Em defesa dos aposentados





A defesa dos aposentados foi o tema do pronunciamento de Paulo Paim na tribuna do Senado. Ele fez questão de ler e exibir a "Carta de Aparecida 2012", documento que retrata a triste realidade vivida por milhões de aposentados, pensionistas e idosos. 
A carta foi redigida pela COBAP, com apoio e assinatura de outras federações, entidades e centrais sindicais.
Esse documento histórico, disse Paim, comprova que há unidade no movimento sindical em todo país. Ele acrescentou que, juntas, as entidades lutam pela aprovação, na Câmara dos Deputados, de projetos que já foram aprovados pelo Senado. Entre eles o Projeto de Lei 4434/2008, que reajusta aposentadorias e pensões. Os aposentados também lutam pela recomposição dos valores das aposentadorias e pelo fim do fator previdenciário.
Essas matérias integram o que os aposentados consideram uma "pauta mínima" de reivindicações ao Congresso Nacional. A carta trata ainda da falência do serviço de saúde no país, da reativação do Conselho Nacional de Seguridade Social, com poder deliberativo, e do fim do voto secreto no Congresso.
Paim lembrou que o Senado aprovou essas propostas, que agora precisam ter continuidade na Câmara. Para isso, é preciso mobilização e pressão popular junto aos deputados.
"Seja por carta, seja por contato pessoal, enfim, é preciso pressionar, sim. Alguém já disse navegar é preciso. Eu diria: pressionar os deputados federais é preciso, sim!" - conclamou o senador.
Em aparte, o senador paranaense Alvaro Dias (PSDB) reforçou a reivindicação de Paim, argumentando que, em todo o país, cresce a cada dia a insatisfação dos idosos. Alvaro Dias lembrou também dos aposentados do Aeros que, há anos, enfrentam um impasse que passou pelo Executivo, chegou ao Judiciário e foi até a Suprema Corte, sem solução.
Já a senadora amazonense Vanessa Grazziotin (PCdoB) acrescentou que não apenas as aposentadorias estão sem reajustes, mas também boa parte dos pisos salariais das classes trabalhadoras.(Com a COBRAP)

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