchendo os bolsos de meia dúzia de famílias quando claramente nos dizem que antepõem seus negocios ao direito do público de estar bem informado. Então, por quê com o dinheiro do povo equatoriano vamos estar beneficiando esses negocios?”, insistiu Correa.

Diante disso, o gonernante indicou que efetivamente o Executivo fará uso dessa opção e que nesse contexto dispõe ao Secretário Nacional de Comunicação, Fernando Alvarado, que de agora em diante não se envie publicidade oficial aos meios mercantilistas pois não temos por quê, com o dinheiro dos equatorianos, beneficiar o negócio de seis famílias deste país.(Com a Pátria Latina)

Hu Jintao preside o Bitô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China para discutir a situação econômica

                                                                             
                                            O secretário-geral do Comitê, Hu Jintao, presidiu ao encontro


Nota de repúdio das Brigadas Populares acerca da violência policial em Timóteo (MG)

                                                                     
Nota de repúdio das Brigadas Populares acerca da violência policial em Timóteo (MG)

A violência e o desrespeito ao direito à moradia das famílias já está anunciado e toda sua estratégia truculenta sendo arquitetada pelo poder público

As Brigadas Populares de Minas Gerais vem a público manifestar total repúdio à violência empreendida pela Polícia Militar contra os moradores das cinco ocupações na cidade de Timóteo (MG), na região do Vale do Aço.

Durante a madrugada da última quinta-feira, dia 19, os moradores foram surpreendidos com um forte aparato policial cercando as habitações, preparados para todo tipo de violência. Inclusive, ocorreram espancamentos de moradores e militantes das Brigadas Populares. Situação que se repete reiteradas vezes, como prática de terror psicológico levado a cabo pela Polícia Militar de Minas Gerais. Inclusive, nestas mesmas ocupações, tais fatos já foram vivenciados e por nós denunciados em maio deste ano.

Imediatamente os advogados populares que acompanham a causa se dirigiram de Belo Horizonte para Timóteo, no meio da noite, temendo consequências irreversíveis diante da agressividade policial e certos de que havia mandado de despejo expedido.

Ao chegarem lá a situação já estava mais calma e averiguou-se não haver mandado de despejo expedido, tampouco a formação da comissão prevista na Lei Estadual 13.604, exigência para a realização de desocupações. Fatos estes que agravam a situação, corroborando que a ação da polícia se orienta à criação de terror e opressão das famílias, ainda que sem respaldo judicial.

Os advogados e a defensoria pública estão empenhando todos os esforços cabíveis para reverter a decisão do juiz de Timóteo, que a todo custo quer fazer o despejo, desconsiderando inclusive decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Por último, denunciamos que toda esta situação tem respaldo e estímulo do atual prefeito, que teme perturbações em ano eleitoral e, com isso, prefere oprimir e privar centenas de famílias de seus lares.

Estamos certos, diante do ocorrido, de que há uma articulação entre a Polícia Militar de Minas Gerais, o juízo de primeiro grau em Timóteo, o Poder Executivo Local e Estadual pronta para empreender uma enorme atrocidade contra o povo pobre de Timóteo. Como vemos, a violência e o desrespeito ao direito à moradia das famílias já está anunciado e toda sua estratégia truculenta sendo arquitetada pelo poder público.

Denunciamos, portanto, tal situação de violência física e moral empreendidas pelas autoridades contra o povo pobre e repudiamos toda forma de opressão contra estas famílias.



Pátria Livre! Venceremos!

Belo Horizonte, 23 de julho de 2012

Brigadas Populares – MG

www.brigadaspopulares.org

A greve do ensino público e as engenharias


                                                                

Felipe Addor (*)

Engenheiros deslocados da realidade de seu país, avessos às lutas dos trabalhadores e preocupados com seu próprio umbigo. Esses são os profissionais que queremos formar nas universidades públicas brasileiras?

Afinal, em que mundo vivem os cursos de engenharia das universidades públicas brasileiras?


Na minha primeira greve como professor, tive a oportunidade de ver de outra perspectiva o mundo em que vivemos no ensino de engenharia em uma universidade pública. O que se vê é um retrato da formação que nossos estudantes recebem.
Após alguns dias acompanhando o vigor do movimento, resolvo aderir à greve. A essa altura, mais de 40 universidades públicas já estavam em greve. Reuniões, assembleias, mobilizações, passeatas, movimentação virtual; todos na luta por uma universidade pública, gratuita e de qualidade. Enquanto isso, no Reino da Tecnologia, a movimentação é quase nula. Ninguém sabe, ninguém fala, ninguém vê. Estacionamentos lotados, salas de aula cheias, restaurantes com as tradicionais filas.
Resolvi fazer uma última aula de debate sobre a greve. Nas trocas de ideias e argumentos, três questões subjetivas se destacam. Primeiro, a completa alienação sobre a situação. Para eles, que viviam naquela redoma tecnológica, nada estava ocorrendo; ou, pelo menos, nada que lhes dissesse respeito. "Professor, essa greve não vai dar em nada, quase ninguém está participando, só tem meia dúzia de professores". Independente da posição dos professores das engenharias, é impressionante a capacidade de isolar seus alunos do mundo externo, do mundo real.
Segundo, a aversão às lutas dos trabalhadores. Embora essa palavra não tivesse saído em nenhum momento da boca dos estudantes, a clara impressão é que, na cabeça deles, grevistas são baderneiros, comunistas, preguiçosos; isto é, gente que não está a fim de trabalhar e que busca, por meio da greve, conquistar ainda melhores salários, mordomias; "esses professores querem que não haja avaliação para que subam na carreira e pedem melhores salários" (numa clara interpretação distorcida da proposta de novo formato de avaliação levada ao governo pelo Andes). Ou seja, estamos formando profissionais com a visão do patrão, do capital, em oposição ao trabalhador.
Terceiro, e mais pesado, é o enorme individualismo presente. Na verdade, é um individualismo burro, pois é imediatista. Preocupados com seus estágios, suas promessas de efetivação, suas possíveis oportunidades de concurso, suas viagens de férias, seus intercâmbios para a Europa, os alunos sequer consideram como algo relevante para suas vidas a luta por uma universidade pública decente, estruturada, de qualidade. É recorrente o argumento: os alunos são os únicos prejudicados, são as grandes vítimas das greves. Mentira, pois são os que mais se beneficiarão, no longo prazo, dos seus frutos. Não é preciso destacar que os avanços na estrutura e qualidade do ensino público superior (assim como as principais conquistas de lutas das classes trabalhadoras no mundo) são resultados unicamente das lutas travadas anteriormente (resumo das reivindicações e resultados das greves desde 1980).
O mais triste dessa última constatação é a consciência de que essa percepção individualista e imediatista é apenas o reflexo do raciocínio, da postura, dos ensinamentos da maioria dos professores dos cursos de engenharia em uma universidade pública. A corrente de vitimização dos alunos enquanto maiores prejudicados com a greve rompeu-se quando uma aluna disse: "eu defendo a greve, pois eu quero que, daqui a vinte anos, meu filho possa ter a oportunidade que eu tive de estudar de graça num dos melhores cursos universitários do Brasil". O silêncio que se seguiu escancarava como aquela reflexão simples, ainda individualista, mas numa perspectiva inteligente, de longo prazo, foi um choque na estrutura de pensamento daqueles jovens e promissores engenheiros.
Engenheiros deslocados da realidade de seu país, avessos às lutas dos trabalhadores e preocupados com seu próprio umbigo. Esses são os profissionais que queremos formar nas universidades públicas brasileiras?

(*) Felipe Addoré é professor do Departamento de Engenharia Industrial da UFRJ (Centro de Tecnologia), onde se formou em Engenharia de Produção. É fundador e pesquisador do Núcleo de Solidariedade Técnica da UFRJ (SOLTEC/UFRJ).
Fonte: Diário Liberdade

Alfaiates e costureiras em campanha salarial

Antonio Carlos dos Santos, numa arte de Maria Goreth
                                                                             

AOS TRABALHADORES:

O Sindicato está em campanha por mais saúde e segurança no ambiente do trabalho.

O Sindicato dos oficiais Alfaiates e Costureiras está em campanha salarial. Seu presidente, Antonio Carlos dos Santos, nos envia mensagem encaminhada aos trabalhadores:

Participamos de reunião no Ministério do Trabalho e Emprego, juntamente com outras Entidades representantes de trabalhadores do setor têxtil, vestuário e calçados onde fomos informados que o setor será fiscalizado principalmente no que se refere a questões de ergonomia, além dos assuntos de praxe.

Já encaminhamos ofício nesse sentido ao sindicato patronal onde aguardamos a confirmação de reunião para discussão do assunto.

Enquanto isso, solicitamos que todos os companheiros e companheiras, trabalhadores nas indústrias de confecções de roupas, cama, mesa e banho, que verifiquem se na empresa em que trabalha as cadeiras são ergonômicas, ou seja, têm encosto e altura com regulagens, nos termos na NR-17 do Ministério do Trabalho e Emprego. Sabemos que muitas empresas pouco ligam para a questão de melhores condições aos seus trabalhadores e trabalhadoras e usam cadeiras de plástico, de bares, em forma de concha, madeiras, sem qualquer regulagem e que são proibidas pois podem causar deformidades e dores na coluna.


Se onde você trabalha é assim, denuncie ao Sindicato que enviaremos para a fiscalização, LIGUE GRÁTIS NO DISQUE-DENÚNCIA GRÁTIS DO SINDICATO:  0800 703 5120."

Roger Moore

La Jeringacubana/Divulgação



segunda-feira, 30 de julho de 2012

Christine Assange luta para que o Equador aceite o pedido de asilo de seu filho


                                                                  A australiana Christine Assange se reunirá com o chanceler do Equador, Ricardo Patiño, para interceder por seu filho Julian Assange, a fim de que o governo aceite sua solicitação de asilo.

  A mãe do fundador do Wikileaks exporá perante o chefe da diplomacia a situação que atravessa Assange e o impacto que tem tido sobre sua família depois da publicação dos documentos que puseram em xeque o governo estadunidense.

Em declarações à imprensa, expressou seus temores de que seu filho seja condenado à pena capital ou torturado nos Estados Unidos, assim como, assinalou, fazem com o soldado que teria entregado a informação comprometedora de Washington ao portal digital.

Christine, que visitará o Equador durante esta semana, afirmou em uma entrevista publicada aqui que a Austrália se converteu em uma franquia dos Estados Unidos por abandonar a seu filho, que por outro lado tem recebido os prêmios mais importantes de jornalismo entregues em seu país.

Uma de suas preocupações recentes é que o jornalista de 40 anos seja extraditado à Suécia, já que, segundo presume, seria conduzido a um centro de detenção onde estaria incomunicável, exceto de seus advogados, e depois poderia ser enviado a território estadunidense.

Para esta mulher a história dos direitos humanos nos Estados Unidos é vergonhosa porque quando o Governo assinala alguém como terrorista, não se preocupa em investigar se é verdade ou não, mas em lugar disso utilizam a tortura.

Também expôs que não acredita nos delitos de violação dos quais acusam Assange, depois que uma das mulheres envolvidas alegou que não é verdade, ao mesmo tempo em que ambas as denunciantes asseguram que fizeram sexo consentido e sem violência.

Christine também agradeceu à Embaixada do Equador em Londres por acolher seu filho desde que se refugiou nessa instituição diplomática há mais de um mês.

Patiño disse nos últimos dias que seu país dará uma reposta ao fundador do Wikileaks assim que concluírem as Olimpíadas londrinas.

Em círculos políticos espera-se que Assange seja acolhido no Equador, país cujas autoridades usaram o tempo necessário, segundo disseram, para analisar as circunstâncias e políticas derivadas de uma eventual decisão favorável ao jornalista australiano. (Com a Prensa Latina)

Entrada da Venezuela no Mercosul gerará 240 mil empregos


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, já está a caminho de Brasília. Antes de deixar Caracas, no começo da tarde de hoje (30), ele concedeu uma longa entrevista coletiva. Chávez disse que a incorporação da Venezuela ao Mercosul coloca o país na “perspectiva histórica exata”.

Entusiasmado com a oficialização amanhã (31), em Brasília, do ingresso da Venezuela no bloco, Chávez disse que a incorporação vai gerar 240 mil empregos. Segundo ele, até dezembro será criado um fundo de US$ 500 milhões para conceder empréstimos a empresas públicas e privadas venezuelanas, o que estimulará a produção.

No aeroporto de Caracas, o presidente convidou os empresários venezuelanos para participar da comissão presidencial para entrada do país no Mercosul. O grupo é formado pelos ministros Nicolás Maduro, das Relações Exteriores, Rafael Ramirez, do Petróleo e Mineração, Ricardo Melendez, das Indústrias, Jorge Arreaza, da Ciência, Tecnologia e Inovação, e Edmée Betancourt, do Comércio.

Para Chávez, o Mercosul é a oportunidade para os pequenos e médios produtores exportarem para os países da região. "O Mercado Comum do Sul é bom para a classe média, agricultores, camponeses e trabalhadores em geral, porque os produtos locais podem ser exportados para os países do bloco”, ressaltou.

Criado em 1991, o Mercosul tem o objetivo de reforçar a integração regional e promover parcerias entre o Brasil, a Argentina, o Uruguai e o Paraguai (suspenso até abril 2013). No Mercosul, o Chile, o Equador, a Colômbia, o Peru e a Bolívia são países associados. O México e a Nova Zelândia são  observadores.

*Com informações da VTV, emissora estatal de televisão da Venezuela (Com a ABr)


Memórias do horror:depoimento de uma torturada: Cecília Coimbra, presidente do Grupo Tortura Nunca Mais, do Rio de Janeiro


                                                              

"Logo que fui levada ao DOI-Codi/RJ – depois de três dias no Dops – recebi na cela onde estava, um pouco antes de a tortura começar, uma estranha ‘visita’: Amílcar Lobo, que se disse médico. Ele tirou minha pressão e perguntou se eu era cardíaca. Ou seja, preparou-me para a tortura para que esta fosse mais eficaz.

Os guardas que me levavam, frequentemente encapuzada, percebiam minha fragilidade e constantemente praticavam vários abusos sexuais contra mim. Os choques elétricos no meu corpo nu e molhado eram cada vez mais intensos. Me senti desintegrar: a bexiga e os esfíncteres sem nenhum controle. ‘Isso não pode estar acontecendo: é um pesadelo... Eu não estou aqui...’, pensei eu. 

O filhote de jacaré com sua pele gelada e pegajosa percorria meu corpo... ‘E se me colocam a cobra, como estão gritando que farão?’. Perdi os sentidos, desmaiei. Em outros momentos, era levada para junto de meu companheiro quando ele estava sendo torturado. Inicialmente, fi zeram-me acreditar que nosso filho, de três anos e meio, havia sido entregue ao Juizado de Menores, pois minha mãe e meus irmãos estariam também presos. Foi fácil cair nessa armadilha, pois vi meus três irmãos no DOI-Codi/RJ.

 Sem nenhuma militância política, foram sequestrados em suas casas, presos e torturados. O barulho das chaves nas mãos de algum soldado que vinha abrir alguma cela era aterrorizante. ‘Quem será dessa vez?’. Quando passavam por minha cela e seguiam adiante, ficava aliviada. Alívio parcial, pois pensava: ‘Quem estará indo para a sala roxa dessa vez?’. Esse farfalhar de chaves me acompanha desde então.

Numa madrugada, fui retirada da cela, levada para o pátio, amarrada, algemada e encapuzada. Aos gritos, diziam que eu seria executada e levada para ser ‘desovada’ como num ‘trabalho’ do Esquadrão da Morte. Acreditei. Naquele momento, morri um pouco. Em silêncio, aterrorizada, urinei-me. Aos berros, eles riram e me levaram de volta à cela. Parece que nessa noite não havia muito ‘trabalho’ a fazer."

CECÍLIA COIMBRA, ex-militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), era estudante de Psicologia quando foi presa em 28 de agosto de 1970, no Rio de Janeiro (RJ). Hoje, vive na mesma cidade, onde foi fundadora do Grupo Tortura Nunca Mais, do qual é presidente. É também professora de Psicologia da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Londres, Olimpíadas

La Jeringacubana/Divulgação

Movimentos esculacham monumento do ditador Castelo Branco no Rio. Veja a matéria publicada na página do MST na internet


                                                    
30 de julho de 2012


Por Vivian Virissimo

Fotos: Henrique Zizo/Articulação Memória Verdade e Justiça

Na manhã ensolarada deste domingna intero (29) no Rio de Janeiro, partidos políticos, entidades de direitos humanos, setores da juventude e ex-presos políticos se uniram para repudiar um dos momentos mais sombrios da história brasileira, a ditadura civil militar (1964-1985).
Marchando pela orla de Copacabana até o Leme, cerca de trezentas pessoas esculacharam um monumento que presta homenagem ao primeiro ditador deste período, o marechal Castelo Branco (1964-1967).

Ao chegarem até a estátua do ditador Castelo Branco, na praça do Leme, foi realizada uma mística que relembrou todos os militantes assassinados no período. A estátua  também ganhou uma faixa com os dizeres "Ditador do Brasil 1964" e, no final, tintas vermelhas foram lançadas, lembrando o sangue derramado das vítimas.

Intercalado por poemas, várias entidades e familiares de mortos e desaparecidos  cobraram punição aos torturadores do regime militar. Também houve cobranças para que a Comissão Nacional da Verdade realmente apure todos os crimes da ditadura.

Este é o quarto esculacho realizado no Rio e o primeiro que reúne pessoas para contestar a homenagem a uma figura política que participou ativamente do golpe de 64. “Não podemos permitir que continuemos a homenagear com nomes de praças, monumentos, ruas, lugares públicos aqueles que oprimiram, massacraram e torturaram o povo brasileiro”, denunciaram os articuladores do ato. Eles pedem a extinção de nomes de torturadores ou representantes da ditadura em qualquer monumento público.

Durante o seu mandato, Castelo Branco aboliu os treze partidos políticos existentes no Brasil, promulgou vários decretos-lei e quatro atos institucionais. É responsável pelo fechamento de centenas de sindicatos, pela expulsão de quase seis mil militares das Forças Armadas e cassação de parlamentares eleitos democraticamente.

A organização do ato foi feita pela Articulação Estadual pela Memória, Verdade e Justiça do Rio de Janeiro composta pelo Coletivo RJ, Comitê pela Memória, Verdade e Justiça de Niterói, Consulta Popular, Levante Popular da Juventude, Grupo Tortura Nunca Mais, MST, Juventude do PT, PCdoB, UNE e Sindicato Estadual dos Professores de Educação (SEPE).

Kim Jong-un se casou com uma cantora


                                                                          
    A notícia vem da República Democrática Popular da Coreia: o líder do país, Kim Jong-un, finalmente  se casou. Ele era aproximado por uma cantora há dez anos mas o casamento teria sido impedido por seu pai, preocupado com seu futuro, já que considerava o casamento inadequado para o futuro de seu filhinho.Ele tem aparecido nas fotos junto com sua jovem mulher, Ri Sol-ju.

Proibido casamento de negros em igreja do sul dos EUA


                                                                         
Washington, (Prensa Latina) Uma igreja batista no Mississippi, Estados Unidos, negou oficializar o casamento de um casal porque eram afroamericanos, no mais recente evento que denota o racismo persistente na nortenha nação.

Charles e Andrea Wilson pensavam casar-se na First Baptist Church de Crystal Springs (sul), mas o pároco principal proibiu a cerimônia com o argumento de que a congregação -majoritariamente branca- se mostrava contra.

Pelo fato de que somos negros e alguns fiéis protestaram já não poderemos casar na igreja onde nós pensávamos éramos queridos como irmãos de fé, comentou Charles Wilson na CNN.

Em uma decisão de última hora neste domingo (29), o pastor Stan Weatherford recomendou aos noivos mudar o casamento para outro templo "para não fomentar uma controvérsia nem piorar o precedente criado com esta situação".

Uma recente pesquisa do jornal National Journal e a Universidade de Phoenix refletiu que 23 por cento dos estadunidenses considera que o racismo aumentou e 42 por cento diz que nada mudou desde 2009.

Em janeiro desse ano assumiu Barack Obama na Casa Branca como o primeiro presidente afroamericano na história de um país com amplos antecedentes de segregação e violência contra as minorias étnicas.


Bancários pedem reajuste de 10,25% de reajuste



                                                                                               

O Comando Nacional dos Bancários, entrega nesta quarta-feira, dia 1º de agosto, às 15h, a minuta de reivindicações da Campanha 2012 para a direção da Fenaban, em São Paulo. A pauta foi aprovada no último domingo, dia 22, na plenária final da 14ª Conferência Nacional, em Curitiba, com participação de mais de 600 delegados e delegadas de todo país. 

Na pauta estão demandas da categoria, como o reajuste de 10,25% (inflação mais 5% de aumento real), piso igual ao salário mínimo do Dieese (R$ 2.416), PLR equivalente a três salários mais R$ 4.961,25 fixos, além do fim da rotatividade e mais contratações, fim das metas abusivas e combate ao assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades.

Antes da entrega da minuta, ocorre uma reunião preparatória do Comando Nacional, às 10h, na sede da Contraf-CUT. 

Negociações

As duas primeiras rodadas de negociação com os bancos já estão marcadas: a primeira nos dias 7 e 8 de agosto e a segunda, nos dias 15 e 16. 

Na véspera da primeira rodada, no dia 6, acontece um seminário do Comando Nacional, também na sede da Contraf-CUT, visando preparar as negociações com os bancos. 

Principais reivindicações da categoria 

> Reajuste salarial de 10,25%, o que significa 5% de aumento real acima da inflação projetada de 4,97% nos últimos 12 meses. 

> PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos. 

> Piso da categoria equivalente ao salário mínimo do Dieese (R$ 2.416,38).

> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

> Auxílio-educação para graduação e pós-graduação.

> Auxílio-refeição e vale-alimentação, cada um igual ao salário mínimo nacional (R$ 622,00).

> Emprego: aumentar as contratações, acabar com a rotatividade, fim das terceirizações, aprovação da Convenção 158 da OIT (que inibe demissões imotivadas) e universalização dos serviços bancários.

> Cumprimento da jornada de 6 horas para todos.

> Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral para preservar a saúde dos bancários.

> Mais segurança nas agências e postos bancários.

> Previdência complementar para todos os bancários.

> Contratação total da remuneração, o que inclui a renda variável.

> Igualdade de oportunidades.

domingo, 29 de julho de 2012


                                               


O Jornalista José Carlos Alexandre apoia todos os candidatos do Partido Comunista Brasileiro às eleições de outubro

Em Belo Horizonte: Antonio Almeida, vice-prefeito

Em Sabará: Joaquim Goulart, vice-prefeito

Em Ipatinga: Daniel Cristiano, prefeito e Rair Anpicio, vice-prefeito

Em Betim: Vanessa da Dina, vice-prefeito

Em São João del Rey- Alex Lombello, vice-prefeito

Em Governador Valadares, Jó Rodrigues, prefeito

Em Juiz de Fora, Laerte Braga, prefeito e Rubens Ragone, vice-prefeito

Em Belo Horizonte, Roberto Auad, vereador

Em Belo Horizonte, Maria do Rozário, vereador

Concurso na Argentina seleciona melhores cartazes sobre a América Latina. A BBC Brasil publicou. Alguns deles estão reproduzidos aqui










                                                                                                    Com a BBCBrasil/Divulgação

Protesto no Rio termina com parte da estátua do general Castelo Branco pintada de vermelho-sangue. Em Belo Horizonte o nome do Viaduto Castelo Branco será trocado por Viaduto Helena Greco

 

                                                                   
 Protesto realizado pela Articulação Estadual pela Memória, Verdade e Justiça, uma frente de organizações populares, além de partidos, entidades estudantis e pela organização não governamental (ONG) Tortura Nunca Mais terminou na manhã de hoje (29) com o que chamaram de “esculacho” da estátua do marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, primeiro governante militar após o golpe militar de 1964.
Os participantes iniciaram o protesto com uma caminhada que cruzou algumas ruas do bairro de Copacabana, terminando no Posto 3, na Praia do Leme, onde está localizado o monumento. No local,  os manifestantes apresentaram o que denominaram “crimes” do militar (que nunca teve acusação formal, ainda que póstuma, ou julgamento).

Após a leitura do nome de militantes mortos durante o governo de Castelo Branco (1964-1967) e em anos posteriores do período militar, foram colados cartazes e a estátua recebeu uma faixa de Ditador do Brasil. Também foram atiradas pelos participantes do protesto balões de borracha com tinta vermelho-sangue aos pés do monumento e ao redor.

“É possível construir um novo cenário, mas para isso é necessário que a gente leia esta página da história, que a gente saiba o que aconteceu, saiba onde estão as pessoas desaparecidas, quais foram os responsáveis pelos assassinatos, pela tortura”, disse o jornalista e sociólogo Sergio Moura, da direção do Tortura Nunca Mais.

Para ele, esse tipo de manifestação tem uma lógica. “Quem não consegue conhecer a própria história está condenado a repeti-la. É justamente para que se possa superar esse período que a gente precisa fazer a expiação dele”, disse o jornalista. “Essa manifestação mostra para a sociedade brasileira que a resistência popular contra o arbítrio permanece viva e ativa”.

Durante a caminhada, familiares de desaparecidos, militantes presos durante o período da ditadura, além de grande número de jovens, empunharam cartazes com nomes e fotos de militantes políticos mortos. Também realizarem uma batucada, apoiada por um carro de som.

“Nós aqui no estado estamos construindo essa articulação ampla de grupos que vêm fazendo a luta pela memória do nosso país, realizando escrachos, atos e exigindo não só a retratação histórica, mas também a punição aos torturadores e responsáveis pelos crimes de sequestro, além da criação de monumentos públicos”, contou o engenheiro de petróleo Vitor Ferreira, membro da Consulta Popular, um dos grupos que compõem a frente Articulação.

Entre os monumentos que começam a ser pleiteados, estão dois centros de memória, um deles na antiga sede do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), na região central, próximo à Lapa, e outro na chamada Casa da Morte, em Petrópolis.

Ana Miranda, militante torturada durante a ditadura militar e participante do Coletivo RJ, destaca como positiva a participação de militantes jovens, que não viveram nem têm parentesco com vítimas da ditadura.

Os manifestantes também exigiram uma apuração ampla e irrestrita pela Comissão da Verdade, colegiado responsável pela apuração de violências ocorridas no período da ditadura militar, em especial no período anterior à Lei da Anistia (Lei 6.683/1979).

Embora o protesto tenha sido acompanhado pela Guarda Civil Municipal, a instituição não apresentou uma estimativa de participantes, após contato feito pela Agência Brasil. A organização estimou a participação de 150 pessoas. (Com a ABr)

Flávio Anselmo


                                                     
DESSA VEZ APITO AMIGO ESTEVE DO LADO DE CÁ E AJUDA GALO EMPATAR NO RIO

Pela qualidade técnica baixa da partida, cheia de faltas e paralisações, chutões pra cima, tentativas de ligação direta, poucos lances de área, porém com o Atlético tendo maior posse de bola, a ajuda do bandeirinha Vicente Romano Neto assinalando impedimento de Fred, aos 43m do segundo tempo, praticamente tirou a vitória do Fluminense.

Por tratar-se de dois times que lutam pelos primeiros lugares do Brasileirão eu esperava mais de Atlético e Fluminense. Só não foi sonolento em razão da quantidade de passes errados, porque houve bastante empenho – e até com algum exagero – dos jogadores de ambos os lados. O árbitro paulista – um desconhecido – Rodrigo Braghetto bem que tentou impor-se. Sem sucesso. Distribuição cartões amarelos à vontade.

O jogo foi pra lá de estranho. O Atlético teve maior posse de bola e chegava mais à entrada da área tricolor. No entanto, Gum, Leandro Eusébio e Digão aferrolharam a entrada da área. O Flu usava a arma do Galo: vem cá que vou lá no contra-ataque. Tanto assim que foram de Victor as duas defesas mais difíceis do confronto: uma cabeçada de Wellington Nem, na sua cara, e uma defesa notável, de puro reflexo do goleiro atleticano, no primeiro tempo. No segundo, Fred escapou sozinho e chutou à esquerda de Victor que praticou outra grande defesa. Além do gol mal anulado.

Fora a disputa renhida e as atuações seguras dos zagueiros Gum, Leandro Eusébio e Digão do lado carioca; Léo Silva, Rever e Pierre, o jogo teve pouquíssima coisa. No apito final, a comissão técnica do Flu, sem Abel Braga, entrou em campo pra justiçar o bandeirinha Vicente Romano Neto. Mero jogo de cena, pois sabem que isso só seria possível nos meus tempos de Estádio Doutor Maninho, em Caratinga. Aliás, seria até bom que a CBF aplicasse corretivo no Flu tirando-lhe alguns mandos no Engenhão a fim de diminuir o número de jogos naquela praça e melhorar o estado do gramado. Horrível.

Com 32 pontos, depois do empate, em 13 partidas, o Galo volta ao Rio e talvez ao próprio Engenhão pra enfrentar o Flamengo no sábado dia 04 de agosto. O Mengo de Dorival Junior jogou nesta rodada no Morumbi e levou a goleada de 4 a 1 do São Paulo de Ney Franco. O Fluminense pega no próximo domingo, dia 05, uma parada indigesta em Curitiba, contra o Coxa de Marcelo Oliveira em franca ascensão. Enfiou 2 a 1 no Grêmio neste domingo e subiu na classificação geral agora com 15 pontos.

APITO CONFUSO (MEIO AMIGO, MEIO INIMIGO) TAMBÉM NA VITÓRIA DO CRUZEIRO

Confesso que a embrulhada feita por Celso Roth durante a semana, com a escalação recheada de dúvidas, levou-me, também, a questionar a possibilidade de o Cruzeiro vencer o instável time de Felipão. No entanto, a escalação apresentada na hora da partida, no Independência, agradou-me. Não que eu quisesse Walyson. Só não aceitava dois centroavantes. Borges ficou mais à vontade no seu quadrado, com Walyson ocupando as beiradas do campo.

 Tinga preencheu muito bem a posição de armador, bom reboteiro; a zaga de Victorino e Thiago Carvalho funcionou melhor que a titular. Outra volta importante foi de Ceará ocupando a lateral direita. Ele e Diego Renan fizeram ótima boa partida.

 Montillo, esteve bem, só me pareceu cansado no final de tanto correr e criar jogadas. Porém foi mal substituído por Souza. Também a saída de Walyson para entrada de William Magrão não rendeu o esperado. WM prendeu demais a bola ao avançar, a perdia e armava perigosos contra-ataques para o Palmeiras.

O Cruzeiro jogou tranquilo o tempo todo e chegou a 2 a 0 com a boa ajuda da arbitragem de Fabrício Neves Correa. O pênalti que Montillo sofreu aos 34m do primeiro tempo não existiu. O lance aconteceu fora da área. Borges cobrou com sucesso. Cruzeiro, 1 a 0. Houve antes uma bola na trave chutada por Ceará na cobrança de falta.

Pensei comigo no intervalo: alguém soprará pra este juiz que o pênalti foi mal marcado e ele dará a compensação. Ainda bem que a compensação aconteceu quando o Cruzeiro vencia por 2 a 0, outro gol de Borges, numa jogada criada por Montillo pela esquerda, aos 10m. Quiseram inventar um impedimento no lance. Suspeitaram que a língua de Walyson estivesse pra fora e que o juiz devia dar impedimento. Que besteira, gente! Gol legal. Cruzeiro, 2 a 0, de novo Borges.

Mas o pênalti em favor do Palmeiras, aos 24m, que Barcos transformou no gol do Verdão não existiu também. A tal compensação que, mesmo assim, não agradou aos paulistas. Quase os atletas paulistas bateram no árbitro após o jogo. No lance Victorino disputou a bola meio desajeitado com Maicon Leite e ambos caíram. Nada a marcar. Mas o soprador de apito deu pênalti.

 A partir daí o Palmeiras foi todo ao ataque, cheio de homens de frente, enquanto as substituições do Cruzeiro, nem Anselmo Ramon no lugar de Borges, surtiram efeito. O maior susto veio a minuto do final,  na prorrogação; numa das muitas faltas imbecis que William Magrão cometeu, a bola voou pra área e Maicon Leite marcou de cabeça. Impedimento, segundo o assistente Roberto Braatz e confirmado por nós. Houve sim. Bom, valeu pela vitória, o Cruzeiro sobe pra quinto lugar, com 23 pontos,um apenas atrás do Grêmio, quarto colocado. Seu próximo jogo será  em casa de novo, contra a Ponte Preta.

 Brasil levou apenas um susto, nada mais do que isso, ao tomar o gol da Bielorrússia na abertura do marcador, em sua segunda partida na fase classificatória das Olimpíadas. Aliás, gol de brasileiro naturalizado, o catarinense Renan. Pouco depois, Alexandre Pato empatou; Neymar, de falta, fez 2 a 1 e Oscar encerrou a brincadeira, após receber magistral passe de calcanhar da Jóia santista. Ou seja, o Brasil com seis pontos está classificado e faz a última partida apenas pra saber se será o primeiro do grupo. Amanhã, vou escrever mais sobre o nosso futebol nas Olimpíadas.

Estou bem preocupado com a semana do América. Participa da abertura da 14ª rodada da Série B nesta terça-feira, às sete e meia da noite, contra o Joinville, no Estádio Independência. Penso que o time se perder outra vez, como aconteceu em Varginha, diante do Boa Esporte( 2 a 1) despenca pra fora do G-4.O Goiás, quarto colocado, apenas um ponto atrás do Coelho, recebe o ABC no Serra Dourada. Qualquer tropeço americano ele pula na frente.

 Vale lembrar que o Joinville está em sétimo lugar e numa fase de recuperação. Venceu o América-RN por 1 a 0 na última rodada, em Santa Catarina. Já o time potiguar, tem 23 pontos, e está na cola do Coelho. Joga em casa contra o Grêmio Barueri.

O goleiro Rodrigo  pegou até pênalti cobrado por Pedro Júnior do Vila Nova, e o Tupi conseguiu bom resultado em Goiânia, no Estádio Serra Dourada, sábado, ao empatar em 0 x 0 com  o Vila Nova local. Mesmo com o ponto conquistado, o Galo continua na lanterna do Grupo B da Série C, somando dois pontos, mas faz duas partidas seguidas em nos  próximos sábados, contra o Santo André, e o Brasilense.. “É o início de um recomeço”, definiu o técnico estreante Felipe Surian.

Flávio Anselmo
Twitter -  @fganselmo
Site      -  flavioanselmo.com.br
Email    -  fanselmo@msn.com

Pesquisa: Chávez tem mais de 30 pontos de vantagem sobre opositor


                                      
De acordo com uma pesquisa realizada pela Consultores 30.11 sobre a eleição presidencial venezuelana, o atual presidente Hugo Chávez aparece com mais de 30 pontos percentuais a frente de seu opositor, Henrique Capriles. O novo levantamento, realizado entre os dias 16 e 18 de julho, coloca Chávez com 58,6% das intenções de voto contra 27% do seu opositor.

Realizada em 17 dos 24 Estados venezuelanos, a Consultores 30.11 realizou 3.210 entrevistas. A eleição presidencial venezuelana, que será disputada em turno único no dia 7 de outubro,vai definir o próximo governo para os próximos seis anos.

A Mudança de Regime na Síria: Uma História Verdadeira


                                             
Sempre é bom lembrar que não se trata de defender Assad ou assado mas 
de salientar o avanço das forças reacionárias sobre uma nação soberana (observação minha, José Carlos Alexandre)




As pessoas que acedem aos média ocidentais são diariamente alimentadas com a narrativa com que a Síria está envolvida numa revolta democrática que representa uma extensão da Primavera Árabe. A situação real é outra, em absoluto.


O povo sírio que exige reformas democráticas não representa uma maioria esmagadora, como aconteceu na Tunísia ou no Egipto. Além disso, nem todos os “combatentes democráticos” que compõem o Exercito Livre da Síria (ELS) são cidadãos sírios.
EUA e al-Qaeda têm agora o mesmo objetivo


Houve recentemente várias notícias de acordo com as quais as forças de oposição sírias são um cadinho de ideologias diversas, de separatistas curdos a membros da al-Qaeda. Isto apenas serve para enfraquecer o retrato, nos média ocidentais, de uma oposição forte e coerente. Sabe-se que há combatentes da al-Qaeda entre as forças de oposição na Síria, bem como mercenários líbios que acabaram de tomar parte na “Revolução Líbia”, outro bom exemplo de mudança de regime chamada de “Primavera Árabe” pelos média ocidentais.


No princípio da revolta, o próprio líder da al-Qaeda, Ayman Al-Zawahiri, incitou os combatentes da al-Qaeda e mercenários sunitas a juntarem-se às forças de oposição sírias. Portanto, os EUA, a al-Qaeda, os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) e a NATO estão todos no mesmo lado do conflito, tentando forçar uma mudança de regime na Síria, sem pensarem no que acontecerá depois de Bashar al-Assad.


O jogo da Turquia 


O Conselho Nacional da Turquia (CNT) e o ELS nem sempre estão do mesmo lado. Para além de pôr fim ao estado policial, terão ainda que conceber um plano conjunto e coerente para a Síria pós-revolucionária. Uma das principais semelhanças entre o FSA e o ELS é que ambos são fortemente apoiados pela Turquia, que procura desempenhar um papel mais importante na região.


Abdulbaset Sieda, o presidente curdo sírio do CNT, foi acusado, por outros grupos curdos, de apenas representar a agenda da Turquia, inimigo de longa data do povo curdo na região. A província meridional turca de Hatay alberga o quartel-general e campo de treino do ELS foi aí instalado por forças especiais do Qatar. Através da Turquia, o ELS recebe também armas usadas na Líbia e equipamento de comunicação avançado da NATO.


A Turquia tem procurado, desde há algum tempo, desempenhar um papel mais substancial no Médio Oriente e, com uma “revolução democrática” em curso a leste das suas fronteiras, provavelmente procurarão ajudá-la, esperando estabelecer fortes laços com o próximo governo ou ditador sírio, seja este qual for. O melhor meio que a Turquia tem para fortalecer laços com o futuro governo é apoiar agora a sua causa e desempenhar um papel importante no derrube de Assad.


A 22 de Junho, o exército sírio abateu um caça turco F-4 que a Síria diz ter violado o seu espaço aéreo. Para além de uma presença militar turca reforçada na sua fronteira com a Síria, não haverá mudanças de maior em resultado do acidente, uma vez que a Turquia estava em falta ao violar o espaço aéreo de um país soberano.


Contudo, ao abater o Phantom turco, o exército sírio mostrou que as suas capacidades de defesa contra ataques aéreos ainda são fiáveis, o que torna uma zona de exclusão aérea, como aconteceu na Líbia, muito mais difícil de impor. Alguns pensam que o “acidente” foi uma tentativa de ataque de falsa bandeira, mas mais parece que os turcos foram apanhados a espiar a defesa militar síria na fronteira, em preparação para qualquer outra coisa.


Os média ocidentais 


O retrato, por parte dos média ocidentais, do que está a acontecer na Síria, é o melhor indicador da mudança de regime. Os espectadores vêem sempre apenas um dos lados desta história, de modo a favorecer a agenda desta bizarra coligação entre a NATO (os EUA e a Turquia), a al-Qaeda e os países do CCG, que consiste, obviamente, na mudança de regime.


É fácil perceber que a Síria não está a viver a sua Primavera Árabe, mas antes uma guerra civil, apenas observando o modo como os média têm seguido os desenvolvimentos do conflito. Há poucas reportagens sobre o povo sírio ou sobre as suas legítimas exigências, e as imagens usadas mostram também bombas e assassinatos, de que é acusado o regime de Assad, sem provas.


O mais recente massacre que teve lugar em Houla constitui um dos melhores exemplos de manipulação mediática; sem quaisquer provas, logo que vieram a lume notícias do massacre, ele foi imediatamente atribuído às forças governamentais. A BBC foi ao ponto de divulgar uma fotografia falsa de centenas de cadáveres envoltos em lençóis brancos, que era na verdade uma fotografia tirada no Iraque por Marco di Lauro em 2003.




A BBC declarou, convenientemente, em caracteres pequenos sob a imagem: “Esta imagem, cuja autenticidade não pode ser independentemente verificada, mostra o que se acredita serem os cadáveres de crianças em Houla aguardando sepultura.” Divulgaram a história por todo o mundo como um meio de mostrar a impiedade do regime sírio e levar o público a aceitar uma intervenção humanitária / militar na Síria.


Pouco depois de se saber que a imagem havia sido erradamente atribuída, a notícia de que os verdadeiros autores do massacre eram de facto membros do ELS disfarçados de shabiha (ladrões), e que os que foram assassinados eram sírios que apoiavam o Governo, não recebeu a mesma cobertura que a notícia original.


Onde estão as imagens dos protestos pacíficos? Não há, porque esta não é uma revolta democrática, como afirmam os média ocidentais, trata-se, plenamente, de uma guerra civil em que os rebeldes não representam a maioria da população e não estão todos unidos por uma única razão pela qual queiram acabar com o regime de Assad.


Mais uma prova disto são os confrontos entre facções que surgiram no Norte do Líbano. Mas as provas da guerra civil são normalmente retiradas dos média, porque não ajudam à causa da mudança de regime. O público tem que ser convencido, antes de mais, que esta seria pelas “razões certas”.


Se o regime de Assad cair, esta será uma má notícia para o Irão e para o Hezbollah. O Irão estará então completamente cercado por “bases” dos EUA em países anfitriões que darão terreno para acções militares contra o regime do Líder Supremo, o que é há muito pretendido pelos neo-conservadores.
Contudo, se se verificar uma acção militar do Ocidente para “libertar” o povo sírio, tal como aconteceu na Líbia, o que se seguirá é uma guerra civil ainda mais sangrenta e esquecida pelos média.


*François-Alexandre Roy estuda actualmente Relações Internacionais e Árabe na Laval University no Quebec, Canadá.


Traduzido por André Rodrigues P. Silva


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sábado, 28 de julho de 2012

O Partido Comunista Brasileiro, PCB, discute sua participação nas eleições em Belo Horizonte. O PCB, junto com o PSOL, apoia a chapa Maria da Consolação-Antônio Almeida.

Um espetáculo de abertura dos Jogos Olímpicos, som "sotaque" britânico




                                                                                         
Londres, pela terceira vez em sua história, abriu os Jogos Olímpicos. O show durou três horas, durante as quais a plateia teve tempo para se familiarizar com a história britânica, sorrir com humor britânico tradicional, e, claro, ver o desfile de atletas olímpicos.
Segundo dados preliminares, o show foi visto por cerca de um bilhão de pessoas em todo o mundo.

Por uma hora e meia a arena principal das futuras batalhas desportivas se transformou em um grande palco, onde atores, músicos e voluntários contaram ao mundo a história emocionante de formação da Grã-Bretanha. E neste espetáculo os espectadores viram não apenas notas históricas, mas também o inconfundível humor britânico demonstrado por Mr. Bean, e visitaram o mundo mágico dos contos de fadas com Peter Pen, Mary Poppins e Harry Potter.

Houve muitos segredos em torno da direção da cerimônia de abertura. E apesar de nela participarem mais de mil pessoas, os organizadores conseguiram manter a intriga do cenário quase até o último minuto. O mérito nisto é creditado ao vencedor do Oscar, realizador Danny Boyle.

Após a colorida perspectiva histórica que terminou com espetaculares fogos de artifício em forma dos cinco anéis olímpicos, sobre o estádio, aos sons do tema de James Bond, surgiu um helicóptero do qual desceram dois paraquedistas vestidos como a Rainha Isabel II e o agente 007 James Bond. A própria rainha, naquele momento, apareceu nas bancas, acompanhada pelo marido. Aos sons do hino God Save the Queen ( Deus Salve a Rainha ), cantado por um coro infantil, foi hasteada a bandeira da Grã-Bretanha.

O desfile dos atletas foi precedido por um pequeno esboço, dedicado à memória dos que morreram em todas as guerras do mundo. Após ele, na pista do Estádio Olímpico apareceu a equipe da Grécia, que tradicionalmente abriu os jogos. Eeles foram seguidos por seleções de outros 204 países. 

A equipe russa foi pela primeira vez encabeçada por uma mulher – a vencedora de torneios Grand Slam, Maria Sharapova. Depois do desfile dos participantes, que foi encerrado pelos atletas da Grã-Bretanha, o chefe do Comité Olímpico Internacional, Jacques Rogge, dirigiu suas palavras aos esportistas. Ele agradeceu os organizadores e cedeu o direito de anunciar a abertura dos Jogos de 2012 à rainha Isabel II.

Os XXX Jogos Olímpicos de verão serão realizados em Londres de 27 de julho a 12 de agosto de 2012. Nele participarão mais de 10.500 atletas de 205 países, que vão competir por 302 conjuntos de medalhas em 37 esportes. A equipe russa inclui 804 pessoas e participará em competições em 34 dos 37 esportes olímpicos de verão. (Com a Voz da Rússia/EPA/Ria Novosti/Divulgação)

Servidores federais fazem manifestação em Brasília


                                           
   Quase 15 mil servidores federais – a maioria completando mais de um mês de greve – apoiados por centenas de estudantes, percorreram a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, no último dia 18 de julho, para cobrar a apresentação de propostas concretas para as demandas mais urgentes do setor.

A combatividade da manifestação incomodou o governo e, no final da marcha, os servidores, que se concentraram no Ministério do Planejamento, numa tentativa de serem recebidos pela ministra Miriam Belchior, foram atingidos pela Polícia Militar do DF com spray de pimenta e cassetetes.

Até agora, somente os professores universitários, em greve há dois meses, receberam propostas oficiais. A marcha fez parte das atividades do “Acampamento da Greve”, que está montado na Esplanada e tem servido como importante ponto de encontro e apoio dos servidores que lutam por melhores condições de trabalho e serviços públicos de qualidade.

Apesar da grande demonstração de força dos servidores federais, o esforço não sensibilizou o Governo, que continua sem apresentar propostas concretas e tem mantido o discurso de que não possui recursos suficientes para atender todas as demandas dos trabalhadores. (Com o Jornal Verdade, do Partido Comunista Revolucionário)

Aposentados e pensionistas vão acampar em frente ao Congresso Nacional dia 15 de agosto

                                                                                                         


 Depois da grande repercussão dos manifestos em São Paulo e Paraná, a Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas, COBAP promove agora uma grande mobilização na capital Brasília no dia 15 de agosto. O protesto pode se estender até o dia 16, pois os aposentados almejam acampar nas proximidades do Congresso Nacional.
A concentração se dará a partir  das 15 horas, em frente ao anexo 2 da Câmara dos Deputados. São esperadas caravanas de diversas regiões do país.
De forma ordeira e pacífica, os aposentados pretendem pressionar os líderes partidários e de bancadas a colocar em votação urgente os projetos de maior interesse da categoria. Dentre eles, o fim do Fator Previdenciário e o projeto 4434/08, que recompõe as perdas das aposentadorias e pensões.

Camponeses ocuam terras públicas na Espanha




 Organizados pelo Sindicato Andaluz de Trabalhadores (SAT) e pelo Sindicato de Trabalhadores do Campo (SOC), cerca de mil camponeses realizaram na terça-feira (24) a segunda ocupação de terras públicas do ano na Espanha. Os trabalhadores rurais ocuparam a propriedade Las Turquillas, localizada na província de Sevilha. A fazenda, pertencente ao Ministério da Defesa espanhol, tem 1.200 hectares e é utilizada pela cavalaria militar da cidade de Ecija.

O secretário-geral do SAT, Diego Cañamero, destacou que o objetivo da ocupação é que “a terra passe para as mãos dos trabalhadores” e que a propriedade, dedicada à criação de cavalos, comece a ser utilizada por cooperativas de trabalhadores e trabalhadoras. “Não queremos a propriedade da terra, queremos utilizá-la”, enfatiza Cañamero e defende “que a terra sirva para dar trabalho e criar riqueza, e não para receber subsídios da Europa”.

Atualmente, o aproveitamento agrícola da propriedade Las Turquillas alcança apenas 300 hectares, cedidos à prefeitura de Osuna para sua exploração. “Nesta comarca há 40% de desempregados e é necessário dar uma resposta a esta situação, antes que o Estado ou a prefeitura acabem vendendo estas propriedades a grandes produtores privados”, asseguram os camponeses.

Com a ocupação, Cañamero explica que os trabalhadores querem “mostrar que, nas mãos das cooperativas, a propriedade terá outro uso, pensando na criação de trabalho e em dar produtividade à terra e não somente em subsídios da União Europeia”. “As terras não podem servir para que quatro grandes proprietários recebam ajudas da Política Agrária Comunitária (PAC), deve-se colocá-las em produção para dar riqueza ao povo, mais ainda quando está tão assolado pelo desemprego”, afirma o líder sindical.

Não houve incidentes, apesar de um grande aparato policial ter acompanhado a ação dos camponeses. Participou da ocupação Juan Manuel Sánchez Gordillo, deputado do partido Esquerda Unida no Parlamento da comunidade autônoma de Andaluzia, prefeito de Marinaleda e dirigente do SAT, além de representantes municipais e deputados da província de Sevilha.

Desde o dia 4 de março, camponeses ligados ao SAT, formado em sua maioria por “jornaleros” (bóias-frias), ocupam a propriedade de Somonte. A fazenda de 400 hectares, pertencente ao governo de Andaluzia, está situada entre as cidades de Palma del Río, em Córdova, e Campana, em Sevilha. Participaram da ocupação em torno de 500 camponeses.

De acordo com Cañamero, as ações têm como objetivo reutilizar propriedades públicas para a agropecuária. “Pensamos que esta é a única forma de realizar nossas ideias de que a terra tem que ser autogestionada pelos próprios trabalhadores e trabalhadoras para criar o máximo de postos de emprego e favorecer o desenvolvimento da economia local e regional”, disse o SAT em nota logo após a ocupação de Somonte.

No entendimento dos camponeses, as ocupações, ainda que pontuais, por ocorrerem em meio à conjuntura de desmantelamento do Estado de bem estar, austeridade e ditadura de mercado, “podem animar mais sindicatos e organizações rurais a aderirem a esta forma sábia de luta”. (com informações do SAT e do Público.es)

(Com o Brasil de Fato)