sexta-feira, 30 de abril de 2010

Heróis e mártires







Primeiro de maio,


Dia Universal do Trabalhador


José Carlos Alexandre (*)








Não vou lhes falar unicamente dos Mártires de Chicago, que deram origem ao Primeiro de Maio,estabelecido pela II Internacional em 20 de julho de 1889. Vou lhes falar também de mineiros valentes, honestos, trabalhadores.

Em 17 de maio de 1886 se reuniu o Tribunal Especial de Chicago, ante o qual compareceram: August Spies, 31 anos, jornalista e diretor do jornal "Arbeiter Zeitung”; Michael Schwab, 33 anos, tipógrafo e encadernador; Oscar W. Neebe, 36 anos, vendedor, anarquista; Adolf Fischer, 30 anos, jornalista; Louis Lingg, 22 anos, carpinteiro; George Engel, 50 anos, tipógrafo e jornalista; Samuel Fielden, 39 anos, pastor metodista e tecelão; Albert Parsons, 38 anos, veterano da guerra de secessão, excandidato À Presidência dos Estados “Unidos por grupos socialistas, jornalista.

Ficaram eternizados no coração de todos os trabalhadores do mundo como os Mártires de Chicago, por defenderem a redução da jornada de trabalho. Já lhes contei a saga, trabalhando na imprensa burguesa e também na imprensa alternativa.

Quero lhes contar um pouco da história de 51 trabalhadores da mina de Morro Velho, em Nova Lima (e Raposos), Uma história igualmente comovente.Uma história feita de heroísmo, de muita luta, construída ao longo de anos e anos por parte homens como Anélio Marques Guimarães e seus companheiros, seus amigos, seus familiares.

Preciso lhes contar como o Partido Comunista Brasileiro, o PCB, pouco mais de dez anos após sua fundação, estabeleceu suas bases numa cidade operária por excelência.Ou melhor, duas cidades operárias: Nova Lima e Raposos.

Já lhes contei, em outra ocasião, como um jovem empreendedor, um comerciário, depois empresário de renome, José Costa, um dos participantes do Congresso de Niterói, que criou o PCB em 1922, veio para Minas com a missão de lançar aqui as bases do Partidão.

Hoje falo das primeiras atividades do PCB em Nova Lima. Já no emblemático ano de 1935. O ano da Aliança Libertadora Nacional. O Partido lutou pela criação de um núcleo da ANL local. Ao lado da luta política, a luta sindical.

Como consequência, no dia Primeiro de maio de 1935, a Companhia Morro Velho concedia as primeiras férias a seus trabalhadores. É certo que, em 1925 a Morro Velho havia distribuído umas carteiras pretas para a concessão de férias.

Mas somente após a criação da União dos Mineiros (em 13 de maio de 1934) as primeiras carteiras de trabalho foram distribuídas.Em 1940, a União transformou-se no Sindicato dos Mineiros, com uma história de lutas e conquistas valorizada em todo o mundo.

Em represália à criação do Sindicato, os fundadores foram demitidos, sem qualquer indenização.O nome desses heróis eu lhes conto aqui, com base numa publicação da Associação de Professores Públicos de Minas Gerais: Ovídio José da Silva, Francisco Moreira, Geraldo Barbosa, Viriato de Barros, JoséPedro de Deus, Pedro Müller, Artivo Vimieiro, Vimieiro Silvestre Barbosa, José Nelson, Gilberto Branco, José de Melo, Joaquim José de Souza, Abel Saturnino de Melo, Antônio Vicente Rodrigues, Américo Teodoro da Rocha, Pedro Souto, João Crisócimo Gomes e Máximo Egídio.

ILEGALIDADE

Mas quero lhes falar dos 51 heróis de 1949, época de maior repressão nas cidades operárias de Nova Lima e Raposos. Houve demissões em massa, em represália à luta pelas principais reivindicações da classe operária.Atingindo trabalhadores com 20, 30 e até 40 anos de casa. Sob a ridícula acusação de terroristas, de sabotadores da produção, sendo todos honestos trabalhadores, como atestam as fichas funcionais da própria Companhia Morro Velho...

DESTERRO

A saga dos trabalhadores da Morro Velho, a partir da prisão dos participantes da ANL, dentre eles Anélio Marques Guimarães e o presidente do Sindicato, em novembro de 1935, inclui o desterro de lideranças, proibidas de voltar à Nova Lima, como Pedrinho (não tenho seu nome completo) e mesmo o assassinato de militantes mais ativos como William Dias Gomes e José dos Santos, o Lambari. A luta, contudo,jamais cessou. Mesmo nos duros tempos da ditadura, com os trabalhadores sempre na resistência...

"SABOTADORES"

Vamos à relação dos 51 demitidos, como "sabotadores”, em uma falsidade sem par, para que a Morro Velho se livrasse det rabalhadores atuantes, sem pagamento de indenizações, prejudicando suas famílias.

São eles: Acipe Ribeiro Sales, Adão Firmo, Adão Vital Silva, Agamenon Arruda Lopes, Agenor Gomes Ferreira, Alaor Madureira Melo, Alcebíades de Melo Campbell, Alvino Ferreira, Anélio Marques Guimarães, Antenor Rodrigues das Dores, Antônio Ferreira Dias, Antônio Liberato da Silva,Argemiro Marçal de Oliveira, Benevenuto Pereira, Clorinto Peixoto Frade, Dionísio Gomes, Eliezer Pereira da Silva, Eurípedes Nunes Coelho, Geraldo Cipriano Teixeira, Geraldo Policarpo de Souza, João Batista Soares, João Batista Viana, João Felipe de Oliveira, João Ferreira Dias, João Oliveira Guimarães, João Vizaque, Joaquim Carvalho, Joaquim Gonçalves Andrade, Jorge Blanco, José Alves Vieira,Joé Carolino dos Santos, José Eduardo Braga, José Egídio Nery,Ladislau Pereira, Lindorico Silva Barbosa, Luiz Pascoal dos Santos,Manoel Madureira Rodrigues,Manuel Correia de Sá Bandeira, Militão Alves Rosa, Modesto Paula Santos, Nelson Fernandes de Melo, Orlando Correia, Pedro Junqueira,Pedro Matias Barbosa, Raimundo Barreto Lima, Sebastião Araújo Silva,Sebastião Vitorino da Silva, Ulisses Vieira da Silva, Vitalino Rufino Martins e Wenceslau Ferreira.Nomes que merecem figurar no panteão dos heróis da classe operária mundial.



(*) José Carlos Alexandre é jornalista, membro do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos



(Imagem: reprodução da obra do pintor espanhol, radicado em BH, Carlos Carreteiro, intitulada,"Um grito de liberdade")

PCB põe seu bloco na rua





Com o lançamento oficial da pré-candidatura de seu secretário geral, Ivan Pinheiro, o Partido Comunista Brasileiro põe seu bloco na rua em Minas Gerais. Ivan passou o dia 2 em BH onde cumpriu um programa que começou com entrevista na sede do PCB, Rua Curitiba,656, 6o. andar, rápida passada pela concentração de 15 mil professores em greve e palestra à noite na sede do SINTAPPI, na Rua Guajajaras.
O local acabou sendo pequeno, tal o comparecimento, inclusive de convidados não membros do PCB como a professora Heloísa Bizoca Greco, do Instituto Helena Greco, a cientista política Diva Moreira, dentre outros.
Fábio Bezerra membro da Comissão Política , fez a abertura e conduziu os trabalhos.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Cuidado com os celulares

Dentro dos Shoppings Centers há pessoas próximas às entradas dos cinemas fazendo uma suposta pesquisa com os jovens (algo "interessante", como cinema, TV, um novo filme a ser lançado...)..Pegam então o nome, telefone celular, fixo e residencial, endereço, nome dos pais e discretamente anotam algumas características como as roupas, cor do cabelo, etc. etc.. etc.
E em seguida pedem para não esquecer de desligar o telefone celular para não incomoda outras pessoas no interior do cinema durante a exibição do filme.
Depois que as pessoas entram no cinema, eles esperam alguns minutos, ligam para a pessoa que foi "entrevistada" para ver se o celular está mesmo desligado e, se estiver, eles ligam para a casa da pessoa.
O bandido diz o nome completo do seu filho ou parente (o que já assusta), as características como cabelo, estatura, roupas e diz ainda "Ligue para seu filho, se acha que estou mentindo... o nº dele é 9XXX - XXXX?
Está desligado... "(pronto, se ele sabe até o nº do celular de seu filho ou parente, só pode ser verdade)".
E como um filme dura em média 2Hs, demora muito para você conseguir ligar e ser atendido.
Aí você já está em pânico e pronto para fazer o que o bandido lhe pedir.

¨AVISO DE UM DELEGADO DE POLÍCIA¨

Isso não é boato e nem uma brincadeira, é fato verídico. Instruam seus filhos e parentes a não responderem nenhuma entrevista ou pesquisa nas ruas e fornecer informações curriculares a não ser que sejam apenas diretamente para empresas.

Não coloquem Curriculum em sites da internet. Nunca desliguem os celulares. Coloque-os em "silencioso". Em caso de cinemas, coloque-o para que simplesmente acenda a luz.Assim saberão se algum parente está ligando... e lhe procurando. O nível de inteligência dos bandidos está aumentando...Temos que nos precaver cada vez mais.

TV Brasil exibe Estúdio Móvel


Estúdio Móvel é o novo programa da TV Brasil voltado para o público jovem com estreia marcada para o dia 3 de maio, segunda-feira, às 18h. Apresentado por Liliane Reis, a nova produção busca um retrato do jovem urbano e contemporâneo. Para isso, o tradicional estúdio fisicamente limitado foi transformado em algo móvel. E desse conceito novo surgiu a ideia do nome, um estúdio que pudesse ir às ruas: Estúdio Móvel.
As entrevistas acontecem em cenários do cotidiano como ônibus, praças, exposições, praias, onde o convidado estiver. E se ele precisar de uma carona por que não? O fio condutor do programa é uma conversa dentro de um ônibus estilizado. O Estúdio Móvel entra na rotina do convidado e oferece transporte de um ponto a outro da cidade, aonde for seu destino, em troca de um bate papo. “No papo do ônibus a intenção é viajar no universo da pessoa. Um perfil. Um pouco além do trabalho”, esclarece Liliane Reis. A música invade a cena no quadro com as bandas. Artistas como Jorge Ben Jor, Carlinhos Brown, Toni Garrido, Ed Motta, Preta Gil, Zeca Baleiro e os grupos O Rappa, Detonautas, Autoramas, Fresno, entre outros, abriram suas portas para o programa. “Fomos ao estúdio do George Israel ver a gravação do CD sobre o Cazuza que ainda não está pronto”, conta Liliane Reis. No quadro, a apresentadora acompanha o processo criativo das bandas em situações como gravação de videoclipes, de DVDs, e até um show num posto de gasolina.
George Israel, Liliane Reis e Sandra de Sá (foto) na gravação do CD com músicas do Cazuza
Além da conversa no ônibus e da entrevista com as bandas, Estúdio Móvel também traz os quadros Poeira e Trampo. Poeria revela o comportamento de diversas tribos urbanas. Jovens esportistas do hóquei sobre a grama, os que praticam canoagem, o grupo que frequenta uma igreja de homossexuais, todos são contemplados. Já o quadro Trampo apresenta uma forma descolada de ganhar dinheiro. Como o passeador de cachorros, Filipe Araújo, de 22 anos, seu trabalho foi tão solicitado que ele abriu uma empresa e hoje é microempresário.
Uma das inovações é a aproximação da linguagem da televisão com a linguagem web. Hipertextos permeiam as entrevistas e trazem pílulas e curiosidades sobre o assunto. Os movimentos de câmera também são outro diferencial. A mobilidade está presente em todo momento e a regra é não utilizar o tripé. Quem assina a direção é Denise Moraes, que trouxe a bagagem do Re[corte] Cultural - antigo programa da emissora com Michel Melamed.
E as novidades não param por aí. Segundo Liliane, o projeto para o futuro é viajar. Registrar a música que está sendo criada pelos jovens de hoje. “Uma busca pela música brasileira que está sendo feita hoje no interior ou nas metrópoles. A música pop urbana, uma música sintética. Algo orgânico que entra nos sintetizadores e é sintetizada. Queremos radiografar a cultura contemporânea. A geração atual. O programa vem para dar voz a essas pessoas”, conclui.
O Estúdio Móvel vai ao ar de segunda a sexta, às 18h.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ivan dá coletiva


O candidato do Partido Comunista Brasileiro, Ivan Martins Pinheiro, chega em BH nesta quinta-feitra à tarde, visita dos professores em greve, na Praça da Assembléia Legislativa, dá entrevista às imprensa, às 15h, na sede do Partidão, Rua Curitiba, 656, 6o. andar e fala às 19h, na sede do SINTAPPI - Rua Timbiras , 2595, bairro Santo Agostinho.
Ivan Pinheiro, advogado, 64 anos, (Rio de Janeiro, 18 de março de 1946), pai de cinco filhas, é o Secretário Geral do PCB - Partido Comunista Brasileiro.
Iniciou sua atividade política ainda na adolescência, no Colégio Pedro II, onde estudou entre 1957 e 1963; foi diretor do Grêmio Estudantil. Participou ativamente do movimento secundarista.
Em 1965, ingressou na ainda Universidade do Estado da Guanabara - UEG (atual Uerj), onde estudou Direito. Nessa época, integrou-se ao Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8). Durante o curso, foi diretor do Centro Acadêmico Luiz Carpenter (CALC). Dada a sua trajetória como liderança estudantil, atualmente a sede do Centro Acadêmico chama-se "Sala Ivan Pinheiro".
Após a derrota da luta armada no combate ao regime militar, Ivan passou a considerar importante a participação no movimento de massas. Após desligar-se do MR-8, fez contato com o Partido Comunista Brasileiro na clandestinidade. Ingressou no PCB em 1976 e dele jamais se afastou.
A partir de 1976, passou a atuar no seu local de trabalho: o Banco do Brasil. Com a convocação das eleições do Sindicato dos Bancários, em 1978, pelos interventores do Ministério do Trabalho, pré-candidatou-se à presidência do sindicato, por decisão do PCB. O pleito durou um ano e dez meses, em função de manobras do Ministério do Trabalho. A vitória final, através de uma votação esmagadora, consagrou Ivan Pinheiro como um dos principais líderes sindicais do país. Sob seu comando, o Sindicato dos Bancários se tornou, na prática, o principal centro de resistência à ditadura no Rio de Janeiro.
Sua trajetória como expoente do PCB teve início em 1982, quando foi realizado o VII Congresso Nacional do Partido. Neste evento, Ivan e os demais participantes foram presos, após invasão do local da reunião pela Polícia Federal. Com esta prisão, foi enquadrado no último processo com base na famigerada “Lei de Segurança Nacional”. No Congresso, que ocorreu depois, na clandestinidade, Ivan foi eleito para o Comitê Central, sendo então seu mais jovem integrante. É hoje o mais antigo membro da Comissão Política do Comitê Central, de que participa há 28 anos ininterruptos.
Em 1986, sua pré-candidatura ao governo do Estado do Rio de Janeiro (lançada por uma Conferência Regional do PCB-RJ) foi retirada pelo Comitê Central, em favor do apoio ao pré-candidato do PMDB, Moreira Franco. Ivan submeteu-se à decisão, de que discordava, e aceitou concorrer a deputado federal constituinte, em uma chapa própria do PCB. Apesar da boa votação obtida, não foi alcançado o coeficiente eleitoral.
No ano seguinte, liderou a esmagadora maioria dos sindicalistas do PCB na Conferência Sindical Nacional do Partido, impondo à sua direção a opção pela CUT, em detrimento da CGT. Desde 1981, Ivan divergia da maioria do Comitê Central, lutando contra o atrelamento do Partido ao PMDB e a conciliação de classe.
No início da década de 1990, com o colapso do socialismo na URSS e no Leste Europeu, uma grave crise emergiu no Partidão, resultando numa grande cisão, em janeiro de 1992, quando foi criado o PPS. Ivan Pinheiro assumiu, juntamente com Horácio Macedo e Zuleide Faria de Melo, a liderança do grupo que manteve-se fiel aos ideais estabelecidos na fundação do PCB, em 1922.
Em 1996, Ivan Pinheiro foi pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, tendo como lema "Uma Revolução no Rio". Apesar do fraco desempenho nas urnas, a campanha foi um marco importante para a reconstrução do PCB.
No XIII Congresso do PCB, em março de 2005, em Belo Horizonte, Ivan foi eleito Secretário Geral do Partido. Este congresso marcou a ruptura do PCB com o governo Lula e apontou um novo rumo para a estratégia partidária.
No XIV Congresso do PCB, em outu(bro de 2010, no Rio de Janeiro, Ivan Pinheiro foi reeleito para o Comitê Central do PCB, que o reconduziu à Secretaria Geral.
(Imagem: José Carlos Alexandre)

Programão no La taberna


Doze pragas da língua


Feriado é festa. A folga deixa os compromissos pra lá, reúne amigos, promove bate-papos.
No 21 de abril não foi diferente. Jornalistas saíram da redação e foram tomar um chopinho. Na conversa vadia, um deles quis satisfazer velha curiosidade. Qual, na opinião de gente que ganha o pão de todos os dias falando ou escrevendo, seriam as 12 pragas da língua?
A questão incendiou os ânimos. Todos davam palpites. Fala daqui, discute dali, pintou uma lista. Você pode ou não concordar com a seleção. Pode excluir maldições ou acrescentar outras. Mas uma coisa é certa: a turma tem sensibilidade. Boa parte das escolhidas dá ot ite. Uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
Uma
Gerundismo
Trata-se da tal história do vou estar mandando, vou estar providenciando, vou estar aprontando.
Quem embarca nessa canoa furada cortou relações com o futuro.
O porvir tem duas formas. Uma: o futuro simples (mandarei, providenciarei, aprontarei).
A outra:
O composto (vou mandar, vou providenciar, vou aprontar). Sugestão: fazer as pazes com o tempo que olha pra frente.
Duas
Eu adéquo, ele adéqua
O verbo adequar joga no time dos preguiçosos. Defectivo, só se conjuga nas formas em que a sílaba tônica cai no q ou depois do q (adequamos, adequais, adequarei, adequasse). Sugestão: deixar o indolente pra lá. Adaptar o substitui com galhardia.
Três
Houveram
No sentido de existir ou ocorrer, o haver não tem sujeito. Impessoal, só se conjuga na 3ª pessoa do singular: Houve distúrbios nas festas. Nunca houve confusões na saída do trabalho. Houve manifestações a favor do presidente. Sugestão: corte o houveram da sua vida. Ele não faz falta.
Quatro
A nível de
O trio não existe. As formas são ao nível de (= à altura de) e em nível de (= no âmbito de) — Santos fica ao nível do mar. Decisão tomada em nível de diretoria. Curso em nível de pós-graduação. Sugestão: abra mão do em nível de. Ele engorda a frase: Decisão tomada pela diretoria. Curso de pós-graduação.
Cinco
Seje, esteje
As formas são seja, esteja. Sugestão: memorize a grafia nota 10.
Seis
De formas que
As locuções terminadas com que são conjuntivas. Conjunção não tem plural. A locução, vaquinha de presépio, vai atrás (de forma que). Sugestão: diante da tentação de pôr o s, pare, pense e desista.
Sete
Pronúncia de gratuito e subsídio
Gratuito se pronuncia como circuito e fortuito. Subsídio, como subsolo. Sugestão: na dúvida, lembre-se de circuito e subsolo. Ou troque seis por meia dúzia. Em vez de gratuito, diga grátis.
Oito
Se eu deter, caber, trazer, pôr, ver
O futuro do subjuntivo se forma do pretérito perfeito do indicativo: detive (detiver), coube (couber), trouxe (trouxer), pus (puser), vi (vir). Sugestão: lembre-se de que os verbos têm pai e mãe.
Nove
Chavões
De tão batidas, expressões perdem o frescor. É o caso de inserido no contexto, pontapé inicial, salvação da pátria, sol escaldante, inflação galopante. Sugestão: Xô, comodismo! Vem, criatividade!
Dez
Formas empoladas, rebuscados ou malformados
Tecnologizado, agudização, consubstanciação, rentabilizar, perdoalizar, problemática, dialogal e ou tros do time são a receita do cruz-credo. Sugestão: Fora!
Onze
Cacofonias. A sílaba de uma palavra se encontra com a de outra e nasce um mostrengo indesejado. É o caso de por cada, por tão, por tal, boca dela. Sugestão: leia o texto em voz alta.
Doze
Pleonasmos
Vivemos a era do menos é mais. Redundâncias pegam mal. Subir pra cima, descer pra baixo, elo de ligação, sorriso nos lábios, surpresa inesperada, minha opinião pessoal, avançar pra frente, continua ainda, criar novo são exemplos de desperdício. Sugestão: siga o conselho dos mineiros. Quando o filho saiu de casa pela primeira vez, o pai lhe disse: "Meu filho, não saia. Se sair, não gaste. Se gastar, não pague. Se pagar, pague só a sua”.

Paraná vai de Amadeu Felipe


Ao receber a indicação do PCB como pré-candidato ao governo do Paraná, Amadeu Felipe da Luz Ferreira, 74, ex-capitão do Exército e líder do movimento de sargentos revolucionários que resistiu à maturação e ao desencadeamento da ditadura militar, assumiu a missão de propor a Frente Anticapitalista como forma de conduzir o Brasil à superação dos seus problemas econômicos e sociais.
O Partido Comunista Brasileiro (PCB), em seu XIV Congresso, realizado no Rio de Janeiro em outubro do ano passado, decidiu apresentar ao povo brasileiro a proposta de organizar a Frente Anticapitalista e Antiimperialista. A antiga Frente de Esquerda se limitava a eleições e o PCB acredita que a Frente deva ser permanente, enraizando-se nos movimentos sociais e incorporando diversas correntes políticas e entidades que assumam com clareza sua feição anticapitalista e antiimperialista.
Para defender essa proposta, o PCB decidiu lançar candidatos em todos os níveis. A pré-candidatura do advogado Ivan Pinheiro à Presidência da República está em processo de lançamento nas principais cidades brasileiras. No sábado, 24, o lançamento ocorreu em Curitiba, no Paraná.
Simultaneamente à apresentação da pré-candidatura de Ivan Pinheiro, no Paraná o PCB decidiu lançar ao governo seu secretário político estadual, Amadeu Felipe, ex-sargento do Exército e líder do movimento dos sargentos contra a ditadura, em 1964.

Amadeu Felipe, um resistente

Nascido em Blumenau (SC) em 16 de dezembro de 1935, Amadeu Felipe da Luz Ferreira fez parte da Casa Militar durante o governo do presidente João Goulart. Ao ser reformado no Exército, possuía a patente de capitão.
Hoje secretário político do PCB do Paraná, a liderança de Amadeu Felipe à frente do movimento de sargentos que lutava para impedir a maturação e o desencadeamento do golpe militar e empresarial fascista que sobreveio em 1964 começou dez anos antes, com o suicídio do presidente Getúlio Vargas. Em 1966, com o apoio do ex-governador gaúcho Leonel Brizola, comandou a organização do primeiro movimento militar armado de resistência ao golpe: a Guerrilha do Caparaó.
Atualmente, a estratégia do PCB para a Revolução Brasileira é a formação da Frente Anticapitalista e Antiimperialista. É com esse propósito que nas eleições de outubro Ivan Pinheiro vai concorrer à Presidência da República e Amadeu Felipe ao governo do Paraná.
O pré-candidato do PCB ao governo do Paraná, Amadeu Felipe com o Ivan Pinheiro
(Imagem:divulgação)

11O anos de Gregório Bezerra


O Arquivo de Memória Operária do Rio de Janeiro - AMORJ convida:

No próximo dia 29 de abril , a partir das 10:00 horas, no Salão Nobre do IFCS,acontecerá mesa redonda com os debatedores: Anita Prestes (PPGHC), Beatriz Heredia(PPGSA) e Jaime Amorim (MST), sendo a mesa coordenada pela prof. Elina Pessanha (PPGSA).Após o debate será exibido filme sobre a vida de Gregório Bezerra (aprox. 30 min) edurante o evento estarão expostas diversas fotografias que registram variados momentosna vida deste importante militante comunista.Realização: AMORJ, ILCP, PPGHC e PPGSA. Local: Instituto de Filosofia e CiênciasSociais. Lgo. de São Francisco de Paula, s/nº, Salão Nobre

A capitulação do Brasil


Já lá vai a posição independente do Brasil. O Acordo de Cooperação na Defesa imposto por Washington a Brasília em 12 de abril enuncia a assimilação do Brasil e uma vez por todas o fim de qualquer flirt com a Rússia sobre as vendas maciças de armas, apesar do fato de que oficiais da Força Aérea Brasileira preferem aviões de combate russos.
Como previsto nesta coluna em 11 de fevereiro deste ano, o Tio Sam está de fato a interferir no Brasil. Apesar do fato de que oficiais da Força Aérea Brasileira têm repetidamente afirmado que preferem o Sukhoi SU-35 BM, como dissemos, “A venda de armas fornece segurança e proteção para o cliente enquanto projetos conjuntos criam empregos e estimulam as economias do comprador e do vendedor. Para o vendedor de contratos, a manutenção e a formação constituem uma porta aberta para o reforço dos laços econômicos e culturais a jusante “(1).
”O que é estranho no Brasil é o fato de que fontes de Pravda.Ru têm indicado que a grande maioria de pilotos e estrategistas da FAB (Força Aérea Brasileira) estão a favor do investimento na plataforma fantástica russa de equipamentos de bordo, tais como o super-Yakovlev YAK -130, excelente para programas de treinamento e operações de patrulha com seu baixo custo de compra e custos de manutenção. Além disso, o Sukhoi T-50, da quinta geração de caças, é a única que pode ser comparada com o F-22 Raptor dos EUA. E por que o Sukhoi SU-35BM, que a FAB preferência, ficou excluído do Programa Brasileiro FX-2? ”O que é o Chefe da FAB, Brigadeiro Sato Junio está jogando? Por que no seu programa FX-2 re-equipamento para a Força Aérea Brasileira é que ele brinca com o sueco Gripen e o avião Rafale francês? Será que alguém influencia o Brasil a não comprar o equipamento russo? E o que é Junio Sato vai afirmar, que a Sukhoi não corresponde às normas e procedimentos do governo brasileiro? (2)”
Agora nós sabemos.


Em 12 de abril, o Ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, obedientemente, chegou em Washington e firmou sua assinatura no acordo de cooperação de defesa colocado à sua frente pelo Secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates.
Os oito artigos do presente acordo confirmam que o Brasil é, de fato, o último país latino-americano a ser assimilado, depois de Colômbia. O acordo inclui as seguintes áreas:
Cooperação em projectos de investigação e desenvolvimento, e (vejam bem) “a aquisição de produtos e serviços de defesa”, a troca de informações, participação brasileira em operações de paz internacionais, exercícios militares conjuntos e entre muitas outras coisas, visitas de navios de marinha. Assim, o governo brasileiro assina esse tratado ligando sua Política de Defesa à de Washington, não importa quem vença as próximas eleições. Será que teve a sanção da população brasileira, esse acordo? Se não, será que é Constitucional?
(1) http://www.moscowtopnews.com/?area=listByTag&id=145&path=157
(2) http://english.pravda.ru/russia/economics/09-02-2010/112127-russian_arms_sales-0 (Pravda rus/Divulgação)

A Parada da Vitória


Mais de dois mil jornalistas farão cobertura dos festejos do sexagésimo quinto aniversário da Vitória, em Moscou. Na Sala Central de Exposições “Manej” será aberto um centro de imprensa especial para os jornalistas que irá funcionar 24 horas por dia. Lideres dos países da CEI e dos outros Estados irão a Moscou para participar das solenidades. Espera-se que altos representantes de ao todo 40 países venham assistir aos festejos. Mil e quinhentos participantes da guerra, residentes em Moscou, e centenas de pessoas das antigas repúblicas da União Soviética e dos outros países foram convidados a assistir à Parada da Vitória.
Os participantes da parada militar que será realizada em Moscou em homenagem ao sexagésimo quinto aniversário da Grande Vitória, fizeram um treino na Praça Vermelha. Unidades pedestres e mecanizadas desfilaram pela praça principal do país. Depois de unidades de infantaria na praça entrou uma coluna de veículos militares que incluía automóveis, tanques, carros blindados, carros-rebocadores, assim como complexos automotrizes de mísseis – tanto o armamento regulamentar atual das forças armadas, como modelos que as tropas recebem agora. (Voz da Rússia/Ria Novosti)

Edmilson, vice do PCB


A Comissão Política Nacional do PCB decidiu lançar EDMILSON COSTA como pré-candidato a Vice-Presidente da República, na chapa encabeçada por IVAN PINHEIRO, Secretário Geral do Partido.
Edmilson Costa é doutor em Economia pela Universidade Estadual de Campinas, com pós-doutorado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da mesma instituição, além de professoruniversitário. Natural do Maranhão, Edmilson é militante do PCB desde os tempos de estudante. Foi secretário-geral da União Maranhense dos Estudantes Secundaristas, em 1968, e presidente da Casa dos Estudantes Universitários do Maranhão, em 1973. Em São Paulo, exerceu o jornalismo por mais de 10 anos e posteriormente se especializou nos estudos de Economia.
Como militante comunista, Edmilson Costa participou, tanto na clandestinidade quanto na legalidade, de todas as lutas pelas liberdades democráticas no Brasil. Nas últimas eleições municipais, foi pré-candidato a prefeito de São Paulo. Membro do Comitê Central do PCB desde o IX Congresso, foi um dos articuladores do processo de resistência à tentativa de liquidação do Partido e, durante vários períodos, foi secretário político do PCB em São Paulo.
Atualmente, Edmilson Costa é membro da Comissão Política do Comitê Central do PCB e seu Secretário de Relações Internacionais, tendo representado o Partido em vários congressos, seminários e encontrosinternacionais.
É autor de O Imperialismo (Global Editora, 1989), A Política Salarial no Brasil (Boitempo Editorial, 1997), Um Projeto para o Brasil (Tecno-Científica, 1998) e A Globalização e o Capitalismo Contemporâneo (Oficina Universitária, no prelo), além de vários ensaios publicados em revistas e sites especializados no Brasil e no exterior.
Além de toda atividade política e acadêmica, Edmilson Costa é poeta e compositor. Tem três livros de poesia publicados e, de suas mais de 70 composições de MPB com diversos parceiros da cena musical paulistana, cerca de vinte delas estão gravadas por artistas de São Paulo e de outros Estados.

IVAN PINHEIRO EM BH



29 de abril de 2010

BELO HORIZONTE – 29 DE ABRIL DE 2010
19 horas - Rua dos Timbiras - 2595 - Bairro Santo Agostinho - Centro - BH



LANÇAMENTO DO LIVRO DE RESOLUÇÕES DO XIV CONGRESSO NACIONAL DO PCB



APRESENTAÇÃO DA CANDIDATURA DE IVAN PINHEIRO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA o Secretário Geral do PCB, Ivan Pinheiro, pré-candidato a Presidente da República pelo PCB, fará uma palestra sobre as resoluções do XIV Congresso Nacional do PCB e uma análise da conjuntura nacional e do atual estágio da luta de classes em nosso país.
QUEM É
Ivan Pinheiro, advogado, 64 anos, (Rio de Janeiro, 18 de março de 1946), pai de cinco filhas, é o Secretário Geral do PCB - Partido Comunista Brasileiro.
Iniciou sua atividade política ainda na adolescência, no Colégio Pedro II, onde estudou entre 1957 e 1963; foi diretor do Grêmio Estudantil. Participou ativamente do movimento secundarista.
Em 1965, ingressou na ainda Universidade do Estado da Guanabara - UEG (atual Uerj), onde estudou Direito. Nessa época, integrou-se ao Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8). Durante o curso, foi diretor do Centro Acadêmico Luiz Carpenter (CALC). Dada a sua trajetória como liderança estudantil, atualmente a sede do Centro Acadêmico chama-se "Sala Ivan Pinheiro".
Após a derrota da luta armada no combate ao regime militar, Ivan passou a considerar importante a participação no movimento de massas. Após desligar-se do MR-8, fez contato com o Partido Comunista Brasileiro na clandestinidade. Ingressou no PCB em 1976 e dele jamais se afastou.
A partir de 1976, passou a atuar no seu local de trabalho: o Banco do Brasil. Com a convocação das eleições do Sindicato dos Bancários, em 1978, pelos interventores do Ministério do Trabalho, pré-candidatou-se à presidência do sindicato, por decisão do PCB. O pleito durou um ano e dez meses, em função de manobras do Ministério do Trabalho. A vitória final, através de uma votação esmagadora, consagrou Ivan Pinheiro como um dos principais líderes sindicais do país. Sob seu comando, o Sindicato dos Bancários se tornou, na prática, o principal centro de resistência à ditadura no Rio de Janeiro.
Sua trajetória como expoente do PCB teve início em 1982, quando foi realizado o VII Congresso Nacional do Partido. Neste evento, Ivan e os demais participantes foram presos, após invasão do local da reunião pela Polícia Federal. Com esta prisão, foi enquadrado no último processo com base na famigerada “Lei de Segurança Nacional”. No Congresso, que ocorreu depois, na clandestinidade, Ivan foi eleito para o Comitê Central, sendo então seu mais jovem integrante. É hoje o mais antigo membro da Comissão Política do Comitê Central, de que participa há 28 anos ininterruptos.
Em 1986, sua pré-candidatura ao governo do Estado do Rio de Janeiro (lançada por uma Conferência Regional do PCB-RJ) foi retirada pelo Comitê Central, em favor do apoio ao pré-candidato do PMDB, Moreira Franco. Ivan submeteu-se à decisão, de que discordava, e aceitou concorrer a deputado federal constituinte, em uma chapa própria do PCB. Apesar da boa votação obtida, não foi alcançado o coeficiente eleitoral.
No ano seguinte, liderou a esmagadora maioria dos sindicalistas do PCB na Conferência Sindical Nacional do Partido, impondo à sua direção a opção pela CUT, em detrimento da CGT. Desde 1981, Ivan divergia da maioria do Comitê Central, lutando contra o atrelamento do Partido ao PMDB e a conciliação de classe.
No início da década de 1990, com o colapso do socialismo na URSS e no Leste Europeu, uma grave crise emergiu no Partidão, resultando numa grande cisão, em janeiro de 1992, quando foi criado o PPS. Ivan Pinheiro assumiu, juntamente com Horácio Macedo e Zuleide Faria de Melo, a liderança do grupo que manteve-se fiel aos ideais estabelecidos na fundação do PCB, em 1922.
Em 1996, Ivan Pinheiro foi pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, tendo como lema "Uma Revolução no Rio". Apesar do fraco desempenho nas urnas, a campanha foi um marco importante para a reconstrução do PCB.
No XIII Congresso do PCB, em março de 2005, em Belo Horizonte, Ivan foi eleito Secretário Geral do Partido. Este congresso marcou a ruptura do PCB com o governo Lula e apontou um novo rumo para a estratégia partidária.
No XIV Congresso do PCB, em outubro de 2010, no Rio de Janeiro, Ivan Pinheiro foi reeleito para o Comitê Central do PCB, que o reconduziu à Secretaria Geral.

Diireitos Humanos





terça-feira, 27 de abril de 2010

Josias e a ditadura uruguaia


Num instante em que o Brasil perde-se num debate ideológico sobre a memória da ditadura, o Uruguai mostra serviço.
A Suprema Corte de Justiça uruguaia anunciou nesta segunda (26) um projeto de inestimável valor historiográfico.
Decidiu recuperar e preservar os arquivos dos mais de 9 mil processos movidos pela Justiça no período ditatorial (1973-1985).
O projeto é financiado pela União Européia. Coisa de 114,4 mil euros. Pretende-se localizar, registrar, digitalizar e abrir os processos à consulta pública.
Hoje, o papelório está disperso e em precário estado de conservação – indisponível para o manuseio do público.
O projeto de preservação da “memória” do Uruguai foi anunciado pelo presidente da Suprema Corte, Jorge Chediak.
Ele explicou que, afora o aspecto historiográfico, a abertura dos papéis da ditadura facilitará a busca de provas para eventuais processos motivados pela repressão militar.
Disse que ”não há dúvida de que é preciso conhecer o passado para evitar que determinadas coisas se repitam”.
O magistrado acha que o olhar do Uruguai deve estar predominantemente voltado para o futuro. Mas acredita que passado e futuro “não são excludentes”.
Considerando-se o lero-lero que envenena o debate no Brasil, a providência uruguaia mostra que a ideologia é o caminho mais longo entre um plano e sua realização.
Escrito por Josias de Souza às 19h14 em seu blog.
Imagem (da Presidência da Republica Uruguaia) de José Carlos Alexandre

Futura mamãe











O Dia das Mães está chegando...Vamos homenageá-las com este texto inspiradíssimo, da Dea Januzzi e as fotos de uma futura mamãe: Érica, que é de Pihumí mas reside atualmente em Franca, em companhia do seu marido Gustavo. Ela é alta executiva de importante banco na cidade paulistana. E está fazendo as delícias de outro casal feliz: seu pai Durval e sua mãe Zélia.Todo mundo à espera de Sofia
Coração de mãe
Orai por nós!
Déa Januzzi

Podem dizer a uma mãe que precisa ficar tranquila, equilibrada, concentrada em si mesma, que ela tem de se curar antes de tomar conta de um filho que sofre. Podem mandar uma mãe para a China ou Conchinchina para ficar longe dele, podem proibi-la ou – para ser mais suave – sugerir que ela não beba vinho nem fume dentro de casa para dar o exemplo.
Podem dizer a uma mãe que ela é culpada por todos os desencontros do filho, podem até penitenciá-la pelas falhas do filho. Os ditos amigos, os parentes próximos e os distantes, os conhecidos que mal passaram pela vida dessa mãe e já sumiram de vez por pequenos detalhes que não fazem a menor diferença podem condená-la ao degredo da solidão.
Podem deixar de visitá-la, de gostar dela, podem até deixar que ela se interne dentro de casa. Podem até insistir numa r eceita infalível, que geralmente não funciona.
Podem desfiar conselhos que uma mãe sabe que não vão adiantar nada.
Podem mandar essa mãe procurar o pai do filho dela. E alguns chegam até a sugerir: “Por que você não procura um homem da família?”, como se qualquer homem pudesse simplesmente usurpar o papel do pai simplesmente porque é do sexo masculino.
Podem também dizer a distância que ninguém se intrometa, mas sabe para quê? Não é pela mãe e pelo filho, mas para que não se comprometam com o afeto, porque neste momento é do que mãe e filho mais precisam.
A mãe já fez psicanálise por anos a fio, já fez terapias holísticas, constelação familiar, já fez desintoxicação, despertar da consciência, acupuntura, massagem com pedras quentes, meditação, mergulhos interiores, mas não conseguiu esquecer que o filho ainda não encontrou seu caminho, que ele ainda está perdido.
Como esquecer? Só se ela conseguisse antes abortar a fé no amanhã. Podem dizer que algumas mães são perfeitas, mas não são, porque não há pai nem mãe feitos num molde de gesso. Nem em formas de inox.
Algumas mães fingem que não sabem o que os filhos fazem – e assim continuam felizes para sempre, achando que os filhos também são perfeitos, quase santos. Podem dizer a uma mãe que ela não pode ser tão amiga do filho, mas ela prefere essa condição a fingir que tudo são flores.
Podem dizer à mãe que ela tem que ser feliz independentemente do filho. Vocês conhecem alguma que é? Digam que ela vai atrás, beber na fonte dessa mãe. Podem até dizer que a relação dela com o filho é simbiótica e que ele já saiu da barriga dela.
Talvez, seja o único momento sagrado em que uma mãe cuida de si mesma, para cuidar do filho, para nutri-lo tanto quanto a si. Dentro da barriga, a mãe trata de ir ao médico todo mês para fazer o pré-natal, porque ela sabe que, se estiver bem, o fil ho também estará.
Talvez, seja o único momento da existência de uma mãe que seja perfeito, porque ela está em sintonia com o universo dentro de si. Enquanto embala o filho, a mãe sonha com um mundo onde as pessoas saibam o significado da palavra compreensão.
Expulso da barriga para o mundo pela própria natureza, a mãe sabe que a partir desse momento ela será feliz quando o filho encontrar o próprio caminho, quando ele alçar voo em direção à montanha sagrada da vida.
Há uma receita para que o filho encontre o caminho? Os arautos dizem que é o limite, tem que dizer não, tem que cortar, vender, proibir, vociferar, negar... Mas será que não dá para dizer sim, amar sobre todas as coisas, procurar dar ao filho o melhor de si? Será que não dá para educar com carinho? Ou ser liberal em vez de repressora?
A mãe não tem receita nem de bolo. Às vezes, ele desanda, encroa, não cresce, mas, às vezes, o bolo fica tão belo que ela pensa que acertou a receita, mesmo sem prestar atenção nos ingredientes e no modo de fazer.
Há bolo melhor do que esse, feito com liberdade, criatividade, ternura, compreensão, alegria e misericórdia? Não peçam a uma mãe que se cuide, que fique na academia em busca de músculos rígidos, nem que ela se entupa de botox para paralisar os músculos que caem.
Nem que assim ela conjugue o verbo: eu sou, eu posso, eu tenho, eu vou. Uma mãe não tem esse poder.
Conheço mães que fumam, bebem, tropeçam, levantam e os filhos foram para um outro caminho. Conheço mães certinhas, cujos filhos enviezaram. Mãe é só um canal dessa luz divina, cujo filho veio do seu ventre, amém!

Uruguai,chanceler condenado

Juan C. Blanco, chanceler da ditadura militar que vigorou no Uruguai entre 1973 e 1985, foi condenado a 20 anos de prisão pelo desaparecimento seguido de homicídio de uma professora anarquista, o que causou a ruptura das relações diplomáticas uruguaias com a Venezuela em 1976. O ex-chanceler uruguaio, atualmente com 78 anos de idade, é o primeiro civil detido por crimes cometidos por agentes do governo durante a ditadura.

Acordo militar Brasil-EUA


Acordo entre Brasil e Estados Unidos sobre cooperação em matéria de Defesa
Ato assinado pelo Ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pelo Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates.
"Washington, 12 de abril de 2010.
ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA SOBRE COOPERAÇÃO EM MATÉRIA DE DEFESA
O Governo da República Federativa do Brasil (doravante “Brasil”) e
O Governo dos Estados Unidos da América (doravante “Estados Unidos”) (doravante denominados coletivamente “as Partes” e “Parte”, individualmente), imbuídos do interesse comum na paz e segurança internacionais, assim como na resolução pacífica de conflitos internacionais;
Desejando fortalecer suas boas e cordiais relações;
Reafirmando o princípio da soberania; e
Desejando fortalecer a cooperação em matéria de Defesa,
Acordam o seguinte:
Artigo 1 - Escopo
O presente Acordo, regido pelos princípios de igualdade, reciprocidade e interesse mútuo, em conformidade com as respectivas leis e regulamentos nacionais e as obrigações internacionais das Partes, tem como objetivo promover:
a) a cooperação entre as Partes em assuntos relativos à Defesa, particularmente nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, apoio logístico, segurança tecnológica e aquisição de produtos e serviços de Defesa;
b) a troca de informações e experiências adquiridas no campo de operações e na utilização de equipamento militar de origem nacional e estrangeira, bem como as relacionadas a operações internacionais de manutenção de paz;
c) a troca de experiências na área de tecnologia de defesa;
d) a participação em treinamento e instrução militar combinados, exercícios militares conjuntos e o intercâmbio de informações relacionado a esses temas;
e) a colaboração em assuntos relacionados a sistemas e equipamentos militares; e
f) a cooperação em quaisquer outras áreas militares que possa ser de interesse mútuo das Partes.
Artigo 2 - Cooperação
A cooperação entre as Partes pode incluir:
a) visitas recíprocas de delegações de alto nível a entidades civis e militares;
b) conversações entre funcionários e reuniões técnicas;
c) reuniões entre as instituições de Defesa equivalentes;
d) intercâmbio de instrutores e pessoal de treinamento, assim como de estudantes de instituições militares;
e) participação em cursos teóricos e práticos de treinamento, orientações, seminários, conferências, mesas-redondas e simpósios organizados em entidades militares e civis com interesse na Defesa, de comum acordo entre as Partes;
f) visitas de navios militares;
g) eventos culturais e desportivos;
h) facilitação de iniciativas comerciais relacionadas à área de Defesa; e
i) implementação e desenvolvimento de programas e projetos de aplicação de tecnologia de defesa, considerando a participação de entidades militares e civis estratégicas de cada Parte.
Artigo 3 - Garantias
Na execução das atividades de cooperação realizadas no âmbito deste Acordo, as Partes comprometem-se a respeitar os princípios e propósitos relevantes da Carta das Nações Unidas e da Carta da Organização dos Estados Americanos, incluindo os de igualdade soberana dos Estados, integridade e inviolabilidade territoriais e não-intervenção em assuntos internos de outros Estados.
Artigo 4 - Disposições Financeiras
1. Salvo se mutuamente acordado em contrário, cada Parte será responsável por suas despesas, incluindo, mas não limitado a:
a) gastos de transporte de e para o ponto de entrada no Estado anfitrião;
b) gastos relativos a pessoal, incluindo os de hospedagem e alimentação;
c) gastos relativos a tratamento médico e dentário, bem como de remoção ou evacuação do seu pessoal doente, ferido ou falecido.
2. Todas as atividades desenvolvidas no âmbito deste Acordo estarão sujeitas à disponibilidade dos recursos e fundos apropriados para estes fins.
Artigo 5 - Implementação, Protocolos Complementares e Emendas
1. Os Agentes Executivos das Partes deverão facilitar a implementação do presente Acordo. O Agente Executivo do Brasil será o Ministério da Defesa; o Agente Executivo dos Estados Unidos será o Departamento de Defesa.
2. Protocolos Complementares a este Acordo poderão ser celebrados com o consentimento das Partes, por escrito, pelos canais diplomáticos, e constituirão partes integrantes do presente Acordo.
3. Os Arranjos de Implementação no âmbito deste Acordo e programas e atividades específicas empreendidos para a consecução dos objetivos do presente Acordo e de seus Protocolos Complementares serão desenvolvidos e implementados pelos Agentes Executivos das Partes, serão restritos às matérias previstas neste Acordo e estarão em conformidade com as respectivas legislações das Partes.
4. Este Acordo poderá ser emendado por acordo escrito com consentimento das Partes. As emendas entrarão em vigor na data da última notificação entre as Partes, por meio dos canais diplomáticos, que indique o cumprimento dos respectivos requisitos internos para a vigência das emendas.
Artigo 6 - Solução de Controvérsias
Qualquer controvérsia relativa à interpretação ou aplicação deste Acordo será resolvida por meio de consultas e negociações entre as Partes, por via diplomática.
Artigo 7 - Validade e Denúncia
1. Este Acordo poderá ser denunciado por qualquer das Partes após 90 dias da notificação escrita à outra Parte, pelos canais diplomáticos.
2. A denúncia deste Acordo não afetará os programas e atividades em curso no âmbito do presente Acordo, salvo se acordado em contrário pelas Partes.
Artigo 8 - Entrada em Vigor
O presente Acordo entrará em vigor na data da última notificação trocada entre as Partes, por via diplomática, que indique o cumprimento dos respectivos requisitos internos para a vigência deste Acordo ".
Fonte: http://www.mre.gov.br/portugues/imprensa/nota_detalhe3.asp?ID_RELEASE=8010
Alguém influencia o Brasil a não comprar o Sukhoi SU-35BM russso...
(Imagem: divulgação)

OCUPAÇÕES NO FELCO

Documentário que registra a Marcha contra o despejo realizada em julho de 2009 pelas Comunidades Dandara e Camilo Torres abre a programação do Felco - Festival Latino Americano da Classe Obrera (cinema e vídeo), amanhã, quarta-feira, às 17 horas.
O Festival acontece no Cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes, do dia 28 de abril ao dia 02 de maio, e todas as atividades da programação são gratuitas.
Confira AQUI a programação.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Coluna Prestes


Leitor deixa comentário sobre os 85 anos da Coluna Prestes:
"Bom dia,meu avô,Alcides Marques de Quevedo foi membro da Coluna Prestes,e ficou com a coluna até o fim,na bolivia,ele encontrou minha avó,Inacia Ramos de Quevedo,de onde fora por ele raptada e trazida para corumbá matogrosso do sul,fronteira com a bolivia,minha avó acabou voltando para Bolivia e tempos depos montou uma comitiva armada e veio morar com ele aqui,que veio a falecer em 1976 ele não falava muito,mais contou a meu pai muitas historias desse grande homem".
Bom demais, não?

Bienal do Livro de Minas Gerais

Letras na Bienal do Livro de Minas Gerais 2010!
Escritores mineiros, uni-vos!
Pela primeira vez, a Usina estará na Bienal de Minas Gerais a ser realizada de 14 a 23 de maio na EXPOMINAS, em Belo Horizonte.
A Usina selecionará 5 autores mineiros para serem lançados no evento.
Serão dois pacotes:
500 exemplares de 160 páginas em três parcelas de R$2200,00 ou R$6000,00 à vista.
1000 exemplares de 160 páginas em quatro parcelas de R$2200,00 ou R$8000,00 à vista.
Os livros serão no formato 14x21cm, com orelhas, acabamento costurado, laminação fosca e aplicação de verniz.
Os livros para avaliação devem ser enviados o mais rápido possível pois o resultado dos aprovados será anunciado em 31 de março.

Faça aqui seu cadastro ou tire suas dúvidas
Escolha o Plano que deseja: 500 exemplares 3 x 2.200,00 ou 6.000,00 a vista 1.000 exemplares 4 x 2.200,00 ou 8.000,00 a vista
Nome
E-mail
Endereço:
Cidade:
Bairro:
UF: AC AL AM AP BA CE ES DF GO MA MG MT MS PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO Outro
Telefone:
País: CEP:
Escreva aqui uma pequena descrição do conteudo de seu livro:

Utilize este espaço para descrever como deseja a capa do livro:

Anexe o Livro:


Telefone da Usina de Letras: 55 61 3567-3194

Homossexuais perseguidos

Entidade que congrega lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transsexuais enviou apelo ao presidente da República e ao ministro de Relações Exteriores condenando a perseguição a homossexuais em Uganda:
"Como é de seu conhecimento, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) é uma entidade nacional que congrega 237 organizações de todo o Brasil com o objetivo de defender e promover os direitos humanos de pessoas LGBT. A ABGLT também é atuante internacionalmente e tem status consultivo junto ao Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas.
Tendo em vista o projeto de lei em tramitação no Uganda, da autoria do deputado David Bahati, que prevê prisão perpétua e até pena de morte para homossexuais naquele país, além de penas para pessoas que deixem de delatar homossexuais conhecidos, vimos por meio deste solicitar que o Brasil se posicione formalmente pela não aprovação do projeto de lei, a exemplo do que já fizeram os Estados Unidos e a Inglaterra.
Salientamos que o projeto de lei deve ser votado até o final de maio deste ano, e que o mesmo conta com o apoio do Ministro da Integridade, James Obuturo, que já fez críticas ao Brasil por ter assinado nas Nações Unidas a Declaração Conjunta nº A/63/635, da 18 de dezembro de 2008, pelo reconhecimento de orientação sexual e identidade de gênero como direitos humanos. Ainda, é do entendimento do ministro e do autor do projeto de lei, que quem ensina a prevenção da Aids está fazendo apologia à homossexualidade e também deve sofrer penas.
Caso seja aprovada a lei, solicitamos que o Brasil vote favorável a eventuais sanções impostas ao Uganda pelas Nações Unidas. Solicitamos ainda que em caso da aprovação da lei, o Brasil receba como asilados políticos as 26 lideranças LGBT ugandenses que estão sendo ameaçadas de morte, e que o Brasil, através do Departamento de DST, Aids e Heptatites Virais do Ministério da Saúde, ofereça ao Uganda sua expertise no enfrentamento à epidemia da Aids"

Condenação à Usina Belo Monte


A construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Brasil, foi denunciada na Organização das Nações Unidas (ONU) por 100 entidades civis e 40 comunidades de 11 municípios do Estado do Pará, no Norte do país, onde a obra deve ser realizada.
Projetada para ser construída no Rio Xingú, na Região Amazônica, a Belo Monte será a maior hidrelétrica do Brasil e a terceira do mundo, com capacidade para gerar 11 mil megawatts através de dois reservatórios de 516 quilômetros quadrados, tamanho semelhante ao do Canal do Panamá, e vai impactar toda a bacia do Xingu, além de quatro reservas extrativistas e oito unidades de conservação ambiental.
O leilão para a construção da hidrelétrica está previsto para o próximo dia 20 de abril, e, segundo a denúncia, os lagos da represa inundarão uma área com 30 reservas indígenas legais e afetará um terço do município de Altamira, no Pará, onde vivem 20 mil pessoas.
Segundo a diretora da organização não governamental Justiça Global, Andressa Caldas, o licenciamento ambiental da hidrelétrica “sofreu pressão política” e fere a Convenção sobre Povos Indígenas e Tribais em Países Independentes da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ratificada pelo Brasil em 2004.
De acordo com o Artigo 15 da convenção, “os governos deverão estabelecer ou manter procedimentos com vistas a consultar os povos interessados, a fim de se determinar se os interesses desses povos seriam prejudicados, e em que medida, antes de se empreender ou autorizar qualquer programa de prospecção ou exploração dos recursos existentes em suas terras.”
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou quatro audiências públicas com a participação de índios, e o presidente do instituto, Roberto Messias, se reuniu em Brasília com lideranças dos povos indígenas. Mas, segundo os movimentos sociais, o número de audiências foi insuficiente e por isso reivindicam a realização de mais 13 encontros.
O juiz federal de Altamira, Antônio Campelo, reconheceu a validade das audiências realizadas pelo Ibama e apontou no despacho que não vislumbrava “necessidade de realização de audiências em todas as comunidades atingidas”.
A denúncia na ONU ocorre após as entidades civis não terem conseguido suspender a licença prévia concedida pelo Ibama. À época, o bispo de Altamira, dom Erwin Krautler, disse que a licença não era oportuna, pois “o projeto arrasa toda a região”.
Segundo o bispo, esse projeto não vai ser o único, vai ser seguido por outros projetos. A organização não governamental Internacional Rivers afirma que há mais de cem grandes barragens planejadas para serem construídas nos rios da região Amazônica, considerada a maior reserva florestal da Terra e tida como o pulmão da humanidade.
O Ibama diz que a licença prévia só saiu após o instituto receber parecer favorável da Fundação Nacional do Índio (Funai), mas ela não autoriza o início da obra, apenas o leilão, e tem 40 condicionantes, entre elas uma que exige a criação de novas unidades de conservação na região.
As 100 entidades civis e as 40 comunidades locais que ofereceram denúncia à ONU contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte alegam que as falhas no licenciamento teriam sido ignoradas por pressão política e que opositores à construção da usina foram até ameaçados de morte.
As entidades alegam a existência de ilegalidades e arbitrariedades no processo de licenciamento da Belo Monte, com iminentes violações de direitos humanos que a hidrelétrica acarretará, bem como as ameaças e intimidações sofridas por aqueles que questionam as irregularidades do licenciamento.
O documento enviado à ONU denuncia irregularidades que foram ignoradas pela diretoria do Ibama, como a falta de consulta prévia às comunidades atingidas e as fragilidades dos Estudos de Impacto Ambiental (EIA-Rima) do empreendimento.
Segundo a denúncia, apenas dois dias antes da concessão da licença prévia a equipe técnica do Ibama havia assinado uma nota que afirma expressamente que "não há elementos suficientes para atestar a viabilidade ambiental do projeto".
Dois dias depois, a Advocacia Geral da União ameaçou processar procuradores federais do Pará que questionassem a licença na Justiça, em uma atitude considerada arbitrária e intimidadora pela cúpula do Ministério Público Federal.
"Para nós está claro que interesses de governo e de grandes grupos econômicos estão se sobrepondo ao que dizem a lei e os tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário", afirma Antonia Melo, uma das lideranças do Movimento Xingu Vivo Para Sempre, que reúne mais de 150 organizações, movimentos sociais e associações da região.
Antonia é uma das pessoas ameaçadas em função da oposição à construção da usina. "Já não saio de casa, mal ando com meus filhos pelas ruas", afirma. Por trás das ameaças a Antonia e a outros ativistas, entre eles arcebispo do Xingu, dom Erwin, estariam funcionários da empresa Camargo Correa, além de fazendeiros e políticos que controlam os meios de comunicação da região.
Segundo Antonia Melo, em 2008, até funcionários da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) “tentaram me intimidar, mas denunciamos a atuação dos agentes ao Ministério Público Federal".
As organizações signatárias da denúncia pedem que a ONU solicite informações ao governo brasileiro sobre o empreendimento, que envie representantes para uma vistoria in loco, e que o Brasil reconsidere a construção da usina.
Se a obra for iniciada, várias entidades nacionais e internacionais irão responsabilizar o Brasil internacionalmente por crime contra a humanidade, além de crimes ambientais e de violações de direitos humanos causadas pela hidrelétrica.
ANTONIO CARLOS LACERDA
PRAVDA Ru BRASIL /Divulgação




CIMI TAMBÉM CONDENA




"O Conselho Indigenista Missionário repudia a postura intransigente e autoritária do governo brasileiro que insiste na implementação do projeto da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, apesar de todas as incertezas, de todos os questionamentos científicos e judiciais e de todas asmanifestações populares contrárias a essa insanidade.

Belo Monte não se justifica. O governo vem tentando iludir a população brasileira na perspectiva de construí-la "de qualquer jeito". Para tanto, tem feito uso de uma série de mentiras que denunciamos publicamente. O governo mente aos brasileiros ao dizer que a energia produzida por Belo Monte será limpa e eficiente. O governo mente aos brasileiros ao dizer que a energia produzida por Belo Monte será barata e utilizada pela população carente do país.

O governo mente aos brasileiros ao dizer que os povos indígenas foram consultados no decorrer do processo de licenciamento ambiental.Denunciamos e repudiamos a transformação de Belo Monte num instrumento poderoso de transferência de capital da população brasileira à meia dúzia de grandes empresas.

Entre isenção de impostos e juros subsidiados, o governo está simplesmente repassando cerca de R$ 6 bilhões ao consórcio vencedor do leilão, que pretende construir a usina. É de se estranhar que tamanho volume de recursos seja concedido, dessa maneira, em pleno anoeleitoral. Entendemos que esses recursos seriam muito melhor utilizados, caso fossem usados para incentivar a pesquisa e a adoção de tecnologias alternativas de geração de energia, tais como a eólica e a solar.Reafirmamos nossa contrariedade ao modelo energético adotado pelo atual governo.

Um modelo criminoso, baseado em grandes obras, que atinge milhares de pessoas país afora e que beneficia apenas um pequeno grupo de grandes empresas.Causou-nos perplexidade, tamanha rapidez e agilidade por parte da presidência do Tribunal Regional Federal, 1ª. Região, em analisar e cassar todas as liminares concedidas pela Justiça Federal de Altamira quesuspendiam a realização do leilão neste dia 20 de abril de 2010.Solidarizamo-nos com todas as comunidades atingidas por esta obra, de modo especial os povos indígenas. Reafirmamos a importância de continuarmosmobilizados e de cabeça erguida, unidos, articulados e firmes na luta contra Belo Monte. Uma luta que, confiamos, será vitoriosa, pois é, sem nenhuma dúvida, uma luta justa.


Brasília, DF, 20 de abril de 2010.


Cimi - Conselho Indigenista Missionário"

Lembrada a Revolução dos Cravos


Comemorado dia 20, em São Paulo, mais um aniversário da Revolução Portuguesa de 25 de abril, a Revolução dos Cravos. O ato foi organizado por portugueses residentes no }Brasil, com apoio do Partido Comunista Portruguês , estudantes e professores.Na hora aprazada (19h), o salão da biblioteca da Casa de Portugal em São Paulo estava completamente cheio, com mais de 200 pessoas presentes, ocupando a totalidade dos lugares sentados e com algumas dezenas de pé, na esmagadora maioria jovens universitários.(Com o Pravda-russ, inclusive a foto)


Eleições em Cuba


Para algumas pessoas no mundo deve ter soado um pouco estranho o anúncio do Conselho de Estado da República de Cuba de que no domingo 25 de abril se realizaram as eleições para delegados às 169 Assembléias Municipais do Poder Popular.Isso é perfeitamente compreensível, pois um dos componentes principais da guerra midiática contra a Revolução cubana tem sido negar, escamotear ou silenciar a realização de eleições democráticas: as parciais, a cada dois anos e meio, para eleger delegados (concelhos), e as gerais, a cada cinco, para eleger os deputados nacionais e integrantes das assembléias provinciais.

Cuba entra no seu décimo terceiro processo eleitoral desde 1976 com a participação entusiasta e responsável de todos os cidadãos com mais de 16 anos de idade. Nesta ocasião são eleições parciais.Com a tergiversação, a desinformação e a exclusão das eleições em Cuba da agenda informativa de cada um, os donos dos grandes meios de comunicação tentaram afiançar a sua sinistra mensagem de que os dirigentes em Cuba, a diferentes níveis, não são eleitos pelo povo.

Apesar de, felizmente, nos últimos anos, sobretudo depois da irrupção da internet, os controles midiáticos se terem ido quebrando aceleradamente, e a verdade sobre a realidade de Cuba, nas eleições e noutros acontecimentos e temas, foi vindo à tona.

Não dar informação sobre as eleições em Cuba, nem da sua obra na saúde, educação, segurança social e outros temas, obedece a que os poderosos do mundo do capital temem a propagação do seu exemplo, à medida vai ficando completamente a nu a ficção de democracia e liberdade que durante séculos se vendeu ao mundo.

Apreciamos, no entanto, que o implacável passar do tempo é adverso aos que tecem muros de silêncio. Mesmo que ainda andem por aí alguns comentadores tarefeiros ou políticos defensores de interesses alheios ou adversos aos povos que continuam a afirmar que “sob a ditadura dos Castro em Cuba não há democracia nem liberdade nem eleições”.

Trata-se de uma ideia repetida frequentemente para honrar aquele pensamento de um ideólogo do nazismo segundo o qual uma mentira repetida mil vezes poderia converter-se numa verdade.À luz das eleições convocadas para 25 de abril, quero apenas dizer-vos neste artigo, dentro da maior brevidade possível, quatro marcas do processo eleitoral em Cuba, ainda susceptíveis de aperfeiçoamento, que marcam substanciais diferenças com os mecanismos existentes para a celebração de eleições nas chamadas “democracias representativas”.

Esses aspectos são:1) Registro Eleitoral;2) Assembléias de Nomeação de Candidatos a Delegados;3) Propaganda Eleitoral; e 4) A votação e escrutínio.

O Registro Eleitoral é automático, universal, gratuito e público. Ao nascer um cubano, não só tem direito a receber educação e saúde gratuitamente, como também quando chega aos 16 anos de idade automaticamente é inscrito no Registro Eleitoral.

Por razões de sexo, religião, raça ou filosofia política, ninguém é excluído. Nem se pertencer aos corpos de defesa e segurança do país. A ninguém é cobrado um centavo por aparecer inscrito, e muito menos é submetido a asfixiantes trâmites burocráticos como a exigência de fotografias, selos ou carimbos, ou a tomada de impressões digitais.

O Registro é público, é exposto em lugares de massiva afluência do povo em cada circunscrição.Todo esse mecanismo público possibilita, desde o início do processo eleitoral, que cada cidadão com capacidade legal possa exercer o seu direito de eleger ou de ser eleito. E impede a possibilidade de fraude, o que é muito comum em países que se chamam democráticos.

Em todo o lado a base para a fraude está, em primeiro lugar, naquela imensa maioria dos eleitores que não sabe quem tem direito a votar. Isso só é conhecido por umas poucas maquinarias políticas. E, por isso, há mortos que votam várias vezes, ou, como acontece nos Estados Unidos, numerosos cidadãos não são incluídos nos Registros porque alguma vez foram condenados pelos tribunais, apesar de terem cumprido as suas penas.

O que mais distingue e diferencia as eleições em Cuba de outras, são as assembléias de nomeação de candidatos. Noutros países a essência do sistema democrático é que os candidatos surjam dos partidos, da competição entre vários partidos e candidatos. Isso não é assim em Cuba. Os candidatos não saem de nenhuma maquinaria política.

O Partido Comunista de Cuba, força dirigente da sociedade e do Estado, não é uma organização com propósitos eleitorais. Nem apresenta, nem elege, nem revoga nenhum dos milhares de homens e mulheres que ocupam os cargos representativos do Estado cubano.

Entre os seus fins nunca esteve nem estará ganhar lugares na Assembléia Nacional ou nas Assembléias Provinciais ou Municipais do Poder Popular. Em cada um dos processos celebrados até à data foram propostos e eleitos numerosos militantes do Partido, porque os seus concidadãos os consideraram pessoas com méritos e aptidões, mas não devido à sua militância.

Os cubanos e as cubanas têm o privilégio de apresentar os seus candidatos com base nos seus méritos e capacidades, em assembléias de residentes em bairros, demarcações ou áreas nas cidades ou no campo.

De braço no ar é feita a votação nessas assembléias, de onde resulta eleito aquele proposto que obtenha maior número de votos. Em cada circunscrição eleitoral há varias áreas de nomeação, e a Lei Eleitoral garante que pelo menos 2 candidatos, e até 8, possam ser os que aparecem nos boletins para a eleição de delegados do próximo dia 25 de Abril.

Outra marca do processo eleitoral em Cuba é a ausência de propaganda custosa e ruidosa, a mercantilização que está presente noutros países, onde há uma corrida para a obtenção de fundos ou para priviligear uma ou outra empresa de relações públicas.

Nenhum dos candidatos apresentados em Cuba pode fazer propaganda a seu favor e, obviamente, nenhum necessita de ser rico ou de dispor de fundos ou ajuda financeira para se dar a conhecer. Nas praças e nas ruas não há ações a favor de nenhum candidato, nem manifestações nem carros com altofalantes, nem cartazes com as suas fotografias, nem promessas eleitorais; na rádio e na televisão também não; nem na imprensa escrita.

A única propaganda é executada pelas autoridades eleitorais e consiste na exposição em lugares públicos na área de residência dos eleitores da biografia e fotografia de cada um dos candidatos. Nenhum candidato é privilegiado sobre outro.

Nas biografias são expostos méritos alcançados na vida social, a fim de que os eleitores possam ter elementos sobre condições pessoais, prestígio e capacidade para servir o povo de cada um dos candidatos e emitir livremente o seu voto pelo que considere o melhor.A marca final que queremos comentar é a votação e o escrutínio público.

Em Cuba não é obrigatório o voto. Como estabelece o Artigo 3 da Lei Eleitoral, é livre, igual e secreto, e cada eleitor tem direito a um só voto. Ninguém tem, pois, nada que temer se não for ao seu colégio eleitoral no dia das eleições ou se decidir entregar o seu boletim em branco ou anulá-lo.

Não acontece com em muitos países onde o voto é obrigatório e as pessoas são compelidas a votarem para não serem multadas, ou serem levadas a tribunal ou até para não perderem o emprego.Enquanto noutros países, incluindo os Estados Unidos, a essência radica em que a maioria não vote, em Cuba garante-se que quem o deseje possa fazê-lo.

Nas eleições efectuadas em Cuba desde 1976 até à data, em média, 97 % dos eleitores foram votar. Nas últimas três votaram mais de 8 milhões de eleitores.A contagem dos votos nas eleições cubanas é pública, e pode ser presenciada em cada colégio por todos os cidadãos que o desejem fazer, inclusivamente a imprensa nacional ou estrangeira. E, para além disso, os eleitos só o são se alcançam mais de 50% dos votos válidos emitidos, e eles prestam contas aos seus eleitores e podem ser revogados a qualquer momento do seu mandato.

Aspiro simplesmente a que com estas marcas agora enunciadas, um leitor sem informação sobre a realidade cubana responda a algumas elementares perguntas, como as seguintes: onde há maior transparência eleitoral e maior liberdade e democracia? onde se obtiveram melhores resultados eleitorais: em países com muitos partidos políticos, muitos candidatos, muita propaganda, ou na Cuba silenciada ou manipulada pelos grandes meios, monopolizados por um punhado de empresas e magnatas cada vez mais reduzido?

E aspiro, para além disso, a que pelo menos algum dia, cesse na grande imprensa o muro de silêncio que se levantou sobre as eleições em Cuba, tal como noutros temas como a obra na saúde pública e na educação, e isso possa ser fonte de conhecimento para outros povos que merecem um maior respeito e um futuro de mais liberdades e democracia. Tradução de Alexandre Leite para Investigando o novo Imperialismo (InI) http://investigandoonovoimperialismo.blogs.sapo.pt/

Pequenos Agricultores


Nós, camponeses e camponesas de 17 estados brasileiros, organizados pelo Movimento dos Pequenos Agricultores realizamos entre os dias 12 a 16 de abril de 2010 em Vitória da Conquista, Bahia, o III Encontro Nacional do MPA. Estiveram presentes mais de 1000 camponeses (as) com presença massiva da juventude e mulheres, representantes de seis países, assim como diversos intelectuais comprometidos com a construção do “Plano Camponês” e do “Projeto Popular” para o Brasil.
Foram cinco dias de muito estudo, animação, mística, músicas, arte, cultura camponesa, troca de experiências, saberes e sabores, com debates sobre a conjuntura internacional, nacional, agrícola e agrária, projeto popular para o Brasil, plano camponês e definição de linhas estratégicas para o próximo período. Lançamos a campanha nacional contra os agrotóxicos e assumimos a campanha internacional pelo fim da violência contra a mulher.
Entendemos a profunda crise civilizatória qual a sociedade organizada sob a lógica do capital se encontra, criando a cada dia falsas soluções para suas crises que eleva a níveis brutais a exploração dos trabalhadores, a destruição da natureza e em seus limites ameaça todos os seres viventes. O capital, amparado pelos Estados Nacionais Imperialistas, e pela sua classe social organizada em nível internacional, a burguesia, tem investido de forma violenta para manter calada a voz dos trabalhadores e de suas organizações que denunciam o projeto de morte e anunciam a urgente necessidade de um novo projeto para a sociedade.
Diante deste cenário nós, militantes organizados pelo MPA, firmamos as seguintes compreensões e compromissos com a classe camponesa e com o conjunto da classe trabalhadora, são eles:



Nos afirmamos enquanto classe camponesa determinada a cumprir nossa tarefa histórica de lutar e construir um Plano Camponês como parte do Projeto Popular e como contribuição para a construção do socialismo;



1) Reafirmamos nosso caráter de movimento de massa, lutador, e firmamos o nosso rosto jovem, feminino e ecológico;
2) Lutar incansavelmente, e por todas as vias, contra o capital e seu projeto para o campo, o agronegócio, denunciando e impedindo suas ações destrutivas contra a sociedade e a natureza;
3) Lutar pelo controle do território e pela soberania alimentar como condição básica a construção do plano camponês e do poder popular;
4) Nos comprometemos a construir uma estrutura orgânica necessária à implantação da estratégia, tendo no grupo de base sua célula fundamental, formado pelas famílias camponesas, como mecanismo garantidor de resistência às diversas conjunturas;
5) Avançar na auto-sustentação como princípio de autonomia política do MPA e dar sustentação material ao plano de construção nacional;
6) Construir e executar um ousado plano de formação com objetivos de elevar o nível de consciência de nossa base, formar novos militantes, dirigentes e quadros preparados ideológica e tecnicamente a implantar nossa estratégia;
7) Nos comprometemos enquanto organização, a ampliar a participação dirigente de jovens e mulheres em todas as instâncias.
8) Controlar nossa atividade produtiva desenvolvendo Sistemas Camponeses de Produção, tecnologias de base ecológica, controlando a comercialização de nossa produção ligando campo e cidade afirmando a necessidade da reforma agrária como condição para a redistribuição da população no espaço geográfico e uma das soluções para crise social e ecológica.
9) Desenvolver uma política de alianças, nacional e internacional, estrategicamente com a Via Campesina, que nos permita avançar na construção do Plano Camponês e na aliança com os trabalhadores urbanos, estudantes e intelectuais.
Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA
Vitória da Conquista – Bahia 16 de Abril de 2010

Jornalistas se reunirão em Araxá


O SJPMG escolheu a cidade de Araxá para realizar o 11° Congresso Estadual dos Jornalistas de Minas Gerais. O evento está agendado para o período de 25 a 27 de junho, tendo como tema “o jornalista profissional na construção de um projeto de futuro para o Brasil”. A diretora do sindicato, Janaína da Mata, reuniu-se com autoridades e empresários locais para tratar da infraestrutura do Congresso. “Fomos muito bem recebidos pelo prefeito, Doutor Jeová, que está nos dando total apoio para realizar o evento”, disse ela, ressaltando que isso contribuiu para a escolha de Araxá para sede do evento. Ela lembra que o Congresso tem o objetivo de avaliar as ações do sindicato, debater a situação atual da profissão de jornalista e as ações necessárias para melhorar as condições de trabalho e fortalecimento da categoria, bem como as transformações nas suas relações com a sociedade. O evento é aberto a jornalistas mineiros que trabalham em redações, assessorias de comunicação de órgãos públicos e privados, autônomos, professores e estudantes de Jornalismo. A exemplo do 10° Congresso, realizado em 2008, o evento está sendo preparado para 200 participantes. Para democratizar a participação, serão realizados encontros preparatórios nas diversas regiões do estado, entre os meses de março e maio. Um dos pontos principais do Congresso deste ano deverá ser o debate com os candidatos ao governo do estado, que serão convidados para participar do evento.
Imagem ( de membros da Associação de Veteranos Jornalistas):José Carlos Alexandre

Tortura nunca mais


A Lei de Anistia não se aplica aos crimes comuns praticados pelos agentes da repressão contra os seus opositores políticos, durante o regime militar, assim como já fizeram outros países .

Os crimes paraticados durante a ditadura, como tortura, assassinato e desaparecimentos forçados, são crimes contra a humanidade e nesta medida não podem ser anistiados.

O Supremo Tribunal Federal marcou o julgamento do processo e é o único na pauta, neste dia. Se você conhece alguém que ainda não aderiu e possa fazê-lo, encaminhe o link para possibilitar o conhecimento do apelo, os subscritores e outras informações

Se você tem twitter, diga que assinou o Manifesto Contra a Anistia aos Torturadores, convide os seguidores para que façam o mesmo e indique o endereço para que eles possam assinar.http://www.ajd.org.br/anistia_port.php
A decisão do STF estabelecerá um novo marco de democracia para o Brasil.
O julgamento será:
Dia: 28/04/2010
Hora: 14 horas
Local: Supremo Tribunal Federal - Brasília
O julgamento é público e este é o único processo marcado para a data.
Compareça!!!

Estudantes repudiam dissidente

Numa atitude corajosa e de demonstração de solidariedade a Cuba, estudantes e militantes políticos argentinos expulsaram da Sala Jorge Luis Borges, durante a Feira do Livro, a dissidente cubana Hilda Molina. A escritora iria lançar seu livro Mi Verdad e divulgar novas inverdades e muitas calúnias contra o governo revolucionário cubano. Aos gritos de "Cuba, Cuba, Cuba, o el pueblo te saluda", a dissidente teve de retirar-se da sala. O episódio teve repercussão na imprensa burguesa portenha. O jornal La Nacion mesmo deu a notícia em sua primeira página e abriu manchete na página 26 de seu caderno de Cultura, em sua edição do último domingo

Desnudando a Internet


Un nuevo cretinismo
Atilio A. Boron (*)

Muchísima gente, y no pocos teóricos, sostienen que la Internet es por excelencia el ámbito de la libertad de nuestro tiempo. Un ámbito, dicen, liberrísimo, en donde las antiguas restricciones que el papel impreso imponía a la producción y circulación de las ideas han quedado definitivamente superadas. Basta con leer algunos pasajes del libro de Hardt y Negri, Imperio, o los tres tomos de Manuel Castells, La Edad de la Información: Economía, Sociedad y Cultura, para apreciar los alcances de este nuevo dogma. Dicen los primeros, en un pasaje memorable –y no precisamente por lo acertado– de su obra, que “la red democrática es un modelo completamente horizontal y desterritorializado. Internet es el principal ejemplo de esta estructura democrática en red...
Un número indeterminado y potencialmente ilimitado de nodos interconectados que se comunican entre sí sin que haya un punto central de control... Este modelo democrático es lo que Deleuze y Guattari llamaron un rizoma, una estructura en red no jerárquica y sin un centro” (pp. 277-278).
El libro de Castells se edifica precisamente sobre esa superstición. Contrariamente a lo que asegura la charlatanería posmoderna, la Internet ni es horizontal ni está desterritorializada.
Es una estructura que tiene centros de monitoreo y control y en donde cierto tipo de comunicaciones están bloqueados, casi todas vigilados y algunos son censurados.
Sólo espíritus muy ingenuos pueden suponer otra cosa, pero muy a menudo el “afán de novedades” al que aludía Platón y la incesante búsqueda de originalidad y singularidad que caracteriza la labor de muchos intelectuales (afectados por una fenomenal sobrevaloración de la importancia de sus ideas) pueden jugar muy malas pasadas y llevar a sus víctimas a aceptar como verdades irrefutables las mentiras que la ideología dominante quiere que aceptemos como verdades.
Por ejemplo, muchos de los mensajes emitidos en estos últimos días desde el PLED anunciando un panel sobre el rol de Colombia en la geopolítica imperial padecieron de sospechosas dificultades.
Nos llegaron informes de amigos y compañeros que querían difundir el evento, pero al poner “Colombia” en el asunto o en el cuerpo del mensaje éste simplemente desaparecía de la pantalla o iba directamente a la papelera. Estamos también experimentando dificultades en recibir adhesiones para nuestra campaña de solidaridad con Cuba, y son varios quienes apelaron a llamadas telefónicas para hacernos saber de su imposibilidad de registrar su firma enviando un mensaje a la dirección preparada para tal efecto.
Son muchas las experiencias que avalan esta desconfianza en relación al carácter democrático y libertario de la red. Sin ir más lejos, quien quiera utilizar el programa Skype en Cuba no puede hacerlo, y mucho menos acudir al Google Earth porque, en tal caso, aparecerá un cartelito diciendo que “desde la localización en que usted se encuentra en este momento no puede tener acceso a este programa”.
Prueben ustedes de enviar un mensaje utilizando ciertas palabras supuestamente vinculadas a las comunicaciones que entablan los terroristas y ya verán lo que ocurre. Tal vez Hardt, Negri o Castells consideren estas cosas como transitorias anomalías, pero no es así.
Es el funcionamiento “normal” de una red que, pese a las ocurrencias de aquellos autores, tiene centros que la controlan y dominan. El pirulo de ayer de Página/12, “Montañas”, avala esta tesis. En él se informaba que “una página abierta el 25 de marzo (y que describía a su dueño como el ‘príncipe de los mujaidines’) había alcanzado, el viernes pasado, a tener más de mil seguidores. Facebook admitió que no podía determinar si el titular era verdadero o no, pero anunció que el sitio quedó desactivado: desde ayer, Bin Laden no tiene lugar en la red virtual”.
En un pasaje brillante de su El Dieciocho Brumario de Luis Bonaparte, Marx definía al cretinismo parlamentario como “una enfermedad que aprisiona como por encantamiento a los contagiados en un mundo imaginario, privándoles de todo sentido, de toda memoria, de toda comprensión del rudo mundo exterior.” Una enfermedad parecida se ha apoderado de algunos teóricos de nuestro tiempo, que los encierra en un mundo imaginario en el cual la Internet es el reino de la libertad y la democracia. Ha nacido un nuevo cretinismo: el internético, que seguramente es mucho más dañino que su predecesor y que habrá que combatir con inteligencia y militancia. La batalla contra los oligopolios mediáticos tiene que darse también en la Internet.
(*) Politólogo(Publicado originalmente no jornal Página /12, da Argentina