sábado, 30 de novembro de 2013

Veja mais detalhes da reunião de dois dias das Comissões da Verdade (nacional e de Minas), discutindo o Papel da Igreja na Ditadura , uma saga de heróis e bandidos, resistentes e covardes

                                                                 
Frei Oswaldo Augusto Rezende Júnior
                                                                 
Padre Miguel Henrique, tamb´pem perseguido

Antônio R. Romanelli, coordenador da Comissão da Verdade de Minas
                                                   
Pastor Márcio Moreira
O padre francês Michel Le Ven, torturado no Brasil

Bispo José Geraldo

Jurandir Persichini, da Comissão Esradual da Verdade e médico Apelo Lisboa

Apolo Lisboa, Berta Goifman e Antônio R. Romanelli

Prof. Matia Helena Lacerda

Anivaldo da Comissão Nacional e Betinho, da Comissão Estadual

Bispo José Geraldo, médico Apelo H. Lisboa, Anivaldo, da CNV e Romanelli, da Comissão Estadual
Homens e mulheres se emocionaram no segundo dia da reunião das Comissões da Verdade Nacional e de Minas Gerais.

E todos os que acompanham a história brasileira puderam ver nomes praticamente lendários quando se conta como foram os tempos de repressão no Brasil.

 Vindo à tona, como se fossem de repente, os famosos "padres franceses", os "padres comunistas", ou a defensora de direitos humanos, uma católica praticante que aparecia em tudo quanto fosse inquérito dos piores dias da ditadura cívico-militar brasileira: simplesmente uma psicóloga baixinha, muito simática, coordenadora da Pastoral de Direitos Humanos da Arquidiocese de Belo Horizonte: Emely Vieira Salazar.

Ou então a sorridente militante da União da Juventude Comunista, uma judia chamada Berta Ludischevitch Goifman. 

Ela mesma, a viúva do tradicional militante comunista Jaime Goifman.

Emoção demais? Junte-se ao que foi dito ate aqui a figura realmente lendária do frei Oswaldo Augusto Rezende Júnior, o dominicano que foi realmente o contato direto com o líder comunista Carlos Marighella, da Aliança Nacional Libertadora, incessantemente procurado em todo o país e no exterior, a ponto de um seu colega, frei Tito de Alencar, ter sido torturado até tentar suicídio duas vezes, morrendo e segunda vez, na França, onde, por sinal, estava frei Oswaldo.

Como diria Roberto Carlos, cantor popular: são muitas emoções e muitos "caras", brasileiros, franceses,holandeses, "caras" que ajudaram a contar a triste história de um dos mais sangrentos períodos da vida brasileira.

E, para espanto geral, Belo Horizonte surge como a capital nacional dos atentados terroristas.

Betinho Duarte explica : "Nossa cidade foi a capital dos atentados terroristas cometidos pelos terroristas de extrema direita: CCC(Comando de Caça aos Comunistas),GAC(Grupo Anticomunista), MAC( Movimento Anticomunista) e o GRUPO REAÇÃO"

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Padres franciscanos foram perseguidos impiedosamente durante a ditadura, revela depoimento na reunião da Comissão da Verdade que se realiza na OAB

                                       
Zélia Rogedo
Emely, Anivaldo, Romanelli e Márcio Santiago
                          
                              
Angelina Leite

O auditório da OAB, na Rua Albita, não estava cheio mas estava muito atento aos depoimentos, Atentos mesmos, aplaudindo de pé as duas depoentes do primeiro dia:a fundadora e secretária do Movimento Feminino pela Anistia e membra da Ordem Franciscana Secular, Maria Zélia Castilho Rogedo e a militante dos movimentos da Juventude Estudantil Católica e da Juventude Operária Católica, Angelina Leite.Foi o primeiro dia da reunião das Comissões da Verdade Nacional e a de Minas Gerais para tomar estudar o papel das igrejas na ditadura. Neste sábado os trabalhos prosseguem a partir das 9h.

As duas passaram testemunhos de muita dor, de muitas arbitrariedades cometidas no período da ditadura, em Belo Horizonte e  em outras localidades Angelina, por exemplo, referiu-se à cena que presenciou e a ficou horrorizada: a prisão do líder camponês comunista Gregório Bezerra, tratado como se fosse mero animal.

Zélia Rogedo emocionou a todos ao relatar as perseguições movidas contra os franciscanos, reunidos em seu convento e e na Igreja de São Francisco, no Carlos Prates, a prisão e a tortura do Padre Francisco Lage e seu recolhimento compulsório no convento dos franciscanos.Relatou igualmente atentados a bomba sofridos pelos franciscanos, a gravação de sermões, missas. A presença acintosa do movimento de combate aos comunistas (todos eram considerados comunistas), a realização do Congresso da União Nacional dos Estudantes (disfarçado de mero encontro  de estudantes) e a repressão inapelável.

Um dos relatos da ex-funcionária do Ministério da Saúde Angelina Leite, hoje com 80 anos, chamou a atenção do representante da OAB, Márcio Santiago: a perseguição a uma argentina grávida que recorreu às militantes mineiras pelos direitos humanos, livrando seu filho de ser mais uma vítima da ditadura argentina, dentro da Operação Condor.

Houve também muitos relatos de fatos positivos ocorridos nos últimos dias como a exumação dos corpos dos ex-presidentes Juscelino Kubitschek de Oliveira e João Belchior de Marques Goulart, ambos vítimas da ditadura e o fato de o Senado ter anulado a sessão ilegal do Congresso Nacional que declarou vaga a Presidência da República quando João Goulart ainda estava em território nacional.

O próprio representante da Comissão Nacional da Verdade, Anivaldo Padilha, que co-presidiu a sessão de ontem, juntamente com o presidente da Comissão da Verdade de Minas Gerais, advogado Antônio Romanelli, lembrou também que hoje existem maios de 120 Comissões da Verdade, num trabalho constante, além da Nacional, algumas estaduais, municipais, formadas por 
sindicato de Jornalistas etc.

Neste sábado.será feita uma homenagem a Renato Godinho Navarro e a esposa Maria Helena de Coutinho,pelo testemunho de superação. Godinho foi militante da Ação Popular (AP), organização que o levou a trabalhar como operário em Contagem, Minas Gerais. Ele também foi preso no segundo semestre de 1968 quando a polícia invadiu a igreja onde se realizava uma assembleia de metalúrgicos.

Outro destaque na colhida de depoimentos é o dominicano que participou e apoiou à luta contra a ditadura, Frei Oswaldo Augusto Rezende. Ele sofreu várias ameaças e inquéritos militares e era um dos principais responsáveis pela relação entre os dominicanos e a Aliança Libertadora Nacional.

Durante a audiência, também serão ouvidos Maria Helena Magalhães, Pedro Miguel Rojo, Berta Goifman, Michel Le Ven, Apolo Lisboa, Emely Vieira Salazar, Márcio Alves e Alberto (Betinho) Duarte.

O membro da Comissão da Verdade de Minas Gerais, Jurandir Persichini Cunha, estava ontem atuando como mestre de cerimônias.

Ao final dos trabalhos de ontem foi serviço um lanche com destaque para empada de camarão e uns pasteizinhos quadrados realmente divinais.

Os trabalhos estão sendo transmitidos pela internet no seguinte endereço: http://www.twitcasting.tv/CNV_Brasil

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Aquecimento para a Comissão da Verdade

                                                               
José Carlos Alexandre, na Grécia

Hoje vou deixar de lado meu computador,meu radinho e meus telefones...Vou mergulhar para valer na leitura dos três ou quatro livros  de Charles Bukowski, ler umas 25 ou 30 páginas de "Noites Antigas" ( afinal são 673) ,de Norman Mailer, e encontrar tempinho para ler umas 15 suras do "Alcorão". Ao todo elas são 114, grande parte, poéticas, lindíssimas...Sem essa de terrorismo...Adoro ler o Alcorão, assim como a Bíblia. No qua toda a última, não há nada mais sensual e belo que "O Cântico dos Cânticos"...Ah! Tenho ajuda do meu tablet ( prefiro a expressão tabuleta) pelo menos na leitura de Bukowski...Amanhã, bem amanhã foi ficar por conta das Comissões Nacional e Regional da Verdade...Temos de participar! (José Carlos Oliveira Alexandre)

O stand F03 do Bloco C2 da Feira da UNI-BH estava movimentadíssimo na apresentação dos trabalhos finais da turma do Sistemas para Internet. Vamos dar detalhes depois.O Ygor Soares Ferreira Oliveira Alexandre foi um dos destaques...Esses Alexandres...E vem aí mais uma reunião da família...


José Maria Rabêlo lança seu livro "Belo Horizonte do arraial à metrópole 300 anos de história", dia 12 próximo

                                                         

Programão  no dia do aniversário de BH, dia 12 de dezembro: o lançamento do livro do jornalista José Maria Rabêlo "Belo Horizonte do arraial à metrópole 300 anos de história". O ato será no Palácio das Artes, das 18h30 às 22h.

"José Maria Rabêlo quer nos ar a história de Belo Horizonte e o faz muito bem", resume João Antônio de Paula, autor do prefácio da obra a ser lançada pelo famoso diretor do "Binômio", jornal que é parte da história da imprensa brasileira.

Quase todos nós, jornalistas, de uma forma ou de outra, somos praticamente filhos do "Binômio", ou quando muito sofremos sua salutar influência.

“Povo hondurenho defenderá nas ruas a sua vitória nas urnas”, afirma Zelaya

                                                                    

Deposto por um golpe de Estado patrocinado pelos EUA em 2009, o ex-presidente de Honduras enfatizou que “as urnas falaram em defesa de uma mudança profunda”


Leonardo Wexell Severo

De Tegucigalpa (Honduras)

“Exigimos que se respeite a decisão do povo de que Xiomara Castro seja a sua presidenta. Não importa o que façam, porque esse processo se iniciou e ninguém vai pará-lo”, afirmou o coordenador do Partido Livre (Liberdade e Refundação), Manuel Zelaya. Junto a centenas de militantes, o ex-presidente destacou durante coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (25), em Tegucigalpa que, “se necessário, o povo defenderá nas ruas a sua vitória nas urnas”.

Deposto por um golpe de Estado patrocinado pelos EUA em 2009, Zelaya enfatizou que “as urnas falaram em defesa de uma mudança profunda” e denunciou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) age em função dos interesses da oligarquia vende-pátria, representada pelo candidato Juan Orlando Hernández, do Partido (Anti) Nacional.

“O Tribunal não está contabilizando 1.900 atas, cerca de 400 mil votos, de zonas em que na sua grande maioria, o Partido Livre, ganhou amplamente. Estamos prontos para comparar as atas que temos com as que chegaram do TSE. Que eles demonstrem o contrário, que perdemos. Nunca poderiam fazê-lo”, acrescentou Zelaya, aplaudido de pé.

Segundo Zelaya, a disposição do Partido Livre não é a de conclamar a sublevação, mas de garantir direitos, que não se negociam. “Por que o Tribunal aparta 20% das urnas em seu resultado? Basta ter um mínimo de inteligência para explicar”, condenou o ex-presidente.

A presidenta eleita, Xiomara Castro, dedicou a vitória aos “homens e mulheres que entregaram sua vida por esta causa, aos jovens que doaram seu sangue pela liberdade da Pátria e de todo o povo hondurenho”. “Os dados que recebemos de todo o país com a contagem das atas eleitorais confirmam que sou a presidenta da Honduras. Não vou decepcionar, cumpriremos da primeira a última palavra empenhada”, agradeceu.

Rechaço à fraude

O candidato do Partido Anti-Corrupção (PAC), Salvador Nasralla, também rechaçou a fraude: “Os resultados estão dramaticamente violentados e não correspondem à realidade”.

Nasralla, um apresentador de televisão, asseverou que o partido governista utilizou dois call centers para produzir e escanear atas falsas. Elas seriam enviadas ao centro de apuração, adulterando os resultados.

“Tenho todas as provas e já apresentei uma denúncia à fiscalização. Além disso, o partido do governo comprou muitos dos representantes de mesa do meu partido, para que se retirassem do centro de votação e não defendessem nossos votos”, disse.

Reforçando esta denúncia, a TV Globo de Honduras divulgou entrevistas com inúmeros fiscais que comercializaram suas credenciais partidárias para o Partido Nacional. A reflexão é elementar: pela legislação eleitoral as mais de 16 mil urnas necessitariam de, pelo menos 32 mil pessoas de cada partido, entre fiscais e suplentes. Tais agremiações deveriam ter, portanto, pelo menos esses dois votos.

Abertas as urnas, os partidos que atuaram como legenda de aluguel, todos juntos, não somaram sequer 1% dos votos. Formados para isolar o Partido Livre, seus “representantes” atuaram para controlar as mesas eleitorais e armar a fraude.

“Graves evidências de fraude”

A delegação de observadores da Confederação Sindical Internacional (CSI) apontou a existência de “graves evidências de uma fraude eleitoral”. “Durante todo o dia recebemos denúncias de diversas formas de manipulação e compra de votos, ameaças e outros atos de violência contra os fiscais e os eleitores do Livre”, informou a CSI, ressaltando que “alguns deles foram testemunhados pelos representantes da missão, assim como pelas várias organizações internacionais aqui vindas para observar as eleições”.

Também nesta segunda-feira à tarde, no Comitê de Familiares de Detidos e Desaparecidos de Honduras (Cofadeh), a canadense Laura Carter, dirigente do Industrial Global Union, apontou a existência de “uma série de irregularidades, que podem ter impacto determinante nos números divulgados pelo TSE".

Laura informou que na zona de São Miguel, na região metropolitana de Tegucigalpa, que conta com 50 mil votantes, força expressiva de Xiomara, nada menos do que 400 eleitores apareceram como "mortos" - sendo retirados da lista, sem poder votar - e outros mil simplesmente "desapareceram do registro".

Marcelina Samaniego, representante da Internacional dos Trabalhadores da Construção e da Madeira (ICM), denunciou “a sonegação de informações e o não envio das planilhas de votação”.

Como na região de San Pedro Sula, Xiomara liderava, esclareceu Marcelina, o jovem que manejava o computador e centralizava o processo lhe disse ter "orientações claras" para atrasar o envio de urnas desfavoráveis.

"Nós não podíamos ter acesso e a Força Pública e a Militar estavam ali para respaldar o que eles dissessem", acrescentou.

Denis Roberto Aguilar Gomez, fiscal do Partido Livre na Escola Tomas Alvarez na mesa 9357, no bairro Nova Esperança, na região metropolitana de Tegucigalpa, foi agredido por 20 fascistas do Partido Nacional. Quando foi denunciar aos policiais militares acabou sendo detido ilegalmente e agredido, por ser de oposição. "Me torturaram dentro da escola", relatou, mostrando as marcas da agressão.

Perseguição e intimidação

Às vésperas das eleições de domingo (24), o governo hondurenho utilizou policiais militares e da migração para perseguir e intimidar observadores internacionais, identificados como simpatizantes de Xiomara.

Personalidades como Rigoberta Menchú, prêmio Nobel da Paz, foram impedidas até de entrar no país. Ao mesmo tempo, os golpistas convidaram 23 organizações de extrema direita para acompanhar o pleito.

Na cidade de El Progreso, próxima a San Pedro Sula, um dos principais polos da resistência ao golpe contra Zelaya, cinco soldados da Migração, fortemente armados, entraram no centro de capacitação da Igreja em busca de “salvadorenhos”. Terceira principal cidade do país, El Progreso é o berço de Roberto Micheletti, ditador alçado ao poder em 2009.

Na capital, Tegucigalpa, prefeitos e parlamentares da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), que governa El Salvador, também foram abordados e constrangidos por policiais a poucos metros do Honduras Maya, hotel em que estamos hospedados.

Nesta segunda, soldados fortemente armados voltaram a cercar o hotel, tentando impedir um protesto pacífico contra a fraude eleitoral, condenada em coro como um novo golpe. “Mídia vendida, conta-nos bem, não somos um, não somos cem”, alertaram os manifestantes, repudiando a manipulação dos grandes conglomerados de comunicação em favor dos golpistas. (Com o Brasil de Fato/Opera Mundi)

Acidente em estádio de abertura da Copa do Mundo deixa dois mortos. A Prefeitura de São Paulo precisa explicar o acidente. Seria a pressa?

                                                             
Um acidente ocorrido ontem (27) em São Paulo no estádio de futebol que será usado para a abertura da Copa do Mundo de 2014 deixou dois trabalhadores mortos. 

O acidente foi provocado pela queda de um guindaste que tirava uma peça de aço com 15 metros de comprimento e 500 toneladas, utilizado como parte da estrutura do estádio.

Segundo informações reveladas por um trabalhador, o acidente ocorreu quando muitos trabalhadores estavam almoçando, o que evitou de uma tragédia ainda maior. Os moradores que vivem ao lado do estádio disseram que os bombeiros chegaram ao local para o resgate logo depois do acidente.

A pedido da FIFA, o Comitê Organizador da Copa do Mundo terá que acabar a construção de seis estádios até o final deste ano. Até ao dia 13 deste mês, 94% das obras do estádio de São Paulo já estavam concluídas. O acidente provocará o atraso nas obras. (Com a Rádio Internacional da China)

No aniversário de Engels, conheça a obra do intelectual

                                                                     
Nascido em Barmen, Alemanha, no dia 28 de novembro de 1820, Friedrich Engels era filho de um industrial prussiano e educado de acordo com os costumes vitorianos. Engels presenciou, desde a infância, as dificuldades e a miséria que o proletariado europeu enfrentava nas fábricas durante o século 19.

A produção intelectual e a atitude revolucionária do teórico alemão ficaram, por muitos anos, ofuscadas pela imagem de Karl Marx (1818-83), amigo com quem escreveu "O Manifesto do Partido Comunista".

Na biografia "O Comunista de Casaca", o historiador Tristram Hunt procura corrigir essa injustiça histórica. O autor tira o filósofo da sombra de Marx e mostra um homem rico e ativo que foi mais do que um mero coadjuvante na história do marxismo.

O livro descreve a ambiguidade e os conflitos pessoais do filósofo, de notório bon vivant ao engajamento político.

Em 1844, quatro anos antes do "Manifesto", escreve "A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado", uma análise da formação da sociedade moderna após o declínio da estrutura familiar primitiva.

"Anti Dühring", de 1878, é um estudo da doutrina socialista de Eugen Düring, professor da Universidade de Berlim. A obra revela o conteúdo da teoria marxista aos líderes da social-democracia alemã.

Engels morreu, em Londres, no dia 5 de agosto de 1895. (Com a Livraria da Folha)

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Audiência da CNV colhe depoimentos, em BH, sobre papel das igrejas durante a ditadura

                                                        
Betinho Duarte, da Comissão da Verdade de Minas também vai depor na reunião do fim de semana


Além dos depoimentos públicos de militantes que sofreram graves violações de direitos humanos, também serão colhidos depoimentos privados

A Comissão da Verdade em Minas Gerais (Covemg) em parceria com a Comissão Nacional da Verdade (CNV) realizam, nos dias 29 e 30 de novembro, audiência pública sobre o papel das igrejas durante a ditadura. 

A atividade acontece no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Belo Horizonte, a partir das 19h. 

A audiência que terá a presença dos assessores da CNV Anivaldo Padilha e Luci Buff tem como objetivo ouvir 12 pessoas que sofreram ou presenciaram graves violações de direitos humanos no regime militar.

Após a abertura no dia 29, às 19h30, serão colhidos os depoimentos da fundadora e secretária do Movimento Feminino pela Anistia e membra da Ordem Franciscana Secular, Maria Zélia Castilho e da militante dos movimentos da Juventude Estudantil Católica e da Juventude Operária Católica, Angelina Leite.

No sábado, 30, será feita uma homenagem a Renato Godinho Navarro e a esposa Maria Helena de Coutinho,pelo testemunho de superação. Godinho foi militante da Ação Popular (AP), organização que o levou a trabalhar como operário em Contagem, Minas Gerais. 

Ele também foi preso no segundo semestre de 1968 quando a polícia invadiu a igreja onde se realizava uma assembleia de metalúrgicos.

Outro destaque na colhida de depoimentos é o dominicano que participou e apoiou à luta contra a ditadura, Frei Oswaldo Augusto Rezende. Ele sofreu várias ameaças e inquéritos militares e era um dos principais responsáveis pela relação entre os dominicanos e a Aliança Libertadora Nacional.

Durante a audiência, também serão ouvidos Maria Helena Magalhães, Pedro Miguel Rojo, Berta Goifman, Michel Le Ven, Apolo Lisboa, Emely Vieira, Márcio Alves e Alberto Duarte (Betinho Duarte).

Grupo de trabalho: Papel das igrejas durante a ditadura - O grupo examina a postura política de instituições religiosas e seus integrantes em relação ao regime ditatorial. Busca esclarecer a participação de instituições religiosas cristãs e/ou de suas lideranças clérigas ou leigas, tanto no apoio a movimentos de resistência à ditadura, quanto na contribuição à repressão, analisando os fatos e as circunstâncias de graves violações de direitos humanos correlatos ao seu tema.

SERVIÇO:

Audiência Pública o papel das igrejas durante a ditadura
Quando: 29 e 30 de novembro
Horário: dia 29, às 19h e dia 30, das 9h às 19h
Onde: Auditório da OAB
Endereço: Rua Albita, 260, Bairro Cruzeiro – Belo Horizonte.
Transmissão ao vivo: http://www.twitcasting.tv/CNV_Brasil

Saiba quais são os direitos e deveres em relação à polícia nas manifestações de rua

                                                                     
Com o objetivo de informar a população sobre seus direitos e deveres no relacionamento com as polícias, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), por meio da Comissão do Sistema Prisional, Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública, lançou a segunda edição da cartilha "Cidadão com Segurança".

A primeira edição, lançada em junho deste ano, apresentou temas como os direitos e deveres do cidadão no trato com a polícia e o que fazer em caso de abusos. Atualizada, a segunda edição traz um capítulo extra que fala, especificamente, sobre os direitos e deveres das pessoas que participam de manifestações em locais públicos.

Segundo a cartilha, todo cidadão tem o direito de ser tratado com respeito, não podendo ser forçado a confessar um crime, devendo ser levado à delegacia apenas se houver alguma suspeita fundamentada. As pessoas também têm o direito de saber quem é o policial que as abordou e onde ele trabalha, e as mulheres devem ser revistadas por agentes do sexo feminino. Além disso, o policial só pode usar a força física quando a pessoa resiste à prisão, e mesmo assim com moderação.

Quanto aos deveres, todas as pessoas devem respeitar os policiais, identificar-se sempre que seus dados forem solicitados e atender às intimações feitas pela polícia. Também devem permitir, sem resistir, serem revistadas, mesmo que considerem a revista desnecessária, podendo depois apresentar uma reclamação aos órgãos competentes (à Corregedoria da Polícia ou ao Ministério Público).

Manifestações

A cartilha deixa claro que todas as pessoas tem o direito de manifestar-se em público para defender seus direitos e suas ideias, não podendo ser censurados, desde que sem armas e sem violência. Além disso, todos os manifestantes devem respeitar o restante da população, sem agredir ninguém ou depredar bens particulares ou públicos. (Com a Adital)

Nos tempos da União Soviética

                                               
                                                                      RIA Nóvosti
Os Jogos Olímpicos de Moscou, em 1980, ficaram na história mundial como um dos eventos esportivos mais espetaculares do século passado. Entre outras feitos, deixou um legado impressionante para a cidade

Moscou foi a primeira capital dos países do bloco socialista a obter o direito de sediar os Jogos Olímpicos. A votação histórica ocorreu em 23 de outubro de 1974 na 75ª sessão do COI (Comitê Olímpico Internacional), em Viena. Na disputa estavam Los Angeles e Moscou. A capital soviética venceu com 39 votos favoráveis e 20 contrários.


Foi quando a União Soviética começou a se preparar para os primeiros Jogos Olímpicos e para o primeiro revezamento da tocha olímpica em sua história. Iniciado em 21 de junho em Atenas, o revezamento realizou o trajeto Sofia-Bucareste-Chisinau-Kiev-Kharkov-Moscou.

Na época, a União Soviética teve apenas cinco anos para se preparar para os Jogos Olímpicos. Nesse espaço de tempo, o país construiu mais de 90 instalações olímpicas, entre as quais o pavilhão de esportes Olimpiski, um canal de remo e uma pista de ciclismo em Krilátskoe, o aeroporto de Sheremetievo-2, uma vila olímpica, um novo prédio do centro de TV em Ostânkino, um centro de imprensa olímpico (que atualmente abriga a agência de notícias RIA Nóvosti), o centro hoteleiro de Izmailovo, registrado no Livro Guinness dos Recordes como o maior centro hoteleiro da Europa, e o maior estádio do país, o Lujniki.

Olimpíadas de Sôtchi serão as mais caras da história

O metrô de Moscou também sofreu transformações. As estações passaram a ser anunciadas em russo e inglês e os bilhetes únicos passaram a ter inscrições em inglês, alemão e francês.

As instalações construídas para os Jogos Olímpicos de 1980 continuam sendo usadas ainda hoje, ilustrando perfeitamente a tese de que o patrimônio deixado pelos Jogos Olímpicos sugue servindo por muitos anos após as competições esportivas. Por exemplo, o aeroporto internacional de Sheremetievo-2 é um dos maiores centros de conexão da capital russa. O centro de TV de Ostânkino e o hotel Kosmos estão em pleno funcionamento.

Para captar dinheiro no mercado interno, o governo soviético organizou uma loteria esportiva. Metade dos recursos obtidos com a loteria foi canalizada para os preparativos para as Olimpíadas. Dessa maneira, milhões de pessoas contribuíram para os Jogos Olímpicos de 1980. 

O boicote à competição por parte de algumas nações ocidentais fez com que o país desenvolvesse suas indústrias de alta tecnologia. Por exemplo, previa-se que o equipamento para transmissões televisivas fosse concedido e montado por especialistas norte-americanos. Em razão do boicote, os estúdios de televisão, câmeras de vídeo, gravadores e monitores foram fabricados por empresas soviéticas, provando sua alta qualidade e confiabilidade.

A capital soviética viveu um surto de patriotismo e interesse pelos esportes. Relembrando aquela época, Tatiana Kochergina, campeã olímpica de handebol de 1980, contou: "Limpeza perfeita em toda a parte, pessoas bem vestidas nas ruas. Os Jogos foram organizados perfeitamente."

O alto nível de organização dos Jogos de 1980 também impressionou atletas estrangeiros. A austríaca Elisabeth Max-Theurer, campeã olímpica de hipismo, confessou ter chorado na hora em que foi solto nos céus o ursinho, famoso mascote dos Jogos Olímpicos de Moscou, na cerimônia de encerramento. O Micha de Moscou é considerado até hoje um dos melhores mascotes dos Jogos Olímpicos.

As Olimpíadas de Moscou melhoraram consideravelmente a imagem da União Soviética no cenário internacional. Ao fazer o balanço do evento na reunião da Mesa Executiva do COI em Lausanne, em outubro de 1980, o recém-eleito presidente do COI, Juan Antonio Samaranch, disse que os Jogos de Moscou se tornaram um novo ponto de referência em termos de organização das competições.

Publicado originalmente em russo pelo Kommersant . (Com a Gazeta Russa)

Meteorito de Chelyabinsk tinha água...

                                                                            
Cientistas encontraram ferrugem no interior do corpo celeste 

Cientistas do Instituto de Geologia, da Sucursal dos Urais da Academia de Ciências da Rússia, encontraram ferrugem no interior de um fragmento do meteorito que caiu na região de Chelyabinsk, no dia 15 de fevereiro. A descoberta sugere que, em algum momento, o pedaço do corpo celeste concentrou uma determinada quantidade de água que provocou a corrosão.

Segundo os cientistas, não existe possibilidade da água ter se acumulado após a queda na Terra, o que sugere a existência do líquido em algum outro corpo celeste com o qual o meteorito tenha mantido contato. Os cientistas também informaram que já foram encontrados cristais de água no interior de outros meteoritos, mas a constatação nos fragmentos de Chelyabinsk é absolutamente inédita.(Com o Diário da Rússia)

O príncipe William causou surpresa ao subir ao palco na terça-feira em Londres para cantar ao lado de Bon Jovi e da cantora Taylor Swift

Trabalhadores em greve paralisam obras da hidrelétrica de Belo Monte

                                                   

Na manhã de ontem, 27 mil empregados que trabalham na construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, paralisaram as atividades, por tempo indeterminado. Em assembleia sábado (23), eles rejeitaram a proposta do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), que prevê um reajuste salarial de 11% para a maioria dos trabalhadores, de 30% na cesta básica e vale-alimentação, além de aumento de 12% na Participação nos Lucros e Resultados.

Os trabalhadores reivindicam um aumento de 15% nos salários para toda a categoria, além de cesta básica de R$ 380. Os empregados também pediram que os sábados fossem considerados dias livres, ou, no caso de trabalho, que fosse pago como hora extra, mas o pleito não foi aceito pela empresa.

O CCBM informou que, diante da não ocorrência de acordo, “está avaliando as medidas a serem tomadas”. A diretoria está reunida hoje para analisar a possibilidade de novas propostas. A data-base dos trabalhadores se encerra este mês.

O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada do Pará (Sintrapav), Roginel Gobbo, disse que os trabalhadores esperam que a empresa faça uma nova proposta. Ele garante que a greve está sendo feita de forma pacífica, sem nenhum incidente. “Estamos tentando direcionar para que o descontentamento seja só na parte econômica ou social, mas que isso não se transforme em atos como houve no passado”, disse Roginel Gobbo à Agência Brasil. 

Os empregados também aguardam que a empresa passe ao sindicato a relação dos serviços considerados essenciais (refeitório, transporte, segurança e alojamento) para determinar a volta de parte dos funcionários ao trabalho.

No ano passado, os operários de Belo Monte paralisaram as atividades durante 11 dias, pedindo o aumento no vale-alimentação e a redução do período entre as folgas para visitar a família. O Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região considerou a greve ilegal e determinou a volta ao trabalho.

Segundo o Sintrapav, o reajuste de 11% oferecido para a empresa foi para os trabalhadores que estão entre os níveis 1 e 4, o que envolve empregados das áreas de execução, área técnica e encarregados. Para os demais níveis, que inclui cargos de supervisor e gerente, o aumento oferecido chegou a 6,5%. Roginel Gobbo diz também que, em relação à cesta básica, foi oferecido entre 25% e 30% de reajuste, dependendo da categoria.

Atualmente, as obras de Belo Monte incluem três canteiros principais: Pimental, Canais e Diques e Belo Monte. Outros dois canteiros dão suporte às obras: Bela Vista e Infraestrutura. Todos estão com as obras paralisadas. (Com o Movimento Xingu Vivo)

Capa da "Playboy", jogadora italiana faz tatuagem sexy para homenagear Michael Jordan

                                                   

A ala/pivô Valentina Vignali, considerada pelo jornal espanhol Marca uma das jogadoras de basquete mais sexy do mundo, expressou no próprio corpo a admiração pelo Michael Jordan. A italiana tatuou recentemente ao lado do seio o desenho do Air Jordan, modelo de tênis que o ex-craque usou ao longo da brilhante carreira na NBA – ela também possui um desenho do ídolo americano em uma das panturrilhas.

Um detalhe para a tatuagem de Valentina Vignali é o fato de o namorado da jogadora ter feito o mesmo desenho no próprio corpo. A jogadora postou em sua conta no Twitter uma imagem em que o casal forma "um par de tênis" - na foto, o namorado aperta o seio da atleta. 

Valentina, 22 anos, atualmente defende o Sora, da terceira divisão do Campeonato Italiano feminino de basquete. A atleta se tornou conhecida não tanto pelo talento dentro das quadras, mas pela carreira de modelo: ela foi finalista do concurso Miss Itália e foi capa da revista Playboy no mês de outubro.

Meu filho sumiu

                                                     

HOJE 27/11/2013, O PROGRAMA "MAIS VOCÊ" APRESENTOU MATÉRIA DE EXCELENTE NÍVEL SOBRE O ASSUNTO, DIVULGANDO ESTE SI'TIO QUE CADASTRA E DIVULGA FOTOS DE DESAPARECIDOS PARA UMA VASTA REDE DE VOLUNTÁRIOS QUE SE DISPONIBILIZAM A COLABORAR NO SENTIDO  DE PARTICIPAR DO ESFORÇO PARA LOCALIZA'-LOS. TAMBÉM ESTA' INTEGRADO COM OS BANCO DE DADOS OFICIAIS DAS POLICIAS MOBILIZADAS NORMALMENTE PARA ESTE FIM.FINEZA DIVULGAR O ENDEREÇO PARA SEUS CONTATOS:http://www.meufilhosumiu.com/
COMO TODO MUNDO E' FILHO DE ALGUÉM, NÃO FICOU LIMITADO APENAS A CRIANÇAS, COMO SE PRETENDIA INICIALMENTE...

ANJ pode ir à Justiça contra o jornal "El País"

                                                          

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) está avaliando a possibilidade de entrar com uma ação na Justiça contra o jornal espanhol El País, que estreou sua versão brasileira e digital nesta terça-feira, 26 de novembro. A ANJ alega que o ingresso do veículo no mercado nacional fere os princípios constitucionais que limitam o investimento de capital estrangeiro nas empresas de comunicação no Brasil em 30%.

— A ANJ entende que há um claro desrespeito às normas constitucionais. O jornal também vai disputar a publicidade, sinal de que atua como veículo de comunicação no país, disse Ricardo Pedreira, diretor-executivo da ANJ

A Associação informou ainda que enviou mensagem eletrônica para Juan Luis Cebrián, presidente da Prisa, empresa proprietária do El Pais, cobrando esclarecimentos, mas que ainda não obteve resposta.

De acordo com a Folha de S. Paulo, na Junta Comercial de São Paulo, o jornal El País aparece como dono da filial brasileira com 99% do capital. A Prisa teria 1%.

“Vamos manter uma agência de notícias traduzindo reportagens de outros países, mas também produzindo conteúdo próprio. Somos uma agência on-line e, nesse caso, não há restrições ao capital estrangeiro, disse Cebrián à Folha.

Em entrevista ao site Meio & Mensagem, Cebrián qualificou esse limite como “obsoleto” e disse que não concorre com a imprensa nacional tanto em conteúdo como em receita anunciante. “O nosso foco é ibero-americano. Trabalhamos nas notícias mais importantes do Brasil, mas também queremos estabelecer uma ponte com leitores que não são abastecidos pelo conteúdo que já existe”.

*Com informações ANJ, Meio&Mensagem, Folha de S.Paulo 

O jornal El Pais, de língua espanhola, com circulação na Europa e América Latina, lançou nesta terça-feira, dia 26 de novembro, o portal brasileiro da publicação, iniciando as operações no País. Para o projeto foi estruturada uma redação em São Paulo, composta por 11 profissionais, além de correspondentes no Rio de Janeiro, que produzirão conteúdo em português.

O site terá reportagens próprias e tradução de conteúdo produzido pelos 350 jornalistas do  espalhados por todo o mundo, além da rede de correspondentes e colunistas, que incluem nomes como Mario Vargas Llosa, Moyes Naim, Rosa Montero, entre outros.

A expectativa da publicação é o crescimento de acesso a partir de leitores do Brasil – atualmente, o jornal espanhol possui cerca de 15 milhões de usuários únicos mensais (fonte: Comscore 2013), dos quais mais de 40% são provenientes de usuários de fora da Espanha.

De acordo com a direção do El País, o Brasil é um mercado mundial estratégico e registra crescimento de acessos ao site em espanhol do jornal.

“Nosso projeto no Brasil é de longo prazo e prevê investimento nos meios digitais, mercado em constante crescimento no país. O nosso principal desafio é o de se adaptar a um novo público, já que no Brasil se faz um jornalismo abrangente e de qualidade”, explicou o presidente do Grupo Prisa, empresa detentora da marca, Juan Luis Cebrián. De acordo com o executivo, a ideia é oferecer opção de leitura sobre o que acontece dentro e fora do Brasil.

Atualmente, o grupo Prisa está presente em 22 países, entre eles o Brasil, com marcas como Santillana, Editora Moderna, Salamandra Editorial, Editora Objetiva e outras.

Leia abaixo a relação de jornalistas que farão parte da equipe:

Luis Prados – Diretor do El País no Brasil

Licenciado en Filología Hispânica da Universidad Complutense de Madrid. Máster de Periodismo de El País. Redator de El País desde 1988. Redator-chefe da editoria de Internacional (2007-2011), correspondente no México, Centroamérica e Caribe (2011-2013).

Carla Jimenez – editora-chefe

Formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, com MBA em Derivativos pela Fipe/USP. Foi editora de Economia da revista IstoéDinheiro, editora de Brasil, do Brasil Econômico, subeditora do CanalRh, repórter da revista Época, do jornal O Estado de S. Paulo, e da Agência Estado.

Afonso Benites – repórter

Formado em jornalismo na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Pós-graduado em Teorias da Comunicação e em Política e Relações Internacionais(não concluído). Trabalha com jornalismo desde 2001. Atuou por seis anos na Folha de S. Paulo, nas editorias de Cotidiano e Política. Antes trabalhou em jornais sul-mato-grossenses, como Folha do Povo, Campo Grande News e O Estado de MS.

Beatriz Borges – repórter

Formada em Jornalismo pela Universidade Mackenzie. Mestre em Gestão de Conteúdo Digital na Universitat de Barcelona e aluna do máster de jornalismo do El País, durante um ano na redação em Madrid, fazendo matérias generalistas em vídeo, papel e digital. Colaboradora desde a Europa para a Carta Capital, Placar e Gazeta Mercantil.

Cecilia Ballesteros – repórter

Formada em Ciências da Informação pela Universidad Complutense de Madrid. Especializada em política internacional e coberturas de segurança nacional. Colaboradora de Babelia, foi redatora chefe de FP Edición Española e trabalhou nos jornais El Sol, El Mundo, Reporte Indigo e na central da Agencia France Presse em Paris, além de revistas como La Clave e La Estrella de Papel.

Felipe Vanini – repórter

Pós-graduado em Relações Internacionais e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, bacharel em Comunicação Social, com ênfase em jornalismo pelas Faculdades Integradas do Brasil. Foi repórter do jornal O Estado de S. Paulo, colaborador da Exame, da Folha de S. Paulo e da Ag. Rural

Frederico Rosas – repórter

Vencedor do prêmio BBVA/Semana O Estado de S.Paulo de Jornalismo em 2002, pós-graduado em Jornalismo Político e Social pela Universidade de Navarra (Espanha). Ex-editor-chefe do serviço em português da Agência Efe no Brasil, com passagens pelo conteúdo de outras agências de notícias internacionais no país, como Reuters e Lusa.

María Martín – repórter

Formada na redação do El País Madri. Chegou no Brasil em 2012, trabalhando na Folha de S. Paulo como repórter e produtora do site do jornal em inglês e em espanhol, enquanto mantinha suas colaborações para o El País.

Marina Rossi Fernandes – repórter

Formada em jornalismo pela PUC Campinas e em Comunicação em Mídias Sociais pela FAAP. Foi repórter da IstoéGente, e da coluna Gente na revista. Trabalhou também com o colunista Guilherme Barros, na IstoéDinheiro.

Talita Bedinelli – repórter

Jornalista e cientista social, trabalhou durante seis anos na Folha de S.Paulo, tendo ingressado no programa de trainne do jornal. Atuou na Agência Folha e, nos últimos cinco anos, foi repórter do caderno Cotidiano.

Raquel Seco – editora online

Jornalista especializada em informações online, formou-se na Universidade de Santiago de Compostela y na Escuela de Periodismo de El País. Durante os últimos dois anos integrou a Redação do jornal no México e participou do lançamento do El País América.

(Com informações da Revista Exame , Portal Terra, Folha de S.Paulo e ABI)



Países da ALBA defendem na ONU criação de estado palestino

  
Países da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA) defenderam na Assembleia Geral da ONU a criação de um estado palestino livre, independente e com condição de membro pleno no fórum mundial de nações.

Durante debates realizados segunda e terça-feira nesse fórum, Venezuela, Cuba e Nicarágua, três membros do bloco integracionista fundado em 2004, defenderam o direito dos palestinos a um estado soberano com Jerusalém Oriental como capital e as fronteiras anteriores a 1967, quando Israel ocupou também a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.

 Embora tenham destacado a condição de estado observador não membro da ONU obtida pela Palestina em novembro do ano passado, com a maioria de votos da Assembleia Geral, advertiram que não é suficiente face às aspirações legítimas desse povo árabe.

 Os integrantes da Aliança, que promove o desenvolvimento socioeconômico sobre a base da solidariedade e da complementação, chamaram a comunidade internacional -e em particular o Conselho de Segurança- a reparar uma dívida histórica.

 Ao pronunciar-se nos debates sobre a questão palestina, o representante permanente venezuelano na ONU, Samuel Moncada, afirmou que "ainda se deve ao povo palestino o outorgamento da legítima ambição de ser Estado no fórum internacional".

 Esta impunidade histórica exercida pela potência ocupante de Israel, e incentivada pelo veto exercido por um membro permanente do Conselho de Segurança (Estados Unidos), tem derivado no assassinato de gerações de crianças, adolescentes, homens e mulheres que reivindicam viver dignamente em suas terras, denunciou.

 Por sua vez, o embaixador cubano, Rodolfo Reyes, assinalou que o planeta não deve permanecer impávido por mais tempo. "Devem ser empreendidas ações para fazer cumprir as apropriadas resoluções da Assembleia, e o Conselho de Segurança tem que assumir a responsabilidade que lhe corresponde e aceitar sem mais dilação a solicitação de reconhecimento como estado membro da ONU apresentada pela Palestina em 2011", sentenciou.

 O diplomata também se referiu à ameaça (estadunidense) de veto no Conselho, que torna esse órgão passivo frente aos crimes israelenses, o que "é a expressão maiúscula da hipocrisia daqueles que se autodenominam paradigmas da defesa dos direitos humanos".

 Por sua vez, a representante permanente da Nicarágua, María Rubiales, qualificou como inevitável o compromisso da comunidade mundial de consertar a injustiça.

 Fazemos um chamado a declarar 2014 como o ano da solidariedade internacional à Palestina, que se expresse em lhe dar as boas-vindas como um estado livre e soberano, propôs na plenária dos 193 países, uma iniciativa também propostas por outros governos e organizações, a qual foi aprovada ontem na Assembleia Geral.

 Os membros da ALBA também exigiram de Israel o fim de sua hostilidade, traduzida na colonização de territórios ocupados com novos assentamentos, o bloqueio à Faixa de Gaza, a construção do Muro da Cisjordânia, os ataques a templos em Jerusalém Oriental, os assassinatos a civis e as contínuas prisões.

 A potência ocupante tem praticado o terrorismo de estado, o apartheid, a limpeza étnica e os castigos coletivos à população civil, violando os direitos humanos e as leis internacionais, manifestou o embaixador venezuelano.

 A respeito, a também vice-chanceler nicaraguense advertiu que essa postura israelense é o principal obstáculo à paz e à busca mediante o diálogo da solução dos dois estados demandada pela imensa maioria dos países. (Com a PL)


Honduras: uma eleição roubada

                                        
"A embaixada” disse quem ganhou

Atilio A. Boron

Nas últimas horas de ontem, o Tribunal Superior Eleitoral de Honduras consagrava como vencedor o candidato do continuísmo golpista, Juan Orlando Hernández. Desde o inicio, o processo eleitoral esteve marcado por vícios irremediáveis que jogaram um pesado manto de suspeita sobre seu desenlace. A desavergonhada intervenção “da embaixada” nos assuntos internos de Honduras por si só seria uma razão suficiente para suspender as eleições, redesenhar as instituições políticas –entre elas o próprio TSE, controlado por aqueles que avalizaram o golpe de 2009– e fazer uma nova convocação eleitoral assim que reunisse condições mínimas requeridas para uma eleição, não apenas durante a campanha (por si só um problema em Honduras, dado o recorde de jornalistas e militantes opositores assassinados) mas também durante a apuração final dos votos.

Semanas antes das eleições, agentes governamentais haviam declarado que o TSE confrontaria seus números com os apresentados pela embaixada dos Estados Unidos antes de dar a conhecer os resultados definitivos! Em resumo: o vencedor seria proclamado pela “embaixada”, e o governo do continuísmo golpista de Porfirio Lobo por fim veria Honduras convertida em um protetorado estadunidense.

Esta absurda confissão diz muito da história desse sofrido país, ocupado por Washington e transformado nos anos oitenta em uma gigantesca retaguarda para servir de apoio logístico às agressões perpetradas contra a revolução sandinista por parte dos “contras” nicaraguenses.

Arquiteto deste projeto contrarrevolucionário temos John Negroponte, uma das figuras mais sinistras das Américas, e designado por Ronald Reagan como embaixador em Honduras, função na qual contou com a colaboração de outro reconhecido terrorista internacional, Otto Reich. Sob sua gestão, o exército hondurenho foi reorganizado de cabo a rabo, dotado de armamentos sofisticados, treinamento e tecnologia militar de última geração. Transformaram a base militar Soto Cano, em Palmerola, em uma das mais estratégicas das bases que os Estados Unidos possuem ma América Central e no Caribe. Quando o presidente Mel Zelaya democratizou o sistema político e ingressou na ALBA, foi violentamente destituído mediante um “golpe institucional”, durante a “administração Obama”.

Um dos analistas presentes em Honduras, Katu Arkonada, confirma a existência de múltiplas “irregularidades”, para não dizer atentados contra a vontade popular. Há pelo menos 20 por cento das atas de votação nas zonas eleitorais, em regiões onde o partido Libre conta com grande respaldo popular, que foram arbitrariamente submetidas a auditoria e não foram computadas; em comunidades apartadas se observou o “voto de cabresto” e a compra de títulos eleitorais; existem milhares de mesas onde os partidos minoritários obtiveram zero votos, ou seja, querem fazer crer que nem os seus candidatos haveriam votado em si mesmos. Só resta especular quantos votos de Xiomara Castro foram retirados das urnas.

Libre ganhou nas ruas, mas não organizou uma rede de fiscais para garantir a lisura do processo. Confiou, em sua ampla maioria, na inverossímil “imparcialidade” do TSE e do governo diante de uma eleição que o imperialismo e a oligarquia hondurenha não podiam perder, porque Washington jamais aceitaria um resultado contrário aos seus interesses na região.

O primeiro passo da estratégia norte-americana para impedir um revés político foi a campanha de difamações contra Xiomara e seu partido. O segundo, a organização fraudulenta da apuração e contagem dos votos. Terceiro, se os dois anteriores não bastassem: fraude em todo o processo eleitoral e manipulação do Congresso para impedir a vitória do partido Libre, pois, se no caso de uma vitória da oposição, provocariam sua destituição “legal” assim como fizeram com seu esposo, Manuel Zelaya.

Até agora a direita se apegou à fraude, dando a conhecer cifras que não correspondem à realidade, e que os meios hegemônicos de comunicação atestam como verdadeiras. O partido Libre terá que recuperar nas ruas o que lhe roubaram nas urnas.

Como teria reagido a suposta imprensa livre e independente do continente se os vícios, fraudes e crimes perpetrados em Honduras tivessem acontecido na Bolívia, Equador ou na Venezuela? A gritaria dos defensores do imperialismo e de seus aliados teria sido ensurdecedora. No entanto, agora mesmo nesses meios de comunicação impera um silêncio cúmplice porque em Honduras vale tudo. 

Por quê? Porque, assim como Israel, é a peça chave para garantir o equilíbrio geopolítico do Império no Oriente Médio, Honduras o é para a América Central, porque nesse país é onde se concentra o grosso do poder de fogo estadunidense na região. E assim como Washington não permaneceria nem um minuto de braços cruzados perante um eventual triunfo de uma easquerda anti-imperialista em Israel, se envolveu descaradamente no processo político interno de Honduras para garantir um resultado de acordo com seus interesses estratégicos na região. Menos mal que há alguns dias, na OEA, John Kerry disse que está superada a Doutrina Monroe!

* Diretor do PLED, Centro Cultural da Cooperação Floreal Gorini.

Fonte: http://www.atilioboron.com.ar/2013/11/honduras-una-eleccion-robada.html

Beijing destrói churrasqueiras para combater poluição do ar

                                                                     
      Mais de 500 churrasqueiras ilegais em Beijing foram destruídas na terça-feira como parte dos esforços da cidade para combater a poluição do ar e nevoeiros causados pela poluição.

  O Departamento Municipal de Administração de Cidade e Imposição da Lei de Beijing iniciou uma operação em agosto para fiscalizar os churrascos ao ar livre na capital chinesa, que causam grave poluição do ar e contribuem para a densidade do PM 2,5, ou partículas com diâmetro de até 2,5 micrômetros transportadas pelo ar, disse o departamento.

  Em sua campanha para dias de céu azul, Beijing adotou um programa de resposta a emergências, exigindo o rodízio de carros com base no último número da placa (par ou ímpar) e a suspensão de aulas em caso de alerta de "nível 1". A cidade também iniciou um sistema piloto de alerta de qualidade do ar em 1º de novembro, que publicará diferentes níveis de alerta, em que o "nível 1" equivale quando o índice da qualidade do ar ultrapassa 500.

  Segundo um plano de ação revelado em setembro, as partículas inaláveis serão reduzidas em pelo menos 10% em importantes cidades no país até 2017. Em Beijing e arredores, o PM 2,5 deve cair cerca de 25% em 2017 ante o nível de 2012.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Santos recebe Ato Sindical e terá encontro com a Memória e Verdade, dias 27 e 28

                                                                           

Entre os depoimentos, a Comissão colherá o testemunho da filha do ex-prefeito de Santos, José Gomes, cassado pela ditadura logo após o golpe, em junho de 1964

O Coletivo Sindical de Apoio ao grupo de trabalho Ditadura e repressão aos trabalhadores e ao movimento sindical da Comissão Nacional da Verdade e o Comitê Popular de Santos por Memória, Justiça e Reparação realizam em Santos, no litoral de São Paulo, o Ato Sindical Unitário e Encontro com a Memória e a Verdade dos Trabalhadores por Justiça e Reparação.

Em ambos os eventos, que acontecem no Sindipetro, em Santos, serão colhidos depoimentos que relembrarão injustiças, arbitrariedades e graves violações de direitos humanos praticadas contra sindicalistas e trabalhadores da região durante a ditadura (1964-1985).

Um dos objetivos desse encontro é ouvir relatos de trabalhadores e sindicalistas perseguidos pela ditadura civil-militar brasileira. Familiares também poderão dar testemunhos sobre parentes que foram alvo de violações de direitos humanos (prisões ilegais, tortura, morte e desaparecimento), assim como citar o sofrimento e as dificuldades familiares vividas em virtude da perseguição política.

Serão coletados depoimentos de ex-funcionários da Cosipa (atual subsidiária da Usiminas), Docas de Santos (atual Codesp), Refinaria Presidente Bernardes, portuários, bancários e sindicalistas de entidades cujas direções foram afastadas e sofreram intervenções dos militares.

O encontro é coordenado pelo Grupo de Trabalho (GT) Ditadura e Repressão aos Trabalhadores e ao Movimento Sindical da Comissão Nacional da Verdade (CNV), coletivo integrado por dez centrais sindicais, em parceria com as centrais sindicais representadas na Baixada e o comitê local. O evento conta com o apoio e a participação das comissões da verdade de Santos e Cubatão.

Os atos terão a participação da advogada Rosa Cardoso, integrante da Comissão Nacional da Verdade, que coordena o grupo de trabalho Ditadura e repressão aos trabalhadores e ao movimento sindical, da CNV.

FÓRUM SINDICAL DE DEBATES – O Ato Sindical Unitário, que acontece amanhã, homenageará o Fórum Sindical de Debates, fundado em 1956, chegou a reunir 53 sindicatos de Santos e Região. Essa entidade é considerada a primeira central intersindical regional do Brasil. Na época, era uma das mais poderosas organizações de trabalhadores no Brasil e vanguarda das lutas sociais brasileiras naquele momento político. Por esse motivo, tornou-se alvo principal dos agentes da ditadura. Serão colhidos depoimentos do ferroviário Oswaldo Lourenço e de Osmar Golegan, sobrevivente do Navio-prisão Raul Soares.

FILHA DE PREFEITO CASSADO - Na quinta-feira (28), no Encontro com a Verdade, a CNV colherá os depoimentos de trabalhadores de diversas categorias e seus familiares e também ouvirá o relato de Betty Gomes, filha do prefeito cassado de Santos, José Gomes, derrubado pelos militares em junho de 1965. Em 1968, Santos elegeu prefeito o oposicionista Esmeraldo Tarquínio, mas dois dias antes da posse, ele foi cassado pelos militares. Em seguida, a cidade foi decretada área de segurança nacional e passou a ter prefeitos-interventores nomeados pelo regime.

O GT Sindical da CNV continua realizando sua pesquisa em acervos e realizando audiências com trabalhadores, para levantamento de testemunhos e documentos sobre a repressão política durante a ditadura e a resistência do movimento sindical. A CNV colheu depoimentos de trabalhadores em audiências realizadas em São Paulo, Rio e Ipatinga e organiza outros atos sindicais unitários em várias regiões do estado de São Paulo, como no ABC, Osasco e Vale do Paraíba.

Além das entidades mencionadas, apoiam o Ato Sindical Unitário e o Encontro com a Memória e a Verdade a Comissão da Verdade do Estado de São Paulo, a Associação dos Anistiados Políticos Metalúrgicos, as dez centrais sindicais brasileiras e diversos sindicatos locais: SINTIUS Urbanitários , Sindicato dos Bancários de Santos e Região, SINDIPETRO-LP, SETTAPORT, SINERGIA e o SINTIUS Urbanitários.

PROGRAMAÇÃO E SERVIÇO:
O quê: ATO SINDICAL UNITÁRIO – Homenagem ao Fórum Sindical de Debates
Quando: 27 de novembro, quarta-feira, 18h30

O quê: Encontro com a Memória e a Verdade dos Trabalhadores, por Justiça e Reparação
Quando: 28 de novembro, quinta-feira, das 9h às 18h

Onde: Sindipetro (Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista)
Endereço: Av. Conselheiro Nébias, 248, Vila Mathias, Santos – SP
Transmissão ao vivo: a CNV transmitirá ao vivo ambos os eventos pela internet em www.twitcasting.tv/CNV_Brasil

Termina a greve na EBC mas a luta continua

                                                         

A greve dos funcionários da Empresa Brasil de Comunicação – EBC terminou na última sexta-feira, 22 de novembro, depois de 15 dias. Em assembleia por videoconferência, os trabalhadores de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo aceitaram a proposta da empresa e retomaram as atividades nesta segunda-feira, 25 de novembro. No Rio, os comunicadores realizaram um ato simbólico na manhã de segunda em frente à sede da empresa, no Centro da cidade.

Com a aprovação da proposta, o acordo coletivo não foi a dissídio como estava previsto até a última quarta-feira, 21 de novembro, quando, em audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho

(TST), houve um impasse diante da compensação dos dias parados. Na ocasião, a EBC propôs que esses dias fossem descontados.

A proposta acolhida pelos funcionários prevê acordo coletivo com vigência de dois anos (2013/2014 e 2014/2015), sendo aplicado o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para correção dos salários (5,86%), mais ganho real de 0,5% retroativo a 1º de novembro de 2013 e de 0,75% concedido a partir da data-base de 2014.

Com isso, o reajuste salarial ficará em 6,36% no primeiro ano. Os pisos salariais passarão de R$ 1.917,00 para R$ 2.038,91, no caso do nível médio, e de R$ 3.208,00 para R$ 3.412,02, no de nível superior. Os benefícios terão correção pelo IPCA nos próximos dois anos, também retroativos a 1º de novembro. Os valores dos benefícios ficaram assim: auxílio-creche, de R$ 422 para R$ 446,73; auxílio para pessoa com deficiência: de R$ 611 para R$ 646,80; auxílio-alimentação, de R$ 786,50 para R$ 832,60.

Os trabalhadores também garantiram a manutenção de todas as cláusulas sociais e receberão vale-cultura no valor de R$ 50 mensais, além de quatro vales extras, para alimentação, de R$ 827 cada, pagos em novembro deste ano, junho e dezembro do ano que vem e junho de 2015. Eles deverão compensar as horas não trabalhadas, o que será calculado individualmente.

Todas as diferenças do primeiro ano do acordo serão creditadas na folha de dezembro de 2013, a ser paga em janeiro de 2014. Também foi aprovada a compensação das horas não trabalhadas.

Para o coordenador-geral do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, Jonas Valente, o movimento foi histórico. “Conseguimos evoluir até onde foi possível, e os trabalhadores saem com um saldo importante. Além de ganhos, há uma nova cultura política dentro da empresa, de participação e cobrança, para assegurar que a comunicação pública cumpra a sua missão.”

Os representantes dos trabalhadores participaram de audiência de conciliação, nesta semana, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que terminou sem acordo devido à falta de entendimento quanto ao desconto e compensação dos dias parados. O vice-presidente do TST, ministro Barros Levenhagen, havia fixado prazo até esta segunda, dia 25, para que as partes chegassem a um acordo, antes de levar o dissídio a julgamento.

Criada em novembro de 2007, a EBC é responsável pelo funcionamento da Agência Brasil, do Portal EBC, de oito emissoras de rádio AM/FM/OM (Nacional e MEC), da Radioagência Nacional, da TV Brasil e da TV Brasil Internacional. A EBC opera ainda, por contrato da Secretaria de Comunicação da Presidência da República com a Diretoria de Serviços, o canal de TV NBR, o programa de rádio A Voz do Brasil, dentre outros serviços. A empresa tem 2.151 empregados.

Leia abaixo a carta aberta do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro aos funcionários da EBC


“A greve termina, mas a luta continua!

A greve das trabalhadoras e dos trabalhadores da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) terminou no dia 22 de novembro, após quinze dias de paralisação. Neste período, construímos um movimento histórico. Jornalistas e radialistas se uniram por direitos. Fortalecemos uma rede de solidariedade, fizemos amizades, polemizamos, provocamos o debate e ousamos sonhar com a comunicação pública que queremos.

Percebemos a importância de estarmos unidos e a força da nossa organização. Tomamos conhecimento, pelos colegas, da realidade dos diversos setores da EBC e tivemos ainda mais certeza do quanto é árdua a batalha para mudarmos a forma como a direção e os gestores ainda lidam com seus empregados. E cada dia de greve consolidou em nós a certeza de termos muitos motivos para permanecer mobilizados.

Saibam que cada trabalhadora e cada trabalhador em greve contribuiu todos os dias com esse belo movimento. Mas que também fez muita falta aqueles que, por diversas razões, não puderam se juntar a nós. Saibam, que, nem por isso, estaremos distantes. Para nós, a EBC é feita por todas e todos nós.

Recebemos ainda apoio de amigos, familiares, da sociedade civil, de movimentos sociais, sindicatos e parlamentares de todo o Brasil, que alimentaram ainda mais o nosso desejo de lutar e reforçaram a importância da comunicação pública, cujo dever legal é oferecer alternativa de informação, cultura e entretenimento voltados ao interesse público. Estes são instrumentos essenciais ao próprio desenvolvimento da democracia em nosso país.

Há muito para se fazer pela frente, vem aí o Plano de Cargos e Salários, a incansável luta contra o assédio moral, contra o desvio e acúmulo de função, o não pagamento de horas extras, o cumprimento da jornada legal (5h diárias mais 2 extras no caso de jornalistas, incluindo os jornalistas gestores, e 6h, no caso de radialistas) e o fortalecimento dos nossos veículos de comunicação, contra práticas arbitrárias e obscuras de gestão.

Essa é uma batalha que exigirá nosso comprometimento nos próximos meses. Temos consciência de que sem o reconhecimento da importância da contribuição das empregadas e empregados, sem uma gestão transparente e democrática, sem condições de trabalho adequadas, sem um ambiente saudável e livre de assédios, não conseguiremos atingir o objetivo de garantir ao povo brasileiro uma comunicação pública de qualidade.

Esta greve inaugurou um novo momento na EBC, de união e de conscientização dos nossos direitos. Queremos construir uma nova EBC e você é muito importante nesta luta. Vem pra luta, vem!”

Comissão de Empregados

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio

Sindicato dos Radialistas do Estado do Rio