sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Coreia do Norte convoca primeiro congresso do Partido dos Trabalhadores em 36 anos

                                                                                                                              



Kim Jong-un, o líder da República Popular da Coreia, realizará Congresso do PT em 2016
A Coreia do Norte vai realizar em maio do próximo ano o primeiro congresso do Partido dos Trabalhadores em 36 anos, anunciou hoje a agência oficial KCNA. O VII congresso do partido único -- e o primeiro desde 1980 -- vai ter lugar no início de maio de 2016, revelou a KCNA, citando um comunicado do comité central, sem especificar, porém, uma data concreta e sem facultar mais detalhes sobre a agenda. 

O partido celebrou este ano o 70.º aniversário da sua fundação, em 1945, um marco que foi assinalado com uma parada militar que é considerada o maior desfile da história do país e múltiplas celebrações em Pyongyang no início deste mês.

Explicação sobre os seis pontos principais da 5ª Sessão Plenária do Congresso Nacional do Partido Comunista da China


                                                                             
A 5ª Sessão Plenária do 18º Congresso Nacional do Partido Comunista da China terminou ontem com a aprovação do 13º Plano Quinquenal para o desenvolvimento socioeconômico do país


                    O novo plano quinquenal estabelece: 


Abolição da política do filho único

A plenária decidiu acabar com a política do filho único que perdurou por mais de 30 anos na China. A medida estabelece que os casais chineses podem ter dois filhos, ajudando a aumentar o número de jovens frente ao processo crescente de envelhecimento da população chinesa. 

Segundo estatísticas de 2014, a China tem 212 milhões pessoas com mais de 60 anos, o que representa 15,5% da população total. Prevê-se que até 2050 o país tenha 35% da população com mais de 60 anos, o que tornará a China o país com a maior população idosa do mundo.

Erradicação da pobreza

A China planeja erradicar todos os 70 milhões de pessoas que ainda vivem abaixo da linha da pobreza no país. Depois da reforma e abertura, o Estado elevou várias vezes o teto da linha da pobreza no país. Em 2009, o teto foi reajustado de 1.067 yuans anuais (US$ 172) para 1.196 yuans (US$192). Três anos depois, em 2012, esse valor foi reajustado para 2.300 yuans anuais (US$370).

Liberalização dos preços

A plenária definiu que o governo deve diminuir a interferência nos preços de mercado e liberalizar os preços das mercadoras e serviços como os de abastecimento d’água, petróleo, gás natural, eletricidade e transportes. O governo deve promover a liberalização dos preços desses setores até 2017.

Seguridade social

Um sistema de seguridade social mais justo e sustentável será estabelecido dentro dos próximos cinco anos. O governo vai transferir parte dos bens estatais para compensar os gastos com as aposentadorias.

Universalização do ensino médio

A 5ª Sessão Plenária decidiu melhorar a qualidade do ensino e universalizar o ensino médio no país. Segundo a diretriz, o governo vai subsidiar o ensino dos alunos vindos de famílias carentes. Espera-se que até 2020 a China se torne uma potência em termos de recursos humanos.

Dobrar a renda per capita até 2020

A plenária apresentou o objetivo de construir uma sociedade modestamente confortável, isto é, manter o crescimento econômico num ritmo médio/alto; duplicar o PIB e a renda per capita dos habitantes urbanos e rurais até 2020 (comparado aos valores de 2010), desenvolver o país de forma equilibrada, inclusiva e sustentável; dinamizar a economia interna e elevar a proporção dos habitantes vivendo nas cidades. (Com o diariodopovoonline)


Política de planeamento familiar com novo relaxamento


                                                                       

A nova iniciativa irá ativamente combater o problema de envelhecimento da população do país, dizem especialistas.

A China relaxou ainda mais a sua política de planeamento familiar, que conta já com uma longevidade de mais de três décadas. O comunicado foi feito na quinta-feira pelo Comité Central do Partido Comunista Chinês.

Cerca de 90 milhões de casais chineses serão abrangidos, podendo fazer a escolha de ter um segundo filho.

Esta é a mais recente alteração significativa numa política a vigorar no país há mais de três décadas. Este passo importante surge como resposta à pressão demográfica do país, que, ignorada, poderia causar sérios problemas de falta de mão de obra no futuro.

O comunicado refere que a tendência de envelhecimento do país será ativamente combatida com a política dos dois filhos, e que a China vai continuar a empreender proativamente o planeamento familiar como “um interesse elementar do Estado”.

Yuan Xin, um académico da Universidade Nankai, em Tianjin e participante da Comissão de Planeamento Familiar e de Saúde Nacional, afirma que os ajustes à política de planeamento familiar ainda têm um longo caminho pela frente.

“A nova iniciativa será muito melhor recebida entre os chineses do que os relaxamentos anteriores da política, assim como irá contribuir para fortalecer a população ativa no longo prazo”, afiançou.

No final de 2013, o governo central já teria tomado uma medida de suavização da política de planeamento familiar, permitindo aos casais ter um segundo filho, no caso de um dos elementos do casal ser filho único. Em junho, apenas 1.5 milhões dos 11 milhões de casais autorizados requereram essa permissão.

Esta alteração irá ter um grande impacto nas famílias rurais, dado que 60% destas têm tendencialmente mais interesse em aumentar a sua família do que os habitantes citadinos, afiançou Yuan.

Esta alteração surge num momento de certa urgência para os casais diretamente abrangidos, dado que 60% deles têm mais de 35 anos.

Yuan sugeriu acrescentar mais políticas socioeconómicas favoráveis, com vista a tornar mais fácil aos casais poderem ter mais filhos. Um comunicado divulgado pela Comissão de Planeamento Familiar e Saúde Nacional inclui primariamente melhoramentos nos serviços de maternidade e reprodução, assim como um incremento nas facilidades de acesso a cuidados de pediatria, instituições de cuidados infantis, etc.

A política de dois filhos chega assim num momento crucial, acompanhando o abrandamento do crescimento populacional e decrescimento da mão de obra, refere o comunicado.A política “ajudará a reverter a tendência e sustentar o desenvolvimento económico da nação”.

Estatísticas oficiais revelam que a força laboral chinesa – população entre os 16 e os 59 anos – atingiu o cume demográfico em 2011, tendo vindo a decrescer desde então. Simultaneamente, o número de pessoas a desempenhar uma função laboral tem também vindo a ocupar uma fração cada vez mais reduzida da população total.

No último ano, existiam 916 milhões de pessoas em idades compreendidas entre os 16 e os 59 anos na China, cerca de 66% da população total. O valor mais alto foi de 74.5%, registado em 2010, tendo igualmente vindo a decair desde então.

Ao mesmo tempo, o rácio de crianças na população tem vindo a encolher, o que pode vir a revelar-se na falta de trabalhadores no futuro, disse Mu Guangzong, especialista em demografia da Universidade de Pequim.

“A eminente escassez da população ativa irá deteriorar o desenvolvimento socioeconómico sustentável do país”, avisou Mu. O especialista apoiou também formas mais incisivas de reverter a tendência demográfica, com vista a incentivar o crescimento populacional.

“A China deve remover quaisquer limites à dimensão das familias, e implementar imediatamente uma iniciativa de revitalização e encorajamento da reprodução”, disse.

Obstáculos ao aumento da natalidade incluem custos de educação cada vez mais elevados, um aumento das mulheres que se dedicam à vida profissional, casamentos tardios e um crescente número de adultos solteiros, dizem os especialistas. (Com o diariodopovoonline)

Marcha Estadual dos/as Trabalhadores/as e da Juventude de Minas Gerais


                                                                   

Dia 28 de outubro de 2015, aconteceu em Belo Horizonte a Marcha Estadual dos/as Trabalhadores/as e da Juventude de Minas Gerais. A Marcha foi convocada pela Central Sindical e Popular – CONLUTAS e contou com a participação do Partido Comunista Brasileiro - PCB, do Coletivo Feminista Ana Montenegro, da Corrente Sindical UNIDADE CLASSISTA e da União da Juventude Comunista – UJC.

Cerca de mil pessoas participaram da Marcha em um dia bastante chuvoso na capital mineira. Os manifestantes saíram da Praça da Estação em direção à Prefeitura de Belo Horizonte. Após pararem e realizarem um protesto em frente à Prefeitura de Belo Horizonte, a Marcha se dirigiu a secretaria de Planejamento e finanças da Prefeitura, localizada nas proximidades da Praça Afonso Arinos. Durante parte do dia servidores públicos municipais em Greve ocuparam a sede da secretaria para exigir que o Governo Municipal negocie com os servidores. 

Os camaradas Túlio Lopes (foto) e Ayrton Otoni, falaram no caminhão de som em frente à Prefeitura de Belo Horizonte, representando o PCB/UNIDADE CLASSISTA e a União da Juventude Comunista, respectivamente. Túlio Lopes destacou “o apoio e a solidariedade do PCB e da corrente sindical UNIDADE CLASSISTA as reivindicações e lutas dos servidores municipais de Belo Horizonte em Greve e defendeu a unidade e luta da classe trabalhadora contra o AJU$TE FI$CAL e a política neoliberal do Governo”. 

Falando pela UJC, o camarada Ayrton Otoni destacou “a luta da juventude contra os ataques do governo federal em relação a educação”. O PCB segue na luta contra as políticas neoliberais do Governo Federal, a criminalização dos movimentos sociais, e, retirada de direitos.

O ato contou com a participação de moradores de algumas ocupações urbanas da Região Metropolitana de Belo Horizonte, sindicalistas ligados a Federação Democrática Sindical de Minas Gerais, estudantes, e pessoas que hastearam bandeiras de diversos sindicatos e movimentos sociais e populares. Esta marcha fez parte da jornada OUTUBRO DE LUTA que contou com manifestações em diversas capitais do Brasil.  


Sempre pensei no jornalismo como uma forma potencial de arte", diz Gay Talese

                                                        
Crédito:Wikimedia commons/David Shankbone
                    Jornalista defende que entrevistas sejam feitas pessoalmente


Convidado especial no Prêmio Simon Bolivar 2015, realizado na noite da última quinta-feira (29/10), em Bogotá, na Colômbia, o jornalista Gay Talese, considerado o pai do novo jornalismo, discursou sobre a profissão e propôs melhorá-la com uma "nova abordagem".

Jornalista defende que entrevistas sejam feitas pessoalmente

Talese explicou que a mudança deve consistir em um tratamento crítico ao poder. "Enquanto, ao mesmo tempo, há mais acesso à informação, aquilo que se recebe muito rápido não possui nenhum nível de verificação", ponderou.

Em entrevista ao semanário Semana, o jornalista destrinchou os assuntos abordados no evento e comentou sobre as obras que o consagraram, como a reportagem “Frank Sinatra Está Resfriado” – publicada na Esquire em 1966 –, cujo perfil foi construído a partir de diversas entrevistas, exceto a do próprio Sinatra.

Questionado se retrata, por acaso, personagens como o próprio Sinatra e o jogador de basebol Joe DiMaggio, filhos de imigrantes italianos, como ele, o jornalista explicou que, ao escrever, aprende um pouco mais sobre si mesmo. "Quando você entrevista outros colombianos, por exemplo, os converte em historiadores de seu próprio tempo, aprende através deles sobre o país que é a Colômbia", justifica. 
  
Filho de um alfaiate, ele diz que o ofício do pai o influenciou na escrita. "Ele se importava com detalhes, com a precisão. Aprendi a fazer coisas que duram, que possam permanecer durante anos e permitir que a história sobreviva. O tema não altera o quão interessante pode ser uma história bem escrita", pontua. 

O jornalista destaca que a curiosidade não é suficiente para um repórter. É preciso energia. "Temos de persistir, verificar dados. Você não pode esperar que o editor te dê uma boa ideia", esclarece. Para ele, a tecnologia é perigosa e faz com que muitos preguiçosos se multipliquem. "Tom Wolfe [jornalista e escritor] e eu tínhamos que ver as pessoas sobre as quais queríamos escrever. Não ligue. Vá ao encontro delas."

Talese e Wolfe são considerados fundadores do chamado novo jornalismo - caracterizado por reportagens que se apropriam de técnicas da ficção e mistura da narrativa jornalística com a literária. "Eu queria incorporar as técnicas de ficção na escrita de não-ficção com nomes reais. Não há nomes e situações imaginárias", observa.

Interrogado se acredita que os jornalistas ainda são considerados escritores de segunda categoria, ele afirma que grandes repórteres também têm sido fortes romancistas. "Parte da culpa recai sobre aqueles que fazem o trabalho rapidamente, sem se importar com as palavras. Mas eu sempre pensei no jornalismo como uma forma potencial de arte."

"Quando faço entrevistas, sei quando tenho informações suficientes para representar o outro de maneira completa. Mas quando há uma lacuna, que sempre aparece, volto a conversar com a pessoa. Você tem que sentir", completou. (Com o Portal Imprensa)

O Observatório da Imprensa relembra os 40 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog



A morte do jornalista Vladimir Herzog em uma prisão do DOI-CODI, em São Paulo, completa 40 anos no dia 25 de outubro e o Observatório da Imprensa revisita o episódio que marcou o processo de luta pela abertura política durante a ditadura. Vlado ou Vladimir, como era conhecido, foi preso, torturado e morto sob a alegação de pertencer ao Partido Comunista Brasileiro. 

A morte foi encenada para parecer suicídio, mas a farsa foi tão flagrante que o Sociedade Cemitério Israelita nem considerou a hipótese de enterrar o corpo na área reservada aos suicidas, como determina a religião judaica

 Um ato ecumênico conduzido pelo cardeal D. Paulo Evaristo Arns, pelo rabino Henry Sobel e pelo pastor James Wright, seis dias depois da morte de Vladimir Herzog, reuniu 8 mil pessoas e se transformou num protesto contra os militares. 

“Aquele foi um momento de união de forças a partir do qual ficou claro para o regime que a sociedade civil caminharia determinadamente para a reconstrução da democracia”, diz o jornalista Audálio Dantas.

Depois da morte, a luta prosseguiu até 1979 quando a família conseguiu a condenação da União pelo assassinato do jornalista na Justiça, mas só recebeu a certidão de óbito em 2013. 

O Observatório revisita o episódio quatro décadas depois para lembrar que o assassinato de Vladimir Herzog simboliza o ódio, a intolerância, discriminação e todas as formas de violências que ainda sobrevivem na sociedade.

Nepal: Bidhya Devi Bhandari, líder feminista e comunista, é eleita primeira mulher presidente

                                                                     

Eleita pelo Parlamento, Bhandari é uma das líderes do PC nepalense e lutou pela inclusão dos direitos das mulheres na recém-adotada Constituição

Bidhya Devi Bhandari, do Partido Comunista do Nepal, foi eleita pelo Parlamento nepalense para ser presidente do país quarta-feira (28/10). Ela será a primeira mulher a ocupar o cargo.

Bidhya era deputada e foi ministra da Defesa do país. Ela venceu a eleição com 327 votos, derrotando Kul Bahadur Gurung, ex-ministro da educação do partido Congresso Nepalês. O Congresso do país possui 601 cadeiras.

O Nepal se tornou uma República em 2008 e em 2013 criou sua segunda Constituição. Bidhya lutou para incluir os direitos das mulheres no novo documento, adotado no mês passado. 

A Constituição nepalense estipula que um terço de todas as cadeiras do Parlamento devem ser ocupadas por mulheres e que o presidente ou o vice-presidente deve ser uma mulher.

Após ser designada, ela afirmou a jornalistas que iniciará conversas com os partidos do sul do país contrários à nova Constituição, que protestam e mantêm um bloqueio da fronteira com a Índia. “Considerarei o Himalaia, as montanhas e a região Tarai como um todo”, disse.

Além de ser a primeira presidente mulher, ela é a segunda pessoa a ocupar o cargo depois que a democracia foi instaurada. 

O primeiro presidente foi Ram Baran Yadav, eleito em 2008 e com um mandato estipulado em dois anos, que acabou se estendendo devido à demora na elaboração e adoção da Constituição. (Com Opera Mundi/Prestes a Ressurgir)

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Habitante mais velho de Jiangxi tem 114 anos e 112 descendentes

                                                                                 
Wang Lisheng, que nasceu em janeiro de 1901, na província de Jiangxi, sul da China, se casou quando tinha 24 anos e se tornou pai de 11 filhos, cinco deles já falecidos. Tornou-se chefe de uma família que já está na sua quinta geração, totalizando 112 descendentes. O caçula dessa grande família está com 5 anos de idade.

O senhor Wang ainda está lúcido e anda sozinho, com a ajuda apenas de uma bengala. Ele gosta de conversar com as pessoas, tomar sopa de arroz e comer macarrão e vegetais. Ele também faz as tarefas do dia-a-dia normalmente como se vestir e ir ao banheiro sozinho. (Com o diariodopovoonline)

Palestina: a colonização israelense é a raiz da violência

                                                                       

Ilan Pappe (*)

Em meio ao que ficou conhecido em Israel como a “Intifada dos esfaqueadores”, aconteceu uma cena pouco usual em Ramat Gan, pequena cidade onde muitos moradores são judeus iraquianos. Uma mulher de baixa estatura estava protegendo um homem que jazia no chão e era perseguido por uma turba, incluindo alguns soldados, que queriam linchá-lo.

Enquanto estava no solo, pulverizavam nele gás de pimenta à queima roupa nos olhos. Conseguiu murmurar ao seu anjo da guarda: “Sou judeu”. Quando a turba pôde entender a mensagem, o deixaram só. Foi perseguido porque quase todos os judeus iraquianos se parecem com os palestinos. Os únicos judeus que estão “protegidos” são os judeus ortodoxos mizrajíes que usam a mesma vestimenta que seus predecessores asquenazes usavam na Europa do século 17, deixando de lado a tradicional vestimenta “árabe”.

Gente invisível

Este ataque não foi o único. Outros judeus árabes foram confundidos com palestinos. Ser considerado árabe em Israel, incluindo pela aparência, significa ser um dos invisíveis e prescindíveis nativos sem direitos. Tal atitude não é única na história. Muitas sociedades de assentamentos coloniais adotaram esta atitude frente aos nativos, que para as sociedades de assentamentos coloniais constituem um obstáculo, sendo preciso removê-lo junto com as roças do campo, os mosquitos dos pântanos e, no caso dos primórdios do sionismo, junto dos judeus menos adequados física e culturalmente.

Depois do Holocausto, o sionismo não poderia se colocar tão exigente.

Quando analisamos as origens da atual intifada, podemos apontar precisamente a ocupação e a expansão da colonização judaica. Mas o desespero produzido na atual agitação não é um resultado direto da colonização de 1967, senão a mais de cem anos de invisibilidade, desumanização e destruição potencial do povo palestino onde quer que se encontre.

O quão profundamente esta negação da humanidade dos nativos da Palestina se arraiga no atual discurso político israelense, pôde-se observar nos discursos do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e do líder da oposição Yitzhak Herzog, pronunciados no meio de Outubro no Knésset (Parlamento Israelense).

Netanyahu explicou porque o desespero palestino produzirá cada vez mais intifadas no futuro e porque a deslegitimação de Israel aumentará exponencialmente. Descreveu cem anos de colonização como um projeto digno ao que sem causa alguma, além de citações islâmicas, se opunha ao povo nativo da Palestina.

A mensagem aos palestinos foi clara. Aceitem sua sorte como invisíveis reclusos, sem cidadania, da maior prisão do mundo, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, e como comunidade vivendo sob regime de apartheid; então, poderemos viver em paz. Qualquer tentativa de rechaçar esta realidade será considerada terrorismo da pior espécie e será tratado como tal.

E se dentro desta narrativa o autor do discurso estava tentando acalmar preocupações do mundo muçulmano sobre o destino do al-Haram al Sharif (o Nobre Santuário), atingiu o efeito contrário. Grande parte do discurso sobre o al-Haram al Sharif foi uma aula de história sobre porquê este lugar pertence ao povo judeu.

Ainda terminou essa parte do discurso com a promessa de não alterar o status quo. Não se pode dizer que a presença dos dirigentes de um partido que acredita fortemente na necessidade de construir um terceiro templo no lugar seja particularmente tranquilizante.

“Nunca juntos”

Em seu discurso, Herzog, o líder da oposição liberal sionista, manifestou a desumanização dos palestinos de uma maneira diferente. Seu pesadelo, ressaltou repetidamente, é um país no qual os judeus e os palestinos viverão juntos. Para ele, a separação e a criação de guetos é a melhor solução, inclusive se reduzir um pouco a dita Grande Israel. “Estamos aqui e eles lá”, repetiu o famoso slogan de Ehud Barak e Shimon Peres do final dos anos 90.

O jornalista liberal sionista do jornal Haaretz, Barak Ravid, repetiu o horror dos sionistas liberais: “Se há um Estado binacional, os esfaqueamentos serão diários”, advertiu. A ideia de que uma Israel/Palestina livre seja uma democracia para todos nunca esteve no programa liberal sionista.

Este desejo de não compartilhar a vida com qualquer coisa que cheire a árabe é uma atitude que afeta diariamente a cada palestino. Mais de um século de colonização e nada mudou na negação total da humanidade dos palestinos nativos ou seu direito ao país.

A atual onda de protestos e ataques individuais foi provocada pela política e as ações israelenses contra a Mesquita Al-Aqsa, cuja origem remonta um século de “culturicídio” da Palestina. O mundo ocidental ficou horrorizado com a destruição de antigas joias culturais por parte do Estado Islâmico (EI-ISIL-Daesh). 

A destruição e a eliminação por parte de Israel do patrimônio islâmico da Palestina foi muito mais ampla e significativa. Apenas uma mesquita se manteve intacta após o Nakba e muitas das restantes foram transformadas em restaurantes, discotecas e granjas.

Qualquer tentativa dos palestinos de ressuscitar seu patrimônio teatral e literário é considerado por Israel como uma comemoração da Nakba e criminalizado. O que vemos – e seguiremos vendo – na Palestina, é a luta existencial do povo nativo de um país que ainda está sob ameaça de destruição.


(*) Ilan Pappe é historiador israelense e diretor do Centro Europeu de Estudos Palestinos da Universidade de Exeter e já publicou 15 livros sobre o oriente médio e a questão palestina.
Originalmente publicado pela rede Al Jazeera (http://www.aljazeera.com/)
Traduzido por Raphael Sanz, do Correio da Cidadania.
(Com o Correio da Cidadania)

"Aprovação da PL antiterrorismo é um retrocesso para a democracia", afirma dirigente do MST

                                 

"Para Alexandre Conceição (foto), do MST, "a única lei que precisamos é aquela que garanta direitos e não uma que nos impeça de lutar por eles."

Após mais de duas horas de discussão intensa, o plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (28), por 34 votos a favor e 18 contra, o Projeto de Lei 2016/15 que tipifica o crime de terrorismo e formula o conceito de organização terrorista no país.

O texto da PL 2016/15, que em agosto foi votado pelo plenário da Câmara dos deputados, é de autoria do Poder Executivo e conta com assinaturas dos ministros Joaquim Levy (Fazenda) e José Eduardo Cardozo (Justiça), e teve aderência de todos os partidos, com exceção de PSOL e PC do B.

O PL continha um artigo em que assegurava que ele não se aplicaria "à conduta individual ou coletiva de pessoas em manifestações políticas, movimentos sociais, sindicais, religiosos, de classe ou categoria profissional, direcionados por propósitos sociais ou reivindicatórios, visando contestar, criticar, protestar ou apoiar, com o objetivo de defender direitos, garantias e liberdades constitucionais, sem prejuízo da tipificação penal contida na lei."

A proposta aprovada pelo Senado, teve essa matéria excluída por parecer do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB/SP), que acrescentou os termos "pânico generalizado" e "extremismo político" para conceituar terrorismo e realizar uma tipificação penal que o mundo inteiro tem dificuldades em consensuar.

A própria ONU, por exemplo, teve 13 instrumentos internacionais sobre a matéria, mas não conseguiu até hoje um consenso universal sobre que elementos essenciais deveriam compor a definição típica do crime de terrorismo.

"Cinco países estabeleceram essa tipificação, e, por coincidência, países que já foram vítimas de ações de agrupamentos terroristas, o que não ocorre no nosso país. Qualquer subjetividade no tratamento de um tema como este pode permitir a criminalização das lutas sociais, dos movimentos sociais, e a restrição à liberdade de expressão e de organização", salientou o líder do Partido dos Trabalhadores no Senado, Humberto Costa (PT-PE).

Para Alexandre Conceição, da coordenação nacional do MST, a "aprovação da PL antiterrorismo é um retrocesso para a democracia brasileira, pois tem cunho repressivo e político. É uma PL que ameaça os direitos do povo brasileiro instituídos pela Constituição", afirmou.

A PL que tipifica terrorismo tem pelo ao menos três pontos que atentam gravemente contra as instituições democráticas do país. O primeiro é a criminalização dos movimentos populares pela subjetividade com que o tema tem sido trabalhado. O segundo é que o tipo penal estabelecido é muito amplo e ambíguo. E por último, é o ponto do "extremismo político", definido pelo senador Aloysio, em que "considera-se terrorismo por extremismo político, para efeitos desta lei, o ato que atentar gravemente contra as instituições democráticas".

De acordo o senador Lindbergh Farias (PT/RJ), que destacou o termo “extremismo político” com preocupação, o PL contém muitos agravantes para as instituições democráticas do país e que ameaçam o direito à livre manifestação de pensamento e de expressão.

"A maior crítica nossa é a retirada dos pontos que preservavam os movimentos sociais. O projeto fala de um conjunto de atos preparatórios, ou seja, sem acontecer o ato, que pega em cheio tudo que é movimento social", criticou o senador.

O projeto antiterror estava travando a pauta do Senado desde o dia 5 deste mês, e foi votado em caráter de urgência pelo Senado. A ausência de participação da sociedade civil, dos movimentos sociais, entidades e especialistas ligados à área do direito penal no debate de um texto com esse teor é alvo de crítica pelo Movimento.

"Não precisamos de lei antiterror no Brasil, muito menos uma que retrocede nos direitos básicos do povo, sem este sequer ter um processo de participação neste debate. O governo deve saber que a única lei que precisamos nesse país é aquela que garante direitos e não de uma que nos impeça de lutar por eles", criticou Conceição. (Com o MST)

Bom programa


Até atriz pornô denuncia pressão contra a mídia na Turquia


                                                               
A famosa atriz de pornô e modelo norte-americana Stoya criticou duramente a pressão que a mídia de oposição enfrenta na Turquia. Segundo ela, todos os jornalistas que têm medo de dizer a verdade sobre o líder turco Recep Tayyip Erdogan enfrentam ameaça.

Na sua página na rede social Twitter a atriz respondeu à postagem de um dos seus seguidores, que dissera:

“O governo turco limitou o acesso à quase todos os sites pornô. Precisamos comunicar este fato ao mundo. Por favor, divulgue o hashtag #medyamadokunma [#DeixemAMídia]”.
                                                                               
Stoya publicou não só a resposta, mas também sublinhou a presença da ameaça que todos os jornalistas que falam a verdade sobre Erdogan enfrentam:

“O fechamento de sites pornô parece problema menor em comparação com a censura que é aplicada na Turquia à mídia”.

Quer liberdade de imprensa? Ações russas na Euronews são arrestadas

 Vale lembrar que menos de uma semana antes das eleições antecipadas que devem ser realizadas em 1 de novembro, a 5ª Corte do magistrado criminal de Ancara entregou o controle sobre a holding de mídia Koza Ipek, conhecida pela sua posição critica em relação ao governo, ao conselho de administradores, substituindo os administradores atuais. Curiosamente, os administradores apontados à trabalhar no conselho são do media-grupo pró-governamental Sabah-ATV.

No âmbito desta decisão jurídica a polícia turca capturou por assalto o edifício do media-grupo Ipek, que esta afiliado com o holging Koza Ipek, em Istambul.


Centenas de pessoas, na sua maioria jornalistas da holding, realizaram uma manifestação de protesto contra a captura da mídia independente em frente da sede da companhia.

Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo_insolito/20151029/2590982/turquia-eleicoes-liberdade-de-imprensa.html#ixzz3pywIuX27  (Com Sputinik)

“A invasão do Iraque foi o pior crime deste século”


Noam Chomsky

A invasão do Iraque pelos EUA em 2003 é “o pior crime deste século”, assegurou o politólogo e filósofo Noam Chomsky em entrevista ao programa “The Empire Files”, conduzido por Abby Martin e transmitido por teleSUR inglês.

Chomsky condenou também o apoio dos políticos estado-unidenses ao emprego da força militar.

¿Porque cremos ter o direito de invadir um país? ante esta pergunta o analista respondeu que em Março de 2003, os EUA e o Reino Unido invadiram o Iraque em violação flagrante do direito internacional tomando como pretexto que o país dispunha presumivelmente de armas de destruição massiva, as quais nunca foram encontradas.

“A ideia de que temos o direito de usar a força e a violência quando nos apeteça” é aceite por quase todos os políticos e os meios de comunicação estado-unidenses, denunciou Chomsky.

Neste sentido sublinhou que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deveu a sua popularidade a denunciar a invasão do Iraque mas, não obstante, também ele segue as políticas belicistas dos presidentes anteriores.

“Obama foi considerado como um candidato antiguerra (mas) Obama está a levar a cabo um programa global de terror de uma forma que nunca antes fora vista, ou seja, com o programa de aviões não tripulados (drones) ”, lamentou.

Além disso, destacou que não existe um único um verdadeiro candidato contra a guerra entre os aspirantes às próximas eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2016.

Aproximadamente meio milhão de iraquianos morreu em consequência da invasão e ocupação do Iraque, segundo um grupo de investigadores dos EUA, Iraque e Canadá.

A guerra dos Estados Unidos custou aos estado-unidenses uns 1700 mil milhões de dólares, aos quais há que juntar uns 490 milhões de dólares como recompensa para os veteranos de guerra.

Esta semana, o ex. primeiro-ministro britânico Tony Blair (1997 a 2007) pediu perdão pelo papel que desempenhou juntamente com o ex-presidente estado-unidense George W. Bush na invasão do Iraque, admitindo que esta guerra contribuiu para a aparição do grupo terrorista EIIL (Daesh, em árabe).

A operação militar e a ocupação do Iraque por parte do Ocidente custou mais de um milhão de vidas, segundo investigadores britânicos da organização Opinion Research Business.

Na segunda-feira, em entrevista à cadeia CNN, Blair apresentou desculpas públicas. Disse que foi um erro ter tomado essa decisão.

Uns 179 britânicos morreram na guerra do Iraque de 2003 e mais de 3000 foram feridos. Um pai que perdeu nela o seu filho, Reg Keys, disse a The Telegraph sentir “repugnância” pelas desculpas de Blair.

Keys, que perdeu o seu filho, Lance Corporal Tom Keys, no Iraque, declarou: “Sinto repugnância. Este homem enganou-se. 179 militares em serviço britânicos mortos, 3.500 feridos, e sem mencionar as centenas de milhares de inocentes iraquianos, homens, mulheres e crianças que perderam as suas vidas”.

Fonte: http://www.telesurtv.net/news/Chomsky-EE.UU.-y-Reino-Unido-invadieron-ilegalmente-a-Irak-20151027-0060.html

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

191 x 2 (Placar na ONU: Cuba contra Estados Unidos e Israel)

                                                                  Adán Iglesias/Rebelión
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No Brasil, de minuto em minuto, quatro pessoas são demitidas do emprego, enfatiza o Pravda ru

                                                                   

BRASILIA/BRASIL - No Brasil, o resultado da péssima administração e gerência de um governo formado, basicamente, por PT, PMDB, PDT, PTB, e outros:- A cada minuto, quatro pessoas são demitidas do emprego Brasil afora. Com a alta de impostos, que aniquila as finanças das empresas, há o sério risco de o desemprego aumentar ainda mais.

Antonio Carlos Lacerda (*)



Em julho, 157 mil trabalhadores foram demitidos no Brasil, o pior resultado para o mês nos últimos 23 anos. Sob qualquer ângulo, trata-se de um dado assustador. Significa que, a cada minuto, quatro pessoas acabaram dispensadas. É como se toda a população de uma cidade como São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, perdesse o emprego. 

De acordo com o IBGE, quase meio milhão de vagas - ou uma Florianópolis inteira - desapareceram nos sete primeiros meses do ano. O publicitário paulistano Felipe Oliani, 29 anos, faz parte dessa dramática estatística. Ele está desempregado desde fevereiro, quando foi excluído da multinacional do setor hospitalar em que trabalhava como coordenador de marketing.

Nos últimos seis meses, Oliani tem feito de tudo para arrumar uma colocação. Retomou todos os contatos profissionais, investiu dinheiro em redes sociais profissionais, iniciou um curso de MBA e contratou uma empresa de coaching e transição de carreira. Até agora, nada funcionou. Sem a garantia do salário, o publicitário foi obrigado a deixar o apartamento em que morava sozinho e buscou abrigo na casa da avó.

Assim como ele, 8,4 milhões de brasileiros - o equivalente à população da Suíça - estão desocupados e procuram a cada dia, em graus variados de desespero, novas oportunidades no mercado de trabalho. Se a economia continuar desabando, nos próximos meses será ainda mais difícil encontrar um lugar para dar expediente.

A alta do desemprego é uma tragédia anunciada. Desde o início do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, praticamente todos os indicadores econômicos pioraram. A inflação disparou. O consumo caiu. Os impostos subiram. O PIB encolheu. Sem ter para onde correr, as empresas recorreram à medida mais doída: as demissões em massa. 

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), a taxa de desemprego no Brasil é de 8,3%. No ritmo descendente da atividade econômica, alguns especialistas projetam um índice de dois dígitos até o final do ano. Para um país emergente como o Brasil, desemprego na casa dos 10% é uma enormidade. Na zona do euro, ainda às voltas com a hecatombe financeira da Grécia, o número está em 11%, o que dá a dimensão do tamanho da encrenca para os brasileiros.

A taxa de desemprego tem sido pressionada também pelas pessoas que estavam fora do mercado de trabalho, mas que, devido à crise, foram obrigadas a procurar emprego para ajudar na renda familiar. Para os jovens, a situação é crítica. O desemprego na faixa etária entre 14 e 17 anos saltou de 20,9% no segundo trimestre de 2014 para 24,40% no mesmo período de 2015.

Entre os que têm de 18 a 24 anos, a taxa está beirando os 20%, quase o triplo da marca observada entre trabalhadores de 25 a 39 anos. "Os jovens são os primeiros a ser dispensados", constata Cimar Azevedo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. "Isso acontece porque, em geral, eles são menos produtivos", diz Daniel Sousa, professor de economia do Ibmec. "É comum as empresas escolherem demitir o jovem porque ele tem mais chance de reconstruir a vida."

O engenheiro mecatrônico, Bruno Donegatti, 25 anos, sentiu isso na pele. Ele trabalhou por 4 anos na mesma empresa em Barueri (SP) e foi dispensado em março deste ano. "A companhia estava fazendo uma reestruturação e acho que me desligaram porque eu não tenho família para cuidar", afirma. 

Bruno mora com os pais, mas está financiando a compra de um apartamento. Há alguns dias, o ministro do Trabalho, Miguel Rossetto, afirmou que o governo dispõe de políticas públicas para combater os indicadores negativos. "Nós queremos ver se até o final do ano colocamos 1,5 milhão de jovens no mercado de trabalho", disse.

O discurso está desconectado da realidade e lembra a velha e desgastada ladainha do governo petista. Desde Lula, o PT diz que o seu grande mérito foi ter gerado milhões de vagas para todas as classes sociais, especialmente os mais pobres. Durante a disputa presidencial do ano passado, Dilma Rousseff declarou que, apesar das dificuldades do País, os empregos seriam mantidos. A dura verdade, porém, é que eles desapareceram - e todos foram afetados, inclusive os pobres.

Apesar do sinal vermelho, o governo só tem piorado a situação. Para os trabalhadores, a nova tragédia deve vir na forma de mais cortes provocados pelo aumento excessivo da carga tributária. Quantos mais impostos, menos dinheiro as empresas têm para manter postos de trabalho. 

A proposta orçamentária para 2016, que o governo enviará ao Congresso até o dia 31, representará um duro golpe para empresários e funcionários. O Planalto quer unificar a cobrança do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Em tese, a proposta simplifica as cobranças, mas o efeito colateral imediato será o aumento da mordida tributária.

Na terça-feira 25, o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) apresentou um estudo sobre o impacto da unificação. Segundo Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT, a criação de uma alíquota única elevará em cerca de 5% a tributação sobre as empresas prestadoras de serviços e pequenos negócios. Estima-se que a medida afetará 2 milhões de companhias, que pagarão R$ 50 bilhões a mais em tributos. "Em vez de simplificar, a proposta torna o sistema mais complexo", diz Amaral.

Outra medida planejada pelo governo tem potencial para trazer de volta uma antiga polêmica. Segundo publicou o jornal Folha de S.Paulo na quarta-feira 26, vem ganhando força no Executivo a ideia de sugerir ao Congresso a reedição da CPMF, o chamado "imposto do cheque". Extinta em 2007, no segundo mandato do presidente Lula, a CPMF é um artifício para arrancar dinheiro dos cidadãos brasileiros quando as contas do governo não estão bem. Agora que tudo está péssimo, Dilma especula ressuscitar o defunto. E, claro, quem vai pagar a fatura será você.

(*) Antonio Carlos Lacerda é  correspondente Internacional do PRAVDA.RU

- See more at: http://port.pravda.ru/news/science/27-10-2015/39698-demitidas_emprego-0/#sthash.xjVXv73y.dpuf   (Com o Pravda Ru)

Solidariedade ao Povo Palestino


Rússia prevê desembarque de seus cosmonautas na Lua em 2019


                                                                     

O voo e o desembarque na Lua dos cosmonautas russos está planejado para 2029, disse o diretor da empresa espacial russa Energya, Vladimir Solntsev.

“2029 será o ano de um voo humano para a Lua e o desembarque [neste corpo celeste]”, disse Solntsev na terça-feira (27) na conferência sobre tecnologias espaciais em Moscou.

Solntsev destacou que em 2021 a Rússia está planejando iniciar viagens ao espaço em uma nova nave espacial construída com materiais compósitos e destinada ao voo para a Lua, e em 2023, um lançamento e acoplamento desta nave com a Estação Espacial Internacional. Para 2025 está marcado um voo não-tripulado para a Lua e o ajustamento de tecnologias relacionadas com um voo tripulado


Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo/20151027/2552989/Lua-desembarque-Russia-voo-tripulado.html#ixzz3ps5ICf2v   (Com Sputnik)

Ligas de Camponeses Pobres denuncia assassinato em Vilhena - RO


                                                               

                     Latifúndio e Dilma/PT são responsáveis por chacina em Vilhena

As desencontradas notícias sobre mais uma covarde e cruel chacina em Vilhena, Rondônia, no último sábado, 17 de outubro de 2015, levantam a possibilidade de o ataque ter sido cometido por posseiros que teriam sido expulsos da terra por mais uma das famigeradas reintegrações de posse, que se tornaram marca registrada na gerência Dilma/PT/PCdoB.

É mentira!

Os camponeses que lutavam pela terra, no momento do ataque, haviam se dirigido à área em comissão das famílias para tentar um acordo com os funcionários da “propriedade”.

Inclusive, muito provavelmente estes representantes estão entre as vítimas, feridas e assassinadas.

Os companheiros da LCP de Rondônia, neste momento, estão prestando solidariedade às famílias das vítimas e se inteirando dos fatos verdadeiros.

Vinte anos depois do “massacre de Corumbiara”, que o PT e seus sequazes travestidos de historiadores se esforçam por enterrar, a dura realidade é que o latifúndio segue matando, aterrorizando, e acobertado pelo Estado brasileiro e seus gerentes de turno.

Assim que tivermos mais informações dos fatos, divulgaremos.

Por ora, o que cumpre é começar a desmontar a farsa da desinformação que tenta acobertar os criminosos e criminalizar as vítimas.

E terminamos com palavras de ordem que ecoaram no 8.º Congresso da Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Sul da Bahia, nos últimos dias 10 e 11 de outubro, em Januária, MG:

“É terra, é terra, a quem nela trabalha ...”
“É morte, é morte, ao latifúndio ...”
“Fora Dilma, Fora PT, a terra vai ser nossa, o povo vai vencer!”

Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres

Museu de Arte Antiga lança campanha inédita para comprar quadro


                                                               
              "Adoração dos Magos", de Domingos António Sequeira, ambição de Museu

O Museu Nacional de Arte Antiga lançou  terça-feira, em Lisboa, uma campanha pública inédita de angariação de fundos para a aquisição da tela "A Adoração dos Magos" do pintor português Domingos António Sequeira (1768-1837).

A obra foi  apresentada publicamente no museu, na Rua das Janelas Verdes, pelo diretor do Nacional de Arte Antiga (MNAA), António Filipe Pimentel,  visamdo reunir 600 mil euros para comprar a tela ao proprietário privado.

O diretor do museu disse que até 30 de abril qualquer cidadão pode contribuir para a aquisição da tela considerada "uma obra- prima visionária, que evidencia a capacidade de Domingos Sequeira de fazer a síntese entre o Clássico e o Romântico".

Pimentel indicou que "A Adoração dos Magos", pintada em 1828, já tinha sido mostrada ao público no museu, em Lisboa, e "faz parte dos grandes livros da História da Arte portuguesa".

A tela de grandes dimensões integra a série Palmela - com quatro pinturas religiosas - e o museu possui na sua coleção os desenhos de estudo preparatórios de todas elas, exceto os óleos.

"A ideia de lançar esta campanha já era antiga, e agora, que surgiu a oportunidade de adquirir o quadro, resolvemos avançar para mobilizar o público no sentido de adquirir um bem comum: a arte e o património, que ficam guardados para as novas gerações. Se todos os portugueses contribuíssem com apenas seis cêntimos já seria possível", disse.

De acordo com António Pimentel, mesmo antes do lançamento oficial já foram feitos vários donativos, o primeiro deles proveniente dos Estados Unidos, de um anónimo ligado às artes, que entregou mil euros. (Com o Jornal de Notícias)

MUDANÇA DE VISÃO

                                                    

          Brasileiro confia mais na imprensa do 
          que no Ministério Público, diz pesquisa

A confiança dos brasileiros no Ministério Público diminuiu desde o ano passado. De acordo com uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, o grau de confiança no órgão passou de 48% para 43%. No mesmo período, a confiança da população na imprensa escrita passou de 44% para 47%.

A confiança no Poder Judiciário também aumentou, mas a melhora está longe de ser suficiente para torná-lo umas das instituições mais confiáveis. De acordo com a pesquisa, a confiança no Judiciário só é maior do em "políticos" e no Poder Executivo. Na outra ponta da pesquisa estão as Forças Armadas, a Igreja Católica e a imprensa escrita.

Os dados são do Índice de Percepção do Cumprimento das Leis (IPCLBrasil), mensurado pela Escola de Direito de São Paulo da FGV, e que mostra o quanto a população considera importante respeitar ou não as leis.

A pesquisa ouviu 3,3 mil pessoas do Amazonas, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

Entre os que se classificaram como negros e pardos, a confiança no Judiciário e na polícia é ainda menor, se comparado com as respostas dadas por brancos e amarelos. Enquanto que, entre brancos, a confiança da população na polícia e no Judiciário chega a, respectivamente, 37% e 27%, ela cai para 30% e 22% se perguntarem a negros, pardos e indígenas.

Por outro lado, a confiança cresce entre negros quando se refere a governo federal e Congresso Nacional, chegando a 24% e 20%, respectivamente, contra uma confiança de 18% e 14%, quando a resposta é dada por brancos.

Indicadores de cumprimento das leis

O indicador de legitimidade avaliou a opinião dos entrevistados quanto à importância de se obedecer à lei, aos policiais e aos juízes. E uma das conclusões a que se chegou é que 80% dos brasileiros reconhecem que é fácil desobedecer às leis no Brasil. Para 81%, sempre que possível, o cidadão brasileiro apela para o “jeitinho”.

Por outro lado, 78% dos entrevistados consideram que alguém que desobedece à lei é mal visto pelas outras pessoas, enquanto 78% afirmaram que as pessoas têm a obrigação moral de pagar uma quantia à outra pessoa, mesmo que discorde da decisão, se a ordem partir de um juiz. Esse percentual cai para 46% se a ordem partir de um policial. 

Comportamento

Outra questão analisada no IPCLBrasil é comportamento. Foi perguntado com que frequência os próprios entrevistados violaram determinadas condutas. O indicador é elaborado com base em dez situações diferentes, a partir das quais se pergunta aos entrevistados com que frequência tiveram esse comportamento nos últimos 12 meses.

No primeiro trimestre de 2015, os resultados revelam que as condutas “atravessar a rua fora da faixa de pedestre” e “comprar produtos piratas” são as mais recorrentes entre os entrevistados, seguidas pela conduta de “fazer barulho capaz de incomodar os vizinhos”.

Numa escala de 0 a 10, a nota final do IPCLBrasil foi 7, um pouco maior do que a nota registrada no primeiro trimestre de 2014 (6,5). Com informações da Assessoria de Imprensa da FGV. (Com a Conjur)

Fornecedora da Apple fecha fábrica na China devido a queda das vendas do iPad

                              
A fabricante eletrónica taiwanesa Coretronic, fornecedora de ecrãs da norte-americana Apple, vai encerrar a produção numa das suas principais fábricas, no leste da China, devido à queda das vendas do iPad em todo o mundo.

Segundo informa hoje o jornal oficial China Daily, a fábrica, localizada em Nanjing, a capital da província oriental chinesa de Jiangsu, a 300 quilómetros a norte de Xangai, não só parou a produção como iniciou o procedimento administrativo para liquidar os seus ativos por falência.

A unidade, estabelecida em 2005, fabricava módulos de iluminação posterior com ecrãs de cristal líquido (LCD) para os 'tablets' iPad, e conta com mais de 1.500 funcionários, os quais chegaram a produzir um milhão de unidades mensais. (Com o Destak)

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Neste Outubro de Luta tem Greve Nacional! Os petroleiros vão parar tudo no próximo dia 29

                                                               

Agora é greve! Essa foi a decisão da direção da Federação Nacional dos Petroleiros reunidos nesta sexta (23), no Sindipetro-RJ. A partir das deliberações de construção da greve aprovadas nas assembleias dos cinco sindicatos que compõe a Federação e devido a falta de resposta da empresa mesmo com todas as mobilizações da categoria, a diretoria da FNP definiu o dia 29 de outubro como data de início da greve nacional dos petroleiros.

O movimento denuncia o Plano de Desinvestimento de Dilma/Bendine e os PLs contra a exploração estatal do pré-sal. Na avaliação dos petroleiros, essas propostas atacam centralmente a caráter público da Petrobrás, ameaçam postos e condições de trabalho e aprofundam a privatização do petróleo brasileiro. A pauta de reivindicações ainda destaca a luta pelo ACT sem cortes de direitos e com aumento real, o estabelecimento da mesa de negociação unificada com todas as subsidiárias da Petrobrás e o posicionamento contrário às demissões dos terceirizados da companhia.

Desde o dia 24 de setembro, a FNP vem fazendo mobilizações por todas as bases que compõe a Federação buscando avançar na construção rumo à greve nacional unificada da categoria. A Petrobrás insiste em não apresentar nova proposta para dialogar com os trabalhadores. 

Reafirmando a pauta histórica da categoria protocolada junto à Petrobrás, a FNP e seus sindicatos encaminharão à companhia na próxima segunda (26) documento com pontos fundamentais, igualmente aprovados em Congresso da Federação, como ponto-de-partida de negociação. Este tem como base o Acordo Coletivo vigente, sem prejuízo de nenhuma das suas cláusulas, já prorrogadas pela Súmula 277 do TST. Esta ação reforça a vontade da categoria em demonstrar disposição para negociar.

Umas das iniciativas apontadas pela FNP como orientação para intensificar as mobilizações é a orientação para que todos da EOR – Equipe Organizacional de Respostas (brigadistas), regulamentados pela NR20, renunciem até a assinatura do ACT. Esses trabalhadores da Petrobrás exercem esse serviço voluntário ganhando em troca um dia de folga, só que mesmo este único incentivo recebido por arriscarem suas vidas em situações de emergência vem sendo negado pela companhia.

Esta iniciativa serve também como resposta dos trabalhadores a todas as retaliações ocorridas durante as mobilizações, tais como assédio, força policial ostensiva, corte de transporte, corte de direitos e, por último, frente à redução arbitrária do pagamento das horas extras de feriados previstos no ACT vigente.

A reunião também aprovou a produção de uma carta aberta à população para explicar os motivos da greve e convocar a sociedade a se solidarizar com este movimento que precisa ser de todo o povo brasileiro em defesa da Petrobrás 100% pública e estatal.

Na noite de sexta-feira, 30 de outubro, os sindicatos que integram a FNP irão fazer uma reunião de reavaliação da continuidade da greve. A disposição da categoria diante da intransigência da Petrobrás é radicalizar o movimento até que a companhia apresente uma resposta. (Com a Conlutas)

Países-membros da ONU pedem fim do embargo a Cuba, mas EUA e Israel se opõem

                                                                     

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) voltou hoje (27) a pedir, quase por unanimidade, o levantamento do embargo norte-americano contra Cuba, imposto há mais de meio século, quase quatro meses após o restabelecimento das relações diplomáticas entre Washington e Havana. A resolução teve voto favorável de 191 dos 193 Estados-Membros que compõem o órgão plenário das Nações Unidas.

Apesar das expectativas geradas nos últimos meses, os Estados Unidos, ao lado de Israel, votaram contra esta resolução não vinculativa, que foi adotada pela primeira vez em 1992 e sujeita a votações anuais desde então. Não foram registadas abstenções.

A votação de hoje tinha, no entanto, um caráter especial, uma vez que era a primeira vez que o órgão plenário das Nações Unidas se pronunciava desde que Cuba e os Estados Unidos iniciaram, em dezembro de 2014, um processo para o restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países.

Os Estados Unidos alimentaram as expectativas sobre uma possível abstenção na votação de hoje, mas a delegação norte-americana acabou por votar contra por considerar que a resolução “não representa” o processo de aproximação que foi iniciado nos últimos meses.

“Lamentamos que o governo de Cuba tenha decidido seguir com a sua resolução anual. O texto não representa os passos significativos que foram dados e o espírito de compromisso que o presidente [dos Estados Unidos, Barack] Obama tem defendido”, disse o diplomata norte-americano Ronald Godard, citado pela agência noticiosa espanhola EFE.

“Se Cuba considera que este exercício vai ajudar a que as coisas avancem na direção esperada pelos dois governos, está enganada”, insistiu o representante norte-americano.

O texto preparado pelas autoridades de Havana saúda “o restabelecimento das relações diplomáticas entre os governos de Cuba e dos Estados Unidos da América” e reconhece “a vontade” expressa por Barack Obama “de trabalhar para a eliminação do bloqueio econômico, comercial e financeiro”.

No entanto, o documento continua a expressar a preocupação das autoridades cubanas sobre a continuidade desta política norte-americana e sobre os “efeitos negativos” do embargo no cotidiano do povo cubano e no desenvolvimento da ilha caribenha.

Na apresentação da resolução, o chefe da diplomacia cubana, Bruno Rodriguez, sublinhou que, apesar dos avanços na relação bilateral, não tinha existido “qualquer modificação tangível” na “prática do bloqueio”.

"Não devemos confundir a realidade com desejos e expressões de boa vontade. Em assuntos como este, só se pode avaliar a partir de fatos. E os fatos mostram claramente que o embargo econômico, comercial e financeiro contra Cuba está em plena e total aplicação”, reforçou Rodriguez.

Em 17 de dezembro de 2014, os líderes norte-americano e cubano, Barack Obama e Raul Castro, respetivamente, anunciaram simultaneamente uma aproximação histórica entre os dois países.

Após vários meses de negociações, os dois líderes anunciaram no dia 1º de julho de 2015 o restabelecimento das relações diplomáticas e a abertura de embaixadas nas capitais de cada país.

O embargo a Cuba foi imposto pelos Estados Unidos em 1962, depois do fracasso da invasão da ilha para tentar derrubar o regime de Fidel Castro em 1961, que ficou conhecida como o episódio da Baía dos Porcos. (Com a Lusa/Granma)

Quarta-feira vermelha em BH



Camaradas;

Nesta quarta-feira (28) teremos importantes atividades do PCB em Belo Horizonte. Contamos com a participação de todos/as.

12 horas - Debate CONJUNTURA POLÍTICA E AJUSTE FISCAL na Praça de Serviços - UFMG.

16 horas - Manifestação da classe trabalhadora contra o AJUSTE FISCAL e a POLÍTICA ECONÔMICA DO GOVERNO FEDERAL.

19 horas - Assembleia para reativação da Associação dos Pós-Graduandos da UFMG - 19 horas - FAFICH-UFMG.

Moscou recebe 8º Festival de Cinema Brasileiro


Filme estrelado por Regina Casé venceu o prêmio do público de melhor filme no Festival de Berlim 
“Que Horas Ela Volta?” abre nesta terça-feira (27) seleção de 12 filmes em cartaz no evento.

O filme de Anna Muylaert  “Que Horas Ela Volta?”, selecionado para representar o Brasil na categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2016, abre nesta terça-feira (27) a 8ª edição do Festival de Cinema Brasileiro em Moscou, na Sala 35mm. O evento apresentará 12 longas brasileiros até 2 de novembro.

Camila Márdila, que dividiu com Regina Casé este ano o prêmio de melhor atuação feminina no Festival de Sundance pelas participações em “Que Horas Ela Volta?”, é uma das presenças garantidas na abertura do festival em Moscou.

Outro ator confirmado é Milhem Cortaz, o protagonista de “O Lobo Atrás da Porta”, que retrata uma rede de mentiras, amor, vingança e ciúmes por trás do desaparecimento de uma criança.

Entre as obras do evento estarão ainda o documentário “Amazônia Eterna”, “Brincante”, “Love Film Festival”, “A História da Eternidade”, “Getúlio”, “O Último Cine Drive-In”, “Não Pare na Pista”, “Permanência”, “Trinta”, “O Menino no Espelho” e o “O Outro Lado do Paraíso”.

O último da lista, dirigido por André Ristum, também acaba de ganhar o prêmio de Melhor Filme no Festival Latino Americano de Trieste, na Itália, “pela recuperação da memória do Brasil dos anos 60, por um olhar humanista”, justificou o júri. O longa, com estreia em março de 2016, conta a história de uma família que vê seus sonhos destruídos pelo golpe militar de 1964.

“O cinema ajuda a fazer com que o russo se interesse mais pelo Brasil, por nossa cultura”, diz Igor Germano, diplomata responsável pela área cultural da Embaixada do Brasil em Moscou, que organiza o evento em parceria com a Linhas Produções Culturais.

“A diversidade de roteiros, paisagens e personagens contribui para aguçar ainda mais o interesse pelo Brasil”, acrescenta Germano. Com os filmes da edição atual, já serão 98 longas exibidos desde 2008, quando o evento foi realizado pela primeira vez na capital russa. (Com a Gazeta Russa)

Catalunha inicia processo de independência da Espanha; Rajoy diz que ação é 'inconstitucional'

                                                                 
                                                                                              Efe
'Aqueles que quiserem separar e dividir a Catalunha devem saber que não vão conseguir', declarou presidente de governo da Espanha

A coligação independentista, formada pelo Junts pel Sí (Juntos pelo Sim) e pela CUP (Candidatura Unidade Popular), aprovou no Parlamento da Catalunha, nesta terça-feira (27/10), um documento que dará início ao processo de independência da comunidade autônoma. O texto ainda precisa passar por nova votação.

O presidente de governo da Espanha, Mariano Rajoy, veio a público condenar a iniciativa que, segundo ele, é “inconstitucional”. 

O documento possui nove pontos e, para a coalizão - que possui maioria no parlamento regional -, representa “um ato de obediência ao povo da Catalunha”. Entre os pontos estão a declaração do início do processo de criação do Estado catalão, a rejeição de qualquer decisão judicial que vise suspender o processo e a deslegitimação do Tribunal Constitucional espanhol.

“O escutaremos [a Rajoy] com todo o respeito, mas temos muito claro o que temos que fazer. Temos o mandato democrático. Levamos muitos anos fazendo as coisas de forma pacífica, democrática e razoável”, declarou o Junts pel Sí antes de Rajoy se pronunciar publicamente a respeito do assunto.
Festa Nacional da Espanha é celebração do genocídio na América, diz prefeita de Barcelona

“O governo garante e garantirá que não vão conseguir seus objetivos e que, mesmo se for aprovado, o documento não surtirá nenhum de seus efeitos”, disse o presidente de governo em coletiva de imprensa.
“Aqueles que quiserem separar e dividir a Catalunha devem saber que não vão conseguir. Têm em frente a lei e a um governo disposto a fazê-la valer”, reforçou. Rajoy também disse que recorrerá a todos os instrumentos legais para conter o movimento.

Fontes anônimas do El País passaram ao jornal que o governo espanhol também considera suspender totalmente a autonomia catalã.

Em 2014, a população da província havia votado a favor da independência em plebiscito. O referendo foi considerado ilegal e o atual presidente da Catalunha, Artur Mas - um dos líderes do Junts pel Sí -, pode ser impugnado por sua promoção. (Com Opera Mundi)

SOS Jornalista (Uma campanha da ABI)


Agenda pelo Brasil do lançamento de "Luiz Carlos Prestes - Um comunista brasileiro", Boitempo Editorial

Anita Leocadia Prestes foi assessora de seu pai, Luiz Carlos Prestes
A historiadora Anita Leocadia Prestes lança a biografia política de seu pai em uma série de eventos como o Simpósio Internacional Segunda Guerra Mundial - 70 anos, na USP.

São Paulo (SP)

Lançamento de Luiz Carlos Prestes - Um comunista brasileiro
com Anita Leocádia Prestes
10/11 | terça-feira | 19h
Centro de Apoio à Pesquisa Histórica da Universidade de São Paulo (USP) | Av. Professor Lineu Prestes, 338
Durante o evento haverá um stand da Boitempo onde o livro será vendido.
Mais informações e programação completa no site oficial do evento.
http://segundaguerramundial.fflch.usp.br/


Natal (RN)

Comemoração aos 80 anos da insurreição comunista no Rio Grande do Norte
Conferência "As lições do levante de 1935", com Anita Prestes
20/11 | terça-feira | 19 horas
Biblioteca Central Zila Mamede da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) | Av. Sen. Salgado Filho, 3000
Apoio: UFRN, UFERSA, Depto de História e depto de Ciências Sociais da UFRN

Mossoró (RN)

Comemoração aos 80 anos da insurreição comunista no Rio Grande do Norte
Conferência "As lições do levante de 1935", com Anita Prestes
21/11 | quarta-feira | 19 horas
Auditório da Estação das Artes Elizeu Ventania | Avenida Rio Branco, S/N
Organizadores, realizadores e apoiadores: UFRN, UFERSA, Depto de História e depto de Ciências Sociais da UFRN

Florianópolis (SC)
                                                    
Lançamento de Luiz Carlos Prestes - Um comunista brasileiro
com Anita Leocádia Prestes
08/12 | terça-feira | 18h30
Auditório da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) | R. Eng. Agronômico Andrei Cristian Ferreira, s/n
Durante o evento haverá um stand da Boitempo onde o livro será vendido.


FONTE: Boletim Boitempo, de 27 de outubro a 3 de novembro de 2015- boitempoeditorial.com.br.

(Com Prestes a Ressurgir)