quinta-feira, 31 de março de 2011

Muito produtivo

Muito produtivo o debate multipartidário realizado na noite de hoje no Sindicato dos Jornalistas por partidos e outras organizações de esquerda. E, sobretudo, muito democrático. Deu para se analisar com bastante cuidado a situação no norte da África e no Oriente Médio. Quase que num consenso ficou acertado: fora a intervenção estrangeira na Líbia e demais nações da região. Pela autodeterminação dos povos.

Animação mostra a gravidade da Terra


quarta-feira, 30 de março de 2011

Carlos Eugênio Paz: “Aos ditadores, o julgamento histórico”


Ana Helena Tavares

Um escritório próximo à Cinelândia, a pouquíssimos metros do Theatro que foi palco do discurso oco de Barack Obama, tem sido o local das reuniões de pauta do jornal online “Rede Democrática”. Na noite de sexta-feira, 25 de Março, tive a felicidade de participar dessa reunião e, em seguida, de entrevistar um de seus membros: Carlos Eugênio Paz, mas podem chamar de Comandante “Clemente”. Entrou para a ALN (Ação Libertadora Nacional), quando esta ainda era o chamado “Grupo Marighela” do Partido Comunista. Era um jovem de 16 anos, o ano era 1966 e a ditadura brasileira estava no “olho do furacão”, como definiu, dizendo que talvez isso tenha contribuído pra sua sobrevivência, além de, principalmente, a lealdade de seus companheiros. Minha intenção era entrevistá-lo sobre a Lei de Anistia, mas a conversa, saborosamente informal, e acompanhada por outros quatro integrantes da “Rede”, todos ex-guerrilheiros, aos quais dei a liberdade de intervir no papo, durou mais de uma hora. Mesmo porque ele não tem o menor problema em falar sobre seu passado. Ao contrário, acha isso importantíssimo. Tanto que já escreveu dois livros sobre o assunto – “Viagem à luta armada” e “Nas trilhas da ALN” – e ainda tem um pronto pra ser publicado. “Se é revanchismo prestar contas com a história, sou revanchista”, disse ele ironizando. Na verdade, ele é um “humanista”, que fala do Brasil como “um país a ser reconstruído”. A pauta não poderia ser mais variada. Conseguimos ir das reformas de Jango ao “erotismo de açougue” do BBB. Dos desaparecidos políticos ao estupro como “método de governo”. Da medalha jogada por "Clemente" num bueiro em Copacabana à jurisprudência dos “crimes conexos”, gerada por sua deserção do exército. Da ausência de nomes, como Apolônio de Carvalho, nos livros de história, à onipresença do STF na interpretação das leis de hoje. De Médici como atual patrono de novos oficiais à tradição militar de não queimar arquivos... Das mentes desperdiçadas pelo golpe ao “pacto de conciliação” que inexistiu – “Onde eu assinei?”, perguntou ele. Dos mais perversos métodos de tortura, como a “malfadada coroa de Cristo”, à importância da erradicação da fome. De Karl Marx, com a “mais-valia”, a Jean Paul Sartre, com “o inferno são os outros”. Da ditadura entendida como “opção golpista da direita brasileira” à “democracia domesticada” pelas... “antenas de TV”. Ao final de tudo isso, saí de lá com a conclusão de que a palavra “herói” está completamente desmoralizada e de que existe uma “democracia post-mortem” para aqueles que foram tiranos em vida.

Entrevista altamente aconselhável para quem acha que luta armada, contra um regime de exceção, é terrorismo. “Eu tenho um profundo orgulho de ter participado dessa luta. Olha, eu vou morrer orgulhoso. Sou um nordestino orgulhoso. Meu pai dizia: “Orgulho besta!” E eu dizia: pois eu sou besta, pai.”, confessou “Clemente”.

Ana Helena: Você foi o comandante mais jovem da ALN e o único que não foi preso nem torturado pela ditadura. Pra você, qual foi o fator, ou os fatores decisivos pra isso?

Carlos Eugênio: É difícil definir isso. Acho que tem duas ou três coisas que contribuíram pra eu ter sobrevivido. Digo ter sobrevivido, porque, se eu tivesse sido preso, eu já era condenado à morte, tanto formalmente quanto informalmente. Porque tinha pena de morte no Brasil durante a ditadura. E eu fui uma das 4 penas de morte pedidas.

A juventude Quanto à minha sobrevivência, acho que se deve primeiro ao fato de eu ter entrado cedo, tive mais tempo de aprender e tinha características individuais próprias pra um guerreiro. Tinha um físico avantajado, dirigia muito bem, atirava bem e tinha um fôlego muito grande, era praticamente incansável. Ou seja, eu tinha algumas facilidades para a guerrilha urbana, de rural eu nunca participei. Tem um pessoal que fica meio chocado com esse negócio de idade... Eu queria perguntar: qual foi a guerra que foi travada por velhos? As guerras são dirigidas por homens velhos, devido à sua sabedoria. Como Giap dirigiu a guerra do Vietnã e em todas as guerras você tem isso. Agora, o combatente tem que ser jovem. Lá no Vietnã mesmo você via aqueles garotos, de 14, 15 anos, lutando na frente de libertação deles.

O “olho do furacão”

Outro fator que creio ter contribuído pra minha sobrevivência é, por incrível que pareça, o fato de eu ter entrado no “olho do furacão”. Você sabe que quando o furacão passa, o momento de calmaria é justamente quando você tá no olho. Quer dizer, você tá ali no meio, o vento fica rodando em volta e você nem se despenteia. Quando eu entrei na organização, com 16 anos, eu já tava sendo apresentado ao Marighela e eu acho que isso tem a ver, porque eu mergulhei aí. Por orientação dele, em vez de ir pra Cuba naquela época, fui pro exército brasileiro pra treinar e aprender a ser um militar.

Os companheiros

Então, tem todas essas razões, tem o acaso, tem tudo, mas a razão mais importante são os meus companheiros. Apesar de eu ter sido por muitos anos a pessoa mais procurada da Ação Libertadora Nacional, eu fui umas das menos abertas. Não no sentido de ninguém dizer “ah, ele fez isso, fez aquilo”, mas me preservaram no sentido de não abrirem meus pontos de encontro. Fui agraciado pela valentia, pela dignidade dos companheiros que foram torturados pra dizerem onde eu estava – e muitas vezes eles sabiam – mas não disseram. E a minha sobrevivência eu dedico a eles.

Ana Helena: Como foi uma história de que você ganhou ganhou uma medalha do exército e a jogou fora num bueiro em Copacabana?

Carlos Eugênio: Bom, eu fui condecorado com a medalha de melhor soldado do Forte de Copacabana. Era simples ganhar essa medalha. Por quê? Porque eu era o único soldado que tava treinando realmente. Os outros soldados todinhos estavam danados da vida de estar lá. Estavam putos, a palavra certa é essa. Por quê? Porque ninguém estava querendo servir ao exército. Era um atraso de vida. Se o cara era de classe média, estava prejudicando os estudos. Um ou outro, além de mim, queriam até estar no exército, mas eles não estavam com vontade de treinar. Eram caras pobres, que moravam em favelas e o exército pra eles era uma certa proteção. Tinham ali o soldo deles, que era pequenininho, mas almoçavam, comiam e tinham a roupa lavada. Era uma fonte de sobrevivência, mas isso não queria dizer que estivessem a fim de se esforçar no treinamento. Eu não.“Pra comandar, tem que obedecer”Eu fui lá com uma tarefa de aprender a ser um bom militar. Então, me dediquei muito, muito. “Ah, vamos fazer uma corrida...” Opa, já ia eu lá... O Marighela dizia: “Pra comandar, tem que aprender a obedecer”. Lá fui eu obedecendo... (risos) E ele dizia mais: “Você tem que ir lá aprender o pensamento de um militar. Porque nós vamos precisar de quadros militares”... Então, eu ficava lá observando os militares, como eles pensavam, e tentando me transformar num deles... E aí foi realmente o que aconteceu. E, em Outubro de 1969, eu ganhei essa medalha. Levei ela pra casa, só que aconteceu um problema. Logo em seguida, minha irmã foi presa e torturada, barbaramente, pelo mesmo exército que havia me condecorado. Então, eu peguei essa medalha e joguei num bueiro na Av. Princesa Isabel, perto do túnel novo. Eu estava junto com dois companheiros que, infelizmente, não podem estar aqui pra contar história: Luiz Afonso Miranda Rodrigues, o “Girafa” (da ALN); e o Aldo de Sá Brito, meus amigos de infância, de começarmos a vida juntos.

Ana Helena: O Aldo de Sá Brito teve uma morte perversa. Queria que você comentasse como foi isso.(“Um dos melhores quadros da esquerda”, disse um dos presentes)

Carlos Eugênio: O Aldo era sobrinho-neto do cardeal do Rio de Janeiro. Foi preso numa ação de uma expropriação de um banco em Belo Horizonte. A polícia chegou no final do assalto e eles foram tiroteando com a polícia. Ele entrou num prédio de apartamentos, tentou pular da janela do 2º andar pra ir pra outro prédio, caiu e quebrou um osso da bacia. Daí não conseguiu fugir. Foi preso e torturado até a morte com a famosa “coroa de Cristo”.

A “coroa de Cristo”

Ele é um dos casos comprovados do uso da malfadada coroa de Cristo. Trata-se de um aro de metal, colocado em volta da cabeça, com parafusos do lado de dentro do aro. Daí eles iam regulando e comprimindo o crânio até arrebentá-lo. Outra companheira que morreu assim foi Aurora Maria Nascimento Furtado.

Ana Helena: Sobre a Lei de Anistia, como é que você vê a decisão do STF?

Carlos Eugênio: Primeiro, eu acho um absurdo o STF tratar disso. Segundo, o problema da Lei de Anistia não começa com o STF, começa com a própria Lei de Anistia. Essa lei foi fruto de um processo que foi a passagem dos governos militares pro governos civis. Não houve uma vitória de um lado. Eu costumo dizer que, no Brasil, a ditadura não caiu, ela se transformou.

A “democracia domesticada”

E, ao mesmo tempo em que se transformava, ela foi criando um novo sistema político que é esse no qual nós vivemos hoje em dia, que eu chamo de “democracia domesticada”. A expressão é do meu amigo Luiz Felipe Miguel, que tem um texto com este título. Porque nós ainda estamos muito distantes de uma democracia popular e mais distantes ainda de uma democracia direta, que é a forma que eu acho que a humanidade tem que caminhar pra ela. Primeiro a popular, depois a direta.

A lei de anistia

Agora, o problema é o seguinte... Chegou um momento em que a ditadura não conseguia mais se sustentar. Os militares estavam num desgaste muito grande, não conseguiam mais controlar a economia do país, não conseguiam mais se manter no poder enquanto ditadura, aquela que de 4 em 4 anos trocava de ditador. Então, foi havendo um movimento popular, realmente houve. Primeiro, a campanha da anistia tornou-se um clamor que foi aumentando cada vez mais na sociedade civil até que eles foram obrigados a fazer uma lei. Só que ela foi sendo reformada. Na primeira, que foi feita em 1979, quem participou dos chamados “crimes de sangue”, ações onde morreu alguém, não estava anistiado. Eu, por exemplo, que participei, tava fora, assim como um monte de gente. Naquele ano, quem saiu da cadeia, não foi pela anistia, foi por indulto de Natal. A famosa anistia “Ampla, geral e irrestrita” não aconteceu no Brasil. (“inicialmente, permaneceram restrições políticas”, lembrou um dos presentes). E, além disso, a questão é que ela anistiava tanto quem lutou pela liberdade como aqueles que solaparam a liberdade.A jurisprudência dos “crimes conexos”Quando eu voltei ao Brasil, dois anos depois da Lei de Anistia, eu ainda não estava anistiado. Eu tive que travar uma batalha jurídica clandestina. Eu tive que entrar, em Março de 1982, na embaixada francesa em Brasília e ir ao STF. E, lá, é que eu acabei sendo anistiado, em 06 de Maio de 1982, sendo que a lei é de 79. Quase três anos depois. E foi através de um artigo pro qual eu, infelizmente, criei jurisprudência, que é o dos crimes conexos. Eu desertei do exército. E eles diziam: “é crime militar, não é crime político”. Só que eu aleguei que desertei, porque militava na ALN e lutava contra a ditadura. E a jurisprudência é que os torturadores foram incluídos justamente nesse artigo. De que maneira? Tortura não é crime político. Tudo bem, é crime contra a humanidade. Mas foi cometido por motivações políticas. Foi esse o entendimento do parecer dado pelo STF.

Humanistas, socialistas, comunistas e democratas

E, assim, os dois lados estão anistiados no Brasil. Através de uma lei, surgida de um acordo, que foi o possível de se fazer na época. Não é que se diga: “Ah, não devíamos ter aceito aquele acordo”... Essas coisas em história não existem. Você faz o que você tem força pra fazer. Se a gente tivesse tido mais força, a gente tinha tomado o poder, instalado uma democracia popular e punido todos esses torturadores com penas de prisão. Jamais a de tortura. Porque nós nunca torturamos nem torturaríamos. Somos humanistas. Somos socialistas. Somos comunistas. Democratas. Não somos a favor da tortura. Jamais faríamos uma coisa dessas. Mas teriam sido julgados, por tribunais populares, e cumpririam suas penas de prisão. Como isso não aconteceu, é essa a questão que está se tentando resolver no Brasil. O julgamento histórico é o principalMas, além dessa, há uma questão que eu acho até mais grave. Sinceramente, eu acho que o julgamento histórico é o mais importante de todos. Claro que eu não tô dizendo: “Ah, então, o cara me torturou e não vai pra cadeia?”. Primeiro que muitos deles já morreram. Segundo que havia uma “cadeia de comando” nisso tudo. O cara que ia lá torturar era o último da “cadeia alimentar”. Ele era imediatamente antes do prisioneiro. Porque era aquele que tocava no prisioneiro. Imagine se Emílio Garrastazu Médici alguma vez tocou em algum prisioneiro... Ou Costa e Silva... Ou Castello Branco... Nenhum deles. No entanto, partiu deles a instauração de um regime cuja manutenção do poder se baseava na censura, no fechamento de todas as organizações de classe nesse país, na tortura, no assassinato, no sequestro de militantes políticos opositores, etc... Então, esses é que têm que ser primeiramente julgados. E a eles, infelizmente, só vai caber o julgamento da história. Agora, como a gente pode viver num país em que o Médici é tratado como presidente? É só pegar o seu livro de história... (“Nós vamos voltar pra casa atravessando a ponte Presidente Costa e Silva”, lembrou um dos presentes referindo-se à Rio-Niterói). Como é que pode?

O exemplo francês

Estou chegando da França. Fui passar um tempinho lá na casa de amigos. Em cada canto de Paris, você encontra uma placa: “aqui morreu um combatente da liberdade assassinado pelas forças de ocupação nazista”. Aquelas pessoas, por exemplo, que colaboraram para o regime nazista lá são todas conhecidas. Inclusive, algumas tiveram a coragem política de escrever livros e assumir essa colaboração com o regime de Vichy. E há muitas pessoas lá a favor deles.

Uma opção da direita

Como aqui, é evidente que muita gente colaborou com os militares. Não tivemos uma ditadura militar com um bando de generais de opereta que resolveram dar um golpe de Estado. Foi a direita brasileira que optou pelo caminho golpista e usou as forças armadas como ponta de lança.

Apolônio de Carvalho X Duque de Caxias

Por exemplo, nós temos o privilégio de sermos a pátria de nascimento de um herói de três países. Sabe lá o que é isso? E até hoje nós não o chamamos de herói... E eu vivo dizendo isso por aí: pra mim, devia ser o patrono do exército brasileiro. Apolônio de Carvalho. Ele foi resistente da guerra da Espanha, herói da resistência espanhola, coronel e herói da resistência francesa, ganhando a mais alta condecoração que é a Legião D’Honeur... Você chega na cidade de Toulouse, na França, e todos sabem quem foi Apoloniô de Carvalhô... Porque ele foi quem dirigiu as tropas da resistência que libertaram Toulouse... Eu fui agora lá e há uma placa em homenagem a ele. No Brasil, até hoje a história não o fez justiça. Aí o general Duque de Caxias, um homem que era assassino de negros e dos irmãos paraguaios, é o patrono do exército... (“Ainda passaremos pela rua Moreira César”, completou um dos presentes referindo-se ao algoz de Canudos). E assim caminha o nosso exército...Recentemente, a Academia Militar das Agulhas Negras escolheu Emílio Garrastazu Médici como patrono de uma turma de novos oficiais. Então, olha só isso... Nossos jovens oficiais sendo educados dentro do pensamento do general golpista. Um general que mandou matar e torturar milhares de brasileiros (“o pior governo militar”, definiu um dos presentes). Aí a gente fica pensando assim... “E a punição aos torturadores?”... Tudo bem, quanto aos que ainda estão vivos, se a gente conseguir julgá-los e levá-los a tribunal dentro das normas vigentes no país. Tudo bem, vamos lá... Mas mais importante que tudo isso é o julgamento da história. E é disso que a gente tem que correr atrás... O Brasil não abre arquivos, mas o exército não os queima...Porque, por exemplo, os arquivos da guerra do Paraguai... Tente você, como jornalista, acessá-los pra ver se você consegue... Não, porque nesse país há uma tradição de não se abrir arquivos. Aí se fica nessa discussão sobre a abertura dos arquivos militares e se eles existem. Existem! Se tem uma coisa que militar faz é arquivo. E se tem uma coisa que militar não faz é queimar arquivo. Ele finge que queima. Ele queima uma parte que não tem importância, mas a parte principal tá lá. Cadê, onde, como? E nós queremos saber... Por exemplo, onde está Paulo de Tarso Celestino? Onde está Virgílio Gomes da Silva? Onde está Heleni Telles Guariba? Onde estão todos esses companheiros que desapareceram, sumiram, as famílias não conseguem encontrá-los nem enterrá-los simplesmente pra ir lá no dia em que quiserem e colocar uma flor no túmulo? Onde estão esses corpos? Como eles morreram? Por ordem de quem? Em que circunstâncias? Como é que a coisa aconteceu? Essas pessoas vão viver o resto da vida, gerações e gerações, e vai ter um elo que nunca vai se fechar... Nunca? Onde está Stuart? Como mataram a mãe de Stuart? Caminhar pra frenteDaí dizem... “Ah, mas vamos deixar isso pra lá pra gente caminhar daqui pra frente...” Isso não é caminhar pra frente. Caminhar pra frente é exatamente você limpar o terreno, você pegar e discutir, e se alguém tem que ser punido que seja punido... Ficam falando sobre a “Comissão Nacional da Verdade”... Que tem que olhar os dois lados... Mas o nosso lado já foi julgado e condenado e cumpriu pena. Quem não foi julgado e condenado foi o lado de lá. E estupro e tortura são crimes hediondos, inafiançáveis e imprescritíveis. O mundo inteiro reconhece isso. (“Poucas das mulheres que foram presas tiveram a sorte de não ser estupradas e isso era liberado pelos generais”, lembrou um dos presentes) O estupro não era feito por torturadorezinhos tarados. Isso era uma política, era um método de governo.

Ana Helena: Voltando à Lei de Anistia, você comentou que acha um absurdo essa discussão ter ido parar no STF. A tarefa é de quem, então? Do Congresso?

Carlos Eugênio: As leis, segundo a nossa Constituição, a nossa Carta Magna, são tarefa do Congresso. Mas agora virou mania... É o STF que interpreta a lei. Quando eles simplesmente tinham que ajudar a aplicar a lei. Eles não podem ficar dizendo: “Isso aqui é assim e não pode mudar”. Que história é essa? E, se a gente conseguir uma maioria no Congresso e resolver mudar a Lei de Anistia, não pode porque o STF diz que não pode? (“Ainda tem uma coisa... no Congresso, as pessoas são eleitas e têm mandatos por tempo determinado... no STF, não são eleitos e são vitalícios... isso é uma aberração”, frisou um dos presentes ).

O sujeito comete um crime, como aquele juiz “Lalau”, e a grande punição dele é ir pra uma aposentadoria compulsória, recebendo o mesmo valor de que se ele não tivesse cometido o crime. Não vai trabalhar mais e vai poder ganhar dinheiro... Vai poder jogar na bolsa, vai ter tranquilidade...

Ana Helena: Quanto à punição aos torturadores, você comentou e todos sabemos que muitos já morreram. Ainda cabe aos vivos uma punição de prisão?

Carlos Eugênio: Primeiro, eles têm que passar pra história pela porta que entraram: a lixeira. Porque alguém que comete um atentado contra a democracia, que derruba um governo eleito pelas regras democráticas – parte de uma das Constituições mais democráticas que o Brasil já teve, a de 1946 – que era legítimo e representativo, alguém que arrebenta as portas da legalidade, instaurando um governo ditatorial, tem que passar à história como isso: como ditadores, inimigos da democracia e torturadores. Esse é o primeiro julgamento que pode ter. Agora, há uma coisa, que não é uma questão moral, nada disso, que é o seguinte: a Comissão Nacional da Verdade, aprovada ainda no governo Lula. Nós já falamos a verdade... Até pra Globo...Olhe só... Nossos companheiros foram torturados e muitos falaram sob tortura. Além disso, ainda escrevemos nossos livros. Eu não tenho escrito no armário... Tenho dois livros publicados (“Viagem à luta armada” e “Nas trilhas da ALN”) e um prontinho. Estão ali as ações armadas de que eu participei, polêmicas ou não, as mortes que eu cometi, tá tudo ali aberto. Além dos livros, ainda há os jornalistas que me entrevistam. Nunca me recusei a falar. Costumo brincar dizendo que até pra Globo eu falo. Já falei pro Fantástico, pra Veja, pro Estadão, pra Folha, etc... Agora que o SBT tá produzindo uma novela chamada “Amor e Revolução” (sobre a ditadura), eu fui a São Paulo dar minhas declarações pra eles... Enfim...

Ana Helena: E o que você acha da idéia dessa novela do SBT?

Carlos Eugênio: Bom, eles estão usando a palavra “revolução” em referência ao nosso lado. Muita gente entendeu errado, mas eles não estão chamando o golpe de Estado de revolução. E, sim, a nossa. Porque os personagens principais são dois guerrilheiros. É muito interessante, tô dando a maior força. Estréia em Abril.Mas ainda falta o outro lado se manifestar...Aí eu pergunto: Por que Jarbas Passarinho não vem a público e conta a verdade? Alguma coisa ele até já disse... Tem até aquela famosa frase: “Às favas com os escrúpulos...” Quer dizer, um homem que redigiu o AI-5 é tratado hoje em dia como um democrata. “Ah, é um ex-senador da República e tal...” Um homem que foi ministro de Médici. E, quanto ao exército, eu acho que eles têm que colocar na cabeça o seguinte: é muito melhor pro exército abrir os seus arquivos, porque não foi o conjunto do exército brasileiro que cometeu as atrocidades, gente. Isso aí quem tem que pagar historicamente são os comandantes. Quem ganha a guerra não é o comandante? É! Quem perde também é... Foram eles que instauraram a ditadura. Ou vocês acham que foi o soldado, o tenente, o capitão... Não foi! Então, o alto comando das forças armadas tem que assumir que foram cometidos esses crimes de lesa-pátria. E nós ainda nem temos condições de avaliar os prejuízos que esse país teve com aquele golpe de Estado.As reformas traídas Estamos ainda muito centrados em denunciar o que os caras fizeram, mas você já pensou, por exemplo, o atraso que foi pro Brasil a não-promulgação das reformas de base de João Goulart? O Brasil seria outro país se a reforma agrária que João Goulart enviou ao Congresso tivesse sido realizada naquela época. Um monte de camponeses não teriam morrido... Um monte de problemas de abastecimento que esse país teve, de pobreza, de miséria, de violência, tudo isso teria sido diferente. Inclusive, o êxodo rural. Outra: havia também a reforma urbana, da qual muita gente esquece. Reforma educacional, reforma do sistema financeiro, com a lei de remessa de lucros... Enfim... Por enquanto, nós só estamos falando das liberdades, mas o que mais o Brasil perdeu? É tão importante a gente abrir esses baús que estamos muito concentrados, mas um dia haveremos de ter uma idéia do prejuízo que foi o golpe de Estado. Não esquecendo, esquece tortura, esquece tudo, não... Mas pensando: se o Brasil tivesse ido por aquele caminho, quanto nós teríamos ganhado?

As mentes desperdiçadas

E mais... Ninguém há de duvidar que, entre os nossos companheiros, estavam algumas das mentes mais importantes, que mais contribuições poderiam dar à nossa pátria. Você já imaginou um homem com o poder de discernimento, de clareza que tinha Carlos Marighela, se, ao invés de usar sua energia criadora para a destruição de um sistema, ele a estivesse usando para a construção? Ele era um poeta... Tenho certeza de que teria sido muito mais importante pro Brasil dentro de um processo democrático do que dentro de um processo em que tivemos que fazer uma luta armada... E ele acabou morrendo ali, na Alameda Casa Branca, por um monte de tiros, por um monte de marginais, comandados por um marginal maior chamado Sérgio Paranhos Fleury, homem da pior estirpe, que depois acabou sendo morto como queima de arquivo. Então, vejam bem... O próprio Aldo de Sá Brito era um tremendo de um poeta, mas, infelizmente, uma pessoa bem próxima a ele, com medo da ditadura, quando ele andava na clandestinidade, queimou os poemas que ele tinha. Uma mulher como Ana Maria, que foi minha primeira companheira na vida, que era uma pianista, tocava piano de uma maneira maravilhosa. Era pintora, estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes. Desenhava também, era uma artista... E a mulher morre com 23 anos de idade, assassinada a tiros numa esquina no bairro da Mooca. Um menino como o Marcos Nonato, que entrou na ALN com 14 anos e o mataram com 18. Enfim...Mas morreram em pé.Fora uma meia dúzia, ninguém se arrepende disso não. Estávamos lá pra isso mesmo. Era o que tinha que ser feito. Mas o que motivou isso? Foi o golpe de Estado de 31 de Março de 1964, que nos fez termos que sair das nossas ocupações, como brasileiros, pra podermos dizer que aqui nesse país não íamos morrer de joelho, que íamos morrer em pé. Então, se um dia essa discussão voltar ao Congresso, tem que se discutir: vai se punir ou não essas pessoas? Ora, estamos numa democracia... É crime tortura? O que a lei prevê como crime? Tem que ser uma discussão técnica, nas letras da lei. Ou será que vai ser uma troca? Quem pegou em armas contra a ditadura vai ter que fazer os anos de cadeia que faria caso não tivesse a Lei de Anistia? Fica essa questão no ar...

Ana Helena: Fala-se muito num “pacto de conciliação” e que quebrá-lo seria prejudicial. Existiu tal pacto?

Carlos Eugênio: Onde é que eu assinei? Eu era comandante da Ação Libertadora Nacional. Sou o único que ficou vivo, porque todos foram presos, torturados e mortos. Você assinou? Você assinou? (pergunta ele aos companheiros presentes, recebendo a negativa de todos) Então, eu quero saber onde é que tá esse pacto. Isso foi feito lá em cima, dentro da classe dominante. (“Acho que foi feito entre o Sarney e o Jarbas Passarinho, eles se acertaram por lá e fizeram isso”, brinca um dos presentes). Mas o povo brasileiro não participou. Por acaso, foi feito algum referendo? Eles disseram ao povo: ‘vem cá, como é que a gente vai acabar com essa merda? Fizemos um golpe de Estado, ficamos 20 anos no poder e queremos sair, porque agora não tá dando mais. O Jimi Carter já disse que não vai dar mais dinheiro pro Brasil se continuar essa ditadura.’ Disseram isso? Foram logo convocadas eleições gerais livres? Ora, a primeira só viria a ocorrer em 89, 10 anos depois da Lei de Anistia. E esse foi o tempo necessário pra que os caras montassem um sistema que é o que aí está. E pra montar esse país, que a gente tá tentando, com muita vontade, com muita garra, reconstruir. Quando o Brasil saiu da ditadura, era um país a ser reconstruído, porque ele foi dizimado, acabado política, econômica e socialmente falando.

Ana Helena: O que você acha da expressão “revanchismo”?

Carlos Eugênio: Eu sou revanchista. Porque o problema é que os caras criam umas categorias e dão uma conotação, inclusive, moral a elas, que não existe. Ou seja, se é revanchismo prestar contas com a história, então eu sou revanchista. Eu prestei minhas contas. Fui condenado à revelia, entrei na clandestinidade, lutei e não me arrependo. Se eu precisasse dar mais 10 anos, daria mais 20. Não importa. Não precisou, tudo bem. Tô aqui, tô vivo. Se tivesse morto, seria mais um nome na lista. Agora, minhas contas estão prestadas em livros, reportagens e teses acadêmicas escritas sobre mim. Por exemplo, tem uma na Unicamp, que é: “A importância dos livros do Carlos Eugênio Paz para reconstrução da história da luta armada no Brasil”. Pronto, tá lá. São 400 páginas explicando a importância que tem eu ter falado.

O orgulho

Quando ninguém falava nada aqui nesse país, em 87, quando nem havia a nova Constituição, tava na época da Constituinte, veio à tona um caso polêmico ligado à ALN, o JB me procurou e eu contei a história todinha. Saiu na 1ª página num domingo. Até o meu padeiro ficou sabendo quem eu era. Aí me perguntaram: “Por que você contou?” E eu respondi: porque me perguntaram. E por que isso? Porque eu não tenho problema com a minha história, com o meu passado. Tudo o que eu fiz na luta armada eu assumo e, se tiver algum caso que eu ainda não contei, é simplesmente porque não me perguntaram... (risos) Se perguntar, eu conto! Sabe por quê? Porque eu tenho um profundo orgulho de ter participado dessa luta. Olha, eu vou morrer orgulhoso. Sou um nordestino orgulhoso. Meu pai dizia: “Orgulho besta!” E eu dizia: pois eu sou besta, pai. Ana Helena: Então, por tudo o que você disse, fica entendido que o que você acha fundamental nessa discussão, fundamental pra que nos tornemos de fato uma democracia, é a localização dos dois lados na história, certo?

Carlos Eugênio: Exatamente. Marighela = herói do povo brasileiro. Médici = ditador. Brecht dizia “pobre do povo que precisa de heróis”. Heróis

Mas hoje chamam de heróis os participantes do BBB!!!!! Aquele ex-jornalista... (“Pedro Bial”, disse alguém, no que Carlos Eugênio rebateu: você falou, mas eu não falo nem o nome) Ele era jornalista quando cobriu a queda do Muro de Berlim. Agora deveria pensar três, cinco, dez vezes... Será que ele já se deu conta do desserviço que faz à sua própria biografia? Será que a queda do Muro de Berlim é igual a um BBB? Então, eu já vou começar a achar que não tinha que ter caído o muro... (risos) Mas veja... Chamam os participantes de um jogo de televisão, pra ganhar dinheiro, de heróis. Jogo de onde só se tira porcaria, coisas que nossas famílias e crianças não precisam aprender, que é como se faz alianças pra dar golpe. Erotismo

E a erotização... Olha que quem tá falando é uma pessoa que assume profundamente a sua própria erotização. Eu não tenho problemas com o erotismo. Nenhum. Sou leitor de Anaïs Nin e Henry Miller. Fui formado na escola do erotismo. Agora, o problema é transformar isso numa mercadoria de mau gosto, como é o BBB. Hoje em dia, tem gente que até vota pras meninas saírem mais rápido da casa, nos tais dos paredões, pra posarem no “Paparazzo”, na “Playboy”, “Sexy” etc... Isso eu tô falando porque ouço caras dizendo: “Vou votar em fulana, porque tô louco pra vê-la no ‘Paparazzo’”... Incentivando uma coisa que eu chamo de “erotismo de açougue”. Como se o erotismo fosse essa coisa de baixo calão que é pregada no BBB...O Juquinha precisa saber Mas, voltando à questão da localização dos sujeitos históricos, eu só vou morrer feliz quando Juquinha chegar na escola, abrir seu livro e estudar sobre João Cândido (o almirante negro, líder da Revolta da Chibata). Apolônio de Carvalho, Joaquim Câmara Ferreira (Comandante “Toledo” da ALN)... Agora na posse da companheira Dilma eu fiquei horrorizado, mais uma vez, porque me horrorizo a cada 3 segundos nesse país... É que deram o número total de presidentes... E eu pensei: não eram todos presidentes. Como podem até hoje chamar os caras que tomaram o poder pelas armas de presidentes? (“É tradição”, comentou um dos presentes) E eles ainda tentaram colocar nas costas da esquerda brasileira um rompimento com a democracia... Que é que é isso? Quem rompeu com a democracia nesse país?

Ana Helena: Como você vê a atuação da mídia nesse processo?

Carlos Eugênio: Bom, a Folha de S. Paulo emprestava os carros da redação pra transportar companheiros presos e torturados. E ainda ajudava a montar emboscadas. Porque alguns companheiros, sob tortura, fraquejavam e diziam: “eu vou encontrar com fulano na rua tal”. (“Até pra tentar fugir”, comentou um dos presentes) Aí, eles usavam os carros da Folha pra que a gente não desconfiasse. A UltraGaz também fazia isso com seus caminhões. “O Globo” e o “Estadão” pediam o golpe em seus editoriais. É impressionante como essas pessoas não foram presas na época... Porque você tá num país democrático, a pessoa chega e diz claramente: “precisamos derrubar esse governo”... Isso é sedição (levante, motim). Eles é que praticaram isso. Então, essa mídia foi construída assim. Ela já era uma mídia de classe, concentrada. A gente sabe que 5 ou 6 famílias dominam a grande mídia. Mas agora, felizmente, a coisa já tá se abrindo pra uma mídia alternativa, que já tá sendo uma outra história. A gente já tá vendo lá no fundo uma certa luz, porque tem um monte de gente que tá trabalhando, batalhando, pra construção dessa nova mídia e lutando, inclusive, pra democratização das informações e das comunicações. São duas coisas diferentes, né, informação e comunicação. E a gente tem que lutar pela democratização das duas.Na ponta do fuzil e nas antenas de TVPor exemplo, quando saiu o PNDH-3, essa mídia oficial todinha meteu o pau. Por quê? Porque eles estão defendendo os interesses deles. Mao Tsé-Tung dizia que “o poder está na ponta do fuzil”. Pois é, hoje o poder está na ponta do fuzil e nas antenas de TV. (um dos presentes lembrou o caso Proconsult, em que a Globo tentou fraudar a eleição de Brizola para o governo do RJ).

Ana Helena: Qual sua expectativa com relação ao papel da Dilma, uma ex-torturada, nessa questão?

Carlos Eugênio: Eu acho que são passos adiante. Por exemplo, o governo Lula. Foi o governo dos meus sonhos? Não. Mas foi um passo adiante? Foi. Um tremendo! Por que não foi o governo dos meus sonhos? Porque foi um governo que, ao mesmo tempo que... Sabe o que é? Vamos falar informalmente... Eu não mudo pra incluir ninguém no mercado. A minha luta não é pra isso. É pra acabar com mais-valia, com a exploração do homem pelo homem. Então, é uma luta muito mais profunda, mas que tá muito mais lá na frente... Aí, quando dizem o seguinte: “15% dos miseráveis passaram a ser pobres, 32% dos pobres passaram a ser classe média, tantos % passaram a ser ricos...” Isso, pra mim, só é passo adiante porque, se você tem um homem que tá passando fome, é importante que ele passe a comer. Porque, se ele não passar a comer, ele entra num estado de degenerescência humana e que se transforma em degenerescência social. (“Não podemos deixar ninguém morrer de fome na sociedade”, diz um dos presentes) Porque nós somos humanistas e queremos que todo mundo coma.

O governo Lula: um passo adiante

Então, são passos adiante por isso. Agora, o governo Lula deu esse passo à frente, mas os bancos nunca ganharam tanto... Outro dia, em Janeiro, eu fui a São Paulo, e participei de uma discussão em que alguns companheiros afirmaram: “O governo Lula diminuiu as desigualdades”. E eu disse: Não! Se você me falar que o governo Lula distribuiu renda, distribuiu. Mas aumentou a renda debaixo, deixando que a de cima aumentasse também. Então, a desigualdade continuou a mesma. Só que todo mundo subiu um pouco, não é isso? Mas pra que você acabe com a exploração do homem pelo homem ainda há muito a fazer. E se você me perguntar: “será que 2, 3, 4 governos desse tipo não vão no levar à democracia que você quer?” E eu vou dizer: Não! Ainda vai faltar outro estágio, que é mudar a estrutura das relações dos meios de produção no nosso país. Aí a gente vai chegar num Brasil fraterno em que ninguém explora ninguém, todo mundo respeita a opinião de todo mundo.

A fraternidade: o diferente não é o inferno

Por que cadê a fraternidade? É simplesmente uma campanha da CNBB uma vez por ano? É doar um quilo de alimento não perecível? Isso é caridade! Cristã. Fraternidade é você encarar que o seu diferente não é o seu inferno. Sartre é que dizia isso: “o inferno são os outros”. Quer dizer, tudo que não sou eu é o inferno pra mim. Então, temos que conseguir que o ser humano, especificamente o brasileiro, encare o seu diferente como seu igual. Falta muito? Falta! Mas são passos adiante...

Dilma: duas questões a atacar

A Dilma? A gente sabe que, no atual sistema, pra governar você precisa de maiorias e de um monte de coisas, senão você faz um governo horroroso que não anda pra lugar nenhum. Então, ela, na verdade, vai tentar, e espero que consiga, gerenciar da melhor maneira possível dentro do capitalismo brasileiro. Agora, espero que ela dê mais passos à frente com relação ao governo Lula. E duas das questões que eu acho que ela pode atacar são: 1- essa da Comissão Nacional da Verdade; 2- a democratização da informação, porque aí essa mídia, que só fala segundo seus interesses de classe, vai ter menos poder do que ela tem hoje (um dos presentes lembrou sobre a importância dos Pontos de Cultura e do Fórum Nacional de Banda Larga).

Democracia post-mortem

Você veja o que é o conceito de "democracia"... Quando morreu o Frias pai, saiu em todos os órgãos de imprensa que morreu um democrata. Quando morreu o Roberto Marinho, também disseram que morreu um democrata. E as pessoas dos governos de centro-esquerda têm comparecido aos enterros... (vide Lula e Brizola que foram ao enterro do "Dr. Roberto")(“As pessoas, na política, não são pessoas, elas são o que elas representam e são um conjunto de forças em movimento... então, um presidente da República tem que administrar as pressões dentro do governo... e cada um faz isso de uma maneira... então, não se pode julgar ninguém como pessoa”, resumiu um dos presentes).

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Os outros ex-guerrilheiros presentes eram:Affonso Henriques, ex-PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário)

Colombo Vieira, ex-ALN

Paulo Gomes, ex-ALN

Pedro Alves, ex-MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro)


A Grande Partida: Anos de Chubo , documentário na ABI

Após escrever um livro com o mesmo nome, Francisco Soriano produziu documentário “A Grande Partida: Anos de Chumbo”, que será exibido na quinta-feira (31.03), na Associação Brasileira de Imprensa, no Rio de Janeiro. O filme tem produção, direção e edição de Peter Cordenonsi. Soriano reúne vários companheiros, sobreviventes da ditadura de 1964, para juntos relembrarem, no documentário, a saga vivida na luta legal e clandestina, buscando a libertação da sociedade brasileira submetida ao terrorismo do Estado policial. Haverá debate após a sessão, que é promovida pelo Cineclube ABI e Casa da América Latina.Para saber mais sobre o filme, acesse http://www.agrandepartidaanosdechumbo.com/Exibição do documentário “A Grande Partida: Anos de Chumbo”Dia: 31.03 Horário: 18h30Local: ABI - Rua Araújo Porto Alegre, 71/7° andar - Centro - Rio de Janeiro - RJ

Os queijos assassinos de Uberaba


Na Terça, 22 de Fevereiro de 2011, em Uberaba houve uma verdadeira"operação de guerra" na qual policiais militares armados, Proconestadual e Vigilância Sanitária derrotaram um bando de queijosMinas.

Os facínoras estavam expostos em bancas do comércio, principalmente no Mercado Municipal, ameaçando os clientes pois estavam despidos de uma embalagem à vácuo e pior, sequer portavam sua tabela de informações nutricionais.

A comunidade pode agora ficar tranquila, os nossos heróis que defendem nossas vidas dos ataques desses queijos de péssima índole venceram, quase uma tonelada foi apreendida e destruída no aterro sanitário, esmagado sobre as esteiras de um impiedoso trator, pois eram "impróprios para o consumo".

Que bom que em meio a tantos estupros, arrombamentos, roubos decargas, tráfico de drogas, sequestros e latrocínios ainda existagente para nos proteger dos laticínios.

Ora autoridades, tenham um mínimo de bom senso, a fabricação econsumo de queijos é um costume milenar no mundo e multi secular emMinas. O nome diz, queijo mineiro, feito de leite de vaca, usandocoalho que por sí só já é umagente biológico que o azeda.

Essa tradição, mais que centenária,nuncamatou ninguém, meu tataravô já vendia queijos "marginais" em Doresdo Indaiá e nunca foi tratado como bandido, ou será que devemos nosarrepender por todas as fatias que já engolimos, às vezes comgoiabada caseira (também despida).

O queijo mineiro, principalmente da Serra da Canastra é apreciadocomo uma fina iguaria, porém se for levado à geladeira altera seusabor original, como querem esses "soldados" que doam suas vidas, sepreciso for, para nos livrar desse "venenoso alimento".

Parece que o Procon não sabe, mas costumamos, "até mediante torturasfísicas", deixar os queijos expostos ao ambiente para que elesfiquem curados.

O IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária), casa de burocratas imbecis, impõe que ele seja embalado à vácuo e que traga na embalagem informações nutricionais. A continuar nesse pique daqui a pouco o pão francês será o próximo, imagine um pãozinho embalado individualmente, com uma tabelinha de nutrientes e data de validade para sabermos se ele está quente do forno ou não.

Tratam-nos como se fossemos ignorantes e sequer soubéssemos escolheruma fruta, um doce ou um pé de alface, deixem disso, temos mais oque fazer.

Estão extinguindo as chances de sobrevivência do pequeno produtorrural, aquele mesmo que por falta de opção vai ser um João Ninguém na cidade onde seus filhos poderão exercer atividades menos regulamentadas como o tráfico.

Ao proibir o tradicional queijo Minas, estão matando aos poucos a tradição da comida mineira, os próximos poderão ser o pão de queijo,a galinha caipira com alçafrão e quiabo, o tutu, o feijão tropeiro,a pururuca, a broa, o bolo de fubá, o doce de leite.

O excesso de normas inviabiliza os pequenos negócios favorecendoapenas aos grandes laticínios e hipermercados, portanto gera desemprego e tensão social. Fica, para as autoridades, umquestionamento do povo:Se prendem os queijos, porque não prendem os ratos?

Retirada das tropas brasileiras do Haiti


O sindicalista haitiano, Secretário Geral da CATH (Central Autônoma dos Trabalhadores do Haiti), Fignolé St. Cyr, marcou audiência com a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, para pedir que o Brasil retire suas tropas militares do Haiti. De acordo com o sindicalista, o problema haitiano é de desenvolvimento, e não de segurança. Segundo ele, o Haiti nunca teve problemas graves com relação à violência. Fignolé considera que a própria motivação dos trabalhos é equivocada, uma vez que teve início logo após a derrubada do presidente Jean-Bertrand Aristide, que acusa os Estados Unidos de ter colaborado para o golpe de Estado. Outro problema apontado pelo haitiano são as denúncias de estupros de mulheres e de abuso de força por parte de integrantes da Minustah. Além disso, relata que durante o terremoto do ano passado, que deixou 3.000 mortos e 1,5 milhão de desabrigados, as forças de estabilização preocuparam-se em proteger fábricas e propriedades nos bairros de classe alta, ignorando a possibilidade de prestar ajuda humanitária. (Com a Adital)

A classe operária vai ao inferno


Fiat, com a ajuda do governo de Berlusconi, impõe

novo tipo de contrato de trabalho a seus operários


Achille Lollo (*) Roma, Itália

Durante quase um mês, os italianos tiveram que conviver com a chantagem emocional do administrador-geral da Fiat, Sergio Marchionne, que, em 15 de dezembro, afirmava que “a Fiat, após o acordo com a estadunidense Chrysler, se tornou uma multinacional inserida na economia global.

Antes, estava perdendo dinheiro na Itália. Por isso, para não fechar as fábricas de Turim (Mirafiori e Lingotto) e Nápoles (Pomigliano) e, consequentemente, para não precisar transferir ao exterior as respetivas linhas de montagem, foi necessário fazer um investimento de 11 bilhões de euros e operar um grande projeto de reestruturação, chamado 'Fábrica Itália'”.

Porém, Marchionne salientava que, “para haver um retorno financeiro capaz de satisfazer os investidores, devemos modificar as relações capital-trabalho que existem na Fiat e, assim, explorar devidamente toda a capacidade produtiva das linhas de montagem”.

Com os olhos fechados, o governo de direita apoiava em bloco as propostas de Marchionne, tanto que o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, na primeira reunião de 2011 dos chefes de Estado da União Europeia, em Berlim, admitia ser “justo um grupo empresarial como a Fiat fechar as fábricas de Mirafiori e de Lingotto e transferi-las ao exterior, onde é possível obter mais lucro”.

Ruptura sindical

Na Itália, além dos pequenos sindicatos pelegos – que sempre se posicionam com os patrões –, existem três grandes confederações (CISL, UIL e CGIL) que, nos últimos 30 anos, estiveram sempre juntas nas grande batalhas sindicais. Porém, desta vez, a CISL e a UIL (a primeira, católica; a segunda, trabalhista) quebraram o histórico processo de unidade sindical para apoiar o projeto de Sergio Marchionne. Infelizmente, as lideranças de Turim do partido reformista PD, o prefeito Chiamparino e seu sucessor Piero Fassino, bem como tantos outros da direção nacional – o ex-primeiro-ministro Massimo D' Alema, por exemplo –, confirmaram sua opção “social neoliberal” e logo apoiaram as exigências de Marchionne. Porém, diante do protesto de seus eleitores, foram obrigados a recuar, ficando em cima do muro.

A Federação Italiana dos Operários Metalúrgicos (Fiom), depositária da tradição sindical socialista e comunista e associada à central CGIL, juntamente com a nova central da esquerda militante, Cobas, foram as únicas forças que logo denunciaram a chantagem econômica da Fiat. A mídia, sobretudo, as televisões, apoiaram a montadora como nunca, veiculando sofisticados programas informativos cujo objetivo era manipular a opinião pública.

Disseram que a fábrica de Mirafiori estava praticamente fora de controle por causa dos “extremistas da Fiom e da Cobas” e que se os 11.400 trabalhadores das fábricas de Lingotto e Mirafiori não aceitassem o novo contrato individual, a Fiat não realizaria nenhum investimento naquelas fábricas, iniciando uma gradual transferência das linhas de montagem para a Fiat-Polônia, enquanto a direção ficaria nos Estados Unidos, onde Marchionne construiu a venda mascarada da Fiat à Chrysler. Legitimação Sergio Marchionne e John Elkann, presidente da Exor (a financeira da Fiat), finalmente conseguiram, no dia 12 de fevereiro, que o governo Berlusconi e parte da oposição de centro-esquerda legitimassem o projeto Fabrica Itália, com o qual a montadora introduziu um novo tipo de contrato que, na prática, torna o trabalho na linha de montagem mais duro e, proporcionalmente, menos renumerado. Por exemplo: antes, os operários tinham a opção de poder realizar até 40 horas de horas-extra por ano; com o novo contrato, eles serão obrigados a trabalhar 15 sábados para totalizar 120 horas de hora-extra em um ano, pagos com a mesma alíquota de anteriormente.

É necessário dizer que Sergio Marchionne conseguiu impor, primeiro aos 11 mil trabalhadores da Fiat de Pomigliano, depois aos 8 mil da Fiat Mirafiori, um contrato chantagista, em função das particulares condições políticas existentes na Itália. Ele tenta impor um novo tipo de contrato que elimina em 90% a representação sindical na fábrica e o direito de greve. Um projeto que vai muito além dos processos de flexibilização implementados na Alemanha pela Volkswagen e na França pela Renault, já que se trata de uma verdadeira chantagem que ameaça os operários com o desemprego caso eles continuem solidários com os sindicatos e as centrais que se negaram a assinar os protocolos do projeto Fábrica Itália. Analogias com 1975

Foi na Suécia do social-democrata Olaf Palme que a diretoria da Volvo tentou propor um novo contrato com o objetivo de acabar com o absentismo e aumentar a produtividade das fábricas. A empresa propôs substituir o contrato coletivo pelo individual, por meio do qual cada trabalhador estabelecia a carga horária (quatro ou sete horas), aceitando os novos ritmos de trabalho para aumentar a produtividade da linha de montagem.

Uma proposta que, na realidade, paralisou a central LO (social-democrata) e que foi derrotada quando o pequeno sindicato SAC (anarco-comunista) promoveu um protesto social que mobilizou – de Gotemburgo, no sul, a Kiruna, no extremo norte – a pacata classe operária sueca. A experiência da Volvo ensinou que para impor mudanças radicais nas relações capital-trabalho é necessário, antes de tudo, um contexto político em que as forças de esquerda estejam desqualificadas e sem poder de mobilização.

De fato, não foi casual que Sergio Marchionne apresentou o projeto “Fábrica Itália” agora e não em 2009. Por outro lado, é necessário lembrar mais uma vez que Fábrica Itália não é um projeto de flexibilização semelhante ao da Volkswagen que, para aumentar a produtividade, negociou com os sindicatos a redução de alguns direitos trabalhistas adquiridos, garantindo, porém, a estabilidade do emprego, uma maior valorização dos prêmios de produção e um proporcional aumento da mão de obra empregada.

A principal diferença entre os dois novos contratos é a representação do sindicato. Para a Volkswagen, este continuava sendo a contraparte que representava os trabalhadores e com o qual se negociava tudo, dos aumentos de ritmos à greve. No caso da Fiat, o sindicato perde sua função histórica de representar os trabalhadores para se transformar em uma entidade que se limita a estimular os operários a cumprir o contrato de trabalho, silenciando, assim, em relação a todas as anomalias e os problemas que ele provoca na linha de montagem.

Chrysler-Fiat, a nova “New-Co”

Em clima de carnaval, os italianos descobriram que, graças a Sergio Marchionne, o grupo Fiat estava sendo transformado em uma filial da Chrysler, visto que a fusão entre as duas multinacionais determinava a transferência para Detroit (EUA), em 2014, do centro de projetação tecnológico e do núcleo de engenharia da montadora italiana.

Tal projeto de transferências tecnológicas foi o principal argumento para convencer os governos estadunidense e canadense a emprestarem 6,9 bilhões de dólares para financiar a fusão. A principal consequência disso tudo é o rebaixamento qualitativo da linha de produção da Fiat, que, em quase dois anos, não lançou carro novo algum, tanto que em 2010 suas vendas baixaram quase 24% na Itália, enquanto na Europa a comercialização de seus automóveis representa apenas 8,5% do mercado.

Na prática, Marchionne, em vez de modernizar as fábricas da Fiat, está sucateando-as para podê-las adaptar mais facilmente à montagem de carros de luxo, cujos motores são fabricados pela Chrysler e que possuem 68% dos demais componentes importados da mesma montadora estadunidense. Em 2 de março, foi confirmada a “Cassa Integrazione” (suspensão do trabalho com salário de 75%) para todos os técnicos do Centro de Pesquisa de Balocco. Além disso, desde 14 de fevereiro os 5.400 operários da fábrica “Carrozzerie Mirafiori” foram dispensados até 1‹ de março de 2012.

Para completar, a fábrica que a Fiat tinha em Termini Imerese fechará as portas definitivamente. Se considerarmos que os carros populares (Fiat 500, 600, Punto e Bravo) são fabricados no exterior (Polônia, Brasil e Sérvia) e que no próximo ano Marchionne pretende transferir a tais praças a linha de montagem dos modelos “monobloco” da Lancia, fica evidente a necessidade de transferir, em 2014, até a direção da Fiat para Detroit, pois é ali que estão seus verdadeiros donos!

(*)Achille Lollo é jornalista italiano e editor do programa de TV “Quadrante Informativo” (Fonte: Brasil de Fato/Pátria Latina)

Contra a destruição do meio ambiente em áreas da Estrada Real


Amigos


As "forças ocultas" e as "nem tanto assim" estão investindo bastante na destruição do meio ambiente.Como vocês sabem, isto é um batalha de "David contra Golias".Mas temos que resistir. Porque VIVER é preciso.

Nesta quarta feira, 30/3/2011, em Rio Acima, teremos duas batalhas campais em duas frentes para combater os desmandos e impunidade contra o MEIO AMBIENTE:

1) a primeira será no Fórum de Nova Lima, onde uma imobiliária desonesta entrou com um processo de USUCAPIÃO para acabar com as nascentes e reservas ecológicas da fauna e flora, no entorno da Estrada Real e que tento - há anos - preservar, a partir da"trincheira' de meu SÍTIO DE RESISTÊNCIA, em Rio Acima.

Para fazer frente a esses desmandos necessitamos de uma declaração/publicação e/ou divulgação/denúncia de vocês onde é importante alertar sobre os prejuízos de um loteamento nessa área, ou de se ocupar a área desordenadamente.Mas isto é urgente, pois como temos posicionado já há algum tempo, a audiência com o Juiz será nesta quarta feira, dia 30, às 14 horas.Será que não dá para configuramos tal procedimento ainda hoje? A causa é válida.

2) A segunda batalha será também hoje ás 19 horas no CODEMA de RioAcima, onde se vê pouca disposição das ditas autoridades local em corresponder aos anseios ambientalistas de verdade. E a nossa exposição sobre o calçamento em pedra "pé de moleque" é um entrave aos"compromissos" que a Prefeitura tem com as mineradoras.

Roga-se também a participação do IEF e da Secretaria de Meio Ambiente Estadual para coibir esse crime ecológico que está prestes a ser perpetrado....

Assim, meus caros e diletos amigos, estamos pedindo a colaboração de vocês para não deixar que os malfeitores sejam os eternos vencedores contra a Natureza."...Plantas, bichos e homens de todo mundo, uni-vos"Peço um retorno. Não nos deixem só.


Saudações ambientalistas


J. Persichini

Preta Gil repudia comentário racista de deputado


O CQC desta segunda-feira, dia 28, exibiu o quadro "O Povo Quer Saber" com o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Ao responder perguntas de anônimos e famosos, o político revelou que sente saudades da época da ditadura e disse não correr o risco de ter um filho homossexual. Ao ser questionado por Preta Gil sobre como reagiria caso um filho seu namorasse uma negra, ele intitulou a possibilidade de "promiscuidade". "Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu", disse o deputado. Em resposta ao deputado, a cantora disse em seu Twitter: "Advogado acionado, sou uma mulher Negra, forte e irei até o fim. Racismo é crime! E ele assume que o é. Conto com o apoio de vocês e na realidade vamos agradecer ao CQC que nos deu a prova maior". Em seu blog, Marcelo Tas se manifesta contra o depoimento de Bolsonaro. "Ao contrário dele, eu repudio a ditadura e o preconceito de qualquer natureza. Inclusive o preconceito de alguns que acreditam que um programa de humor não deva tratar desse assunto", disse o líder do CQC. Fonte: http://cqc.band.com.br/post.asp?id=454590

Carter visita Cuba



O ex presidente estadunidense James Carter declarou em Havana que sua presença em Cuba tem como objetivo visitar o povo e o governo da Ilha. Depois de um percurso pelo antigo Convento de Belém, atual direção de Assuntos Sanitários do Escritório do Historiador da Cidade de Havana, considerou que com isso ajuda a melhorar as relações entre os dois países.

O ex governante e a delegação que lhe acompanha percorreram o Patronato da Comunidade Judaica, onde dialogaram com Adela Dworin, presidenta de dita Comunidade em Cuba, e Hella Eskenazi, sua secretária executiva.Posteriormente, Carter reuniu-se a portas fechadas por pouco mais de uma hora com o cardeal Jaime Ortega, arcebispo da Havana.O ex mandatário, que permanecerá aqui até manhã, cumpre sua segunda visita a Cuba, a primeira destas em maio do 2002, a única de um ex presidente dos Estados Unidos à Ilha após o triunfo da Revolução.(Com a Prensa Latina)

terça-feira, 29 de março de 2011

O comunista e o vice-presidente

José Carlos Alexandre
Assim como um rio jamais é o mesmo em todo o tempo, por mais que se seja comunista (e comunista, graças a Deus) nunca se é comunista o tempo todo. Quem assim julgar estará profundamente enganado.

Há sempre tempo para militar e para amar, trabalhar, filosofar, viajar etc.

E, principalmente para dialogar. Um bom papo é irresistível ,embora, no meu caso, goste mais de ouvir do que de falar...

Pelo menos ouvi esta ladainha ao longo de mais de 40 anos de jornalismo...

Há quatro anos, quando saímos do campus da UNA, na Rua Aimorés, eis que também sai o vice-presidente José Alencar.

Ambos havíamos tomado parte da solenidade de posse da nova diretoria do Sindicato dos Jornalistas.

Não o via há muito. Desde quando era presidente da Federação das Indústrias e tive de lá comparecer a uma festinha de fim de ano oferecida a jornalistas,

Homem simples, sempre atencioso para com os jornalistas, o vice-presidente lembrou-se do fato e passamos a conversar sobre ele e sobre o fechamento do "Diário da Tarde", um vespertino de BH que, para enfrentar a concorrência dos jornais cariocas e paulistanos passou a circular de manhã, até ser liquidado por sua diretoria.

O assunto resvalou sobre o câncer, que ele abordou, como sempre, sem o menor constrangimento. E a conversa entre o comunista e um dos maiores capitalistas brasileiros rendeu mais uns quinze,vinte minutos, enquanto um de meus filhos aproveitou para tirar fotografias...

Depois cada um entrou em seu carro ( o dele, o oficial, cercado por seguranças) e fomos embora.

Não demorou muito e o vice-presidente do sindicato,outro comunista, Délio Rocha,morreu no decorrer de outra cirurgia, no Hospital Felício Rocho.

Hoje é nome de um dos principais prêmios jornalisticos de Minas.

Alencar morreu ontem, um pouco antes das três da tarde.

Eu continuo rabiscando estas linhas, depois de sobreviver à ditadura militar e ao câncer.

Mesmo porque, embora internado depois de voltar do Oriente Médio com uma pneunonia, como aprendi com o vice-presidente, "desgraça pouca é bobagem"...

Causas da revolta dos trabalhadores da usina hidrelétrica envolvem “licenciosidade” federal e superexploração


28/03/2011

Eduardo Sales de Lima


Em 15 de março, parte dos cerca de 22 mil trabalhadores da Usina Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, levantaram-se contra as péssimas condições de trabalho em que viviam. Mais do que isso. Muitos compreenderam que o consórcio Energia Sustentável do Brasil, formado pelas empresas Camargo Corrêa, Suez e Eletro, estão lucrando às custas de sua exploração.

Na ocasião, dezenas de veículos foram incendiados e algumas instalações do canteiro de obras, depredadas. Praticamente todos os alojamentos foram incendiados.

As obras estão paralisadas por tempo indeterminado. Uma assembleia já havia sido marcada para o dia 27 de março.

Segundo os trabalhadores, o estopim foi a agressão, por parte de um motorista da empresa que transporta os funcionários, a um operário que fora impedido de embarcar porque não possuía autorização para deixar o canteiro.

A situação, então, tornou-se incontornável. Por causa da manifestação, cerca de 35 trabalhadores foram presos.

“Vandalismo

Emergem dúvidas, entretanto, sobre quem praticou o primeiro ato de “vandalismo”. “O funcionários nos relatam constantemente inúmeros desmaios por dia em plena obra, sendo que os ambulatórios não possuem médicos. E o pior: os trabalhadores permanecem sob observação por dez minutos, e, depois, são obrigados a retornar ao trabalho”, revela a irmã Maria Ozânia da Silva, coordenadora da Pastoral do Migrante em Rondônia.

O transporte dos operários é de péssima qualidade. Segundo conta o coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) em Rondônia, Océlio Muniz, aquele que perde um ônibus devido à lotação e chega atrasado na rodoviária de distribuição para os canteiros de obras perde o dia de serviço.

De acordo com ele, no almoço, que dura uma hora, todos se apressam para tomar o ônibus. Não há tempo para descanso. O mesmo acontece para quem perde o ônibus que retorna ao alojamento e é obrigado a andar por cerca de 7 quilômetros até o dormitório.

Em junho de 2010, um funcionário do setor de reciclagem de Jirau afirmou à reportagem do Brasil de Fato presente no local que o simples posicionamento de um trabalhador exigindo seus direitos, como a existência de instrumentos básicos de proteção, como máscaras, por exemplo, resultava em sua demissão ou perseguição.

“A falta de diálogo, o autoritarismo da empresa, isso tudo se reflete na violação dos direitos humanos tanto das comunidades atingidas quanto em relação aos operários”, critica irmã Maria Ozânia da Silva.

Também existem relatos de trabalhadores que teriam sido agredidos por outros funcionários contratados pela Camargo Corrêa.

Não é de hoje que as empresas que constroem a Usina Hidrelétrica de Jirau – que faz parte do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira, a maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – estão envolvidas em sérios ataques aos direitos trabalhistas.

Em setembro de 2009, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Rondônia e o Ministério Público do Trabalho libertou 38 pessoas que trabalhavam em condição análoga à escravidão para a BS Construtora, empresa terceirizada do consórcio dono da barragem que construía a Vila Nova Mutum, para onde serão transferidas as famílias que residem na área que será inundada.

A grande imprensa focaliza o “vandalismo” dos trabalhadores, mas pouco ou nada diz sobre os motivos da revolta que, para o sociólogo Luiz Fernando Novoa, professor da Universidade Federal de Rondônia (Unir), reside na “insistência em disciplinar e aferrar a mão de obra a cronogramas físico-financeiros autistas e irreais, com condições de trabalho degradantes, e através da repressão policialesca”.

Para Novoa, grande parte dos erros cometidos contra os trabalhadores está inscrita em dois equívocos maiores: na “licenciosidade” por parte do governo federal em relação à implementação das obras no rio Madeira e na busca das empresas pelo lucro imediato, atrelados a tais “cronogramas autistas” mesmo que o custo seja o desrespeito aos direitos dos barrageiros.

“O governo federal, em nome da atratividade do negócio, afrouxou ao máximo a regulamentação e a fiscalização em todas as áreas afetadas devidos às obras (ambiental, trabalhista, urbanística, compensações sociais) e blindou política e juridicamente todo o processo de outorga, concessão e licenciamento”, destaca.

“Arranjo financeiro”

Novoa lembra que as hidrelétricas feitas na região amazônica devem ser extremamente flexíveis na sua implementação, oferecendo, nos leilões, tarifas reduzidas que justifiquem o risco nesse investimento. O consórcio Energia Sustentável do Brasil, que constrói Jirau, ofereceu, em leilão ocorrido em 2008, o preço de 71,40 reais por Mwh (megawatt-hora), um considerável deságio de 21,5%.

Quase um ano depois das rebeliões ocorridas na Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, o sociólogo aprofunda a questão ao elucidar que o Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira resulta de um arranjo financeiro, arquitetado pelo Ministério do Meio Ambiente (MME) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e viabilizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que premia a máxima antecipação da operação das usinas com a venda de 100% da energia, gerada antes do prazo contratual, no mercado livre.

“Impõe-se a etapa da construção nas margens mínimas de tempo e de custos e quem paga por isso são os trabalhadores, a população atingida e o meio ambiente. É preciso lembrar que o governo federal, ao defender a construção da Usina de Belo Monte, apresentava as usinas do Madeira como modelo de sustentabilidade e participação. Será esse o paradigma para a construção de novas grandes hidrelétricas na Amazônia?”, critica Novoa.

Como ele disse ao Brasil de Fato em 2010, “a fatura está vindo de modo informal, por meio dessas rebeliões”. Altair Donizete de Oliveira, do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Rondônia (Sticcero), joga mais luz nessa situação. Ele lembra que a Camargo Corrêa não pagou a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que deveria ter sido repassada em novembro.“É dito cinquenta vezes por dia que a Usina de Jirau está um ano adiantada no cronograma, e a empresa não paga PLR porque diz que não teve lucro. Então, como fica a cabeça do trabalhador?”, conta. O projeto da Usina Hidrelétrica de Jirau recebeu R$ 7,2 bilhões do BNDES. O salário médio dos funcionários é de R$ 1.500. Grosso modo, os gastos do consórcio com salários gira em torno de entre R$ 33 milhões e R$ 40 milhões. (com informações da Radioagência Notícias do Planalto /brasil de Fatp/Brasil Ecomônico.com/Divulgação)

FORRÓ DU KATITO


Projeto QUINTA DO FORRÓ 31/março


– FORRÓ DU KATITO


PizzabaR - Av. do Contorno, 1.636 – Floresta Sempre a partir das 20 horas - Ingresso: R$10,00 Informações: 3274.3136 - 8893.7806 - 8474.2050 Reservas de mesa – 3274.3136 Forró du Katito


O Forró Du Katito é formado pelos irmãos Naves: Katito, Mauro, Guilherme e Anselmo, que cantam e encantam, se fazendo acompanhar pelo acordeon, violão, zabumba, triângulo e panderola, instrumentos genuínos de um autêntico forró. Apaixonados pelos ritmos nordestinos, eles resolveram criar um grupo de Forró em 1993. Com um repertório bem rico e variado, o Forró du Katito vem animando os salões e casas de forró de Belo Horizonte e do interior mineiro. Talvez seja este o único grupo de forró em que todos seus componentes são nascidos em Belo Horizonte. O Forró Du Katito vai fazer o seu último forró no PizzabaR, onde se apresentou todas as quintas-feiras de março, animando a platéia e os dançantes com o encantamento dos ritmos genuínos do forró nordestino, como xote, baião e xaxado, acrescidos do típico calango mineiro, com seus requebros, repentes ou improvisações. Quem não ainda não foi, tem esta última chance de dançar forró com os irmãos Naves, grupo que sabe agradar a qualquer público, mostrando o que existe de melhor no forró.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Polícia ameça reprimir protestos quando do casamento real


A polícia britânica diz temer que grupos anarquistas pretendam realizar protestos violentos durante o casamento real do príncipe William com Kate Middleton, marcado para o dia 29 de abril. A Scotland Yard, como é conhecida a policia metropolitana de Londres, indiciou 149 pessoas que teriam participado de ações violentas durante um protesto predominantemente pacífico realizado em Londres no sábado contra cortes promovidos pelo governo. Durante a manifestação, que reuniu entre 250 mil e 500 mil pessoas, um grupo de ativistas mascarados atacou policiais, quebrou vitrines e cobriu a fachada de bancos e de lojas com tinta, durante e após a manifestação organizada por uma coalizão de sindicatos. Um total de 201 pessoas foram presas. De acordo com a polícia, 145 foram detidas por ligações com um protesto realizado pelo grupo UK Uncut, que consistiu na ocupação da mercearia de luxo Fortnum & Mason, no bairro de Picadilly. Os manifestantes acusam proprietários da loja de ter evitado o pagamento de impostos. Ao todo, 31 policiais ficaram feridos e 11 foram hospitalizados, mas os ferimentos sofridos foram considerados leves. A Scotlanda Yard elogiou o caráter pacífico da manifestação em Londres e destacou que os ativistas violentos constituíram uma exceção. Casamento real Em entrevista ao jornal britânico The Daily Telegraph, o comandante da Scotland Yard, Bob Broadhurst, afirmou que um grupo de pessoas avisou que irá ''deliberadamente alvejar'' o casamento real. Ele acrescentou que tem estado atento a possíveis ataques visando o casamento do príncipe William e Kate Middleton. Broadhurst disse que irá dispor de sua autoridade para garantir que o casamento não seja prejudicado pelos protestos. ''Estou lidando com uma operação de segurança em uma cidade que vive sob ameaça terrorista. Nós usaremos ações contraterrorismo, fecharemos ruas e utilizaremos poderes para abordar e revistar pessoas.'' (Com a BBCBrasil)

Detalhes do bolo do casamento real no Reino Unido em abril


Argentina já colocou na prisão 486 acusados por crimes durante a ditadura



Entre eles, três ex-presidentes da República foram condenados. Naquele período, mais de 30 mil argentinos foram mortos ou se encontram desaparecidos

Ao contrário do que ocorre no Brasil, na Argentina, lugar de torturador é na cadeia, mesmo que esse tenha sido presidente do país. Por conta dos crimes cometidos pelo governo nos últimos anos de chumbo de lá (1976-1983), três presidentes-militares que governaram o país no período foram julgados e presos. Segundo entidades de direitos humanos, um total de 486 ex-militares do Exército, Marinha, Aeronáutica, polícias e forças nacionais envolvidos em mais de 30 mil mortes ou desaparecimentos no período, foram julgados e presos, sem direito a recursos, nos últimos cinco anos graças a anulação de leis que travavam julgamentos, promulgadas em 2006, pelo governo Néstor Kirchner (2003-2007). De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo publicada neste domingo 27 não existe paralelo com qualquer país da América Latina, Leste Europeu ou África, que tenha prendido seus torturadores sem a necessidade de um tribunal especial ou de exceção. Como aconteceu com o ex-presidente Jorge Videla, que foi condenado à prisão perpétua aos 85 anos por crimes de sequestro e tortura. Reynaldo Bignone, também ex-presidente, pegou pena de 25 anos. Um dos próximos processos a ter julgamento é o da chamada “Operação Condor”, uma aliança militar entre os países da América do Sul sob regime ditatorial. Por outro lado, segundo a reportagem da Folha, a Justiça Militar argentina processou 350 militantes de esquerda enquanto no Brasil a justiça processou 7.400 e no Chile 6 mil, durante os anos de suas respectivas ditaduras. Uma demonstração clara de que, por lá, a via judicial não era o caminho mais usado para que o governo enfrentasse seus opositores.

Manifestações de professores continuam sendo repreendidas por policiais e militares


Repressão policial. Essa é a resposta dada às manifestações de alunos e professores hondurenhos que lutam contra a privatização da educação pública em Honduras. As mobilizações deste mês já resultaram na morte de uma professora, em dezenas de feridos e em pelo menos 20 educadores/as presos/as. A manhã de hoje (28) foi marcada por nova onda de violência. Desta vez contra o povo garífuna, que realizava ações em apoio às manifestações dos professores e da população hondurenha em resistência. (Com a Adital)

Dilma se compromete a conversar com governador sobre ameaças de despejo


NOTA À IMPRENSA E À SOCIEDADE "Belo Horizonte, 28 de março de 2011. A Presidenta Dilma recebeu Dom Joaquim Mol e frei Gilvander Luís Moreira para dialogar sobre o conflito social que envolve as Comunidades Camilo Torres, Dandara e Irmã Dorothy – 1.200 famílias sem teto (cerca de 6 mil pessoas) – com a prefeitura de Belo Horizonte e o Governo de Minas Gerais. Hoje, dia 28/03/2011, às 11:07h, a Presidenta Dilma recebeu do Joaquim Mol e frei Gilvander.Conversaram durante 25 minutos, numa sala do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, MG. Participaram também da conversa o Ministro Fernando Pimentel, o vice-prefeito de Belo Horizonte, Roberto Carvalho, e Wagner, assessor da Secretária Geral da Presidência. Dom Joaquim e frei Gilvander expuseram para a Presidenta Dilma, de forma sintética, as principais informações sobre o conflito social instaurado em BH. Confira o documento em anexo. Entregamos nas mãos da Presidenta Dilma um Ofício assinado por Dom Joaquim Mol e por mim, frei Gilvander. Entregamos também um Documento com 7 páginas que relata as causas, faz diagnóstico e aponta caminhos para solucionar de forma justa e digna o conflito. Entregamos também 15 fotografias das 3 comunidades. A Presidenta Dilma foi muito simpática, ouviu atentamente e manifestou apoio político e econômico para superar o conflito de forma justa e pacífica. Dilma disse que se o Governador Antonio Anastasia e o prefeito Márcio Lacerda desapropriarem as áreas, ela arrumará dinheiro do Governo Federal para a urbanização e melhoramento das 1.100 casas já construídas. Olhando as fotografias, a Presidenta Dilma disse: “Já são inicio de bairros organizados. Precisam ser melhorados e jamais derrubar as casas já construídas. Tem Av. Dandara, ruas organizadas...” Dilma se comprometeu a conversar com o Governador Anastasia e dirá a ele o que assumiu conosco.

Ficou também acertado que uma agenda de reuniões será estabelecida nos Ministérios das Cidades, na Secretaria Especial das Mulheres, na Sec. dos Direitos Humanos e com todos os órgãos do Governo Federal implicados. A Presidenta Dilma reiterou que o caminho deve ser o do diálogo e que tudo deve ser feito para se evitar um despejo, o que poderá resultar em massacre de proporções inimagináveis.

A questão de Dandara se resolve desapropriando a área. A desapropriação pode e deve ser feita pelo prefeito ou pelo Governador, pois se trata de um território que está no limite de três municípios: Belo Horizonte, Ribeirão das Neves e Contagem. Após a desapropriação, a Presidenta Dilma assumiu o compromisso de colocar dinheiro para a urbanização e melhoria das moradias já edificadas.

A questão das Comunidades Camilo Torres e Irmã Dorothy, no Barreiro, exige que o Governador Anastasia decida declarar a nulidade dos contratos que repassaram os terrenos, que eram até 1992, do Governo Estadual, mas foram repassados irregularmente empresas privadas. É isso que o Ministério Público em Ação Civil Pública. Tem amparo jurídico e ético.

Após conseguir a reversão dos contratos, os terrenos voltarão ao domínio público e a Presidenta Dilma assumiu o compromisso de colocar dinheiro do Governo Federal para melhorar as casas e construir as que faltam. Com o apoio da Presidenta Dilma, a bola agora está com o Governador Anastasia e como prefeito Márcio Lacerda. O povo das 3 Comunidades – Dandara, Camilo Torres e Irmã Dorothy – ficarão acampados na frente da prefeitura aguardando um posicionamento do prefeito e do governador. Com este haverá reunião agora às 16:30h.


Contatos para mais informações: Joviano Mayer, cel.: 031 8815 4120 Lacerda, cel.: 031 97084830 Prof. Fábio Alves, cel. 031 8765 1680 Frei Gilvander Luís Moreira, cel. 031 9296 3040 Maria do Rosário C. de Oliveira, cel.: 031 9241 9092

Professores: reunião de conciliação nesta terça


Mobilizados pela qualidade da educação, cerca de 100 professores de escolas particulares de Belo Horizonte participaram de manifestação em frente ao sindicato patronal (Sinep/MG), na manhã desta segunda-feira (28/3). Uma aula pública sobre o tema Educação não é mercadoria foi dada durante o ato. A categoria, em greve desde 22 de março, exige respeito e melhores condições de trabalho. Dados da mercantilização da educação foram apresentados. Somente no ensino superior, segundo o último censo educacional do Ministério da Educação, o setor privado é responsável por 75% das matrículas. “No momento em as escolas mais lucram e crescem, temos uma precarização dos nossos direitos e das nossas condições de trabalho”, afirmou Aerton Silva, diretor do Sinpro Minas. O presidente do Sindicato dos Engenheiros de Minas Gerais (Senge), Raul Otávio Pereira, declarou apoio à greve da categoria. “Apoiamos toda manifestação de trabalhadores. A de professores é ainda mais especial, pois são eles os responsáveis por formar os profissionais que estão no mercado”, disse o presidente do Senge, cuja sede fica ao lado do Sinep/MG. O presidente do Sinpro Minas, Gilson Reis, voltou a convocar a categoria para a assembleia de amanhã, terça-feira (29/3), às 15 horas, na Faculdade de Medicina da UFMG (Av. Alfredo Balena, 190 – Centro – BH). A pedido do Sinpro Minas, foi agendada para amanhã, terça-feira (29/3), às 10 horas, uma reunião com o patronal no Ministério Público do Trabalho (MPT).


(Imagem: Simpro Minas)

Esquerda comemora vitória no interior da França


As organizações de esquerda da França amanheceram hoje entre o júbilo e a reflexão a partir de sua vitória nas eleições cantonais, que retomaram seu domínio no interior do país.O Partido Socialista (PS), principal força de oposição, e outros agrupamentos de esquerda, dominam por ampla margem as representações regionais, departamentais e cantonais da França.

Entretanto, como ressaltou Francois Baroin, porta-voz do governo de Nicolás Sarkozy, em uma tentativa por minimizar o impacto das cantonais, nenhum desses estratos influi diretamente nas presidenciais de 2012.

Em qualquer caso, as próprias pesquisas revelam o contrário e assinalam que de dar nestes dias as eleições pelo novo mandato de cinco anos no Palácio Eliseé, Dominique Strauss-Kahn (PS) iria sem problemas ao segundo turno.Strauss-Kahn, atual diretor gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), é provavelmente a figura dos socialistas nas próximas eleições internas.

Eventualmente se enfrentaria a Marine Le Pen, a agora líder da ultradireitista Frente Nacional (FN).Tudo, no entanto, deve passar por uma fase de análise profunda, porque o 56 por cento de abstenção a véspera reflete o esgotamento do eleitorado francês e a pouca credibilidade da classe política, segundo comentaristas de diversos meios.O irreverente eurodeputado e presidente do Partido de Esquerda, Jean Luc Melenchon, referiu-se em duros termos ao "circo da política" na França, e às manipulações grosseiras das estatísticas por parte do ministério do Interior.Para apagar às organizações mais pequenas e relativizar os resultados contra a UMP (de Sarkozy), apresentam agora percentagens de votos de "Diversos de direita ou de esquerda", para assim diluir a realidade, denunciou Melenchon.O saldo dos dois turnos das eleições cantonais francesas deixou ao PS com o 35,73 por cento de aceitação, seguido pela UMP com 20,21."Os cidadãos têm falado forte e claro. Comprometem-nos a mudar as coisas radicalmente nas presidenciais de 2012. É hoje o dever primeiro dos socialistas, da esquerda", declarou a líder do PS, Martine Aubry.

O PS, Europa Ecologia-Os Verdes, e os Partidos Comunista e de Esquerda, celebraram o sucesso individual e de conjunto, que acentuaram a impopularidade atual de Sarkozy.(Com a Prensa Latina)

Em favor do nosso Planeta

POSITIVIDADE - SINTONIZAÇÃO COLETIVA Nosso planeta passa por uma crise sem precedentes. Muitas catástrofes estão acontecendo. E outras virão. Jamais uma época teve tão duras provas a enfrentar e muitas iniciativas estão sendo tomadas para amenizar a situação atual. Apesar disso, nem todas as pessoas podem fazer tudo aquilo que desejariam, pois, cada vez mais, a vida exige sérios compromissos de todos. Compromissos que, por vezes, tomam todo o tempo daqueles que gostariam de poder contribuir e ajudar a humanidade nesta época tão dramática pela qual passamos. Para compensar a falta de tempo na qual todos estão submersos, alguns grupos espíritas e espiritualistas, tiveram a excelente idéia de sincronizar suas meditações por cinco minutos, num horário comum, que permita à maioria das pessoas se interligarem, formando uma corrente mental. Mas para que esse horário? Para que todos possam ter a oportunidade de, mesmo sem tempo, ajudar, de alguma forma. A iniciativa consiste no seguinte: todos os dias, das 22:00 ÀS 22:05 OU AINDA DAS 23h00 às 23h05, milhares de pessoas estarão enviando suas vibrações positivas ao planeta. Não importa se você é católico, umbandista, candomblista, batista, messiânico, espírita, budista, hinduísta, agnóstico, ateu, judeu, teosofista, gnóstico, confucionista, adventista, espiritualista, etc. Enviar vibrações positivas nada mais é do que visualizar o planeta com harmonia, paz e amor, vibrando positivamente ou mentalizando o planeta sendo envolvido por energias benéficas com cores vibrantes, tais como o branco, o dourado e o violeta (que são os mais usados) .Mas também podemos mentalizar o planeta e irradiar luz e paz como se estivéssemos fora dele. Obs.: Se você não acredita que seja possível enviar vibrações positivas ao planeta e aos seres humanos, não precisa abster-se deste momento. Poderá aguardar os horários acima para simplesmente, refletir sobre possíveis soluções para os problemas atuais. Simbolicamente, saberá que milhares de pessoas estão fazendo o mesmo, apenas o fazem de forma diferente. O importante é a união dos pensamentos de todos, sabendo que estamos iniciando um primeiro esforço no sentido de tornarmo-nos atentos e abertos aos problemas e dificuldades que assolam nosso planeta. "A Terra não pertence ao homem; o homem é que a ela pertence. Disto nós sabemos. Todas as coisas estão interligadas, como os laços que unem uma família. O que acontecer com a Terra acontecerá conosco. O homem não teceu a teia da vida cósmica, ele é um fio da mesma. O que ele fizer para a Terra estará fazendo a si próprio". P.S.: Se quiser e puder, mande esta mensagem para o maior número de pessoas possível. Quanto maior o número melhor para o Planeta. (Imagem:isaac Assimov/Nasa/Divulgação)