sábado, 31 de janeiro de 2009

XVIII Feira Internacional do Livro


De 12 a 22 de fevereiro será realizada a XVIII Feira Internacional do Livro de Cuba, versão da capital. O cinquentenário da Casa das Américas será homenageado, bem como os escritores Jorge Ibarra, Prêmio Nacional de Ciências Sociais, e Fina-Garcia Marur, Prêmio Nacional de Literatura. O Chile será o país convidado. De 23 de fevereiro a 9 de março a feira estará armada em mais de 40 cidades cubanas.

Professores podem parar universidades

Professores da UNI-BH estão em estado de greve. A paralisação poderá ocorrer a partir do dia 2, caso até lá não se solucione o impasse relativo ao atraso no pagamento de seus salários. A instituição deve o pagamento de dezembro, o décimo-terceiro salário, férias, pagamento de 1/3 das férias etc. O passivo trabalhista seria superior a 9 milhões de reais, segundo o Sindicato dos Professores de Minas Gerais, o Sinpro. Além dos alunos do Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH) também enfrentam problemas com atrasos nos salários os professores do Unincor, Promove, Izabela Hendrix e Infórium, diz a edição do dia 31/01/09 de O Tempo. O jornal acrescenta que, no caso da UNI-BH e da Unincor, o início das aulas seria adiado por uma semana. Só na UNI-BH 800 alunos poderiam ser prejudicados, segundo afirma O Tempo, na página 33 de sábado.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

José Alencar visto por Quinho


O vice-presidente José Alencar luta novamente contra o câncer. Com tenacidade.Sem medo. O político mineiro, natural de Ubá, certamente será pessoa influente na campanha eleitoral com vistas ä sucessão do atual presidente. Não se sabe se apoiando José Serra, Cyro Gomes ou Aécio Neves... (Quinho/site Vermelho)

Dinheiro jogado fora em Berlim


Funcionários de uma empresa de reciclagem de metal nos arredores de Berlim foram surpreendidos com uma chuva de cédulas de dinheiro ao desembarcar um carregamento de ferro-velho originário da capital alemã.
Junto com a carga estava um cofre com 170 mil euros, jogado fora por engano por um banco berlinense. A descoberta do dinheiro aconteceu no dia 14 de janeiro .

A polícia estava investigando o sumiço da quantia como um possível roubo. Mas o caso foi considerado resolvido após a descoberta do cofre pelos funcionários da empresa metalúrgica de Henningsdorf, cidade a Noroeste de Berlim.
O incidente foi resultado da desatenção de um funcionário do banco Postbank durante os trabalhos de mudança de uma filial. O cofre não foi totalmente esvaziado antes de ser entregue ao serviço de ferro-velho.
Por sorte, o objeto foi encontrado. A empresa transportadora havia informado ao banco que o cofre já tinha sido enviado ao exterior como sucata. (BBCbrasil)

Show do Orishas será às 9 da noite


O show de rap cubano , neste sábado, no Chevrolet Hall (avenida Nossa Senhora do Carmo, 230) será às 9 da noite. Ruzzo, Yotuel e Roldán certamente encantarão o público, como o fazsem desde 1999. Jornalista tem desconto especial mas é preciso contato com o Sindicato e com a Associação Cultural José Marti.

Sangue indígena alimenta pesquisas


Denúncia feita no Fórum Social Mundial que se realiza em Belém do Pará: cientistas estrangeiros estão utilizando ilegalmente sangue de tribos indígenas brasileiros em pesquisas. O tema foi abordado durante reunião de 30 de janeiro. A Fundação Nacional do Índio e outras organizações brasileiras precisam tomar alguma providência... ( Al -Jazeera)

"O trabalho é a riqueza da nação"



Antonio Carlos Francisco dos Santos *

“A crise domina as conversas e os noticiários. Dizem que crises foram feitas para ser superadas. Vemos hoje alguns setores da nossa economia só pensando no pior. Empresas multinacionais, especialmente nas áreas de mineração e automobilístico, ameaçam ou mesmo efetivam demissões, suspendendo contratos e subtraindo direitos dos trabalhadores, mas não as vemos aceitando menores lucros. Outras chegam a propor redução de salários e jornada de trabalho, como se os trabalhadores brasileiros tivessem as melhores remunerações do mundo. Percebe-se um movimento orquestrado de boa parte do empresariado, irrigando de pessimismo o cenário. Ainda bem que medidas estão sendo tomadas pelo governo federal, amarrando empréstimos concedidos por bancos públicos à garantia de empregos. Em Minas, empresários do setor supermercadista e lojistas não embarcaram nesse barco. Os supermercados prometem admissão de milhares de trabalhadores e os donos de lojas acreditam que essa crise passará longe de suas empresas. Em 2007, ao visitar a União Italiana do Trabalho em Roma, uma das centrais de trabalhadores mais atuantes e influentes da Itália, vi um cartaz que estampava: ‘O trabalho é a riqueza da nação’, frase que poderia ser assimilada pelos nossos empresários, com mais empregos e menos lucros. Portanto, quando lemos sobre essa propalada crise financeira mundial, temos que extrair dos noticiários alguns exageros. Há interesses embutidos neles que muitos leitores, talvez distraídos, não percebem.”

* Presidente do Sindicato dos Alfaiates e Costureiras de BH (Publicado originalmente no EM, em 29/01/09)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Acordo para reduzir salários

Foi fechado na manhã dia 28, em São Paulo, o primeiro acordo de redução de jornada de trabalho e salário para evitar demissões no setor de metalurgia. Os 800 trabalhadores da fabrica de autopeças Valeo Sistemas Automotivos aceitaram, durante assembléia, a proposta da empresa, que vinha sendo negociada com o sindicato da categoria e uma comissão de funcionários.
Segundo a assessoria de imprensa do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi, os trabalhadores aceitaram trabalhar um dia a menos na semana e terem o salário reduzido em 15%. O acordo vale por 90 dias. Em troca, quando voltarem às atividades, os trabalhadores terão estabilidade de três meses.(Com o site Vermelho)

Para embelezar as cachorrinhas


A última da moda para animais: perucas para cães. A iniciativa é de suas norte-americanas: Jenny e Crissy Slaughter, proprietárias da Total Diva Pets. As perucas para embelezar as cachorrinhas estão custando mais ou menos US$30, cerca de 70 reais. (Com a BBCbrasil)

Greve contra a crise


A Confederação Geral dos Trabalhadores e pelo menos oito sindicatos franceses conduzem hoje uma greve geral contra a crise econômica,talvez o primeiro grande movimento sindical no governo Nicolas Sarkozy.O secretárioo-geral da CGT,Bernard Thibault,resumiu a situação:"Não podemos aceitar aceitar que os trabalhadores sejam os únicos a pagar as consequências da crise". Pela manhã, os setores mais afetados eram os dos transportes ferroviários e aéreos além de educacionais. (Com Le Parisien e Le Monde)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Raúl Castro está em Moscou


O presidente de Cuba, Raúl Castro Ruz, chegou a Moscou, tendo sido recebido no aeroporto Vnokovo pelo vice-ministro de Relações Exteriores, Serguei Riabkov. Castro manterá conversações com o presidente Dmitri Medvedev e com outras autoridades da Federação Russa. Em novembro, o chefe de Estado russo esteve em visita a Havana. (Itar-Tass/Prensa Latina)

Rap cubano no Chevrolet Hall




O melhor do rap cubano estará sendo apresentado sábado , 9 da noite, no Chevrolet Hall, na avenida Nossa Senhora do Carmo ( próximo ao Pátio Savassi) , pelo grupo cubano Orishas. Os artistas concorreram várias vezes ao Grammy e ao GrammLatino e fazem sucesso há oito anos na Europa, onde foi formado. Crítica social, anedotas, histórias reais são alguns dos principais temas do grupo. Os preços dos ingressos são os seguintes: 1º lote: R$80,00 – inteira / R$40,00 – meia-entrada; 2º lote: R$90,00 – inteira / R$45,00 – meia-entrada; 3º lote: R$100,00 – inteira/R$50,00 – meia-entrada. (imagem da revista cubana La Jiribilla, destaca o álbum de lançamento A lo cubano)

Robinho tem apoio de seu time


O jogador Robinho, do Manchester City, da Inglaterra, e da Seleção Brasileira de Fuebrol, está sendo investigado por supostamente abusar sexualmente de uma garota em um clube noturno em Leeds, na Inglaterra, em 14 de janeiro.
Seu time divulgou nota de apoio: "O jogador não receberá nenhum tipo de punição e nenhuma declaração sobre o assunto será feita enquanto as investigações continuarem".
Robinho divulgou nota em seu site oficial na qual, por meio de seu porta-voz, Chris Nathaniel, desmentiu as acusações, que tomaram as manchetes da imprensa inglesa.
"Ele nega categoricamente qualquer acusação de má conduta ou de ter cometido crime e ficará feliz em cooperar com a polícia se for solicitado", disse Nathaniel. (Site de Robinho/Divulgação)

The Printed Blog começa a circular


Criado nos EUA uma nova forma de comunicação. Trata-se de um jornal só de blogs... A iniciativa é do editor Joshua Karp e seu jornal, por enquanto, circula em Chicago e São Francisco. São quatro páginas, em formato tablóide, com tiragem de 2.600 exemplares. O The Printed Blog circulará toda semana, a começando desta. E já tem 15 anunciantes, que cobrem as despesas, calculadas por Karp em 22 a 25 centavos de dólares por página. Em breve sua circulação se estenderá a Nova York. Uma novidade, numa época em que os jornais tradicionais, os de papel, penam para manter sua circulação...Segundo se afirma, a direção do jornal já tem contatados 300 blogueiros que fornecerão matérias para o jornal. (Com Lanacion.com)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A literatura perde John Updike





Morreu nos EUA o escritor John Updike, colaborador do The New York Times. Nos últimos três anos vinha lutando contra um câncer de pulmão que acabou por matá-l0 aos 77 anos. Ao longo de sua vida recebeu diversas honrarias, embora lhe tenha sido negado o Prêmio Nobel de Literatura. No Brasil era conhecido pelos livros Uma outra vida, Terrorista, Bem Perto da Costa, Bech no Beco. O escritor nasceu e cresceu na Pensilvânia, em uma família protestante. Aos 11 anos começou a se interessar por literatura e mais tarde se formou com medalha de mérito no curso de Inglês da Universidade de Harvard, uma das mais conceituadas dos EUA.
Além de seu trabalho como escritor, Updike desde 1954 era colaborador da revista The New Yorker e escrevia críticas literárias no The New York Review of Books.
No Brasil, teve 25 livros publicados por editoras como a Companhia das Letras, Rocco, Abril e Nova Cultural, sendo o último deles Terrorista, de 2007. Em 1994 publicou a novela Brazil, sobre um casal de jovens que foge da família para viver um romance proibido.
Em 1987 teve seu livro As Bruxas de Eastwick adaptado para o cinema por George Miller, com Jack Nicholson, Cher, Michelle Pfeiffer e Susan Sarandon no elenco. (Com El País, Terra, e IG) - DVD As Bruxas de Eastwick/Divulgação)

Centenário de Carmen Miranda


Comemora-se este ano o centenário de nascimento da cantora Carmen Miranda.As primeiras homengens serão de 17 a 21 de fevereiro na Cinemateca de Lisboa, em Portugal. Carmen Miranda, apesar de viver a maior parte do tempo no Brasil, nasceu numa cidadezinha ao Norte de Portugal, Várzea da Ovelha. Em Lisboa serão exibidos nove filmes da cantora, todos ambientados na Hollywood dos anos 40 e 50.

A extraordinária Vanessa Redgrave


Mireya Castañeda



DIZER que Vanessa Redgrave é uma das maiores atrizes do cinema mundial é lugar-comum. No seu regresso a Havana, depois de 45 anos da primeira visita, trouxe o filme A Febre, dirigida por seu filho Carlo Nero.
Essa fantástica atriz manteve o público da Sala Chaplin totalmente absorto em sua poltrona durante os 83 minutos de duração do difícil filme, no qual Nero optou por vários monólogos de Vanessa diretos à câmara.
Só ela poderia ter feito uma interpretação tão perfeita de seu personagem, carregado de tanto desgarre interno. O diretor arriscou tudo e, com Redgrave monologando, ganhou, apesar de também utilizar cenas dramáticas (com um elenco que inclui o jornalista Michael Moore, a estrela de Hollywood, Angelina Jolie, e até sua irmã, Joely Richardson) e, surpreendentemente, a animação.
Em entrevista coletiva, Redgrave e Nero explicaram que levaram seis anos para realizar o projeto da filmagem, baseada no monólogo teatral do ator e escritor Wallace Shawn, explicando que puseram nele toda sua vida.
"Estou mais orgulhosa deste filme que de tudo o que já fiz. Tenho uma admiração e um profundo respeito por meu filho; é uma pessoa em quem confio, ele se desenvolveu como ser humano, como diretor de cinema, escritor e pensador", expressou.
Segundo Nero (filho do ator italiano Franco Nero) seu filme é muito pessoal e "e se pode perceber como história de como Vanessa se envolveu politicamente.
"É quase autobiográfica, mas não, apesar de que o que enfrenta a mulher na película é algo que Vanessa experimentou quando jovem, mudando o curso de sua vida".
O diretor lembrou que no final do filme, a protagonista diz: "minha vida está irremediavelmente corrompida", mas ela tem a alternativa de mudar de campo, unir-se aos pobres, mas isso não seria uma traição a seus amigos?
Tudo isso – destacou Nero – ela já experimentou, porque foi rechaçada e até presa por suas crenças.
A FORÇA DE SUAS INTERPRETAÇÕES
A primeira pergunta na coletiva foi acerca de Isadora, de 1968, que lhe valeu uma indicação ao Oscar. "É difícil falar brevemente sobre Isadora Duncan, que revolucionou a dança e, por isso, foi revolucionária. Identifiquei-me de coração e alma com sua dança e seu espírito".
E Michelangelo Antonioni e Blow up?
Trabalhar com ele foi fazê-lo com um grande artista da arte cinética (corrente das artes plásticas, da qual Antonioni é considerado precursor no cinema). Aprendi muito, a relação entre as formas, a cor e o espaço e isso é muito importante para os atores.
Não podia deixar de mencionar Júlia, de Fred Zinnemann, com a qual ela obteve o Oscar e um Globo de Ouro, em 1977.
É muito conhecida por sua preferência pelas atuações difíceis e inclusive, polêmicas.
Como seleciona seus personagens?
Devo explicar que não seleciono um personagem, dependo dos produtores que me oferecem trabalho. É verdade que amo meu trabalho, mas também que preciso dele para pagar meu apartamento e comer. Às vezes, posso escolher como no filme A Febre.
CUBA MUDOU MINHA VIDA
Vim a Cuba em 1963 com meu marido (pai de Joely e Natasha) que foi um diretor de cinema muito importante, Tony Richardson (1928-1991), ganhador de dois prêmios Oscar por seu filme Tom Jones. Com Redgrave filmou, entre outros, O Marinheiro de Gibraltar e A Carga da Brigada Ligeira. Agora volto com meu filho Carlo.
"Como se pode ver, a espiral pessoal entre estas visitas, me torna difícil expor-me brevemente. Pode-se dizer que há uma coincidência feliz entre as duas.
Em 1963, Tony e eu visitamos lindas residências, propriedade de gente muito rica que se tinham transformado em creches, orfanatos, escolas primárias. Naquela época, a educação era minha paixão e o espírito de determinação, perseverança de Cuba para que a educação seja o direito natural de cada criança foi uma das coisas que mudou minha vida. Inclusive, empreguei meu dinheiro numa pequena escola de Londres para crianças de 3 a 5 anos. Meu filho freqüentou essa escola. Uma conclusão pessoal que me levou a ser embaixadora da Unicef.
Além do governo cubano, não encontrei outro que ponha a educação como prioridade, e está na Declaração dos Direitos Fundamentais da Infância assinada em 1989 por todos os países.
Cuba se preocupa muito pela educação e saúde de suas crianças, é para mim um exemplo e creio que se outros governos também o fizessem, o mundo mudaria. Tenho cinco netos e cada dia me convenço mais disto.
Que significou a Revolução Cubana para sua geração? Perguntaram à atriz.
"Júbilo, determinação, resistência, perspectivas. Creio que nesta época tão cheia de dificuldades, não só para Cuba, espero que vocês sintam cada dia, mesmo que não tenham evidências tangíveis, que são parte do mundo, que esse espírito de pôr seus olhos no presente e no futuro de seus filhos, é o que abre as portas que se fecharam por muito tempo e que têm muitos amigos verdadeiros.
"Isto é algo maravilhoso deste Festival, o intercâmbio, que nos muda também. Por isso, acredito que é preciso eliminar qualquer tipo de bloqueio, é uma política estúpida, prejudicial.
"Para mim, é um privilégio estar aqui. Me enche de alegria. Neste mundo, que não é o melhor dos mundos possíveis, o Festival é um triunfo sobre o bloqueio, este desejo de comunicação, apesar de breve, mas intenso". (Granna digital) -Imagem: La Jiribilla

Repercussão de editorial

"O editorial "Direitos Humanos" (Opinião, 23.1) certamente permanecerá entre os que honram o jornalismo nesses 200 anos da imprensa brasileira. Merece ser reimpresso nos jornais "Pampulha", "Super Notícia" e outros por este Estado afora."(Publicado em O Tempo, edição de 27/01, sobre comentário a respeito do editorial sobre as medidas adotadas pelo presidente Barack Obama)

Tarso vê discussão política


"Alvo nas últimas semanas de inúmeras críticas de autoridades italianas e setores da sociedade brasileira em virtude do refúgio concedido ao escritor Cesare Battisti, o ministro da Justiça, Tarso Genro, reiterou, em entrevista exclusiva à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), estar convicto de que o gesto foi plenamente adequado aos princípios constitucionais do país. Para ele, é nítida a motivação política na maior parte dos que se opõem em âmbito interno sua decisão. Tarso os define, em geral, como entusiastas do neoliberalismo e defensores da impunidade aos torturadores.
A discussão se tornou política. Não vi até agora, com sobriedade, nenhum argumento jurídico, porque este argumento jurídico teria de desconstituir todas as decisões do Supremo (Tribunal Federal – STF) sobre o assunto, em casos parecidos com esse do senhor Battisti, afirmou Tarso.
No momento em que a grande bandeira do neoliberalismo sucumbiu, que era a nossa submissão total ao capital financeiro e às suas necessidades desregulamentadoras, os próprios promotores e ideólogos desse modelo precisavam de um outro argumento para fazer oposição e se apegaram nesse do Battisti. Não é de pasmar que 99% dessas pessoas defendem impunidade para os torturadores. As mesmas pessoas são favoráveis que se entregue o senhor Battisti, mesmo o Brasil não tendo entregue outras pessoas que estavam na mesma situação, acrescentou". (EBC)- Imagem: Picasa

Solidariedade a Battisti

"Nota Política do PCB
O Partido Comunista Brasileiro (PCB) se solidariza com o cidadão italiano Cesare Battisti, diante da tentativa do governo neofascista de Berlusconi, mesmo sem qualquer prova, de usá-lo como um símbolo de uma campanha midiática supostamente "contra o terrorismo" que, em verdade, tem como objetivo satanizar e criminalizar as lutas populares de resistência anticapitalistas e antiimperialistas.
Temos chamado atenção para o fato de que, diante da crise sistêmica do capitalismo, a burguesia, em âmbito mundial, não hesitará em atentar contra as liberdades democráticas e em reprimir movimentos sociais e partidos do campo popular, para procurar saquear os patrimônios públicos, suprimir empregos e retirar direitos trabalhistas e sociais.
Na Itália de Berlusconi, o neofascismo criminaliza os imigrantes, isolando-os em verdadeiros campos de concentração, persegue os ciganos e coloca as forças armadas nas ruas, intimidando a população.
Cesare Battisti pode contar com o PCB em que tudo que estiver ao nosso alcance para libertá-lo da prisão a que foi submetido em Brasília e permanecer no Brasil, no país que o acolheu generosamente.
Por outro lado, não podemos deixar de reconhecer a firmeza com que, até o momento, se tem conduzido neste episódio o governo federal, não só respeitando a tradição brasileira de concessão do asilo político, como também não se curvando às inadmissíveis ingerências do governo italiano, em desrespeito à nossa soberania nacional.
Exigimos do Supremo Tribunal Federal que sequer entre no mérito da questão que lhe foi submetida, reconhecendo preliminarmente a competência do governo federal para tratar de assuntos inerentes às relações internacionais.
Partido Comunista Brasileiro Comissão Política Nacional ".

Manifesto contra a crise


Entidades sidicais lançaram dia 26 de janeiro um manifesto contra a crise, pedino redução da taxa de juros:

"Na Seqüência dos entendimentos que as Centrais, Federações e Sindicatos de trabalhadores e as Federações de sindicatos empresariais, têm promovido desde o ano passado no sentido de analisar a crise Internacional e os seus efeitos negativos no Brasil — sempre objetivando oferecer sugestões capazes de manter o nível de emprego no País —, as entidades que assinam este documento estabelecem um histórico entendimento com foco em quatro pontos principais:

– Que seja acelerada a queda na taxa básica de juros (Selic), alcançando, o quanto antes, um patamar de 8% ao ano, (aproximadamente 3% de juros reais); – Que as reuniões do Copom, do Banco Central (BC), destinadas a debater e determinar a Selic, sejam a cada 15 dias – enquanto perdurar a crise; – Que sejam reduzidos drasticamente os spreads bancários, em especial os dos bancos estatais que, hoje, estão entre os mais altos praticados no País; e – Que seja ampliado o número de integrantes do Conselho Monetário Nacional (CMN), de três para sete membros, abrindo o órgão à participação de outras áreas do Governo, da área acadêmica e das forças produtivas.

A sociedade brasileira espera do Governo medidas práticas e imediatas para combater a crise, evitando a ampliação de suas conseqüências sobre o nosso país. Precisamos impedir o desemprego e defender o futuro do Brasil.

São Paulo, Capital, 26 de janeiro de 2009.

Central Geral dos Trabalhadores do Brasil – CGTB - Antonio Fernandes dos Santos Neto – Presidente

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB - Wagner Gomes – Presidente

Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – FAESP - Fabio Meirelles – Presidente

Federação do Comércio do Estado de São Paulo – Fecomercio - Abram Szajman – Presidente

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp - Paulo Skaf – Presidente

Força Sindical - Paulo Pereira da Silva (Paulinho) – Presidente

Nova Central Sindical de Trabalhadores - José Calixto – Presidente

União Geral dos Trabalhadores - Ricardo Patah - Presidente"
(Ilustração: Telesur/Tomy)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

É preciso evoluir mais


Promessa é promessa! Neste ponto a administração Barack Hussein Obama começa muito bem. Mandou proibir a tortura e suspender julgamentos na prisão de Guantánamo, base militar dos EUA em Cuba. Ordenou também o fechamento da base, dentro de um ano, Congelou os mais altos salários do funcionalismo norte-americano, aqueles superiores a US$ 100 mil por ano. E enviou os primeiros missionários ao Oriente Médio. Que continue evoluindo. Para tanto tem respaldo popular e amplo apoio internacional. Não pode haver retrocesso. Daí a importância dos elogios que tem recebido em quase todas as partes do mndo. A começar do líder cubano Fidel Castro Ruz. É preciso mais do que as medidas adotadas até agora, entretanto. A crise no Oriente Médio está a exigir, se possível, até a presença do próprio presidente Obama no principal palco de decisões? Tel Aviv, Ramallah e Faixa de Gaza.(Imagem Al-Jazeera)

Fidel elogia Barack Obama



O ex-presidente de Cuba Fidel Castro elogiou a honestidade do presidente americano Barack Obama – que tomou posse na terça-feira - quebrando um silêncio de cinco semanas em sua coluna “Reflexões de Fidel”.
Ao descrever seu encontro com a presidente argentina Cristina Kirchner, na coluna publicada no site Cuba Debate, Fidel comentou que conversou com ela sobre Obama e disse que “não tem, pessoalmente, qualquer dúvida sobre a honestidade com que Obama, o décimo-primeiro presidente desde 1º de janeiro de 1959 (data da Revolução Cubana) expressava suas idéias” no discurso da posse.
Mas ele afirma que “apesar das nobres intenções”, muitas perguntas permanecem sem resposta.
“Por exemplo, me perguntava: como poderia um sistema desperdiçador e consumista por excelência preservar o meio ambiente”, escreve Fidel.
O silêncio de Fidel havia despertado rumores de que a saúde do líder da revolução havia piorado.
Fidel Castro ressaltou ainda a importância histórica para Cuba de que dez presidentes passaram pela Casa Branca nos últimos 50 anos, mas que "apesar do imenso poder deste país (Estados Unidos) nenhum deles conseguiu destruir a Revolução Cubana".
O presidente de Cuba, Raúl Castro, já havia dito que está aberto ao diálogo com Obama.(BBCBrasil)

Direitos Humanos, editorial de OT

"Uma das primeiras decisões do novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi suspender, por 120 dias, o julgamento de todos os acusados de terrorismo presos na base naval de Guantánamo, em Cuba. Começou a cumprir, assim, uma promessa de campanha, que é o fechamento daquela prisão no prazo de um ano.
O fato é auspicioso e mostra, junto com outras atitudes que tomou, em seu primeiro dia na Casa Branca, a disposição de enfrentar as questões internacionais. Os primeiros telefonemas feitos foram para alguns líderes políticos do Oriente Médio, a quem manifestou o compromisso de buscar a paz entre árabes e israelenses.
De fato, se internamente o governo Bush pouco se diferenciou de seus antecessores, externamente ele produziu um passivo que vai demorar tempo para ser reduzido ou anulado. Bush ressuscitou a velha política do big stick, de polícia do mundo, e um símbolo disso foi, sem dúvida, a prisão de Guantánamo.
Criada logo depois do 11 de Setembro, a prisão chegou a deter milhares de prisioneiros provenientes do Afeganistão, Iraque e outras partes do mundo. Hoje, guarda 245 presos, que esperavam julgamento por tribunais de exceção. Entre esses presos estão acusados de terem participado do atentado de 11 de setembro de 2001.
Urge restabelecer o respeito aos direitos humanos desses presos, que não são considerados nem prisioneiros de guerra, sujeitos portanto a todas as violações, inclusive à tortura. Na impossibilidade deles retornarem a seus lugares de origem, os EUA teriam de os abrigar, mas nações como a Suíça já se ofereceram para fazer isso.
Resquício do imperialismo e da Guerra Fria, Guantánamo é questionada também como base militar dos EUA na América Latina. Cedida aos norte-americanos ad aeternum, mediante o pagamento de uma quantia insignificante - que Castro, desde que assumiu o poder, recusa-se a receber -, a base deveria ser devolvida aos cubanos. Hoje, Guantánamo representa uma excrescência física e moral." (Editorial de O Tempo, publicado em 23/01/2009)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Contra qualquer injustiça

"Ser sempre capaz de sentir profundamente qualquer injustiça cometida contra
qualquer um em qualquer parte do mundo. É a qualidade mais linda em
um revolucionário"(Ernesto Che Guevara)

Metalúrgicos contra redução de salários


Mais de 20 mil metalúrgicos do ABC ocuparam as ruas de São Bernardo (SP) para dizer “não” à redução de salários e de direitos. Os trabalhadores também declararam guerra a qualquer tentativa de demissão.
As manifestações ocorreram em três pontos. Na maior deles, uma marcha, organizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, reuniu 15 mil pessoas. A passeata começou na Mercedes-Benz, por volta das 6 horas da manhã, e prosseguiu pela avenida 31 de Março até a Mahle Metal Leve.

Enquanto isso, cerca de três mil trabalhadores protestavam à frente da Scania, e outros milhares participaram de assembléia no pátio da Volkswagen, durante a entrada do turno da manhã.

De acordo com o sindicato, o objetivo do ato foi mostrar aos trabalhadores uma agenda contra a crise e o desemprego — que inclui propostas como a redução da taxa básica de juros (Selic), o incentivo às exportações e a facilitação do crédito. “É na rua, com disposição de luta, que a gente transforma a realidade”, disse o presidente do sindicato, Sérgio Nobre. (Texto e foto do site Vermelho, do PCdoB)

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Discurso de Obama, primeira parte

O discurso-parte 2

O discurso-parte 3

O texto do discurso de Obama





Meus caros cidadãos:
Eu me coloco aqui hoje humildemente diante da tarefa à nossa frente, grato pela confiança com que vocês me honraram, ciente dos sacrifícios realizados pelos nossos ancestrais. Eu agradeço ao presidente Bush pelo seu serviço à nossa nação, bem como pela generosidade e cooperação que ele mostrou ao longo da transição.

Quarenta e quatro americanos agora já fizeram o juramento presidencial. As palavras foram ditas durante crescentes marés de prosperidade e as águas calmas da paz. Mas, de tempos em tempos, o juramento é realizado entre nuvens que se formam e tempestades violentas. Nesses momentos, a América seguiu à frente não somente pela habilidade ou visão dos que estavam no alto escalão, mas porque Nós o Povo permanecemos confiantes nos ideais dos nossos ancestrais e fiéis aos nossos documentos fundadores.

Assim tem sido. Assim deve ser com essa geração de americanos.

Que nós estamos em meio a uma crise é agora bem sabido. Nossa nação está em guerra, contra uma rede de longo alcance de violência e ódio. Nossa economia está bastante enfraquecida, em consequência da ganância e irresponsabilidade por parte de alguns, mas também por nosso fracasso coletivo em fazer escolhas difíceis e preparar a nação para uma nova era. Casas foram perdidas; empregos cortados; negócios fechados. Nosso sistema de saúde está muito dispendioso; nossas escolas fracassam com muitos; e cada dia traz novas evidências de que as formas como usamos a energia fortalecem nossos adversários e ameaçam nosso planeta.

Esses são os indicadores da crise, assunto de dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo, é o enfraquecimento da confiança ao longo de nossa terra - um medo repetido de que o declínio da América é inevitável, e que a próxima geração deve diminuir suas perspectivas.

Hoje eu digo a vocês que os desafios que nós enfrentamos são reais. Eles são sérios e são muitos. Eles não serão vencidos facilmente ou em um período curto de tempo. Mas saiba disso,
América: eles serão vencidos.

Nesse dia, nos reunimos porque nós escolhemos a esperança em vez do medo, a unidade de propósito em vez do conflito e da discórdia.

Nesse dia, nós viemos para proclamar o fim às queixas mesquinhas e falsas promessas, às recriminações e aos dogmas desgastados, que por muito tempo já têm enfraquecido nossa política.

Nós continuamos uma nação jovem, mas de acordo com as palavras da Escritura, chegou a hora de se deixar de lado as infantilidades. Chegou a hora para reafirmar nosso espírito tolerante; para escolher nossa melhor história; para prosseguir com esse precioso dom, essa nobre ideia, passada de geração a geração: a promessa dada por Deus de que todos somos iguais, todos somos livres e todos merecem uma chance de buscar sua completa medida de felicidade.

Ao reafirmar a grandiosidade de nossa nação, nós entendemos que a grandeza nunca é dada. Ela deve ser conquistada. Nossa jornada nunca foi de atalhos ou de aceitar menos. Não foi a trilha dos inseguros - daqueles que preferem o descanso ao trabalho, buscam apenas os prazeres das riquezas e da fama. Em vez disso, (nossa jornada) tem sido uma de tomadores de risco, atuantes, fazedores das coisas - alguns celebrados, mas muitos outros homens e mulheres obscuros em seu trabalho - que nos levaram pela longa e espinhosa rota rumo à prosperidade e à liberdade.

Para nós, eles empacotaram suas poucas posses e viajaram pelos oceanos em busca de uma nova vida.

Para nós, eles trabalharam duro em fábricas exploradoras e seguiram rumo a Oeste; suportaram o açoite do chicote e lavraram a terra dura.

Para nós, eles lutaram e morreram, em lugares como Concord e Gettysburg; Normandy e Khe Sahn.

Ao longo do tempo, esses homens e mulheres lutaram e se sacrificaram e trabalharam até suas mãos ficarem em carne viva, para que pudéssemos ter uma vida melhor. Eles viram a América maior do que a soma de suas ambições individuais; maior que todas as diferenças de nascimento ou riqueza ou facção.

Essa é a jornada que nós continuamos hoje. Nós permanecemos a mais próspera e poderosa nação da Terra. Nossos trabalhadores não são menos produtivos do que quando essa crise começou. Nossas mentes não têm menos imaginação, nossas mercadorias e serviços não são menos necessários do que eram na semana passada, no mês passado ou no ano passado. Nossa capacidade permanece a mesma. Mas nossa hora de proteger interesses estreitos e adiar decisões desagradáveis - esse tempo certamente passou. Começando hoje, nós precisamos nos levantar e começar de novo o trabalho de reconstruir a América.

Para todos os lugares que olhemos, existe trabalho a ser feito. A situação da nossa economia pede ação, ágil e rápida, e nós agiremos - não apenas para criar novos empregos, mas para lançar a fundação para o crescimento. Nós construiremos as estradas e pontes, as instalações elétricas e linhas digitais que alimentam nosso comércio e nos mantém juntos. Nós levaremos a ciência a seu lugar de merecimento e controlaremos as maravilhas da tecnologia para aumentar a qualidade do sistema de saúde e reduzir seu custo.

Nós usaremos o Sol e os ventos e o solo para abastecer nossos carros e movimentar nossas fábricas. Nós transformaremos nossas escolas, faculdades e universidades para suprir as demandas de uma nova era. Tudo isso nós podemos fazer. E tudo isso nós faremos.

Agora, existem alguns que questionam a escala das nossas ambições - que sugerem que nosso sistema não pode aguentar planos tão grandiosos. Eles têm memória curta. Porque eles se esqueceram de tudo o que nosso país fez; o que homens e mulheres livres podem conseguir quando a imaginação se junta para objetivos comuns e a necessidade para a coragem.

O que os cínicos não entendem é que o chão que eles pisam não é mais o mesmo - que as disputas políticas que nos envolveram por muito tempo não existem mais. A questão que perguntamos hoje não é se nosso governo é muito grande ou muito pequeno, mas se ele funciona - se ele ajuda as famílias a encontrarem empregos que pagam um salário decente, que tipo de seguridade eles dão, uma aposentadoria que seja digna. Onde a resposta é sim, nós queremos ir em frente. Onde a resposta é não, os programas acabarão. E aqueles de nós que manejam os dólares públicos terão que prestar contas - para gastar de maneira sábia, reformar maus hábitos, e fazer nossos negócios à luz do dia - porque apenas assim nós podemos restaurar a confiança vital entre o povo e o governo.

Também não á a questão que se apresenta a nós se o mercado é uma força para o bem ou para o mal. Seu poder de gerar riquezas e expandir a liberdade é ilimitado, mas esta crise nos fez lembrar que sem vigilância, o mercado pode sair do controle - e uma nação não pode prosperar por muito tempo quando favorece apenas os mais ricos. O sucesso da nossa economia sempre dependeu não apenas do tamanho do nosso Produto Interno Bruto (PIB), mas do poder da nossa prosperidade; na nossa habilidade de estendê-la a cada um, não por caridade, mas porque esse é o caminho mais seguro para o bem comum.

Quanto à nossa defesa comum, rejeitamos a falsa escolha entre nossa segurança e nossos ideais. Os fundadores do país, que enfrentaram perigos que sequer imaginamos, redigiram uma carta para assegurar o primado da lei e dos direitos do homem, uma carta expandida pelo sangue de gerações. Esses ideais ainda iluminam o mundo, e nós não vamos abandoná-los por conveniência. E, então, para todos os povos e governos que estão assistindo hoje, das grandes capitais ao pequeno vilarejo onde meu pai nasceu: Saibam que a América é amiga de cada nação e de cada homem, mulher ou criança que procure um futuro de paz e dignidade, e que nós estamos prontos para liderar uma vez mais.

Lembrem-se que gerações anteriores enfrentaram o fascismo e o comunismo não apenas com mísseis e tanques, mas com alianças robustas e convicções duradouras. Eles entenderam que nosso poder sozinho não pode nos proteger, nem nos dá o direito de fazer o que quisermos. Em vez disso, eles entenderam que nosso poder cresce com seu uso prudente; nossa segurança emana da Justiça de nossa causa, da força de nosso exemplo, da têmpera das qualidades de humildade e moderação.

Nós somos os guardiães desse legado. Guiados por esses princípios uma vez mais, podemos enfrentar novas ameaças que exigem um esforço maior - maior cooperação e compreensão entre as nações. Começaremos por sair do Iraque com responsabilidade e por criar um esforço de paz no Afeganistão. Com velhos amigos e antigos adversários vamos trabalhar incansavelmente para diminuir a ameaça nuclear, e reduzir o espectro do aquecimento global. Não vamos pedir desculpas por nosso modo de vida, nem vamos vacilar em sua defesa, e, para aqueles que procurarem avançar em seus objetivos produzindo terror e matando inocentes, diremos a eles que nosso espírito é mais forte e não pode ser quebrado; eles não poderão prevalecer e nós os derrotaremos.

Sabemos que nossa herança multicultural é uma força, não uma fraqueza. Somos uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus - e ateus. Somos moldados por cada língua e cultura, de cada parte desta Terra; e por causa disso provamos o sabor mais amargo da guerra civil e da segregação e emergimos desse capítulo mais fortes e mais unidos; não podemos senão acreditar que os velhos ódios passarão um dia; que as linhas das tribos vão se dissolver rapidamente; que o mundo ficará menor, nossa humanidade comum deve revelar-se; e que a América vai desempenhar o seu papel em uma nova era de paz.

Para o mundo muçulmano, buscamos um novo caminho a seguir, baseado em interesse e respeito mútuo. Para aqueles líderes pelo mundo que buscam semear o conflito, ou culpam o Ocidente pelos
males de suas sociedades: Saibam que seus povos irão julgá-los a partir do que vocês podem construir, e não destruir. Para aqueles que se agarram ao poder por meio da fraude e da corrupção, saibam que estão no lado errado da História; mas nós estenderemos a mão se vocês estiverem dispostos a cooperar.

Às pessoas das nações pobres, nós queremos trabalhar a seu lado para fazer suas fazendas florescerem e deixar os cursos de água limpa fluírem; para nutrir corpos famintos e alimentar mentes ávidas. E para aquelas nações como a nossa, que vivem em relativa riqueza, queremos dizer que não podemos mais suportar a indiferença quanto ao sofrimento daqueles que sofrem fora de nossas fronteiras; nem podemos consumir os recursos do mundo sem nos importar com as consequências. Nós devemos acompanhar as mudanças do mundo.

À medida que entendemos o caminho que se desdobra diante de nós, recordamos com humilde gratidão aqueles bravos americanos que, a esta mesma hora, patrulham longínquos desertos e montanhas distantes. Eles têm algo a nos dizer hoje, como aqueles heróis caídos que jazem em Arlington murmuram através dos tempos. Nós os honramos não apenas porque eles não os guardiães de nossa liberdade, mas porque eles representam o espírito de servir ao país; a disposição de encontrar um significado maior que si mesmos. E ainda, neste momento - um momento que vai definir uma geração - é precisamente esse espírito que todos nós devemos viver.

Porque, por mais que o governo possa fazer e precise fazer, em última instância é da fé e da determinação do povo americano que esta nação depende. É a bondade de receber um estranho quando os diques se rompem, é o desprendimento de trabalhadores que preferem reduzir suas horas a ver um companheiro perder o emprego o que nos auxilia em nossas horas mais sombrias. É a coragem do bombeiro de subir uma escada cheia de fumaça, mas também a disposição de pais de criar uma criança o que, no fim das contas, decide o nosso destino.

Nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos com os quais nós os enfrentamos podem ser novos. Mas aqueles valores dos quais nosso sucesso depende - trabalho duro e honestidade, coragem e justiça, tolerância e curiosidade, lealdade e patriotismo - essas coisas são antigas. Essas coisas são verdadeiras. Elas têm sido a força quieta do progresso ao longo de nossa história. O que se exige, então, é uma volta a essas verdades. O que se exige de nós agora é uma nova era de responsabilidade - um reconhecimento, por parte de todo americano, de que nós temos deveres para conosco, nossa nação e o mundo; deveres que nós não aceitamos a contragosto, mas com alegria, firmes no conhecimento de que não há nada tão satisfatório para o espírito, tão definidor de nosso caráter, do que dar tudo o que podemos numa tarefa difícil.

Este é o preço e a promessa da cidadania.

Esta é a fonte de nossa confiança - o conhecimento de que Deus nos convoca a dar forma a um destino incerto.

Este é o significado de nossa liberdade e de nosso credo - por que homens e mulheres e crianças de toda raça e de toda fé podem se unir numa celebração neste magnífico Mall, e por que um homem cujo pai, menos de 60 anos atrás, poderia não ser servido num restaurante local, agora pode estar diante de vocês para fazer um juramento sagrado.

Por isso, vamos marcar esse dia com a lembrança de quem somos e quão longe viajamos. No ano do nascimento da América, no mais frio dos meses, um pequeno grupo de patriotas se encolhia em torno de fogueiras que se apagavam, às margens de um rio gelado. A capital estava abandonada. O inimigo estava avançando. A neve estava manchada de sangue. Num momento em que nossa revolução estava em dúvida, o pai de nossa nação ordenou que essas palavras fossem lidas para o povo:

"Que seja dito ao mundo futuro que, na profundidade do inverno, quando nada além da esperança e da virtude poderia sobreviver, a cidade e o país, alarmados diante de um perigo comum, saiu para enfrentá-lo."

América. Em face de nossos perigos comuns, neste inverno de nossas dificuldades, vamos lembrar essas palavras eternas. Com esperança e virtude, vamos enfrentar uma vez mais as correntes geladas e resistir quaisquer tempestades que possam vir. Que seja dito pelos filhos de nossos filhos que, quando fomos testados, nós nos recusamos a deixar esta jornada terminar, que nós não viramos as costas, que nós não vacilamos; e, com os olhos fixos no horizonte e a graça de Deus sobre nós, levamos adiante o grande dom da liberdade e o entregamos com segurança paras as gerações futuras." (Imagens das TVs Al -Jazeera e Telesur)

domingo, 18 de janeiro de 2009

Pela paz no Oriente Médio


A trégua nos conflitos na Faixa de Gaza deixa a expectativa de que se possa partir para uma negociação que resulte na criação do Estado palestino, aproveitando-se os bons ventos que começarão a soprar em Washington, a partir da posse do senador Barack Obama como presidente dos Estados Unidos. A secretária de Estado Hillary Rodhan Clinton precisa fazer o quanto antes uma viagem ao Oriente Médio para reunir-se em Jerusalém, Ramallah e na Faixa de Gaza com autoridades israelenses e palestinas para que se consiga uma paz definitiva que dê sossego e segurança aos dois povos. Ainda que se tenha de forçar Israel e recuar aos territórios existentes antes da Guerra dos Seis Dias e se permita a volta aos palestinos na diáspora. E se ponha fim a colônias judias na Cisjordânia . (Ilustração de autor descohecido, publicada pela Telesur)

Obama pede união de todos




Poucas horas antes de assumir o poder, o presidente eleito Barack Obama discursou em Washington, pedindo a união de todos os norte-americanos para que se possa vencer a crise internacional. Obama, pediu aos americanos que mostrem sua capacidade de resistir em tempos difíceis, em um evento que reuniu uma multidão, além de celebridades do mundo da música e do cinema.
Há muita expectativa em todo o mundo pela posse de Obama, principalmente levando-se em conta a crise no Oriente Médio, para que se intensifiquem os esforços para levar as partes a uma negociação que garanta uma paz duradora.
Também espera-se que Barack Obama adote de imediato medidas que possam levar ao fechamento da prisão norte-americana na base de Guantánamo, em Cuba e outros centros de prisõ e tortura eventualmente existentes no mundo. (Imagens Telesur)

Brasileiros protestam no Japão


Brasileiros afetados pela crise financeira internacional realizaram domingo um protesto em Tóquio, a capital japonesa. Cerca de 400 deles saíram em passeata reclamando da falta de assistência aos desempregados por parte do governo japonês.
"Os brasileiros merecem respeito e atenção. Eles não podem ser usados como produtos descartáveis, que por causa de uma crise podem ser jogados fora", criticou Hidekichi Hashimoto, um dos organizadores do movimento.
Organizada por um grupo de lideranças, que recebeu o nome de SOS Comunidade, a manifestação reuniu 400 pessoas, sendo mais da metade brasileiros. Japoneses e imigrantes de outros países também participaram da passeata.
Os manifestantes percorreram as principais ruas do distrito de Chiyoda, um dos mais importantes centros empresariais da capital japonesa.
Esta é a primeira vez, em 20 anos de movimento dekassegui, que os brasileiros se reúnem numa manifestação em Tóquio.
"Mais pessoas poderiam ter vindo, mas nem todos ainda têm consciência de que é preciso se unir numa situação dessa", lamentou Miguel Kamiunten, outro organizador.
Ele explicou que o objetivo da passeata foi mandar um recado ao governo japonês de que os brasileiros são unidos e mostrar para a sociedade japonesa as dificuldades que os imigrantes estão passando por causa da crise.
No dia 1 de fevereiro, uma nova manifestação será realizada, desta vez em Nagóia, capital da província de Aichi, que abriga o maior número de brasileiros no Japão. Depois, ainda sem data definida, será a vez de Gunma, outra região com grande quantidade de trabalhadores latinos. (Com a BBCbrasil)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

PCB quer explicações de embaixador


O secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro, Ivan Pinheiro, divulgou a seguinte nota a respeito da crise na Faixa de Gaza:
"Até hoje, era admissível que o governo brasileiro não tivesse adotado qualquer atitude diplomática contra Israel. Afinal, o Ministro das Relações Exteriores está no Oriente Médio, para tentar ajudar a mediação da paz.
Mas agora não dá mais para esperar!
As toneladas de produtos que o Brasil mandou para Gaza, como ajuda humanitária, queimaram na fogueira insana.
Por muitos menos, Lula convocou a Brasília o Embaixador brasileiro no Equador. Apenas por que aquele país amigo não pagou a uma empreiteira brasileira o serviço que ela não fez.
Agora não dá mais para conciliar!
O Presidente Lula deve imediatamente convocar nosso Embaixador em Israel e, em seguida, romper relações diplomáticas com o governo israelense, caso continue o genocídio do povo palestino e o desrespeito às decisões da ONU''. (Al-Jazeera)

O caso Cesare Battisti

"A dura reação do governo de Roma à decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, de negar a extradição do “terrorista” (segundo a Folha) ou do “acusado de terrorismo” (Estado), Cesare Battisti, dando-lhe a condição de refugiado político, ecoou amplamente nos jornais de quinta-feira, 15. Foi também o gancho para uma cobertura circunstanciada do caso desse antigo militante da organização radical Proletários Armados pelo Comunismo, condenado em seu país à prisão perpétua por quatro assassínios cometidos nos anos 1970.
Os italianos, o ministro, os advogados de defesa, outros profissionais do direito e um que outro político, tiveram todos espaço para os seus argumentos. Nenhum jornal, naturalmente, deixou de registrar que em novembro passado o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça se opôs por 3 votos a 2 à concessão de asilo a Battisti. Mas só a Folha deu que o veto foi influenciado pela representante do Itamaraty no organismo, Gilda Santos Neves, que – diz a matéria assinada por Eliane Cantanhêde e Simone Iglesias – “considerou a pressão da Itália pela extradição”.
A mesma matéria, por sinal, foi a única a informar que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, “presa e torturada durante o regime militar”, esteve presente ao encontro em que Tarso Genro “convenceu” o presidente Lula a autorizá-lo a conceder o asilo, apesar do voto contrário do Conare – e embora o assunto já estivesse para ser julgado do Supremo Tribunal Federal (STF), com parecer do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, pela extradição." (Jornalista Luiz Weis, no Observatório da Imprensa)

O Brasil e o conflito em Gaza


Do jornalista Alberto Dines, analisando o conflito na Faixa deGaza: "O ministro Celso Amorim tem sido bombardeado nos últimos dias por ter embarcado numa iniciativa diplomática através do circuito Jerusalém-Ramallah-Damasco. Injusto: sua iniciativa é incomparavelmente mais smart do que a insensata declaração do Assessor da Presidência, Marco Aurélio Garcia, condenando liminarmente o Estado de Israel.
Quando o chanceler declara à colega Tzipi Livni que “não há futuro para Israel se o país transformar-se num bunker” está abrindo portas. Está sendo mais sionista e mais pacifista. O estado de sítio é ruim tanto para o sitiador como para o sitiado. O poder inteligente é a decorrência natural da inteligência instalada no poder".
Os ataques israelenses tendem a parar nas próximas horas, não apenas como consequencia de entendimentos mediados pelo Egito e pela ONU mas também devido à transmissão de cargos de George W. Bush para Barack Hussein Obama, dia 20. (Foto da ministra de Relações Exteriores de Israel , Tzipi Livni)

Morte de Vladimir Herzog




A Federação Nacional dos Jornalistas e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo emitiram nota oficial dia14, repudiando a decisão da Justiça Federal de São Paulo, que determinou o arquivamento da investigação sobre a morte do jornalista Vladimir Herzog, ocorrida nas dependências do DOI-Codi, em São Paulo, durante a ditadura militar. Vladimir Herzog nasceu em 22 de junho de 1937 na Iugoslávia (Croácia) e morreu em 25 de outubro de 1975, em dependências policiais-miliares em São Paulo. Era professor da USP e jornalista, ligado ao PCB.

Putin agora posa de pintor


O Hotel Europa, de São Petersburgo, está com mostra de artes plásticas com uma característica: são quadros pintados por autoridades, como o quadro enfocando a letra U em ciríaco, de autoria do primeiro-minisrro Vladimir Putin. É, o ex-presidente russo, agora premier, está com tudo: ora posa de lutador de artes marciais, ora de caçador e agora de pintor...Como se dizia antigamente, quando o primeir-ministro ainda era oficial do Comitê de Segurança do Estado, o equipalente ao FBI, na era soviética: "Putin está com tudo e não está prosa"... (Itar-Tass/Kremlin/Divulgação)

As vantagens da Biodança



"A cada vez que ligamos a tevê, alguém tenta nos convencer de que algo em nós não presta. Nossas roupas não são boas o bastante, nossos carros, casas e utensílios diversos nunca são bons o bastante, até nosso corpo não é bom o bastante, nós simplesmente não somos bons o bastante. Essa é a mensagem embutida em cada comercial que já assistimos: precisamos consumir para começarmos a nos sentir bem. Só que esse bem-estar nunca chega" . O texto é parte do Biodança Informativo que a advogada Gisele Parreira, especializada no assunto, nos envia. Dá para ficar entusiasmado e com vontade de assistir ä aula experimental dia 7 de fevereiro. As inscrições estão abertas com a própria Gisele, na Rua Tupis, 185, sala 902 (atrás da Igreja São José), telefones 34242805. (Gisele Parreira/Reprodução/Divulgação)

As Gafes do bushismo chegam ao fim


As gafes de George Walker Bush, que passa o poder para Barack Obama na próxima terça-feira:
Sobre política externa
"Há um século e meio, os Estados Unidos e o Japão formam uma das maiores e mais duradouras alianças dos tempos modernos."(Bush se esquecendo da Segunda Guerra Mundial)Tóquio, 18 de fevereiro de 2002
"A guerra contra o terror envolve Saddam Hussein por causa da natureza de Saddam Hussein, da história de Saddam Hussein, e a sua determinação de aterrorizar a si mesmo."Grand Rapids, Michigan, 29 de janeiro de 2003
"Eu acho que a guerra é um lugar perigoso."Washington, 7 de maio de 2003
"O embaixador e o general estavam me relatando sobre a – a grande maioria dos iraquianos querem viver em um mundo pacífico e livre. E nós vamos achar essas pessoas e levá-las à Justiça."Washington, 27 de outubro de 2003
"Sociedades livres são sociedades cheias de esperança. E sociedades livres serão aliadas contra os poucos odiosos que não têm consciência, que matam ao gosto de um chapéu."Washington, 17 de setembro de 2004
"Você sabe, uma das partes mais difíceis do meu trabalho é conectar o Iraque à guerra ao terrorismo."Washington, 6 de setembro de 2006
Sobre educação
"Ler é básico para todo o aprendizado."Reston, Virginia, 28 de março de 2000
"Como governador do Texas, eu estabeleci altos padrões para as nossas escolas públicas, e eu cumpri esses padrões."Entrevista à CNN, 30 de agosto de 2000
"Você ensina uma criança a ler, e ele ou ela ('he or her' em inglês, em vez do correto: 'he or she') vai conseguir passar em um teste de escrita."Townsend, Tennessee, 21 de fevereiro de 2001
Sobre economia
"Eu entendo o crescimento dos negócios pequenos. Eu fui um."Entrevista ao New York Daily News, 19 de fevereiro de 2000
"É claramente um orçamento. Tem muitos números nele."Entrevista à agência de notícias Reuters, 5 de maio de 2000
"Eu continuo confiante em Linda. Ela será uma ótima secretária de Trabalho. Do que eu li na imprensa, ela é perfeitamente qualificada."Austin, Texas, 8 de janeiro de 2001
"Primeiro, deixe-me esclarecer bem, pessoas pobres não são necessariamente assassinos. Só porque você não é rico, não significa que você está disposta a matar."Washington, 19 de maio de 2003
Sobre saúde
"Eu não acho que nós devamos ser sublimináveis sobre a diferença entre nossos pontos de vista sobre remédios que exigem prescrição."(Bush inventou a palavra 'subliminable')Orlando, Flórida, 12 de setembro de 2000
"Doutores demais estão deixando o negócio. Muitos obstetras e ginecologistas não estão podendo praticar o seu amor às mulheres pelo país."Poplar Bluff, Missouri, 6 de setembro de 2004
Sobre tecnologia
"Seria um erro para o Senado americano permitir que qualquer tipo de clonagem humana saísse daquela sala."Washington, 10 de abril de 2002
"A informação está em movimento. Você sabe, o noticiário da noite é uma forma, é claro, mas também está se movimentando pela blogosfera e através das internets."Washington, 2 de maio de 2007
Sobre governar
"Eu tenho uma visão diferente de liderança. Uma liderança é alguém que consegue unir as pessoas."Bartlett, Tennessee, 18 de agosto de 2000
"Eu sou o decisor, e eu decido o que é melhor."Washington, 18 de abril de 2006
"E a verdade é que muitos relatórios de Washington nunca são lidos por ninguém. Para mostrar como este é importante, eu o li e Tony Blair o leu."Sobre o relatório Baker-Hamilton, em Washington, 7 de dezembro de 2006
"A única coisa que posso dizer é que quando o governador liga, eu atendo o telefone."San Diego, Califórnia, 25 de outubro de 2007
"Eu já terei morrido há anos antes que alguma pessoa esperta descubra o que aconteceu dentro do Salão Oval."Washington, 12 de maio de 2008
Sobre outros assuntos
"Eu sei que os seres humanos e os peixes podem coexistir pacificamente."Saginaw, Michigan, 29 de setembro de 2000
"Famílias são onde a nossa nação encontra esperança, onde as asas viram sonhos."LaCrosse, Wisconsin, 18 de outubro de 2000
"Aqueles que entram no país ilegalmente violam a lei."Tucson, Arizona, 28 de novembro de 2005
"Isso é George Washington, o primeiro presidente, é claro. O que é interessante sobre ele é que eu li três – três ou quatro livros sobre ele no último ano. Isso não é interessante?"Washington, 5 de maio de 2006. (BBCBrasil)


segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Morre uma lenda do cinema francês


Morreu dia 13 em Paris o cineasta Claude Levy, considerado uma verdadeira lenda do cinema em toda a França. Ele morreu de ataque cardíaco, no Pietié Salpêtrière, aos 74 anos. No entanto, desde o suicídio de sua mulher, Anne-Marie Rassan, em1095 vinha apresentando sinais de grande depressão. O que se agravou substancialmente após o acidente com seu filho Julien Rassan, que acabou ficando tetraplégico, morrendo em 2002. Dentre suas obras, como diretor, estão AViagem de Manon (em 1986) e Germinal (em 1993). Também produziu A Rainha Margot e Uma Lição de Vida, esta dirigida por Roman Polasnski, em 1979. (Imagem :Le Monde/Divulgação)

Cristiano Ronaldo, o melhor do mundo


O atacante Cristiano Ronaldo, português da Ilha da Madeira, ora jogando no Manchester United, da Grã- Bretanha, foi eleito pela Federação Internacional de Futebol o Melhor Jogador do Mundo em 2008. Juntamente com ele, a brasileira Marta foi mais uma vez a escolhida como a Melhor Jogadora do Mundo. O ex-jogador Edson Arantes do Nascimento, Pelé, entregou os troféus aos ganhadores, em nome da Fifa.

FIJ condena restrições à imprensa



A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) acusou Israel de violar a liberdade de imprensa ao impedir a entrada de correspondentes estrangeiros. Em comunicado(divulgado dia 6 de janeiro), a entidade também acusa o exército israelense de atacar a imprensa palestina.
“A cada dia vemos violações cínicas da liberdade de imprensa e dos direitos dos jornalistas que tentam, desesperadamente, cobrir os trágicos eventos em Gaza (...) Nós temos informações de que a imprensa dentro de Gaza está sendo alvo de soldados israelenses, enquanto outros estão sendo mantidos do lado de fora”, disse o secretário-geral da FIJ, Aidan White.
Segundo o comunicado, forças de Israel atacaram carros da imprensa em Gaza, inclusive ferindo um cinegrafista. A entidade lembra também que, em 28/12/2008, antes da invasão terrestre, escritórios da Al Aqsa Television foram destruídos por aviões israelenses, numa “flagrante violação das leis internacionais”.
O comunicado diz ainda que, de acordo com o Sindicato dos Jornalistas da Palestina, militares israelenses prenderam Khezr Shahin, repórter da emissora de televisão Al-Alam.
“A proibição da entrada de jornalistas em Gaza para cobrir o conflito é ultrajante, particularmente após a corte em Israel ter decidido que a entrada deveria ser permitida. (...) Mas informações de ataques contra aqueles que estão no local nos causa a preocupação de que exista uma política de negar acesso à toda a história e de intimidar repórteres que já estejam lá”, afirmou White. (Nota da Federação Nacional de Jornalistas e ilustração da Telesur/EFE: protestos no Egito contra ataques na Faixa de Gaza)

Em apoio aos heróis cubanos


No dia 12 de setembro cumpriram-se dez anos de injusta prisão em cárceres estadunidenses dos Cinco Heróis cubanos. Mediante um julgamento fraudulento estes valorosos companheiros foram submetidos a longas condenações que somam quatro prisões perpétuas mais 77 anos por lutar contra o terrorismo que, de maneira impune, se desenvolve desde o território dos EUA contra a nação cubana.
Durante todos estes anos, os Cinco padeceram de confinamento solitário e foram vítimas de pressões psicológicas de todo tipo. O governo dos Estados Unidos limitou o direito que têm de receber visitas regulares de seus familiares, e em particular, negaram a permissão a duas das esposas, Olga e Adriana, as quais não podem visitar a Rene e Gerardo, há oito e dez anos, respectivamente.
A isto se soma o alongamento do processo legal contra os Cinco, privando-lhes do direito a um julgamento justo, rápido e imparcial, como estabelecem as leis internacionais e a própria constituição dos EUA, na qual foi reconhecido em 2005 por uma Seção de três juízes da Corte de Apelações de Atlanta, que anulou as sentenças e ordenou a realização de um novo julgamento, decisão revogada posteriormente pelo pleno da Corte.
Em junho do presente ano, outra Seção de três juízes do 11º Circuito de Apelações ratificou os veredictos de culpabilidade em todos os cargos. No entanto, reconhecendo que não houve delito de espionagem, enviou três dos companheiros a re-sentença.
A Corte de Apelações recusou o recurso de revisão apresentado pela defesa, ficando como única opção legal a petição de consideração à Corta Suprema dos Estados Unidos, o que abre uma nova etapa na luta por sua liberação.
O governo estadunidense fez pouco caso do pedido de justiça exigido durante este tempo por organismos internacionais e das Nações Unidas, como o Grupo de Trabalho sobre Detenções Arbitrárias da Comissão de Direitos Humanos, assim como por parlamentares, intelectuais, prêmios Nobel, organizações religiosas, de direitos humanos e de advogados de todo o mundo.
Esta atitude ratifica que estamos diante de uma batalha política e que todas as ações que realizemos são de vital importância para aumentar a pressão internacional sobre o caso e conseguir que se faça justiça com estes cinco cubanos.
Por tudo isso, os Partidos Comunistas e Operários de todo o mundo ratificamos nossa solidariedade com Gerardo, Rene, Ramón, Fernando e Antonio, e exigimos sua imediata libertação.
São Paulo, 23 de novembro de 2008
1. Alemanha - Partido Comunista da Alemanha 2. Argélia - Partido Argelino pela Democracia e pelo Socialismo 3. Bélgica - Partido do Trabalho da Bélgica 4. Bolívia - Partido Comunista da Bolívia 5. Brasil - Partido Comunista Brasileiro 6. Brasil - Partido Comunista do Brasil 7. Bulgária - Partido Comunista da Bulgária 8. Canadá - Partido Comunista do Canadá 9. Chile - Partido Comunista do Chile 10. Chipre - Partido Progressista do Povo Trabalhador - Akel 11. Colômbia - Partido Comunista Colombiano 12. Cuba - Partido Comunista de Cuba 13. Dinamarca - Partido Comunista da Dinamarca 14. Dinamarca - Partido Comunista na Dinamarca 15. Espanha - Partido Comunista dos Povos da Espanha 16. Estados Unidos - Partido Comunista dos Estados Unidos 17. Finlândia - Partido Comunista da Finlândia 18. Grã Bretanha - Partido Comunista da Grã Bretanha 19. Grécia - Partido Comunista da Grécia 20. Holanda - Novo Partido Comunista da Holanda 21. Hungria - Partido Comunista dos Trabalhadores da Hungria 22. Irã - Partido Tudeh do Irã 23. Irlanda - Partido Comunista da Irlanda 24. Irlanda - Partido do Trabalho da Irlanda 25. Itália - Partido da Refundação Comunista 26. Itália - Partido dos Comunistas Italianos 27. Laos - Partido Popular Revolucionário de Laos 28. Letônia - Partido Socialista de Letônia 29. Líbano - Partido Comunista Libanês 30. Luxemburgo - Partido Comunista de Luxemburgo 31. México - Partido dos Comunistas Mexicanos 32. Nepal - Partido Comunista do Nepal (UML) 33. Noruega - Partido Comunista da Noruega 34. Palestina - Partido Comunista Palestino 35. Paquistão - Partido Comunista do Paquistão 36. Paraguai - Partido Comunista Paraguaio 37. Peru - Partido Comunista do Peru - Pátria Roja 38. Peru - Partido Comunista Peruano 39. República Checa - Partido Comunista da República Checa 40. Rússia - Partido Comunista da Federação Russa 41. Rússia - Partido Comunista dos Trabalhadores da Rússia 42. Servia - Novo Partido Comunista de Servia (ex- Iugoslávia) 43. Síria - Partido Comunista Sírio 44. África do Sul - Partido Comunista da África do Sul 45. Suécia - Partido Comunista da Suécia - SKP 46. Turquia - Partido Comunista de Turquia 47. Uruguai - Partido Comunista do Uruguai
Traduzido por Rodrigo Fonseca


Mais condenação ao massacre de Gaza


O Partido Comunista Marxista-Leninista (Brasil) vem, por intermédio desta nota, condenar veementemente o massacre, crime de guerra, e contra a Humanidade cometido pelo Estado de Israel contra o Povo Palestino radicado na Faixa de Gaza. Este crime contra a Humanidade novamente levanta a síndrome de uma guerra mundial, liquida as frágeis esperanças de Paz no Oriente Médio e sinaliza o aprofundamento da crise do capitalismo global.

As milhares de vítimas e centenas de mortos que amontoam-se como resultado do criminoso bombardeio e das incursões terrestres do Exército de Israel sobre a Faixa de Gaza não encontram justificativa frente à ação palestina através do Hamas, qualificada por Israel como terrorista. A única explicação para este hediondo massacre anunciado encontra-se no objetivo de Israel de anexar definitivamente a Faixa de Gaza ao seu território, e ajudar as Sete Irmãs do Petróleo a especularem com o preço do mesmo, obedecendo ao plano estratégico do imperialismo estadunidense para, a propósito deste conflito, ampliar sua ocupação na região, uma espécie de despedida do governo Bush no apagar das luzes de seu mandato nos EUA.

O castigo ao Povo Árabe por sua resistência à ocupação dos EUA no Iraque e no Afeganistão e mensagem de terror ao mundo, mostra que para além da mudança de governo naquele país, seu complexo industrial militar atuará autonomamente em todo mundo, pois por trás do poderio militar de Israel, da soberba de se sobrepor a todas as leis reguladoras das Relações Internacionais fixadas na ONU, seu Conselho de Segurança e dos países que condenam sua ação, está o respaldo dos Estados Unidos, sem ele a aventura israelense não se pronunciaria. A não intervenção das grandes potências diante deste crime contra a humanidade cometido por Israel torna-os cúmplices do genocídio e explica a ronda feita por Condoleeza Rice em ato de despedida por toda Europa e Oriente Médio, e a vingança de Bush pelas sapatadas recebidas no Iraque.

Não há razão com base na força militar do Hamas e sua capacidade de provocar danos e vítimas em Israel para o desprego da massiva força militar contra os palestinos. Israel repete o mesmo caminho dos Estados Unidos e usa a mesma justificativa para este hediondo crime: o combate ao terrorismo.

A Paz no Oriente Médio como demonstram as guerras no Iraque e no Afeganistão e tem demonstrado os 60 anos do conflito árabe-israelense não se logrará através da guerra imperialista de ocupação e punição. Isto apenas alimenta ainda mais o conflito na região elevando a ameaça de um conflito nuclear à humanidade. O sangue palestino que irriga a Faixa de Gaza fará germinar novas e novas gerações de combatentes pela causa de seu Povo.

O PCML – Brasil entende que o caminho para a Paz real no Oriente Médio é o reconhecimento pela comunidade internacional, a exemplo de 1948, do Estado Palestino, sem a castração de sua autonomia e livre desenvolvimento, a retirada imediata dos EUA do Iraque, Afeganistão e a formação de um Tribunal pela comunidade internacional que julgue e puna os crimes de guerra de Israel e dos Estados Unidos da América. Portanto, exigimos:
1 - Paralisação imediata dos ataques de Israel e sua retirada total da Faixa de Gaza;
2 - Reconhecimento internacional do Estado soberano Palestino;
3 – Formação de um Tribunal para julgar os crimes de guerra de Israel e dos EUA. (Jornal Inverta) - Imagem da TV Al Jazeera/Divulgação

Talento em artes plásticas




Estou lendo na BBCBrasil a notícia da astralianinha que começa a expor na segunda maior galeria de arte de seu país já neste final de janeiro. Trata-se de Aelita Andre, de dois aninhos. Sua mãe, também pintora, Nikka Kalashiniskova, contratou a mostra com o diretor da galeria, a Brunswick Street Gallery, de Melbourne, sem que ele soubesse a idade da menina...Um talento para lá de precoce, pelo que se vê das fotos da BBC...

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Contra o massacre na Faixa de Gaza


E a violência, lamentavelmente, continua a substituir a diplomacia, o contato político, nas relações internacionais. Haja vista a operação das forças israelenses na Faixa de Gaza. A ONU novamente dá mostras de estar inteiramente superada, pelo menos enquanto instrumento de defesa da paz, da coexistência pacífica, do direito inalieável à autodeterminação dos povos.

Outras organizações e blocos de países também ficam mais na retórica, incapazes de adoar atitudades mais sérias para garantir que o povo palestino deixe de ser massacrado.

Exceção digna de registro é a tomada pelo governo do presidente venezuelano Hugo Rafael Chávez que expulsou do país o embaixador e todo o corpo diplomático israelense, segundo informa a Rede Telesur.

Não se pode admitir mais atentados contra os direitos humanos como os ocorridos atualmente na Faixa de Gaza, com as agressões sucessivas aos palestinos, sob o mero disfarce de combate ao terrorismo do Hamas.
Episódios como o pataque à escola da ONU, num campo de refugiados palestinos em Gaza, com a morte de inocentes, como ocorreu nas últimas horas, definitivamente é inconcebível. (Imagem divulgada pela TV Al-Jazeera)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

PCB condena ataque israelense


O PCB divulgou nota de condenação aos ataques israelenses ao povo palestino na Faixa de Gaza:

"O Comitê Central do PCB vem a público manifestar seu repúdio ao massacre criminoso que está ocorrendo na Faixa de Gaza, promovido pelo Estado sionista de Israel que, sob o pretexto de combater o terrorismo, ataca pessoas indefesas, em sua grande maioria crianças e mulheres palestinas que moram na região, vítimas de bombas jogadas sobre casas, escolas e locais de trabalho. Tecnologias militares modernas são usadas covardemente contra um povo proibido de ter forças armadas convencionais e de obter armamento para se defender.
O governo israelense promove mais uma vez a tática de "ataques preventivos" tão propalada no Governo Bush, aumentando a violência contra o povo palestino que há décadas tem sua nação dividida e usurpada pela partilha imperialista de seu legítimo território e que, no caso da Faixa de Gaza, é palco de privações de todo o tipo, devido ao criminoso embargo promovido pelo governo israelense.
Os ataques ocorridos nesses últimos dias já mataram mais de 300 pessoas e deixaram mais de 1.000 feridos, muitos em estado grave. Parte da região está sem energia elétrica afetando o funcionamento de hospitais.
Pela dimensão do ataque e a generalização inescrupulosa do bombardeio, pode-se garantir que este já é um dos maiores genocídios praticados por armamento de guerra em tão pouco tempo nesse inicio de século. O terrorismo de Estado promovido pelo governo israelense, ao invés de por fim à crise na região, só a aprofunda.
O PCB condena veementemente a carnificina promovida pelo Estado sionista de Israel contra a população palestina e conclama as entidades e organizações populares, democráticas e antiimperialistas a se manifestarem em atos públicos em solidariedade ao povo palestino. Exige também do governo brasileiro que condene com firmeza a infame agressão que, se não for detida imediatamente, pode descambar numa invasão ao território palestino, não com objetivo de ocupação (que já existe na prática), mas de provocar o extermínio desse valoroso povo, que não se curva ao sionismo e ao imperialismo e que merece a mais irrestrita solidariedade dos povos do mundo todo.
Repúdio ao terrorismo do Estado de Israel! Pela autodeterminação do Povo Palestino! Pela criação do Estado da Palestina!
Rio de Janeiro, 29 de Dezembro de 2008 PCB- Partido Comunista Brasileiro" . (O porta-voz da organização Al Fatah para a América Latina, Mohammed Odeh, classificou os ataques israelenses como crimes de guerra, em entrevista a TV Telesur/Divulgação)

"A revolução é um processo contínuo"



Dentro das comemorações dos 50 anos da Revolução cubana, o presidente Raúl Castro Ruz, no encerraento de um de seus pronunciamentos disse:

"Decorreram 50 anos e o processo libertador chegou até aqui na mesma direção daquela noite, quando Fidel, diante do povo que o aclamava, no quartel-general da tirania naquele momento, disse que talvez, a partir de agora, tudo fosse mais difícil, porque teríamos que lutar para fazer a Revolução.

Com certeza, é o desafio dessa luta a que está vigente nas atuais circunstâncias para eliminar os vícios e enaltecer as virtudes, com Fidel como soldado das idéias, como guia na luta pela liberdade e pela independência.

Os inimigos de Cuba apostam no contrário. Neste mundo, onde a política é uma charge, não podem entender que esta Revolução é um processo de continuidade no seu pensamento e na sua ação e que Fidel continuará sendo o líder da Revolução de hoje e de amanhã, que além de cargos e de títulos, continuará sendo o conselheiro de idéias, ao qual sempre deveremos acudir, porque Fidel conseguiu ultrapassar a vida política para se inserir como algo íntimo na vida familiar da imensa maioria dos cubanos." (Caricatura Effat-Opinión Grafica-Granma Digital/Divulgação)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Pela paz no Oriente Médio



O jornalista Carlos Lindenberg, diretor do HD, está coberto de razão ao lembrar que o presidente Bush hoje não passa de mero lame duck, ou pato manco, expressão usada nos EUA para se referir ao político já fora de condições de mando. Lindenderg defendeu em sua coluna que Barack Hussein Obama Jr. então passando férias no Havaí, pudesse interferir para acabar com a carnificia na Faixa de Gaza. Colou mal também a futura secretária de Estado, Hillary Clinton, aparecer dançando na Times Square, quando a imprensa internacional publicava fotos de meninos palestinos enfrentando ataques israelenses com estilingues...Há que se lutar para que haja paz no Oriente Médio, com a existência de dois Estados: o de Israel, criado em 1948, e o Palestino, que já está demorando a começar a existir de fato e de direito. Os dois povos merecem. (Imagem Telesur)

Cuba, 50 anos de Revolução




O presidente cubano, Raúl Castro, pediu no 50º aniversário da Revolução ter presente que sua essência é dos humildes, pelos humildes e para os humildes.
Ao resumir o ato pelo triunfo de 1º de janeiro de 1959, Raúl indicou a necessidade de não amolecer diante dos cantos da sereia do inimigo e de ter consciência de que este nunca deixará de ser agressivo, dominador e traiçoeiro.
Os dirigentes do país, expressou, não devem se afastar jamais dos operários, camponeses e do povo, ao falar da necessidade de que a militância impeça a destruição do Partido Comunista de Cuba.“Aprendamos da história, se atuarem assim contarão sempre com o apoio do povo, inclusive quando se equivocarem em questões que não violem princípios essenciais”, asseverou.
Em tal sentido o presidente cubano falou que se impõe a reflexão sobre o futuro e os próximos 50 anos, os quais qualificou de permanente luta tendo em conta as atuais turbulências do mundo contemporâneo.Ao respeito recordou palavras do líder da Revolução, Fidel Castro, quando expressou que “este país pode se autodestruir, os que não podem o destruir são eles, nós sim, e seria nossa culpa”.
Sobre o tema afirmou falar em nome de todos os que lutaram desde os primeiros disparos nos muros do Moncada, os que cumpriram missões internacionalistas e caíram nas guerras de independência e na mais recente guerra de libertação.
"Se os atos dos dirigentes não estão à altura dessas condutas não contarão sequer com a força necessária nem a oportunidade para retificar, pois faltará autoridade moral outorgada pelas massas aqueles que não cedem na luta", disse.
Augurou que seriam incapazes de preservar a obra fruto de muitas gerações de cubanos e se isso chegasse a acontecer –assegurou- os cubanos saberão dar a briga e na primeira linha estarão os mambises de hoje, que não se desarmarão ideologicamente nem deixarão cair a espada.(Com a Prensa Latina e o Granma Internacional)