quinta-feira, 30 de abril de 2009

A consciência voadora

Carlos Lúcio Gontijo



A realidade insofismável é que o povo está fincado na paisagem terrestre, enquanto os políticos brasileiros se acham cada vez mais instalados em palanques (e palácios) distantes ou, literalmente, voando à custa do contribuinte, que, se pagava 1/5 no tempo de Tiradentes, hoje paga 40% do Produto Interno Bruto (PIB) sem receber a necessária contrapartida no tocante à prestação de serviços.







Fazemos literatura independente desde 1977 e, ao longo dos anos, assistimos à ampliação das dificuldades para a impressão de livros. Os entraves são tantos que nos remetem não apenas à falta de política cultural efetiva (a que temos hoje é vinculada à vontade e idiossincrasias do setor empresarial, que logicamente opta por patrocinar produto intelectual de mais aceitação junto ao público e à mídia, ainda que descartável) e capaz de dar apoio a autores desconhecidos, mas nem por isso desprovidos de valor.

As pedras no caminho da literatura são muitas e se encontram explícitas, claras como a luz do dia, em qualquer região do Brasil de poucos leitores e mais um punhado de gente graúda que finge que lê. Todavia, em Minas Gerais, as montanhas de pedras são bem maiores, pois aqui imperam as igrejinhas literárias e a inexistência de patrocinadores ou qualquer abertura para incentivo ainda que mínimo.

Prova disso podemos demonstrar por meio de fato ocorrido conosco. Premidos por custos quase que intransponíveis para a impressão de dois livros (DUDUCHA E O CD DE MORTADELA e o romance JARDIM DE CORPOS, com lançamento conjunto previsto para o dia 20 de junho, às 18h, na Associação Mineira de Imprensa, em Belo Horizonte), ousamos incomodar o senhor diretor da Imprensa Oficial, onde em passado recente imprimimos alguns de nossos livros, com pedido de estudo de concessão de pequeno desconto no orçamento que me foi apresentado. Ou seja, não estávamos pedindo nada de graça, mas não obtivemos, lamentavelmente, qualquer resposta e, assim, diante do silêncio da pretensa autoridade, fomos bater em outra freguesia, como nos costumava dizer mãe Betty.

O artifício do silêncio, ao que parece, é a face cultural dos que habitam o solo mineiro. No último feriado de 21 de abril, em Ouro Preto, Tiradentes saiu de seu cadafalso para abrir espaço ao tecer de loas ao “ano da França no Brasil”. Provincianamente zelosa no estender de tapetes a pessoas de outras plagas – desde o período histórico dos juízes de fora –, o governo mineiro se esmerou na promoção de afastamento dos cidadãos ouro-pretanos e visitantes brasileiros, que não foram convidados a participar do evento aberto só aos franceses, para os quais os cantores Milton Nascimento e Bibi Ferreira soltaram a voz.

O povo a que se referiu a fragilizada imprensa mineira não estava lá, pois a cidade foi fechada: proibiram a circulação de veículos e de pedestres ouro-pretanos – moradores de uma cidade que, vira e mexe, serve de palco a convescotes políticos, que mais aprofundam do que sanam as mazelas e as injustiças socioeconômicas contra as quais o mártir Tiradentes tanto lutou. A realidade insofismável é que o povo está fincado na paisagem terrestre, enquanto os políticos brasileiros se acham cada vez mais instalados em palanques (e palácios) distantes ou, literalmente, voando à custa do contribuinte, que, se pagava 1/5 no tempo de Tiradentes, hoje paga 40% do Produto Interno Bruto (PIB) sem receber a necessária contrapartida no tocante à prestação de serviços.

Quanto a nós e outros escritores de menos sorte, só nos resta mesmo irmos bater na porta de outra freguesia mais sensível e ansiosa por voos de alma, de espírito, de união comunitária e de fraternidade, predicados cristãos que dispensam a utilização de cotas aéreas a expensas do erário público para se chegar até eles, mas exigem obediência a princípios morais que há muito bateram asas da consciência voadora de nossos individualistas (e relativistas comportamentais) homens públicos. http://www.carlosluciogontijo.jor.br/

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Antologia Roda Mundo

Os escritores interessados em participar da antologia literária Roda Mundo, que está em sua 6ª edição, têm até o dia 15 de maio para enviar seus textos para os organizadores da coletânea. O lançamento da publicação ocorre no dia 23 de julho, durante a Semana do Escritor. Para participar, o escritor terá que pagar R$ 675, o que dará direito a 10 páginas para o texto e mais 25 exemplares do livro. Para mais informações, o interessado deve entrar em contato com Douglas Lara pelo email http://mail.google.com/mail/h/1qanlay35ax94/?v=b&cs=wh&to=douglara%40uol.com.br ou pelo telefone (15) 3227-2305.( Transcrito do PQN Notícias, dod Robson Abreu.

Estratégia de Saúde da Família

A Associação Mineira de Saúde Coletiva – AMEP realizará nos dias 28 e 29 de maio no Clube dos Oficiais da Polícia Militar – O Seminário “ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: PERSPECTIVAS E DESAFIOS PARA O SÉCULO XXI”. Será uma oportunidade para os profissionais discutirem a Estratégia de Saúde da família e suas interfaces na prática e gestão.
Na ocasião, estarão presentes profissionais da ponta, acadêmicos, gestores, professores e autoridades envolvidas com o tema. Inscrição e mais informações no site:
www.amep.org.br

Disco armazena 100 DVDs


A multinacional americana General Electric anunciou ter desenvolvido um disco ótico capaz de armazenar 500 gigabytes de informação, o equivalente a 100 DVDs.O disco, que usa uma tecnologia chamada de micro-holográfica, tem o mesmo tamanho de um DVD normal. É a tecnologia avançando, apesar da crise geral do capitalismo... Bom para os norte-americanos, bom para todo o mundo. No que tange ao aumento da tecnologia, claro.

Chávez aumenta o salário mínimo


O presidente da República Boivariana da Venezuela Hugo Rafaeo Chávez Frías, anunciou ontem que os trabalhadores de seu país terão seus salários aumentados no Primeiro de Maio. "Creio que não exista nenhum país que aumentará o salário mínimo, em face da crise", disse Hugo Chávez. O presidente venezuelano disse que o Estado continuará proporcionando a recuperação do salário e o bem-estar dos trabalhadores. (Imagem: Agência Bolivariana de Notícias)

Memorial, um passo importante


O menorial da Anistia que se pretende estabelecer em Belo Horizonte "é um grande passo não apenas para a divulgação dos documentos da repressão, mas também a afirmação social da memória da democracia no Brasil”, afirma o presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão. Ele explica que o objetivo não é apenas criar um museu, mas também um centro nacional de pesquisas. “Será um local para dar voz a uma história sufocada que precisa ser plenamente exposta à luz, para que tenhamos uma verdadeira reconciliação nacional”.
Desde a sua criação, em 2002, a Comissão de Anistia recebeu mais de 64 mil requerimentos de anistia política. Destes, 45 mil já foram julgados - 29 mil foram deferidos, sendo a minoria (12 mil) com concessão de reparação econômica. A meta da Comissão é julgar todos os processos restantes até o fim de 2010.
Além dos processos protocolados na Comissão, o acervo do Memorial vai incluir os arquivos que estão sendo coletados, desde maio de 2008, em campanha de doação de documentos. Os interessados em contribuir com fotos, áudio, vídeo, testemunhos ou qualquer outro registro do período da ditadura podem entrar em contato por e-mail (memorial.anistia@mj.gov.br) ou pelo telefone (61) 3429-9402.
Toda a documentação do Memorial também fará parte do projeto Memórias Reveladas, iniciativa do Arquivo Nacional que cria centro de referência sobre a memória da ditadura no Brasil.
Também serão expostos os arquivos doados ao Ministério da Justiça pelos estados e por outros países, como Portugal e Espanha. Neste mês, o ministro Tarso Genro assinou termos de cooperação internacional com instituições dos dois países. O acordo vai permitir a doação de documentos que contenham informações do golpe militar brasileiro – todos os materiais recebidos farão parte do Memorial e serão abertos para consulta.
Só o Centro de Documentação 25 de Abril, em Coimbra, possui mais de três milhões de documentos, muitos dos quais com referências ao Brasil".


As informações acima são oficiais, publicadas no sítio do Ministério da Justiça, que, a bem da verdade, é preciso que se diga, tem feito muito mais em termos de construção de um memorial da luta contra a ditadura no Brasil do que a chamada "sociedade civil" e os partidos de esquerda.


Acrescente-se que, criado por iniciativa do convênio Ministério da Justiça-Universidade Federal de Minas Gerais, o Memorial a surgir na Rua Carangola, em BH, talvez estimule o governo do Estado a criar o Memorial previsto para a sede so antigo DOPS, na avenida Afonso Pena.


Em alguns setores mineiros cogitou-se em enviar apelo à ministra Dilma Roussef,bem antes de ela ser praticamente lançada como candidata oficial à sucessão do Palácio do Planalto. Achava-se que, com o apôio da ministra, a campanha estaria respaldada, evitando-se o que até então se temia: ferir susceptibilidades. Ou falando claramente: irritar o que ainda resta de resistência nos meios militares...


Mas mesmo o apelo à Casa Civil acabou caindo no vazio... O que só valoriza a Secfretaria Especial de Direitos Humanos do Ministério da Justiça que leva a campanha em prol da memória da luta contra a didatura militar no peito e na raça, em qualquer temor. E com o respaldo maior, do ministro Tarso Genro.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Sedese recebe mais denúncias

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, Sedese, registrou aumento de 21% no número de denúncias de violência contra crianças e adolescentes no primeiro trimestre desde ano. As denúncias chegam ao órgão através do Disque Direitos Humanos (0800 311119). Informa a Sedese que foram 547 denúncias recebidas este ano contra 450 no ano passado.

Fotos mostram a ditadura no Brasil

O Instituto de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal de Ouro Preto, campus de Mariana, está promovendo exposição fotográfica sobre A Ditadura no Brasil-1964-1985. Quem quiser visitar a mostra em Mariana deverá ir ao local até o dia 7. De 11 a 21, a mesma exposição está montada na Escola de Minas da UFOP, campus do Morro do Cruzeiro, em Ouro Preto

Memorial de Direitos Humanos


Finalmente parece em vias de concretização o Memorial dos Direitos Humanos, uma parceria entre o Ministério da Justiça e a Universidade Federal de Minas Gerais. O orojeto prevê que o memorial abrigue arquivos da Comissão de Anistia desde 1946 até 1985, isto é, desde o fim da ditadura Vargaqs até o término da ditadura militar. A instalação do Memorial será no Coleginho da Fafichm, na Rua Carangola, no Santo Agostinho. Acredito que seja onde funciona atualmente o Teatro Universitário. A instalação deverá ser concluída em dezembro. Para o próximo ano estão previstos a construção do prédio administrativo e de uma praça, na esquina de Carangola com Primavera, segundo informa Orozimbo Souza Júnior em matéria no Hoje em Dia.



A construção do Memorial da Repressão (ou dos Direitos Humanos) é uma antiga reivindicação dos presos e perseguidos políticos de Minas. E deveria ser no local onde funcionava o antigo DOPS, na Avenida Afonso Pena, símbolo maior da repressão política em Minas, mesmo antes da ditadura militar. É o qe diz a lei 13448, de 10 de janeiro de 2000: "Art. 1o. -Fica criado o Memorial de Direitos Humanos de Minas Gerai, que se destia à guarda e exposição de material que se refira ou se vincule ao esforço de defesa e preservaçao dos direitos da pessoa humana.Art.2o. -Integram o Memorial de que trata esta lei documentos, fotos, gravuras, relatos gravados e demais matérias relacionadas à defesa e preservação dos direitos humanos.Art. 3o. - Compete à Secretaria de Estado da Justiça e de Direitos Humanos:I - promover e divulgar o Memorial de Direitos Humanos;II- exercer a guarda permanente do acervo do Memorial;III- manter cadastro centralizado e atualizado do acervo;IV - garantir o acesso do público ao acervo, para consulta.Art.4o. - É necessário a todos os cidadãos o acesso ao acervo sob a guarda do Memorial, observada a legislação sobre a matéria, notadamente a Lei Federal no. 8.159, de 8 de janeiro de 1991.Art. 5o. - A documentação constante nos arquivos do Departamento de Ordem Política e Social-DOPS-, extinto pelo art. 15 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado,transferida para o Arquivo Mineiro pela Lei no. 10.360, de 27 de dezembro de 1990, passa a integrar o acervo do Memorial.Art. 6o. - Fica declarado patrimônio histórico estadual o acervo do Memorial, que se instalará, em Belo Horizonte, no prédio ocupado pelo extinto DOPS.Art. 7o. - Para a elaboração do projeto do Memorial de que trata esta lei, será constituída comissão de trabalho composta por representantes dos seguintes órgãos e entidades, nomeados pelo Governador do Estado:I - um representante da Secretaria de Estado de Governo;II - um representante da Secretaria de Estado da Justiça e de Direitos Humanos;III- um representante da Secretaria de Estado da Cultura; IV - um representante do Conselho Estadual de Direitos Humanos;V - um representante da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas GeraisVI - três representantes de entidades civis de defesa de direitos humanos de notória atividade no campo de defesa dos direitos civis e políticos, com representação no Estado.Parágrafo único- A comissão mencionada no "caput "deste artigo terá o prazo de noventa dias contados da data de publicação desta lei para a elaboração do projeto do Memorial.Art. 8o. - As despesas decorrentes da aplicação do disposto nesta lei correrão ã custa de dotações consignadas no orçamento da Secretaria da Justiça e e Direitos Humanos.Art.9o. - Esta lei entra em vigor na data da sua publicação.Art. 10o. - Revogam-se as disposições em contrário".


Tudo bem, que se instala o quanto antes o Memorial. Não importam os padrinhos. Mas seria de maior simbolismo se se pudesse cumprir a lei, assinada pelo então governador Itamar Franco...

O ALQUIMISTA DEMOCRÁTICO


Leio no O Tempo que Arnaldo Jabor está de volta às lides do cinema, como consagrado cineasta que nunca deixou de ser. Bom, muito bom! O diretor de "Eu sei que vou de amar" e "Toda nudez será castigada", está preparando agora , 18 anos depois, "A Suprema Felicidade", sobre os jovens dos anos 50...

A professora Magda Campbell envia notícias da Fundação Astrojilgo Pereira (intituição do PPS) com informações sobre lançamentos editoriais. Um deles, versando sobre a sétima arte: "O alquoimista democrático", de Fernando Birri. O livro defende "um novo caminho para o cinema latino-americano.

Outro lançamento da FAP é o livro da professora de Literatura Portuguesa da Universidade Estadual de Sâo Paulo em São José do Rio Preto, Maria Luísa Martins Dias abordando "O impacto primordial entre a mulher e a escrita".

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Rafael Correa continua socialismo


DEPOIS de ser reeleito domingo, como presidente do Equador, Rafael Correa assegurou que enfatizará seu projeto socialista. O líder do Movimento Aliança País atingiu uma vitória histórica e inédita, pois desde 1976 nenhum candidato vencera em primeiro turno. O triunfo garante a Correa governar até 2013. (Imagem: Granma)

HOJE TEM CIDADÃO KANE




A ascensão de um mito da imprensa americana, de garoto pobre no interior a magnata de um império dos meios de comunicação. Esta a história de Cidadão Kane, filme dirigido e estrelado por Orson Welles que será exbido hoje, às 19h, no Cine ClubeJoaquim Pedro de Andrade. A promoção é do Sindicato dos Professores de Minas Gerais e apoio do Sindicato dos Jornalistas. O debatedor será Aloísio Lopes, diretor da Federação Nacional dos Jornalistas. Para muitos cinéfilos, Cidadão Kane é o melhor filme até hoje já produzido. O CineClube Joaquim Pedro de Andrade fica na Rua Tupinambás, 179, 14 andar.

Lygia Fagundes Telles reeditada


A partir deste mês, a Companhia das Letras dará início à reedição das obras completas de Lygia Fagundes Telles, uma das escritoras mais importantes da literatura brasileira, sucesso de público e crítica.
Nascida em São Paulo e formada em direito pela USP, Lygia escreveu quatro romances e mais de uma dezena de livros de contos, além de obras memorialísticas. Entre suas principais publicações estão os romances As Meninas e Ciranda de Pedra e os livros de contos Antes do Baile Verde e A Noite Escura e Mais Eu. Agraciada com vários prêmios literários - entre eles o prêmio Camões, um dos mais importantes da literatura em língua portuguesa -, Lygia teve seus livros publicados em diversos países e adaptados para cinema, teatro e tevê. Participa, também, de numerosas antologias.
A publicação de sua obra pela Companhia das Letras, com novo projeto gráfico e editorial, sob a coordenação de Alberto da Costa e Silva, Antonio Dimas, Lilia M. Schwarcz e Luiz Schwarcz, trará textos revistos pela autora e posfácios inéditos de importantes escritores e intelectuais brasileiros.
Os dezoito contos reunidos em Antes do Baile Verde examinam com olhar ao mesmo tempo crítico e solidário os mais variados destinos humanos. Em prosa fluente e sedutora, descortinam-se conflitos amorosos, descobertas surpreendentes e a eterna tensão entre o desejo e a consciência moral.

domingo, 26 de abril de 2009

O que é gripe suina




Esppecialistas estão examinando relatos de mortes causadas por um surto de gripe suína no México. Entenda o que é a doença e quais seus riscos.
O que é a gripe suína?
Uma doença respiratória que atinge porcos causada pelo vírus influenza tipo A, que tem diversas variantes. Algumas das mais conhecidas são a H1N1, a H2N2 e a H3N2.
Surtos da enfermidade são comuns, mas raramente causam mortes nos animais.
A gripe tende a se propagar mais durante o outono e o inverno, mas são registrados casos durante o ano inteiro.Existem vários tipos de gripe suína e, assim como acontece no caso da gripe humana, o vírus causador da doença se modifica constantemente.
Os humanos podem contrair a gripe suína?
Normalmente não, mas no passado foram registrados casos em pessoas que tiveram contato próximo com porcos.
Mais raros ainda são os casos documentados de contágio de pessoa para pessoa.
A contaminação ocorre da mesma forma que a gripe comum, por meio de perdigotos lançados na tosse e espirros.
Esta doença no México é um novo tipo de gripe suína?
A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou que alguns dos casos registrados são formas não conhecidas da variedade H1N1do vírus Influenza A.
Ele é geneticamente diferente do vírus H1N1 que vem atacando humanos nos últimos anos e contém DNA associado aos vírus que causam as gripes aviária, suína e humana, incluindo elementos de viroses europeias e asiáticas.
O quanto as pessoas devem se preocupar?
A OMS afirma que ainda é muito cedo para lidar com a situação como se ela fosse o início de uma pandemia.
Entretanto, o risco existe e a evolução dos casos está sendo acompanhada de perto por especialistas. (BBCBrasil).Imagem: Picasa.

PRIMEIRO DE MAIO EM HAVANA



Uma das maiores concentrações de trabalhadores e de seus familiares será realizada dia primeiro de maio em Havana. Serão comemorados o Dia Internacional do Trabalhador, os 70 anos da criação da Central dos Trabalhadores de Cuba e o cinquentenário da Revolução. Todas as organizações de trabalhadores, os Comitês de Defesa da Revolução e inúmeras outras estão trabalhando desde já junto aos 16 municípios que compõem a Grande Havana, para o desfile e a concentração na Praça da Revolução. (Imagem: Granma Internacional\divulgação)

Unesco vê Comunicação no Brasil

A Unesco (União das Nações Unidas para a Educação e a Cultura) fez uma parceria com três organizações brasileiras para aprofundar no país o debate sobre indicadores de comunicação. A iniciativa tem como base o documento do Programa Internacional para o Desenvolvimento da Comunicação (IPDC)/Unesco, que trata de indicadores de desenvolvimento da mídia.
O objetivo é estender esta discussão também para o campo de indicadores do direito humano à comunicação a partir de uma pesquisa sobre o tema desenvolvida nos últimos anos pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social. Além do Intervozes, são parceiros do novo projeto o Laboratório de Políticas de Comunicação da Universidade de Brasília (LAPCOM) e o Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência da Escola de Comunicações da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NETCCON). A ideia é promover o conhecimento e o debate público sobre este tema, buscando identificar os desafios de implementação, mapear possíveis instituições parceiras e construir legitimidade para a proposta a partir do diálogo com as diversas organizações e instituições ligadas à comunicação, incluindo o Poder Público, empresas e a sociedade civil organizada.

sábado, 25 de abril de 2009

Pôncio Pilados lavou as mãos




Fidel Castro Ruz



• TÃO forte foi a pressão contra o bloqueio dos Estados Unidos a Cuba, que no dia em que Raúl declarou categoricamente que o nosso país não ingressaria na OEA, o secretário-geral da desprestigiada instituição começou a preparar o terreno para a participação de Cuba numa eventual e futura Cúpula das Américas. A sua receita é derrogar a resolução que decidiu a expulsão da Ilha, por razões ideológicas. Tal argumento é verdadeiramente risível, quando importantes países como a China e o Vietnã, dos quais o mundo atual não pode prescindir, estão dirigidos por Partidos Comunistas que foram criados sobre as mesmas bases ideológicas.
Os fatos históricos demonstram a política hegemônica dos Estados Unidos em nossa região e o papel repulsivo da OEA como odioso instrumento do poderoso país.
A fórmula de Insulza é apagar do mapa o criminoso acordo. Raúl declarou em Cumaná que Cuba jamais se reintegrará à OEA. Utilizando uma frase lapidar de Martí expressou que primeiro "unir-se-á o mar do Sul ao mar do Norte, e nascerá uma cobra de um ovo de águia".
Nessa mesma ocasião, respondendo a um hipotético passo de Obama, que oferecia conversar com Cuba sobre democracia e direitos humanos, respondeu-lhe que o governo de Cuba estava disposto a discutir qualquer tema com ele, com base no mais absoluto respeito à igualdade e soberania dos dois povos. O nosso povo sabe muito bem o significado e a dignidade dessas palavras.
Entre as demandas públicas de Obama está a libertação dos condenados à prisão por prestarem serviços aos Estados Unidos, que, ao longo de quase meio século, vêm agredindo e bloqueando nossa Pátria.
Raúl declarou que Cuba estava disposta a exercer clemência se os Estados Unidos os recebia e punha em liberdade os Cinco heróis antiterroristas cubanos.
Contudo, tanto o governo dos Estados Unidos quanto os contra-revolucionários de dentro e de fora de Cuba reagiram com todo tipo de arrogância.
A AP e algumas outras agências de notícias insinuaram divisões no seio do governo revolucionário.
Segundo a AP, "um destacado ativista dos direitos humanos" expressou que "a maioria das duas centenas de presos cubanos prefere cumprir longas sentenças na Ilha que ser trocada por cinco agentes comunistas presos nos Estados Unidos como sugeriu o presidente Raúl Castro.
"É opinião quase unânime entre os presos não serem trocados por militares presos em flagrância, fazendo espionagem nos Estados Unidos", disse a agência invocando o chefe da mal chamada "Comissão Cubana de Direitos Humanos e Conciliação". Seria bom saber agora quais qualifica com esse conceito. O papa João Paulo II não distinguia entre presos políticos e presos comuns quando visitou Cuba e pediu clemência para um número deles. Realmente, nos Estados Unidos, a maioria dos qualificados como presos comuns é, em geral, o pessoal mais pobre e discriminado.
"Obama, contudo — expressa mais para frente a agência AP —, poderia padecer consequências políticas graves se acedesse a trocar os cinco agentes comunistas condenados por espionagem em 2001. O chefe do grupo foi envolvido na morte de quatro exilados, quando seus aviões foram derrubados por aviões de guerra cubanos em 2001." Por acaso essa notícia não é uma ameaça ao presidente dos Estados Unidos?
O pretenso líder mercenário foi membro de uma facção, pois provinha da juventude do antigo Partido Comunista, que depois integrou o novo partido criado pela Revolução. Quando da Crise dos Mísseis, que discordamos da URSS pela decisão incorreta de negociar um acordo com os Estados Unidos sem consulta prévia com o nosso país, o sujeito se tornou inimigo da Revolução. Serviu à superpotência durante todo o mandato de Bush. Agora se dá ao luxo de ser instrumento para ameaçar Obama.
A AP não fala uma só palavra sobre as penas de prisão perpétua impostas aos Cinco Heróis em julgamentos arranjados, as mentiras elaboradas com a cumplicidade das autoridades, o tratamento cruel recebido e mais outros fatos relacionados com o caso. Essas são as calúnias que foram publicadas em muitas mídias do mundo.
Quando o estado de saúde dalgum dos mercenários o requeriu, o governo de Cuba nunca deixou de exercer a clemência, sem os Estados Unidos o exigirem.
O governo de Cuba, por outro lado, nunca praticou a tortura, é uma questão reconhecida pelo mundo. O presidente de Cuba não pode ordenar o assassinato de um adversário. Condenou o novo presidente dos Estados Unidos essa odiosa prática? Se o fizer, acreditem, não hesitarei em reconhecer a impressão de sinceridade que nos deu a todos no início.
Amanhã nos reuniremos novamente com Daniel. Em menos tempo que o que teve que esperar no avião da LACSA em Porto Espanha, sob o intenso calor do trópico, o avião cubano o levará de volta a sua querida pátria.
Fidel Castro Ruz






23 de abril de 2009

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O futuro da América


Um lançamnento para o final do mês, destinado a ter bastante repercussão: "O FUTURO DA AMÉRICA", de Simon Schama, A tradução é de Carlos Eduardo Lins da Silva, Donaldson M. Garschagen e Rosaura Eichenberg. Partindo da acirrada eleição presidencial de 2008, que culminou com a vitória de Barack Obama, Simon Schama reflete sobre personagens e eventos da história dos Estados Unidos e mostra como os antagonismos há muito fazem parte da sociedade americana. Iniciativa da Companhia das Letras

Encontro com Tadeu Martins


Um papo sempre agradável, que vai de cultura à política. É sempre assim com Tadeu Martins, falando do seu querido Vale do Jequitinhonha, do diaa-a-dia da corrupção nos meios congressistas, lembrando o lançamento de seu CD. Foto de Robson Vasconcellos-Divulgação

domingo, 19 de abril de 2009

O jornalismo como carreira


O terceiro orador estrangeiro do II Colóquio, professor Carlos Agudelo Castro, da Universidade de Antioquia/Medellin, na Colômbia, disse que os programas de formação de jornalistas foram vencendo as resistências no final dos anos 90. Segundo o professor, temos de tomar o jornalismo como uma carreira, atendendo-nos para a dicotomia aptendizado prático- aprendizado conceitual. Os dois caminhos são inseparáveis. Mesmo porque temos atualmente o desenvolvimento da multimídia, em que o jornalista tem de escrever, editar e fotografar. O escritor Gabriel Garcia Márques disse certa vez que a única forma de fazer jornalismo é exercendo. Para o dr. Carlos Agudelo Castro, o exercício da profissião é fundamental para produzir o conhecimento ideal, estimulando a que o aluno tenha voz própria. Nas salas de redação o estudante deve comportar-se como repórter, participante de núcleos de pesquisae produzindo artigos experientais publicáveis.















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Levando-se em conta as novas mídias


O professor argentino Miguel Wiñazki, das Universidades de Buenos Aires e de Beldrano, foi o segundo conferencista do II Colóquio Ibero-americano de Professores de Jornalismo, realizado na manhã de hoje, no Centro Universitário UNA-Campus Aimorés. Assim como o anterior, o professor João Canavilhgas, ele foi apresentado pelo mediador, professor Gerson Luiz Martins, da Universidade Fedewral do Mato Grosso do Sul e do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo. O dr. Miguel Wiñazki (ffoto), que é colunista do jornal Clarín, de Buenos Aires, inicialmente falou a respeito do aumento da oscilação do número de profissionais em seu país.
Ele disse que, em 1966, existiam no país 414 jornalistas. Este número esteve em ascensão até 2007. Em 2008, houve uma ligeira queda. Mesmo apssim a Argentina contava com 7.402 profssionais. Para o professor , o grande diferencial entre o jornalismo e a internet é que a internet não é complicada, é simples. Daí serem necessários esforços maiores para que o jornalismo possa ser intérprete do que pretende a sociedade, tornando-se fornecedor de conhecimentos, sem maiores delongas. Tudo indica que não queremos publicidade na internet, Devemos ter em conta isso para hora de diferenciarmos as várias mídias. Temos de pôr em prática novos conceitos, surgidos da web, sob pena de fazermos jornais e não termos leitores.














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Ditadura atrasou processo em Portugal


Para o professor João Canavilhas, da Universidade Beira Interior, de Portugal, a reforma da matriz curricular dos cursos de jornalismo tem se dado ao longo dos últimos quatro anos. Houve tentativas anteriores, porém sem êxito, até porque Portugal viveu durante longo tempo sob ditadura. Durante a Revolução dos Cravos também tentou-se regularmentar a profissão mas o trabalho também não foi adiante. Em Portugal, ainda hoje, quem quiser ser jornalista passa por um estágio, antes de ter sua carteira de trabalho assinada como tal. É possível ainda que uma secretária possa se tornar jornalista desde que se patrão ateste que ela passou pelo período de estágio. Esta concepção parte do princípio que nem sempre o diploma é garantia de que se forar um bom jornalista. Para tanto exige-se conhecimento. Existe, contudo, o curso de jornalismo que pode ser feito na na Faculdade de Letras; Ha também cursos politécnicos, surgidos nos anos 90;
O dr. Canavilhas lembrou que, em seu país existem oito diários e doi s seminários, cinco jornais gratuitos, três revistas, três diários de economia, cinco revistas femininas, mais ou menos 500 nornais locais/regionais e três diários esportivos. E existem ainda três grandes redes de TVs, quatro outras, generalistas, 12 canais diversos e ainda webdigitais. Quanto às emissoras de rádio existem 347 rádios locais/regionais e mais 326 coinsideradas generalistas.

sábado, 18 de abril de 2009

Jornais querem dominar conteúdos




Texto de Fátima de Oliveira

O Presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo(FNPJ), Edson Spenthof (foto), está otimista quanto à absorção das diretrizes curriculares propostas durante o XII ENPJ. Acredita que boa parte delas podem e devem ser acatadas pelo Ministério da Educação e Cultura(MEC). “A qualidade da formação do jornalista é de interesse nacional e penso que ao serem encaminhadas ao Conselho Nacional de Educação sejam bem aceitas”.
Ao falar sobre as possibilidades do fim da exigência do diploma de jornalismo Spenthof diz que os prejuízos para a sociedade serão importantes, pois cria a possibilidade de se contratar um profissional sem qualificação. “Pode-se ter um doutor capaz de falar sobre tal assunto, mas não é simples a prática diária do jornalismo. É um conjunto de regras aceitas pela sociedade”.
Nesse sentido o professor considera a necessidade de um curso de jornalismo de no mínimo 3.200 horas, ou seja quatro anos de formação. Ao se referir ao colaborador ele ratifica a existência dessa figura na legislação e critica todo este estado de coisa alegando que o que os jornais querem mesmo é dominar os conteúdos, enfraquecendo a espinha dorsal do profissional. Ratificou que a liberdade de imprensa potencializa a liberdade de expressão, mas que são situações diferentes e não podem ser misturadas.

Jornalista decodifica a informação para a sociedade


Texto de Fátima de Oliveira

Responsável pela conferência de abertura do XII Encontro Nacional de Professores de Jornalismo (XII ENPJ, o prof. Dr. Alfredo Eurico Vizeu Pereira Junior (UFRJ/Biblioteca Nacional) explica o jornalismo como sendo uma atividade pública com preocupação de mediar os fatos e os acontecimentos cotidianos. “O que o jornalista faz é ajudar as pessoas, a sociedade a compreender o que está se passando.
A televisão, na opinião de Vizeu (foto), hoje o grande veículo de informação. “As pessoas sabem de tudo através da tv, especialmente a tv aberta é muito importante. Ela tem o poder de unir as pessoas num só programa. Passa a ser um lugar de referência, é como se todos os brasileiros estivessem ao mesmo tempo tomando conhecimento do que se passa no país e se relacionando através da televisão”.
O jornalismo enfrenta, atualmente, vários desafios em função das novas tecnologias. “Mas a sociedade, desde os primórdios ,tem necessidade de informação. Por isso nosso jornalista precisa melhorar sua auto estima, tem que encher o peito e dizer que eu sou jornalista, sobretudo diante do papel dele junto à sociedade. Por isso o jornalista tem uma função pedagógica, a função de interpretar o cotidiano e transferir para a sociedade”.

Internet não liquida jornal impresso


Para consolo da classe de jornalistas, o prof.Dr. Paulo Roberto Botão(FNPJ) disse que a existência da internet não implica no desaparecimento do jornal impresso. Botão participou, na manhã deste sábado, da palestra sobre “ O ensino e a realidade do Jornalismo Brasileiro: impactos e influências mutuas”.
“Tampouco o surgimento de outros meio de comunicação”, enfatiza o professor, argumentando que o que pode acontecer é os jornais se tornarem mais parecidos com revistas, com mais ilustrações, com mais fotos, mais gráficos e se tornando mais opinativos e não essencialmente noticiosos.
A internet agora tende a mudar, adotando-se o jornalismo apropriado: “utilizando-se de vídeos, de fotos, som e imagem no mesmo texto, fazendo surgir uma nova linguagem.
Mas nem tudo são louros para essa modalidade da nova ferramenta. “Coisa séria na internet é o direito autoral, não só no jornalismo mas noutros formatos de comunicação. É preciso que se aborde o problema na escola, alertando para o direito autoral, buscando apoio das entidades sindicais, da sociedade. O que pode contribuir bastante para amenizar o problema e enfatizar valores éticos.
Na opinião de Paulo Botão (foto), é necessário a união de escolas, entidades sindicais e sociedade para a defesa do direito autoral na internet. “O futuro do jornalismo , portanto, está na linguagem da narrativa multimidia sempre aliada à prática da ética, concluiu.

Jornalismo: a questão do diploma


O Prof. Dr. Gerson Luiz Martins(FNPJ), será o mediador do II
Colóquio Ibero-americano de Professores de Jornalismo que tratara, no
domingo, sobre o Ensino do Jornalismo.
O problema do diploma é, na opinião de Gerson Martins, o maior impasse
vivido hoje no âmbito das escolas privadas e publicas. “Sinto um
grande desânimo nos estudantes, não só por este questionamento estar
na ordem do dia como também pela questão da infra-estrutura. Tanto que
as escolas não entraram no debate da questão do diploma. Nas públicas,
por causa da questão burocrática e porque o que se quer é garantir a
produção acadêmica, e nas privadas por que os professores, tendo que
se desdobrarem em dois, três empregos, querem mesmo é garantir seus
postos de trabalho. Portanto não se envolvem”.
Outra questão colocada pelo professor Gerson como sendo uma
dificuldade no ensino do jornalismo é o sistema de contratação de
professores na rede privada, feito pelo sistema de ‘professor
convidado’. Neste método o profissional é contratado semestralmente
por um ano renovável por mais um. “Neste formato não há como fazer um
bom planejamento”.(Texto de Fátima de Oliveira)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Desconto em folha desagrada funcionários

O funcionalismo público estadual está revoltado com o Ministério do Trabalho porque este mandou descontar um dia de trabalho de todos os servidores , em favor de seus sindicatos, na folha de pagamento do mês de março. Segundo a presidente da Associação de Professores Públicos de Minas Gerais, Joana D’Arc Gontijo, a medida, adotada pela primeira vez no Estado, é arbitrária e profundamente absurda. Isto porque, como todo mundo sabe, a contribuição sindical (o antigo imposto sindical) é um instrumento criado na ditadura Vargas,para manter os sindicatos atrelados ao governo. Para garantir o direito do funcionalismo, a APPMG, de acordo com Joana Gontijo, vai entrar com mandado de segurança contra o desconto em folha , visando sua reposição para os milhares de funcionários atingidos pela medida.

Colóquio ibero-americano


O II Colóquio Ibero-americano de Professores de Jornalismo discutirá, no domingo, no Centro Universitário UNA, Rua Aimorés, 1451, Funcionários, o tema "O ensino de Jornalismo em seus contextos sócio-econômicos". Os conferencistas serão os professores João Canavilhas (foto), da Universidade Beira Interior, de Portugal; Miguel Wiñazki, da Universidade de Buenos Aires; Carlos Agudelo Castro, da Universidade de Antioquia-Medelin-Colômbia e Sérgio Luiz Gadini, do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo.

VIII Ciclo Naional de Pesquisa


Na programação de sábado, do XII Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, o VIII Ciclo Nacional de Pesquisa em Ensino de Jornalismo será realizado no Centro Universitário UNI-BH, na Rua Diamantina, 567, Lagoinha. Em pauta: Atividades de Extensão, Ensino de Ética e Teorias de Jornalismo, Produção Laboratorial-Eletrônicos, Produção Laboratorial-Impressos e Projetos Pedagógicos e Metodologia do Ensino. O XII Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, que se realiza de sexta a domingo em BH tem na presidência o professor Edson Spenthof, da Universidade Federal de Goiás (foto-Divulgação)

Pesquisa e ensino de Jornalismo


"A relação pesquisa e ensino de Jornalismo: o desafio da pesquisa pura e aplicada em Jornalismo na qualificação do ensino e das práticas profissionais" será o tema do segundo painel do XII E ncontro Nacional de Professores de Jornalismo que se realiza em BH. O segundo painel será das 10h40 às 12h30 de sábado no Centro Universitário UNI-BH, na Rua Diamantina, 567, Lagoinha. Os painelistas serão os professores Josenildo Guerra(foto), Carlos Eduardo Franciscato e Marcos Silva Palacios. O mediador será o professor Leonel Aguiar da PUC-Rio.

Ensino e realidade do Jornalismo


Sãbado, das 8h30m às 10h20, realiza-se o Painel "O ensino e a realidade do Jornalismo brasileiro: impactos e influências mútuas", dentro do XII Encontro Nacional de Professores de Jornalismo. Os painelistas serão: o professor Paulo Botão, do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo; professor Celso Schroder, da Federação Nacional de Jornalistas, e o engenheiro Álvaro Teixeira da Costa, diretor presidente dos jornais Estado de Minas e Correio Braziliense. Imagem: o professor Celso Schroder, da Fenaj-Divulgação.

Encontro de Professores de Jornalismo


O III Encontro Nacional de Coordenadores de Cursos de Jornalismo do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo será realizado nesta sexta-feira, de 9h às 12h30, na Faculdade Pitágoras, Rua Santa Madalena Sofia, 25, Cidade Jardim. O tema: "As novas diretrizes curriculares para os cursos de Jornalismo. A coordenação será da professora Carmen Pereira(foto) , da Universidade Castelo Branco, do Rio de Janeiro. O evento integra o XII Encontro Nacional de Professores de Jornalismo que se realiza em BH de sexta a domingo.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

A importância da literatura


Urariano Mota

Nos tempos em que pensei ser professor, sempre tentei dizer a jovens estudantes que a literatura era fundamental na vida de todos. Mas quase nunca tive sucesso nessas arremetidas rumo a seus espíritos. Minhas palavras pareciam não fecundar. Primeiro porque a literatura ministrada a eles, em outras aulas, destruía todo o gozo de viver. Os mestres, profissionais ou burocratas, ensinavam-lhes a anti, a literatura para antas, com listas de nomes, datas e resumos de obras, nada mais. Em segundo lugar eu não fecundava porque o valor do sentimento, o sentido de uma rosa, o cântico de amor ou o desajuste de pessoas em uma sociedade corrupta nada significava para as tarefas mais práticas, que se impunham.

- O que eu ganho com isso, professor?

E com isso, o jovem, quando de classe média, queria me dizer, que carro irei comprar com a leitura de Baudelaire? Que roupas, que tênis, que gatas irei conquistar com essa conversa mole de Machado de Assis? Então eu sorria, para não lhes morder. A riqueza do mundo das páginas dos escritores, a gratidão que eu tinha para quem me fizera homem eu sabia. Mas não achava o que dizer nessas horas quando o petardo de uma frase de Joaquim Nabuco ganhava a zombaria de toda a gente. Eu sorria e me punha a gaguejar coisas estapafúrdias do gênero os poetas são os poetas, Cervantes era Cervantes. E me calava, e calava a lembrança dos sofrimentos e humilhações em vida do homem Cervantes que dignificou a espécie.

- O que eu ganho com isso, professor?

Quando essa pergunta me era feita por jovens da periferia, excluídos, isso me ofendia muito mais que a pergunta do jovem classe média. Aos de antes eu respondia com uma oposição quase absoluta, porque não me via em suas condições e rostos. Mas a estes periféricos, não. Eu passava a ser atingido nos meus domínios, na minha gente, porque eu olhava os seus rostos e via o meu, no tempo em que fui tão perdido e carente quanto qualquer um deles. Então eu não sorria. Aquilo, do meu semelhante, me acendia um fogo, um álcool vigoroso, e eu lhes falava do valor da literatura com exemplos vivos, vivíssimos, da minha própria experiência. (Há um relato sobre isso em “Histórias para adolescentes pobres”.) Então eu vencia. Então a literatura vencia. Mas já não tinha o nome de literatura. Tinha o nome de outra coisa, algo como histórias reais de miseráveis que têm a cara da gente. Mas tudo bem, eu me dizia, que se dane o nome, vence a literatura.

No entanto, agora refletindo enquanto escrevo, descubro que ainda assim havia uma grandiosa derrota nessa vitória de extremo recurso. Eu, o professor, falhava como professor. Quero dizer, eu não acendia a chama em seus corações como um fogo de pentecostes, com o calor de que a literatura é um valor permanente, alto e tão alto que por vezes parece substituir a própria vida. Quero dizer, para ser mais preciso: eu não fazia aqueles adolescentes atirarem-se aos livros, que seriam uma casa, um céu, um amigo, uma amiga, um amor, a namorada. Os jovens se quedavam por momentos diante do relato e depois mudavam de assunto, para outra coisa mais urgente. Afinal, jovens precisam comer, vestir, beber, e pegarem em namoradas mais concretas que um soneto de Camões.

O professor falhava porque prática, grosseira e opressora era a onipresença do mundo das necessidades. A literatura não se inscrevia como uma prática nesse mundo. E prática aqui em dois significados: como um hábito e como uma intervenção útil, pragmática. A literatura se opunha ao mundo prático. Na visão de todos, ela era como um luxo, um caviar... mas me expresso mal, porque o luxo é desejado, o caviar é querido. Era muito pior: a literatura roubava o tempo que deveria estar empregado em outra coisa. Que coisa? Qualquer coisa, coisa qualquer. Os passatempos mais estúpidos seriam mais necessários que essa inominável que furtava energias, dinheiro e ações dignas de serem vividas.

- Em vez de estar lendo, você devia...

Então eu não mais sorria. No mais íntimo de mim eu me julgava, eu me sabia certo como um neurótico. Tudo era o contrário do que eu pensava, mas eu estava certo. Certo como um neurótico silencioso. Pois que louco eu seria a proclamar as venturas da literatura quando todas e quaisquer coisas eram mais venturosas?

Esta semana uma jovem míope, tímida, com 19 anos, deu uma substância e um conforto a essa qualquer coisa, coisa qualquer que para nada serve, que furta o tempo e deixa os seus cultores neuróticos, malucos ou esquizofrênicos. Na altura em que a mocinha atravessava um momento difícil, prestou concurso para uma bolsa de estudo na Alemanha. Pois esta semana saiu o resultado: ela foi um dos três jovens escolhidos. E por isso viaja, e por um ano terá bolsa líquida e livre de 600 euros, e mais universidade, casa e alimentação. Mas como, eu perguntei a ela, como você conseguiu, se não é uma falante de alemão? Ao que ela, em seu espírito verdadeiro, me respondeu:

- Eu fui salva pela literatura. Em minha carta contei como Goethe entrou em minha vida.

Ah, sabem? Hoje é domingo, faz sol, tudo é luz. O neurótico aqui dedica à jovem esta crônica.(Capa do novo livro do escritor mineiro Carlos Lúcio Gontijo, Jardim de Corpos-Divulgação)

Pesquisadores estrangeiros no XII Encontro


Um destaque do XII Encontro Nacional de Professores de Jornalismo será o II Colóquio Ibero-Americano de Ensino de Jornalismo do FNPJ, que terá o tema "O ensino de jornalismo em seus contextos sócio-econômicos". Este evento contará com a presença dos pesquisadores João Canavilhas (UBI/Portugal), Miguel Wiñazki (Universidade de Belgrano/Argentina), Carlos Gerardo Agudelo Castro (Universidade de Antioquia/Colômbia) e Sérgio Luiz Gadini (UEPG/Brasil), como debatedores, com a mediação de Gerson Luiz Martins (UFMS/Brasil). (No destaque o professor Miguel Wiñazki, da Universidade de Belgrano, Argentina-reprodução da internet)

Também integram a programação o V Colóquio Andi, com o tema "Infância, consumo e mídia: desafios para o jornalismo"; o Pré-Fórum Fenaj; o VIII Ciclo Nacional de Pesquisa em Ensino de Jornalismo, no qual são apresentados pesquisas e relatos de experiências de ensino; e painéis com exposição de pesquisadores e especialistas.

A programação completa e informações sobre como se inscrever podem se obtidas no site oficial do evento: www.fnpj.org.br/12enpj.

Gagarin no espaço


Dia 12 de abril de 1961 o astronauta soviético Yuri Gagarin subia aos céus para tornar-se uma celebridade em todo o mundo. "A Terra é azul", disse, encantado. O primeiro homem a subir ao cosmos esteve em BH, reunido com representantes dos trabalhadores no edifício Acaiaca, quando respondeu às inúmeras perguntas de sindicalistas e de jornalistas. Lá se vão 48 anos... Mais do que nunca, sua constatação da beleza do planeta continua válida, sendo um convite para que trabalhemos para a paz mundial, contra a poluição e pela preservação de nossas áreas verdes.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Prof. Pereira Júnior no XII Encontro


O professor Alfredo Eurico Vizeu Pereira Júnior, doutor em Comunicação pela Uiversidade Federal do Rio de Janeiro, abrirá, na próxima sexta-feira, às 20h30m, na Faculdade Pitágoras, campus da Cidade Jardim, o XII Encontro Nacional de Professores de Jornalismo. O encontro vai se realizar em mais duas universidades até domingo em Belo Horizonte. Alfredo Pereira Júnior é autor, dentre inúmeras obras do livro "Decidindo o que é notícia". O professor chega hoje às 21h40 a BH.

XII Encontro de Professores de Jornalismo


A abertura oficial do XII Encontro Nacional de Professores de Jornalismo será às 20h30m de sexta-feira, na Faculdade Pitágoras (Av. Prudente de Morais, 1223, Campus Cidade Jardim). Haverá conferência do prof. dr. Alfredo Eurico Vizeu Pereira Júnior ( foto), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, seguindo-se coquetel. O tema será “O ensino de Jornalismo no Brasil e as diretrizes curriculares: idas e vindas de um processo de consolidação do Jornalismo como campo acadêmico”.
De 9 às 12h30, no mesmo local, será realizado o III Encontro Nacional de Coordenadores de Cursos de Jornalismo, sobre o tema: “As novas diretrizes curriculares para os cursos de Jornalismo. A coordenação estará a cargo da professora Carmen Pereira, diretora do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo/Universidade Castelo Branco, do Rio de Janeiro. De 14 às 16h o V Colóquio ANDI (Agência de Notícias da Infância e Adolescência) discutirá o tema “Infância, consumo e mídia: desafios para o Jornalismo”.
O Pré Fórum Fenaj (Federação Nacional de Jornalismo), de 16 às 18h discutirá as “Políticas de relação entre área acadêmica e movimento sindical dos jornalistas: avanços necessários para a defesa e consolidação do campo do Jornalismo.
No sábado, no Centro Universitário UNI-BH-Campus Lagoinha (Rua Diamantina, 567), das 8h às 10h20, haverá O Painel 1, tendo como tema: “O ensino e a realidade do Jornalismo brasileiro: impactos e influências mútuas", com os painelistas: Paulo Botão, Schröder e Álvaro Teixeira da Costa. A mediadora será a profa. Dra. Sandra Freitas, da PUC/MG.
O Painel 2 verá “A relação pesquisa e ensino de Jornalismo: o desafio da pesquisa pura e aplicada em Jornalismo na qualificação do ensino e das práticas profissionais”, tendo como painelistas: Josenildo Guerra, Carlos Eduardo Franciscato e Marcos Silva Palacios. O mediador será o prof. dr. Leonel Aguiar, da PUC/Rio e diretor-científico do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo.
Depois do almoço, de 13h30m às 18h, será realizado, no mesmo local, o VIII Ciclo Nacional de Pesquisa em Ensino de Jornalismo e, das 18h às 20h, haverá lançamento de livros e apresentação de pôsteres.
Domingo, último dia do Encontro, os trabalhos serão no Centro Universitário UNA-Campus Aimorés (Rua Aimorés, 1451, Funcionários). De 9 às 12h será realizado o II Colóquio Ibero-americano de Professores de Jornalismo do FNPj, sob o tema: “O ensino de Jornalismo em seus contextos sócio-econômicos. De 13h às 17h30, será realizado o VIII Ciclo Nacional de Pesquisas em Ensino de Jornalismo, e, às 18h, haverá assembléia geral ordinária. O encerramento está previsto para as 21h.

Trinta anos da Lei da Anistia


A lei da anistia política completa 30 anos em agosto. Há muitos questionamentos, a começar pelas próprias áreas oficiais, como os ministros Tarso Genro, da Justiça, e Paulo Vanucchi, da Secretaria Especia de Direitos Humanos... Os órgãos da sociedade civil, com raras exceções, ainda não estão participando para valer dos debates...Mas a data precisa ser lembrada. E é o que estamos fazendo neste blog, sempre lembrando que há espaço para se exigir a criação do Memorial da Anistia no local antes previsto: no prédio do antigo Dops, na Avenida Afonso Pena.
Artistas visitam presos políticos durante a greve de fome realizada no período de 22 de julho e 22 de agosto de 1979. O registro é da Fundação Perseu Abramo, presidida pelo ex-deputado e ex-ministro Nilmário Miranda: "Em pé:Sales, Jussara Freire, Manfredo Colassanti, Elke Maravilha, Joel Barcelos, Perly Cipriano, Nelson Rodrigues, Sérgio Brito, José Resende, Rui Resende; atrás: Loise Cardoso, Gilney Amorim, Lucélia Santos, Odria, Johny Nessling, Jorge Raimundo, Mattos; sentados: Tião Fonseca, Betina Viani, não identificada, Vanda Lacerda, Bebeto Bahia, não identificada, Maria Silvia, Sônia Braga, Paulo Henrique, Jesus, Osmar Prado, Stephan Necerssian, Alex, Renata Sorrah, Francisco Cuoco, Jabur, Manoel Henrique.
Foto extraída do livro Fome de Liberdade - Relato dos Presos Políticos, de Gilney Viana e Perly Cipriano". (Fundação Perseu Abramo-Divulgação)

sábado, 11 de abril de 2009

A nova toupeira


O Portal Vermelho realiza dia 16, às 19 horas, na rua Rego Freitas, 162, em São Paulo, debate sobre Os caminhos da Esquerda na América Latina. Na ocasião o cientista político e professor da Universidade de São Paulo Emir Sader estará lançando seu livro A nova toupeira. Conforme trecho do livro, “o continente americano é o de maior grau de desigualdade no mundo – e, portanto, de injustiça –, situação que só se acentuou com a década neoliberal, mas os duros golpes sofridos pelo campo popular, tanto com as ditaduras quanto com as políticas neoliberais, não faziam pressagiar uma mudança tão rápida e profunda. Buscaremos compreender as condições que permitiram uma virada tão radical e transformaram o paraíso neoliberal em oásis antineoliberal num mundo ainda dominado pelo modelo neoliberal, assim como o potencial e os limites dessa virada, num marco continental e mundial”.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Educação, jornais, livros e leitura




Carlos Lúcio Gontijo


Metidos na visão estreita do corte de custos, os proprietários de jornais resolveram extinguir o departamento de revisão, que na realidade funcionava como uma espécie de editoria final, livrando os jornais não apenas de muitos erros gramaticais e de grafia, mas também de muito equívoco de informação




Os índices de leitura são baixos e vão continuar baixos por muito tempo no Brasil, caso permaneçamos assentados sobre as mesmas estruturas pedagógicas. Nossos jornais, que deveriam usar a sua influência para exigir projeto educacional capaz de democratizar o ensino de boa qualidade e didaticamente montado sob o objetivo de atender, por meio de linguagem adequada, à totalidade de sua clientela, em vez de apenas 20% dela – o que explica o grande número de repetência e evasão escolar –, não lidam bem com o assunto e nem conseguem demonstrar na prática a sua preocupação educacional, apesar de serem hoje drasticamente prejudicados pela falta de hábito de leitura.
Metidos na visão estreita do corte de custos, os proprietários de jornais resolveram extinguir o departamento de revisão, que na realidade funcionava como uma espécie de editoria final, livrando os jornais não apenas de muitos erros gramaticais e de grafia, mas também de muito equívoco de informação. A esse procedimento podemos somar a arrogância dos jornais de se sentirem os donos da notícia, transformada por eles em marketing ou na simples decisão de divulgar ou não, baseados simplesmente no jogo comercial (e político) de seus interesses.
A grande verdade é que esse procedimento desprovido de compromisso com a boa informação vinha, há tempos, provocando queda no estoque de leitores, mas não era muito sentido no faturamento dos jornais, pois os anunciantes ainda viam neles a influência do passado. Daí então surgiu a internet tirando-lhes o monopólio da notícia, e eles, atravessando desmesurada crise de identidade, se nos apresentam despreparados para ser o contraponto, uma vez que a divulgação inserida nos espaços virtuais sofrem com a falta de credibilidade, cobrando do leitor o exercício da filtragem.
No desespero, muitos jornais optaram por se transformar em tablóide, no qual é confundida a leveza jornalística com exposição de mulheres nuas, falta de notícia e de opinião, dando origem a uma publicação que já chega às ruas velha, ultrapassada e sem qualquer atrativo. Em suma, uma vez nas bancas, os tablóides coloridos têm um período de procura e venda bastante curto, além de descartados como papel de embrulho no primeiro correr de olhos do leitor. Ou seja, não há neles matéria a ser revista (se a ideia era fazer um produto impresso absolutamente descartável, acertaram em cheio e não têm do que reclamar).
Dia 27 de março último, marcamos presença, em corpo e alma, no sepultamento do amigo Elias Maboub, que foi revisor por mais de 50 anos. Ele gostava de brincar conosco dizendo que “jornal sem revisão era a materialização do ato de fazer do erro a certeza do acerto...” E se julgam tão certos, saudoso Maboub, que agora querem jornalistas sem diploma; talvez estimulados pelo grande feito de elaborarem jornais tão descompromissados com o leitor que até podem, agora, se dar ao luxo de dispensar mão-de-obra técnica, ética e intelectualmente preparada para o exercício da profissão de jornalista.
Num ambiente assim contrário ao prazer da leitura e da reflexão tomado como fator prejudicial ao lazer propagado pela cultura de eventos, ousamos enviar um romance de 368 páginas (Jardim de Corpos) e um livro infantil (Duducha e o CD de Mortadela) para impressão, enfrentando os altos custos gráficos brasileiros, onde a crise econômica baixou o preço do quilo do papel e do papelão recolhidos pelo catador de material reciclável nas ruas, ao passo que o preço de edição de um livro se mantém em patamares elevadíssimos, apesar de o governo ter retirado todos os impostos que incidiam sobre a produção literária, que pouco espaço tem nos jornais, onde a preocupação é tão-somente com as celebridades e os famosos, ainda que, exaustos, enfastiados e entediados, nada tenham a dizer.

Carlos Lúcio Gontijo é jornalista, poeta, escritor, revisor e editor.
http://www.carlosluciogontijo.jor.br/

Fome mata uma criança a cada 6 segundos




São dados da Organização das Nações Unidas: em cada seis segundos uma criança morre de subnutrição em alguma parte do mundo. As informações foram passadas pelo relator especial da ONU no ítem Direito à Alimentação, Olivier Schuter. (Imagem: Granma)

Brasileiros preferem paraísos fiscais


Apontados na reunião do G20 como vilões do sistema financeiro internacional, os paraísos fiscais são destino ou passagem de 70% dos investimentos brasileiros no exterior.
De acordo com dados do Banco Central, os investimentos diretos de empresas brasileiras em outros países somaram US$ 103,9 bilhões em 2007 - último ano de que se dispõe de dados consolidados.
Desse total, metade foi cadastrada nas Bahamas e nas Ilhas Cayman.
As contas correntes nesses países também são procuradas por pessoas físicas. Dos US$ 22 bilhões que brasileiros tinham depositados no exterior, 34% passaram pelos cofres de instituições com sede em paraísos fiscais.
O tema foi um dos destaques na reunião do G20, em Londres. Os líderes do grupo querem maior transparência no sistema financeiro internacional - sem exceções - e concordaram, inclusive, em aplicar sanções contra os países que se negarem a reformular sua legislação bancária.(BBCBrasil)

Fim do boqueio a Cuba




O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou em La Paz que tem pronta uma resolução a ser apresentada no Encontro das Américas, a ser realizado em Trinidad e Tobago, pondo fim imediato ao bloqueio econômico contra Cuba. Este bloqueio é uma das incompreensíves injustiças que ocorrem há 40 anos no mundo. (Ilustração:Telesur)

O Brasil e a crise mundial


A Fundação Perseu Abramo promoverá, dia 17, às 1h, em BH, um debate sobre ""O Brasil e os desafios da crise mudial". O evento está programado para o Dayrel Hotel, Rua Espírito Santo, 901. Quem poderá dar maiores detalhes é Michelle Guimarães, através do telefone 3979063.

É preciso combater o assédio moral


Vanderlei Roberto dos Santos

Os trabalhadores vítimas de assédio moral têm de combater esta violência porque não há saída sem luta
O assédio moral no trabalho faz mal à saúde das pessoas, pois elas passam a sofrer com depressão, tremores, distúrbios do sono, hipertensão e pensamentos ou tentativas de suicídio. O quadro é grave. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) calcula que cerca de 42% dos brasileiros já foram alvos de assédio moral ou violência moral no trabalho.
Embora pareça ser um problema novo, a violência é tão antiga quanto as relações de trabalho. Por isso, é fundamental, o trabalhador identificar o assédio moral e denunciar o fato ao seu sindicato ou à sua federação.
A empresa pratica a violência quando expõe o empregado (a) a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas na jornada de trabalho e no exercício de suas funções.
Identifica-se o assédio moral quando, além da repetição sistemática há:
1) Intencionalidade: força o trabalhador a abrir mão do emprego;
2) Direcionalidade: uma pessoa da seção ou do departamento é escolhida como bode expiatório;
3) Temporalidade: quando ocorre durante a jornada de trabalho, por dias e meses;
4) Degradação deliberada das condições de trabalho
Menosprezo
A estratégia é isolar a vítima do grupo, impedindo-a de se expressar. A partir daí, ela é fragilizada, ridicularizada, inferiorizada e menosprezada na frente dos colegas.
O chefe costuma ameaçar a pessoa de demissão e chamá-la de incompetente na frente dos colegas. Dá ordens confusas e contraditórias. O objetivo é desestabilizar emocionalmente a vítima.
Sintomas das doenças pioram
Outros representantes dos patrões usam também a tática de impedir os colegas de cumprimentar ou almoçar com o funcionário (a) alvo de assédio moral, exigem trabalho depois do horário e trocam a vítima de turno sem avisá-la antecipadamente.
Os sintomas das doenças tendem a piorar porque quem é agredido sistematicamente não consegue trabalhar normalmente. Cai sua produção individual e a qualidade do serviço. Está aberto o caminho para a vítima entrar em depressão, apresentar sentimento de inutilidade e de fracasso e ter baixa autoestima.
O que fazer ?
Fugir não resolve, pois é preciso resistir, lutar. O trabalhador (a) tem de criar coragem e procurar o seu sindicato, relatando tudo o que acontece no ambiente de trabalho para que os advogados possam tomar as providências necessárias.
Para comprovar a violência, a vítima deve proceder da seguinte forma:
· Anotar com detalhes todas as humilhações sofridas (dia, mês, ano, hora, local ou setor, nome do agressor, colegas que testemunharam o fato, conteúdo da conversa ou qualquer outro tipo de informação;
· Dar visibilidade, procurar ajuda dos colegas especialmente aqueles que presenciaram o fato e que já foram vítimas do agressor;
· Evitar conversar com o agressor sem testemunhas;
· Exigir por escrito explicações do ato violento e manter uma cópia da carta enviada ao Departamento Pessoal e da eventual resposta do agressor;
· Procurar o sindicato, Ministério Público e Comissão de Direitos Humanos.
· Buscar apoio junto aos familiares.
Lembre-se que o medo é o pior inimigo para combater a violência moral no trabalho. Portanto, se você perceber que o seu colega está sendo vítima de assédio moral, seja solidário. Afinal, você poderá ser "a próxima vítima". (Ilstração do site www.assediomoral.org)


Vanderlei Roberto dos Santos, Secretário de direitos humanos da Força Sindical São Paulo

Songe inaugura Cine Clube




O Songe (Sindicato dos Odontologistas), juntamente co vão inaugurar o Cine Clube Songe AMEP, com o objetivo de ampliar as atividades culturais e promover uma discussão crítica e reflexiva sobre a sétima arte.Serão promovidas exibições bimensais de filmes comentados por especialistas. A inauguração ocorerá no dia 23 de abril, às 19h com o filme "Sicko - SOS Saúde" do diretor Michael Moore(Foto), documentário que analisa vários sistemas de saúde do mundo.
No dia 25 de junho será exibido "Crianças Invisíveis", documentário sobre a situação de crianças de rua em vários países e dirigido por Medhi Charef, Kátia Lund, John Woo, Emir Kusturica, Spike Lee,Jordan Scott, Ridley Scott e Stefano Veneruso.As sessões serão gratuitas e precedidas de um lanche.

Saúde da Família

Associação Mineira de Saúde Coletiva – AMEP realizará nos dias 28 e 29 de maio no Clube dos Oficiais da Polícia Militar – O Seminário “ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: PERSPECTIVAS E DESAFIOS PARA O SÉCULO XXI”. Será uma oportunidade para os profissionais discutirem a Estratégia de Saúde da família e suas interfaces na prática e gestão. Na ocasião, estarão presentes profissionais da ponta, acadêmicos, gestores, professores e autoridades envolvidas com o tema. Inscrição e mais informações no site: http://www.amep.org.br/

Voltando ao passado: "Esse é o cara"


Quando sindicalista, numa das reunões realizadas na sede do Sindicato dos Bancários, em BeloHorizonte, Luiz Inácio Lula da Silva, antes da criação do PT, deu a seguinte definição de comunista: "É o sujeito que fala mal da gente por detras, por não ter coragem de falar na frente". À época, eu presente ao encontro, apresentado ao Lula pelo então presidente do Sindicato dos Bancários, Arlindo José Ramos, julguei que ele estivesse brigado com seu irmão, conhecido comunista, Frei Chico...Eleito presidente, com apoio dos Partidos Comunistas, deve ter mudado de opinião..."Esse é o cara"!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

RELAÇÕES CUBA-ESTADOS UNIDOS




Fidel Castro Ruz




ENQUANTO no dia 2 de abril iniciava e concluía em Londres a Cúpula do G-20, a conhecida jornalista do Washington Post, Karen DeYoung, escreveu nesse influente órgão de imprensa: "O Senador Richard G. Lugar fez um apelo ao Presidente Obama para que nomeasse um enviado especial para iniciar conversações diretas com o governo comunista da ilha.
"Os quase 50 anos de embargo econômico contra Cuba ─ diz Lugar (Republicano por Indiana) ─ colocam os Estados Unidos em contradição com a opinião do resto da América Latina, da União Européia e das Nações Unidas" e "solapam nossa mais ampla segurança e interesses políticos no Hemisfério Ocidental".
"A Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago, de 17 a 19 de abril, seria uma oportunidade para que você construa um clima mais hospitaleiro para adiantar os interesses dos Estados Unidos na região através de uma mudança em nossa atitude relativamente a Cuba.
"Lugar, o republicano mais proeminente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, ─ diz Karen DeYoung ─ está na avançada de um amplo movimento que advoga por uma nova política que inclui a Câmara de Comércio dos EUA, outros grupos empresariais, um número de governos estaduais e grupos de direitos humanos. Uma maioria bi-partidarista do Congresso tem votado em repetidas ocasiões em favor de aliviar as restrições de viagens e outros contatos com Cuba, apesar de medidas fracassadas após ameaças de vetos presidenciais durante a administração Bush".
"Lugar é co-patrocinador de um projeto de lei bi-partidarista introduzido no Senado nesta semana que porá término a todas as restrições sobre as viagens a Cuba, salvo casos de guerra ou ameaças para a saúde e a segurança".
"Lugar disse que a nomeação de um enviado e o início de conversações diretas sobre temas como migração e tráfico de drogas ‘serviria aos interesses de segurança vitais dos Estados Unidos’… e poderia, em última instância, criar as condições para um debate significativo de temas mais litigiosos."
O artigo de Karen não admite dúvida de que o Senador por Indiana caminha com os pés sobre a terra. Não parte de posições filantrópicas. Trabalha, como ela expressa, com "a Câmara de Comércio dos EUA e outros grupos empresariais, outros governos estaduais e grupos de direitos humanos".
Tenho a certeza de que Richard G. Lugar não teme a bobagem de que o qualifiquem de fraco ou pró-socialista.
Se o presidente Barack Obama percorre o mundo afirmando, como o fez em seu próprio país, que resulta preciso investir as verbas que forem necessárias para sair da crise financeira, garantir as moradias em que vivem inumeráveis famílias, garantir o emprego aos trabalhadores norte-americanos que o estão perdendo aos milhões, colocar os serviços de saúde e uma educação de qualidade para todos os cidadãos; como isso pode ser conciliado com medidas de bloqueio para impor sua vontade a um país como Cuba?
As drogas constituem hoje um dos problemas mais graves deste hemisfério e da Europa. Na luta contra o narcotráfico e o crime organizado, estimulado no enorme mercado dos Estados Unidos, os países latino-americanos estão perdendo já quase dez mil homens cada ano, mais de duas vezes os que os Estados Unidos têm perdido na guerra no Iraque. Seu número cresce e o problema está bem longe de ser resolvido.
Esse fenômeno não existe em Cuba, vizinho geográfico próximo dos Estados Unidos. No espinhoso tema e na luta contra a emigração ilícita, os guarda-costas norte-americanos e cubanos têm estado cooperando durante longos anos. Por outro lado, nenhum norte-americano morreu como conseqüência de ações terroristas procedentes de nosso país, porque não seriam atividades toleradas.
A Revolução cubana, que nem o bloqueio nem a guerra suja conseguiram destruir, é baseada em princípios éticos e políticos; é por isso que tem sido capaz de resistir.
Não pretendo esgotar o tema. Longe disso, omito nesta reflexão o prejuízo que tem ocasionado a nosso país a atitude arrogante dos Estados Unidos contra Cuba.
Os que são capazes de analisar serenamente os acontecimentos, como é o caso do Senador de Indiana, usam um argumento irrefutável: as medidas dos Estados Unidos contra Cuba, ao longo de quase meio século, constituem um fracasso total.
Não é preciso enfatizar o que sempre Cuba tem dito: não tememos dialogar com os Estados Unidos. Também não precisamos da confrontação para existir, como alguns tolos pensam; existimos precisamente porque acreditamos em nossas idéias e nunca tememos dialogar com o adversário. É a única forma de procurar a amizade e a paz entre os povos".

Protestos chegam às prefeituras

O movimento que pretende fechar as prefeituras mineiras, em protesto contra as quedas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), marcado para o próximo dia 15, já conta com a adesão de quase todos os 853 prefeitos do estado. A afirmação foi feita na quinta-feira à noite pelo presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Celso Cota. A paralisação foi definida em reunião da direção da AMM com os presidentes das associações de municípios das microrregiões de Minas, no último dia 26.

O PREÇO DE UMA VERDADE







Amanhã, terça-feira, o filme O Preço de uma Verdade, de Billy Ray (EUA-2003), abre o ciclo de filmes sobre jornalismo que o CineClube Joaquim Pedro de Andrade, do Sindicato dos Professores, promove este mês. " preço de uma verdade é um filme baseado em fatos reais e mostra a vida de um jornalista da revista The New Republic , um das mais importantes dos Estados Unidos, chamado Stephen Glass e traz como tema a ética profissional. O autor teve o desafio de transformar um fato real, com seus complexos, em um filme que retratasse com o máximo de fidelidade a realidade. O filme começa com algumas informações sobre a revista. Nos 30 primeiros minutos, o filme mostra a vida do jornalista, sua maneira de ser e seu relacionamento com os colegas de trabalho. O autor expôs os fatos de forma clara e objetiva, numa seqüência bem interessante. Não deixou de expor fatos importantes como a demissão do editor da revista “The New Republic” Michael Kelly e sua substituição por Chuck Lane, um dos redatores. O desenvolvimento do filme vai mostrando que Stephen esconde algo. Depois da publicação de um artigo importante Stephen começa a ser investigado por Adam Penenberg, que suspeita da veracidade das informações contidas no artigo. A debatedora será a professora e mestre em Sociologia Carmen Dulce Vieira. O Cineclub Joaquim Pedro de Andrade fica na Rua Tupinambás, 179. A entrada é gratuita. (Cena de O preço de uma Verdade, de Bylly Ray-Divulgação)

A Lista de Schindler


A lista preparada pelo industrial alemão Oskar Schindler, que ajudou a salvar mais de mil judeus dos campos de concentração na Segunda Guerra, foi encontrada em uma biblioteca de Sydney, na Austrália, que não sabia que estava de posse do documento.
A lista foi encontrada em meio a notas de pesquisa e recortes de jornais alemães usados pelo escritor australiano Thomas Keneally, autor do livro A arca de Schindler, em que se baseou o filme A lista de Schindler, de Steven Spielberg.
A biblioteca obteve a lista quando comprou o material de pesquisa de Keneally em 1996.
A lista contém 13 páginas amareladas, onde estão escritos os nomes e nacionalidades de 801 judeus e foi descrita como um dos documentos mais poderosos do século 20.
"Ela salvou 801 vidas das câmaras de gás... é uma peça histórica incrivelmente tocante", disse a co-curadora da biblioteca Olwen Pryke.(BBCBrasil-Divulgação)

Dicionário do Cinema Brasileiro







Ademir Silva

O cineasta, pesquisador, escritor e historiador Jurandyr Noronha, nascido em Juiz de Fora, mas pouco conhecido em Minas, vai ser homenageado, com muita justiça, no dia 29, na Academia Brasileira de Letras, com o lançamento do livro Dicionário Jurandyr Noronha do cinema brasileiro – De 1896 a 1936. O fato merece destaque especial, pois Noronha, hoje com 94 anos, dedicou sete décadas de sua vida ao setor cinematográfico e se tornou uma espécie de guardião da memória da sétima arte brasileira. Entre outras, impediu que se perdessem originais de reportagens e de filmes da maior importância. Sem a descoberta e a recuperação desses verdadeiros tesouros, a documentação de fatos capitais da vida nacional estaria perdida para sempre.
Detalhes
Não se está exagerando nos elogios ao cineasta Jurandyr Noronha. Basta citar três trabalhos envolvendo a descoberta e a preservação de originais realizados por ele. Coube ao pesquisador descobrir o filme, feito em Paris, do voo de Santos Dumont no 14-Bis, no Parque Bagatelle. Esse documento cinematográfico comprovou a realização do primeiro voo de aeronave mais pesada que o ar. A segunda proeza de Noronha foi achar filme sobre o famoso cangaceiro Lampião, realizado no sertão nordestino pelo mascate Sebastião Abrahão. A fita se encontrava perdida, decompondo-se nos arquivos do antigo Departamento de Imprensa e Propaganda – o DIP da ditadura Vargas.
A terceira façanha de Jurandyr foi encontrar os negativos de o tesouro perdido, segundo filme do mineiro Humberto Mauro, pioneiro do cinema no país. Na extensa relação de seus trabalhos, Noronha realizou fitas épicas com personagens famosas como o médico Oswaldo Cruz e o marechal Rondon. (Imagens reproduzidas de No Tempo da Manivela, livro de Jurandyr Noronha-Divulgação)

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Coordenadores de Cursos de Jornalismo


De 9h às 12h30 do dia 17, na Faculdade Pitágoras, Rua Santa Madalena Sofia, 25, Bairro Cidade Jardim, será realizado o III Encontro Nacional de Coordenadores de Cursos de Jornalismo do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo. O tema será "As novas diretrizes curriculares para os cursos de Jornalismo". A coordenadora dos debates será a professora Carmen Pereira, diretora do FNPj-Universidade Castelo Branco, do Rio de Janeiro. Este evento constitui-se na abertura do XII Encontro Nacional de Professores de Jornalismo que terá BH por sede no período de 17 a 19 de abril.

Dicas para visitantes

BH- a capital nacional dos bares e restaurantes-reúne os mais variados temperos e sabores de Minas Gerais.Da feijoada com couve ao famoso franco ao molho-pardo, da pimenta ao legítimo queijo Minas, cada prato ostenta o charme e a riqueza gastronômica do Estado. Os doces, o café com rapadura e o licor de jabuticada dâo o toque final nas refeiçôes.