domingo, 31 de maio de 2015

Jornalista morta em Washington por bala perdida

                                                 


Na madrugada da última sexta-feira (29), a jornalista norte-americana Charnice Milton foi baleada na cidade de Washington. Ela faleceu aos 27 anos de idade no caminho do hospital e trabalhava para o Capital Community News, um jornal local da capital dos EUA.
Crédito:Reprodução

Jornalista Charnice Milton morta em Washington por bala perdida

As informações são do canal Fox, que checou informações e afirmou que Milton não era o alvo dos tiros, foi uma bala perdida. Mesmo assim ela foi a segunda mulher morta em Washington na semana. 

O crime ocorreu em frente ao prédio no qual ela trabalhava. O foco de suas matérias era o engajamento social, abordando a vida das pessoas locais. Durante a cobertura do caso, o canal de TV americano ressaltou essa preocupação de Milton por pautas engajadas e afirmou que ela foi uma jornalista muito respeitada por seus companheiros.  (Com o Portal Imprensa)

Um país injusto

                                                                 
                                                 
              "Este é um Brasil do qual muita gente quer desembarcar"


Vittorio Medioli


Não precisa ser um iluminado para enxergar os graves erros cometidos nas escolhas e apostas nacionais.

Jogar todo o cacife da Petrobras no pré-sal, que se viabilizaria apenas num cenário de preços crescentes do barril de petróleo, mais que atender o interesse nacional, atendia o interesse de um esquema que hoje se revela como “petrolão”.

Aumentar estupidamente os custos da máquina estatal, como se impostos e contribuições para sustentá-los caíssem de graça do céu, criou um ralo colossal nas contas públicas, penalizando diretamente a capacidade de desenvolvimento da economia. Pior, adicionando uma burocracia marcada de corrupção de toda espécie num quadro de selva de complicações.

Fazer crescer a carga tributária a níveis escandinavos, sem qualquer retorno compensador, aliás, deixando o cidadão a enfrentar a péssima qualidade dos desserviços públicos, apenas assoberbou a carga sobre setores primários, aqueles que desencadeiam o desenvolvimento sustentável. Perdeu-se a competitividade internacional da produção local; os setores industriais secaram a capacidade de sobreviver no mercado externo e nacional.

Deixar que as rédeas do poder ficassem em mãos de setores eminentemente especulativos e predatórios gerou imensos privilégios a eles. Aniquilou a credibilidade da economia brasileira, pois as rédeas nas mãos de especuladores incentivam a gangorra econômica, provocam variações abruptas, e delas vem o lucro do especulador. Assim se deu neste ano com uma variação do dólar em mais de 40% em apenas seis meses, ainda com um aumento de 50% dos juros.

Quer dizer que os últimos seis meses, os mais terríveis para a indústria e setores produtivos, foram os seis meses em que bancos acumularam os maiores lucros na história dos últimos 500 anos.

Dizer que isso foi por acaso é uma estupidez, medidas tomadas de costas para quem produz, emprega e arrecada são um crime. As medidas preservaram e engordaram os carrapatos e bernes e prostraram a vaca que dá leite.

Esse tipo de desgraça, normal num país que ainda não se libertou do patrimonialismo, tem um custo que vai muito além do momentâneo. Distorce a estrutura da economia local, privilegiando a especulação e prejudicando gravemente o que tem de bom no país. Surge como exemplo deseducador para as novas gerações.

O empreendedor, aquele que junta e apara as tábuas da canoa, e a coloca para navegar embarcando empregos e ciclos virtuosos, neste país faz papel de bobo, de otário. Submetido à sangria de taxas, impostos, de burocracias que no Brasil chegam a ser as mais caras, imbecis e desregradas do planeta, nunca terá vez. E isso se comprova no fechamento de centenas de empresas que acreditaram ter um mínimo de amparo pelo Estado.

Hoje, para empreender, depende-se de dezenas de órgãos de controle, de autorizações, de licenças, cada vez mais complicadas, caras e insuportáveis. De fiscalizações que têm seu principal foco em punir e multar, para aumentar a arrecadação, nunca em orientar, ajudar e fomentar as atividades. Por mais difíceis que sejam, as atividades precisam passar por tribunais de exceção, de tiranetes que podem engessar por anos um empreendimento e assim matá-lo junto com os empregos e os efeitos benfazejos.

Este é um Brasil do qual muita gente quer desembarcar. (Editorial de O Tempo, publicado em 31/05/20150

sábado, 30 de maio de 2015

Quem de fato manda neste país

                                                                   
                                                                                                                                          Agência Brasil
                                         
José Carlos Alexandre


   Os trabalhadores deram uma demonstração de força na última  sexta-feira. Claro, ainda estamos longe das manifestações que ocorriam  no país nos anos 60.

Contudo, pouco a pouco a classe operária e o proletariado em geral volta a demonstrar consciência de sua enorme força, capaz  de fazer tremer as bases de quaisquer governos.

Em especial os que até então se arvoravam em defensores dos interesses dos trabalhadores e do povo.

Nos últimos meses tem ficado claro quais são os reais interesses dos que se encontram no poder: a defesa dos latifundiários, dos grandes banqueiros e dos exploradores do povo em geral.

Como tal se deu?

Para quem acompanha a história da revolução brasileira sabe muito bem que o Golpe de 1964 desfigurou bastante o movimento sindical.

Grande parte da militância autêntica dos trabalhadores foi brutalmente afastada das entidades sindicais.

Uma parte teve de ir para o exílio, outra para a cadeia e alguns foram torturados até a morte, como aconteceu, por exemplo, com o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, Nestor Vera (s).

Em grande maioria as entidades sindicais foram ocupadas por trabalhadores sem formação político-ideológica  ou previamente preparados por organismos internacionais ligados e/ou financiados por

entidades estrangeiras mancomunadas com o imperialismo.

Outros sindicalistas ascenderam às suas entidades equivocados com as novas pregações advindas de partidos e/ou organizações já intencionadas a assumir os governos com claros objetivos de perpetuação no poder, não importando atos e fatos de clara traição aos trabalhadores.

Mas a classe operária brasileira já recupera sua capacidade de distinguir onde está a verdade e onde se escondem os traidores, os corruptos e os que querem sem dó nem piedade transformar seus sindicatos em instrumentos de amenização da luta de classe.

Nas ruas os trabalhadores recuperam seu direito de protesto e começam a demonstrar quem  de fato manda neste em em todos os países do mundo: a classe operária, aliada aos camponeses.

Mobilizações de trabalhadores sacudiram o Brasil sexta-feira


Foto: manifestação dos professores do Paraná (Joka Madruga/ App Sindicato)

O Brasil passou o dia com a classe trabalhadora nas ruas, reivindicando o que é seu por todo o país. Sexta-feira (29), Dia Nacional de Paralisação e Manifestações, todos os 26 estados e o Distrito Federal receberam uma prova de mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras

Centenas de milhares de sindicalistas e manifestantes tomaram conta das ruas e avenidas das principais cidades. Pontes, viadutos, prédios e instalações foram ocupadas. Braços foram cruzados e palavras de ordem foram bradadas.

Em São Paulo, principal metrópole do país, desde o começo da manhã houve protestos em diferentes regiões, desde o centro até as cidades da região metropolitana, litoral e interior. Rodoviários, químicos, professores, metalúrgicos, petroleiros, bancários, sem teto, entre outros, mobilizaram-se principalmente contra o PL 4330, das terceirizações, as MP's 664 e 664, que cortam direitos trabalhistas, o fator previdênciário e por direitos sociais, mesmas pautas de outros estados. Funcionários, professores e estudantes da USP sofreram brutais agressões da PM durante ato próxima à universidade.

No Rio de Janeiro, portuários paralisaram suas atividades durante boa parte do dia. Houve protestos também no centro da cidade. Na cidade de Niterói, militantes do MTST ocuparam a superintendência da Caixa Econômica Federal para exigir o lançamento do programa de moradias Minha Casa, Minha Vida 3.

Como parte do dia das paralisações e contrários à mudanças na Previdência, os professores e funcionários da rede pública estadual de ensino do Paraná marcharam pelas ruas de Curitiba, um mês depois que mais de 200 cidadãos foram brutalmente reprimidos pelas forças de segurança do regime do governador Beto Richa (PSDB). A categoria está em greve há mais de um mês.

No Ceará, rodoviários paralisaram suas atividades. Militantes do MST organizaram um protesto e professores e funcionários da UFC (Universidade Federal do Ceará) também paralisaram, em Fortaleza.

Metroviários, rodoviários, metalúrgicos, bancários, estudantes e professores de escolas e universidades públicas e privadas também realizaram paralisação e protestos no Rio Grande do Sul, especialmente na capital, Porto Alegre.

Em Goiânia, milhares de agricultores, professores, sem terra e sem teto se manifestaram pela manhã.

Em Pernambuco, cerca de cinco mil trabalhadores e trabalhadoras (funcionários de universidades federais, enfermeiros, taxistas, etc) de 50 sindicatos marcharam pelas ruas do Recife na parte da tarde.

Na capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, o MST ocupou pela manhã a sede do Ministério da Fazenda-MG. Metroviários também cruzaram os braços.

Em Salvador, ferroviários, metroviários, professores e bancários paralisaram suas atividades.

Representantes dos sindicatos dos vigilantes, urbanitários e professores mobilizaram-se em Macapá, no Amapá.

Já em Manaus, metalúrgicos e trabalhadores da educação marcaram presença nas ruas da capital do Amazonas.

No Distrito Federal, milhares de professores, funcionários da educação e trabalhadores terceirizados fizeram um protesto em frente à sede do governo local.

Os atos, presentes em todos os cantos do país, foram organizados por movimentos sociais, como o MST e o MTST, mas principalmente pelos sindicatos e centrais sindicais, como CUT, CTB, Intersindical e CSP-Conlutas.

Foram uma clara demonstração da força da classe trabalhadora e um aviso à burguesia que, por meio de seus políticos na Câmara, no Senado Federal e no alto escalão do governo, busca atacar e sugar ainda mais o sangue e a alma dos oprimidos. As manifestações desta sexta podem ser apenas o começo de uma contra-ofensiva da classe trabalhadora para combater o grande capital. (Com o Diário Liberdade)

As russas mais bonitas

                                                         

Primeira vice Miss Vladislava Evtushenko, vencedora do Miss Rússia 2015 Sofia Nikitchuk e segunda vice Miss Anastasia Naydenova

A coroa de Miss Rússia 2015 foi para Sofia Nikitchuk, universitária da região dos Urais, enquanto Vladislava Yevtuchenko ficou com o título de primeira vice Miss Rússia 2015, e Anastasia Naidenova com o de segunda vice Miss Rússia 2015 (Com Sputnik)

Resolução da ONU condena violência contra jornalistas

                                                                                         
                                                                               Reprodução da ONU
Claudia Sanches

Preocupado com a frequência de atos de violência em várias partes do mundo contra profissionais da mídia em conflitos armados, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou na quarta-feira, 27, resolução em que pede maior proteção para os jornalistas em zonas de conflito.

O vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, observou o aumento “preocupante” do número de jornalistas mortos desde 2006 e a tendência dos grupos terroristas e criminosos de usá-los como alvos ou ameaçá-los. Segundo Eliasson, 90% dos casos de crimes contra a categoria ficam impunes.

— Os assassinatos recentes têm recebido ampla atenção em todo o mundo, incluindo a morte brutal de representantes da mídia ocidental na Síria. No entanto, não devemos esquecer que 95% dos assassinatos em conflitos armados envolvem profissionais locais, que recebem menos cobertura da mídia.

O representante da ONU lembrou que, além do risco para os jornalistas, os conflitos armados e seu impacto nas atividades desses profissionais limitam o fluxo livre de informação, comprometendo desta forma o Estado de Direito e a democracia.

Eliasson cobrou dos Estados um maior compromisso na condenação de assassinos dos jornalistas em situações de conflito, organização de debates sobre sua proteção,  incentivo a missões do Conselho de Segurança para averiguar as condições de trabalho dos profissionais de mídia e garantias de que a liberdade de expressão.

— O trabalho dos meios de comunicação social livres, independentes e imparciais constitui uma das bases essenciais de uma sociedade democrática e, portanto, pode contribuir para a proteção dos civis, assinalou o documento.

Novo texto

A resolução, adotada por unanimidade, convoca os Estados a tomar medidas adequadas para assegurar a responsabilização dos atentados cometidos contra profissionais da mídia e equipe associada em situações de conflito armado.

O novo texto pretende reforçar a proteção dos jornalistas e esclarecer que, em muitos casos, a segurança das populações civis em áreas de risco depende do trabalho desenvolvido por esses profissionais.

O Conselho de Segurança condenou todos os ataques contra a comunicação social, denunciando “a impunidade que impera em relação às violações e aos abusos cometidos contra jornalistas” em situações de guerra.

Outro destaque no documento está a necessidade de mais cooperação internacional neste domínio e o compromisso de recolher, no âmbito dos mandatos das missões de paz da ONU, informações sobre a violência contra a imprensa.

O secretário-geral da organização internacional Repórteres sem Fronteiras, Christophe Deloire, e a jornalista francesa Mariane Pearl, viúva do repórter norte-americano do “Wall Street Journal”  Daniel Pearl, que foi sequestrado e assassinado por terroristas no Paquistão em 2002, também participaram do debate. Deloire afirmou que a impunidade contribui para  aqueles que querem silenciar os jornalistas e afogá-los em seu próprio sangue”. (Com a Organização das Nações Unidas)


MST realiza diversas ações pelo Brasil

                                                                                             
                              
                                                                                           Carla Loop (Foto) 


Reforma agrária foi um dos setores mais atingidos pelos cortes no orçamento; Verba do Ministério do Desenvolvimento Agrário foi reduzida pela metade



Sem-terra de diversas partes do Brasil realizam, desde o amanhecer de sexta-feira (29), protestos contra a retirada de direitos trabalhistas e os cortes promovidos pelo governo federal que afetam políticas sociais. As ações fazem parte do Dia Nacional de Manifestações e Paralisações e contam, além do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), com outros movimentos populares e centrais sindicais.

O dia nacional de lutas unificou os trabalhadores contra as Medidas Provisórias 664, que muda as regras para a concessão do auxílio-doença e pensão por morte, e 665, que dificulta o acesso ao abono salarial e ao seguro-desemprego. Os ajustes fiscais promovidos pelo Ministro da Fazenda, comandado por Joaquim Levy, também despertaram a crítica negativa dos movimentos sociais.

Os cortes econômicos anunciados pelo governo afetaram, entre outras pastas, a que cuida da reforma agrária. O orçamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário, que estava previsto em R$ 3,6 bilhões, foi cortado pela metade e agora contará com R$ 1,8 bilhão. No primeiro mandato da presidenta Dilma Rousseff, entre 2010 e 2014, o corte no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) chegou a 75%.

Protestos pelo Brasil

Em Belo Horizonte (MG), mais de 1.200 pessoas do MST, Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf) e Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) ocuparam o Ministério da Fazenda do estado. No Rio Grande do Sul, houve mobilizações nas cidades de Porto Alegre, Passo Fundo e Pelotas.

Já no Paraná, cerca de 800 sem-terra trancaram a rodovia que sai de Curitiba sentido Araucária, na região do km 587, próximo à fábrica da Volvo. Os camponeses do Paraná iniciaram suas mobilizações já na quarta-feira (27), quando ocuparam o Incra em Curitiba, durante a Jornada de Luta pela Reforma Agrária. A mobilização reivindica vistorias, desapropriações e arrecadações de áreas para fins de reforma agrária. Somente no estado paranaense, há 7 mil famílias acampadas.

No Espírito Santo, cerca de 350 trabalhadores, ocuparam as praças de pedágios entre os municípios de Linhares e São Mateus, localizadas na BR 101. Como forma de manter o manifesto contra a terceirização e, ao mesmo tempo, dialogar com a sociedade, foi aberta uma passagem para os veículos. (Com o Brasil de Fato)

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Os párias educadores

                                                                   
                   [Em Assembléia, docentes da UFF deliberam greve a partir de 28 de maio]

Mauro Luis Iasi.


Os profissionais do ensino púbico federal devem deflagrar uma greve a partir de  28 de maio. Ao lado da intensa luta dos educadores nos municípios e estados que se alastra diante da intransigência das autoridades, a greve do ensino federal completa o cenário desta que, segunda a presidente, deveria ser a “Pátria Educadora”.

Essa “Pátria Educadora”, como outras bravatas eleitorais (de que o peso da crise não seria jogado sobre os ombros dos trabalhadores, de que o ajuste não implicará em perda de direitos, etc.), se dissolve agora em pura hipocrisia. A urgência e necessidade do ajuste imposto para salvar o capital de sua própria crise, consome na fogueira da insanidade o corpo febril do doente para salvar o vírus. Na sanha saneadora revelam-se as verdadeiras intenções de classe que atingem diretamente aqueles transformados em “párias educadores”.

No moderno sistema de castas, os chátrias (governantes) contemporâneos condenam aqueles que vivem de seu trabalho ao abismo social, alguns mais que intocáveis (dalitss – abaixo dos cães), são invisíveis, só podem sair à noite e se tentam aparecer são encarcerados até morrer de forme (entre nós conhecidos como “terceirizados”).

No que tange ao ensino público federal, no entanto, os efeitos do ajuste fiscal, ainda que suficientes para justificar a reação grevista da categoria, não explicam a dimensão do problema e, talvez, escondam o essencial.

No ano de 2011 o ANDES-SN, percorreu o país alertando sobre o risco de desmonte que sofria a carreira docente e os fundamentos da proposta do governo que implicava em uma concepção de universidade que fere mortalmente a autonomia universitária, o caráter público e gratuito do ensino público federal e a qualidade do ensino. Durante mais de um ano o governo e, principalmente, o MEC se fizeram de surdos, num espetáculo de arrogância e desconsideração.

O resultado foi, em 2012, uma grande greve nacional exigindo que se discutisse a carreira docente, a questão salarial e as condições de trabalho. O governo e o então Ministro da Educação, o senhor Aloísio Mercadante (talvez o mais incompetente dos últimos que por ali passaram), apenas intensificaram a omissão, transformando o problema do Ensino Público Federal num mero problema orçamentário, não à toa a negociação foi deslocada para o Ministério do Planejamento e para as garras gélidas e burocráticas da czarina do orçamento, a senhora Mirian Bechior.

Com o requinte de um desfecho no qual o governo assina um acordo com uma entidade sindical fantasma (que dizia representar apenas cinco das 53 IFES) e impõe uma carreira que desestrutura e precariza o trabalho docente, parcela em três anos um suposto reajuste que acabou (como prevíamos) ficando abaixo da inflação e nem sequer acena para a (já naquela ocasião) gravíssima situação das condições de trabalho e infra-estrutura nas universidades, precarizadas por uma expansão sem os recursos necessários.

A justificativa do governo, repetida como um mantra à época foi que diante da possibilidade da crise o governo “priorizava a manutenção dos empregos no setor privado”. Isso significa que o fundo público seria desviado na forma de generosas contribuições à iniciativa privada na forma de subsídios e isenções fiscais diante da vaga promessa de manter o nível de emprego. Para aqueles que acreditam que o governo não cumpre suas promessas, vai aí o desmentido cabal: a renúncia fiscal entre 2012 e 2014 cresceu 409%. O gasto previsto na educação entre 2012 e 2014 variou de 86,9 bilhões para 94,2 bilhões, ou seja, algo próximo de 7,5%.

O quadro se agrava pelo fato de que desde abril de 2014 o ANDES-SN tenta negociar com o MEC e encontra a mesma disposição. O secretário da SESU, secretaria de ensino superior do MEC, Paulo Speller, nesta suposta negociação em 23 de abril de 2014, chegou a assinar um termo de compromisso no qual assumia que os pontos apresentados por nosso sindicato sobre a carreira poderiam ser a base para começar uma negociação. Evidente que isso, de acordo com o MECb (movimento de empurrar com a barriga), implicaria numa longa discussão conceitual – o que na verdade quer dizer basicamente “podemos conversar qualquer coisa desde que não implique em impactos orçamentários!”.

Quando o ANDES-SN se encontra agora dia 22 de maio (um ano e um mês depois), recebe a seguinte posição do senhor Luiz Claudio Costa, Secretário Executivo e Ministro da Educação em exercício (o filósofo Renato Janine Ribeiro estava no exterior): que não seria possível começar a negociação pelos pontos acordados há mais de um ano atrás, pois o Secretário não podia, apesar de representar o Ministério na reunião, assinar aquilo em nome do Ministério (!!!???); que a área da educação seria afetada com um corte de R$ 9 bilhões, mas que o governo pretende “consolidar a expansão das universidades e institutos federais” mesmo assim; e, que a possibilidade de greve gerou um “desconforto no MEC” porque estaríamos diante de “um novo governo que acaba de assumir e, portanto, não se poderia considerar que houve falta de negociação”.

Vejam a que ponto chega a cara de pau destes senhores. Depois de mais de um ano sem negociação, suspendem os únicos pontos acordados e afirmam, surpreendentemente, que se trata de um novo governo e que precisam de mais tempo para estudar a pauta apresentada. O “desconforto” do MEC não deveria se dar pelo fato que a categoria exerce seu direito constitucional de se defender com todas as armas que dispõe, inclusive a greve, mas pelo fato de que há doze anos e vários ministros uma crise sem precedentes se abate sobre aquilo que eles deveriam administrar. Não por uma ou outra conjuntura desfavorável, mas como resultado da linha que foi imposta de forma autoritária e diante dos claros clamores da categoria que denunciava que o resultado seria exatamente o que hoje vemos.

Já em 2012 o então burocrata de plantão, o Ministro Mercadante, se dizia surpreendido pela greve, pois tudo ia bem nas universidades e institutos federais e que vivíamos uma “crise de crescimento”, com o tempo tudo daria certo. É neste sentido que temos que entender a afirmação aparentemente paradoxal do ministro em exercício, segundo a qual serão cortados 9 bilhões, mas que ele espera “consolidar” a expansão. E de fato assim será, pois a consolidação da expansão é a consagração do crescimento com precarização de condições de trabalho, de salários e da carreia docente.

O que está por trás deste circo é que o governo segue acreditando em sua formula mágica: apoiar o capital privado (afinal o senhor Levy Mãos de Tesoura não disse que a função do Estado é criar as condições para que a economia privada funcione?), para crescer a economia, aumentando desta forma a arrecadação e aí, depois de desfalcar o fundo público pagando o preço do parasitismo financeiro, o que sobrar, pouco a pouco, destinar para as outras áreas secundárias (educação, saúde, saneamento, etc.). Desta maneira o que o governo espera é que seu ajuste funcione, a economia volte a crescer e tudo vai dar certo.

O que é preciso entender é que o retrato de hoje na educação brasileira não é um problema de percurso no interior de um plano virtuoso. É o resultado natural e esperado de tal plano supostamente virtuoso. No caso específico do ensino público federal a meta do governo era um setor expandido que gastasse a mesma coisa ou proporcionalmente menos para assim ser considerado eficiente. Para tanto as instituições federais de ensino deveriam ser criativas na captação de recursos, vendendo serviços, fazendo parcerias com iniciativa privada, cortando gastos, isto é, aplicando as verdades consagradas de uma gestão empresarial à esfera pública.

Uma das soluções geniais foi que, quanto ao pessoal, deve-se distinguir atividades fins de atividades meios e estas últimas podem e devem ser terceirizadas – afinal, para que serve mesmo numa instituição de ensino atividades como limpeza, manutenção, segurança e outras destinadas às castas inferiores dos intocáveis. Eis que um tempo depois as universidades não podem começar suas aulas e outras atividades fins porque não funcionam as atividades meio. Porque os corredores estão cheios de lixo, os prédios caindo (e não é mera figura de linguagem), com casos de assalto, estupro e outros no interior dos campi. Os trabalhadores terceirizados e precarizados sem salários, em alguns casos há mais de cinco meses, sendo trocados de uma para outra unidade, de uma para outra empresa, sem vale alimentação e transporte, sem direitos.

O número de alunos mais que dobrou, mas o número de professores, entre entradas e saídas, permanece na melhor das hipóteses o mesmo. Salas de aula são transferidas para containers, numa justiça poética à intensa mercantilização do ensino, e agora ameaçadas de ser despejadas destes por falta de pagamento às empresas que oferecem tal precarização. Alunos sem assistência estudantil, alojamentos, restaurantes, bibliotecas, com suas bolsas já insuficientes sendo suspensas.

Mas não devemos ser tão duros em nossa análise. Afinal, este é um “governo que está apenas começando”… ou serão mais de doze anos? Mas, são outras pessoas, sai Paulo entra Jesualdo na SESU (Paulo deve ter sido mandado de volta para a escola de burocratas porque por um momento leu um documento e concordou com seus termos ao invés de nos enrolar como foi treinado para fazer). Sai o sociólogo Haddad que vendeu um plano incrível no qual tudo daria certo se nada desse errado e não ficou para ver o estrago, entra o economista que não entende muito de economia e um pouco menos de educação, que passou pela Ciência e Tecnologia (coisa que ele também não entende), depois Cid o Breve que destruiu a educação estadual no Ceará, e agora o filósofo hobbesiano emprenhado em olhar lá do Estado, que se localiza acima da sociedade, a guerra de todos contra todos aqui em baixo.

O problema é que durante todo este tempo, aqui em baixo, filósofos, economistas, sociólogos, engenheiros, cientistas, e muitas outras pessoas das mais diferentes áreas da produção do conhecimento, da ciência, da tecnologia, do ensino, da pesquisa, que escolheram o ensino público, têm de sobreviver em uma carreira em que coexistem três situações previdenciárias (você pode se aposentar com todo seu salário, com uma boa parte dele ou só com o piso da previdência); professores doutores tendo que esperar três anos de estágio probatório para serem reconhecidos como… professores doutores; professores dos colégios de aplicação tendo que brigar para provar que aquilo também é ensino, pesquisa e extensão e que têm também o direito de se qualificar; gente andando de um lado para o outro com seus livros e o séquito de alunos atrás porque vagam no deserto sem salas e sem manjedoura onde parir seus messias, com bibliotecas que se assemelham mais a museu de livros raros que local com exemplares em número suficiente para consulta e estudo.

Agora já se fala em estender o sistema de OS para contratar professores nas Universidades – sistema que tem sido tão útil na saúde, não é verdade?

E os senhores do ministério estão um pouco “desconfortáveis” com a possibilidade de uma greve!? Faz sentido, pois a greve torna visível a crise que eles querem jogar para debaixo do tapete. Pois que fiquem desconfortáveis, quanto mais melhor, porque a chapa vai esquentar embaixo deles.

Em defesa do ensino público, gratuito e de qualidade, em defesa da carreira docente dos profissionais do ensino público federal, em defesa das condições dignas de trabalho e estudo, em defesa da pauta dos técnicos administrativos e dos estudantes, em defesa dos direitos dos trabalhadores e contra a terceirização, contra o ajuste para salvar o capital e contra os cortes na educação. Contra este carma não dá para esperar a reencarnação. É greve.

(*) Mauro Iasi é professor adjunto da Escola de Serviço Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM (Núcleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comitê Central do PCB. É autor do livro O dilema de Hamlet: o ser e o não ser da consciência (Boitempo, 2002) e colabora com os livros Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil e György Lukács e a emancipação humana (Boitempo, 2013), organizado por Marcos Del Roio. Colabora para o Blog da Boitempo mensalmente, às quartas.

http://blogdaboitempo.com.br/2015/05/27/os-parias-educadores/

“Apple” é reeleita a marca mais valiosa do mundo

                                                                     

Com o valor da marca estimado em 247 bilhões de dólares, o Apple foi reeleito o No. 1 da “lista das marcas mais valiosas do mundo”, publicada por WPP, maior grupo de comunicação do mundo, e Millward Brown, empresa de consultoria de marketing de renome mundial.

WPP Group é uma empresa de publicidade e relações públicas multinacional britânica com o seu escritório de gerenciamento principal em Londres, Inglaterra, e seu escritório executivo em Dublin, na Irlanda.

É a maior empresa de publicidade do mundo em receitas, e emprega cerca de 162.000 pessoas em 3.000 escritórios em 110 países.(Com odiariodopovoonline. O Diário do Povo é o jornal oficial do Partido Comunista da República Popular da China)

SIP repudia morte de dois jornalistas em menos de uma semana no Brasil

                                                                    

          Djalma Santos da Conceição e Evany José Metzker, jornalistas assassinados no Brasil

Claudia Sanches


A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) expressou, quarta-feira última, sua profunda consternação pelo assassinato de outro jornalista no Brasil. O presidente da entidade, Gustavo Mohme, pediu que as autoridades “atuem com urgência para identificar e punir os responsáveis materiais e intelectuais”, tanto de Djalma Conceição dos Santos, como de Evany José Metzker.

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) também condenou o assassinato de Djalma Conceição, ocorrido no sábado passado, na Bahia, morto com pelo menos 15 tiros. O corpo foi encontrado com sinais de tortura no sábado, às margens da BR-101 em Timbó, área rural da cidade de Conceição da Feira.

A ANJ alertou, em seu site, quanto à necessidade de esclarecimento e punição aos atentados contra os profissionais de imprensa. Esses crimes “criam um clima de impunidade que contribuem para a repetição de violações à liberdade de expressão”:

—  O corpo do repórter Evany José Metzker foi encontrado decapitado e com sinais de tortura em Padre Paraíso (MG), no dia 18 de maio. A ANJ insiste junto às autoridades quanto à necessidade de imediato e cabal esclarecimento dos crimes mencionados, a fim de que os responsáveis sejam devidamente julgados.

O assassinato de Conceição, que era conhecido como Djalma Batata, 54 anos, também foi condenado em comunicado divulgado em Nova York pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

O radialista, que apresentava o programa “Acorda, Bahia”, vinha recebendo ameaças por causa de denúncias de crimes e opiniões políticas. Sua última investigação foi sobre o assassinato de uma adolescente em uma favela, supostamente cometido por traficantes.

Na manhã de sexta-feira, Djalma recebeu um telefonema de ameaça de morte na própria rádio. O jornalista tinha uma empresa de dedetização e um bar na cidade vizinha de Governador Mangabeira, onde ele morava com a família. Foi nesse bar, chamado Quiosque, que o jornalista foi sequestrado por três homens encapuzados sob a mira de armas.

O presidente do Sindicato de Radialistas da Bahia Everaldo Monteiro informou que “infelizmente, até o momento, não fui procurado por ninguém do governo nem do Conselho Estadual de Comunicação para tratar do assunto”.

De acordo com a Revista Época, o governador da Bahia, Rui Costa, disse, por meio de seu assessor de imprensa, Ipojucã Cabral, que “todos os crimes têm o mesmo tipo de empenho do governo nas investigações, independentemente se for médico, engenheiro ou jornalista”:

— Ao final do inquérito, se for caracterizado como crime de mando pelo que Djalma Conceição dizia em seu microfone, o rigor será absoluto e total”. Cabral  informou que não foi formada uma força-tarefa para resolver o caso, mas que “a polícia de Santo Amaro da Purificação está colaborando”.

O presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Claudio Paolillo, lamentou que na mesma semana em que ocorreram os crimes uma comissão da Câmara dos Deputados descartasse um projeto de lei que “prevê a participação da Polícia Federal nas investigações de crimes contra jornalistas”. (Com a Associação Brasileira de Imprensa)

Grupo Parlamentar Brasil-Cuba manifesta-se pelo fim do bloqueio econômico contra a ilha

                                                                          

O grupo Parlamentar de Amizade Brasil-Cuba foi reinstalado, nesta quarta-feira (27/5), no Congresso Nacional, é o que diz um informe da Embaixada de Cuba, publicado na sua página oficial no facebook

No evento de reinstalação, os parlamentares "elogiaram o trabalho dos médicos cubanos que participam do programa Mais Médicos, destacaram a solidariedade cubana na formação de médicos brasileiros e de outros países na ELAM e manifestaram sua disposição em contribuir mais, a partir do Congresso, para que se incrementem a cooperação, o intercâmbio comercial e os investimentos entre os dois países". 

Por sua vez, a embaixadora de Cuba no Brasil, Marielena Ruiz Capote, lhes agradeceu as continuadas "e diversas mostras de apoio a Cuba durante todos esses anos de trabalho, assim como as mais recentes iniciativas a favor do levantamento do bloqueio dos Estados Unidos, a liberdade dos Cinco e a favor da plena inserção de Cuba na região latino-americana e caribenha, materializada na CELAC".


Moção pelo fim do embargo econômico a Cuba

"O Grupo Parlamentar Brasil Cuba, em funcionamento há 26 anos ininterruptos no Congresso Nacional Brasileiro, neste momento de reinstalação das suas atividades ao princípio da 55a. Legislatura, manifesta sua solidariedade e apoio à justa causa do povo cubano pelo fim do bloqueio econômico ainda imposto pelo Governo dos Estados Unidos da América.

Em dezembro de 2014, o mundo acompanhou com atenção o restabelecimento das relações entre os governos de Cuba e dos Estados Unidos, rompidas há meio século até então. A ruptura de relações e o bloqueio econômico foram medidas adotadas com a intenção de asfixiar o governo revolucionário cubano que se instalava em 1959. Na época, todos os países latino-americanos, com exceção do México, seguiram a mesma linha de rompimento e cessar das compras e venda de produtos com Cuba.

Por décadas a fio, Cuba sofreu com tentativas de invasão (1961), ações de terrorismo, tentativas de atentados, sanções econômicas e, mesmo assim, resistiu e, pouco a pouco, foi recuperando terreno político, diplomático e comercial na América Latina, a ponto de ser uma das principais nações articuladoras do projeto da CELAC na região. Passado meio século, Cuba e Estados Unidos voltam a se relacionar sob a base do respeito entre nações soberanas e iguais, além do retorno dos cinco cubanos há anos presos nos EUA.

O Grupo Parlamentar Brasil Cuba manifesta seu reconhecimento à enorme contribuição do povo cubano aos numerosos avanços políticos, econômicos, sociais e tecnológicos da América Latina, com destaque às conquistas na área da saúde e da educação pública, essenciais para nossa população. E aproveita este momento para reforçar sua consideração sobre a urgência do imediato fim do bloqueio econômico que injustamente ainda prevalece sobre este país irmão".

(Com informações do Blog Solidários e site da senadora Lídice da Mata/Diário Liberdade)

Caso das detenções na FIFA : "Esses funcionários, não são cidadãos dos EUA. Se alguma coisa aconteceu, isso não foi no território estadunidense e os EUA não têm nada a ver com isso", disse o presidente russo Vladimir Putin




O presidente russo Vladimir Putin acha muito estranho que as detenções dos funcionários da FIFA tenham sido feitas através de solicitação dos EUA, que tentam expandir a sua jurisdição para os outros países. 

“Podemos pressupor que alguns deles [funcionários da FIFA] violaram alguma lei, eu não sei, mas tenho plena certeza que os EUA não têm nada a ver com isso. Eles, esses funcionários, não são cidadãos dos EUA. Se alguma coisa aconteceu, isso não foi no território estadunidense e os EUA não têm nada a ver com isso. É mais uma tentativa evidente de expandir a sua jurisdição para os outros países”, disse Putin respondendo à pergunta de jornalistas em relação do escândalo na FIFA.    

Anatoly Kapustin, jurista e presidente da Associação Russa de Direito Internacional, concorda com o presidente russo:
“Os americanos gostam de falar sobre a prevalência de direito e da lei no seu país e no estrangeiro. Neste caso, a prevalência não é visível porque eles só podem pedir a extradição com base no acordo internacional que existe entre a Suíça e os EUA. Ele prevê a extradição de cidadãos dos dois países: da Suíça e dos EUA. No que se diz respeito a cidadãos de terceiros países, o documento não prevê tal possibilidade, seja um funcionário ou outra pessoa física. Isto ultrapassa as fronteiras do direito internacional, é um certo desafio ao direito internacional”, opina o especialista.

Mas quais são as razões do envolvimento dos EUA no escândalo?

Será que é uma vingança contra o presidente da FIFA Joseph Blatter por seu empenho em realizar a Copa do Mundo 2018 na Rússia?

Os EUA tentam impedir a reeleição de Blatter como presidente da FIFA o que é uma violação clara dos princípios de funcionamento das organizações internacionais, opina o líder russo Vladimir Putin. 

Após as prisões, o senador americano Bob Menendez disse que o escândalo significa que a FIFA precisa de um novo presidente e acrescentou que “desde há muito tempo tinha preocupações sobre a escolha da Rússia como sede da Copa do Mundo 2018”. Lembramos que, no início de abril, a FIFA rejeitou o pedido de 13 senadores norte-americanos de retirar à Rússia a organização da Copa do Mundo em 2018.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, também não exclui que na situação da FIFA, os EUA usam os mesmos meios que usaram para com o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, e o ex-funcionário dos serviços secretos estadunidenses Edward Snowden, ou seja, unicamente para satisfazer os interesses americanos.

“Lamentavelmente, nossos parceiros norte-americanos usam tais métodos para satisfazer os seus interesses pessoais, e o fazem ilegalmente, perseguindo pessoas. Eu não excluo que o mesmo esteja acontecendo em relação à FIFA, embora não saiba como isso vai terminar. Mas o fato de isto acontecer na véspera das eleições do presidente da FIFA me faz pensar exatamente nisso”, disse Putin comentando a situação em torno da FIFA.

Enquanto isso, a União de Futebol da Rússia (RFS, na sigla em russo), não obstante as detenções na FIFA, irá apoiar a candidatura de Joseph Blatter nas eleições. Segundo o presidente da RFS, Nikolai Tolstykh, o chefe da Federação fez muito pelo futebol mundial.

Há também outras versões. Uma deles é que os EUA usam este escândalo esportivo como uma certa “cortina de fumaça” para esconder um outro escândalo mais sério, neste caso de espionagem. 

O mundo já sabia desde 2013 do monitoramento telefônico realizado pelos EUA no mundo inteiro, inclusive na Alemanha, Brasil e outros países. Porém, recentemente soube-se que a espionagem norte-americana teve um aliado na Europa: a própria Alemanha.

O Bundesnachrichtendienst (BND, Serviço de Inteligência Nacional da Alemanha) colaborou com a Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA) desde pelo menos 2008, sabendo da espionagem que os estadunidenses realizavam e fornecendo apoio a eles.

EUA usam escândalo de corrupção na FIFA em seus próprios interesses

Para alguns especialistas, como o cientista político Dmitry Kosyrev, o escândalo da corrupção na FIFA é só um pretexto para desviar a atenção desse assunto. Há que ter em conta que em breve decorrerá a cúpula do G7.

É extremamente curioso que os altos cargos da FIFA que enfrentam acusações de corrupção foram detidos pela justiça norte-americana.

Antes, já houve rumores que afirmavam que Obama não iria à reunião do G7 na Alemanha se Berlim publicasse os dados sobre as pessoas e entidades espionadas pela NSA. Tal informação foi desmentida formalmente pelo presidente dos Estados Unidos. Mas rumores não surgem em vão.


Dez anos de Solimões

                                                                          

Gigante russa do petróleo e do gás adquiriu em maio pacote de ações de projeto brasileiro e deve obter status de operadora, caso transação seja aprovada pela ANP. Foto: Getty Images/Fotobank



Carlos Serapião (*)

Economista pincela história exploratória da bacia, que tem área maior que a do Estado do Rio de Janeiro, apontando dificuldades e possibilidades do projeto e questionando permissão para explorar área tão extensa - que, em outros países, seria improvável

Em outubro de 2005, a empresa argentina Oil M&S, em sociedade com parceiro brasileiro, adquiriu, na Sétima Rodada de Licitações da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), 21 blocos exploratórios na Bacia do Solimões, no Estado do Amazonas, pelo bônus de assinatura total, na época, de R$ 420.200,00.

Na mesma bacia, na província de Urucu, a 650 km de Manaus, a Petrobras já produzia óleo leve, condensado e gás natural há anos, sendo tal província a maior produtora de gás natural em terra do país e a terceira maior de óleo. O gasoduto Urucu-Coari-Manaus entrou em funcionamento em 2009, passando a levar gás natural (que antes era reinjetado no poço, pois a legislação brasileira proíbe sua queima) para geração elétrica na capital amazonense.

Desde o início, as perspectivas para a Oil M&S no Solimões, cujos blocos tinham área total de 48.445 km2 (para comparação, o Estado do Rio de Janeiro tem área de 43.700 km2), eram de óleo leve e gás natural.

Mas boa parte das áreas com tais indícios eram bem mais distantes de Manaus que Urucu, além de estarem espalhadas em uma região de floresta equatorial. Os custos de exploração e produção seriam, portanto, mais elevados do que a média nacional em terra e apresentariam desafios ambientais complexos, tanto do ponto do vista do licenciamento, quanto da operação em si.

Outro problema que se colocou desde o começo foi a monetização do gás lá eventualmente existente, pela ausência de infraestrutura de transporte e pela grande distância de centros consumidores relevantes.

Assim, a Oil M&S deixou o Brasil em março de 2010, vendendo sua parte nos blocos do Solimões para a sócia Petra Energia. Toda vez que se adquire bloco exploratório mediante leilão da ANP, há que se cumprir um Programa Exploratório Mínimo, que consta de pesquisas geofísicas e geológicas e até de perfuração de poços. Esse Programa já estava em andamento quando a Petra Energia assumiu a operação do projeto, mas ainda sem qualquer poço perfurado.

Em julho de 2010, o grupo brasileiro HRT Participações adquiriu, em uma transação privada (“private placement”) - que, aparentemente, custou US$ 30 milhões -, participação de 51% nos blocos da Petra no Solimões e tornou-se operadora dos mesmos.

Broca x pesquisa

Em outubro, a HRT abriu capital na Bovespa e elevou sua participação para 55%. Logo depois, obteve licença para perfurar poços em cinco dos 21 blocos, efetivamente perfurando o primeiro em abril de 2011. Diz-se, entre os profissionais de petróleo, que quem descobre óleo não é pesquisa geofísica ou geológica, mas a broca.

Esperadas descobertas de óleo leve não ocorreram, só gás em reservatórios espalhados geograficamente. Passou-se a discutir a possibilidade de monetizar o gás transformando-o em GNL (gás natural liquefeito), de forma a viabilizar seu transporte fluvial.

Outra possibilidade estudada foi a produção na região de fertilizantes básicos a partir do gás natural (os chamados nitrogenados): amônia e ureia. Consideraram-se outras formas de monetização também, como uma tecnologia chamada “gas to liquid”, que faz gasolina e outros combustíveis diretamente do gás natural.

A HRT acabou por adquirir, mediante exercício de opção de compra (“call option”), os 45% de participação da Petra Energia nos 21 blocos no Solimões por US$ 796 milhões em junho de 2011. Em novembro do mesmo ano, a empresa russa TNK-BP adquiriu os mesmos 45% por US$ 1 bilhão, tornando-se sócia da HRT no Solimões. Na época, o preço pago pela petroleira russa foi considerado “moderado” diante dos indícios de óleo e gás existentes no conjunto dos blocos.

Então responsável por 16% da produção de petróleo russa (de quase 10 milhões de barris/dia, enquanto a Petrobras produz 2,2 milhões de b/d), a TNK-BP era uma “joint venture” entre a britânica BP e um grupo de bilionários russos, e apenas começava a se internacionalizar (além do Brasil, com áreas exploratórias na Venezuela e Vietnã).

Mas a estatal russa Rosneft, que produz atualmente cerca de 5 milhões de b/d, comprou a TNK-BP em março de 2013, incluindo os 45% da operação no Solimões. Agora, em maio de 2015, a Rosneft anunciou oficialmente que adquiriu, por US$ 55 milhões, o restante da participação da PetroRio (ex-HRT) no Solimões, assumindo 100% do projeto, caso a ANP aprove a conclusão do negócio.

Dos US$ 400 mil aos US$ 2 bilhões

Depois de passar por diversas mãos, durante uma década, a preços que flutuaram entre R$ 400 mil e US$ 2 bilhões, o projeto Solimões aqui em análise ainda não entrou em produção e agora vale US$ 122 milhões, o que corresponde a 16 vezes menos do que seu topo e 400 vezes mais do que seu fundo.

Nesses dez anos, as expectativas em torno da futura produção do projeto foram infladas em função de estudos geofísicos e geológicos, além de poços perfurados, mas, no final das contas, apenas um poço até agora apresentou vazão de gás razoável, sendo os demais considerados secos.

Segundo o geólogo John Albuquerque Forman, ex-diretor da ANP e um dos fundadores da HRT, há indícios de “tight gas” (como o “shale gas”, a ser explorado mediante técnicas de fratura de rocha) no Solimões. Outra perspectiva é o trabalho conjunto de exploração (e, quem sabe, de transporte de gás) com a Petrobras em blocos da Rosneft limítrofes a um campo de gás da estatal brasileira ainda não desenvolvido.

Seja como for, os blocos da Rosneft no Solimões têm agora prazos curtos para cumprir as obrigações assumidas com a ANP em matéria de exploração. Além disso, para o porte da Rosneft, trata-se de um projeto pequeno (a produção de óleo de Urucu, por exemplo, é de 55 mil b/d ou 0,5% da produção da Rosneft) que talvez não se justifique só por razões econômicas.

Por fim, é digno de nota o fato de uma estatal estrangeira ter permissão para prospectar hidrocarbonetos em área tão extensa, o que, em muitos outros países, não seria possível. 

(*) Carlos Serapião Jr. é graduado pelo Instituto Rio Branco e fez mestrado em finanças na École Nationale des Ponts et Chaussées 

(Com a Gazeta Russa, em 28 de maio de 2015)

O Dia do Burro


Mais do que uma foto (depois de Symphronio Veiga)

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Contra a precarização


Senador Paulo Paim em BH


                                                                               

O Senador Paulo Paim estará na Assembleia Legislativa às 14 horas de 6ª feira, dia 29, onde falará sobre a situação do País e a luta contra a terceirização, bem como receberá o título de cidadão mineiro. O evento merece a sua presença. 

terça-feira, 26 de maio de 2015

UNIDADE CLASSISTA

                                                                     
Não aos cortes de direitos! Construir a greve geral!

A Unidade Classista considera que é urgente construir um amplo movimento nacional puxado por organizações sindicais e populares de todos os níveis que envolva e mobilize trabalhadores da ativa, aposentados, terceirizados, pensionistas, desempregados e a juventude em apoio à construção da greve geral necessária para enfrentar, de forma exemplar, o governo e suas bases subservientes aos interesses dos patrões. 

As leis impopulares criadas para a saída da crise econômica que eles mesmos provocaram precisam ser revertidas, pois retiram direitos e conquistas da classe trabalhadora como abono, auxílio-doença, seguro-desemprego e pensões, e ainda precarizam contratos de trabalho via terceirizações. 

O sistema judiciário, por sua vez, criminaliza as lutas sociais estimulando ainda mais ataques fascistas contra todos que lutam por melhores condições de trabalho e vida, como fazem hoje muitas categorias profissionais, como a dos professores, em todo o Brasil.

A Unidade Classista, associada a outras organizações, vem participando de todos os enfrentamentos ao capital neste último período. No entanto, estamos convencidos de que não basta o denuncismo, a reação pontual e a luta de resistência heróica de algumas organizações da classe dentro dos limites deste modelo social, político e econômico que procura sair de suas crises cíclicas sacrificando a vida dos trabalhadores. É preciso avançar na luta por mais direitos para os trabalhadores.

Já passa da hora de, em unidade, construir de forma gradual e firme a contra-ofensiva ao capitalismo e à sua superestrutura jurídico-política que põe cabresto nos trabalhadores e amortece a luta de classes no Brasil. Nesse sentido, devemos apontar para a conquista, como patamar inicial, do salário mínimo definido pelo Dieese, que, em abril, era de R$ 3.251,61, numa luta orientada por ganhos reais e não pela pauta de colaboração de classes embutida no campeonato sindical de participação nos lucros e resultados (PLRs), além de demissões negociadas.

No atual estágio do capitalismo mundializado, as soluções encontradas pelas minorias patronais proprietárias das maiores parcelas das terras produtivas do planeta, das indústrias e prestadoras de serviços podem, se não assumirmos a contra-ofensiva dentro de uma perspectiva classista, desembocar em variantes fascistas ou até mesmo, em caso de necessidade extrema, em guerras que aquecem a produção e queimam estoque do chamado exército industrial de reserva.

Diante disso, está na ordem do dia a convocação de um grande Encontro Nacional da Classe Trabalhadora – ENCLAT – precedido por ações unitárias de luta desde as bases, nos locais de trabalho e moradia. Neste fórum construído sem hegemonismo, messianismo ou auto-proclamação, delegações convocadas poderão debater e deliberar democraticamente sobre as lutas contra-ofensivas imediatas e avançar na organização da classe trabalhadora de forma unitária contra o capital, no rumo da construção do PODER POPULAR, como contraponto à falsa democracia que perpetua a ditadura da burguesia, e que aponte para o Socialismo.

Construir de forma unitária os protestos e a paralisações do dia 29 de maio rumo à GREVE GERAL;
Pelo fim das terceirizações e do fator previdenciário;
Por ganhos reais referenciados no salário mínimo do DIEESE;
Não a ampliação da extração da mais-valia embutidas nas PLRs;
Redução da jornada de trabalho sem redução de salários;
Contra os cortes de direitos previstos no ajuste fiscal;
Pela garantia do emprego para todos;
Pela estatização dos serviços públicos e sua universalização com qualidade;
Pelo PODER POPULAR no Rumo do Socialismo.
Organizar, lutar, vencer!

UNIDADE CLASSISTA

China radicaliza: tabaco zero!

                                             


Com a aproximação do dia primeiro de junho, a partir do qual Beijing vai proibir completamente a fumaça em todos os lugares públicos fechados e suspender todas as promoções do tabaco. 

Segundo o Comitê Patriótico de Campanha de Saúde de Beijing, para realizar a nova regra sobre a proibição de fumar, a prefeitura vai enviar inspetores do controle de tabaco aos hotéis e zonas turísticas e ao mesmo tempo, as salas para fumantes no Aeroporto Internacional de Beijing serão substituídas por zonas para fumantes ao ar livre. 

Segundo a regulação do controle de tabaco de Beijing, a partir do dia primeiro do próximo mês, serão proibidas as promoções e patrocínio de tabaco em todas as formas. De acordo com a Administração de Monopólio de Tabaco de Beijing, na data indicada, as empresas domésticas e estrangeiras de tabaco em Beijing serão proibidas de fazer promoção de tabaco e a Administração não vai colocar em registros as promoções concernentes.

 Além disso, a Administração não vai emitir licenças de venda exclusiva de tabaco a lojas que fiquem a menos de 100 metros de jardins infantis, escolas primárias e secundárias, e centros de atividades juvenis. As licenças atuais não vão ser renovadas quando chegarem a data de expiração.

A regulação do controle de tabaco ainda inclui a proibição de publicidades de tabaco por meios de rádio, filme, TV, jornal, revista, livro, vídeo, publicação elétrica, telecomunicação, Internet, entre outras mídias de comunicação em massa, a proibição de colocar publicidades nos lugares públicos e veículos de transporte público, e a proibição da instalação de outdoor de tabaco.

Além disso, mais de 600 estações e paradas de ônibus terão zonas ao ar livre para fumantes. Segundo se informou, a zona para fumantes ficará longe das áreas povoadas e corredores principais para pedestres, e terá boas condições de ventilação. A zona para fumantes vai ser marcada por linhas amarelas, com uma área de cerca de 1,5 m².

As estações e vagões dos trens de metrô também são zonas de proibição de fumar. A empresa de metrô vai estabelecer sinais de proibição de fumar em lugares atraentes, tais como as entradas, plataformas, espaço interno dos vagões, salas de equipamentos, banheiros, entre outros.

Atualmente, o Aeroporto Internacional de Beijing tem em total 14 salas para fumantes. No futuro, com a construção das zonas de fumantes ao ar livre do aeroporto, estas salas serão fechadas. Segundo o plano preliminar, o aeroporto vai estabelecer 11 zonas para fumantes em frente dos terminais. 

Antes da entrada em vigor da regulação no dia primeiro de junho, o aeroporto vai instalar todos os sensores de fumo nos banheiros e câmaras nas escaladas. (Com o diariodopovoonline)

As FARC suspendem o cessar-fogo unilateral (Comunicado)

                                           


"Não estava na nossa perspectiva a suspender a determinação anterior de cessar-fogo unilateral e indefinido proclamado em 20 de Dezembro de 2014, como gesto humanitário e de diminuição da escala do conflito, mas a incoerência do governo de Juan Manuel Santos conseguiu-o, depois de 5 meses de ofensivas terrestres e aéreas contra as nossas estruturas em todo o país.

Deploramos o ataque conjunto da Força Aérea, do exército e da polícia executado na madrugada de quinta-feira, contra o acampamento da 29ª Frente das FARC em Guapi (Cauca), onde de acordo com a s fontes oficiais foram assassinados 26 guerrilheiros.

Para nós são igualmente dolorosas as mortes dos guerrilheiros e dos soldados, filhos do mesmo povo e oriundos de famílias pobres. Devemos parar esta sangueira desatada.

Contra a nossa vontade temos de prosseguir o diálogo em confrontação. Ainda que Juan Manuel Santos anuncie que manterá a ofensiva, insistiremos na necessidade de acordar, quanto antes para a saúde do processo de paz e evitar novas vítimas, o cessar-fogo bilateral que com tanta insistência têm reclamado as maiorias nacionais.

Agradecemos o trabalho de acompanhamento e verificação do cessar-fogo unilateral que durante cinco meses realizaram a Frente Ampla pela Paz e o movimento social e político da Colômbia.

Montanhas da Colômbia, 22 de Maio de 2015

Secretariado do Estado-Maior Central das FARC-EP"

Falar duas línguas pode atrasar os danos causados pelo Alzheimer


Você tem vontade de aprender uma segunda língua? Um estudo recente pode te dar uma motivação definitiva para começar!

Pela primeira vez, um estudo sobre os benefícios de falar uma segunda língua comprova que o aprendizado pode retardar o aparecimento de três tipos diferentes de demência, independente do grau de escolaridade dos idosos. A pesquisa foi feita no Nizam’s Institute of Medical Sciences, em Hyderabad, India, e publicada no site Neurology. 

O estudo avaliou 648 idosos com diversos tipos de demência e diferentes graus de escolaridade, e levou os pesquisadores a concluírem que os participantes que falavam uma segunda língua foram capazes de atrasar o aparecimento da Doença de Alzheimer, Demência Vascular e Demência frontotemporal em 4,5 anos – em comparação com os pacientes que falavam apenas uma língua.

Os idosos avaliados tinham em média 66 anos e 14% deles eram analfabetos. Dentre os 648 participantes do estudo, 60% falavam duas ou mais línguas. Em todos as avaliações, 240 foram diagnosticados com Alzheimer, 189 com demência vascular e 119 com demência frontotemporal. 

Após a avaliação do estudo, os pesquisadores concluíram que os participantes bilíngues atrasaram certos tipos de demência em uma média de 4,5 anos. Nenhum benefício a mais foi encontrado naqueles que falavam mais de duas línguas. Escolaridade, gênero e profissão não demonstraram benefícios adicionais.

Apesar de ser desconhecido o motivo exato de pessoas bilíngues apresentarem este tipo de atraso, falar duas línguas requer treinamento de uma parte específica do cérebro, transformando esse exercício em um treino cerebral bem sucedido. 

Dessa forma, a prática de um segundo idioma, além de ativar o seu cérebro, contribui para as reservas cognitivas, resultando no atraso da demência. A parte do cérebro ligada a estas ações pode ser a chave para descobrir o motivo do benefício. (Com a CONAZ)

Trincheira do Flávio Anselmo

                                                               

CRUZEIRO CONTA COM FORÇA DO MINEIRÃO LOTADO PRA ATROPELAR RIVER PLATE E SEGUIR  ATRÁS DO TRI NA COPA LIBERTADORES



INCENTIVO DA MASSA - Não será fácil não e convém esquecermos dessa história de que o River Plate é freguês de caderninho e que a vantagem do Cruzeiro é insuperável, depois da vitória por 1 a 0 no Monumental de Nuñes. Pode-se curtir que, no passado, os azuis passaram por cima dos milionários de Buenos Aires e conquistaram títulos importantes, inclusive a célebre vitória numa disputada melhor de três, em1976, no primeiro título continental da Raposa.



ESTATÍSTICA E HISTÓRIA - Passado só é interessante pra estatística e pra história. Agora só conta mesmo o presente. E aí vem a primeira questão: você, torcedor, confia mesmo neste time comandado por Marcelo Pacote Oliveira, que tem se alternado com altos e baixos? Esteve em alta contra o São Paulo e depois contra o River lá em Buenos Aires. E aqui?



NÚMEROS DO CRUZEIRO - Pra que eu não tenha o apodo (arre!) de derrotista e pessimista, vou logo entrar no clima do jogo e que impera na Capital esburacada e suja do atleticano Dr. Lacerda.  Que  o River é freguês de caderneta, daquelas das saudosas vendinhas de outrora, não se tem dúvida. Embaixo o quadro enviado pelo assessor de imprensa, Cláudio Antônio:



Total de jogos: 13

Vitórias do Cruzeiro: 10

Empates: 0

Vitórias do River Plate: 3

Gols do Cruzeiro: 24

Gols do River Plate: 10

Saldo de gols do Cruzeiro: 14


Que freguês, realmente, maravilhoso este River Plate. Precisa de tratamento VIP nesta quarta-feira, com uma derrota meramente simples e sem sufoco pro lado de cá, pra que não nos acuse de carrasco e fique, pela eternidade afora, atrás de vingança. Tenho dito, amém!


FESTAS EM CARATINGA - Espero curtir duas grandes festas em Caratinga. A primeira, claro, a classificação do Cruzeiro que acompanharei lá da Santa Terrinha. A segunda festa, no dia seguinte, dia 28, quinta-feira, no lançamento dos dois últimos livros meus, no Casarão das Artes, como apoio da Doctum, do meu chapa Cláudio Leitão, apoiado por seus braços especiais Américo Galvão e Vinicius. Espero ver aqui, também, um clima de Mineirão. Casa cheia. Sempre tive o melhor apoio dos conterrâneos e gostaria de contar de novo com eles, na quinta-feira



ENTERREM-NO LOGO - O Flamengo não aguentou mais a soberba de Vanderlei Luxemburgo e o dispensou sumariamente. Para que ele não apareça mais, deviam enterrá-lo junto com o sapo, que o Eurico Miranda mandou enterrar, com a boca amarrada, nos terreiros da Gávea.



COMO PODE? O Corinthians não aguentou renovar com Guerreiro, no entanto o Flamengo, também em regime de cofre fechado, anuncia o atacante ganhando 700 mil por mês, com a saída de Vanderlei.



VASCO PEGA RIASCOS - Enquanto isso, na Toca da Raposa, sai o anúncio agradável de que o Cruzeiro emprestou Riascos ao Vasco da Gama.



PÉ NA FORMA - Levir Culpi tem uma preocupação que quase lhe tira o sono. Como fazer Carlos, principalmente, acertar o gol adversário. Não era pra ter tão preocupação com o goleador Lucas Pratto, mas anda tenho.



ANCELOTTI DESEMPREGADO - Dizem as más línguas: Luxa justificou sua saída do Flamengo porque estuda nova proposta de voltar ao Real Madrid. E lá em Madrid, Carlo Ancelotti informa que pediu pra sair pra atender um convite do Flamengo. Heheheh!




AMIZADE NÃO TEM PREÇO - Do meu amigo do peito, meu irmão camarada, conterrâneo de boas farras e ex-colega de Tiro de Guerra-69, Marco Antônio Matos, recebo esta carinhosa mensagem:

"Caro Irmão Flávio. Fica difícil medir o quanto você enriqueceu a biografia que apresentaremos durante as festividades do aniversário de Caratinga. Nesta ocasião será também comemorado o centenário de nascimento do papai, cujo título é Moacyr de Matos "UMA PAIXÃO INFINITA". Será no sábado dia 20/06 mas de antemão fui informado que você estará tomando vinhos Chilenos ao lado do mano Paceli, brindando seus admiradores com as transmissões da Copa América. 

Quero deixar meu abraço aliado de toda Família Matos afirmando que nos sentimos muito honrados com a sua participação. Assim você também poderá observar que sua história mereceu um lugar de destaque nesta obra. Envio daqui o nosso abraço fraterno e amigo, desejando à você e toda equipe aquele sucesso durante a copa América. Até breve".



Resposta: Quem teria de agradecer pela honra de escrever sobre o Sr. Moacyr de Matos seria este filho de Sodico e dona Geralda. Não só pelo que ele representou na vida de todos nós, caratinguenses, como pela amizade que a família Matos nos permitiu curtir. Espero ansioso meu exemplar pra curti-lo e colocá-lo depois num lugar de honra na minha humilde biblioteca.