quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Contra a taxa de telefonia



CANCELAMENTO DA TAXA TELEFÔNICA

R$ 40,37 (residencial)
R$ 56,08 (comercial)

Quando se trata do interesse da população, nada é divulgado.

Ligue 0800-619619 .
Quando a secretária eletrônica atender, então digite: 1 (um), 1 (um), 1 (um)

Assim você votou a favor do cancelamento da taxa de telefone fixo.

O Projeto de Lei é o de n.º 5476, do ano de 2001.

Esse tipo de assunto NÃO é veiculado na TV ou no rádio, porque eles não têm interesse e não estão preocupados com isso.

Então nós é que temos de correr atrás, afinal quem paga somos nós! O telefone a ser discado (0800-619619), de segunda à sexta-feira das 08 às 20h) é da Câmara dos Deputados Federal.
Passe para frente esta mensagem para o maior número possível.
Se aprovado o projeto, passará a ser lei e, a partir de então, cada um só pagará pelas ligações efetuadas, acabando com esse roubo que é a assinatura mensal.
Este projeto está tramitando na 'COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR', na Câmara. Quanto mais ligar, maior a chance de ser aprovado.

NÓS BRASILEIROS AGRADECEMOS!



Não adianta a gente ficar só reclamando. É preciso que cada um contribua para que possamos conseguir aprovar o que nos interessa.
























































FELIZ
ANO
DE
2011

Decepções no Egito


Pois é: fiquei alguns dias no Egito e não vi nem sinal da existência de Moisés, da fuga dos israelenses, das histórias sobre os dez mandamentos...E olhe que passei o dia inteiro no Museu de Arqueologia do Cairo...

Agora chega a notícia de que Cleópatra não era de forma alguma mulher linda...A notícia foi publicada pelo Pravda ru e é a seguinte: "Uma moeda romana de dois mil anos redescoberta pelos britânicos numa galeria de arte mostra que a rainha egípcia Cleópatra não era nem de perto uma mulher linda.
A imagem de prata em um pequeno denário de prata encontrado pela Universidade de Newcastle a mostra com um queixo proeminente, lábios finos e um nariz grande, de acordo com notícias da mídia britânica desta quarta-feira (14).
E nem o amante dela, o general romano Marco Antonio, parecia ser mais atraente. O retrato dele nas costas da moeda, que data de 32 a.C., o mostra com olhos salientes, um nariz em forma de gancho e lábios finos.
Clare Picersgill, diretora assistente da universidade para museus arqueológicos, disse: "A imagem popular de Cleópatra é a de uma rainha bonita que era adorada por políticos e generais romanos". "O relacionamento entre Marco Antonio e Cleópatra foi durante muito tempo romantizado por escritores, artistas e cineastas", disse ela segundo o "The Times".
A moeda, que estava em um galeria britânica há muitos anos, foi redescoberta durante uma busca por itens que seriam apresentados em um novo museu no norte da Inglaterra. Em todas as moedas em que a rainha aparece ela nem de longe tem a beleza da atriz britânica Elizabeth Taylor, que a interpreta num filme inesquecível...

Feira Internacional do Livro será em fevereiro


A 20ª Feira Internacional do Livro 2011 será realizada de 10 a 20 de fevereiro em Havana e até 6 de março nas demais províncias cubanas, sob o lema ‘Ler é crescer’.
Desta vez, o evento renderá homenagem ao bicentenário da primeira independência da América Latina, aos 220 anos da Revolução Haitiana e à Primeira Declaração da Abolição da Escravatura, segundo informa o site www.cubarte.cu.
A Fortaleza de San Carlos de la Cabaña será o recinto ferial principal e como subsedes funcionarão o Pavilhão Cuba e outras instituições culturais da capital.
Esta festa do livro será dedicada aos autores Jaime Sarusky, Prêmio Nacional de Literatura 2004, e Fernando Martínez Heredia, Prêmio Nacional das Ciências Sociais 2006.
Os programas profissional, acadêmico e literário da feira, contemplam em seus dez dias de atividades aproximadamente 500 espaços de colóquios, homenagens, mesas-redondas, conferências, leituras, premiações e lançamento de livros, exposições, obras de teatro, espetáculos de dança, mostras de cinema contemporâneo, assim como apresentações musicais, serão outras das atividades que o público poderá desfrutar.
A passada edição realizada em fevereiro de 2010, ratificou a feira como o evento cultural de maior concorrência no país, pela assistência de mais de dois milhões de pessoas, as quais adquiriram mais de 900 mil exemplares. (AIN)

Carteira de identidade



Lançado o novo modelo de Registro de Identidade Civil. Dois milhões de brasileiros terão inicialmente suas carteiras trocadas. Mas não em todo o país.Inicialmente no Rio de Janeiro, Brasília,Salvador, Hidrolândia (Goiás), Ilha de Itamaracá (Pernambuco), Nísia Floresta (Rio Grande do Sul) e Rio Sono (Tocantins).

JUSTA HONRARIA


Na pessoa da presidente do Projeto zaP! (sediado em São Paulo/SP), Elizabeth Misciasci, deixo o meu agradecimento pela honraria concedida ao trabalho literário e jornalístico que desenvolvo há 33 anos, sob a certeza de que tal premiação, marcada pela espontaneidade e luzidia importância, levar-me-á à projeção de empenho cada vez maior, na busca de contribuir, ainda que minimamente, para a construção de um mundo melhor e repleto de paz entre todos os seres humanos que o habitam.
Abraços
do
Carlos Lúcio Gontijo.
http://www.carlosluciogontijo.jor.br/

Golpista não foi convidado


La presidenta electa de Brasil, Dilma Rousseff, no invitó a la ceremonia de toma de posesión del cargo, que será realizada el sábado, al mandatario hondureño Porfirio Lobo, según publicó hoy un diario local.
Lobo fue el "único" mandatario latinoamericano que fue excluido de la lista de convidados para la ceremonia en la cual Rousseff recibirá la banda presidencial de parte del gobernante saliente Luiz Lula da Silva, consignó el periódico O Globo.
Confirmaron su presencia en Brasilia varios presidentes latinoamericanos, entre ellos el colombiano Juan Manuel Santos y el venezolano Hugo Chávez, así como la secretaria de Estado estadounidense Hillary Clinton.
Las relaciones entre Brasil y Honduras están suspendidas desde el golpe que destituyó el año pasado al ex mandatario Manuel Zelaya, quien se refugió durante meses en la embajada brasileña de Tegucigalpa. (Los Necios)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Asfaltamento(?) da estrada real tem oposição das comunidades






Amigos e amigas

Eis aí o resultado de um trabalho coletivo que que foi com a ajuda de todos vocês que chegamos á elaboração e remessa da carta do Presidente do CONEP e Secretrário de Estado da Cultura (Dr. Washington Mello) para o DER (através do Diretor-Geral, dr. José Élcio Montese), sobre a pretensão criminosa da VALE e de prefeitos do famigerado asfaltamento da Estrada Real.
Não ganhamos nada ainda, mas já dá para tomar um fôlego diante das ameaças contra o CALÇAMENTO EM PEDRA PE DE MOLEQUE do Trecho de Rio Acima a Itabirito.
Contamos com a repercussão e o bom entedimento de seus ofícios perante à comunidade sócio/pollítica/ ambiental e histórico/artístico/cultural.

Un Plan Marshall para Cuba


Atilio A. Boron (*)

En estos días Cuba se enfrenta a un dilema de hierro: o actualiza, revisa y reconstruye su modelo económico o la revolución corre el serio riesgo de sucumbir ante la presión combinada de sus propios errores y las agresiones del bloqueo estadounidense. Los países de América Latina y el Caribe, así como la casi totalidad de los de África y Asia, no pueden permanecer indiferentes ante esta situación, o limitarse a contemplar como la revolución libra, sin otra ayuda que sus propias fuerzas, esta decisiva batalla.
Pero el apoyo no puede ser meramente declarativo. Eso está bien, pero es insuficiente. Cuba necesita algo más: concretamente, que sus acreedores, especialmente cuando ellos son países de América Latina y el Caribe, anulen la deuda externa cubana. Argentina es el mayor de esos acreedores -por un préstamo otorgado por el gobierno de Héctor Cámpora y su Ministro de Economía José B. Gelbard en 1973- y que el ex Canciller del Presidente Néstor Kirchner, Rafael Bielsa, renegociara proponiendo una quita del 50% de su monto, que si se suman el capital y los intereses acumulados en la actualidad ascendería aproximadamente a unos 1.800 millones de dólares.

Para esa misma época su colega de gabinete, el ministro de Economía Roberto Lavagna, proponía a los acreedores de la Argentina una quita del 75% sobre el valor nominal de la deuda defolteada con el derrumbe de la convertibilidad en diciembre del 2001. Como es bien sabido, este país finalmente logró una quita que, según los cálculos, fluctúa en torno al 70% del valor nominal de los bonos de su deuda. Lo menos que debería hacer la Casa Rosada sería garantizar para Cuba el mismo trato que obtuvo de sus propios acreedores. Aunque eso sería lo mínimo. Lo correcto, lo que sería éticamente impecable, sería dar por cancelada esa deuda y de ese modo aliviar la carga que pesa sobre la hermana república de Cuba.

Los 1.147 habitantes de la Argentina que, gracias a la “Operación Milagro”, en el último año recuperaron gratuitamente su vista en el Centro Oftalmológico Dr. Ernesto Guevara, de Córdoba, y los más de 20.000 alfabetizados que aprendieron a leer y escribir con el programa cubano “Yo Sí Puedo” son otras tantas razones para dar por cancelada esa deuda. Tal cosa sería un acto de estricta justicia. Y lo mismo deberían hacer los gobiernos de México, que mantiene acreencias del orden de los 500 millones de dólares; Panamá, 200 millones; Brasil, 40 millones; Trinidad-Tobago, 30 millones y Uruguay, también con 30 millones.
¿Por qué de estricta justicia? Por varias razones. Expondremos simplemente dos. En primer término, como equitativa retribución por el generoso e inigualado internacionalismo cubano que llevó a esa revolución a trascender sus fronteras sembrando de médicos, enfermeras, dentistas, educadores e instructores deportivos por todo el mundo, mientras el imperio y sus aliados lo saturaba con militares, “comandos especiales”, espías, agentes de inteligencia, policías y terroristas.

A lo largo de las últimas décadas Cuba envió al exterior unos 135.000 profesionales de la salud a más de 100 países de todo el mundo, especialmente Latinoamérica y el Caribe y África, pero también los hay en Asia. Los médicos cubanos estaban en Haití desde mucho antes de su fatídico terremoto, y luego de él aumentaron su presencia mientras que Estados Unidos enviaba … marines. La ayuda cubana para combatir la enfermedad y prevenir las muertes en tantos países fue, y es, concreta y efectiva.

Ahora los pueblos y naciones del Tercer Mundo deben correr a asistir a ese faro de la liberación nacional y social que desde hace más de medio siglo inspira e ilumina las más nobles luchas de nuestros pueblos. Y deben hacerlo con una solidaridad militante, traducible en ayuda económica efectiva. Las declaraciones serán bienvenidas, pero insuficientes.
En segundo lugar, hay una obligación moral de ayudar a Cuba porque, pensemos: ¿qué hubiera sido de nuestros países si su revolución no hubiese resistido a pie firme, sin arriar sus banderas, a las presiones del imperialismo y la derecha mundial una vez producida la implosión de la Unión Soviética? Con una Cuba de rodillas, vencida e inerme ante la restauración del saqueo neocolonial al que había sido sometida desde 1898; con sus sueños y utopías humanistas vapuleados por el retorno triunfal de las mafias capitalistas como las que, por ese entonces, estaban asolando a la difunta Unión Soviética; con la revolución y la creación de una sociedad solidaria anatemizadas como irresponsables ensoñaciones de falsos mesías que inexorablemente culminan en una infernal pesadilla, ¿habría sido posible el trascendental cambio ideológico-político materializado en el ascenso y consolidación en el poder de Hugo Chávez, Evo Morales y Rafael Correa, para no mencionar sino los casos más significativos?

Más aún, sin el estímulo emanado de la heroica resistencia de Cuba, de su “mal ejemplo” evidenciado en tasas de mortalidad infantil menores que las de Estados Unidos a pesar del bloqueo y las agresiones, ¿habría sido posible el auge de la muy moderada centroizquierda en países como Argentina, Brasil y Uruguay a comienzos del nuevo siglo? ¡De ninguna manera!

Si estos avances fueron posibles fue, amén de las causales propias de cada caso, porque Cuba resistió. Si hubiese capitulado y sido convertida en un protectorado estadounidense el tsunami derechista hubiera arrasado esta parte del mundo. Gracias a Cuba nuestros pueblos evitaron tamaña catástrofe.
Por eso, aparte de anular las deudas existentes con los países de la región, los acreedores tanto como quienes no lo son deberían crear sin dilación un fondo especial de solidaridad con la revolución cubana. Estados Unidos lo hizo para salvar a los europeos de la debacle después de la Segunda Guerra Mundial, y su éxito fue extraordinario. El Plan Marshall satisfizo plenamente las expectativas que había despertado y las economías europeas se recuperaron rápidamente. Cuba, castigada con dos planes Marshall en contra –tal es, hasta ahora, el costo del bloqueo estadounidense sobre la frágil economía cubana- merece con creces un gesto similar de sus hermanos latinoamericanos. Estos cuentan con enormes reservas en sus bancos centrales. En 2007 el presidente ecuatoriano Rafael Correa calculó las reservas existentes en la región rondarían en torno a unos 200.000 millones de dólares, y esa cifra no ha dejado de crecer en los años posteriores.

Una estadística suministrada por el FMI indica que a finales del 2009 las reservas internacionales de la Argentina ascendían a 49.599 millones de dólares, 238.520 millones en Brasil, 90.837 en México, 26.115 en Chile, 24.991 en Colombia, 32.803 en Perú y 35.830 en Venezuela. Sin duda alguna, con los aumentos registrados en 2010, las reservas combinadas de estos países -más otros, como Bolivia, Ecuador y Uruguay no contemplados en la estadística- superarían holgadamente los 500.000 millones de dólares.

De ahí la enorme importancia de poner en marcha cuanto antes el Banco del Sur, todavía trabado por pretextos burocráticos y por la miopía política de que hacen gala algunos gobiernos. Afectando apenas el 2 por ciento de tan fabulosas reservas se podría crear, sin mayor esfuerzo, un fondo especial de 10.000 millones de dólares destinado a financiar el complejo proceso de reformas económicas socialistas que Cuba debe llevar a cabo impostergablemente en los próximos meses.

Sería un gesto de merecida reciprocidad ante la probada solidaridad cubana con nuestros países a lo largo de cinco décadas; y también un acto de calculado altruismo para lo cual sólo hace falta voluntad política, porque el dinero ya está. ¿O es que algún gobernante de la región puede ser tan ingenuo como para no darse cuenta que, si la Revolución Cubana fuese derrotada, el imperio se abalanzaría con todas sus fuerzas sobre nuestros países, sin distinción de pelajes ideológicos, para recolonizar a sangre y fuego al continente y restaurar el orden que Fidel y el Movimiento 26 de Julio vinieron a impugnar el 1 de enero de 1959?

(*) Atilio A. Boron é articulista de Rebelión

Meu nome é mulher


Eu era a Eva

Criada para a felicidade de Adão

Mais tarde fui Maria

Dando à luz aquele

Que traria a salvação

Mas isso não bastaria

Para eu encontrar perdão.

Passei a ser Amélia

A mulher de verdade

Para a sociedade

Não tinha a menor vaidade

Mas sonhava com a igualdade.

Muito tempo depois decidi:

Não dá mais!

Quero minha dignidade

Tenho meus ideais!

Hoje não sou só esposa ou filha ...

Sou pai, mãe, arrimo de família

Sou caminhoneira, taxista,

Piloto de avião, policial feminina,

Operária em construção...

Ao mundo peço licença

Para atuar onde quiser

Meu sobrenome é

COMPETÊNCIA...

E meu nome é MULHER!


(O Autor é Desconhecido, mas um verdadeiro sábio...)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010


Manifestação Pública de Organizações de Direitos Humanos sobre os acontecimentos no Alemão e na Vila Cruzeiro

Há três semanas, as favelas do Alemão e da Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, se tornaram o palco de uma suposta “guerra” entre as forças do “bem” e do “mal”. A “vitória” propagada de forma irresponsável pelas autoridades – e amplificada por quase todos os grandes meios de imprensa – ignora um cenário complexo e esconde esquemas de corrupção e graves violações de direitos que estão acontecendo nas comunidades ocupadas pelas forças policiais e militares. Mais que isso, esta perspectiva rasa – que vende falsas “soluções” para os problemas de segurança pública no país – exclui do debate pontos centrais que inevitavelmente apontam para a necessidade de profundas reformas institucionais..

Desde o dia 28 de novembro, organizações da sociedade civil realizaram visitas às comunidades do Alemão e da Vila Cruzeiro, onde se depararam com uma realidade bastante diferente daquela retratada nas manchetes de jornal. Foram ouvidos relatos que denunciam crimes e abusos cometidos por equipes policiais. São casos concretos de tortura, ameaça de morte, invasão de domicílio, injúria, corrupção, roubo, extorsão e humilhação. As organizações ouviram também relatos que apontam para casos de execução não registrados, ocultação de cadáveres e desaparecimento.

Durante o processo, a sensação de insegurança e medo ficou evidente. Quase todos os moradores demonstraram temor de sofrerem represálias e exigiram repetidamente que o anonimato fosse mantido. E foi assim, de forma anônima, que os entrevistados compartilharam a visão de que toda a região ocupada está sendo “garimpada” por policiais, no que foi constantemente classificado como a “caça ao tesouro” do tráfico.
A caça ao tesouro
É um escândalo: equipes policiais de diferentes corporações, de diferentes batalhões, se revezam em busca do dinheiro, das jóias, das drogas e das armas que criminosos teriam deixado para trás na fuga; em lugar de encaminhar para a delegacia tudo o que foi apreendido, as equipes estão partilhando entre elas partes valiosas do “tesouro”. Aproveitando-se do clima de “pente fino”, agentes invadem repetidamente as casas e usam ameaças e técnicas de tortura como forma de arrancar de moradores a delação dos esconderijos do tráfico. Não bastasse isso, praticam a extorsão e o roubo de pequenas quantias e de telefones celulares, câmeras digitais e outros objetos de algum valor.
Apesar deste quadro absurdo, o governo do estado do Rio de Janeiro tenta mais uma vez esvaziar e desviar o debate, transformando um momento de crise em um momento triunfal das armas do Estado. Nem as denúncias que chegaram às páginas de jornais – como, por exemplo, as que apontam para a fuga facilitada de chefes do tráfico – foram respondidas e investigadas. Independente disso, os relatos que saem do Alemão e da Vila Cruzeiro escancaram um fato que jamais pode ser ignorado na discussão sobre segurança pública no Rio de Janeiro: as forças policiais exercem um papel central nas engrenagens do crime. Qualquer análise feita por caminhos fáceis e simplificadores é, portanto, irresponsável. E muitas vezes, sem perceber, escorregamos para estas saídas.
Direcionar a “culpa” de forma individualizada, por exemplo, e fazer a separação imaginária entre “bons” e “maus” policiais é uma das formas de se esquivar de debates estruturais. Penalizar o policial não altera em nada o cenário e não impede que as engrenagens sigam funcionando. Nosso papel, neste sentido, é avaliar os modelos políticos e as falhas do Estado que possibilitam a perversão da atividade policial. Somente a partir deste debate será possível imaginar avanços concretos.
Diante do panorama observado após a ocupação do Alemão, as organizações de direitos humanos cobram a responsabilidade dos Governos e exigem que o debate sobre a reforma das polícias seja retomado de forma objetiva. Nossa intenção aqui não é abarcar todos os muitos aspectos desta discussão, mas é fundamental indicarmos alguns aspectos que achamos essenciais.
Falta de transparência e controle externo
A falta de rigor do Estado na fiscalização da atuação de seus agentes, a falta de transparência nos dados de violência, e, principalmente, a falta de controle externo das atividades policiais são fatores que, sem dúvida, facilitam a ação criminosa de parte da polícia – especialmente em comunidades pobres, distantes dos olhos da classe média e das lentes da mídia. E os acontecimentos das últimas semanas realmente nos dão uma boa noção de como isso acontece.
Apesar dos insistentes pedidos de entidades e meios de imprensa, até hoje, não se sabe de forma precisa quantas pessoas foram mortas em operações policiais desde o dia 22. Não se sabe tampouco quem são esses mortos, de que forma aconteceu o óbito, onde estão os corpos ou, ao menos, se houve perícia, e se foi feita de modo apropriado. A dificuldade é a mesma para se conseguir acesso a dados confiáveis e objetivos sobre número de feridos e de prisões efetuadas. As ações policiais no Rio de Janeiro continuam escondidas dentro de uma caixa preta do Estado.
Na ocupação policial do Complexo do Alemão em 2007, a pressão política exercida por parte deste mesmo coletivo de organizações e movimentos viabilizou, com a participação fundamental da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, um trabalho independente de perícia que confirmou que grande parte das 19 mortes ocorridas em apenas um dia tinham sido resultado de execução sumária. Foram constatados casos com tiros à queima roupa e pelas costas, disparados de cima para baixo, em regiões vitais, como cabeça e nuca. Desta vez, não se sabe nem quem são, quantos são e onde estão os corpos dos mortos..
Para que se tenha uma ideia, em uma favela do Complexo do Alemão representantes das organizações estiveram em uma casa completamente abandonada. No domingo, dia 28, houve a execução sumária de um jovem. Duas semanas depois, a cena do homicídio permanecia do mesmo jeito, com a casa ainda revirada e, ao lado da cama, intacta, a poça de sangue do rapaz morto. Ou seja, agentes do Estado invadiram a casa, apertaram o gatilho, desceram com o corpo em um carrinho de mão, viraram as costas e lavaram as mãos. Não houve trabalho pericial no local e não se sabe de nenhuma informação oficial sobre as circunstâncias da morte. Provavelmente nunca saberemos com detalhes o que de fato aconteceu naquela casa.
“A ordem é vasculhar casa por casa...”
Por outro lado, o próprio Estado incentiva o desrespeito às leis e a violação de direitos quando informalmente instaura nas regiões ocupadas um estado de exceção. Os casos de invasão de domicílio são certamente os que mais se repetiram no Alemão e na Vila Cruzeiro. Foi o próprio coronel Mario Sérgio Duarte, comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, quem declarou publicamente que a “ordem” era “vasculhar casa por casa”, insinuando ainda que o morador que tentasse impedir a entrada dos policiais seria tratado como suspeito. Mario Sérgio não apenas suprimiu arbitrariamente o artigo V da Constituição, como deu carta-branca à livre atuação dos policiais.
Em qualquer lugar do mundo, a declaração do coronel seria frontalmente questionada. Mas a naturalidade com que a fala foi recebida por aqui reflete uma construção histórica que norteia as ações de segurança pública do estado do Rio de Janeiro e que admite a favela como território inimigo e o morador como potencial criminoso. Em comunidades pobres, o discurso da guerra abre espaço para a relativização e a supressão dos direitos do cidadão, situação impensável em áreas mais nobres da cidade. De fato, a orientação das políticas de sucessivos governos no Rio de Janeiro tem sido calcada em uma visão criminalizadora da pobreza.
Em meio a esse caldo político, as milícias formadas por agentes públicos – em especial por policiais – continuam crescendo, se organizando como máfia por dentro da estrutura do Estado e dominando cada vez mais bairros e comunidades pobres no Rio de Janeiro. No Alemão e na Vila Cruzeiro, comenta-se que parte das armas desviadas por policiais estaria sendo incorporadas ao arsenal destes grupos. Especialistas avaliam com bastante preocupação a forma como o crime está se reorganizando no estado.
Mas isto continua tendo importância secundária na pauta dos Governos. De olhos fechados para os problemas estruturais do aparato estatal de segurança, seguem apostando em um modelo militarizado que não é direcionado para a desarticulação das redes do crime organizado e do tráfico de armas e que se mostra extremamente violento e ineficaz.
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Rio de Janeiro, 21 de dezembro de 2010
Assinam:
Justiça Global
Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência
Conselho Regional de Psicologia – RJ
Grupo Tortura Nunca Mais - RJ
Instituto de Defensores de Direitos Humanos
Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Direitos humanos: mais quatro publicações serão lançadas no dia 30


O ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), lança na próxima quinta-feira (30), em Brasília (DF), quatro publicações: os livros “Tortura”, “Retrato da Repressão Política no Campo: Brasil 1962-1985” e “Direitos Humanos: a atuação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República 2003 - 2010”, e a sétima edição da Revista Direitos Humanos.
O livro “Retrato da Repressão Política no Campo” é uma parceria da SDH com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e faz parte do projeto Direito à Memória e à Verdade. O objetivo é fazer um relato da violência no campo entre 1962 e 1985. “Ele trata de conflitos de terra, perseguição de movimentos sociais que lutavam a favor dos camponeses e da repressão política aos movimentos organizados desde as Ligas Camponesas”, explica o coordenador-geral do projeto Direito à Memória e à Verdade, Maurice Politi. O livro é composto por textos de pesquisadores e professores estudiosos do assunto de universidades de todo o país.
O livro “Tortura”, organizado pela coordenação-geral de Combate à Tortura da SDH, é composto por textos de autores que participaram do Seminário Nacional sobre Tortura, realizado em maio deste ano na Universidade de Brasília (UnB). Para a coordenadora geral de Combate à Tortura, Maria Auxiliadora Arantes, a obra reúne um material com o intuito de ampliar a compreensão sobre o fenômeno. “Este livro traduz uma mobilização de distintos atores, como pesquisadores, estudiosos e militantes de instituições parceiras no enfrentamento da tortura”, explica. “Urge qualificar o tema a partir de um diálogo multidisciplinar e intersetorial, a fim de melhor potencializar a construção de estratégias que catalisem sua urgente erradicação no país”, avalia Maria Auxiliadora.
O terceiro livro a ser lançado faz um balanço da SDH desde sua criação. “Direitos Humanos: a atuação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República 2003 - 2010” é composto por oito capítulos, subdivididos em diversas temáticas. Os avanços históricos e institucionais da SDH são retratados no primeiro capítulo. Criada em 1997, no governo Fernando Henrique Cardoso, como Secretaria Nacional de Direitos Humanos, o órgão passou a Secretaria de Estado em 1999, pertencendo à estrutura do Ministério da Justiça. No início do Governo Lula, em 2003, tornou-se Secretaria Especial dos Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, juntamente com a Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.
Essa tríade de proteção aos Direitos Humanos tem como principal tarefa articular diferentes áreas do governo em ações, campanhas e programas voltados à valorização da dignidade humana como eixo de todas as políticas públicas. Assim, a Secretaria de Direitos Humanos foi crescendo ano a ano. Incorporou novos temas de atuação, reestruturou áreas, fortaleceu a articulação federativa e as parcerias com organismos internacionais e democratizou sua gestão interna.
A quarta publicação é a Revista Direitos Humanos, que chega a sua sétima edição com ensaios, fotos, notícias e entrevistas para uma reflexão sobre os caminhos que estamos trilhando para efetivação dos Direitos Humanos no Brasil e no mundo. Nesta edição, a entrevista foi realizada com as atrizes Dira Paes, Camila Pitanga, Letícia Sabatella, Cristina Pereira e Priscila Camargo, todas integrantes do Movimento Humanos Direitos.
Lançamento de publicações da Secretaria de Direitos Humanos
Data: 30 de dezembro de 2010
Horário: 11 horasEndereço: Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Setor Comercial Sul - B, Quadra 9, Lote C, Edificio Parque Cidade Corporate, Torre "A", 10º andar,Brasília, Distrito Federal.
Ilustração:Latuff/Divulgação)

Dignidade e respeito



NOTA POLÍTICA DO PCB



DECISÃO DA OEA SOBRE LEI DE ANISTIA FAVORECE LUTA PELA COMISSÃO DA VERDADE NO BRASIL



A Corte Interamericana de Direitos Humanos, vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA), condenou o Brasil por não punir os responsáveis pelo desaparecimento de pessoas envolvidas na guerrilha do Araguaia, entre 1972 e 1974, um dos movimentos de resistência armada contra a ditadura empresarial-militar que se apoderou do Estado brasileiro em 1964. A sentença foi dada quinze anos após a apresentação da denúncia por entidades defensoras dos direitos humanos no Brasil.
A Corte, sediada em San Jose, Costa Rica, é um organismo judicial independente que interpreta e aplica a Convenção Americana de Direitos Humanos, da qual o Brasil é um dos países signatários.
Segundo a sentença emitida, o Estado brasileiro violou o direito à justiça, ao ter se recusado a cumprir a obrigação internacional de investigar, processar e punir os responsáveis pelos desaparecimentos e mortes promovidos pela repressão política.
De acordo ainda com a sentença, a Lei de Anistia de 1979 não pode ser usada como escudo para desobrigar o Estado brasileiro da apuração dos casos e condenação dos criminosos que agiram em nome da famigerada “Lei de Segurança Nacional”.
Trata-se de decisão tomada em direção absolutamente contrária à aberração produzida em abril deste ano pelo Supremo Tribunal Federal, cuja interpretação da Lei de Anistia favorece a impunidade dos responsáveis por torturas, perseguições e mortes durante a ditadura militar.
A decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos favorece a retomada das lutas pela implementação da Comissão Nacional de Verdade, proposta do Programa Nacional de Direitos Humanos que, por pressão dos setores reacionários e cumplicidade do governo Lula, até hoje não saiu do papel.
Na contramão do Direito internacional, o arquiconservador Ministro Nélson Jobim – que continuará à frente da pasta da Defesa no governo Dilma – já se manifestou contrário a cumprir a sentença, apesar de o Itamaraty reconhecer que o Brasil é obrigado a cumprir a decisão, por ser signatário da Convenção dos Direitos Humanos.
É inadmissível que o governo do PT e em cuja base de apoio está o PC do B, partido que reivindica a guerrilha do Araguaia, recuse-se a abrir os arquivos da ditadura e punir os carrascos dos que lutaram pela liberdade em um dos períodos mais sinistros da nossa história.
O PCB solidariza-se com todas as organizações de esquerda que optaram pela luta armada contra o regime autoritário no Brasil, reconhecendo a bravura daqueles militantes, mesmo entendendo tratar-se de um erro político à época, marcado pelo formato vanguardista e distanciado das massas, ao tentar transplantar para a nossa realidade formas de luta adotadas em outras experiências revolucionárias no mundo, sem a devida análise sobre o estágio da luta de classes no Brasil.
A solidariedade do PCB aos grupamentos revolucionários que perderam quadros destacados da luta socialista para a repressão não é retórica, pois um dos maiores objetivos da ditadura sempre foi destruir e calar os comunistas e, em particular, nosso partido.
Entre 1974 e 1975, foram assassinados dezenas de militantes do PCB. Seus corpos continuam desaparecidos, inclusive da quase totalidade dos membros do Comitê Central que não haviam ido para o exílio, ficando aqui para dirigir o Partido na clandestinidade (Célio Guedes, David Capistrano, Elson Costa, Hiram Pereira de Lima, Itair José Veloso, Jayme Miranda de Amorim, João Massena de Melo, José Montenegro de Lima, Luiz Maranhão Filho, Nestor Veras, Orlando Bonfim e Walter Ribeiro).
Urge retomar as lutas para viabilizar de fato uma COMISSÃO DA VERDADE, que, nos moldes das que já foram criadas na Argentina, no Chile, no Uruguai e em outros países que viveram ditaduras, promova a abertura dos arquivos da ditadura e puna exemplarmente torturadores e assassinos que agiram em prol do regime militar. Somente uma grande mobilização das organizações democráticas e de esquerda será capaz de pressionar o governo para a sua implantação.

Rio de Janeiro, dezembro de 2010.
Veja artigo sobre a decisão da OEA: José Carlos Alexandre News: E agora, Brasil?

A juventude se compromete a não baixar a guarda



Leticia Martínez Hernández, enviada especial

PRETÓRIA, África do Sul. — Foi uma impressionante marcha de jovens o fim do 17º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes que reuniu nesta capital mais de 15 mil delegados procedentes de 126 nações, convocados com a máxima de derrotar o imperialismo, sob as certeiras luzes de líderes como Nelson Mandela e Fidel Castro.
Desde a praça Church até o Prédio da União, sede do governo da África do Sul, milhares de jovens caminharam aproximadamente cinco quilômetros levando bandeiras, cartazes...... e vozeando consignas contra a guerra, o imperialismo; a favor da paz e dum mundo melhor onde parem os ataques irracionais.
Entre os reclamos que juntaram tantas vozes estiveram o fim da agressão a Palestina, da repressão ao povo saaráui, do bloqueio a Cuba e a imediata libertação dos Cinco Heróis que somam mais de 12 anos em prisões dos Estados Unidos, por combater o terrorismo.
A declaração do Festival expressa a satisfação por ter comemorado o encontro na África do Sul, terra que durante anos lutou contra o regime racista do apartheid. Ressalta "a contribuição de Cuba socialista, não só porque foi duas vezes sede do Festival, mas também porque ao realizá-lo em 1997 ajudou ao movimento dos Festivais a retomar seu curso normal".
Defende a luta pela educação como um bem público, cuja gratuidade tem que ser garantida. Condena também o bloqueio imposto contra o povo cubano por mais de 50 anos em clara violação do direito internacional, e exige a libertação imediata dos Cinco Heróis.
A declaração expressa que a ordem imperante está levando à humanidade à beira do confronto mundial com o perigo duma guerra nuclear. Por isso, a juventude se compromete a não baixar a guarda na busca dum mundo livre do imperialismo. (Granma/Divulgação)

Repreessão em Porto Rico



Parlamento cubano reclama solidariedade

ante repressão em Porto Rico

Alain Arias Barreto

Três das 12 comissões permanentes do Parlamento cubano reclamam a legisladores do mundo solidarizar-se com a causa dos universitários de Porto Rico reprimidos quando protestavam contra o aumento das matrículas. Em um comunicado emitido hoje se chamou à solidariedade de todos os povos com os alunos do campus da Universidade de Porto Rico, em Rio Piedras, contra o aumento da taxa de matrícula.O texto também solicitou a participação de organizações de direitos humanos e os parlamentos do mundo para exigir um fim à repressão policial e garantir a integridade física dos manifestantes."Os jovens de Porto Rico, que defendem o seu acesso à educação como um direito humano fundamental, foram reprimidos violentamente pela polícia e muitos ficaram feridos ou detidos em prisões desse país", disse o documento.
A situação dos jovens não é um incidente isolado, os paticipantes lembraram que nos últimos anos os alunos de Porto Rico tinham-se levantados contra similares injustiça e também tinham sido reprimidos e presos.Acabemos com esta injustiça contra nossos irmãos, disse o comunicado das comissões de Relações Internacionais, de Educação, de Cultura, de Ciência e Tecnologia, e da Atenção à Criança, Juventude e Igualdade de Direitos das Mulheres.
Consideramos um dever elemental denunciar a situação extrema que enfrentam esses jovens, disse o comunicado no qual foi alegado que a resposta da polícia ocorre com a cumplicidade das autoridades coloniais daquela nação.(Prensa Latina/Divulgação)

ARGENTINA




Prisão perpetua em
cárcere comum
para o ex-presidente Videla

Jorge Rafael Videla, Luciano Benjamín Menéndez y otros 21 policías y militares fueron condenados ayer por el Tribunal Oral 1 de Córdoba y deberán cumplir sus penas en la cárcel. Miles de personas se reunieron en la puerta de tribunales para celebrar.

Martín Notarfrancesco/Página12 Buenos Aires

Como un reloj que de tanto en tanto detiene sus agujas en ese instante preciso. Es el momento en que un tribunal lee la sentencia que condena a un violador sistemático de derechos humanos, a un terrorista de Estado, a un genocida que lo abandona, para siempre, su mejor compañera, la impunidad. Ayer las agujas del reloj de la historia asomaron por Córdoba y detuvieron su marcha a las 17.49, cuando Jaime Díaz Gavier, presidente del TOF 1, le dijo de frente a Jorge Rafael Videla que estaba condenado a la pena de prisión perpetua y que, además, la debe cumplir en una cárcel común. Luciano Benjamín Menéndez y otros 21 policías y militares también fueron encontrados culpables.
Sol de diciembre y calor mediterráneo. El día arrancó agradable. La intensidad y la temperatura fueron subiendo de la mano de un termómetro que rozó los 35 grados. Sólo faltaba la última palabra de Menéndez, que pidió cerrar la ronda. Los otros 28 imputados pudieron hacerlo el martes. A las 11 de la mañana arrancó la última audiencia del juicio. Luego de la intervención del Cachorro (ver página 4), el tribunal pasó a deliberar, anunciando que el veredicto se leería a las cinco de la tarde.
Un megajuicio
El juicio comenzó el 2 de julio y fue la primera megacausa de Córdoba. Los antecedentes locales se remontan a julio de 2008 y diciembre de 2009, cuando se condenó a Menéndez y otros siete torturadores del centro clandestino La Perla y cinco ex policías del D2, respectivamente.
El juicio que culminó ayer agrupó dos causas: los fusilamientos de 31 presos políticos de la Unidad Penitenciaria 1 –UP1– que fueron asesinados entre abril y octubre de 1976, y el expediente “Gontero”, que esclareció las torturas sufridas por cinco ex policías y el hermano de uno de ellos, el mismo año. En total, el banquillo de acusados albergó a 31 imputados (uno fue apartado por razones de salud). Fueron 63 audiencias, 110 testigos y 34 años de espera.
A lo largo de estos años, la causa por el fusilamiento de los ex presos políticos se convirtió en la causa maldita. Pocos confiaban en que pudiese llegar a juicio un expediente que involucraba a la Iglesia Católica y a la misma Justicia federal, que tenía a su disposición a la mayoría de quienes resultaron acribillados.
Existe otra parte de esta causa que no ingresó en este juicio. Es justamente el tramo que involucra a los funcionarios judiciales de entonces. Jueces, fiscales, defensores oficiales y secretarios que permitieron, con acciones y omisiones, que todo suceda. El trámite está a cargo del juez riojano Daniel Herrera Piedrabuena y constituye una puja, por ahora irresuelta.
En el fallo de ayer, el tribunal hizo equilibrio entre los pedidos de la fiscalía y las querellas. Videla, Menéndez y la cadena de mandos inmediata recibieron perpetuas. Lo mismo que el núcleo duro que operó en el D2 de la policía provincial. En líneas generales el clima fue de satisfacción. Pudo verse a muchos ex presos fundirse en abrazos eternos con sus compañeros de celda. Era la primera condena que recibía Videla luego del Juicio a las Juntas.
La mayor sorpresa estuvo en las absoluciones, siete en total. Nadie esperaba tantas y mucho menos que una recayera sobre Osvaldo César Quiroga, un veterano de Malvinas que en 1976 integró una de las secciones del Regimiento de Infantería Aerotransportada II de Córdoba. En cumplimiento de una orden, el 12 de agosto de 1976 retiró a cuatro detenidos de la UP1. Los trasladó atados unos a otros, vendados los ojos y en el piso de un camión. Luego de una parada intermedia, fusilaron a Hugo Vaca Narvaja, Higinio Toranzo y Gustavo De Breuil. El cuarto era Eduardo De Breuil, hermano de Gustavo, a quien le hicieron ver los cuerpos rematados y lo regresaron a la cárcel. En su testimonio recordó que el oficial a cargo del operativo siempre fue el mismo. Quiroga dejó asentada su firma y se responsabilizó de sacar a estos detenidos. Por esta razón nadie comprendió la absolución y tanto la fiscalía como las querellas se mostraron disconformes en este punto, lo que hace presumir un planteo ante la Cámara de Casación.
Las calles
A partir de las tres de la tarde, organizaciones sociales, políticas, juveniles, sindicatos, murgas y ciudadanos de a pie se fueron arrimando al edificio de los tribunales federales. La convocatoria de los organismos de derechos humanos reunió cerca de mil personas, estimaron desde la Policía Federal. Poco antes de las cinco de la tarde se abrieron las puertas para que algunos ingresaran a colmar la sala de audiencias. El Premio Nobel de la Paz en 1980, Adolfo Pérez Esquivel, la rectora de la Universidad Nacional de Córdoba, Carolina Scotto, el secretario de Derechos Humanos de la Nación, Eduardo Luis Duhalde, y el intendente de Córdoba, Daniel Giacomino, encabezaban la platea de personalidades presentes. El resto lo siguió por los parlantes y pantallas en la vereda, transpirando la gota gorda.
El tribunal marcó el criterio de revocar todas las prisiones domiciliarias y en los casos de enfermedad ordenó que una junta médica diagnosticara si el paciente puede cumplir la pena en la cárcel. En esta situación se encuentra Menéndez, entre otros.
Después de 34 años Videla sigue esmerado en mostrarse igual. Pero tal vez en algún rincón de su interior se encuentre con ese pasado que vuelve. Ahora, a su celda.

Texto: / Postado em 23/12/2010 ás 06:53

HAITI




2011: Retirada das tropas e soberania do
povo são condições para melhorar o país

Tatiana Félix (*)

O Haiti começou o ano de 2010 com um terremoto que devastou o país e deixou milhares de desabrigados pelas ruas. Ainda em meio às ruínas decorrentes da catástrofe, surge, em outubro, uma epidemia de cólera, que já matou mais de 2.500 pessoas e infectou cerca de 115 mil haitianos e haitianas. Para completar a situação, as eleições presidenciais em novembro foram consideradas fraudulentas e gerou protestos na população.
Somado a isso, o povo haitiano é obrigado a conviver, há cerca de sete anos, com a indesejável presença dos soldados das tropas da Missão das Nações Unidas para a estabilização do Haiti - a Minustah. Diante deste cenário, qual seria a perspectiva para o Haiti em 2011?
Para refletir sobre essa questão, o integrante da secretaria executiva nacional da Central Sindical e Popular (CSP) Conlutas, José Maria de Almeida (foto), enfatizou que "em primeiro lugar é necessário registrar que as tropas [da Minustah] nada fizeram para ajudar a população, que permanece na pobreza". "O que as tropas estão fazendo lá?", questionou.
Para ele, as tropas da ONU só estão servindo para defender interesses econômicos dos Estados Unidos, França e Canadá e de empresas multinacionais. "O que menos importa é o povo. Os interesses são econômicos", completou Sandra Quintela, integrante do Jubileu Sul.
Ambos defendem que a retirada das tropas da Minustah do território haitiano é condição essencial para que o país se restabeleça. "Todo mundo está vendo que a Minustah é um fracasso, e não se assume isso, não se discute isso", ressaltou Sandra.
Para José Maria, o fato de o Brasil chefiar as tropas da Minustah é um "vexame internacional", já que o país teria se submetido à defender interesses econômicos estrangeiros. "É uma vergonha o Brasil se prestar a esse papel e ser usado pelos Estados Unidos", resumiu. Por isso, ele defende que seja feita uma intensa mobilização pela retirada das tropas. "É preciso que o mundo exija a retirada das tropas, para ajudar, de fato, o povo do Haiti", afirmou.
Ele disse ainda que se houvesse tido investimento em infraestrutura no Haiti, ao invés de investimento em tropas, tantas escolas não teriam desabado na ocasião do terremoto, matando centenas de crianças, nem hospitais e igrejas teriam caído em ruínas.
Sobre o surto de cólera, José Maria salientou que essa foi uma "tragédia anunciada". Ele comentou que por causa do terremoto, que deixou milhares de pessoas desabrigadas vivendo nas ruas e em abrigos temporários, a situação se tornaria propícia para o surgimento de uma epidemia, devido à falta dos serviços básicos como água potável.
O primeiro passo para o país se reerguer, segundo ele, "depende da luta do povo do Haiti. As mobilizações populares são importantes para a retirada das tropas. Essa é a primeira condição para melhorar o quadro no país", observou.
Além disso, ele ressaltou que, para reconstruir seu país, o povo do Haiti precisa de um governo legítimo e soberano. "Que legitimidade tem esse governo onde menos de 25% da população votou?", salientou. "O país precisa resgatar sua cidadania", finalizou.

(*) Tatiana Félix é jornalista da Adital
Imagem: Diário Liberdade/Conlutas/Divulgação)

Tratado firmado no olhar


Carlos Lúcio Gontijo


No mês de outubro deste ano de 2010, presenteei minha neta com um periquito australiano, adestrando-o ao ponto de ele mais preferir o ombro humano que o poleiro da gaiola. Luara o batizou de Fernando, mas lhe colocou o apelido de Fefê, seu verdadeiro e afetivo nome.
Tudo corria bem até que um dia, quando minha esposa viajou a Santo Antônio do Monte, cidade localizada no Centro-oeste de Minas Gerais, Luara veio ficar comigo depois da aula pela manhã. Eu logo cuidei de retirar o pássaro da gaiola, a fim de que ele voasse para o ombro de minha neta, onde ficava a bicar-lhe os brincos e às vezes, levemente, as orelhas.
Como estava só em casa, tinha algumas tarefas a cumprir: lavar algumas vasilhas, tratar da cachorra Kika, aguar plantas. Então Luara, desceu toda festiva e contente para o primeiro andar, carregando com ela o Fefê, que cantava pousado em um de seus dedos. Ligou o computador e do terraço se podia ouvir sua alegria de criança invadindo todos os cômodos do apartamento em que eu e Nina moramos há mais de 25 anos, na cidade de Contagem.
De repente, sobreveio um profundo silêncio entrecortado pelos passos de Luara subindo as escadas aos prantos, com o Fefê na palma de suas mãos. O pássaro me foi apresentado gravemente ferido. Minha neta narrou-me que ele estava sobre a mesa do computador, voou e caiu de mau jeito. Claro que não deve ter sido apenas isso, mas não quis inquiri-la nem jogar sobre ela ônus de responsabilidade tão pesada ao seu coração infantil. Contudo, fiz questão de alertá-la em relação ao fato de que um ser vivo sempre tem que receber toda atenção, uma vez que não é um objeto passível de simples troca ou substituição por outro, bastando dinheiro e disposição para ir a estabelecimento comercial adquirir produto novo.
Minha neta chorava copiosamente, mas ainda alimentava esperanças de que o Fefê amanheceria recuperado. Entretanto, não deixei de lhe dizer que o problema de saúde dele era de difícil solução e que provavelmente morreria. Os soluços de minha neta e o sofrimento do pássaro rastejante me encheram de tristeza. Dessa forma, na condição de avô, eu me dispus a um consolo filosófico. Olha Luara, minha mãe Betty, sua bisavó, costumava aconselhar-nos que não devemos cair em pranto diante da morte de um animal de estimação, pois quando essa perda acontece é porque Deus passou em nossa casa disposto a levar alguém da família, um ente querido, para o seu Reino. Todavia, opta por levar, naquele momento, o animalzinho de estimação.
Luara ficou mais animada ao entender que era melhor ficar sem o Fefê, apesar de toda a dor que ardia em seu peito, do que assistir à morte de qualquer uma das pessoas às quais ama tão fortemente. Tomei a situação como um segredo e como tal não me sentia à vontade para revelá-la. Luara também se manteve em silêncio absoluto sobre o assunto. E como o Fefê ficava no apartamento em que moro, a mãe (minha filha Amanda) não se deu pela ausência do periquito. E só foi saber que o Fefê havia morrido muitos dias depois, quando o irmão (Lucas) cometeu-lhe a inconfidência.
Ao passo que meu filho contava o incidente à irmã, Luara me olhava docemente de soslaio. Estava ali firmada uma relação de confiança, um tratado de amizade que certamente nos acompanhará por toda a vida. Um conchavo natural, como existe entre céu e estrela, água e peixe, janela e paisagem, comemoração natalina e sonho de criança à espera do presente desejado no transcorrer de todo ano, porém capaz de se acomodar ou conter-se em qualquer gesto de carinho florescido sob o teto de um lar – simulacro de manjedoura, templo, altar e oração ao Criador, onde o dízimo se paga através do amor espontânea e fraternalmente concedido.
Carlos Lúcio Gontijo
Poeta, escritor e jornalista
http://www.carlosluciogontijo.jor.br/
(Periquito australiano em blogdosbichos/google/Divulgação)

Uma pescaria inesquecível



Ele tinha onze anos e, a cada oportunidade que surgia, ia pescar no cais próximo ao chalé da família, numa ilha que ficava em meio a um lago.A temporada de pesca só começaria no dia seguinte, mas pai e filho saíram no fim da tarde para pegar apenas peixes cuja captura estava liberada.

O menino amarrou uma isca e começou a praticar arremessos, provocando ondulações coloridas na água. Logo, elas se tornaram prateadas pelo efeito da lua nascendo sobre o lago.

Quando o caniço vergou, ele soube que havia algo enorme do outro lado da linha.O pai olhava com admiração, enquanto o garoto habilmente, e com muito cuidado, erguia o peixe exausto da água.

Era o maior que já tinha visto, porém sua pesca só era permitida na temporada.O garoto e o pai olharam para o peixe, tão bonito, as guelras movendo para trás e para frente.

O pai, então, acendeu um fósforo e olhou para o relógio. Pouco mais de dez da noite... Ainda faltavam quase duas horas para a abertura da temporada. Em seguida, olhou para o peixe e depois para o menino, dizendo:- Você tem que devolvê-lo, filho!- Mas, papai, reclamou o menino.- Vai aparecer outro, insistiu o pai.- Não tão grande quanto este, choramingou a criança.

O garoto olhou à volta do lago. Não havia outros pescadores ou embarcações à vista. Voltou novamente o olhar para o pai. Mesmo sem ninguém por perto, sabia, pela firmeza em sua voz, que a decisão era inegociável. Devagar, tirou o anzol da boca do enorme peixe e o devolveu à água escura.

O peixe movimentou rapidamente o corpo e desapareceu. Naquele momento, o menino teve certeza de que jamais pegaria um peixe tão grande quanto aquele.Isso aconteceu há trinta e quatro anos.

Hoje, o garoto é um arquiteto bem-sucedido.O chalé continua lá, na ilha em meio ao lago, e ele leva seus filhos para pescar no mesmo cais.Sua intuição estava correta.Nunca mais conseguiu pescar um peixe tão maravilhoso como o daquela noite.

Porém, sempre vê o mesmo peixe todas as vezes que depara com uma questão ética. Porque, como o pai lhe ensinou, a ética é simplesmente uma questão de CERTO e ERRADO.

Agir corretamente, quando se está sendo observado, é uma coisa.A ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos observando.

Essa conduta reta só é possível quando, desde criança, aprendeu-se a devolver o PEIXE À ÁGUA.A boa educação é como uma moeda de ouro:Tem valor em toda parte.

James P. Lenfestey

Extraído do Livro “Histórias para aquecer o Coração dos Pais”
Editora Sextante
(Ilustração: Mark Parisi/GoogleqDivulgação)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Festival Mundial da Juventude chega ao fim condenando o imperialismo estadunidense


Depois de intensos dias de debates, o 17 Festival Mundial da Juventude e os Estudantes chega hoje a seu fim na África do Sul, que se converteu em uma hospitaleira sede deste tipo de encontros. Para o encerramento os organizadores do encontro, cuja primeira versão aconteceu em Praga há 63 anos, preveem a celebração de uma marcha da Praça Church até a sede do Governo sul-africano.Após o percurso, será a vez de show com a música de Big Nuz, Professor, Atira, Fisherman, 999 Stable, TS Records e Kalawa Jazmee, segundo o programa divulgado por vários pontos desta capital, onde os contrastes sociais e naturais extasiam o visitante.

Ontem, o Tribunal Antiimperialista da universal reunião, iniciada no passado 13 de dezembro, declarou culpado ao imperialismo por seus múltiplos crimes contra a Humanidade.

A sentença teve em conta as múltiplas evidências apresentadas por delegados de vários países durante dois dias em um dos salões do Centro de Eventos de Tshwane.Guerras, mortes, bloqueios, sanções, pandemias, agressões militares e biológicas, torturas, intervenções, exploração dos trabalhadores e golpes de Estado ressaltam entre as atrocidades imperialistas, reconheceram os juízes.

Também se condenou a esse nefasto sistema, como o consideraram muitos das testemunhas, pelos danos ao meio ambiente, o saque dos recursos naturais em qualquer país, e a aliança com as oligarquias nacionais para destruir os processos de mudanças sociais.Na opinião do presidente do júri, o magistrado sul-africano Andele Magxitama, o imperialismo apodera-se do mundo, e determina as mais elementares preferências dos seres humanos com o princípio de que satisfaz o interesse de uns poucos acima do resto.

Os juízes concordaram em rejeitar qualquer vislumbre imperialista no mundo, e as provas apresentadas quase sempre sentaram no banco dos acusados o governo dos Estados Unidos e seus aliados.Ainda que não tenha efeito jurídico, este tribunal apresenta um evidente caráter moral e de consciência, e os que participaram no foro estão comprometidos com a luta pela queda do imperialismo, considerou a presidente do Conselho Mundial pela Paz, Socorro Gómez.

A dirigente brasileira, que integrou o painel de juízes, manifestou que em nome da vida, a paz e a solidariedade, há que sentenciar a esse regime.De maneira especial, o foro pronunciou-se contra o bloqueio estadunidense a Cuba e a favor da libertação de cinco antiterroristas cubanos presos em cárceres norte-americanas desde 12 de setembro de 1998.

Também, entre outros temas, rechaçou a ocupação israelense de territórios palestinos, as agressões de Marrocos contra o povo subsariano, e o golpe de Estado em Honduras, que tirou do poder o presidente constitucional dessa nação centro-americana, Manuel Zelaya.

O 17 Festival, cujo lema é Por um mundo de paz, solidariedade e transformações sociais, derrotemos ao imperialismo, agrupa a uns 15 mil delegados a mais de 140 países.(Com a Prensa Latina)

El futuro de Cuba es esperanzador, dice Silvio Rodríguez



El cantautor cubano Silvio Rodríguez (na foto com o líder cubano Fidel Castro Ruz) calificó hoy de “esperanzador” el futuro de Cuba tras la última reunión del Parlamento de la isla y se mostró optimista con la “dirección” tomada por el gobierno de Raúl Castro y su plan económico.
“Podría decir ahora que este Parlamento ha dicho lo que yo hubiera querido decir”, señaló Rodríguez en declaraciones a periodistas sobre la última sesión del año de la Asamblea Nacional de Cuba, que concluyó el pasado fin de semana.
El músico opinó que en este momento, “producto de la situación nacional y universal”, es necesario poner “los pies bien puestos en la tierra” y agrego: “Me parece que este Parlamento y Raúl (Castro) están en esa dirección”.
“Eso me parece esperanzador”, subrayó Rodríguez, quien fue diputado a la Asamblea Nacional durante una década hasta el año 2007.
Silvio asistió hoy a una rueda de prensa en La Habana para anunciar los resultados de la primera edición del concurso por el “Premio de Creación Ojalá”, convocado por los estudios discográficos que creó en la isla.
Los jóvenes compositores cubanos Tamy López y Ernesto Joel Espinosa ganaron el premio por el que compitieron 16 obras, cumpliendo el requisito de crear la música para un grupo de unos 10 poemas del escritor Rubén Martínez Villena (1899-1934), con una obra poética destacada que reúne temas políticos, históricos y amorosos.
Rodríguez explicó que el propósito del concurso es “estimular la creación” y descubrir talentos con un nivel de “exigencia y rigor” en la aplicación de “requisitos estrictos”, basados principalmente en la extensión de las obras que debían tener entre 45 y 60 minutos.
Según explicó junto a los músicos José María Vitier y María Felicia Pérez, quienes le acompañaron en la evaluación de las obras, la experiencia fue encontrar un “universo enorme” de “creatividad, diversidad, osadía” y de “verdaderas joyas” en la manera de hacer música.
“Había curiosidad por parte de nosotros de saber qué es lo que estaba pasando y un concurso como éste es una forma de indagación y de premiar lo válido”, recalcó Rodríguez.
Además, anunció que los trabajos premiados, incluido un galardón especial otorgado al trovador Augusto Blanca, serán grabados cada uno en un disco.
El cantautor anunció que la convocatoria al concurso será bianual y precisó que en 2012 se dedicará a las artes plásticas con el objetivo de hacer un premio “variado” que impulse el desarrollo artístico.
-- Este es un grupo de correos de amigos de la Organizacion Politica Los Necios. Creemos en el debate, en el ejercicio de opinar y difundir pensamiento revolucionario, sentimiento humano. Tambien para hacer acopio de ideas, observaciones, criticas y pensamientos que contribuyan con la construccion de una nueva sociedad hondureña y centro americana, que a la vez nuestra luz crezca y se comparta con el mundo. ¡Venceremos! (Com Los Necios)

QUINTA MUSICAL



Projeto QUINTA MUSICAL
23 de dezembro – GILMAR MIRANDA


PizzabaR - Av. do Contorno, 1.636 - Floresta
Sempre a partir das 20 horas - Ingresso: R$15,00
Informações: 3274.3136 - 8893.7806 - 8474.2050
Reservas de mesa – 3274.3136

GILMAR MIRANDA

O empresário mineiro GILMAR MIRANDA sempre gostou das canções do Rei Roberto Carlos e gostava de cantá-las. Em todas as festas e comemorações que ia, era convidado para cantar canções do Rei.
As festas foram aumentando, as cobranças para que cantasse em eventos foram surgindo com maior freqüência, passou a usar roupas semelhantes às do seu ídolo e de repente aconteceu o grande desafio da sua vida: largar a sua empresa e se dedicar aos shows como intérprete do Rei.
Quase vinte anos se passaram, Gilmar se preparou de tal maneira, que o consideram uma cópia fiel do Rei Roberto Carlos. Passou a se apresentar por todo o Brasil e se transformou no “Intérprete Número Um das canções do Rei Roberto Carlos”.
Vieram programas de rádio e TV, os shows ficaram cada vez mais freqüentes, fã-clubes foram criados em vários estados brasileiros e o artista praticamente incorporou o seu ídolo.
Gilmar Miranda é conhecido em todo o Brasil. De shows intimistas de aniversário, casamento, festas de empresas, até os mega-eventos para públicos superiores a 10.000 pessoas, ele é aplaudido e sempre solicitado a voltar onde se apresenta.
Gilmar Miranda, ou Roberto Carlos Cover, sempre se apresenta em grandes réveillons no Brasil e atendendo a convite dos amigos Tadeu Martins e Luiz Trópia aceitou fazer esta apresentação imperdível no projeto QUINTA MUSICAL, na véspera do Natal.
Não percam esse grande show. O Gilmar Miranda é um grande ator, que interpreta muito bem o seu papel, e um cantor sem concorrentes quando interpreta o Rei Roberto Carlos. Ninguém melhor que ele para animar Belo Horizonte nesta próxima quinta-feira, reforçando o espírito natalino e ajudando a imortalizar as canções do Rei.
Lembramos que a apresentação é para apenas 200 pessoas e os ingressos custam R$ 15,00.

PRODUÇÃO – LUIZ TRÓPIA & TADEU MARTINS

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Denúncias alegam que Gaza é o maior cárcere do mundo



YAMILA BLANCO

1,5 milhões de palestinas e palestinos deslocados dependem da ajuda humanitária, que não chega à Faixa de Gaza devido ao bloqueio mantido por Israel há quatro anos.
Resumo Latino-americano/Correo del Orinoco.- No ano de 2008, Israel mostrou sua face mais fascista durante a operação Plomo Fundido [algo como Chumbo Grosso ou Chumbo Derretido], que começou em 27 de dezembro e deixou um saldo de mais de 1 400 mortos, 5 300 feridos e incalculáveis danos materiais durante os 22 dias de bombardeios por ar, terra e mar.
Um ano e meio antes dessa ação, o governo israelense decidiu bloquear a entrada de mercadorias, incluindo alimentos, medicamentos, matérias-primas e combustível, assim como o fornecimento de eletricidade e água, e o movimento de pessoas entre a Faixa de Gaza e o exterior.
A partir desse momento, Gaza se converteu na maior prisão do mundo, com uma população de 1,5 milhões de pessoas refugiadas após terem sido deslocadas de seu território, ocupado por Israel em 1948.
Assim, assinalou a membro do Bureau Político da Frente Popular para a Liberação da Palestina (FPLP), Leila Khaled, em entrevista ao Correo del Orinoco.
“Os habitantes da Faixa de Gaza estão sitiados. Há quase quatro anos estão bloqueados, convertendo Gaza no maior cárcere da história. Além de rechaçar todas as petições para que se suspenda o bloqueio, Israel segue atacando os habitantes da Faixa de Gaza, sob o pretexto da luta contra o terrorismo”, explica.
A fronteira de Gaza com o Egito também está bloqueada, já que o governo desse país acordou, em 2005, controlar o território fronteiriço de Rafah, que se encontra bloqueado desde 2006 e somente se abre para permitir a entrada de alguns medicamentos e escassos insumos.
A dirigente de FPLP disse que, atualmente, o desemprego em Gaza chega a 50%; 80% da população está abaixo da linha da pobreza, dependendo de uma importante medida de ajuda humanitária para a sobrevivência dos refugiados.
“Existem sérias dificuldades para conseguir remédios e quando Israel corta o abastecimento de energia, muitos enfermos padecem de sérias consequências, pois até os hospitais necessitam ficam sem eletricidade”, ressaltou Khaled.
No entanto, a entrada da ajuda humanitária também é impedida pelo governo israelense, que em junho passado, atacou a Flotilha da Liberdade, grupo de seis barcos que transportava mais de 750 pessoas com 10 toneladas de víveres para Gaza. A ação deixou um saldo de 14 mortos. A pesca e a agricultura estão proibidas, afirmou Khaled: “Israel também não permite pescar e quando algum habitante de Gaza se arrisca a fazê-lo, é assassinado pelas tropas que vigiam as costas. Os terrenos aptos para a agricultura foram todos destruídos”.
Para a integrante do Bureau Político do FPLP, o governo israelense, mediante essas medidas, tenta “quebrar a vontade de resistência do povo palestino para poder colonizar todo o território, porém nosso povo dificilmente se renderá”.
Território e autodeterminação
Khaled explicou que a luta do povo palestino é pelo retorno a seu território e pela sua autodeterminação. “O Estado de Israel foi criado mediante a Resolução 194 da Organização das Nações Unidas, em 1948. Esse estado foi criado sob o nosso território. No entanto, como condição para que Israel fosse aceito na ONU, eles teriam que permitir o retorno dos deslocados. Passaram-se 62 anos e permanecemos exigindo que se cumpra essa medida”, assinalou.
A dirigente palestina disse que nenhum povo pode determinar seu futuro fora de seu território: “A chave da resolução do conflito é, em primeira instância, que regressem os palestinos a sua pátria. Só assim poderemos aspirar a nossa autodeterminação e decidir qual será nosso futuro”.
A representante da FPLP recordou que o Estado de Israel se formou sob o lema “terra sem povo para um povo sem terra”, dando por certo que “esse território estava desabitado, quando na realidade o povo que ali vivia, o palestino, tinha sido deslocado pelo exército sionista”.
As seis milhões de pessoas que viviam nesse território, não só foram deslocadas até a Faixa de Gaza, como para países da região, como Egito e Síria. Além disso, ainda existe uma população palestina nos territórios ocupados por Israel “que resistem frente as tentativas do Estado sionista de expulsá-la”.
Para Khaled, essa nação foi criada contra a lógica histórica, já que “primeiro foi criado um Exército encarregado de conseguir as terras, onde se assentaram os judeus sionistas vindos de diferentes partes do mundo”.
“Israel foi formado sob uma concepção racista e colonista. Isso faz com que seja impossível a convivência com um estado que acredita que seus direitos estão acima do direito de qualquer outro povo”, assegurou.
Apoio à causa
O apoio
à causa palestina cresceu de maneira visível nos últimos anos devido, segundo Khaled, ao melhor entendimento sobre a natureza do conflito palestino-israelense e, através da Operação Plomo Fundido. Se vislumbrou as verdadeiras intenções de Israel.
“Após esse ataque, muitos países como a Venezuela, Bolívia e Nicarágua romperam relação com o Estado israelense e, em várias partes do mundo, vem ocorrendo movimentos de boicote a Israel, o que mostra que existe um entendimento sobre quem são os agredidos”, argumentou.
Uma das regiões onde mais se vê rechaço às ações de Israel é na América Latina. De acordo com a dirigente palestina, isso se deve ao fato de ambos os povos “sofrerem igualmente com o colonialismo”.
“Somos vítimas do mesmo inimigo: o imperialismo. E o enfrentamos. Isso nos obriga a estarmos na mesma linha de luta e defendermos juntos uma nova ordem mundial: cada um em sua pátria, cada um em seu continente”, detalhou.

Tradução: Maria Fernanda M. Scelza

Alimentando a poluição


(Iván Lira/Rebelión/Divulgação)

MEC prepara kit anti-homofobia


Do Terra Magazine

Ana Cláudia Barros

Ele nasceu a partir da constatação de que as escolas brasileiras são, em geral, ambientes hostis para adolescentes homossexuais. Foi desenvolvido com a proposta de ajudar a contornar o problema, e recebeu o sugestivo nome de Kit contra a homofobia. A previsão é que sua distribuição ocorra inicialmente em 6 mil escolas públicas a partir do ano que vem. Mesmo sem ter sido lançado pelo Ministério da Educação (MEC), o material didático, contendo cartilha, cartazes, folders e cinco vídeos educativos, já provoca discussões inflamadas.
Terreno democrático por excelência, a internet se transformou em púlpito para os que apoiam e para os que repudiam o kit, que ganhou a pecha de "Kit Gay". O debate está mobilizando redes sociais, blogosfera e até virou tema de abaixo-assinados virtuais - contrários e favoráveis ao material. Catalisou a polêmica a declaração do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) - o mesmo que sugeriu "couro" para corrigir filho "meio gayzinho" -, que, em sessão realizada no Plenário da Câmara, atacou a iniciativa. O parlamentar também fez um apelo aos colegas de Casa para que impedissem a circulação do kit.
O pronunciamento dele se espalhou pela rede e tem embasado o discurso dos que consideram o material "perigoso" por incentivar a homossexualidade entre os estudantes. O que fez Bolsonaro vociferar foram justamente os vídeos educativos, exibidos preliminarmente em seminário na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.
Um deles conta a história do personagem José Ricardo, um adolescente que gostaria de ser reconhecido como Bianca. "O vídeo fala de um travesti, um homem com identidade feminina, mostrando, inclusive, o sofrimento dele em viver em um lugar onde meninos jogam futebol e, quem não joga, é chamado de mulherzinha", explica Rosilea Wille(foto) , coordenadora Geral de Direitos Humanos do MEC, vinculada à Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), responsável pelo projeto.
Na opinião dela, a forma negativa como o Kit contra a homofobia está sendo recebido é resultado do desconhecimento em relação ao conteúdo do material e dos rumores, amplamente propagados na web.
- Foi colocado que vamos passar informação sobre diversidade sexual e identidade de gênero para crianças de sete anos. Isso nunca foi a decisão do Ministério. O projeto está sendo pensado para o Ensino Médio. Não é um projeto que vai cair de paraquedas nas escolas. Vai ser vinculado à formação dos professores. Há todo um anteparo, uma sustentação pedagógica.
Presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais (ABGLT) e um dos idealizadores do kit, Toni Reis, também rechaça as acusações de que os vídeos seriam um estímulo à homossexualidade.
- O que está sendo dito é totalmente distorcido. Não queremos incentivar a homossexualidade. Ela não precisa de incentivo algum. Queremos incentivar o respeito à cidadania, à não violência, à dignidade humana. Quem está falando isso são pessoas homofóbicas, fundamentalistas religiosos. Estes são os grandes incentivadores da violência e do desrespeito - afirma.
Ela ainda explica o caráter do projeto:- Os vídeos são extremamente didáticos. Explicam a questão do travesti, do bissexual, da lésbica. São muito bacanas porque vão ajudar o adolescente a entender a situação. Muitas vezes, o preconceito vem da desinformação. Estamos super tranquilos com esse trabalho. Ele não vai ser censurado por pessoas homofóbicas.
A vice-presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Clara Goldman, que teve acesso ao material, também desconstrói a alegação de que o kit exerceria influência na orientação sexual dos adolescentes.
- O argumento esconde um princípio de que essa sexualidade é ruim e tem que ser combatida, evitada. Essa é a base do pensamento homofóbico. O kit não orienta, não estimula, mas problematiza. Coloca no seu devido lugar a discussão que deve ser feita. O objetivo é que as pessoas LGBT possam ser respeitadas e que caibam na nossa sociedade, nos nossos espaços coletivos, o respeito a essa diversidade.
De acordo com ela, o CFP apoia a iniciativa encampada pelo MEC.- Acho que a ideia de se produzir um material específico, que possa orientar essa discussão, é muito bem-vinda. Nós apoiamos o kit, mas nosso apoio não se restringe a ele. É em relação à luta pela promoção dos direitos dessa população em todas as políticas públicas, não só na educação. Apoiamos como uma possibilidade a mais de que, na formação, essa questão possa ser discutida com mais qualidade, assentada em princípios que sejam realmente de direitos humanos.
Terra Magazine procurou a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mas foi informada pela assessoria de comunicação que a entidade ainda não se posicionou sobre a questão.
Bullying
A Coordenadora Geral de Direitos Humanos do MEC conta que o ponto de partida para se pensar na elaboração de um material de combate à homofobia nas escolas foi uma pesquisa realizada em 2008 e publicada no ano seguinte, sobre preconceito, discriminação e bullying.
- Ela foi feita em 501 escolas de diferentes regiões, com quase 20 mil atores. Foi comprovado que o grau de homofobia é altíssimo. Pesquisamos vários aspectos: pessoas com deficiência, a questão de gênero, orientação sexual. Os homossexuais estão entre os mais discriminados. Em cima disso, a Secad entendeu que era preciso desenvolver ações para assegurar o direito à educação de todas as pessoas.
E acrescenta:
- Todo o material trabalha com a ideia de respeito à diversidade sexual, ajuda a entender que a a escola precisa respeitar os direitos humanos dos LGBT. O Ministério da Educação está preocupado exatamente com essa sociedade que vem cada vez mais batendo em homossexuais na rua, dando tiro, como aconteceu no Rio de Janeiro e em São Paulo. Uma sociedade que precisa ser educada para respeitar os direitos humanos.
Toni Reis recorre a um levantamento feito pela Unesco para enfatizar a necessidade de se aplicar o material didático contra homofobia nas instituições de ensino. "A pesquisa mostra que 40% dos adolescentes masculinos não gostariam de ter um gay ou uma lésbica na sala de aula. A evasão escolar entre homossexuais é grande", justifica.
Rosilea frisa que a capacitação dos docentes, para que possam trabalhar com o material, será prioridade. Segundo ela, o kit ainda não foi finalizado e terá que ser submetido ao Comitê de Publicações do MEC, para ser depois impresso e enviado às escolas.

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Festival Mundial da Juventude


O veredicto do Tribunal Antiimperialista monopoliza hoje o interesse de milhares de participantes no 17 Festival Mundial da Juventude e os Estudantes, com sede na África do Sul desde 13 de dezembro. A julgar pelos elementos expostos, que ontem acusaram o imperialismo por ser o responsável por diversos males para os povos esperam uma contundente condenação do júri, presidido pelo magistrado sulafricano Andele Magxitama.
Durante a penúltima jornada do universal encontro, cuja edição inicial aconteceu há 63 anos em Praga, se conversará sobre os processos regionais de integração, e a preservação e promoção da cultura popular.
As primeiras sessões do mencionado foro mostraram ontem a denúncia de Cuba à dupla moral da política do governo dos Estados Unidos na luta contra o terrorismo.
O país que se autoproclama paradigma no combate do terrorismo acolhe sem reservas a Luis Posada Carrilles, responsável pela explosão de um avião cubano em Barbados que causou a morte de 73 pessoas em 1976, recordou o neto de uma dessas vítimas.
Luis Manuel Ruiz manifestou que o mesmo homem que matou seu avô tentou atentar contra a vida do líder da Revolução, Fidel Castro, enviou bombas à maior das Antilhas, e torturou na Venezuela há décadas, quando era membro dos corpos repressivos desse país.Demandamos que Posada Carrilles seja julgado por seus tantos crimes ou extraditado a Caracas, que o reclama para realizar justiça faz em vários anos, indicou o jovem, que se referiu também aos mais de três mil mortos de sua nação por ações vandálicas.
A política estadunidense trata de eliminar a todos os que se interponham a ela, expressou Ruiz antes de definir genocídio como qualquer ato da Casa Branca contra quem desejam manter ou atingir sua independência.Enquanto Posada Carriles anda livre no sul norte-americano, cinco cubanos permanecem encarcerados desde o 12 de setembro de 1998 em território estadunidense por defender a seu povo de ações criminosos, apontou a filha de um desses lutadores.
Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Fernando González, Antonio Guerreiro e René González não são espiões, sua missão era infiltrar grupos terroristas e obter informação para evitar mais danos a sua nação, esclareceu a primogênita de René.
Ela contou como os Cinco, conhecidos dessa maneira em nível mundial, têm sido vítimas do ódio de um governo que despreza a Cuba e não é capaz de reconhecer a decisão deste país de ser independente para sempre.Irmita, como a chamam seus amigos, fez um percurso por momentos importantes destes 12 anos de luta a favor da libertação dos antiterroristas, e ressaltou o caráter incansável da cada um deles.
A cumplicidade do governo estadunidense no golpe de Estado em Honduras contra o presidente Manuel Zelaya em meados do passado ano também foi denunciada neste espaço.Grécia Luna, delegada da nação centro-americana, referiu os terríveis momentos vividos pelo povo depois do golpe militar e recordou como Zelaya foi retirado de sua casa na madrugada de 28 de junho de 2009 e levado a outro país.
Em nossa própria terra enfrentamos-nos a maltratos físicos, torturas psicológicas e a uma grande manipulação por parte dos meios de comunicação em massa ao serviço dos golpistas, encabeçados por Roberto Michelleti, disse.
Por outra parte, vietnamitas acusaram Estados Unidos pelos crimes cometidos contra seu povo e apresentou-se ante o tribunal uma vítima do chamado agente laranja, de 24 anos de idade e filha de uma camponesa exposta diretamente ao ataque.De acordos com cifras mencionadas neste domingo, mais de três milhões de pessoas sofreram e sofrem os efeitos dessa selvagem contaminação.
A várias décadas da agressão estadunidense contra um povo que queria ser independente e nada mais, ainda continuam nascendo crianças afetadas pelo agente laranja, manifestaram dois jovens do país asiático.A jovem afetada, com a perda de suas extremidades inferiores e o braço esquerdo, apontou que está a ponto de graduar-se na universidade, mas outros, lamentou, permanecem prostrados em cama.(Com a Prensa Latina)

Grupos LGBT en Cuba conmemoran el Día Internacional de los Derechos Humanos


El pasado viernes 10 de diciembre, día en que la ONU aprobó en 1948, la Declaración Universal de los Derechos Humanos, numerosos activistas LGBT y trabajadores del CENESEX, junto a una representación de la Sección de Diversidad Sexual de la SOCUMES, formaron parte del Panel "Derechos sexuales e incidencia política", con sede en el Hotel Lincoln de la capital.
Organizado por el Grupo "Hombres por la Diversidad" (HxD) y la Sección de Diversidad Sexual de SOCUMES, la actividad daba término a la Jornada de la No Violencia contra la Mujer, que se había organizado durante esa semana por CENESEX en la misma sede.
Alberto Roque, coordinador de la Sección de Diversidad Sexual y del Grupo HxD, durante la introducción del Panel, destacó la necesidad de que los Estados y gobiernos, incluyendo el nuestro, incluyan de forma explícita en las políticas el reconocimiento y respeto de todos los derechos sexuales (Lea sus palabras más adelante)
Los bloques temáticos se centraron en una aproximación a los Principios de Yogyakarta, expuestos por la Lic. Rita María Pereira, Vicepresidenta de la Sección de Diversidad Sexual de la SOCUMES. Francisco Rodríguez Cruz, miembro del Grupo HxD, presentó el documental chileno "El Ché de los Gays" (de Arturo Álvarez Roa), como pretexto para reflexionar posteriormente sobre las diferentes maneras de realizar incidencia política por el reconocimiento y el respeto a la libre orientación sexual e identidad de género (Lea sus palabras más adelante).
Las y los activistas abogaron por una mayor concertación de acciones relacionadas con la educación en la comunidad sobre derechos humanos en general y, específicamente, sobre los derechos sexuales. Asimismo, solicitaron que se realizaran seminarios que permitan implementar en la práctica los Principios de Yogyakarta, considerados como el marco jurídico internacional sobre estos temas, dirigido a activistas, decisores políticos y grupos de la sociedad civil.
Palabras introductorias de Alberto Roque Guerra al Panel "Derechos sexuales e incidencia política"
La sexualidad es parte esencial de la personalidad y en consecuencia de la identidad de los seres humanos. Disfrutarla a plenitud es un derecho humano universal que potencializa nuestra salud física y mental.
El reconocimiento de todos los Derechos Sexuales como derechos humanos no forma parte de la agenda de las Naciones Unidas ni fue incluida dentro de la Declaración Universal que fuera publicada un día como hoy, en 1948.
Las largas luchas de los movimientos de la sociedad civil de muchos países, la contribución de las ciencias y de destacadas personalidades políticas han abierto el azaroso camino minado por fundamentalismos religiosos, políticos y culturales.
A pesar de los avances palpables, se hace necesario recordar que en 76 países de nuestro planeta se condena la homosexualidad y 7 de ellos con la pena de muerte, sin contar las violaciones de los derechos de las mujeres y de las niñas y los niños, no relacionados con la orientación sexual.
Las agendas nacionales deberán asumir sin reparo en sus políticas la responsabilidad de garantizar estos derechos, basados en los principios de igualdad y no discriminación. Todas y todos debemos trabajar sin descanso en que se garanticen:
1. El derecho a la libertad sexual, entendida como la posibilidad de la plena expresión del potencial sexual de los individuos. Sin embargo, esto excluye toda forma de coerción , explotación y abuso sexuales en cualquier tiempo y situación de la vida.
2. El derecho a la autonomía , integridad y seguridad sexuales del cuerpo, que garantiza la capacidad de tomar decisiones autónomas sobre la propia vida sexual dentro del contexto de la ética personal y social. También están incluidas la capacidad de control y disfrute de nuestros cuerpos, libres de tortura, mutilación y violencia de cualquier tipo.
3. El derecho a la privacidad sexual al poder asumir las decisiones y conductas individuales realizadas en el ámbito de la intimidad siempre y cuando no interfieran en los derechos sexuales de otros.
4. El derecho a la equidad sexual, que hace refrencia a la oposición a todas las formas de discriminación, independientemente del sexo, género, orientación sexual, edad, raza, clase social, religión o limitación física o emocional.
5. El derecho al placer sexual como fuente de bienestar físico, psicológico, intelectual y espiritual.
6. El derecho a la expresión sexual emocional, basado en que toda persona tiene derecho a expresar su sexualidad a través de la comunicación, el contacto, la expresión emocional y el amor. La expresión sexual va más allá del placer erótico o los actos sexuales.
7. El derecho a la libre asociación sexual, entendido como la posibilidad de contraer o no matrimonio, de divorciarse y de establecer otros tipos de asociaciones sexuales responsables.
8. El derecho a la toma de decisiones reproductivas, libres y responsables. Esto abarca el derecho a decidir tener o no hijos, el número y el espacio entre cada uno, y el derecho al acceso pleno a los métodos de regulación de la fecundidad.
9. El derecho a información basada en el conocimiento científico, que implica que la información sexual debe ser generada a través de la investigación científica libre y ética, así como el derecho a la difusión apropiada en todos los niveles sociales.
10. El derecho a la educación sexual integral. Este es un proceso que se inicia con el nacimiento y dura toda la vida y que debería involucrar a todas las instituciones sociales.
11. El derecho al atención de la salud sexual. La atención de la salud sexual debe estar disponible para la prevención y el tratamiento de todos los problemas, preocupaciones y trastornos sexuales.
En la tarde de hoy nuestros panelistas particulizarán en los derechos de las personas lesbianas, gay, bisexuales, transgéneros e intersexuales contemplados en los Principios de Yogyakarta. El acercamiento a este tema pudiera servir de herramienta en abogar por el reconocimiento y respeto a nuestros derechos. En un segundo tiempo reflexionaremos sobre las diferentes maneras de realizar incidencia política, puesto que para muchas personas LGBT estas acciones son responsabilidad exclusiva de instituciones y pocos activistas. Cada persona, independientemente de su orientación sexual o identidad de género, es un agente de cambio potencial. Trabajemos pues, de conjunto, por una sociedad sin violencia y basada en la igualdad plena entre los seres humanos.